Em um mercado no qual produtos e serviços estão cada vez mais parecidos, o que faz um consumidor escolher uma marca, voltar a comprar e ainda recomendá-la para outras pessoas? Essa é uma das questões que esteve no centro da palestra “Experiências que vendem”, que integrou a programação do Novo Hamburgo Feevale Summit nesta quinta-feira, 17 de setembro.
O encontro propôs uma conversa sobre como as marcas podem ir além da oferta de produtos e serviços para construir experiências capazes de gerar conexão, desejo, memória e relacionamento com os clientes. A discussão reuniu diferentes perspectivas sobre comportamento do consumidor, criatividade, inovação, posicionamento de marca e desenvolvimento de negócios.
Painelistas
Participaram do painel Fabiana Latorre Santos, analista de Relacionamento com o Cliente do Sebrae; Caroline Kuhlhoff, diretora de Marketing e Vendas da Pão de Trigo; e Felipe Sperb, mestre em Indústria Criativa e sócio-proprietário da Fora. A mediação foi de Cláudia Beretta, diretora de Marketing e Relacionamento da Universidade Feevale.
Com nove anos de atuação no Sebrae, Fabiana Latorre Santos é formada em Administração, possui MBA em Gestão Empresarial e especialização em Gestão, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios. Sua experiência contribuiu para a discussão sobre os desafios e oportunidades dos pequenos negócios na construção de relacionamentos duradouros com seus clientes.
Representando a perspectiva de uma empresa familiar, Caroline Kuhlhoff apresentou no debate a experiência da Pão de Trigo, empresa fundada em 1992. Nutricionista, com MBA em Marketing: Estratégia e Inovação, Caroline atua no desenvolvimento de campanhas, estratégias comerciais e novos produtos, conectando criatividade, comportamento do consumidor e resultados de negócio.
Já Felipe Sperb contribuiu com a visão de quem atua diretamente na construção de marcas. Mestre em Indústria Criativa pela Universidade Feevale, é consultor de marketing, negócios e construção de marcas e sócio-proprietário da empresa Fora, com mais de dez anos de experiência no mercado da comunicação.
A mediação ficou a cargo de Cláudia Beretta, profissional com mais de 25 anos de experiência nas áreas de marketing, comunicação e comercial, com atuação voltada a branding e performance. Graduada em Publicidade e Propaganda, possui pós-graduação em Marketing, Docência do Ensino Superior e Acessibilidade, Diversidade e Inclusão, além de mestrado em Comunicação e MBA em BI, Marketing Digital e Estratégia Data Driven. Atualmente, é diretora de Marketing e Relacionamento da Feevale.
Da diferenciação à criação de desejo
Ao longo da conversa, os participantes discutiram o que faz uma marca ser escolhida em meio à concorrência e como transformar os valores de uma empresa em elementos que sejam efetivamente percebidos pelo consumidor. Outro eixo do painel foi o processo criativo: de onde surgem as ideias que movimentam uma marca e como identificar oportunidades a partir da observação do comportamento dos clientes. Também foi abordado o equilíbrio entre ouvir as demandas existentes e antecipar necessidades que o consumidor ainda não verbalizou.
A experiência como vantagem competitiva também esteve em pauta. A proposta foi refletir sobre o momento em que um produto deixa de ser suficiente para diferenciar uma marca e passa a ser apenas uma parte de uma experiência mais ampla. No caso de negócios que fazem parte da rotina das pessoas, por exemplo, o produto pode estar associado a encontros, tradições, memórias e momentos de convivência.
A partir dessas diferentes perspectivas, o painel buscou discutir como as empresas podem transformar consumo em vínculo. A conversa também provocou uma reflexão sobre inovação e criação de desejo. Até que ponto uma empresa deve responder às tendências do mercado e quando pode criar algo novo, despertando no consumidor o desejo por aquilo que ele ainda não sabia que queria?
Uma provocação para levar para os negócios
Durante o painel, uma pergunta acompanhou as diferentes discussões: “Vocês estão vendendo um produto ou estão vendendo o que esse produto faz a pessoa sentir?”; A provocação sintetizou a proposta da palestra: olhar para a experiência não apenas como aquilo que acontece no momento da compra, mas como algo que permanece na memória do consumidor e pode influenciar sua relação futura com a marca.
Para encerrar, os participantes foram convidados a pensar sobre o futuro e sobre as experiências que ainda desejam proporcionar aos seus clientes. A partir das diferentes trajetórias apresentadas no painel, a proposta foi mostrar que criar experiências relevantes exige observar pessoas, compreender comportamentos, transformar ideias em soluções e construir relações que façam sentido para o consumidor e para o negócio.
to: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria
Novo Hamburgo


