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Ester Ellwanger

Ester Ellwanger

Cidades

Montenegro realiza demolição preventiva após risco de desabamento

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

Nesta sexta-feira, 14 de agosto, a prefeitura de Montenegro realizou a demolição de uma residência construída sobre uma galeria de arroio, na rua Cel. Apolinário de Moraes. A medida foi necessária devido a problemas estruturais no imóvel e danos na galeria provocados pela erosão do talude do arroio.

Após vistoria técnica realizada por engenheiros da prefeitura e pela Defesa Civil, foram identificadas fundações instáveis, perda de sustentação do solo, fissuras na estrutura e risco iminente de desabamento. Diante da situação, a demolição foi indicada para garantir a segurança do local e permitir o conserto da galeria, além da reestruturação da rede de drenagem.

A prefeitura orienta moradores de imóveis construídos sobre ou próximos a galerias a ficarem atentos a sinais como rachaduras, fissuras, movimentação do solo ou outros danos estruturais. Caso alguma alteração seja identificada, a recomendação é comunicar os órgãos responsáveis para que seja realizada uma vistoria técnica.

 

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

14/08/2026 0 Comentários 8 Visualizações
Business

Clima e custos devem guiar decisões para a próxima safra de milho

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

O plantio da próxima safra de milho será pautado por uma combinação de fatores econômicos e agronômicos. Os preços e a rentabilidade continuam sendo determinantes; no entanto, a capacidade da lavoura de responder às adversidades climáticas passou a ter peso crescente no planejamento do produtor. O clima se consolidou como um dos principais fatores de risco para a produção agrícola e tem influenciado diretamente as decisões no campo.

Essa influência do clima ficou evidente nos resultados da última safra, que apresentou diferenças significativas de produtividade entre regiões e até mesmo entre propriedades vizinhas. Conforme o diretor de marketing e produtos da Elicit Plant Brasil, Felipe Sulzbach, a variação ocorreu, muitas vezes, em função da distribuição irregular das chuvas e da intensidade dos estresses enfrentados durante o ciclo.

“Isso reforça a percepção de que não basta apenas buscar altas produtividades em cenários ideais, mas também construir estabilidade de produção diante das oscilações climáticas”, afirma.

Planejamento

Diante dessa variabilidade, o planejamento da próxima safra passa a considerar não apenas o potencial produtivo, mas também a capacidade de resistência da cultura. Segundo Sulzbach, o produtor tem buscado estratégias que aumentem a resiliência da cultura, reduzindo sua vulnerabilidade a eventos climáticos adversos e protegendo o potencial produtivo desde as fases iniciais de desenvolvimento.

Ele explica que há uma mudança clara de foco: antes, o planejamento era orientado principalmente pelo potencial produtivo em cenários favoráveis. Hoje, grande parte das decisões busca equilibrar produtividade e estabilidade, preparando a cultura para enfrentar condições menos previsíveis ao longo do ciclo. A capacidade de reduzir os impactos do estresse hídrico e preservar o desempenho da planta tornou-se um diferencial estratégico dentro do sistema produtivo.

Equilíbrio

A busca por equilíbrio também se estende aos custos de produção, que seguem entre os principais fatores considerados na tomada de decisão. Fertilizantes, defensivos, sementes e operações de campo representam investimentos elevados, e o produtor tem buscado cada vez mais eficiência na alocação desses recursos. Sulzbach ressalta, no entanto, que o desafio não é simplesmente reduzir custos de forma indiscriminada, o que pode comprometer diretamente o potencial produtivo da cultura.

“Em muitos casos, o retorno do investimento não depende apenas do volume de insumos aplicados, mas da capacidade da planta de expressar todo o seu potencial genético, mesmo quando submetida a condições de estresse”, observa.

Novas Tecnologias

É nesse ponto que ganha espaço o interesse por tecnologias capazes de aumentar a eficiência do manejo já realizado. Conforme o diretor, essa procura vem crescendo.

“Quando a lavoura consegue manter sua atividade fisiológica por mais tempo diante de condições adversas, o aproveitamento dos investimentos feitos ao longo da safra tende a ser maior. Ou seja, não se trata apenas de aumentar a produtividade, mas de proteger o retorno econômico dos recursos investidos pelo produtor”, salienta.

Os dados obtidos na última safra ajudam a dimensionar esse efeito sobre o desempenho da lavoura. Felipe Sulzbach informa que os resultados mais recentes vêm confirmando os ganhos observados pela Elicit Plant em diferentes regiões produtoras de milho.

Considerando os dados consolidados das avaliações conduzidas em campo na última safra, a tecnologia tem apresentado ganho médio de 11,4 sacas por hectare, reforçando sua capacidade de contribuir para a proteção do potencial produtivo da cultura.

Resultado

O retorno da cultura em situações de adversidade está diretamente relacionado a esse resultado. De acordo com o diretor, esse desempenho está ligado à capacidade da planta de enfrentar situações de estresse abiótico ao longo do ciclo.

Em ambientes com períodos de déficit hídrico, altas temperaturas ou outras condições que impactam o metabolismo e o desenvolvimento da lavoura, a resposta tende a ser ainda mais evidente, uma vez que a tecnologia auxilia a planta a ativar mecanismos naturais de adaptação e resiliência.

Ainda assim, os resultados não são uniformes em todas as condições de cultivo. Sulzbach ressalta que a magnitude dos ganhos pode variar conforme fatores como intensidade do estresse, condições climáticas da região, manejo adotado e potencial produtivo da área. Em anos ou ambientes com menor pressão climática, os ganhos podem ser mais moderados; já em situações de maior adversidade, a contribuição para a preservação do rendimento tende a ser mais significativa.

Nesse cenário, o principal efeito observado vai além de um ganho pontual de produtividade. Segundo o diretor, os resultados demonstram maior estabilidade produtiva entre diferentes safras e condições de cultivo.

“Em um cenário de crescente variabilidade climática, essa capacidade de reduzir perdas e proteger o potencial da lavoura torna-se um diferencial importante para a sustentabilidade econômica da produção de milho”, conclui.

Foto: Di Fontoura/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

 

14/08/2026 0 Comentários 19 Visualizações
Esporte

Brasileiro de Handebol Feminino conhecerá os semifinalistas hoje

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

O Campeonato Brasileiro de Clubes de Handebol Cadete Feminino conhecerá seus semifinalistas nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ginásio do Complexo Cultural CEI, em Campo Bom.

Promovido pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), com organização local da AECB, apoiada pela Federação Gaúcha de Handebol (FGHb) e a refeitura de Campo Bom, o campeonato está movimentando a cidade durante seis dias de intensas disputas, reunindo atletas, comissões técnicas, dirigentes, árbitros, familiares e torcedores de diferentes regiões do país.

Para a organização, o evento também representa oportunidade de fortalecer valores como disciplina, respeito, trabalho em equipe e integração entre atletas de diferentes culturas e regiões do Brasil. A competição faz parte do calendário oficial do handebol brasileiro e serve como vitrine para jovens talentos que despontam na modalidade.

Quartas de final

Os jogos das quartas de final são:

  • 10 horas – CRB x ATHB
  • 11h30 – Centro Olímpico x Cato
  • 13 horas – Concórdia x Português
  • 14h30 – AECB x Pinheiros
  • Também nesta sexta, no Ginásio Municipal, ocorrem os confrontos entre os 3º e 4º colocados da primeira fase:
  • 10 horas – Suzano x Ceilândia
  • 11h30 – Sorriso x Campo Verde
  • 13 horas – Thalia x Mogiano
  • 14h30 – GHC x LHH

O campeonato

A primeira fase da competição encerrou nesta quinta-feira, 13 de agosto, com os jogos CRB 20 a 12 Português, Suzano 24 a 16 LHH, Cahan 24 a 21 Mogiano, Centro Olímpico 29 a 15 Thalia, Pinheiros 41 a 14 Campo Verde, Concórdia 31 a 14 Ceilândia, ATHB 41 a 26 GHC e AECB 27 a 26 Sorriso.

O Campeonato Brasileiro de Clubes de Handebol Cadete Feminino segue até domingo, 16 de agosto, com a grande final, às 16h30, no Ginásio Municipal. Neste sábado, também a partir das 10h, o Ginásio Municipal terá mais quatro jogos que começam a definir a classificação; e no Ginásio do CEI, pela manhã, acontecem mais dois jogos classificatórios e, a partir das 13h, serão disputadas as semifinais.

No domingo, a partir das 9h, acontecem dois jogos no CEI, definindo a classificação final do 16º ao 13º colocado; os demais jogos serão todos no Ginásio Municipal, com as disputas do 12º aos 3º lugar e a disputa pelo título.

O Campeonato Brasileiro coloca Campo Bom no centro das atenções do handebol de base, consolidando sua vocação para a realização de grandes competições, e reúne atletas de 16 equipes do Rio Grande do Sul (3), São Paulo (3), Alagoas (2), Mato Grosso (2), Distrito Federal, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Equipes participantes

Além da anfitriã AECB, participam as equipes:

  • ACHE (Campo Verde/MT),
  • AD Centro Olímpico (São Paulo/SP),
  • ATHb/Hand (Torres/RS), Cato/Cahan (Maceió/AL),
  • CE Suzano Costa (Rio de Janeiro/RJ),
  • Ceilândia EC (Distrito Federal),
  • Clube Mogiano (Migi Mirim/SP),
  • CRB (Maceió/AL),
  • EC Pinheiros (São Paulo/SP),
  • GHC (Teresina/PI),
  • LHH (Novo Hamburgo/RS),
  • Portugues/FMO (Recife/PE),
  • SE Sport/AG (Concórdia/SC),
  • Sociedade Thalia (Curitiba/PR),
  • Sorriso/ASHB/HORNETS (Sorriso/MT).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

14/08/2026 0 Comentários 24 Visualizações
Cidades

Centro de Novo Hamburgo entra no foco de debate sobre revitalização

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

Com o objetivo de revitalizar o Centro de Novo Hamburgo, a comissão especial da Câmara de Vereadores da cidade recebeu, na quarta-feira, 12 de agosto, a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Daiana Monzon. O encontro tratou de comércio, mobilidade, segurança, cultura, mercado imobiliário e população em situação de rua.

Além disso, Daiana apresentou ações do programa Conexão Empresarial, realizado com entidades e empresários da região. A iniciativa utilizou a metodologia World Café para ouvir comerciantes e levantar demandas.

Segundo a secretária, os encontros reuniram de 40 a 50 participantes por edição. Entre as principais solicitações estão mais rondas da Guarda Municipal, integração com a Brigada Militar e reorganização da distribuição de refeições e doações.

“A discussão precisa ser feita com cautela, para não prejudicar as pessoas em situação de vulnerabilidade nem os estabelecimentos comerciais”, afirmou.

Qualificação e inclusão

Da mesma forma, a secretária destacou ações de inclusão e qualificação profissional. O programa RS Qualificação recebeu cerca de R$ 280 mil para cursos destinados a mulheres em situação de vulnerabilidade e pessoas em situação de rua.

Como exemplo, Daiana citou um morador de rua que concluiu o curso de torneador mecânico no Senac e recebeu certificação. “É um exemplo do potencial de reintegração dessas pessoas ao mercado de trabalho”, afirmou.

Ainda nesse sentido, a Secretaria articula com a Educação a ampliação do acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA). A medida busca atender pessoas que precisam concluir os estudos para acessar vagas formais.

Mobilidade e eventos

Enquanto isso, o Executivo finaliza estudos sobre o estacionamento rotativo. Ainda não há projeto de lei em tramitação. Entre as possibilidades estão ampliar a tolerância, revisar penalidades, alterar a taxa pós-uso, sincronizar semáforos pelo SmartNH e unificar zonas.

Por outro lado, a realização de eventos também aparece como estratégia para movimentar o Centro. A prefeitura pretende ampliar a programação de Natal, do centenário de Novo Hamburgo e de outras datas. A proposta é envolver CDL, Sindilojas e ACI para estimular a abertura das lojas.

De acordo com Daiana, algumas atividades já registraram entre 5 mil e 30 mil pessoas em um único dia. “Essa circulação pode representar um aumento significativo no faturamento do comércio local”, destacou.

Propostas do setor empresarial

Além disso, o vice-presidente da CDL-NH, Jorge Stoffel, entregou à comissão um documento assinado pela CDL-NH, ACI e Sindilojas Vale Germânico. O material reúne propostas para o Rotativo Digital.

Entre as sugestões estão ampliar a isenção de 15 para 30 minutos, criar tarifa única de R$ 1 por hora e reduzir a taxa pós-uso para R$ 10. O documento também propõe o fim do valor mínimo de recarga, a manutenção da cobrança aos sábados pela manhã e a instalação de parquímetros.

Por fim, a comissão continuará ouvindo representantes do Executivo. Na próxima quarta-feira, às 10h, será a vez do secretário de Cultura e Turismo, Angelo Reinheimer.

Integração entre secretarias

Durante o encontro, vereadores também defenderam ações integradas. A vereadora Professora Luciana Martins (PT) cobrou uma devolutiva aos comerciantes que participaram do Conexão Empresarial. Já Cristiano Coller (PP) destacou a importância da qualificação profissional e da EJA.

Daia Hanich defendeu a participação de igrejas e instituições que atendem pessoas em situação de rua. Enio Brizola (PT), por sua vez, citou experiências de Passo Fundo e sugeriu retomar o receptivo turístico, ampliar parcerias com agências e fortalecer o programa Comércio de Rua.

Segundo Daiana Monzon, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação atua como elo entre empresários e demais áreas da Prefeitura. “Nosso papel é ouvir os empreendedores, identificar gargalos e encaminhar as demandas às secretarias responsáveis”, afirmou.

A comissão especial é prevista pelo artigo 77 do Regimento Interno da Câmara e pode convocar secretários, promover audiências e apresentar relatórios ou propostas legislativas.

Foto: Daniele Souza/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

14/08/2026 0 Comentários 46 Visualizações
Business

4º Sapiranga Summit encerra com cerca de 20 mil participantes

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

De 11 a 13 de agosto, o Fly.Hub, em Sapiranga, foi ponto de encontro para quem buscava novas ideias, conexões e oportunidades em torno da inovação. O 4º Sapiranga Summit reuniu mais de 20 mil participantes ao longo dos três dias, com uma programação que combinou empreendedorismo, tecnologia, negócios, criatividade, cultura e entretenimento.

Ao todo, foram mais de 95 horas de programação, com cerca de 200 palestrantes distribuídos em oito espaços simultâneos. Contou com dois palcos com formato de palestras silenciosas, além de startups, empresas, ativações, experiências e atrações culturais.

Para o diretor de Inovação de Sapiranga, Paulo Kayser, o resultado da edição confirma a força que o evento vem ganhando e abre caminho para uma nova etapa. “Nós já quebramos todos os recordes de público, recordes de presentes, de speakers. Então está sendo um evento maravilhoso, a aderência do público foi sensacional. As pessoas estão fechando negócios, e os participantes ampliando conexões. Para nós, isso é o principal e mais gratificante”, comemorou.

Ao longo dos três dias, o Summit reuniu diferentes perfis de público e propostas em um mesmo ambiente. Os oito espaços de programação permitiram que os participantes circulassem entre conteúdos sobre tecnologia, inteligência artificial, empreendedorismo, varejo, gestão, cultura, criatividade e comportamento. A presença de startups e empresas do próprio Fly.Hub também aproximou as discussões apresentadas nos palcos de soluções e negócios que já fazem parte do ecossistema local de inovação.

Grandes nomes encerram programação

O terceiro e último dia do Summit manteve a diversidade de temas que marcou a edição, reunindo nomes de alcance nacional em diferentes áreas. Entre os principais destaques da programação estiveram Mari Maria, CEO da Mari Maria Makeup e influenciadora, e Toguro, influenciador, empresário e criador de conteúdo, que levaram ao palco diferentes perspectivas sobre empreendedorismo, construção de marca e criação de conteúdo.

Com uma comunidade construída ao longo dos anos no ambiente digital, Mari Maria destacou que essa relação também influencia as decisões da marca. Para ela, a credibilidade edificada junto ao público aumenta a responsabilidade de buscar novidades e manter coerência entre os produtos e os valores da empresa.

“Eu me sinto responsável, porque como eu tenho uma comunidade de pessoas que me seguem e me acompanham e essa credibilidade que eu vim construindo ao longo dos anos, eu me sinto responsável por trazer produtos que façam sentido para as pessoas, mantendo a coerência da marca. Então, eu me sinto na obrigação de estar evoluindo, correndo atrás de coisas novas”, pontuou.

A empresária também falou sobre o desafio de ampliar a atuação da Mari Maria Makeup sem abrir mão da produção nacional. Segundo ela, a marca busca incorporar tecnologia e referências internacionais, mas mantendo sua identidade brasileira e valorizando fornecedores e fábricas do país. “O mínimo que eu sinto que eu tenho que fazer é trazer o que está de bom no mundo para dentro do Brasil, com a nossa leitura. E como eu faço muita questão de ter produtos 100% brasileiros, eu acho que esse é o meu maior desafio. Eu poderia pegar tudo de fora, mas eu estou sempre buscando fazer com produtos aqui de dentro”, finalizou.

Já Toguro levou ao palco a experiência de quem começou a produzir conteúdo para a internet quando as redes sociais ainda estavam longe de ter a dimensão atual. Ao relembrar o início da trajetória, o influenciador destacou como foi apostar em um caminho que, naquele momento, ainda parecia pouco convencional. “Há 20 anos, eu comecei a gravar vídeo para a internet. Só que, 20 anos atrás, não existia celular como existe hoje. Eu vim de uma época em que gravar vídeo, tirar foto, não era tendência. Eu era um patinho diferente”, relembrou.

A decisão de transformar a criação de conteúdo em profissão veio antes de o mercado reconhecer esse potencial. Segundo Toguro, ele precisou deixar o trabalho com o pai para seguir o próprio projeto, mesmo sem ter a certeza de que as redes sociais poderiam se tornar uma fonte de renda.

“Eu trabalhava com meu pai e, por muitos anos, ele nunca acreditou nos meus sonhos. Ele nunca imaginou que um vídeo, um celular, uma rede social poderiam trazer algum tipo de retorno. Só que lá atrás eu falei: pai, infelizmente eu vou deixar o trabalho do senhor e vou gravar vídeo. O resto, vocês já sabem”, contou.

Também passaram pelos palcos do Summit a economista-chefe, professora universitária e palestrante Patrícia Palermo, com o tema “Só vende quem entende”, e o ator e humorista Nelson Freitas, que trouxe reflexões sobre humor, bem-estar, desenvolvimento e conexões.

No palco Arena Expocoopera Sicredi, o jornalista e comunicador Elzinga apresentou a palestra “Redescobrindo o RS”, propondo um novo olhar sobre lugares que fazem parte do cotidiano dos gaúchos. A reflexão partiu da ideia de sair das rotas habituais e redescobrir o próprio território.

“Aqui fica minha mensagem pra vocês: é preciso a gente redescobrir o nosso Estado. E redescobrir o Rio Grande do Sul significa sair um pouco da rota convencional, de ir todo final de semana, ou todo dia, para o mesmo lugar. Fazer uma volta diferente para chegar ao trabalho e mudar a nossa percepção sobre aquilo que está ao nosso redor”, destacou. A reflexão avançou para a forma como o olhar pode transformar a percepção sobre lugares já conhecidos. “O belo é sempre o novo, é aquilo que a gente vê todos os dias e deixa de ser belo pra gente”, concluiu.

A noite foi encerrada com o show da banda Acústicos & Valvulados, no Palco Cultura, que levou ao Summit a celebração de seus 35 anos de carreira. Nesta edição, o espaço ganhou uma programação mais estruturada para receber shows e artistas locais e regionais, aproximando o público da produção cultural que também faz parte da economia e da identidade da região.

Participantes buscam novas ideias para negócios e trajetórias

Além de acompanhar as palestras, parte do público chegou ao Summit com objetivos definidos: buscar conhecimento, encontrar referências e levar novas ideias para suas empresas e carreiras. Foi o caso dos empresários Benhur Saltiél e Carolina Becker, que participaram do evento pela primeira vez acompanhados de sua equipe. Para Saltiél, a realização de um evento dessa dimensão em Sapiranga também evidencia o potencial do município e da região.

“Fiquei muito feliz de ver um evento tão grande no município, que às vezes também não é tão reconhecido no estado, e fico muito honrado, porque eu acho que a gente tem empresas tão fortes aqui, em cidades pequenas, quanto em cidades grandes”, destacou Saltiél.

A equipe participou das atividades com atenção especial aos temas relacionados à liderança e às mudanças no ambiente de trabalho. “A gente veio muito focado na questão de liderança. Então, trouxemos o nosso time de gerentes para ver como é que a gente conversa com essa nova geração, o que a gente tem que fazer, como a gente tem que se comunicar, como a gente pode passar o nosso conhecimento também, o que vale a pena passar, o que não vale a pena, o que a gente precisa aprender com eles também, que é muito importante”, explicou.

Para Carolina, a presença de Mari Maria também despertou interesse pela trajetória empresarial da influenciadora. “Eu quero saber mais da história de vida dela, porque eu acho ela uma empreendedora exemplar”, pontuou. Entre as palestras acompanhadas pelo casal também estiveram a do campeão olímpico Cesar Cielo, além de Arthur Bender, com o tema “Paixão, significado e propósito”, e Flavio Steffens, que abordou “Desmistificando o fracasso”.

Startups aproximam o público da inovação

A presença de startups foi outro elemento que aproximou o ecossistema de inovação do público durante os três dias. Além das empresas já instaladas no Fly.Hub, o Summit recebeu negócios que participaram como expositores e apresentaram seus produtos, serviços e soluções.

Entre eles estava a Go19, empresa de tecnologia voltada à gestão de negócios, que participou do evento ao lado da Post2Go, plataforma de marketing de conteúdo com inteligência artificial. Para Guto Ortac, empreendedor à frente das empresas e participante do Summit desde a primeira edição, eventos do segmento ajudam a aproximar as startups de públicos que normalmente não acompanham o ecossistema de inovação de perto.

“É um orgulho, uma satisfação e uma alegria muito grandes ver o quanto o Sapiranga Summit cresce ano a ano. E o mais legal é que, através da Sinos Valley e também do Inova Sapiranga, a gente consegue estourar a bolha dessa galera que vive a inovação todos os dias e mostrar para o mercado e para a comunidade o que é inovação, como trabalhar com empreendedorismo e o que é tecnologia”, explicou.

Para ele, a presença das startups também amplia o espaço para conversas que vão além da apresentação de produtos. “É um espaço muito importante para nós que temos startups, de conseguir levar para um público maior e mais abrangente o que nós desenvolvemos lá no dia a dia, na raça e na força”, finalizou.

Edição de 2027 já está confirmada

Com os resultados desta edição, a organização já começa a projetar o próximo encontro. A 5ª edição do Sapiranga Summit está confirmada para acontecer nos dias 10, 11 e 12 de agosto de 2027, dando continuidade à proposta de transformar Sapiranga em um ponto de encontro entre conhecimento, empreendedorismo, tecnologia e novas oportunidades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

14/08/2026 0 Comentários 34 Visualizações
Cidades

Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo realiza audiência pública sobre 60+

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

A criação de um Centro-Dia, a implantação de uma Delegacia da Pessoa Idosa e de uma Defensoria Especializada estão entre os principais encaminhamentos da audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos (Codir) da Câmara de Novo Hamburgo nesta quinta-feira, 13 de agosto.

O encontro também resultou em uma manifestação pela adesão do Rio Grande do Sul à Política Nacional de Cuidados, na defesa da implementação das propostas da Conferência Municipal da Pessoa Idosa de 2025 e na reivindicação de maior visibilidade dessa população no orçamento municipal. As demandas deverão ainda ser encaminhadas aos candidatos nas eleições de 2026.

Participam da audiência a presidente do Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania da Pessoa Idosa (CMDCI), Leny Camargo Fisch, também representante da OAB Novo Hamburgo; a defensora pública do Estado do Rio Grande do Sul e dirigente do Núcleo de Defesa da Pessoa Idosa (Nudepid), Renata Dapper; o secretário municipal de Esporte e Lazer, Rafael Lucas; e o gerente de políticas públicas para os idosos, Valdir Henn.

Desafios do cenário

Presidente da Codir, o vereador Enio Brizola (PT) abriu a audiência destacando o envelhecimento da população e os desafios que esse cenário impõe às políticas públicas. Segundo dados do Censo 2022 citados pelo parlamentar, 20% da população do Rio Grande do Sul tem 60 anos ou mais, acima da média nacional de 14%. Brizola defendeu o fortalecimento de ações nas áreas da saúde, mobilidade e proteção contra a violência, além da efetiva aplicação do Estatuto da Pessoa Idosa.

“Uma vida mais longa deve ser também saudável e amparada para aqueles que já deram suas contribuições para o desenvolvimento da família e da sociedade”, afirmou. O vereador ressaltou ainda a importância de reunir diferentes instituições para discutir propostas para a população idosa. “E é justamente esse o compromisso: sentar, debater e propor”, declarou.

A secretária da Codir, Professora Luciana Martins (PT), fez um recorte de gênero ao abordar o envelhecimento, destacando que as mulheres são maioria nessa faixa etária. Ela questionou em quais condições estamos envelhecendo e se Novo Hamburgo está preparada para essa realidade. “A nossa cidade é pensada para isso? As políticas públicas estão preparadas pensando neste recorte?”, questionou. Luciana ressaltou que o envelhecimento envolve diversas áreas e não apenas a saúde.

Ela também destacou a realidade das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) no município. “São 857 pessoas institucionalizadas, sendo 607 mulheres e 252 homens. Esse dado reforça a importância de considerar o gênero na formulação das políticas públicas. As mulheres historicamente assumem grande parte das responsabilidades de cuidado, mas muitas vezes são esquecidas quando chegam à condição de serem cuidadas”, apontou.

Direitos, renda e violência

Na fala, Roberta Dapper destacou a necessidade de escuta e de efetivação dos direitos da população idosa. Ela chamou atenção para os desafios do envelhecimento no Rio Grande do Sul. Segundo a defensora, o Estado é o que mais envelheceu no país e Porto Alegre apresenta o maior percentual de população idosa entre as capitais. Apesar disso, questionou se esse envelhecimento ocorre com a qualidade de vida necessária. “Pessoas que construíram o Estado e o país precisam deste olhar”, afirmou.

Roberta também citou a vulnerabilidade econômica: 53% das pessoas idosas vivem com renda inferior a um salário mínimo, enquanto as instituições de acolhimento dependem desses recursos. Ela ressaltou ainda que a população idosa movimenta a economia.

Outro ponto abordado foi a violência contra pessoas idosas. Conforme dados apresentados por ela, em 2023 o Disque 100 registrou 145 mil denúncias de violência contra essa população. Entre os casos estão violência psicológica e financeira, negligência e maus-tratos. A defensora salientou que, muitas vezes, a violência parte da própria família.

“O vínculo afetivo dificulta o reconhecimento da situação pela vítima, que pode não conseguir acreditar que “o bebezinho que ela pegou no colo” esteja agora praticando violência contra ela”, disse. Roberta também chamou atenção para a subnotificação dos casos e defendeu o fortalecimento da atuação dos CRAS e CREAS, para ampliar a identificação das situações de violência e possibilitar a intervenção da rede de proteção.

Como exemplo de boa prática na atuação conjunta entre a Defensoria e Prefeituras, Roberta citou o Termo de Cooperação nº 63/2024, que resultou em uma economia de R$ 5 milhões para Novo Hamburgo em 2024, além dos R$ 2,8 milhões economizados no ano anterior. Segundo ela, o diálogo prévio permite solucionar demandas sem judicialização, reduzindo ações contra o município, custos processuais e honorários destinados ao Fundo da Defensoria. O termo recebeu ainda aditamento para considerar questões relacionadas às ILPIs.

 

Instituições e fiscalizações

Leny Fischer destacou que Novo Hamburgo possui 49 Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) sendo duas sem fins lucrativos e as demais privadas. Segundo ela, 21 estão devidamente inscritas no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, que mantém trabalho ativo junto às instituições.

A conselheira relatou situações preocupantes encontradas durante fiscalizações, como falta de higiene, condições inadequadas de habitabilidade, sujeira e ausência de alimentação básica. Ressaltou que as instituições podem ter finalidade lucrativa, mas precisam ser bem administradas e cumprir o Estatuto da Pessoa Idosa e as demais normas que regulamentam o serviço.

Ela também defendeu a implantação de Centros-Dia, destinados a quem mantém autonomia e pode receber cuidados durante o dia, retornando para casa à noite. Além do atendimento por diferentes profissionais, frisou a importância da socialização e da convivência.

Entre as demandas apresentadas, Leny citou ainda a necessidade de uma Defensoria com atuação direcionada à população idosa e a criação de uma Delegacia da Pessoa Idosa em Novo Hamburgo.

Programa Melhor Idade

O secretário Rafael Lucas apresentou ações já desenvolvidas pelo município e destacou o Programa Melhor Idade (PMI) como uma política de integração social e prevenção. O programa possui 27 núcleos distribuídos pelos bairros do município, cerca de 9 mil atendimentos mensais e aproximadamente 2 mil participantes.

As atividades incluem ritmos, coral, pilates, esporte, lazer e cultura, além de cursos profissionalizantes, como informática, oferecido em conjunto com outras secretarias. Segundo Rafael, existe um calendário específico para a Melhor Idade, com temas trabalhados mensalmente e aulas planejadas para os participantes. Ele agradeceu o trabalho da coordenadora Raquel Gonçalves e da equipe de professores, destacando a ampliação do número de profissionais como um desafio positivo para o programa.

Para Rafael, o PMI vai além da atividade física ao proporcionar convivência, integração e bem-estar, fazendo com que os participantes retornem mais felizes. Também destacou o PMI 50+ e convidou a comunidade a conhecer as atividades.

Valdir Henn afirmou que o envelhecimento é um tema relacionado ao presente e ao futuro de todos. Destacou que o Brasil passa pelo processo de envelhecimento populacional mais rápido de sua história e que, embora envelhecer seja uma conquista, é necessário garantir dignidade. Entre os eixos de trabalho apontados pelo gerente estão a convivência e o fortalecimento de vínculos por meio dos Cras; a proteção e a garantia de direitos, com atuação dos Creas e da Secretaria de Segurança no enfrentamento à violência e à negligência; e a participação social na construção das políticas públicas.

“Cuidar de quem cuidou de nós é um dever”, afirmou. Henn também defendeu uma rede de proteção cada vez mais forte e destacou o papel do Legislativo na criação de leis, fiscalização, divulgação de direitos e destinação de emendas parlamentares.

“Precisamos mais que discursos, precisamos de políticas públicas que chegam na ponta”, afirmou. Para ele, é necessário tirar a população idosa da invisibilidade e colocá-la no centro das ações idealizadas pela gestão.

Comunidade apresenta demandas

Representantes da comunidade também apresentaram demandas. Entre elas, a necessidade de avaliar quais propostas da Conferência Municipal da Pessoa Idosa de 2025 foram efetivamente consideradas e quais avanços foram alcançados. Também foi levantada a preocupação com o rápido crescimento da população idosa, diante da perspectiva de que, em breve, ela supere numericamente a população jovem.

Foram defendidos Centros de Convivência e Centros-Dia públicos, uma rede municipal de apoio e espaços seguros de socialização. Os participantes também chamaram atenção para a diversidade do envelhecimento, incluindo pessoas com deficiências visuais e auditivas, pessoas com defiiciências originárias, como o autismo, e a população LGBTQIA+ idosa.

A necessidade de capacitação permanente dos profissionais que trabalham nas ILPIs e nos núcleos voltados à população idosa também foi apontada. A violência psicológica, a solidão e a violência contra mulheres idosas estiveram entre as preocupações levantadas.

A comunidade ainda chamou atenção para a importância dos animais de estimação na vida de quem envelhece, defendendo que essa realidade seja considerada inclusive nas ILPIs. Também foram apontadas dificuldades de acessibilidade nos passeios públicos de Novo Hamburgo, a necessidade de inclusão digital diante dos avanços tecnológicos e maior articulação entre as áreas de saúde e assistência social.

Outra reivindicação foi a criação de uma Delegacia da Pessoa Idosa no município. Também foi sugerida a criação de um departamento específico no Procon, com estrutura e pessoal para acompanhar e fiscalizar a garantia dos direitos e do bem-estar dessa população.

As manifestações reforçaram que nem todos envelhecem da mesma forma e que as políticas públicas precisam considerar essa diversidade e suas diferentes necessidades.

Encaminhamentos finais

Ao final da audiência, Enio Brizola reuniu as principais demandas em uma série de encaminhamentos. Além da defesa dos Centros-Dia, da Delegacia da Pessoa Idosa e da Defensoria Especializada, propôs que as reivindicações sejam encaminhadas aos candidatos nas eleições de 2026, para que possam ser incorporadas às propostas de governo.

Brizola também defendeu a implementação das propostas da Conferência Municipal da Pessoa Idosa, com novos momentos de debate e ampla participação da sociedade. Entre os temas, destacou a atenção às deficiências originárias, como o autismo, a proteção aos animais que fazem companhia aos idosos, a acessibilidade e o fortalecimento do Programa Melhor Idade, apontado como uma das principais políticas públicas municipais para essa população.

Também foram incluídos nos encaminhamentos o fortalecimento das ILPIs e das redes de Cras e Creas, além da capacitação dos profissionais que atuam nos lares. Professora Luciana Martins defendeu ainda maior visibilidade da população idosa na peça orçamentária do município.

Outro encaminhamento foi uma manifestação para que o Estado do Rio Grande do Sul faça adesão à Política Nacional de Cuidados, tema que será objeto de uma moção em nome da Comissão.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

14/08/2026 0 Comentários 32 Visualizações
Business

Nova usina de biometano em São Leopoldo amplia o protagonismo do RS

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

A Biometano São Leopoldo inaugurou, nesta quinta-feira, 13 de agosto, a segunda usina de biometano a partir de aterro sanitário no Rio Grande do Sul. A Unidade de Valorização Sustentável da CRVR será em São Leopoldo. Com investimento de aproximadamente R$ 95 milhões, a planta reforça o papel do estado como referência na geração de energia limpa.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador Eduardo Leite, do diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, do diretor da Biometano São Leopoldo, Rafael Salamoni, da secretária estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, do prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco, e da chefe do Departamento de Energia e clima do BNDES,  Elisa Salomão Lage, além de representantes do setor produtivo, clientes e demais convidados.

“Sempre teremos, inerente à atividade humana, e especialmente nas grandes cidades, uma geração de resíduos orgânicos, e estamos transformando esse passivo em um ativo ambiental.  É um gás de fonte renovável que substitui os gases de origem fóssil com grandes vantagens e é produzido aqui, gerando empregos e tributos no nosso estado “, destacou Girondi.

“Hoje, com esta planta, atingimos um grande marco que é produzir 100.000 metros cúbicos de biometano por dia e queremos alcançar mais de 200.000 com a expansão desses projetos para todo o Estado e, com isso, atender até 10% do volume de gás que o Estado do Rio Grande do Sul consome. É um projeto que é muito importante para a economia circular, para a descarbonização, para a geração de emprego e, principalmente, para a sustentabilidade do nosso estado”, ressaltou Salamoni.

A nova usina

A nova usina terá capacidade para produzir 34 mil Nm³/dia de biometano. O combustível será destinado principalmente aos setores industrial e comercial, com fornecimento para a Ultragaz, ampliando o uso de uma alternativa renovável aos combustíveis fósseis.

Produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos em aterro sanitário, o biometano é considerado um combustível versátil que contribui com a descarbonização, economia circular e segurança energética. Com teor superior a 95% de metano após o processo de purificação, ele pode substituir combustíveis fósseis, principalmente o gás natural e o diesel, contribuindo para reduzir a volatilidade de preços e dependência externa.

Além disso, o biometano pode reduzir em até 99% as emissões de gases de efeito estufa na comparação com combustíveis convencionais. Por ser gerado continuamente a partir de resíduos urbanos, não depende de condições climáticas, garantindo estabilidade de oferta ao longo do ano.

“A produção de biometano ajuda o estado a ter uma fonte de energia segura e fundamental para o nosso desenvolvimento econômico. No total das plantas de biometano, o estado pode produzir aqui mais de 10% da sua demanda de gás. Celebramos um duplo benefício. Por um lado, a energia que é gerada. Por outro lado, um melhor destino para resíduos, reduzindo a emissão de carbono e metano na atmosfera“, afirmou o governador durante a cerimônia.

Economia circular e inovação operacional

A Unidade da CRVR de São Leopoldo recebe resíduos de cerca de 58 municípios e conta com a primeira planta de triagem semimecanizada do Rio Grande do Sul. Com capacidade para processar 15 toneladas de resíduos por hora, a estrutura permite recuperar materiais recicláveis que retornam à cadeia produtiva, reduzindo o volume destinado ao aterro e fortalecendo a economia circular.

A unidade também abriga uma planta da Biotérmica, responsável pela geração de energia elétrica a partir do biogás captado no aterro. Com capacidade de 1 MWh, a energia gerada é destinada aos consumidores que procuram uma energia mais limpa. A unidade da Biotérmica também passará a alimentar a planta da Biometano São Leopoldo, tornando o processo de produção totalmente sustentável.

Expansão estratégica

A nova planta é a segunda operação de biometano implantada pela CRVR no estado — a primeira foi inaugurada em Minas do Leão, em setembro do ano passado, juntas as unidades possuem capacidade produtiva de 100 mil Nm³/dia. A iniciativa faz parte da estratégia do Grupo Solví, do qual a CRVR faz parte, e escolha de São Leopoldo leva em conta o potencial estratégico da região, que abriga um polo industrial relevante, ampliando as possibilidades de uso do biometano em larga escala.

O plano da empresa é implementar novas unidades de produção de biometano nas operações da CRVR no estado reforçando o compromisso com a transformação de passivos ambientais em soluções sustentáveis, convertendo resíduos urbanos em energia limpa e contribuindo para um modelo energético mais resiliente e de baixo carbono.

Foto: Wesley SantosDivulgação | Fonte: Assessoria

 

14/08/2026 0 Comentários 41 Visualizações
Cidades

Novo Hamburgo estará no Festival de Cinema de Gramado com documentário sobre o Kephas

Por Ester Ellwanger 14/08/2026
Por Ester Ellwanger

Novo Hamburgo estará presente no 54º Festival de Cinema de Gramado neste domingo, 16 de agosto, com a exibição de Kephas é Pedra. O documentário terá uma sessão especial às 13h15, no Hotel Serra Azul. Após terá um debate com a equipe e as agentes comunitárias de saúde que protagonizam a produção.

Com 15 minutos de duração, o filme foi dirigido e roteirizado por Luiz Alberto Cassol.  Ele apresenta as vivências e memórias das agentes comunitárias de saúde do loteamento Kephas, localizado entre os bairros São José e Diehl. A produção aborda a relação das protagonistas com o território, o trabalho desenvolvido na comunidade e os vínculos construídos ao longo dos anos.

A sessão em Gramado contará com audiodescrição, Libras e legendas descritivas. Para Cassol, a participação no festival representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido coletivamente. “A sessão em Gramado é muito importante porque é um reconhecimento ao filme e consolida um trabalho coletivo feito com o protagonismo e a vivência das agentes comunitárias de saúde do Kephas, revelado no filme.”, destaca.

A exibição coloca uma produção realizada em Novo Hamburgo na programação de um dos mais tradicionais festivais de cinema do país e amplia o alcance das histórias das mulheres que vivem e trabalham no Kephas.

Foto: Gabriel Ribas/Divulgação | Fonte: Assessoria

14/08/2026 0 Comentários 30 Visualizações
Cidades

Vereador de São Leopoldo propõe prioridade de 100% para alimentos da agricultura familiar nas escolas da cidade

Por Ester Ellwanger 13/08/2026
Por Ester Ellwanger

A Indicação nº 50/2026, apresentada pelo vereador Daniel Daudt (PL) na Câmara Municipal de São Leopoldo, sugere que o Poder Executivo adote medidas administrativas para priorizar a compra de gêneros alimentícios produzidos pela agricultura familiar, por empreendedores rurais e por associações e cooperativas sediadas no município.

A proposta busca alcançar 100% das aquisições destinadas ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), desde que exista oferta local regular, suficiente e com preços compatíveis com os praticados no mercado. A medida complementa as regras previstas na Lei Federal nº 11.947, de 16 de junho de 2009.

Ampliação

Na prática, a Indicação pretende ampliar a presença de alimentos produzidos em São Leopoldo na alimentação dos estudantes da rede municipal. Conforme a justificativa apresentada, a iniciativa pode contribuir para oferecer produtos mais frescos, reduzir o tempo entre a colheita e o consumo e fortalecer a qualidade das refeições servidas nas unidades escolares.

A proposição também prevê que, quando a produção municipal não for suficiente, seja dada preferência a fornecedores da agricultura familiar localizados no Vale do Rio dos Sinos antes da contratação de produtores de outras regiões.

Medidas propostas

  • Manutenção de um cadastro atualizado de agricultores familiares, empreendedores rurais, associações e cooperativas aptos a fornecer alimentos para a rede de ensino
  • Prioridade para organizações que reúnam maior participação de agricultores familiares de São Leopoldo
  • Valorização das mulheres agricultoras e dos jovens produtores rurais
  • Fortalecimento do acompanhamento realizado pelo Conselho de Alimentação Escolar
  • Divulgação semestral do percentual de recursos efetivamente aplicado na compra de alimentos da agricultura familiar local
  • Garantia de acesso à água potável nas unidades escolares
  • Aplicação da prioridade às escolas municipais, às instituições conveniadas e às entidades filantrópicas atendidas pelo programa de alimentação escolar

Justificativa

Segundo a justificativa o vereador, “a aquisição de alimentos produzidos no próprio município pode manter uma parcela maior dos recursos públicos em circulação na economia local, gerar renda para famílias produtoras, incentivar a permanência das atividades rurais e diminuir as distâncias percorridas no transporte dos produtos.”

Natureza da proposição

Por se tratar de uma Indicação, a proposição apresenta uma sugestão administrativa ao Poder Executivo Municipal. A eventual adoção das medidas dependerá da análise e das providências do governo municipal, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da secretaria responsável pela área da agricultura.

Tramitação

A Indicação nº 50/2026 foi cadastrada e protocolada em 4 de agosto de 2026. Na mesma data, houve solicitação de parecer jurídico. O parecer foi registrado em 5 de agosto, quando a matéria também foi encaminhada à pauta para leitura prevista em 6 de agosto.

Em 12 de agosto de 2026, a apreciação em plenário foi adiada porque não ocorreu. Atualmente, a Indicação está encaminhada para ser apreciada em plenário na sessão ordinária do dia 13 de agosto de 2026, na Câmara de Vereadores de São Leopoldo. A tramitação informada não registra aprovação, rejeição, sanção ou promulgação da matéria.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

13/08/2026 0 Comentários 34 Visualizações
Cultura

Escola de dança promove tributo não oficial a Michael Jackson na Fenac

Por Ester Ellwanger 13/08/2026
Por Ester Ellwanger

A Life Company Studio de Dança, de Novo Hamburgo/RS, promove um evento inovador no próximo dia 4 de setembro. O espectáculo “Além do pop”, tributo não oficial a Michael Jackson, é o primeiro do gênero a acontecer na Fenac, estrutura conhecida nacionalmente por abrigar feiras comerciais de diversos segmentos. Os ingressos estão disponíveis para Mesa Vip (6 pessoas) e também para a plateia.

Os portões da Fenac abrem às 18h30, com o espetáculo previsto para ocorrer a partir das 20h. Após a apresentação, de cerca de uma hora e meia, o evento seguirá aberto para confraternização (After) até às 23h. O “Além do pop” apresentará danças urbanas na batida inconfundível do Rei do Pop Michael Jackson. No total, serão mais de 130 dançarinos e oito coreógrafos.

Marco importante

Segundo a coordenadora da escola, Raquel Oliveira Gomes, o evento marca um passo importante na história da Life Company, criada em 2018.

“Já realizamos 12 espetáculos que reuniram um público de mais de 10 mil pessoas, mas é a primeira vez que estamos indo para uma estrutura diferente do teatro convencional. É desafiador, mas mostra a maturidade alcançada pela escola”, avalia.

Ela comenta que além de Mesa Vip para seis pessoas – com bebidas e jantar inclusos -, o espetáculo contará com espaço de plateia e foodtrucks, em uma estrutura inovadora para eventos do gênero. “Teremos, ainda, momentos de confraternização antes e após a apresentação”, completa Raquel.

Serviço

Além do Pop
  • Data: 04 de setembro de 2026 (sexta-feira)
  • Local: Centro de Eventos Fenac, portão 11 (Rua Marechal Câmara, esquina com a Rua Três de Outubro, em Novo Hamburgo/RS)
  • Abertura dos portões: 18h30
  • Encerramento: 23h
  • Ingressos limitados: a partir de R$ 70,00 , pelo  link

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

13/08/2026 0 Comentários 29 Visualizações
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