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economia

Variedades

Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 30 Visualizações
Variedades

Produção de azeite de oliva no Brasil atinge recorde em 2026

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

A produção brasileira de azeite de oliva alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado no país. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) nesta terça-feira (14), durante coletiva de imprensa em Porto Alegre. O crescimento foi impulsionado pela recuperação da safra após as perdas provocadas pelas condições climáticas em 2025 e pelo avanço da olivicultura nacional. No Rio Grande do Sul, principal produtor do país, a produção chegou a 1,17 milhão de litros, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1 milhão de litros.

O levantamento aponta que a produção nacional cresceu 496,75% em relação aos 240,3 mil litros registrados em 2025. O resultado também ficou 123,98% acima do recorde anterior, de 640.228 litros, obtido em 2023.

Rio Grande do Sul lidera produção

O Rio Grande do Sul respondeu pela maior parte da produção brasileira, com 1,17 milhão de litros de azeite. O volume representa crescimento de 514,82% sobre os 190,3 mil litros produzidos em 2025 e supera em 101,64% o recorde estadual anterior, de 580.228 litros, registrado em 2023.

Segundo o Ibraoliva, o Eestado conta atualmente com 31 lagares, responsáveis pelo processamento das azeitonas e extração do azeite, além de aproximadamente 390 produtores.

A região da Mantiqueira ficou na segunda colocação, com produção de 250 mil litros. Santa Catarina registrou 10 mil litros, o Paraná produziu 2,5 mil litros e o Espírito Santo alcançou 1,5 mil litros.

Safra supera marcas anteriores

A vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, destacou que a produção superou os recordes anteriores tanto no estado quanto no país. “Tivemos uma safra muito boa em 2023, com 580 mil litros no Rio Grande do Sul. Agora, o estado supera esse recorde em 101,64%, enquanto o Brasil fica 123,98% acima da melhor marca anterior”, afirmou Solange.

De acordo com a dirigente, o resultado também reflete a evolução da cadeia produtiva ao longo dos últimos anos. “Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade”, acrescentou Solange.

O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo. Precisamos conhecer mais as regiões produtoras do próprio estado e também de outras partes do Brasil, como a Mantiqueira”, observou Solange Neves.

Setor consolida crescimento

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, afirmou que o resultado representa a consolidação da olivicultura gaúcha, iniciada há pouco mais de duas décadas. “Trabalhávamos com uma projeção abaixo de 1 milhão de litros e não havia, até então, a expectativa de superar essa marca neste ano. Estamos falando de uma cultura que começou a ser trabalhada por volta de 2005 no Rio Grande do Sul e que, em pouco mais de 20 anos, consolidou o estado na produção brasileira”, afirmou Madalena.

Segundo o secretário, o crescimento da produção ocorre paralelamente ao reconhecimento internacional dos azeites produzidos no estado. “Não é apenas crescimento de produção. Ultrapassamos 1 milhão de litros justamente no momento em que começamos a acumular medalhas internacionais, consolidando o reconhecimento da qualidade do azeite de oliva gaúcho em nível global. É um setor que tem crescido de forma organizada, tanto da porteira para dentro quanto na representação da cadeia e na articulação com o serviço público”, concluiu o titular da pasta.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 26 Visualizações
Business

Pesquisa da Fiergs aponta queda na atividade industrial do RS em maio

Por Jonathan da Silva 10/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou queda de 0,8% em maio na comparação com abril, considerando a série com ajuste sazonal, segundo pesquisa divulgada pelo Sistema Fiergs nesta quinta-feira (9). O resultado interrompe parte da recuperação observada no mês anterior, quando o índice havia avançado 1,4%, e mantém o desempenho acumulado de 2026 em retração de 5,3%.

De acordo com o levantamento, a desaceleração da atividade industrial foi influenciada principalmente pela redução de 1,6% nas compras industriais. Em contrapartida, o faturamento real cresceu 1,1%, enquanto as horas trabalhadas na produção e o emprego registraram alta de 0,2% cada. A massa salarial avançou 0,1%, e a utilização da capacidade instalada aumentou 0,1 ponto percentual, chegando a 78,7%.

Cenário da indústria

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirma que os indicadores ainda não apontam uma recuperação consolidada da indústria gaúcha. “A atividade industrial passou a oscilar em torno de um patamar relativamente estável, mas as incertezas relacionadas à inflação, aos juros elevados e às expectativas ainda pessimistas para a economia seguem limitando uma recuperação mais consistente da indústria”, afirma o dirigente.

Comparação com 2025

Na comparação com maio de 2025, o IDI-RS apresentou retração de 6,7%, refletindo resultados negativos em todos os indicadores que compõem o índice. As compras industriais tiveram a maior queda, de 11,4%, voltando a registrar retração de dois dígitos após dois meses de recuos menos intensos.

Também houve redução de 10,3% no faturamento real, de 8,4% nas horas trabalhadas na produção, de 3,9% na massa salarial e de 2,5% no emprego. A utilização da capacidade instalada recuou 1,2 ponto percentual na comparação anual.

Acumulado do ano

Nos cinco primeiros meses de 2026, o IDI-RS acumula queda de 5,3%, completando oito meses consecutivos de resultados negativos na comparação interanual.

Entre os componentes do índice, as compras industriais registram a maior retração do período, com queda de 13%, seguidas pelas horas trabalhadas na produção (-6,5%) e pelo faturamento real (-6,3%). Emprego e massa salarial recuaram 1,4% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada diminuiu 0,7 ponto percentual.

Desempenho por setores

A pesquisa aponta que apenas três dos 16 segmentos industriais pesquisados apresentaram crescimento no acumulado de 2026: Alimentos (5,8%), Móveis (3,3%) e Têxteis (0,5%).

As principais contribuições negativas vieram dos setores de Máquinas e equipamentos (-12%), Veículos automotores (-9,4%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-14,6%).

Foto: Senivpetro/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
10/07/2026 0 Comentários 62 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína fecham semestre com maior volume da história

Por Jonathan da Silva 06/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume já registrado para o período, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 794,2 mil toneladas de carne suína, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025. A receita das exportações também cresceu, alcançando US$ 1,859 bilhão, avanço de 7,9%. Apesar da retração registrada em junho, o desempenho acumulado reforça a expectativa do setor de alcançar um novo recorde anual.

Em junho, as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 132,4 mil toneladas. O volume representa uma queda de 3,5% em comparação com as 137,2 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

A receita obtida no mês foi de US$ 312,8 milhões, resultado 8,4% inferior aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano passado.

Mercados compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com 23,5 mil toneladas embarcadas, apesar da redução de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 17,2 mil toneladas e crescimento de 33,8%; Chile, com 11,7 mil toneladas (+3,1%); China, com 11,4 mil toneladas (-26,5%); Hong Kong, com 8 mil toneladas (+1,4%); México, com 6,9 mil toneladas (-4,8%); Singapura, com 5,9 mil toneladas (-35,4%); Argentina, com 5,9 mil toneladas (+46,5%); Vietnã, com 5,8 mil toneladas (+1,5%); e Uruguai, com 4,7 mil toneladas (-3,3%).

Estados exportadores

Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas, Paraná, com 20,7 mil toneladas, Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, com 4 mil toneladas.

Enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram recuo de 6,9% e 4,7%, respectivamente, Paraná apresentou crescimento de 3,2%, Minas Gerais de 26,3% e Mato Grosso de 23,3%.

Perspectiva para o ano

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o resultado acumulado do semestre demonstra a continuidade da expansão do setor no mercado internacional. “Embora junho tenha registrado um ajuste pontual em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações brasileiras de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado. Os resultados acumulados reforçam nossa expectativa de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira”, destacou Santin.

Foto: Samuel Wölfl/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
06/07/2026 0 Comentários 77 Visualizações
Cidades

Implantação de sistema fotovoltaico deve gerar economia de R$ 100 mil em Santa Cruz

Por Jonathan da Silva 06/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Santa Cruz do Sul assinou, na manhã desta sexta-feira (3), o termo de início para a implantação do sistema fotovoltaico no Centro Administrativo. A iniciativa prevê um investimento de R$ 208 mil para a instalação de cerca de 180 placas solares no prédio, com expectativa de reduzir os gastos com energia elétrica em aproximadamente R$ 100 mil por ano. A cerimônia foi realizada no saguão do Centro Administrativo e reuniu o prefeito Sérgio Moraes (PL), o vice-prefeito Alex Knak, o secretário municipal de Planejamento e Mobilidade Urbana, Vanir Ramos de Azevedo, representantes da empresa responsável pela obra, secretários municipais, servidores e imprensa.

O investimento será realizado com recursos do Finisa III. O projeto contempla a instalação de aproximadamente 180 placas solares sobre a cobertura do prédio e de um inversor grid zero de 75 kW. O sistema fotovoltaico terá potência de 109,45 kWp e capacidade para gerar até 13 mil quilowatts-hora por mês, proporcionando uma economia estimada entre R$ 8 mil e R$ 10 mil mensais.

A execução ficará a cargo da empresa Solled Energia, e o prazo previsto para conclusão dos trabalhos é de quatro meses.

Solução para demanda energética

Durante a cerimônia, o secretário municipal de Planejamento e Mobilidade Urbana, Vanir Ramos de Azevedo, explicou que o projeto foi elaborado para solucionar os problemas de sobrecarga elétrica registrados no Centro Administrativo, especialmente nos períodos de maior consumo.

Segundo o titular da pasta, a administração optou por uma alternativa que, além de ampliar a capacidade de fornecimento de energia, também reduz despesas com eletricidade e utiliza uma fonte renovável. “O investimento será pago em apenas dois anos, mas continuará gerando energia para o município por muitos anos. Com praticamente o mesmo investimento que seria necessário para ampliar a subestação elétrica, optamos por implantar um sistema de geração de energia limpa. Vamos resolver um problema estrutural, reduzir significativamente os gastos com energia e ainda contribuir com a preservação ambiental”, frisou Ramos de Azevedo.

Economia para os cofres públicos

Ao comentar o projeto, o prefeito Sérgio Moraes afirmou que a iniciativa integra a estratégia da administração para reduzir despesas públicas por meio de investimentos em infraestrutura. “Uma economia de R$ 10 mil por mês pode parecer pequena isoladamente, mas, somada com todas as secretarias, representa muito no final de um ano. Precisamos cuidar do dinheiro público como se fosse nosso, porque, na verdade, ele pertence ao cidadão”, ressaltou o chefe do executivo santa-cruzense.

Foto: Ana Souza/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/07/2026 0 Comentários 87 Visualizações
Política

Gramado integra projeto para desenvolver ecossistema regional de inovação até 2030

Por Jonathan da Silva 03/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Gramado está participando da construção do novo Ecossistema Regional de Inovação da Serra Gaúcha, iniciativa que busca transformar a região em referência tecnológica até 2030. O município integra reuniões estratégicas e um mapeamento global baseado na metodologia do grupo de pesquisa Global Ecosystem Dynamics, ligado ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Impulsionado pelo programa estadual Inova RS, o projeto reúne poder público, empresas, universidades e comunidade para atrair investimentos e fomentar parcerias voltadas ao desenvolvimento regional.

A participação de Gramado ocorre por meio da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico, que contribui para a elaboração do planejamento regional. A proposta prevê a atuação conjunta entre os municípios da Serra Gaúcha para fortalecer o ambiente de inovação e criar condições para o desenvolvimento de novos negócios e tecnologias.

Objetivos para Gramado

Entre as áreas definidas como prioritárias para o município estão a transformação digital da experiência do turismo, o desenvolvimento de cidades inteligentes (smart cities), o incentivo à educação voltada à tecnologia e a modernização dos setores de comércio e serviços.

De acordo com o coordenador da Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Gramado, Jeferson Teixeira, a atuação integrada entre os municípios deve ampliar as oportunidades para a economia regional. “A união de esforços entre as cidades da Serra permite a atração de investimentos estruturados em rede. Isso vai facilitar a criação de novos negócios de base tecnológica aqui em Gramado, gerando empregos qualificados e consolidando nossa região como uma das mais empreendedoras e competitivas do país”, afirmou Teixeira.

Integração regional

Segundo a Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico, o projeto é impulsionado pelo programa estadual Inova RS e utiliza uma metodologia desenvolvida pelo grupo de pesquisa Global Ecosystem Dynamics, ligado ao MIT, para mapear e estruturar o ecossistema regional de inovação.

O secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Gramado, André Castilhos dos Reis, afirmou que a participação do município busca preparar a cidade para os desafios futuros. “Esse engajamento de Gramado é fundamental para modernizarmos os nossos setores de comércio e serviços. Estamos conectando o município às mentes mais brilhantes da tecnologia para preparar a nossa infraestrutura urbana para as demandas do futuro, melhorando a vida do cidadão e a experiência do turista”, finalizou o titular da pasta.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2026 0 Comentários 74 Visualizações
Variedades

Apostas on-line ampliam pressão sobre a inadimplência no comércio

Por Jonathan da Silva 03/07/2026
Por Jonathan da Silva

O crescimento das apostas on-line passou a ser apontado por entidades do comércio e especialistas como um fator adicional de pressão sobre a inadimplência das famílias e o desempenho do varejo. Em Santa Cruz do Sul, onde 33,64% da população economicamente ativa estava inadimplente, conforme levantamento da Equifax utilizado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), o avanço das chamadas bets se soma a fatores como juros elevados, inflação persistente e desaceleração da economia gaúcha, reduzindo a capacidade de pagamento dos consumidores.

Embora o índice tenha recuado em relação a abril deste ano, quando atingiu 33,93%, o indicador ainda permanece elevado e acumula crescimento de 1,64 ponto percentual nos últimos 12 meses. Diante desse cenário, entidades do setor alertam para os impactos do redirecionamento da renda das famílias para as plataformas de apostas.

Impactos sobre o consumo

Estudos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam que as apostas digitais têm provocado um processo de substituição do consumo. Recursos que antes eram destinados à compra de bens, serviços e ao pagamento de despesas essenciais passam a ser utilizados nas plataformas de apostas.

Segundo estimativa da entidade, entre 2023 e 2026 cerca de R$ 143 bilhões deixarão de circular no varejo brasileiro em razão desse deslocamento de renda. De acordo com a CNC, esse movimento reduz a capacidade de consumo das famílias em um contexto já marcado pelo elevado endividamento e pela perda do poder aquisitivo decorrente da inflação.

Especialistas analisam cenário

Para o economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, o crescimento das apostas on-line passou a integrar os fatores que influenciam o risco de crédito no país. “A expansão das apostas nas bets constitui objeto de atenção igualmente importante como motivo de deterioração do risco de crédito, de acordo com alertas do Banco Central”, ponderou o especialista.

Segundo Frank, a atual conjuntura resulta da combinação de diferentes fatores econômicos. Embora a taxa Selic tenha iniciado um movimento gradual de redução, os efeitos sobre a inadimplência tendem a aparecer apenas no médio prazo. Paralelamente, a inflação continua pressionando o orçamento das famílias, especialmente nos gastos com alimentação e combustíveis, enquanto a instabilidade geopolítica internacional e a desaceleração da economia gaúcha ampliam as dificuldades financeiras.

O economista acrescenta que a expansão do crédito consignado privado, a facilidade de acesso ao crédito e a falta de planejamento financeiro também contribuem para o aumento da inadimplência. “A facilidade de acesso ao dinheiro e a falta de conhecimentos básicos sobre planejamento financeiro colaboram para a dinâmica da negativação”, afirmou Frank.

Reflexos no comércio

Para o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, os efeitos desse cenário já são percebidos pelo comércio varejista. “O varejo sente quando há redução da renda disponível. Parte desse recurso deixa de circular na economia local e isso impacta diretamente tanto as vendas quanto o comportamento de pagamento”, analisou Spode.

Segundo o dirigente, o momento exige maior rigor na análise de crédito e um acompanhamento mais próximo do comportamento financeiro dos consumidores.

Atuação institucional

Além do acompanhamento dos indicadores econômicos, entidades representativas do comércio têm participado de iniciativas voltadas à regulamentação da publicidade das plataformas de apostas. No Rio Grande do Sul, a Federação da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (FAGV), com apoio do Sindilojas-VRP, participa das articulações em torno do Projeto de Lei nº 408/2025, que trata da regulamentação da publicidade das apostas esportivas.

Também foi sancionada pelo governador Eduardo Leite (PSD) a Lei nº 16.508/2026, que estabelece restrições à publicidade das plataformas de apostas esportivas no estado. A legislação busca reduzir estímulos ao consumo impulsivo, fortalecer a proteção ao consumidor, ampliar a competitividade das empresas locais no acesso aos espaços de mídia e prevenir os impactos das apostas sobre crianças, adolescentes e a população em geral.

Para o presidente da FAGV, Vilson Noer, a aprovação da legislação responde a um cenário que já apresenta efeitos econômicos concretos. “O que nós estamos percebendo é um desvio crescente de renda, que afeta diretamente o bolso do consumidor e reduz o consumo em praticamente todos os segmentos do varejo”, comentou Noer.

Noer acrescenta que os reflexos também aparecem no aumento do endividamento. “Mais de 80% das apostas perdem. Isso significa que jogar, na prática, é perder dinheiro, o que leva muitas pessoas a buscar crédito e amplia a inadimplência”, observou o dirigente.

Na avaliação do presidente da FAGV, a regulamentação da publicidade representa um passo para reduzir os impactos das apostas sobre o consumo. “A grande âncora desse problema está na forma como as apostas são promovidas, com forte presença na mídia e entre influenciadores. Regular essa exposição é essencial para reduzir os danos”, concluiu Noer.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2026 0 Comentários 90 Visualizações
Cultura

Festival Internacional de Folclore deve impulsionar turismo na Serra Gaúcha

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Nova Petrópolis recebe, de 16 de julho a 2 de agosto, a 53ª edição do Festival Internacional de Folclore, evento que integra a temporada de inverno da Serra Gaúcha e deve impulsionar o turismo e a economia local. Com entrada gratuita, a programação reunirá mais de 2 mil bailarinos de diferentes países e estados brasileiros em apresentações culturais, oficinas, desfiles e atividades voltadas à valorização das tradições populares. A expectativa é de que o festival amplie o fluxo de visitantes e gere reflexos na hotelaria, gastronomia, comércio e demais serviços ligados ao turismo.

Realizado pela Prefeitura de Nova Petrópolis, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, em parceria com a Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs, o evento ocorrerá na Rua Coberta e em outros espaços da cidade. Com o tema “O Mundo se Encontra em Nossa Casa”, a edição deste ano contará com grupos internacionais, nacionais, regionais e locais.

Impacto no turismo

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, a expectativa é de ocupação hoteleira superior a 85% durante os 18 dias de programação. O município conta com cerca de 1,7 mil leitos e estima receber aproximadamente 200 mil pessoas ao longo do festival.

Além da rede hoteleira, o aumento na circulação de visitantes deve refletir no desempenho de restaurantes, cafeterias, comércio, atrativos turísticos e demais serviços. A cidade possui cerca de 60 estabelecimentos gastronômicos, incluindo cafés coloniais e restaurantes típicos.

O secretário de Turismo e Cultura do município, Rodrigo Barbieri Sangali, destacou o papel do evento para o desenvolvimento da cidade. “O evento é um dos principais motores do turismo cultural de Nova Petrópolis. Ele fortalece nossa identidade, amplia a permanência dos visitantes na cidade e gera resultados concretos para toda a cadeia econômica ligada ao turismo. É um exemplo de como a cultura pode se transformar em desenvolvimento”, afirmou o titular da pasta.

Programação multicultural

Durante o festival, moradores e turistas poderão acompanhar apresentações folclóricas, oficinas, experiências culturais, desfiles e atrações ligadas à gastronomia típica. As atividades estarão distribuídas por diferentes espaços do município, ampliando as opções de lazer durante a temporada de inverno.

Segundo a organização, a programação busca incentivar a permanência dos visitantes na cidade e fortalecer o consumo nos empreendimentos locais, ao mesmo tempo em que promove o intercâmbio entre diferentes culturas.

Realização

O 53º Festival Internacional de Folclore é realizado pela Prefeitura de Nova Petrópolis, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura, em parceria com a Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs. O evento conta com apoio da IOV Brasil e financiamento do Pró-Cultura RS, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A edição também tem patrocínio master de Dakota, Randoncorp e Sicredi Pioneira, além do patrocínio de Banrisul, Gula Alimentos, Suibom, Padaria Petrópolis e DGT Monitoramento.

Foto: Sabrina Schuster/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 83 Visualizações
Variedades

Encontro de Negócios reunirá empresas da cadeia metalmecânica em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de São Leopoldo (Sindimetal RS) promoverá, no dia 27 de agosto, a 22ª edição do Encontro de Negócios, no Centro das Indústrias, em São Leopoldo. Realizado em parceria com o Sebrae RS e com apoio da Sicredi Pioneira, o evento ocorrerá das 13h às 18h e reunirá empresas compradoras e fornecedoras dos setores metalmecânico e eletroeletrônico. A iniciativa busca estimular parcerias comerciais, ampliar o networking entre empresas e gerar novas oportunidades de negócios por meio de reuniões previamente agendadas entre os participantes.

Segundo o presidente do Sindimetal RS, Sergio Galera, o encontro integra o calendário de ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva regional. “Esse tradicional evento da entidade, está consolidado como uma importante iniciativa de conexão e geração de oportunidades para a cadeia produtiva”, afirma Galera.

Objetivo da iniciativa

O Encontro de Negócios é voltado à aproximação entre pequenas, médias e grandes empresas dos segmentos metalmecânico e eletroeletrônico. A proposta é criar um ambiente para apresentação de demandas, produtos e serviços, favorecendo a identificação de oportunidades comerciais e o fortalecimento das relações entre compradores e fornecedores.

De acordo com o presidente do Sindimetal RS, ações como o Projeto Comprador contribuem para ampliar a integração entre empresas da base territorial da entidade. “É sempre gratificante promover ações, como o Projeto Comprador, que criam um ambiente favorável para a aproximação entre empresas, identificação de oportunidades comerciais e fortalecimento das relações entre compradores e fornecedores”, enfatiza Galera.

Projeto Comprador

O evento será realizado no formato Projeto Comprador, modalidade em que empresas de médio e grande porte agendam reuniões individuais com fornecedores de acordo com suas demandas específicas. Cada encontro terá duração de 15 minutos e permitirá a apresentação das empresas participantes, bem como de seus produtos e serviços.

Segundo a organização, o modelo foi estruturado para garantir que todas as empresas inscritas possam participar das rodadas de negócios, sem necessidade de listas de espera ou encaixes, permitindo a interação entre todos os presentes.

Participação e inscrições

A modalidade é destinada exclusivamente às empresas associadas e filiadas ao Sindimetal RS com atuação nos setores industriais metalmecânico e eletroeletrônico. O perfil dos participantes inclui grandes empresas compradoras de produtos e serviços variados, além de micro e pequenas empresas fornecedoras aptas a atender às demandas apresentadas.

Até o momento, estão confirmadas como empresas compradoras a Aeromot, a Sebras e o Senai RS. As inscrições permanecem abertas até o dia 12 de agosto.

Para participar, os inscritos deverão doar um quilo de alimento não perecível, que deverá ser entregue no dia do evento. Os alimentos arrecadados serão destinados ao Banco de Alimentos Vale do Sinos.

Serviço

  • O quê: 22º Encontro de Negócios do Sindimetal RS
  • Quando: 27 de agosto, das 13h às 18h
  • Onde: Centro das Indústrias, em São Leopoldo
  • Quanto: 1 kg de alimento não perecível
  • Mais detalhes: (51) 3590-7707 ou (51) 3590-7708
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 100 Visualizações
Projetos especiais

Novo Hamburgo abre inscrições para programa de apoio a empresas da moda

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Novo Hamburgo abriu inscrições para a 2ª Edição do Programa de Desenvolvimento e Acompanhamento de Negócios 2026, iniciativa voltada ao fortalecimento de micro e pequenas empresas da cadeia da moda e setores correlatos do município. O prazo para participação segue até o dia 23 de junho. Coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), o programa oferecerá acompanhamento técnico especializado, consultorias, capacitações e conexões comerciais para impulsionar o desenvolvimento dos empreendimentos locais.

Podem participar empresas sediadas em Novo Hamburgo que atuem na cadeia produtiva da moda ou em atividades relacionadas e que tenham registrado faturamento bruto anual de até R$ 4,8 milhões no exercício de 2025. Nesta edição, serão disponibilizadas quatro vagas. Caso o número de inscrições habilitadas ultrapasse esse quantitativo, a seleção será definida por meio de sorteio público, marcado para o dia 26 de junho.

Fortalecimento do setor

O objetivo da iniciativa é ampliar a competitividade das empresas participantes por meio de suporte técnico e acesso a oportunidades estratégicas de mercado. Entre as ações previstas estão consultorias especializadas, atividades de capacitação, conexões comerciais e participação em eventos voltados à geração de negócios e ao fortalecimento do relacionamento entre empresas.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Novo Hamburgo, Daiana Monzon, destacou a importância da ação para o desenvolvimento econômico do município e para o incentivo ao empreendedorismo local. “Queremos criar oportunidades concretas para que as empresas de Novo Hamburgo ampliem sua competitividade e encontrem novos caminhos de crescimento. Este programa conecta conhecimento, mercado e desenvolvimento para fortalecer um setor que faz parte da história e da economia do município”, afirmou a titular da pasta.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas por meio do Portal Novo Hamburgo AtendeNet, selecionando o assunto “SMDEI – Edital de Projetos” e o subassunto “Programa de Desenvolvimento e Acompanhamento 2026”. Os interessados devem consultar o edital completo e efetuar a inscrição dentro do prazo estabelecido.

O regulamento do programa está disponível no Diário Oficial do Município (DOM). A formalização da inscrição e o atendimento aos requisitos previstos no edital são condições necessárias para participação no processo de seleção das empresas contempladas.

Foto: Ramon Belmonte/Arquivo/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 102 Visualizações
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