Entender qual problema a inteligência artificial (IA) pode resolver em cada empresa é um fator de extrema importância para definir se a adoção dessa ferramenta faz sentido ou não na organização. Essa temática perpassou muitos dos conteúdos apresentados no terceiro dia do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026, no Câmpus II da Universidade, com destaque para o painel IA na prática: o que realmente funciona (e o que é só hype).
Realizado no palco Conexões 360, a explanação teve a participação de Eduardo Ogawa, professor de IA / Analytics e pesquisador na Universidade de São Paulo (USP) e ESPM, e Ana Carolina Oliveira de Souza, profissional de Analytics graduada em Física pela USP, que construiu sua experiência em empresas de tecnologia. A mediação ficou por conta da pró-reitora de Ensino da Feevale, Maria Cristina Bohnenberger.
Valores da IA para sociedade
Na opinião de Ana, as companhias estão passando, agora, por um momento de maturidade, em que está sendo realizado um refinamento e um direcionamento da IA por áreas. “Muitas empresas avaliam que apenas o ganho em horas de produtividade é que conta na hora de adotar uma ferramenta de inteligência artificial, mas também é preciso avaliar o que isso vai agregar no valor do produto final, no ganho de processo, ou na qualidade do que é gerado”, ressalta.
Para Ogawa, o grande valor que IA vai trazer para a sociedade é quando ela puder ser incorporada de forma eficiente no dia a dia. “Se conseguirmos utilizá-la para realizar tarefas de forma mais rápidas e confiáveis, quer seja em nossos processos de aquisição, ou em chatbots, ou na previsão do tempo, então isso será um grande ganho para a sociedade”, afirma. No entanto, adverte, é preciso ter senso crítico dentro das empresas e promover políticas de governança, a fim de não subir dados sigilosos nas ferramentas de IA. “O ideal é baixar as ferramentas e usar um ambiente fechado, seguro e controlado”, explica.
Ana e Ogawa concluíram que as empresas precisam, em primeiro lugar, avaliar se o problema que elas possuem pode ser resolvido com alguma solução de IA. Só após, aconselham, deve-se buscar a ferramenta mais adequada e iniciar o processo de implementação – além de poupar tempo em desenvolvimento de projetos, também é uma maneira de economizar custos.
Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria




Durante o encontro, Klein destacou que a inteligência artificial está cada vez mais presente na comunicação e na análise de informações, permitindo cruzar dados provenientes de diferentes fontes, locais e períodos praticamente em tempo real. Segundo ele, esse avanço amplia as possibilidades de apoio à tomada de decisões, mas também exige atenção quanto ao tipo de tarefa que pode ser delegada à tecnologia. “Existe um limite para a quantidade de informação que conseguimos processar ao mesmo tempo. E isso nos leva ao tema central da nossa conversa: dados”, afirmou.