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Novo Hamburgo Feevale Summit aborda desafios e possibilidades da IA nas empresas

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

Entender qual problema a inteligência artificial (IA) pode resolver em cada empresa é um fator de extrema importância para definir se a adoção dessa ferramenta faz sentido ou não na organização. Essa temática perpassou muitos dos conteúdos apresentados no terceiro dia do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026, no Câmpus II da Universidade, com destaque para o painel IA na prática: o que realmente funciona (e o que é só hype).

Realizado no palco Conexões 360, a explanação teve a participação de Eduardo Ogawa, professor de IA / Analytics e pesquisador na Universidade de São Paulo (USP) e ESPM, e Ana Carolina Oliveira de Souza, profissional de Analytics graduada em Física pela USP, que construiu sua experiência em empresas de tecnologia. A mediação ficou por conta da pró-reitora de Ensino da Feevale, Maria Cristina Bohnenberger.

Valores da IA para sociedade

Na opinião de Ana, as companhias estão passando, agora, por um momento de maturidade, em que está sendo realizado um refinamento e um direcionamento da IA por áreas. “Muitas empresas avaliam que apenas o ganho em horas de produtividade é que conta na hora de adotar uma ferramenta de inteligência artificial, mas também é preciso avaliar o que isso vai agregar no valor do produto final, no ganho de processo, ou na qualidade do que é gerado”, ressalta.

Para Ogawa, o grande valor que IA vai trazer para a sociedade é quando ela puder ser incorporada de forma eficiente no dia a dia. “Se conseguirmos utilizá-la para realizar tarefas de forma mais rápidas e confiáveis, quer seja em nossos processos de aquisição, ou em chatbots, ou na previsão do tempo, então isso será um grande ganho para a sociedade”, afirma. No entanto, adverte, é preciso ter senso crítico dentro das empresas e promover políticas de governança, a fim de não subir dados sigilosos nas ferramentas de IA. “O ideal é baixar as ferramentas e usar um ambiente fechado, seguro e controlado”, explica.

Ana e Ogawa concluíram que as empresas precisam, em primeiro lugar, avaliar se o problema que elas possuem pode ser resolvido com alguma solução de IA. Só após, aconselham, deve-se buscar a ferramenta mais adequada e iniciar o processo de implementação – além de poupar tempo em desenvolvimento de projetos, também é uma maneira de economizar custos.
Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 38 Visualizações
Business

Empreendedorismo feminino e maternidade pautam palestra no NH Feevale Summit

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

Histórias de empreendedorismo, superação e fortalecimento feminino marcaram a palestra Mães que Fazem Acontecer: Negócios que transformam histórias, realizada nesta quinta-feira, 17 de setembro, no palco Negócios Conscientes Inspiram, durante o Novo Hamburgo Feevale Summit. O encontro apresentou experiências de participantes do programa Mães que Fazem Acontecer, iniciativa do Sicredi voltada à capacitação de mães em situação de vulnerabilidade social para a criação ou ampliação de seus negócios.

Mediado por Gabriela Riboli, assessora de atuação social e educacional da Sicredi Pioneira, o painel contou com os relatos das empreendedoras Karoline Taiane Pinheiro Dias, proprietária da K Doceria e confeiteira autoral, e Isabel Weber, fundadora da Weber Dermoclinic e especialista em tratamento de estrias.

Programa Mães que Fazem Acontecer

O programa Mães que Fazem Acontecer tem como propósito fortalecer mulheres por meio de conhecimento, mentorias, conexões e suporte para o desenvolvimento dos empreendimentos, além da possibilidade de acesso a linhas de crédito exclusivas para investimentos e expansão dos negócios.

Durante a palestra, Karoline destacou que seu propósito sempre foi fazer com que seu trabalho tivesse impacto positivo na vida das pessoas. “Eu sempre quis que o meu trabalho pudesse transformar o dia de alguém. Mais do que simplesmente produzir um bolo, eu queria que aquilo tivesse um significado para quem recebesse”, afirmou.

Ela contou que, ao longo da trajetória como confeiteira, participou de momentos marcantes na vida de seus clientes, desde comemorações até situações delicadas, como entregas para pessoas hospitalizadas. “Cada bolo que eu faço também carrega um pouco da minha história e de tudo o que eu aprendi ao longo desse processo”, disse.

Karoline ressaltou que a participação no programa proporcionou uma mudança importante na gestão do negócio, especialmente no controle de custos e na definição da precificação dos produtos. Segundo ela, o aprendizado foi além das questões financeiras. “Graças a esse projeto, eu consegui me reconectar novamente como mulher e mãe e perceber que eu também posso ter os meus sonhos, as minhas metas e construir alguma coisa para mim”, relatou.

Já Isabel contou que o desejo de empreender surgiu ainda durante a graduação e que a criação da própria empresa permitiu unir realização profissional e independência financeira. Hoje, seu trabalho é voltado ao tratamento de estrias, mas, segundo ela, o foco vai além dos aspectos estéticos. “Para mim, o meu trabalho não é apenas sobre tratar a pele das mulheres. É, principalmente, sobre tratar a autoestima delas”, destacou.

No programa, Isabel definiu como meta aprimorar a gestão do negócio e ampliar as vendas. Com o apoio recebido, desenvolveu um plano de ação que incluiu melhorias nas redes sociais, planejamento de marketing, fortalecimento da comunicação da empresa, desenvolvimento de um site e busca por novas parcerias.

A empreendedora também passou a identificar oportunidades de expansão dos serviços oferecidos. Além dos tratamentos, iniciou uma capacitação para atuar com mentorias voltadas a profissionais da área. “Acho que uma das principais coisas que aprendi durante o projeto foi justamente a ter uma visão mais estratégica do meu negócio. Antes, eu enxergava muito o meu trabalho pela parte técnica. Hoje, consigo olhar também para a gestão, para o marketing, para as vendas e para as possibilidades de crescimento”, afirmou.

Ao encerrar sua participação, Isabel destacou que o principal legado do programa foi a troca de experiências entre as participantes. “Nós não estávamos ali apenas por uma questão de dinheiro ou de trabalho. Todas nós tínhamos em comum uma vontade enorme de crescer, de seguir em frente e de buscar uma vida melhor. Eu olhava para as outras mães e pensava: olha a força que essa mulher tem”, concluiu.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 37 Visualizações
Business

Novo Hamburgo Feevale Summit debate uso de colaboração, tecnologia e dados para transformar o turismo

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

O turismo e as possibilidades de crescimento do setor por meio da colaboração e a tecnologia foram temas no terceiro dia do Novo Hamburgo Feevale Summit, 17 de setembro. No palco Negócios Conscientes Inspiram, o painel Inteligência Turística: transformando dados em desenvolvimento regional abordou como o setor pode se beneficiar da integração de dados em uma mesma região ou destino turístico.

O conteúdo foi ministrado por Gregório Nardini, fundador e CEO da Planne, plataforma de e-commerce para atrações turísticas, Paola Benevenuto, assessora de Turismo na Sicredi Pioneira, e Franco Bria, advisor em Estratégia, Dados e Inteligência Artificial. Em comum, os três apontam que a evolução do turismo depende de cooperação e do uso das tecnologias, como inteligência artificial, para estruturar destinos.

Na opinião de Nardini, um dos grandes desafios para o futuro do turismo será personalizar as experiências, o que permitirá um turista mais satisfeito. “Se pudermos ajustar o negócio para entregar um serviço melhor e de forma mais eficiente para o cliente, teremos a capacidade personalizar a operação em escala. E essa, na minha opinião, vai ser a grande transformação: ou seja, a capacidade de acessar informações e, consequentemente, aplicar ferramentas de IA sobre os dados dos clientes, vai permitir que o turismo crie experiências personalizadas. Há estudos que indicam que a experiência turística começa antes da viagem em si, começa no momento de planejá-la, então, há um grande campo onde crescer”, afirmou.

 Para Bria, cada uma das etapas da experiência turística pode servir de fonte de dados, a fim de que, ainda mais agora com a inteligência artificial, se consiga trabalhar com previsões e melhorar o processo turístico. “Com os dados de fluxos, de filas, de tickets, de quantas pessoas acessam a atração por dia, é possível fazer um ingresso dinâmico, por exemplo. Toda essa inteligência não é sofisticada, é simples de fazer, ainda mais atualmente, sendo facilmente automatizado com as ferramentas de inteligência artificial generativas que existem no mercado. Penso que há bastante espaço para melhorar o negócio atual apenas usando os processos mais simples de análise de dados e previsão”, explicou.

O recado final foi pela união dos empreendimentos e locais turísticos. “O turismo é um ambiente de muita colaboração. O produto não é uma atração específica, nunca vai ser. O produto do turismo sempre é um destino – as pessoas compram um destino. Então, é muito importante que os destinos se enxerguem dessa forma. O turismo nos ensina que um mercado colaborativo, que as pessoas enxergam o longo prazo, é a receita do sucesso”, concluiu Nardini.

Conexão humana ainda é o que importa em uma viagem

Experiências que vão além de desfrutar um evento ou viagem quando se adquire o ingresso ou a passagem são ferramentas e estratégias importantes para o desenvolvimento do turismo. Além disso, é preciso também pensar em inovação e uso da tecnologia para o turismo, setor que comumente não entra em planejamentos a partir dessa premissa.

Esses foram alguns dos destaques do painel Ferramentas que impactam no turismo, mediado por Willian Sarmento Marcos, fundador da GovTools, com Carlos Eduardo Pires, da TKTR, e Vanessa Schardong, consultora do Sebrae. A atividade foi no palco Negócios Conscientes Inspiram, no início da tarde desta quinta-feira. Estratégias para que o turismo no Estado seja valorizado pelo público local, com o uso da tecnologia e da IA, também foram abordadas. “Mas o mais importante é entender que, por mais que a inovação se imponha, o que não está errado, a conexão humana ainda é o que prende o cliente”, disse Pires.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 43 Visualizações
Business

Reputação é exigência que antecede bom preço para o consumidor atual

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

O perfil do consumidor, de forma geral, é de quem valoriza, antes de preço, a reputação da empresa que oferece o seu produto ou serviço – uma mudança de comportamento já compreendida e usada como ferramenta de vendas. A reflexão foi uma das abordagens de Felipe Paniago, fundador da Reclame Aqui, durante o Novo Hamburgo Feevale Summit, na manhã desta quinta-feira, 17, último dia do evento realizado no Câmpus II da Universidade. O bate-papo foi mediado pelo professor da Instituição Marco Mabília no Palco Conexões 360, no eixo Empreendedorismo.

“A reputação é o que falam de você quando se levanta da mesa do bar e vai embora”, disse Paniago. As experiências de clientes junto à Reclame Aqui, plataforma usada também por empresas, se intensificaram na pandemia, conta o empresário, quando as compras online se tornaram mais frequentes, prática mantida posteriormente. Hoje, diz, o consumidor prefere comprar de sites de grandes redes porque são empresas conhecidas, mas o que muitos não sabem é que acabam comprando de pequenas empresas que se aliam a essas redes que garantem a qualidade no atendimento.

As empresas precisam entender, na visão de Paniago, que estar em uma plataforma de reclamações pode ser visto como algo positivo, à medida em que podem transformar isso em ferramenta para evoluir. “Muitas vezes, uma empresa investe muito em pesquisa para saber o que o cliente pensa do serviço ou produto que oferece quando, na verdade, ao analisar esses números, pode construir estratégias”, considerou o fundador da Reclame Aqui.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

18/09/2026 0 Comentários 32 Visualizações
Business

Experiências que vendem: NH Feevale Summit debate sobre marcas e relacionamento com clientes

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

Em um mercado no qual produtos e serviços estão cada vez mais parecidos, o que faz um consumidor escolher uma marca, voltar a comprar e ainda recomendá-la para outras pessoas? Essa é uma das questões que esteve no centro da palestra “Experiências que vendem”, que integrou a programação do Novo Hamburgo Feevale Summit nesta quinta-feira, 17 de setembro.

O encontro propôs uma conversa sobre como as marcas podem ir além da oferta de produtos e serviços para construir experiências capazes de gerar conexão, desejo, memória e relacionamento com os clientes. A discussão reuniu diferentes perspectivas sobre comportamento do consumidor, criatividade, inovação, posicionamento de marca e desenvolvimento de negócios.

Painelistas

Participaram do painel Fabiana Latorre Santos, analista de Relacionamento com o Cliente do Sebrae; Caroline Kuhlhoff, diretora de Marketing e Vendas da Pão de Trigo; e Felipe Sperb, mestre em Indústria Criativa e sócio-proprietário da Fora. A mediação foi de Cláudia Beretta, diretora de Marketing e Relacionamento da Universidade Feevale.

Com nove anos de atuação no Sebrae, Fabiana Latorre Santos é formada em Administração, possui MBA em Gestão Empresarial e especialização em Gestão, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Negócios. Sua experiência contribuiu para a discussão sobre os desafios e oportunidades dos pequenos negócios na construção de relacionamentos duradouros com seus clientes.

Representando a perspectiva de uma empresa familiar, Caroline Kuhlhoff apresentou no debate a experiência da Pão de Trigo, empresa fundada em 1992. Nutricionista, com MBA em Marketing: Estratégia e Inovação, Caroline atua no desenvolvimento de campanhas, estratégias comerciais e novos produtos, conectando criatividade, comportamento do consumidor e resultados de negócio.

Já Felipe Sperb contribuiu com a visão de quem atua diretamente na construção de marcas. Mestre em Indústria Criativa pela Universidade Feevale, é consultor de marketing, negócios e construção de marcas e sócio-proprietário da empresa Fora, com mais de dez anos de experiência no mercado da comunicação.

A mediação ficou a cargo de Cláudia Beretta, profissional com mais de 25 anos de experiência nas áreas de marketing, comunicação e comercial, com atuação voltada a branding e performance. Graduada em Publicidade e Propaganda, possui pós-graduação em Marketing, Docência do Ensino Superior e Acessibilidade, Diversidade e Inclusão, além de mestrado em Comunicação e MBA em BI, Marketing Digital e Estratégia Data Driven. Atualmente, é diretora de Marketing e Relacionamento da Feevale.

Da diferenciação à criação de desejo

Ao longo da conversa, os participantes discutiram o que faz uma marca ser escolhida em meio à concorrência e como transformar os valores de uma empresa em elementos que sejam efetivamente percebidos pelo consumidor. Outro eixo do painel foi o processo criativo: de onde surgem as ideias que movimentam uma marca e como identificar oportunidades a partir da observação do comportamento dos clientes. Também foi abordado o equilíbrio entre ouvir as demandas existentes e antecipar necessidades que o consumidor ainda não verbalizou.

A experiência como vantagem competitiva também esteve em pauta. A proposta foi refletir sobre o momento em que um produto deixa de ser suficiente para diferenciar uma marca e passa a ser apenas uma parte de uma experiência mais ampla. No caso de negócios que fazem parte da rotina das pessoas, por exemplo, o produto pode estar associado a encontros, tradições, memórias e momentos de convivência.

A partir dessas diferentes perspectivas, o painel buscou discutir como as empresas podem transformar consumo em vínculo. A conversa também provocou uma reflexão sobre inovação e criação de desejo. Até que ponto uma empresa deve responder às tendências do mercado e quando pode criar algo novo, despertando no consumidor o desejo por aquilo que ele ainda não sabia que queria?

Uma provocação para levar para os negócios

Durante o painel, uma pergunta acompanhou as diferentes discussões: “Vocês estão vendendo um produto ou estão vendendo o que esse produto faz a pessoa sentir?”; A provocação sintetizou a proposta da palestra: olhar para a experiência não apenas como aquilo que acontece no momento da compra, mas como algo que permanece na memória do consumidor e pode influenciar sua relação futura com a marca.

Para encerrar, os participantes foram convidados a pensar sobre o futuro e sobre as experiências que ainda desejam proporcionar aos seus clientes. A partir das diferentes trajetórias apresentadas no painel, a proposta foi mostrar que criar experiências relevantes exige observar pessoas, compreender comportamentos, transformar ideias em soluções e construir relações que façam sentido para o consumidor e para o negócio.

to: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

Novo Hamburgo

18/09/2026 0 Comentários 28 Visualizações
Business

Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 encerra ciclo de palestras com case da Criamigos

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

O Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 encerrou, na tarde desta quinta-feira, 17 de setembro, a programação de palestras com a apresentação “Case Criamigos – Transformando encantamento em vendas online!”, realizada no palco Negócios Conscientes Inspiram. O encontro foi conduzido por Jéssika Yuri e Vanessa Veiga, co-founders da Y2V Digital e especialistas em e-commerce, que abordaram a relação entre experiência do consumidor, construção de marca e vendas no ambiente digital.

A apresentação marcou o encerramento do ciclo de palestras do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026, que reuniu reflexões sobre inovação, negócios, comportamento do consumidor e novas possibilidades para o varejo. Ao longo da programação, o evento promoveu encontros e debates voltados à conexão entre conhecimento, mercado e desenvolvimento.

A palestra

Durante a palestra, Jéssika destacou a importância de as empresas estarem abertas à criação de novas experiências e formatos, a partir de uma escuta atenta das expectativas dos consumidores. Segundo ela, compreender as pessoas é um dos caminhos para identificar oportunidades e desenvolver estratégias mais conectadas às suas necessidades.

“Existe, sim, espaço para criar experiências diferentes, testar novos formatos e, principalmente, entender melhor o que as pessoas esperam das empresas. No fim das contas, é sobre entender as pessoas, ouvir o que elas têm a dizer e transformar essas experiências em oportunidades para construir algo melhor”, afirmou.

Vanessa, por sua vez, trouxe uma reflexão sobre a integração entre lojas físicas e comércio eletrônico. Para ela, o e-commerce deve ser compreendido para além do canal de vendas, funcionando também como uma importante vitrine e ponto de relacionamento entre a marca e seus consumidores.

“Existem muitos varejistas que ainda têm receio de que o e-commerce tire vendas das lojas físicas. Mas a nossa visão é justamente o contrário. A gente acredita que o e-commerce é um grande portal da marca”, explicou. De acordo com a palestrante, o ambiente digital permite reunir catálogo, informações sobre produtos, histórias da marca, cases e depoimentos, além de contribuir para a construção de relacionamento com o consumidor.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 38 Visualizações
Business

Prefeitura homenageia produtores de Novo Hamburgo que participaram da 49ª Expointer

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

Reconhecimento. Esse sentimento marcou a quinta-feira, 17 de setembro, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), onde foi entregue uma homenagem aos produtores do município que participaram da 49ª Expointer, realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O encontro contou com uma apresentação musical, a declamação de um poema e a entrega de certificados aos participantes.

A iniciativa teve como objetivo reconhecer o trabalho desenvolvido pelos produtores da zona rural de Novo Hamburgo e celebrar os resultados alcançados durante a feira. A participação dos hamburguenses foi marcada pela conquista de diversos prêmios em diferentes categorias, como destilados, gado, além de ovelhas, coelhos, galinhas ornamentais e outros segmentos.

 

Orgulho pelo trabalho

O secretário de Desenvolvimento Rural, Naasom Luciano, destacou o orgulho do Município pelo trabalho realizado pelos produtores e reforçou que a Prefeitura está de portas abertas para apoiar e potencializar o desenvolvimento do setor.

“Temos muito orgulho do trabalho realizado no meio rural de Novo Hamburgo e queremos continuar potencializando essa força, dando visibilidade aos nossos produtores e levando esse trabalho para cada vez mais pessoas”, afirmou.

A diretora de Desenvolvimento Rural, Gislaine Pires, também ressaltou a importância da participação dos produtores na Expointer. Segundo ela, além de representarem seus próprios empreendimentos, os hamburguenses levaram para a feira um pouco da identidade e da força do Município. “Vocês também estavam levando um pedacinho da nossa cidade”, destacou Gislaine, ao lembrar que a Expointer é uma das maiores vitrines do Estado.

Resultados alcançados

O médico-veterinário da SDR, Maicon Bonini Faria, que acompanhou diversos produtores durante a preparação para a Expointer e realiza o atendimento permanente nas propriedades, destacou a importância da estratégia de extensão rural desenvolvida pelo Município. Para ele, os resultados alcançados na feira demonstram a relevância desse acompanhamento. “É muito gratificante ver esse resultado e perceber a importância de continuarmos avançando com o nosso trabalho, de atendimento in loco nas propriedades”, afirmou.

Maicon também explicou que o trabalho busca respeitar as características de cada propriedade e sistema produtivo, em vez de adotar um único modelo para todos os produtores. “Cada sistema produtivo tem suas particularidades. Isso exige um pouco mais de esforço, mas, quando vemos os resultados, é muito compensador”, amplia.

A homenagem reforçou o compromisso da SDR em manter o acompanhamento dos produtores e apoiar o desenvolvimento das diferentes atividades realizadas na zona rural de Novo Hamburgo.

  Foto: Weslei Fillmann/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 33 Visualizações
Business

II Jornada sobre Dumping Social reúne Judiciário, Ministério Público, poder público e setor produtivo do RS

Por Ester Ellwanger 17/09/2026
Por Ester Ellwanger

O dumping social segue como um dos principais desafios para garantir concorrência leal nas contratações de serviços terceirizados de asseio e conservação no Rio Grande do Sul, setor que reúne cerca de 1.272 empresas e 68.596 trabalhadores, impactando diretamente mais de 280 mil pessoas no Estado.

Para debater o cenário atual, o Instituto Gaúcho de Asseio e Serviços (Igas RS), o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação do RS (Sindasseio RS) e a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação do RS (FEEAC RS) promoveram a II Jornada sobre Dumping Social no Rio Grande do Sul, na Escola Judicial do TRT da 4ª Região (EJud4), em Porto Alegre. “Precisamos fortalecer o diálogo social sobre o tema e avançar em uma pauta relevante para todo o setor”, afirmou o presidente do Igas RS, Luiz Carlos dos Santos, na abertura do evento.

Um problema que atinge trabalhadores, empresas e serviços públicos

A conferência de abertura foi conduzida pelo procurador do Ministério Público do Trabalho, Marco Aurélio Gomes Cordeiro da Cunha, que avaliou que o debate sobre o tema vem crescendo e aponta para uma evolução nas práticas do setor.

“O dumping é um problema de todos. Não apenas dos trabalhadores, que são os mais afetados, mas também das empresas que competem com seriedade e dos municípios envolvidos na contratação, que podem sofrer impactos na qualidade dos serviços públicos e acumular passivos trabalhistas”, afirmou. Para o procurador, direitos obrigatórios pertencem ao preço. “O menor preço nominal pode gerar o maior custo total, chegando a exigir contratações emergenciais para manter os serviços. O desafio é agir antes que o dano aconteça, principalmente no momento dos editais.”

Impactos econômicos e a resposta do Estado

Felipe Moreira Cruzeiro, secretário adjunto de Planejamento, Governança e Gestão do Governo do RS, apresentou as medidas adotadas pelo Estado, entre elas a ampliação das exigências de capacidade econômico financeira nas licitações, a elevação dos percentuais mínimos de patrimônio líquido e capital circulante líquido, o aumento da garantia contratual para 10% do valor do contrato, a revisão do Decreto 52.215/2014, que permite o pagamento direto aos prestadores em caso de inadimplência da empresa contratada, e o Sistema de Gestão de Contratos Públicos (GCP), voltado à fiscalização dos contratos e das verbas trabalhistas.

“Combater o dumping social não é exigir mais documentos, é desenhar o contrato de modo que cumprir a lei seja a estratégia vencedora”, resumiu.

O vice-presidente do Igas RS, Candido Luis Teles da Roza, caracterizou a prática como uma gestão empresarial antijurídica, moldada pela concorrência desleal e pela ausência de boa-fé objetiva, usada de forma reincidente para majorar lucros e conquistar mercado. “O Estado, na condição de contratante, é mutuamente responsável pelos impactos indiretos, o que não significa ser exclusivamente responsável. Deve se exigir e apoiar que os fornecedores cumpram o seu papel na cadeia”, ponderou, reforçando que o tema ainda é pouco debatido e por isso demanda iniciativas como a Jornada.

Consequências sociais

Claudir Nespolo, superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego RS, defendeu a valorização dos trabalhadores terceirizados e das empresas que atuam com regularidade. “Eventos como esse são importantes para avançarmos no debate, analisar as medidas já em execução e propor novas, já que o tema muda a todo instante”, disse.

A economista Lúcia Garcia, do Instituto do Trabalho e Transformação Social (ITTS) e do DIEESE, definiu o dumping social como uma dinâmica em que a redução de custos decorre do descumprimento reiterado de direitos trabalhistas, gerando vantagem concorrencial que não vem de produtividade ou eficiência, mas de fatores espúrios. Entre as consequências, apontou a precarização das condições de trabalho, a ampliação das desigualdades sociais, a erosão da proteção social e o enfraquecimento das instituições trabalhistas.

Foto: Maicon Hinrichsen/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

17/09/2026 0 Comentários 46 Visualizações
Business

Aos 101 anos, Anton Karl Biedermann fala sobre vida, liderança e esporte no NH Feevale Summit

Por Ester Ellwanger 17/09/2026
Por Ester Ellwanger

Prestes a completar 102 anos, o empresário e nadador Anton Karl Biedermann foi destaque da programação do Novo Hamburgo Feevale Summit na manhã desta quarta-feira, 16, no Câmpus II da Universidade Feevale. Na palestra “50 metros a mais…”, ele compartilhou histórias e reflexões sobre sua trajetória empresarial, esportiva e associativa, marcada por liderança, disciplina e uma rotina de atividade física que mantém até hoje. A mediação foi de Ronald Krummenauer, ex-secretário estadual de Educação, CEO do Transforma RS e conselheiro de empresas e entidades.

“Fiquei entusiasmado com a grandiosidade da Universidade Feevale, com os planos de trabalho do reitor José Paulo da Rosa e com a perspectiva de fazerem a vida das pessoas que cursarem a universidade prosperarem”, afirmou Biedermann.

O título da palestra é também o nome da biografia “Anton Karl Biedermann – 50 Metros a Mais”, escrita por Suzana Naiditch. Natural de Rio Grande (RS), ele construiu uma trajetória que reúne empreendedorismo, liderança empresarial e participação no associativismo gaúcho. Em 1958, fundou a Diehl, Biedermann & Bordasch, empresa de auditoria que posteriormente deu origem à operação brasileira da PwC.

No esporte, sua história começou aos 12 anos, quando decidiu aprender a nadar. Desde então, a natação tornou-se parte de sua vida. Patrono do Grêmio Náutico União, Biedermann segue competindo na categoria máster e já estabeleceu recordes mundiais. Em 2024, aos 100 anos, estabeleceu recorde mundial nos 50 metros costas da categoria 100-104 anos.

A rotina continua intensa: ele nada diariamente por cerca de uma hora e meia e também faz musculação. Ao falar sobre a longevidade, Biedermann costuma brincar que, depois dos 100 anos, passou a contar a idade de outra maneira: “um ano de vida, dois anos de vida…”. Na próxima terça-feira, 22, ele completará 102 anos e certamente vai continuar inspirando por sua trajetória empresarial e esportiva. Uma trajetória marcada por liderança, empreendedorismo, disciplina e dedicação ao esporte.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

17/09/2026 0 Comentários 65 Visualizações
Business

Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 traz diversos conteúdos sobre uso da IA

Por Ester Ellwanger 17/09/2026
Por Ester Ellwanger

A inteligência artificial (IA) foi pauta no segundo dia de conteúdos do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026. Em dois painéis, o público que lotou a Rua Coberta do Câmpus II da Instituição para o evento de empreendedorismo e inovação da Universidade Feevale pôde conferir insights sobre a IA e como a ferramenta pode ser utilizada de forma prática.

No palco Negócios Conscientes Inspiram, Arthur Diehl, líder de Marketing de Produto na Dell Technologies, ministrou a palestra IA para quem usa e ainda não sabe o que fazer com ela. Em sua apresentação, Diehl explanou sobre sua experiência profissional com o uso da inteligência artificial, desde os primeiros testes até o momento em que descobriu que tarefas muito extenuantes poderiam ser delegadas à ferramenta. “Não devemos utilizar a IA como um guru, mas dentro de cada contexto, treinando-a para conseguir alcançar resultados mais profundos e adequados para o nosso dia a dia”, explicou.

Nesse sentido, é extremamente importante, mais do que saber onde e como utilizar, mas onde e como não usar a IA – ou seja, discernir quais serão as tarefas exclusivamente humanas. “Há atribuições que jamais poderemos delegar para essas ferramentas”, ressaltou Diehl, salientando que as empresas sempre precisarão de pessoas que sejam estratégicas.

O representante da Dell finalizou com um passo a passo que resume sua experiência com o uso da inteligência artificial no trabalho, e que pode se tornar um exemplo de roteiro para quem não sabe como iniciar sua utilização: aprender com a IA; perguntar para a IA; colaborar com a IA; delegar tarefas à IA; e criar cultura de uso. “Não terceirizem seu pensamento para a inteligência artificial, pois o pensamento humano sempre será o que vai gerar valor para as empresas”, concluiu.

 

Dados como ferramenta estratégica

Já a utilização estratégica de dados e os impactos da inteligência artificial na tomada de decisões foram temas abordados na palestra Análise de dados na era da IA: transformando informações em vantagem competitiva. A atividade foi realizada no palco Conexões 360 e contou com a participação de Robinson Klein, diretor de negócios da Senior Sistemas e presidente da ACI, e Fernando Munhoz, especialista em Soluções de Networking.

Durante o encontro, Klein destacou que a inteligência artificial está cada vez mais presente na comunicação e na análise de informações, permitindo cruzar dados provenientes de diferentes fontes, locais e períodos praticamente em tempo real. Segundo ele, esse avanço amplia as possibilidades de apoio à tomada de decisões, mas também exige atenção quanto ao tipo de tarefa que pode ser delegada à tecnologia. “Existe um limite para a quantidade de informação que conseguimos processar ao mesmo tempo. E isso nos leva ao tema central da nossa conversa: dados”, afirmou.
O especialista chamou a atenção para a diferença entre utilizar a IA como ferramenta de análise e permitir que ela execute, de forma autônoma, processos que exigem resultados precisos. Como exemplo, citou a área contábil. Para Klein, a tecnologia pode ser empregada para analisar balanços, identificar tendências, comparar períodos e apontar oportunidades de melhoria, mas determinadas atividades precisam seguir regras exatas e apresentar resultados determinísticos. “A IA generativa trabalha de maneira probabilística. Ela identifica padrões, analisa informações e produz uma resposta com base naquilo que aprendeu e nos dados que recebeu”, explicou.

Munhoz, por sua vez, destacou o momento de intensa disputa pela liderança em inovação entre Estados Unidos e China. Para ele, o cenário atual reúne grandes desafios e possibilidades, especialmente diante da capacidade de novas tecnologias contribuírem para avanços científicos e sociais. “Nós estamos vivendo um momento de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de grandes possibilidades”, afirmou. Entre as oportunidades, citou o desenvolvimento de novas tecnologias, a busca por soluções na área da saúde e a necessidade de compreender quais caminhos tecnológicos podem trazer benefícios para a sociedade.

 Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

17/09/2026 0 Comentários 61 Visualizações
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