Em manifestação conjunta, a ACI e o movimento The South Base reafirmam que a indústria calçadista brasileira tem compromisso com os mais elevados padrões de conformidade, sustentabilidade e responsabilidade social exigidos pelos mercados internacionais. As ocorrências pontuais recentemente divulgadas devem ser tratadas como situações específicas e não como reflexo da realidade da nossa indústria calçadista. Elas representam menos de 0,02% dos empregos formais do Estado do Rio Grande do Sul.
A existência de mecanismos efetivos de fiscalização demonstra a capacidade institucional do Brasil de identificar, corrigir e aperfeiçoar práticas sempre que necessário. A fiscalização efetiva fortalece a credibilidade do setor e reforça o compromisso da indústria brasileira com as melhores práticas globais de compliance e responsabilidade social.
Ao mesmo tempo esse episódio reacende o debate sobre o que é melhor para o jovem, entendemos que a sociedade precisa discutir mecanismos que ampliem oportunidades para jovens em ambiente protegido, conciliando educação, qualificação e trabalho. Dessa forma, trabalhar é uma liberdade de escolha com proteção. Não se trata de flexibilizar direitos, mas de construir caminhos seguros para a inserção produtiva das novas gerações.
Nenhum jovem deve estar em atividade perigosa, mas também não podemos aceitar que um jovem que estuda, tem acompanhamento familiar e deseja trabalhar legalmente tenha como única alternativa a informalidade. O desafio do Brasil não é escolher entre proteção e oportunidade, mas sim conseguir entregar as duas coisas ao mesmo tempo. Esse debate precisa ser feito a favor do jovem, das famílias e da formalidade.
