SBD-RS reforça alerta contra uso de PMMA em procedimentos estéticos

Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) manifestou apoio ao posicionamento nacional contrário ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) para fins estéticos e cosmiátricos. O alerta foi reforçado após a confirmação de uma nova morte associada à utilização da substância em um procedimento estético realizado em São Paulo. Segundo a entidade, o caso evidencia a necessidade de ampliar a informação à população sobre os riscos relacionados ao produto e de fortalecer o controle sanitário e regulatório sobre sua utilização.

De acordo com a SBD-RS, o PMMA é um preenchedor permanente e não absorvível, característica que faz com que a substância permaneça no organismo por tempo indeterminado. A entidade destaca que o material pode estar associado a complicações imediatas e tardias, incluindo processos inflamatórios, infecções, granulomas, deformidades, sequelas permanentes e, em situações mais graves, complicações sistêmicas com risco de morte.

Caso em São Paulo

O posicionamento da entidade ocorre após a morte de uma maquiadora de 48 anos, registrada na capital paulista. Conforme informações divulgadas, a vítima passou por um procedimento de remodelação glútea e de coxas com aplicação de PMMA no bairro Brooklin, na zona sul de São Paulo. A médica responsável informou à polícia ter utilizado 100 seringas da substância durante o procedimento.

A SBD-RS afirmou que o episódio reforça a importância de priorizar a segurança do paciente, a boa prática médica e a medicina baseada em evidências nas discussões sobre procedimentos estéticos.

Defesa de maior controle regulatório

A entidade gaúcha também declarou apoio à posição da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que defende o endurecimento do controle sanitário e regulatório do PMMA junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a SBD-RS, embora existam propostas para restringir o uso da substância a determinadas especialidades médicas, essa medida não elimina os riscos inerentes ao produto, especialmente quando empregado com finalidade estética.

Orientação aos pacientes

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul ressalta que procedimentos dermatológicos e cosmiátricos exigem avaliação médica criteriosa, indicação responsável e informações claras sobre benefícios, limitações e possíveis complicações.

Para a entidade, a busca por resultados estéticos deve estar acompanhada de critérios de segurança, principalmente em casos que envolvem substâncias permanentes e de difícil manejo diante de reações adversas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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