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dermatologia

Saúde

Novo medicamento para calvície ainda depende de estudos, alerta SBD-RS

Por Jonathan da Silva 13/07/2026
Por Jonathan da Silva

Uma nova formulação oral de minoxidil de liberação prolongada, chamada VDPHL01, tem gerado expectativa como possível alternativa para o tratamento da calvície. O medicamento ainda está em fase de estudos clínicos e não tem previsão para chegar ao Brasil. Diante da divulgação de resultados iniciais pela fabricante Veradermics, a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que os dados disponíveis são preliminares, ainda não foram publicados em artigo científico revisado por pares e precisam de confirmação em estudos de longo prazo.

Segundo comunicado da Veradermics, o estudo clínico avaliou homens com alopecia androgenética leve a moderada e apontou aumento médio de 30,3 a 33 fios por centímetro quadrado após seis meses de tratamento entre os participantes que receberam a medicação. A empresa informou que pretende solicitar a aprovação do medicamento nos Estados Unidos em 2027, mas ainda não há prazo para avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nem previsão de disponibilidade no mercado brasileiro.

Como funciona a nova formulação

A médica dermatologista associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), Fernanda Lagares Xavier Peres, explica que o princípio ativo do VDPHL01 é o mesmo do minoxidil oral já utilizado atualmente, mas a diferença está na forma como a substância é liberada no organismo. “O minoxidil oral utilizado atualmente atinge picos de concentração no sangue logo após a ingestão. A formulação de liberação prolongada reduziria esses picos, fazendo a entrega da medicação de forma mais lenta e constante. A expectativa é combinar eficácia com menor risco de efeitos colaterais, mas isso ainda precisa ser confirmado com dados completos e de longo prazo”, detalha Fernanda.

Tratamento continua em avaliação

A SBD-RS destaca que, no Brasil, o minoxidil oral em baixas doses já é utilizado de forma off-label, ou seja, fora das indicações originalmente previstas em bula, sempre mediante avaliação médica. No entanto, o VDPHL01 permanece em fase de desenvolvimento e ainda não existem comparações diretas publicadas entre essa formulação e o minoxidil oral de baixa dose utilizado na prática clínica.

A entidade também reforça que a calvície, ou alopecia androgenética, é uma condição crônica e progressiva. Os tratamentos disponíveis contribuem para controlar a evolução do quadro enquanto estão em uso, mas não representam cura definitiva. A definição da terapia mais adequada depende de avaliação individual, considerando fatores como idade, intensidade da queda de cabelo, histórico de saúde e possíveis causas associadas.

Orientação médica

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul orienta que pessoas com suspeita de calvície ou aumento da queda de cabelo procurem um médico dermatologista para avaliação. A relação de profissionais habilitados está disponível no site da SBD-RS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/07/2026 0 Comentários 120 Visualizações
Saúde

SBD-RS alerta para possível queda de cabelo durante uso de canetas para emagrecimento

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

O uso de medicamentos agonistas do peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1), como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, pode estar associado à queda de cabelo em pacientes submetidos a tratamentos para obesidade e diabetes. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), que orienta que alterações capilares durante o tratamento sejam avaliadas por um médico dermatologista. Segundo a entidade, a perda acelerada de peso, aliada à restrição calórica e à deficiência de nutrientes, pode favorecer o surgimento do eflúvio telógeno, condição caracterizada pela queda acentuada dos fios.

De acordo com a secretária-geral da SBD-RS e médica dermatologista, Dra. Larissa Rodrigues Leopoldo, a relação entre os medicamentos e a queda capilar deve ser analisada considerando as mudanças provocadas no organismo ao longo do tratamento, e não apenas o uso da medicação. “Os medicamentos inibidores do GLP-1 podem estar ligados à queda de cabelos porque promovem emagrecimento rápido e de grande porcentagem de peso. Esse processo acelerado está relacionado ao eflúvio telógeno, especialmente quando há restrição calórica e redução de nutrientes essenciais”, afirma Larissa.

Velocidade da perda de peso influencia risco

Segundo a dermatologista, a intensidade da perda de peso pode influenciar o risco de queda dos cabelos, havendo diferenças entre os medicamentos disponíveis. “Existe diferença entre os medicamentos. A tirzepatida, por promover maior perda de peso e de maneira mais rápida, pode provocar maior risco de queda de cabelos”, observa Larissa.

A SBD-RS ressalta que a queda capilar não deve ser atribuída automaticamente ao medicamento, já que pode estar relacionada a outras condições, como alopecia androgenética, alopecia areata, alterações hormonais, deficiência de ferro ou fatores emocionais.

Acompanhamento médico

A entidade orienta que pacientes não interrompam o tratamento por conta própria nem iniciem suplementação sem orientação profissional. Conforme a SBD-RS, a investigação da causa da queda de cabelo deve ser realizada por um médico dermatologista, com avaliação individualizada.

Para reduzir os riscos, a recomendação é manter acompanhamento médico e nutricional durante o tratamento, garantindo ingestão adequada de proteínas, vitaminas e ferro. “O ideal é garantir quantidades adequadas de proteínas, vitaminas e ferro, nutrientes essenciais para a saúde capilar. Quando a queda de cabelos acontece durante o tratamento emagrecedor, um médico dermatologista deve ser consultado para investigação e tratamento”, destaca Larissa.

Sinais de alerta

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul orienta que medicamentos para obesidade e diabetes sejam utilizados apenas com prescrição e acompanhamento médico. Também recomenda que pacientes procurem avaliação especializada diante de sinais como queda intensa de cabelo, falhas no couro cabeludo, afinamento progressivo dos fios, coceira, descamação ou dor na região. A relação de profissionais habilitados está disponível no site da SBD-RS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 146 Visualizações
Saúde

Dia Mundial do Vitiligo reforça alerta contra preconceito e desinformação

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) aproveita as ações do Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do combate ao preconceito relacionado à doença. A mobilização busca ampliar o acesso à informação correta sobre a condição, incentivar a procura por acompanhamento médico especializado e reduzir o estigma social enfrentado por pessoas que convivem com o vitiligo.

Criada em 2011 por organizações internacionais ligadas à causa, a data tem caráter global de conscientização e homenageia o cantor Michael Jackson, que conviveu com a doença e faleceu em 25 de junho de 2009. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o vitiligo afeta entre 0,5% e 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas apresentam a condição, caracterizada pela perda da coloração da pele em razão da diminuição ou ausência de melanina.

O que é o vitiligo

O vitiligo não é contagioso e não pode ser transmitido por toque, convívio social ou contato com as lesões. A doença é considerada autoimune, já que o sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.

Além dos fatores imunológicos, a condição também pode estar associada a fatores genéticos e ambientais. O estresse severo figura entre os elementos que podem atuar como gatilho ou agravante em pessoas predispostas ao desenvolvimento da doença.

Impactos além da pele

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Juliano Peruzzo, o desconhecimento sobre a doença ainda contribui para situações de discriminação e sofrimento emocional entre os pacientes. “O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento. O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas. Por isso, informação de qualidade é fundamental para que a sociedade entenda que não há risco de transmissão e que existem recursos terapêuticos capazes de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Peruzzo.

Tratamentos disponíveis

Embora não exista cura definitiva para o vitiligo, os tratamentos disponíveis têm como objetivo conter a progressão das manchas, estimular a repigmentação da pele e minimizar os impactos emocionais associados à condição.

Entre as opções terapêuticas estão medicamentos tópicos, imunomoduladores, corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e, em situações específicas, técnicas cirúrgicas.

Orientação médica

A SBD-RS orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com médico dermatologista para diagnóstico e definição do tratamento mais adequado. A relação de profissionais habilitados pode ser consultada no site da entidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 147 Visualizações
Saúde

Unhas fracas podem indicar deficiências nutricionais e doenças, alerta SBD-RS

Por Jonathan da Silva 03/06/2026
Por Jonathan da Silva

Unhas fracas, quebradiças, descamativas ou com alterações na superfície podem estar relacionadas a deficiências nutricionais, hábitos inadequados, exposição frequente a produtos químicos ou até mesmo a doenças sistêmicas. O alerta é da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), que orienta a população a procurar avaliação médica quando as mudanças persistem ou são acompanhadas de dor, inflamação, deformidades ou piora progressiva. Segundo a entidade, a investigação especializada é importante para identificar a causa e definir o tratamento adequado.

De acordo com a delegada da SBD-RS e dermatologista Vanessa Santos Cunha, nem toda fragilidade nas unhas está relacionada à falta de vitaminas, embora essa hipótese possa fazer parte da avaliação clínica. “Unhas fracas podem ter relação com a dieta e com algumas deficiências nutricionais, mas também podem ocorrer por fatores genéticos, doenças sistêmicas ou agressões externas. Por isso, não é indicado iniciar suplementação por conta própria. O ideal é investigar a causa para que a orientação seja adequada a cada pessoa”, explica Vanessa.

Possíveis causas

Segundo a especialista, algumas pessoas apresentam unhas naturalmente mais finas e frágeis devido à predisposição genética. Em outros casos, a condição pode estar associada à baixa ingestão de proteínas, restrições alimentares ou deficiências de nutrientes como ferro, vitamina B12, vitamina D, zinco e silício.

Entre as alterações mais comuns estão a onicosquizia, caracterizada pela descamação da unha em camadas, e a onicorrexe, marcada pelo surgimento de fissuras ou estrias longitudinais. Essas alterações podem estar relacionadas ao envelhecimento, à exposição frequente à água, ao uso contínuo de detergentes e produtos de limpeza, à retirada excessiva de cutículas e à utilização constante de esmaltes, removedores ou procedimentos estéticos que enfraquecem a lâmina ungueal.

A SBD-RS também destaca que profissionais que mantêm as mãos úmidas durante longos períodos ou trabalham com substâncias químicas sem proteção adequada estão mais suscetíveis a desenvolver problemas nas unhas.

Cuidados com produtos e cutículas

A entidade orienta cautela no uso de bases fortalecedoras sem orientação médica. Embora alguns produtos possam auxiliar em situações específicas, eles nem sempre tratam a origem do problema.

Segundo a SBD-RS, produtos à base de formol podem endurecer temporariamente as unhas, mas também podem aumentar a fragilidade e favorecer irritações e alergias. Já os esmaltes hipoalergênicos podem ser uma alternativa para pessoas sensíveis a determinadas substâncias, embora não substituam a avaliação dermatológica quando as alterações persistem.

Outro ponto destacado pela entidade é a importância da preservação das cutículas. A recomendação é evitar sua remoção profunda, já que elas funcionam como uma barreira de proteção da matriz ungueal.

Quando retiradas em excesso, as cutículas podem facilitar a entrada de bactérias, fungos e agentes químicos, aumentando o risco de infecções, inflamações e deformidades. Em salões de beleza, a orientação é apenas empurrar delicadamente ou remover o excesso, além de observar a higienização dos instrumentos utilizados.

Investigação médica

De acordo com a SBD-RS, a avaliação médica pode incluir exame clínico, análise dos hábitos de cuidado com as unhas, revisão da alimentação e, quando necessário, exames laboratoriais para identificar possíveis deficiências nutricionais ou doenças associadas.

Entre as condições que podem se manifestar por alterações nas unhas estão problemas de tireoide, diabetes e outras doenças sistêmicas.

A entidade também alerta para os riscos da automedicação com vitaminas, suplementos e fórmulas manipuladas. Segundo a SBD-RS, o consumo excessivo de determinados nutrientes pode provocar efeitos indesejados e não resolve necessariamente a causa da fragilidade ungueal.

Orientação da SBD-RS

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul reforça que os cuidados com as unhas vão além da estética. Alterações persistentes, fragilidade acentuada ou mudanças de cor, espessura, formato e crescimento devem ser avaliadas por um médico dermatologista, profissional habilitado para diagnosticar e tratar doenças da pele, dos cabelos e das unhas.

Em casos de suspeita, a orientação é procurar atendimento especializado para investigação e acompanhamento adequados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/06/2026 0 Comentários 157 Visualizações
Saúde

SBD-RS reforça alerta contra uso de PMMA em procedimentos estéticos

Por Jonathan da Silva 02/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) manifestou apoio ao posicionamento nacional contrário ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) para fins estéticos e cosmiátricos. O alerta foi reforçado após a confirmação de uma nova morte associada à utilização da substância em um procedimento estético realizado em São Paulo. Segundo a entidade, o caso evidencia a necessidade de ampliar a informação à população sobre os riscos relacionados ao produto e de fortalecer o controle sanitário e regulatório sobre sua utilização.

De acordo com a SBD-RS, o PMMA é um preenchedor permanente e não absorvível, característica que faz com que a substância permaneça no organismo por tempo indeterminado. A entidade destaca que o material pode estar associado a complicações imediatas e tardias, incluindo processos inflamatórios, infecções, granulomas, deformidades, sequelas permanentes e, em situações mais graves, complicações sistêmicas com risco de morte.

Caso em São Paulo

O posicionamento da entidade ocorre após a morte de uma maquiadora de 48 anos, registrada na capital paulista. Conforme informações divulgadas, a vítima passou por um procedimento de remodelação glútea e de coxas com aplicação de PMMA no bairro Brooklin, na zona sul de São Paulo. A médica responsável informou à polícia ter utilizado 100 seringas da substância durante o procedimento.

A SBD-RS afirmou que o episódio reforça a importância de priorizar a segurança do paciente, a boa prática médica e a medicina baseada em evidências nas discussões sobre procedimentos estéticos.

Defesa de maior controle regulatório

A entidade gaúcha também declarou apoio à posição da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que defende o endurecimento do controle sanitário e regulatório do PMMA junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a SBD-RS, embora existam propostas para restringir o uso da substância a determinadas especialidades médicas, essa medida não elimina os riscos inerentes ao produto, especialmente quando empregado com finalidade estética.

Orientação aos pacientes

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul ressalta que procedimentos dermatológicos e cosmiátricos exigem avaliação médica criteriosa, indicação responsável e informações claras sobre benefícios, limitações e possíveis complicações.

Para a entidade, a busca por resultados estéticos deve estar acompanhada de critérios de segurança, principalmente em casos que envolvem substâncias permanentes e de difícil manejo diante de reações adversas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2026 0 Comentários 198 Visualizações
Saúde

SBD-RS alerta para riscos do uso de vaselina nos cílios

Por Jonathan da Silva 27/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) emitiu um alerta sobre os riscos da aplicação de vaselina e hidratantes labiais nos cílios, prática que tem se popularizado em vídeos nas redes sociais, especialmente no TikTok. Segundo a entidade, o uso desses produtos na região dos olhos pode causar irritações, alergias, inflamações e complicações oftalmológicas. O alerta foi divulgado diante do aumento da circulação de conteúdos que sugerem o uso da substância para curvar os cílios e prolongar o efeito estético.

De acordo com a vice-presidente da SBD-RS, médica dermatologista Dra. Cíntia Pessin, a vaselina possui características que ajudam a reter a hidratação da pele, mas isso não significa que o produto seja adequado para aplicação nos cílios ou pálpebras. “A base da vaselina é o petrolato, um produto derivado do petróleo. Por isso, pode ser alergênica e facilitar o surgimento de problemas como obstrução dos poros, acne, dermatite na área das pálpebras e blefarite (inflamação crônica na borda das pálpebras)”, explica Cíntia.

Riscos à saúde ocular

A SBD-RS destaca que os riscos não se limitam à pele. Segundo Cíntia, quando aplicada próxima à raiz dos cílios, a vaselina pode atingir estruturas responsáveis pela lubrificação ocular, como as glândulas de Meibomius, localizadas na borda das pálpebras. A dermatologista ressalta que a obstrução dessas glândulas pode provocar desconforto, sensação de olho seco, infecções e até complicações mais graves, como úlcera de córnea.

Orientações da entidade

A recomendação da SBD-RS é que produtos cosméticos sejam utilizados apenas nas áreas para as quais foram desenvolvidos e testados. A entidade orienta que a remoção da maquiagem dos olhos seja feita com produtos específicos para a região ocular ou com óleo de limpeza apropriado.

A vice-presidente da entidade também orienta que a hidratação das pálpebras seja realizada com cremes indicados para essa região. “Não é recomendável aplicar produtos em grande quantidade ou utilizar cosméticos sem indicação adequada para pálpebras e cílios. Também é importante observar sinais de irritação, como vermelhidão, coceira, ardência, inchaço ou descamação”, afirma Cíntia Pessin.

Teste de alergia

Antes de utilizar qualquer produto novo, a SBD-RS recomenda a realização de teste de alergia. A orientação é aplicar pequena quantidade do produto na face interna do punho e aguardar 48 horas para verificar se ocorre alguma reação.

A entidade também reforça que conteúdos virais sobre estética e beleza nas redes sociais não substituem orientação médica e podem representar riscos quando incentivam o uso inadequado de substâncias na região dos olhos.

Em casos de irritação, alergia, dermatite, inflamação nas pálpebras ou outras alterações na pele, a recomendação é procurar atendimento com médico dermatologista.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2026 0 Comentários 220 Visualizações
Saúde

SBD-RS alerta para aumento do risco de ressecamento nos lábios durante o frio

Por Jonathan da Silva 25/05/2026
Por Jonathan da Silva

A chegada das baixas temperaturas no Rio Grande do Sul exige atenção redobrada com a hidratação dos lábios, segundo orientação da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS). O frio, o vento, a baixa umidade do ar e a exposição solar durante o outono e o inverno favorecem o ressecamento, fissuras e descamações na região, que possui pele mais fina e menor quantidade de glândulas sebáceas responsáveis pela hidratação natural.

De acordo com a entidade, a hidratação labial regular com produtos específicos deve fazer parte da rotina diária durante os períodos de frio intenso. O objetivo é preservar a barreira cutânea e reduzir o risco de lesões e desconfortos causados pelas condições climáticas. “A pele dos lábios tem características próprias e, por isso, é mais vulnerável ao ressecamento. A hidratação diária com produtos adequados e o uso de protetores labiais com fator de proteção solar são medidas simples, mas importantes para preservar a integridade dessa região”, orienta a vice-presidente da SBD-RS, Dra. Cíntia Cristina Pessin.

Proteção solar também no inverno

A SBD-RS ressalta que a proteção solar não deve ser interrompida durante o outono e o inverno. Mesmo em dias frios ou nublados, a radiação ultravioleta continua presente e pode provocar danos cumulativos na pele dos lábios, contribuindo para envelhecimento precoce, ressecamento e lesões associadas à exposição solar.

Além da hidratação e do uso de protetor labial com fator de proteção solar, a entidade orienta atenção a sinais persistentes que podem indicar problemas mais graves. Feridas que não cicatrizam, descamação contínua ou alterações na coloração dos lábios devem ser avaliadas por um médico dermatologista.

Atendimento especializado

Segundo a SBD-RS, o acompanhamento especializado é importante para identificar possíveis alterações e orientar os cuidados adequados com a saúde da pele. A lista de profissionais habilitados pode ser consultada no site da entidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/05/2026 0 Comentários 200 Visualizações
Saúde

Campanha Dezembro Laranja realiza mutirão de prevenção ao câncer de pele no RS

Por Jonathan da Silva 15/12/2025
Por Jonathan da Silva

A Campanha Dezembro Laranja 2025 promoveu um mutirão de atendimentos gratuitos para prevenção e detecção precoce do câncer de pele no Rio Grande do Sul neste sábado (13). A ação, realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), ocorreu simultaneamente em quatro municípios: Porto Alegre, Alvorada, Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul, com a atuação voluntária de dermatologistas e residentes.

Entre os pacientes atendidos, a moradora de Viamão, Marines Kuffel, buscou atendimento motivada por uma experiência familiar. “Eu perdi meu irmão há um ano por causa de um câncer de pele no nariz, e isso me marcou muito. Quando surgiu essa oportunidade, eu vim correndo. Agora fui encaminhada para investigar melhor e retirar algumas lesões. Não é melanoma, mas pode piorar com o tempo, então é importante cuidar”, relatou Marines.

Já a moradora de Porto Alegre, Clélia Aguiar, procurou o mutirão por receio em relação a manchas. “Eu procuro estar sempre com tudo em dia, faço meus exames regularmente e sigo as orientações médicas. Com a chegada do verão, reforço esse cuidado todos os dias, porque a prevenção precisa fazer parte da rotina. Eu tenho manchas na mão que preciso cuidar sempre”, afirmou Clélia.

Incidência da doença

Dados nacionais da SBD de 2024 mostram que 62,51% dos pacientes atendidos em ações da campanha relataram exposição ao sol sem proteção, enquanto apenas 31,63% afirmaram usar filtro solar regularmente. Entre os pacientes avaliados naquele ano, foram identificados 14,84% de casos de carcinoma basocelular, 11,51% de pré-neoplasias, 4,68% de carcinoma epidermoide e 2,31% de melanoma maligno. A projeção do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o período de 2023 a 2025 estima cerca de 220,49 mil novos casos de câncer de pele por ano no Brasil.

Impacto da iniciativa

A secretária científica da SBD-RS e coordenadora do Dezembro Laranja 2025 no estado, Dra. Renata Heck, destacou a importância da iniciativa. “A Campanha de Câncer de Pele é extremamente importante porque estamos falando do câncer mais prevalente no Brasil. Estima-se que aproximadamente 30% de todos os diagnósticos de câncer sejam de câncer de pele. Nesta época do ano, com o aumento da exposição solar, as pessoas passam a observar mais a própria pele e percebem lesões que antes não chamavam atenção. O câncer de pele é amplamente prevenível e, quando diagnosticado precocemente, é praticamente 100% curável, o que torna a campanha estratégica tanto do ponto de vista educativo quanto da detecção precoce”, afirmou Renata.

Erros comuns e grupos de risco

O presidente da SBD-RS, Dr. Juliano Peruzzo, apontou erros frequentes. “O erro mais comum que observamos é a exposição excessiva ao sol com o objetivo de bronzear, acreditando que alguma forma de proteção torna isso seguro. É importante reforçar que não existe bronzeado seguro. A fotoproteção deve ser feita de forma correta, com o uso adequado do protetor solar e também com medidas de barreira, como roupas com proteção ultravioleta, chapéus e óculos de sol”, ressaltou Peruzzo.

O médico também destacou a maior vulnerabilidade de trabalhadores que atuam ao ar livre. “Profissionais como agricultores e trabalhadores da construção civil acumulam exposição solar ao longo da vida, o que aumenta significativamente o risco de câncer de pele. É fundamental que empresas e empregadores ofereçam orientação e medidas de proteção adequadas”, completou Peruzzo.

Locais de atendimento

Os atendimentos ocorreram no Ambulatório de Especialidades IAPI em Porto Alegre, no PAM 8 em Alvorada, no Ceclin da Universidade de Caxias do Sul, e no Ambulatório Acadêmico do Hospital Santa Cruz em Santa Cruz do Sul. A SBD-RS orienta que, em caso de suspeita, a população procure um médico dermatologista, cuja habilitação pode ser conferida no site sbdrs.org.br.

Foto: Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/12/2025 1 Comentário 288 Visualizações
Saúde

IA no diagnóstico do câncer de pele será tema da 50ª Jornada Gaúcha de Dermatologia

Por Jonathan da Silva 04/08/2025
Por Jonathan da Silva

O uso da inteligência artificial (IA) no diagnóstico do câncer de pele será debatido durante a 50ª Jornada Gaúcha de Dermatologia, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), que acontecerá nos dias 17 e 18 de outubro, no Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. A discussão abordará ética, confiabilidade e aplicações práticas da tecnologia na detecção precoce de lesões melanocíticas, associadas ao melanoma — um dos tipos mais agressivos de câncer de pele.

Estudos internacionais têm mostrado que sistemas de IA apresentam alta sensibilidade e especificidade na identificação dessas lesões, o que pode contribuir para o diagnóstico precoce do melanoma. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que mais de 8 mil novos casos desse tipo de câncer são diagnosticados por ano no Brasil.

Como a IA já vem sendo utilizada

O dermatologista associado da SBD-RS, Renato Bakos, explica que a IA já vem sendo estudada e incorporada como ferramenta de apoio à prática médica. “O uso da IA tem sido bastante explorado em todas as áreas, na Medicina, especificamente na Dermatologia, não seria diferente. Já há algum tempo, a sua utilização no auxílio na detecção de câncer de pele tem sido estudado. Existem muitos estudos ocorrendo que estão apontando o papel desta ferramenta na prática clínica. Já temos alguns aparelhos que utilizam a tecnologia, entretanto seus bancos de dados e algoritmos estão sendo sempre alimentados e aprimorados para ampliar seu desempenho”, afirmou Bakos.

Segundo o médico, a tecnologia deve atuar como apoio ao olhar clínico do dermatologista. “O diagnóstico do câncer de pele requer uma inspeção detalhada da pele por parte do médico aliada à utilização de ferramentas diagnósticas, como a dermatoscopia. A IA está sendo empregada na análise das imagens coletadas por fotografias digitais e servem como auxílio na sua interpretação. Ela tende a ter um papel auxiliar na análise médica e não se trata de um substituto. Acredita-se que possa ter o potencial de agregar um aumento de acurácia em determinados cenários do diagnóstico juntamente à avaliação médica. Provavelmente sua utilização a partir de bancos de dados maiores, mais representativos dos diferentes grupos populacionais e de uma variabilidade maior de lesões cutâneas acrescentará, ainda mais, ao cuidado dos pacientes”, destacou.

A 50ª Jornada Gaúcha de Dermatologia ocorrerá simultaneamente ao 2º Simpósio de Cosmiatria da SBD-RS e ao 7º Simpósio Gaúcho de Terapêutica Dermatológica e Imunobiológicos.

Serviço

  • O quê: 50ª Jornada Gaúcha de Dermatologia
  • Quando: 17 e 18 de outubro de 2025
  • Onde: Barra Shopping Sul, Porto Alegre
  • Mais detalhes: dermatologia2025.com.br
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2025 0 Comentários 449 Visualizações
Saúde

Ultrassom terapêutico é alternativa não invasiva para reduzir gordura localizada

Por Jonathan da Silva 01/08/2025
Por Jonathan da Silva

Dermatologistas apontam que o uso da tecnologia Scizer, baseada em ultrassom macrofocado de alta intensidade, tem se mostrado uma opção eficaz para combater a gordura localizada e melhorar o contorno corporal sem necessidade de cirurgia. O equipamento atua diretamente nos adipócitos da camada subcutânea, provocando alterações térmicas seletivas que levam à eliminação natural das células de gordura pelo organismo ao longo das semanas.

O procedimento com Scizer aquece as células de gordura a temperaturas que promovem sua destruição sem causar danos à pele ou aos tecidos próximos. A técnica é indicada para regiões como abdômen, flancos e culotes, com resultados perceptíveis já após a primeira sessão.

De acordo com a primeira secretária da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção Rio Grande do Sul (SBD-RS), Dra. Juliana Tosetto Santin, o tratamento é procurado por pessoas que desejam efeito lifting aliado à redução de gordura localizada sem passar por procedimentos cirúrgicos. “O grande benefício é que o paciente pode retomar suas atividades imediatamente, sem necessidade de repouso, e com resultados progressivos e naturais”, afirmou Juliana.

Orientação profissional

Especialistas alertam que o tratamento deve ser realizado apenas por profissionais habilitados para garantir segurança e eficácia. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção Rio Grande do Sul disponibiliza em seu site, sbdrs.org.br, uma lista de dermatologistas capacitados para a aplicação da tecnologia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/08/2025 1 Comentário 372 Visualizações
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