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Variedades

Congresso Internacional de Defesa Civil é encerrado com visita técnica ao Lago Guaíba

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil foi encerrado na tarde desta quinta-feira (25) com uma visita técnica ao Lago Guaíba, em Porto Alegre. A atividade contou com um percurso de catamarã para apresentação de aspectos relacionados à gestão de riscos, recursos hídricos e resiliência urbana. Especialistas abordaram questões técnicas sobre a hidrodinâmica do lago, o sistema de proteção contra cheias da capital gaúcha e os desafios da prevenção de desastres.

Durante o trajeto, o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), Fernando Dornelles, e o engenheiro do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DMAE), Marco Faccin, conduziram as explicações sobre o funcionamento do sistema de proteção contra enchentes e sua evolução ao longo das últimas décadas.

Histórico de cheias

O professor Fernando Dornelles apresentou um panorama histórico das cheias do Guaíba e explicou como o sistema de proteção atuou em diferentes eventos climáticos. Segundo ele, Porto Alegre não sofreu um desastre de grandes proporções em 2023 porque a estrutura de contenção funcionou, situação diferente da registrada em 2024. “Depois de uma grande cheia, estamos todos conscientes e interessados no tema e, se seguir o padrão, anos e décadas depois, sem ter acontecido uma cheia importante, vai acontecer novamente este esquecimento da importância do sistema de proteção contra cheias, sua manutenção e funcionamento, podendo ocorrer novo desastre. E nosso papel é não ter mais esse esquecimento, temos aprendido a lição definitivamente. Só que, além de nós termos aprendido, temos que passar para as gerações futuras, como vamos manter essa cultura de prevenção de riscos, prevenção contra desastres no futuro. É um trabalho difícil mas necessário”, afirmou o pesquisador.

Sistema de proteção

Ao longo da visita, os participantes conheceram uma das casas de bombas responsáveis pela drenagem urbana de Porto Alegre e observaram diferentes tipos de diques que integram o sistema de proteção contra cheias.

O engenheiro do DMAE, Marco Faccin, explicou como o sistema foi implantado na capital gaúcha e destacou limitações existentes, como a ausência de proteção em áreas da Ilha da Pintada e de parte da zona sul. Também apresentou o funcionamento das casas de bombas e respondeu a questionamentos dos participantes sobre a infraestrutura de drenagem.

Encerramento da atividade

No encerramento da visita técnica, o subchefe de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Santiago Dias de Castro, agradeceu a presença dos participantes e das instituições envolvidas. “Temos aqui integrantes de outras Defesas Civis Estaduais, membros do Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil, colegas das Defesas Civis Municipais e também pessoas da Província Autônoma de Trento, da Itália, que têm uma expertise fenomenal em Proteção e Defesa Civil, um ciclo de Proteção e Defesa Civil exemplar, que serviu como inspiração nas nossas ações, e agradecemos também ao João Pedro Wolff, da Catsul, pelo apoio com essa visita, e ao Fernando Dornelles e ao Marco Faccin pelas explicações”, ressaltou Dias de Castro.

Foto: Roger Anjos/DCRS/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 13 Visualizações
Cidades

Nova Petrópolis participa de congresso internacional sobre proteção e defesa civil

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes de Nova Petrópolis participaram, entre os dias 23 e 25 de junho, do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC), realizado no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. O evento reuniu gestores públicos, especialistas, representantes de organismos multilaterais e profissionais da área para debater estratégias de prevenção, preparação e resposta a desastres naturais e eventos climáticos extremos. A participação do município ocorreu por meio da Diretoria de Proteção e Defesa Civil, da Vigilância em Saúde e dos Bombeiros Voluntários, com o objetivo de ampliar conhecimentos e fortalecer a atuação local diante dos desafios relacionados às mudanças climáticas.

Representaram Nova Petrópolis no congresso o diretor de Proteção e Defesa Civil, Lucas Gustavo Attmann; o coordenador da Vigilância em Saúde, Rafael Aguiar Altreiter; e as bombeiras voluntárias Eliana Eibel e Josiane Fernanda Medeiro da Silva. O evento foi promovido pelos Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI) e pelo Governo do Estado, por meio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Troca de experiências

O congresso ocorreu conjuntamente com o 4º Encontro Nacional do ICLEI e reuniu mais de mil participantes. A programação incluiu oficinas, visitas técnicas e debates com especialistas e representantes governamentais de diferentes países que enfrentaram eventos climáticos extremos, incluindo discussões relacionadas à enchente histórica registrada no Rio Grande do Sul em maio de 2024.

Também foram realizados painéis sobre o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025–2035 e os planos estaduais, abordando ações voltadas à gestão de riscos, preparação para emergências e fortalecimento das estruturas de resposta a desastres.

Fortalecimento da prevenção

Segundo a organização, o Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil teve como objetivo promover a troca de conhecimentos, experiências e práticas voltadas à prevenção, preparação e resposta a desastres naturais. A iniciativa também buscou incentivar a cooperação entre diferentes esferas de governo e instituições, além de contribuir para a construção de comunidades mais resilientes diante dos impactos das mudanças climáticas.

O diretor de Proteção e Defesa Civil de Nova Petrópolis, Lucas Gustavo Attmann, destacou a importância da participação do município no evento. “Eventos como este são fundamentais para que possamos conhecer experiências bem-sucedidas, acompanhar as discussões mais atuais sobre gestão de riscos e desastres e trazer novas ideias para serem aplicadas em nosso Município. A troca de informações entre profissionais e instituições contribui diretamente para o fortalecimento da prevenção e da capacidade de resposta da Defesa Civil”, afirmou Attmann.

Foto: Defesa Civil de Nova Petrópolis/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 24 Visualizações
Variedades

Autoridades discutem resposta a eventos extremos em congresso internacional

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes do governo gaúcho, das Forças Armadas e de órgãos estaduais participaram, na manhã desta quinta-feira (25), do painel “Atuação das Forças de Resposta em Desastres”, realizado durante o último dia do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu autoridades para debater estratégias de preparação e resposta a eventos extremos, compartilhar experiências e reforçar a integração entre instituições responsáveis pela atuação em situações de emergência. O evento integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño) e é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a entidade Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

O painel foi mediado pelo diretor do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual, major Felipe Ghidini Stangherlin, que destacou a importância da articulação entre os diferentes órgãos envolvidos na resposta a desastres. Segundo ele, a experiência das enchentes de 2024 contribuiu para fortalecer o modelo de governança da Defesa Civil. “Temos um sistema de Proteção e Defesa Civil forte e contamos com o apoio de instituições igualmente preparadas. O maior legado da crise de 2024 é o sistema de governança da Defesa Civil Estadual. A Defesa Civil que projetamos é um órgão que realiza a articulação entre todas as instituições que possuem capacidade de resposta. O nosso modelo de governança é empoderar tecnicamente cada um desses entes”, pontuou Stangherlin.

Integração entre forças de resposta

O chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS), general de brigada Renato Souza Pinto Soeiro, ressaltou que a atuação conjunta entre os diferentes órgãos é fundamental para enfrentar eventos extremos. “Somente juntos conseguiremos fazer face a eventos extremos. Devemos estar organizados, articulando as nossas estruturas e os nossos planejamentos. Estamos atuando para que os nossos gabinetes de crise sejam mais unidos, a fim de que a nossa resposta seja cada mais rápida. O Exército está pronto para apoiar a Defesa Civil no que for necessário”, afirmou Pinto Soeiro.

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Alexandre Sório Nunes, apresentou os investimentos realizados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e as ações voltadas ao fortalecimento da capacidade operacional da corporação. “Recebemos investimentos que possibilitaram a compra de veículos e de equipamentos que aumentam nossa capacidade de resposta, como robôs, caminhões, aeronaves, picapes e embarcações. Agora, na estratégia de preparação, estamos realizando diversos treinamentos, adestramento de cães, simulados de resposta a desastres e reuniões de alinhamento operacional”, expressou Nunes.

Aprendizados após os desastres

Representando o Comando da Polícia Ambiental da Brigada Militar, o tenente-coronel Tiago Carvalho Almeida afirmou que os eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024 impulsionaram mudanças estruturais na corporação. “As experiências de 2023 e de 2024 transformaram a Brigada Militar numa instituição muito mais preparada e capaz de proteger nossas comunidades. A crise acabou sendo o catalisador dessa mudança, com a criação de uma normatização e novas doutrinas de trabalho, com capacitação e mudanças de cultura. A Brigada Militar é um braço central na proteção da população em cenários de emergência climática”, relatou Almeida.

A diretora do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado (Sedes), Ana Paula Rodrigues, também destacou a necessidade de atuação integrada entre os diferentes setores do poder público. “A principal lição de 2024 foi entender a necessidade de realizar um trabalho intersetorial. É muito importante, por exemplo, a construção do Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged), porque vai fazer com que atuemos de forma integrada. É necessário fortalecer nossas instituições intersetorialmente e trabalhar de maneira articulada. Só assim conseguiremos fazer a preparação e a prevenção necessárias e dar uma resposta qualificada”, ressaltou Ana Paula.

Participação de diferentes órgãos

Também participaram do painel o diretor adjunto do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Marcelo Vallandro, e o chefe do Departamento de Emergências da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Rafael dos Santos Rodrigues. O debate integrou a programação do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir ações de prevenção, preparação e resposta a desastres climáticos no Rio Grande do Sul.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 34 Visualizações
Variedades

Rissul é classificado pela primeira vez para o Prêmio Reclame Aqui

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

A rede de supermercados Rissul conquistou, pela primeira vez, a classificação para o Prêmio Reclame Aqui 2026, na categoria Supermercados. A empresa está entre as concorrentes à etapa final da premiação, considerada uma das principais iniciativas voltadas à avaliação do relacionamento entre empresas e consumidores no país. A classificação foi obtida a partir da reputação construída pela rede na plataforma e da avaliação dos consumidores, que também participam da definição dos vencedores.

Entre as redes supermercadistas do Rio Grande do Sul, a Rissul é a única representante classificada na edição de 2026 da premiação. O resultado final será divulgado no fim do ano.

Reconhecimento ao relacionamento com o consumidor

O Prêmio Reclame Aqui reconhece empresas que se destacam pela qualidade da experiência oferecida aos clientes e pela eficiência na resolução de demandas registradas pelos consumidores. Para alcançar a classificação, as organizações precisam atender critérios relacionados ao desempenho e à reputação na plataforma.

Compromisso com o atendimento

De acordo com o diretor de Varejo da UnidaSul, Robert Marks, o resultado está relacionado ao trabalho desenvolvido pela empresa na busca por um relacionamento próximo com os consumidores. “No varejo, cada interação conta. O que nos trouxe até aqui foi um conjunto de ações que envolve, principalmente, o comprometimento das nossas equipes em ouvir, acolher e buscar soluções para os nossos clientes. Entendemos que a confiança é construída diariamente, e esse resultado demonstra que estamos evoluindo na direção correta”, comentou Marks.

Próxima etapa

Com a classificação confirmada, a rede aguarda agora a etapa final do Prêmio Reclame Aqui 2026. Os vencedores serão definidos por meio da votação dos consumidores, considerando também os indicadores de reputação e desempenho das empresas participantes na plataforma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 27 Visualizações
Variedades

No RS, especialistas defendem integração entre ciência e gestão de riscos climáticos

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

A integração entre ciência, governança e comunicação de riscos foi apontada como um dos principais desafios para o enfrentamento de eventos meteorológicos extremos durante painel realizado na manhã desta quarta-feira (24), no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado em Porto Alegre. O encontro, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o Local Governments for Sustainability (Iclei), reuniu especialistas do Brasil e da Argentina para debater sistemas de alerta precoce, adaptação climática e estratégias de prevenção. A atividade integra o Programa de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño).

Os participantes destacaram a necessidade de transformar dados científicos em informações capazes de subsidiar decisões rápidas e eficazes diante de situações de risco, além de reforçarem a importância da cooperação entre instituições e da comunicação clara com a população.

Emissão de alertas

A coordenadora de Prognósticos Regionais do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, Viviana Elisa López, afirmou que a principal missão dos órgãos de meteorologia e hidrologia é proteger a população por meio da emissão de alertas. “O nosso objetivo principal, tanto da meteorologia quanto da hidrologia, é proteger a população. Os alertas são o produto mais relevante emitido por essas instituições para as defesas civis, pois permitem antecipar ameaças e orientar medidas que ajudam a salvar vidas”, afirmou Viviana.

Segundo a especialista, a definição dos níveis de alerta envolve fatores que vão além dos modelos matemáticos. “O prognóstico não é 100% certeiro. Por isso, o prazo é muito importante no momento de decidir o nível do alerta, porque deve considerar a incerteza, a intensidade do fenômeno e o contexto em que ele vai ocorrer”, ponderou Viviana.

A palestrante também destacou a evolução dos sistemas de monitoramento. “Atualmente estamos trabalhando para levar o nosso sistema de alerta precoce para um modelo baseado em impactos, em que não apenas se prevê o fenômeno, mas principalmente o que ele vai causar nas pessoas e nos territórios”, completou Viviana.

Mudança climática

A secretária de Mudança do Clima da província argentina de Santa Fé, Verónica Irizar, defendeu uma atuação voltada à prevenção e ao fortalecimento da resiliência dos territórios. “Não temos responsabilidade [pelas emissões], mas sem nenhuma dúvida estamos pagando as consequências da mudança climática. Isso exige que a gente saia de uma lógica de apenas reagir às emergências e passe a usar esses recursos para prevenir riscos e fortalecer a resiliência dos territórios”, afirmou Verónica.

A especialista também ressaltou a necessidade de mudanças estruturais relacionadas ao modelo de desenvolvimento e à redução das emissões de gases de efeito estufa. “Temos um compromisso ético de redução de emissões e de avançar fortemente na transição energética e na mudança do modelo produtivo, porque não se trata apenas de responder a desastres, mas de evitá-los antes que aconteçam”, ressaltou Verónica.

A palestrante também abordou o cenário institucional argentino. “Nós temos um governo nacional que adota uma postura negacionista em relação à mudança climática, que se retirou dos territórios e reduziu os recursos com os quais os governos subnacionais contam, o que torna ainda mais difícil sustentar políticas de adaptação de longo prazo”, observou Verónica.

Monitoramento e comunicação

A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Célia dos Santos Alvalá, destacou que a gestão de riscos depende da articulação entre monitoramento, prevenção e comunicação. “Precisamos conhecer os riscos, nos preparar, disseminar e comunicar. E, para isso, é fundamental monitorar e alertar antecipadamente, porque, sem informação qualificada, não há como proteger vidas”, afirmou Regina Célia.

A diretora também ressaltou a importância da atuação interdisciplinar. “O elemento social é fundamental no trabalho que fazemos. As nossas equipes são formadas tanto por profissionais das ciências exatas quanto das ciências sociais, porque não basta entender o fenômeno físico – é preciso compreender também quem está exposto e em que condições”, explicou Regina.

Base em riscos

O meteorologista e coordenador do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Bruno Zanetti Ribeiro, apresentou ferramentas utilizadas pelo estado para monitoramento meteorológico e emissão de alertas. “Não há uma previsão de tempo convencional, é uma previsão focada em risco. Isso muda completamente a forma como a informação é produzida e utilizada, porque o objetivo não é apenas dizer se vai chover, mas qual é o impacto que essa chuva pode causar em cada território”, afirmou Ribeiro.

Sobre a utilização de radares meteorológicos, o especialista explicou que a tecnologia permite análises mais detalhadas das tempestades. “O radar nos permite fazer basicamente o raio X das tempestades. A gente consegue identificar o que tem dentro delas, se há chuva, granizo, qual o tamanho do granizo e a intensidade do vento, o que é essencial para a emissão de alertas mais precisos e rápidos”, pontuou Ribeiro.

Governança integrada

Ao longo do painel, os especialistas convergiram na avaliação de que o fortalecimento da gestão de riscos climáticos depende da integração entre instituições, da padronização dos processos de comunicação e da articulação entre diferentes níveis de governo.

A consolidação de uma governança meteorológica integrada, com foco na população e na antecipação de impactos, foi apontada pelos participantes como um dos principais elementos para enfrentar o aumento da frequência e da intensidade dos eventos meteorológicos extremos.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 37 Visualizações
Política

Defesa Civil apresenta ações em reunião com a Famurs durante congresso internacional

Por Jonathan da Silva 24/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Defesa Civil estadual apresentou ações voltadas ao fortalecimento da proteção e resposta a desastres nos municípios gaúchos durante reunião com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), realizada no primeiro dia do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC), nesta terça-feira (23), em Porto Alegre. O evento reuniu prefeitos, gestores municipais e representantes do sistema estadual para discutir estratégias de integração, esclarecer dúvidas e coletar sugestões. A iniciativa integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño) e teve como objetivo ampliar a cooperação entre os entes envolvidos na gestão de riscos e desastres.

Na abertura da reunião, o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, destacou que o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil está sendo elaborado de forma conjunta com os municípios e o Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade. “O Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, que está sendo construído junto ao Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, é um instrumento que sustenta a nossa Política Estadual de Proteção e Defesa Civil. Nós não queremos construir esse plano sozinhos, e nossa política traz o conceito de integração, de governança integrada. A Política Estadual, assim como a Política Nacional, não vê a Defesa Civil como um órgão, e sim como um sistema, e para que o sistema funcione bem precisamos atuar juntos, em sinergia, de forma integrada”, destacou Boeira.

O coordenador também reforçou o papel das administrações municipais no funcionamento do sistema. “Os grandes protagonistas desse sistema são os municípios, e uma vez que temos municípios fortalecidos, nós temos o sistema fortalecido”, enfatizou o coronel.

Fortalecimento da capacidade de resposta

O subchefe de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Santiago Dias de Castro, ressaltou a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de atuação conjunta entre diferentes setores. “Nós temos que aperfeiçoar a nossa cultura de lidar com riscos. Nós precisamos ter instrumentos que permitam a multissetorialidade, a interoperabilidade, a transversalidade. Que todos sejam escutados para que a gente possa ter mais clareza nas nossas ações. Por mais capacidade que tenha o Estado, que tenha o município, nós temos que nos tornar fortes juntos”, afirmou Dias de Castro.

Durante a reunião, coronel Boeira apresentou medidas adotadas pelo estado para ampliar a estrutura dos municípios. Entre elas está a aquisição de kits operacionais que serão destinados a 73 cidades. Cada conjunto será composto por uma caminhonete leve, um gerador de energia de 10 Kva e quatro rádios transceptores multibanda. A entrega está prevista para os próximos meses.

O coordenador também destacou o edital voltado aos municípios que possuem unidades de Bombeiros Voluntários, com o objetivo de reforçar a capacidade de resposta em localidades que não contam com unidades do Corpo de Bombeiros Militar.

Demandas municipais

Outro tema abordado foi a resolução de repasse de recursos por meio da modalidade Fundo a Fundo, lançada em 17 de junho. A medida é destinada a ações municipais de mitigação e preparação para desastres e integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos.

O diretor do escritório do Iclei Brasil e secretário-executivo adjunto do Iclei América do Sul, Rodrigo Corradi, destacou a participação dos municípios tanto no congresso quanto nas oficinas de elaboração do Plano Estadual. Segundo ele, novas oficinas territorializadas serão promovidas em diferentes regiões do estado para ampliar a construção coletiva do documento.

Ao longo do encontro, prefeitos e representantes municipais apresentaram dúvidas e sugestões relacionadas à Defesa Civil em suas cidades. Questões sobre os mecanismos de repasse de recursos concentraram parte significativa dos debates, além de demandas voltadas ao funcionamento do sistema de proteção e defesa civil como um todo.

Foto: Rodrigo Vasques/Ascom/Defesa Civil/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2026 0 Comentários 38 Visualizações
Política

Plano Estadual de Defesa Civil avança durante congresso internacional

Por Jonathan da Silva 24/06/2026
Por Jonathan da Silva

A construção do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul ganhou novas etapas durante o Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. No primeiro dia do evento, nesta terça-feira (23), cerca de 520 prefeitos, vice-prefeitos e coordenadores municipais participaram da elaboração do documento estratégico que irá orientar a atuação do estado na gestão de riscos e desastres. A iniciativa integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), lançado pelo governo gaúcho na semana passada.

O Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil está sendo desenvolvido desde março deste ano, após a contratação do Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade pelo Governo do Estado. O documento definirá princípios e diretrizes para a atuação do executivo estadual e será utilizado como ferramenta para o aperfeiçoamento da governança de riscos e desastres. A proposta prevê políticas transversais de prevenção, mitigação e preparação de longo prazo, indo além de um plano de contingência.

O chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, ressaltou a importância do envolvimento dos municípios no processo. “Queremos que os municípios participem, junto com a Defesa Civil, da construção do Plano Estadual. Este é um momento muito importante, em que eles estão participando diretamente da elaboração desse documento estratégico, que irá orientar a atuação do estado”, afirmou Boeira.

O Congresso é uma forma de oportunizar essa cooperação, e houve uma grande adesão dos gestores municipais. O Plano Estadual tem como base a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (Pepdec), que foi sancionada em dezembro de 2024 e destaca a importância da integração”, complementou o coronel Luciano Chaves Boeira.

Definição de metas

Após a abertura dos trabalhos, representantes da Defesa Civil Nacional apresentaram um painel sobre a elaboração do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025-2035. Na sequência, os participantes foram divididos em grupos, conforme as Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil (Crepdecs), para oficinas de construção do plano estadual.

As atividades, mediadas pelo Iclei e acompanhadas pelas Crepdecs, envolveram o mapeamento de riscos, a definição de objetivos e a elaboração de ações e metas. Prefeitos, vice-prefeitos e coordenadores municipais compartilharam experiências, apontaram desafios e apresentaram propostas para o futuro. Os resultados foram posteriormente reunidos em uma plenária de síntese realizada no auditório principal do congresso.

Planejamento até 2027

O secretário executivo do Iclei América do Sul, Rodrigo Perpétuo, destacou o caráter coletivo da iniciativa. “O processo de planejamento participativo, que começa com esse evento, se estenderá até o fim do ano. Esse congresso significa compromisso, engajamento e contribuição participativa, que poderão fazer do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul uma referência nacional e internacional. Estamos confiantes de que faremos um trabalho coletivo que se tornará um paradigma”, ressaltou Perpétuo.

O Plano Estadual também considera as diretrizes do Plano Nacional de Defesa Civil e deverá ser elaborado ao longo de 12 meses, entre março de 2026 e março de 2027.

Congresso reúne especialistas

O Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil segue até quinta-feira, dia 25, e é promovido pelo governo do Estado, por meio da Defesa Civil, em parceria com o Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade. O evento reúne gestores públicos, coordenadores estaduais e municipais de defesa civil, organismos multilaterais, representantes da academia e especialistas internacionais para discutir estratégias de prevenção, preparação e resposta a desastres.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2026 0 Comentários 41 Visualizações
Saúde

Dia Mundial do Vitiligo reforça alerta contra preconceito e desinformação

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) aproveita as ações do Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, para reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do combate ao preconceito relacionado à doença. A mobilização busca ampliar o acesso à informação correta sobre a condição, incentivar a procura por acompanhamento médico especializado e reduzir o estigma social enfrentado por pessoas que convivem com o vitiligo.

Criada em 2011 por organizações internacionais ligadas à causa, a data tem caráter global de conscientização e homenageia o cantor Michael Jackson, que conviveu com a doença e faleceu em 25 de junho de 2009. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o vitiligo afeta entre 0,5% e 2% da população mundial. No Brasil, mais de um milhão de pessoas apresentam a condição, caracterizada pela perda da coloração da pele em razão da diminuição ou ausência de melanina.

O que é o vitiligo

O vitiligo não é contagioso e não pode ser transmitido por toque, convívio social ou contato com as lesões. A doença é considerada autoimune, já que o sistema de defesa do organismo passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.

Além dos fatores imunológicos, a condição também pode estar associada a fatores genéticos e ambientais. O estresse severo figura entre os elementos que podem atuar como gatilho ou agravante em pessoas predispostas ao desenvolvimento da doença.

Impactos além da pele

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul, Juliano Peruzzo, o desconhecimento sobre a doença ainda contribui para situações de discriminação e sofrimento emocional entre os pacientes. “O vitiligo precisa ser compreendido como uma condição dermatológica que exige diagnóstico adequado, acompanhamento e acolhimento. O preconceito, muitas vezes, causa mais sofrimento do que as próprias manchas. Por isso, informação de qualidade é fundamental para que a sociedade entenda que não há risco de transmissão e que existem recursos terapêuticos capazes de controlar a evolução da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma Peruzzo.

Tratamentos disponíveis

Embora não exista cura definitiva para o vitiligo, os tratamentos disponíveis têm como objetivo conter a progressão das manchas, estimular a repigmentação da pele e minimizar os impactos emocionais associados à condição.

Entre as opções terapêuticas estão medicamentos tópicos, imunomoduladores, corticoides, fototerapia com radiação ultravioleta, laser e, em situações específicas, técnicas cirúrgicas.

Orientação médica

A SBD-RS orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com médico dermatologista para diagnóstico e definição do tratamento mais adequado. A relação de profissionais habilitados pode ser consultada no site da entidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 48 Visualizações
Variedades

Festival Mesa Gaúcha é realizado em Santa Cruz do Sul

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

Santa Cruz do Sul sediou, na sexta-feira (19), o Festival Mesa Gaúcha – Turismo em Movimento 2026, iniciativa da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul voltada à valorização da gastronomia como ferramenta de fortalecimento do turismo. Realizado no Tênis Clube Santa Cruz, o encontro reuniu representantes de municípios do Vale do Rio Pardo, empreendedores, integrantes do trade turístico, entidades e lideranças regionais para uma programação de palestras, debates, capacitação e articulação do setor. O evento também marcou o lançamento do Turisvales 2026, projeto de integração e promoção conjunta dos atrativos turísticos do Vale do Rio Pardo e do Vale do Taquari.

Um dos destaques da programação foi o workshop conduzido pelo comunicador e embaixador da gastronomia gaúcha Diogo Carvalho, fundador da plataforma Destemperados e responsável pelo projeto Mesa Gaúcha ao lado de Lela Zaniol. Durante a atividade, os participantes conheceram experiências desenvolvidas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul e discutiram a contribuição da gastronomia para a construção da identidade dos destinos turísticos.

Santa Cruz como cidade polo

Representando o município anfitrião, a secretária municipal de Turismo, Jaqueline Marques, apresentou a palestra Do Potencial ao Reconhecimento: Santa Cruz do Sul como Cidade Polo na Construção do Destino Vale do Rio Pardo. A apresentação destacou fatores como a infraestrutura turística, a rede hoteleira, a gastronomia, a realização de eventos e a capacidade de articulação regional como elementos que posicionam o município no cenário turístico do Vale do Rio Pardo. “A proposta foi mostrar que Santa Cruz do Sul já exerce naturalmente a função de cidade pólo. O desafio agora é transformar essa força em estratégia, conectando os municípios da região e fortalecendo o posicionamento do Vale do Rio Pardo como um destino reconhecido no cenário turístico gaúcho”, afirmou a titular da pasta.

A palestra também abordou ativos turísticos da região, entre eles o turismo rural, a cultura germânica, a agricultura familiar, o patrimônio histórico, os grandes eventos e o Vale Cervejeiro Gaúcho.

Estratégias para o desenvolvimento regional

A programação técnica contou ainda com a participação da coordenadora e interlocutora estadual do Programa de Regionalização do Turismo no Rio Grande do Sul, Cristiane Silva, que apresentou estratégias voltadas à integração, gestão e desenvolvimento regional do turismo.

Na sequência, a representante da Abrasel RS, Christiana de Moraes Garcia, abordou tendências, desafios e oportunidades para o segmento de alimentação fora do lar, destacando a relação entre gastronomia e qualificação dos destinos turísticos.

O público também acompanhou a apresentação de Jairo e Letícia de Zorzi, que compartilharam a trajetória da Casa de Zorzi e sua atuação no turismo regional.

Lançamento do Turisvales

Encerrando as apresentações, o presidente da Aturvarp, Djalmar Marquardt, e o presidente da Amturvales, Rafael Fontoura, realizaram o lançamento do Turisvales 2026. A iniciativa tem como objetivo promover a integração e a divulgação conjunta dos atrativos turísticos dos vales do Rio Pardo e do Taquari.

Mostra de produtos locais

Além das palestras e debates, o Festival Mesa Gaúcha contou com uma mostra de produtos e experiências ligadas à identidade regional. Os participantes puderam conhecer e degustar produtos de cervejarias artesanais, agroindústrias familiares, produtores de mel, licores, charcutaria e empreendimentos vinculados ao turismo rural.

Participaram da mostra as cervejarias Hermosa Beer, Heilige e Hellen, além da Dezorze Licores, Inova Bee Brasil, Charcutaria Kist, Festa das Cucas, Associação de Turismo Rural, Dona Margarida Trajes Típicos, Senac e diversas agroindústrias e empreendimentos da agricultura familiar apoiados pela Emater e pela Secretaria Municipal de Agricultura.

O Festival Mesa Gaúcha foi realizado pela Secretaria de Turismo do Estado do Rio Grande do Sul, com apoio da Prefeitura de Santa Cruz do Sul, da Secretaria Municipal de Turismo, da Aturvarp, da Amturvales, do Sebrae RS, da Abrasel RS e dos Produtores Gaúchos Unidos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2026 0 Comentários 62 Visualizações
Política

OAB/RS protocola petição à Corte Interamericana e pede fim do Inquérito das Fake News

Por Jonathan da Silva 22/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul (OAB/RS) anunciou, na sexta-feira (19), o protocolo de uma petição junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos para requerer uma inspeção e recomendar o encerramento imediato do Inquérito nº 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News. A iniciativa foi apresentada durante ato realizado na sede da entidade, em Porto Alegre, no Dia Nacional de Mobilização pela Reforma do Judiciário. Segundo a seccional gaúcha, o objetivo é questionar a continuidade do procedimento, que considera incompatível com garantias fundamentais previstas no devido processo legal e em tratados internacionais de direitos humanos.

A apresentação ocorreu durante uma mobilização coordenada pelo Conselho Federal da OAB (CFOAB), com participação simultânea das 27 seccionais do país. Além da petição internacional, a OAB/RS anunciou propostas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema de Justiça e ao fortalecimento da credibilidade das instituições.

Ação internacional

De acordo com o presidente da OAB/RS, Leonardo Lamachia, a medida apresentada à Corte Interamericana fundamenta-se no Pacto de São José da Costa Rica e sustenta que o Inquérito nº 4.781 permanece em tramitação há mais de sete anos sem objeto definido e sem a transparência considerada adequada pela entidade. “A OAB do Rio Grande do Sul está propondo a medida à Corte Interamericana pelo fim imediato do Inquérito nº 4.781, que viola o devido processo legal e, consequentemente, Direitos Humanos. Não há como avançarmos no aperfeiçoamento e reforma do Poder Judiciário sem que esse inquérito seja imediatamente finalizado”, afirmou Lamachia.

O dirigente destacou que a atuação institucional da entidade possui caráter técnico e jurídico. “Como o Supremo não tem dado nenhuma resposta à sociedade e à OAB no que tange ao fim do inquérito, nós não enxergamos outra alternativa que não buscar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para atuar por meio de uma audiência de conciliação ou recomendar o seu imediato encerramento. Como segunda medida inédita, estamos sugerindo uma mudança na composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), buscando a paridade em seu plenário para que metade dos membros seja indicada pela sociedade civil e a outra metade seja composta pela magistratura, corrigindo a distorção atual em que a sociedade civil possui apenas quatro integrantes em um colegiado de 15”, expressou Lamachia.

Propostas para o sistema de Justiça

Durante o ato, a OAB/RS também detalhou outras medidas defendidas pela entidade. Entre elas está a reformulação da composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a proposta de divisão igualitária entre representantes da magistratura e da sociedade civil.

A seccional ainda reiterou a defesa de alterações na Lei da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), prevendo juízo obrigatório de admissibilidade pelo plenário e vedação expressa à concessão de liminares monocráticas.

Também foram defendidas mudanças na Lei da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), a fixação de mandatos de 15 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a criação de um Código de Conduta para os integrantes da Corte e a limitação de decisões monocráticas.

A entidade anunciou ainda a criação de um grupo de trabalho destinado a estudar e apresentar novas iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema de Justiça.

Posicionamento da advocacia gaúcha

A vice-presidente da OAB/RS, Claridê Chitolina Taffarel, afirmou que a seccional tem assumido protagonismo nos debates relacionados aos limites institucionais dos poderes. “Nossa seccional tem sido protagonista no debate e no apontamento dos excessos havidos pelo STF. O presidente da Ordem gaúcha tem sido uma voz firme e destemida, levando a voz da advocacia gaúcha para todo o Brasil com relação a esse tema. O ato de hoje é mais uma iniciativa que realizamos de forma pioneira, trazendo esse tema à tona para que possamos reafirmar nossas posições de maneira firme, isenta e imparcial contra esse inquérito e outras ações que afrontam a nossa ordem constitucional, o devido processo legal e as garantias constitucionais”, pontuou Claridê.

Mobilização nacional

O movimento integra uma agenda nacional aprovada durante o Colégio de Presidentes do Sistema OAB, realizado em Salvador, e coordenada por uma comissão instituída pelo Conselho Federal da OAB.

Segundo a entidade, a mobilização busca promover o debate sobre o equilíbrio entre os Poderes, o respeito às competências constitucionais e o enfrentamento de questões que impactam a estabilidade jurídica e institucional do país. O CFOAB defende que as contribuições apresentadas pelas seccionais possam resultar em medidas legislativas e judiciais efetivas.

Debate desde o início do ano

A OAB/RS informou que vem debatendo o tema desde o início do ano. Em 4 de fevereiro, a entidade e organizações da sociedade civil assinaram a Carta Aberta à Sociedade Gaúcha intitulada “O STF precisa mudar”, documento que apresentou oito medidas consideradas prioritárias para o aperfeiçoamento institucional da Suprema Corte.

Em 21 de maio, a Ordem promoveu outro ato público em defesa do encerramento do Inquérito nº 4.781. A petição encaminhada à Corte Interamericana representa a continuidade dessa atuação institucional.

Medidas já apresentadas pela OAB/RS

Medidas inéditas
  • Petição à Corte Interamericana de Direitos Humanos para requerer inspeção e recomendar o encerramento imediato do Inquérito nº 4.781, sob o argumento de violação ao devido processo legal e às garantias fundamentais previstas no Pacto de São José da Costa Rica;
  • Proposta de reformulação da composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecendo paridade entre magistratura e sociedade civil.
Medidas de aperfeiçoamento institucional
  • Alteração da Lei da ADPF para instituir juízo de admissibilidade obrigatório pelo plenário;
  • Proibição expressa de liminares monocráticas em ADPFs;
  • Fortalecimento da colegialidade das decisões;
  • Alterações na Lei da ADI;
  • Fixação de mandatos de 15 anos para ministros do STF;
  • Criação de um Código de Conduta para ministros da Suprema Corte;
  • Limitação de decisões monocráticas.

Grupo de trabalho

  • Criação de um grupo responsável por estudar e apresentar novas propostas voltadas ao aperfeiçoamento do sistema de Justiça e ao fortalecimento das instituições democráticas.

Participações

Também acompanharam o ato a secretária-geral adjunta da OAB/RS, Ana Piccoli; a secretária-geral adjunta da OAB/RS, Regina Soares; o diretor-geral da ESA/RS, Gerson Fischmann; a conselheira federal da OAB/RS, Rosangela Maria Herzer dos Santos; o conselheiro federal da OAB/RS, Pedro Alfonsin; os ex-presidentes da OAB/RS Fernando Krieger da Fonseca e Luiz Carlos Levenzon; de forma remota, o ex-presidente Renato da Costa Figueira; a detentora da Medalha Rui Barbosa, Clea Carpi da Rocha; o presidente da Comissão para Temas Estratégicos para o Estado, Paulo Antônio Caliendo Velloso da Silveira; a corregedora-adjunta da OAB/RS, Maria Ercília Hostyn Gralha; a presidente da APERGS, Patricia Bernardi Dall’Acqua; o representante da ADVOCEF, Davi Duarte; além de membros do Conselho Pleno, dirigentes de subseções e integrantes de comissões da Ordem.

Foto: Diego Mendes/OAB-RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
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