A Universidade Feevale realizou a 5ª edição do Pitch da Extensão nesta quarta-feira (26), no Espaço Cosmos, no Câmpus II, em Novo Hamburgo. Organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão (Proppex), o evento reuniu estudantes, professores e integrantes da comunidade para apresentar experiências de projetos de extensão desenvolvidos junto à população. A programação também marcou o lançamento do Relatório de Responsabilidade Social 2025, que reúne ações, indicadores e comparativos da Instituição.
Relatório de Responsabilidade Social
A publicação apresenta as principais atividades desenvolvidas pela Feevale em 2025, além de indicadores e comparativos referentes a pelo menos dois anos anteriores. O documento aborda os temas definidos na Política de Responsabilidade Social da Universidade e reúne informações sobre a atuação institucional no desenvolvimento social e regional.
Durante a abertura, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou a função da extensão na formação acadêmica e na relação da instituição com a sociedade. “É uma satisfação muito grande vê-los aqui. Este é um momento extremamente importante para nós, porque estamos lançando o nosso Relatório de Responsabilidade Social, um documento que vem ganhando cada vez mais relevância no âmbito da educação e, especialmente, das universidades comunitárias. A extensão é uma obrigação de uma universidade, assim como o ensino e a pesquisa. Mas nós não devemos entendê-la apenas como uma obrigação institucional. Na Feevale, a extensão é uma prioridade”, afirmou o líder da universidade.
O reitor ressaltou que os projetos também têm impacto na formação dos estudantes e nas comunidades e entidades participantes. “É uma prioridade para os nossos estudantes, que têm a oportunidade de participar de projetos que contribuem para seu desenvolvimento e para sua formação profissional e humana. É uma prioridade também para a comunidade e entidades que se beneficiam dessas iniciativas. E é uma prioridade para a própria Universidade, porque aquilo que produzimos no ensino e na pesquisa precisa ter aplicação prática e retornar para a sociedade”, reforçou José Paulo da Rosa.
É isso que se espera cada vez mais de uma universidade: que ela esteja presente na comunidade, que conheça as suas necessidades e que coloque o conhecimento a serviço da transformação social”, concluiu José Paulo da Rosa.
Relação com a comunidade
O pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Feevale, Fernando Spilki, afirmou que a extensão estabelece uma relação de troca entre a universidade e a sociedade. “O ensino é, sem dúvida, uma dimensão fundamental daquilo que fazemos. A pesquisa também tem um papel essencial. Mas a extensão é justamente aquilo que nos coloca em diálogo direto com a sociedade, que nos permite compartilhar o conhecimento que produzimos e, ao mesmo tempo, aprender com os saberes e as experiências que existem fora dos muros da universidade”, afirmou Spilki.
Para o pró-reitor, a conexão com a comunidade integra a função social da Universidade. “Se não houver esse compromisso com a sociedade, corremos o risco de transformar a universidade em um espaço voltado apenas para si mesma. E não é isso que queremos. Queremos uma universidade viva, presente, aberta ao diálogo e comprometida com a transformação da sociedade”, destacou Spilki.
Experiências dos estudantes
Entre os participantes do Pitch da Extensão esteve o acadêmico de Jornalismo Misael Barboza, integrante do projeto Cidade Viva. A iniciativa desenvolve atividades em escolas sobre temas como racismo, preconceito e violência, utilizando abordagens voltadas ao público infantil. “O alicerce do Cidade Viva parte de uma visão muito simples: acreditamos que uma sociedade mais justa, mais consciente e menos violenta começa, antes de tudo, dentro de uma sala de aula. Desde o ano passado, o projeto vem alcançando diferentes escolas. A gente trabalha diretamente com as escolas ao longo do ano, desenvolvendo atividades relacionadas a temas como racismo, preconceito e violência”, comentou Barboza.
De acordo com o acadêmico, as ações utilizam metodologias para aproximar os assuntos da realidade das crianças. “Buscamos uma abordagem mais didática, lúdica e acessível, para que as crianças realmente consigam compreender o que estamos discutindo”, explicou Barboza.
Eu lembro muito da minha própria infância. Quando eu era criança, muitas vezes a sala de aula não tinha espaço para esse tipo de conversa. Não havia tanta abertura para falar sobre diferenças, preconceito, racismo ou sobre aquilo que a gente sentia. E talvez seja justamente por isso que hoje eu acredito tanto na importância desse trabalho”, contou Mizael Barbosa.
O estudante relacionou a educação e os espaços de diálogo à transformação social. “Porque, se queremos transformar alguma coisa na sociedade, precisamos começar cedo. Precisamos criar espaços onde as crianças possam perguntar, conversar, ouvir o outro e entender que as diferenças não precisam nos separar”, concluiu Barboza.
Além dos projetos sociais desenvolvidos pela Feevale, o Pitch da Extensão apresentou relatos de estudantes que realizaram intervenções na comunidade por meio da curricularização da extensão e do Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG).


