Com um projeto focado na conscientização sobre o bem-estar animal, quatro jovens da Escola Sesi de São Leopoldo disputarão a etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A vaga foi garantida na categoria artística, na qual as equipes criam apresentações ao vivo unindo tecnologia, robótica autônoma e performances como dança, teatro ou contação de histórias.
Iasmin dos Santos Bloedorn (16), Ana Dantas Brandolt (17), Geovana Steemburgo Zimmer (16) e Manuela Engel (16), da equipe MegaRobert, alcançaram a classificação após a conquista da medalha de ouro na etapa estadual, disputada no último sábado, 22 de agosto, em Porto Alegre. O próximo passo ocorre entre 23 e 27 de novembro em João Pessoa, na Paraíba.
O projeto
O projeto Mega Circo, responsável por conquistar a atenção do público e dos jurados, prova que a robótica também abrange arte e entretenimento. Inspirada no universo do circo, a apresentação demonstra a viabilidade da diversão sem a utilização de animais, valorizando o respeito à vida por meio de robôs no papel dos tradicionais números circenses.
Unindo mecânica, programação e expressão artística, a apresentação inicia com Bananinha, o robô-macaco. Utilizando uma placa GogoBoard, o equipamento precisa carregar um objeto enquanto segue uma corda suspensa. O espetáculo conta ainda com o robô Leão, que, com o apoio de mágica, terá o nariz vermelho reposto. A atração inclui também o clássico truque do coelho na cartola e uma cabine para a troca de figurinos.
Para a estudante, Ana Brandolt, uma das grandes oportunidades proporcionadas pelo projeto foi conviver com estudantes de outras turmas e séries, o que impactou diretamente no seu crescimento pessoal. “O contato com vivências e histórias antes desconhecidas ocorreu de forma muito rica, apesar da convivência diária no ambiente escolar. A iniciativa também possibilitou a melhoria das habilidades de oratória, úteis na escola e, futuramente, no mercado de trabalho”, diz.
Já Geovana aponta a superação de frustrações como um dos grandes aprendizados. “O processo exigiu paciência e persistência diante de resultados inesperados, o que demandou pausas para pensar e buscar soluções diferentes. A classificação para a etapa nacional comprova que o esforço, as dificuldades e a dedicação da equipe valeram a pena”, afirma.
A empolgação com a viagem para a disputa nacional marca o atual momento do grupo. Segundo Iasmin, a preparação agora é focada nos ensaios: “A expectativa envolve conhecer outros lugares, equipes e diferentes apresentações artísticas, além de levar a arte criada no Rio Grande do Sul para outro estado.”
O sentimento é reforçado na avaliação de Ana sobre os objetivos do grupo no Nordeste. “A meta consiste em encerrar a passagem por João Pessoa com orgulho do esforço que colocamos no projeto. A conquista de mais uma medalha será excelente, mas o principal é a dedicação e a certeza de que o trabalho valeu a pena.”
Representação
Também na categoria artística, a Supernova, da Escola Sesi de Novo Hamburgo, conquistou o quarto lugar. As equipes CoalaBots e TuskBots, da Escola Sesi de São Leopoldo, participaram da disputa na categoria Resgate. Na mesma modalidade, a Equipe Krenak representou a Escola Sesi de Gravataí.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria


