A Corteva Agriscience levará à 49ª Expointer, de 29 de agosto a 6 de setembro, orientações sobre o manejo de plantas daninhas tóxicas em pastagens, com foco na Maria-Mole (Senecio spp.), considerada a principal causa de mortes por intoxicação em bovinos no Rio Grande do Sul. A programação será realizada no espaço da empresa dentro do estande da Associação Brasileira de Hereford e Braford, no Parque Assis Brasil, em Esteio, onde o Time Técnico também apresentará tecnologias para o controle de plantas invasoras.
Segundo dados do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Governo do Estado, a Maria-Mole responde por mais de 50% dos óbitos provocados por plantas tóxicas no estado. Durante a feira, pecuaristas poderão tirar dúvidas, conhecer estratégias de aplicação e retirar materiais informativos sobre o controle dessas espécies.
Controle preventivo
A intoxicação pela Maria-Mole ocorre principalmente no outono e no inverno, quando a planta está em brotação e pode ser consumida involuntariamente pelo gado em períodos de menor oferta de forragem. A doença provoca lesões no fígado e, após o aparecimento dos sintomas, apresenta letalidade próxima de 100%, segundo as informações divulgadas pela empresa.
Além das perdas de animais, a intoxicação pode causar redução na produtividade de carne e leite, gastos com tratamentos paliativos e comprometimento da capacidade de suporte do pasto nativo.
A gerente de Marketing Regional da Linha Pastagem da Corteva Agriscience, Thaís Lopes, explica que, como a doença é irreversível e não possui cura, o manejo deve ser preventivo e combinar diferentes estratégias. Entre as alternativas está a aplicação de herbicidas durante a fase vegetativa, para eliminar as plantas emergidas antes da floração e da disseminação de sementes. “Como complemento, pode-se utilizar o controle biológico por meio da integração de ovinos na área, aproveitando a maior resistência da espécie ao princípio tóxico para consumir a vegetação e reduzir a praga. Já em locais menores ou de alta umidade, recomenda-se o arranquio manual com remoção direta da raiz, garantindo que as plantas recolhidas sejam descartadas fora do alcance dos bovinos”, destaca Thaís.
Tecnologias para pastagens
A Linha Pastagem, que atua no mercado há 66 anos, apresentará na Expointer os herbicidas Navius® e Juvix®, que utilizam a molécula Aminociclopiracloro (ACP). Segundo a Corteva, as soluções atuam sobre plantas daninhas e reduzem a competição por recursos nas pastagens, contribuindo para a oferta de forragem destinada à produção de carne e leite.
O Navius® combina ACP e Metsulfurom-metílico. O produto possui formulação granulada e homogênea, com baixa dose de uso e baixa volatilidade, além de ação sistêmica, sendo absorvido pelas folhas e raízes e translocado pela planta. A empresa informa que a formulação permite reduzir embalagens e espaço de armazenamento e facilita o transporte.
A tecnologia é indicada para o controle, em pós-emergência, de plantas infestantes de folhas largas, de porte herbáceo, semi-arbustivo e arbustivo em áreas de pastagens de gramíneas forrageiras já implantadas. O Navius® também é apresentado como potencializador das tecnologias Ultra-S e XT-S da Linha Pastagem.
Já o Juvix® é indicado para plantas daninhas de folhas largas consideradas de difícil controle em aplicações de área total. O produto deve ser aplicado nas invasoras após corte de até 10 centímetros do solo e possui formulação líquida (SL), destinada à aplicação localizada.
Segundo a empresa, o produto pode ser utilizado com foice ou roçadeira e apresenta translocação até as raízes. Em testes realizados pela Corteva, a solução apresentou ganho de até 40% de performance, em plantas específicas, na comparação com o tratamento padrão.


