Comusa moderniza sistema de lavagem de filtros da Estação de Tratamento de Água

Por Jonathan da Silva

A Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo implementou uma nova tecnologia no sistema de controle da lavagem dos filtros da Estação de Tratamento de Água (ETA). A atualização foi realizada com uma reforma do sistema, executada pela empresa Coester, com o objetivo de modernizar uma das etapas do tratamento de água, aumentando a confiabilidade operacional, a precisão dos controles e a eficiência da operação. A mudança também prepara a estrutura para futuras ampliações e integração com novas tecnologias de monitoramento.

A retrolavagem dos filtros é uma etapa do processo de tratamento de água responsável por remover as impurezas acumuladas durante a filtração. A operação utiliza ar comprimido e a inversão do fluxo de água para eliminar os resíduos retidos nos filtros, restabelecendo sua capacidade de filtração e garantindo a continuidade do tratamento.

Modernização do sistema

Atualmente, a Estação de Tratamento de Água opera com oito filtros e possui projeto para ampliar esse número para 12. Antes da atualização, o processo era controlado por um painel que acionava 24 atuadores elétricos responsáveis pela abertura e fechamento das válvulas dos filtros.

Segundo a Comusa, esses equipamentos estavam em funcionamento havia cerca de 20 anos e apresentavam elevado desgaste. Em diversos casos, os componentes já haviam sido descontinuados pelos fabricantes, dificultando a manutenção e a reposição de peças.

Com a reforma, todo o sistema de automação da lavagem dos filtros foi substituído. A operação passa a contar com equipamentos mais modernos, maior precisão no acionamento das válvulas e possibilidade de integração com tecnologias de monitoramento, como sensores para medição da turbidez da água filtrada, que poderão indicar o momento mais adequado para a realização das lavagens.

Ganhos operacionais

De acordo com a autarquia, a nova tecnologia também contribui para otimizar o consumo de água durante as retrolavagens, procedimento que atualmente representa menos de 2% da produção da estação.

A padronização das operações amplia o controle sobre o processo e cria condições para futuras ampliações do sistema com instrumentação analítica e automação avançada.

Próximas etapas

A Comusa informou que a próxima etapa da modernização prevê a aquisição de um medidor de turbidez capaz de realizar, de forma alternada, medições nos oito filtros da estação.

O equipamento deverá ampliar o controle do tratamento, aumentar a confiabilidade das medições e possibilitar integração com o sistema de retrolavagem. Dessa forma, as lavagens poderão ser realizadas conforme as condições reais de operação, permitindo melhor aproveitamento dos recursos da autarquia.

Outra funcionalidade incorporada pelo novo sistema é a possibilidade de monitoramento e controle remoto da operação. Com isso, os operadores poderão executar parte das atividades sem necessidade de deslocamento até o painel de comando, tornando a rotina operacional mais ágil e permitindo maior dedicação a outras atividades da estação.

Foto: Comusa/Divulgação | Fonte: Assessoria
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