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Business

Novo Hamburgo Feevale Summit aborda desafios e possibilidades da IA nas empresas

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

Entender qual problema a inteligência artificial (IA) pode resolver em cada empresa é um fator de extrema importância para definir se a adoção dessa ferramenta faz sentido ou não na organização. Essa temática perpassou muitos dos conteúdos apresentados no terceiro dia do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026, no Câmpus II da Universidade, com destaque para o painel IA na prática: o que realmente funciona (e o que é só hype).

Realizado no palco Conexões 360, a explanação teve a participação de Eduardo Ogawa, professor de IA / Analytics e pesquisador na Universidade de São Paulo (USP) e ESPM, e Ana Carolina Oliveira de Souza, profissional de Analytics graduada em Física pela USP, que construiu sua experiência em empresas de tecnologia. A mediação ficou por conta da pró-reitora de Ensino da Feevale, Maria Cristina Bohnenberger.

Valores da IA para sociedade

Na opinião de Ana, as companhias estão passando, agora, por um momento de maturidade, em que está sendo realizado um refinamento e um direcionamento da IA por áreas. “Muitas empresas avaliam que apenas o ganho em horas de produtividade é que conta na hora de adotar uma ferramenta de inteligência artificial, mas também é preciso avaliar o que isso vai agregar no valor do produto final, no ganho de processo, ou na qualidade do que é gerado”, ressalta.

Para Ogawa, o grande valor que IA vai trazer para a sociedade é quando ela puder ser incorporada de forma eficiente no dia a dia. “Se conseguirmos utilizá-la para realizar tarefas de forma mais rápidas e confiáveis, quer seja em nossos processos de aquisição, ou em chatbots, ou na previsão do tempo, então isso será um grande ganho para a sociedade”, afirma. No entanto, adverte, é preciso ter senso crítico dentro das empresas e promover políticas de governança, a fim de não subir dados sigilosos nas ferramentas de IA. “O ideal é baixar as ferramentas e usar um ambiente fechado, seguro e controlado”, explica.

Ana e Ogawa concluíram que as empresas precisam, em primeiro lugar, avaliar se o problema que elas possuem pode ser resolvido com alguma solução de IA. Só após, aconselham, deve-se buscar a ferramenta mais adequada e iniciar o processo de implementação – além de poupar tempo em desenvolvimento de projetos, também é uma maneira de economizar custos.
Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 65 Visualizações
Business

Empreendedorismo feminino e maternidade pautam palestra no NH Feevale Summit

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

Histórias de empreendedorismo, superação e fortalecimento feminino marcaram a palestra Mães que Fazem Acontecer: Negócios que transformam histórias, realizada nesta quinta-feira, 17 de setembro, no palco Negócios Conscientes Inspiram, durante o Novo Hamburgo Feevale Summit. O encontro apresentou experiências de participantes do programa Mães que Fazem Acontecer, iniciativa do Sicredi voltada à capacitação de mães em situação de vulnerabilidade social para a criação ou ampliação de seus negócios.

Mediado por Gabriela Riboli, assessora de atuação social e educacional da Sicredi Pioneira, o painel contou com os relatos das empreendedoras Karoline Taiane Pinheiro Dias, proprietária da K Doceria e confeiteira autoral, e Isabel Weber, fundadora da Weber Dermoclinic e especialista em tratamento de estrias.

Programa Mães que Fazem Acontecer

O programa Mães que Fazem Acontecer tem como propósito fortalecer mulheres por meio de conhecimento, mentorias, conexões e suporte para o desenvolvimento dos empreendimentos, além da possibilidade de acesso a linhas de crédito exclusivas para investimentos e expansão dos negócios.

Durante a palestra, Karoline destacou que seu propósito sempre foi fazer com que seu trabalho tivesse impacto positivo na vida das pessoas. “Eu sempre quis que o meu trabalho pudesse transformar o dia de alguém. Mais do que simplesmente produzir um bolo, eu queria que aquilo tivesse um significado para quem recebesse”, afirmou.

Ela contou que, ao longo da trajetória como confeiteira, participou de momentos marcantes na vida de seus clientes, desde comemorações até situações delicadas, como entregas para pessoas hospitalizadas. “Cada bolo que eu faço também carrega um pouco da minha história e de tudo o que eu aprendi ao longo desse processo”, disse.

Karoline ressaltou que a participação no programa proporcionou uma mudança importante na gestão do negócio, especialmente no controle de custos e na definição da precificação dos produtos. Segundo ela, o aprendizado foi além das questões financeiras. “Graças a esse projeto, eu consegui me reconectar novamente como mulher e mãe e perceber que eu também posso ter os meus sonhos, as minhas metas e construir alguma coisa para mim”, relatou.

Já Isabel contou que o desejo de empreender surgiu ainda durante a graduação e que a criação da própria empresa permitiu unir realização profissional e independência financeira. Hoje, seu trabalho é voltado ao tratamento de estrias, mas, segundo ela, o foco vai além dos aspectos estéticos. “Para mim, o meu trabalho não é apenas sobre tratar a pele das mulheres. É, principalmente, sobre tratar a autoestima delas”, destacou.

No programa, Isabel definiu como meta aprimorar a gestão do negócio e ampliar as vendas. Com o apoio recebido, desenvolveu um plano de ação que incluiu melhorias nas redes sociais, planejamento de marketing, fortalecimento da comunicação da empresa, desenvolvimento de um site e busca por novas parcerias.

A empreendedora também passou a identificar oportunidades de expansão dos serviços oferecidos. Além dos tratamentos, iniciou uma capacitação para atuar com mentorias voltadas a profissionais da área. “Acho que uma das principais coisas que aprendi durante o projeto foi justamente a ter uma visão mais estratégica do meu negócio. Antes, eu enxergava muito o meu trabalho pela parte técnica. Hoje, consigo olhar também para a gestão, para o marketing, para as vendas e para as possibilidades de crescimento”, afirmou.

Ao encerrar sua participação, Isabel destacou que o principal legado do programa foi a troca de experiências entre as participantes. “Nós não estávamos ali apenas por uma questão de dinheiro ou de trabalho. Todas nós tínhamos em comum uma vontade enorme de crescer, de seguir em frente e de buscar uma vida melhor. Eu olhava para as outras mães e pensava: olha a força que essa mulher tem”, concluiu.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 58 Visualizações
Business

Novo Hamburgo Feevale Summit debate uso de colaboração, tecnologia e dados para transformar o turismo

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

O turismo e as possibilidades de crescimento do setor por meio da colaboração e a tecnologia foram temas no terceiro dia do Novo Hamburgo Feevale Summit, 17 de setembro. No palco Negócios Conscientes Inspiram, o painel Inteligência Turística: transformando dados em desenvolvimento regional abordou como o setor pode se beneficiar da integração de dados em uma mesma região ou destino turístico.

O conteúdo foi ministrado por Gregório Nardini, fundador e CEO da Planne, plataforma de e-commerce para atrações turísticas, Paola Benevenuto, assessora de Turismo na Sicredi Pioneira, e Franco Bria, advisor em Estratégia, Dados e Inteligência Artificial. Em comum, os três apontam que a evolução do turismo depende de cooperação e do uso das tecnologias, como inteligência artificial, para estruturar destinos.

Na opinião de Nardini, um dos grandes desafios para o futuro do turismo será personalizar as experiências, o que permitirá um turista mais satisfeito. “Se pudermos ajustar o negócio para entregar um serviço melhor e de forma mais eficiente para o cliente, teremos a capacidade personalizar a operação em escala. E essa, na minha opinião, vai ser a grande transformação: ou seja, a capacidade de acessar informações e, consequentemente, aplicar ferramentas de IA sobre os dados dos clientes, vai permitir que o turismo crie experiências personalizadas. Há estudos que indicam que a experiência turística começa antes da viagem em si, começa no momento de planejá-la, então, há um grande campo onde crescer”, afirmou.

 Para Bria, cada uma das etapas da experiência turística pode servir de fonte de dados, a fim de que, ainda mais agora com a inteligência artificial, se consiga trabalhar com previsões e melhorar o processo turístico. “Com os dados de fluxos, de filas, de tickets, de quantas pessoas acessam a atração por dia, é possível fazer um ingresso dinâmico, por exemplo. Toda essa inteligência não é sofisticada, é simples de fazer, ainda mais atualmente, sendo facilmente automatizado com as ferramentas de inteligência artificial generativas que existem no mercado. Penso que há bastante espaço para melhorar o negócio atual apenas usando os processos mais simples de análise de dados e previsão”, explicou.

O recado final foi pela união dos empreendimentos e locais turísticos. “O turismo é um ambiente de muita colaboração. O produto não é uma atração específica, nunca vai ser. O produto do turismo sempre é um destino – as pessoas compram um destino. Então, é muito importante que os destinos se enxerguem dessa forma. O turismo nos ensina que um mercado colaborativo, que as pessoas enxergam o longo prazo, é a receita do sucesso”, concluiu Nardini.

Conexão humana ainda é o que importa em uma viagem

Experiências que vão além de desfrutar um evento ou viagem quando se adquire o ingresso ou a passagem são ferramentas e estratégias importantes para o desenvolvimento do turismo. Além disso, é preciso também pensar em inovação e uso da tecnologia para o turismo, setor que comumente não entra em planejamentos a partir dessa premissa.

Esses foram alguns dos destaques do painel Ferramentas que impactam no turismo, mediado por Willian Sarmento Marcos, fundador da GovTools, com Carlos Eduardo Pires, da TKTR, e Vanessa Schardong, consultora do Sebrae. A atividade foi no palco Negócios Conscientes Inspiram, no início da tarde desta quinta-feira. Estratégias para que o turismo no Estado seja valorizado pelo público local, com o uso da tecnologia e da IA, também foram abordadas. “Mas o mais importante é entender que, por mais que a inovação se imponha, o que não está errado, a conexão humana ainda é o que prende o cliente”, disse Pires.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 71 Visualizações
Business

Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 encerra ciclo de palestras com case da Criamigos

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

O Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 encerrou, na tarde desta quinta-feira, 17 de setembro, a programação de palestras com a apresentação “Case Criamigos – Transformando encantamento em vendas online!”, realizada no palco Negócios Conscientes Inspiram. O encontro foi conduzido por Jéssika Yuri e Vanessa Veiga, co-founders da Y2V Digital e especialistas em e-commerce, que abordaram a relação entre experiência do consumidor, construção de marca e vendas no ambiente digital.

A apresentação marcou o encerramento do ciclo de palestras do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026, que reuniu reflexões sobre inovação, negócios, comportamento do consumidor e novas possibilidades para o varejo. Ao longo da programação, o evento promoveu encontros e debates voltados à conexão entre conhecimento, mercado e desenvolvimento.

A palestra

Durante a palestra, Jéssika destacou a importância de as empresas estarem abertas à criação de novas experiências e formatos, a partir de uma escuta atenta das expectativas dos consumidores. Segundo ela, compreender as pessoas é um dos caminhos para identificar oportunidades e desenvolver estratégias mais conectadas às suas necessidades.

“Existe, sim, espaço para criar experiências diferentes, testar novos formatos e, principalmente, entender melhor o que as pessoas esperam das empresas. No fim das contas, é sobre entender as pessoas, ouvir o que elas têm a dizer e transformar essas experiências em oportunidades para construir algo melhor”, afirmou.

Vanessa, por sua vez, trouxe uma reflexão sobre a integração entre lojas físicas e comércio eletrônico. Para ela, o e-commerce deve ser compreendido para além do canal de vendas, funcionando também como uma importante vitrine e ponto de relacionamento entre a marca e seus consumidores.

“Existem muitos varejistas que ainda têm receio de que o e-commerce tire vendas das lojas físicas. Mas a nossa visão é justamente o contrário. A gente acredita que o e-commerce é um grande portal da marca”, explicou. De acordo com a palestrante, o ambiente digital permite reunir catálogo, informações sobre produtos, histórias da marca, cases e depoimentos, além de contribuir para a construção de relacionamento com o consumidor.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 58 Visualizações
Variedades

Tecnologia e cuidado humanizado são debatidos no Novo Hamburgo Feevale Summit

Por Jonathan da Silva 17/09/2026
Por Jonathan da Silva

O uso de tecnologias, inteligência artificial, automação e análise de dados na área da saúde foi discutido na manhã desta quinta-feira (17), durante a palestra “Tecnologias que impactam na área da saúde”, realizada no Palco 360 do Novo Hamburgo Feevale Summit. A atividade reuniu profissionais ligados à pesquisa, tecnologia e saúde para abordar as mudanças provocadas pela inovação no setor e como essas ferramentas podem ser utilizadas para reduzir tarefas operacionais e ampliar o tempo dedicado ao atendimento dos pacientes.

A palestra foi mediada pelo professor, pesquisador e coordenador da PUC-RS e do BioHub Tecnopuc, Rafael Reimann Baptista, e contou com a participação do superintendente de Tecnologia da Informação da Unimed Vale do Sinos, Antônio de Pádua, e da CEO e fundadora da Scale Reabilitação, Maria Eduarda Wecker.

Integração de conhecimentos

Durante a atividade, Maria Eduarda relatou sua trajetória de aproximação entre saúde e tecnologia. Formada em Nutrição, a empresária afirmou que, ainda durante a graduação, buscou oportunidades para relacionar os conhecimentos da área da saúde ao desenvolvimento de soluções tecnológicas.

Segundo a CEO, apesar da quantidade de tecnologias disponíveis, ainda existem dificuldades para fazer com que essas soluções sejam utilizadas de forma efetiva por profissionais e pacientes. “Muitas vezes, a gente acaba trabalhando de forma muito manual e encontra dificuldades para levar determinadas soluções até quem realmente precisa delas”, relatou Maria Eduarda.

A experiência também levou a empreendedora a destacar a integração entre diferentes áreas do conhecimento. No início de sua trajetória, segundo ela, trabalhar em uma startup que envolvia tecnologia e conhecimentos relacionados à mecânica parecia distante de sua formação em Nutrição. Com o tempo, passou a identificar nessa combinação uma possibilidade de desenvolver novas soluções.

Hoje, eu vejo que essa experiência me mostrou que inovação acontece quando a gente consegue conectar conhecimentos diferentes e transformar isso em soluções que realmente façam sentido para as pessoas”, afirmou Maria Eduarda Wecker.

Automação de tarefas na saúde

O superintendente de Tecnologia da Informação da Unimed Vale do Sinos, Antônio de Pádua, abordou a evolução do uso da tecnologia no setor. De acordo com o especialista, durante muitos anos a automação esteve relacionada principalmente à substituição ou digitalização de tarefas e processos. Atualmente, o desafio é utilizar essas ferramentas para produzir impacto no cuidado prestado aos pacientes. “A tecnologia precisa ser usada não simplesmente para automatizar, mas para devolver tempo e espaço para o profissional de saúde cuidar do paciente”, afirmou de Pádua.

Entre os exemplos apresentados estão a automação do preenchimento de formulários, do prontuário e da transcrição de consultas. Essas ferramentas podem reduzir o tempo destinado por médicos, enfermeiros e outros profissionais a atividades burocráticas e permitir maior dedicação à interação com o paciente.

Inteligência artificial no atendimento

Durante a palestra, também foi abordado o uso de inteligência artificial para acompanhar consultas, transcrever conversas e organizar informações para os profissionais. Segundo de Pádua, aplicações desse tipo podem reduzir a carga cognitiva durante o atendimento e permitir que o profissional mantenha a atenção na pessoa atendida. “O objetivo não é substituir o médico ou a enfermeira. É justamente o contrário: é permitir que eles passem menos tempo em atividades burocráticas e mais tempo olhando para a pessoa, conversando com o paciente e exercendo aquilo que é mais humano na profissão”, ressaltou o especialista.

Os participantes também trataram da relação entre transformação digital e contato humano na área da saúde. A discussão apontou que a automação e a inteligência artificial podem assumir parte das tarefas operacionais e administrativas, enquanto aspectos como escuta, experiência, tomada de decisão e cuidado permanecem relacionados à atuação dos profissionais.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/09/2026 0 Comentários 78 Visualizações
Variedades

Robô humanoide é atração no Novo Hamburgo Feevale Summit

Por Jonathan da Silva 17/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Pulse Marketing & Inovação, empresa de Soledade, está participando do Novo Hamburgo Feevale Summit com o robô humanoide Nicolau, utilizado para apresentar ao público aplicações de tecnologias de robótica em eventos. A empresa atua no desenvolvimento de experiências tecnológicas para eventos corporativos, feiras, lançamentos, ações promocionais e instituições de ensino.

Criada em outubro de 2024, a Pulse trabalha com o aluguel de robôs humanoides R1 e do robô quadrúpede CyberDog Go2, além do desenvolvimento de ativações de marca. De acordo com o proprietário da empresa, Patric Strapazzon, a participação no NH Feevale Summit permite demonstrar como os equipamentos podem ser utilizados na comunicação com o público. “Para a Pulse, estar no NH Feevale Summit é muito importante. Nosso compromisso é posicionar a marca do nosso cliente de forma profissional. O robô passa a fazer parte do evento como mascote da marca, tornando a inovação mais tangível, concreta e próxima do público”, afirma Strapazzon.

Para nós, estar em grandes eventos é a melhor forma de mostrar, na prática, o nosso trabalho. Além da experiência, a geração de conteúdo amplia futuras conexões e por esse motivo é muito importante”, pontua Patric Strapazzon.

Presença no Mundo Feevale

O robô Nicolau também estará no Câmpus II da Universidade Feevale durante o Mundo Feevale, programado para ocorrer de 5 a 9 de outubro. A atividade é voltada a estudantes do terceiro ano do Ensino Médio e demais interessados na escolha profissional.

A programação do Mundo Feevale inclui atividades práticas e trilhas, com possibilidade de os participantes conhecerem laboratórios e outros espaços da instituição e conversarem com professores dos cursos de graduação de seu interesse.

Robôs aplicados à comunicação

Entre os equipamentos disponibilizados pela Pulse está o R1, robô humanoide desenvolvido para interagir com o público em diferentes ambientes. Com aparência humanoide e movimentos naturais, o equipamento pode ser utilizado em recepções, apresentações, palestras, lançamentos, feiras e ações promocionais.

A empresa também trabalha com o CyberDog Go2, robô quadrúpede inspirado na mobilidade dos cães. O equipamento pode ser utilizado em ativações de marketing, ações de posicionamento de marca, interação com visitantes e produção de conteúdo.

Segundo a Pulse, a proposta é integrar os robôs às experiências desenvolvidas para as marcas, utilizando os equipamentos não apenas como atrações visuais, mas como elementos de comunicação durante as ações.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/09/2026 0 Comentários 80 Visualizações
Variedades

IA é tema de painel sobre futuro do esporte no Novo Hamburgo Feevale Summit

Por Jonathan da Silva 16/09/2026
Por Jonathan da Silva

O uso de inteligência artificial (IA), dados e outras tecnologias no futebol de alto rendimento foi tema de painel realizado nesta quarta-feira (16), durante o segundo dia do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026. A discussão ocorreu no palco Conexões 360 e reuniu o gerente de TI do Grêmio FBPA, Tiago Limberger Hendges; o consultor de Saúde & Performance, head de Nutrição, professor e consultor de atletas na CBF Academy, Rafael Barleze; e o professor, agente FIFA e intermediário CBF, Elias Wallauer. Entre os assuntos abordados esteve a aplicação dessas ferramentas na prevenção de lesões e no acompanhamento da disponibilidade dos atletas.

Durante o painel “O Jogo do Futuro: como a IA, os dados e a tecnologia estão transformando o esporte”, os participantes discutiram como o uso de informações pode auxiliar as equipes diante de um calendário de jogos extenso, como ocorre no futebol brasileiro. Dados preditivos e inteligência artificial podem ser utilizados para identificar fatores relacionados ao risco de lesões que não seriam detectados apenas pela observação humana.

Prevenção de lesões

De acordo com Rafael Barleze, diferentes aspectos da rotina dos jogadores podem influenciar na ocorrência de lesões e precisam ser acompanhados de forma integrada. “São 240 os fatores que podem influenciar nas lesões dos atletas de futebol, desde qualidade do sono, alimentação, intensidade dos treinos etc. Ter um controle desses dados nos ajuda a calcular a aptidão e a disponibilidade de cada um dos atletas, ao longo dos diversos calendários”, explicou o consultor.

Barleze também afirmou que a utilização dessas ferramentas é uma área em expansão. O acompanhamento dos dados permite reunir informações sobre as condições dos atletas e auxiliar na tomada de decisões relacionadas à preparação e à disponibilidade para as partidas.

Novo Hamburgo Feevale Summit

Com o mote “Onde a inovação vira referência. Ideias, tecnologia e pessoas construindo o futuro”, o Novo Hamburgo Feevale Summit chega à quarta edição em 2026. O evento reúne empresas, instituições, academia, alunos e comunidade e conta com mais de 100 speakers distribuídos em dois palcos: Conexões 360 e Negócios Conscientes Inspiram.

A programação aborda temas relacionados à inovação aplicada, incluindo saúde, indústria e economia criativa, tecnologia e indústria 4.0, educação e futuro do trabalho. A programação completa está disponível no site nhfs.feevale.br.

O evento é realizado pela Universidade Feevale, com correalização de Feevale Techpark, Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo e Sicredi Pioneira, e apoio máster do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RS).

Também apoiam o evento Amizade FM, ARP, Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Azzas 2154, BCS Eventos, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Cappra Institute, Cigam by Senior, Comusa, Dem-Bas Embalagens, D’Mamãe, Fenac Experiências Conectam, Fora, Hotel Swan Novo Hamburgo, InBetta, Office Shop, RecStream, Reverse, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São Leopoldo (Sindimetal), Sindilojas Vale Germânico, Sindimetal RS, Take Films, Techdec Informática, Unimed e Vipal Borrachas.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2026 0 Comentários 95 Visualizações
Variedades

Sistema Fiergs debate cibersegurança e gestão de dados

Por Jonathan da Silva 16/09/2026
Por Jonathan da Silva

Especialistas e representantes do setor produtivo participaram da 4ª edição do Seminário de Privacidade e Proteção de Dados, realizada pelo Sistema Fiergs, por meio do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab), nesta terça-feira (15), em Porto Alegre. Realizado na sede da entidade, o evento reuniu debates sobre inteligência artificial (IA), cibersegurança, gestão de terceiros e conformidade regulatória, com o objetivo de discutir práticas para o uso e a proteção de dados no ambiente industrial.

Na abertura, o diretor do Ciergs e coordenador do Contrab, Guilherme Scozziero, afirmou que a transformação digital amplia oportunidades de inovação e crescimento, mas também traz desafios relacionados à privacidade e à segurança da informação. “Este seminário consolida-se como um espaço essencial para o diálogo e o fortalecimento da prática de privacidade e proteção de dados no setor industrial”, expressou Scozziero.

Segundo o dirigente, o tema deixou de estar restrito às exigências legais e passou a envolver outros aspectos das organizações. “Que este seminário seja útil para que possamos seguir construindo ambientes mais seguros, éticos e transparentes, fortalecendo a confiança, a governança e a competitividade dos negócios”, afirmou Guilherme Scozziero.

Cibersegurança e direito digital

A CEO e sócia-fundadora da Peck Advogados, Patricia Peck Pinheiro, abordou os desafios relacionados à cibersegurança e ao direito digital. Especialista em proteção de dados, ela apresentou dados sobre violações de informações no Brasil e afirmou que o país enfrenta um cenário que definiu como “apagão de cibersegurança”.

De acordo com Patricia, as violações de dados mais que dobraram no Brasil com o avanço da inteligência artificial. Entre as empresas mais afetadas, o volume chegou a 206 incidentes por semana.

Nesse contexto, a especialista defendeu a aplicação de regras “de baixo para cima”, com decisões tomadas a partir da base de uso das ferramentas. Segundo Patrícia, a abordagem pode contribuir para dar maior celeridade aos processos de segurança digital e estimular a inovação. Patricia também apontou a necessidade de campanhas de conscientização sobre o tema.

Inteligência artificial nas empresas

A especialista em gestão de riscos, LGPD e Segurança de Informação Thaís Carnieletto Muller e o diretor de governança e tecnologias digitais na Randoncorp, Leandro Andreatta Barros, participaram de um painel sobre os impactos da inteligência artificial na proteção de dados.

Barros apresentou o programa Brain, desenvolvido para estruturar e coordenar a utilização de IA na Randoncorp. A iniciativa tem como focos escalabilidade, proteção intelectual, monetização e ROI (retorno sobre o investimento) competitivo.

O diretor também explicou como a empresa trabalha o tema e apresentou o objetivo de operar como uma AI-datadriven enterprise até 2030. O conceito se refere a um modelo de gestão com decisões orientadas por dados, agentes integrados à operação, governança auditável e mecanismos de segurança e qualidade de dados no uso de inteligência artificial.

Thaís abordou os impactos do cenário regulatório e tecnológico para a indústria gaúcha. Segundo a especialista, o desafio passou a envolver também a identificação e o controle das ferramentas de IA utilizadas pelas empresas, dos dados enviados a essas ferramentas e dos responsáveis por seu uso. Thaís destacou a necessidade de avaliar o nível de maturidade da governança de IA dentro das organizações.

Gestão de terceiros

A programação foi encerrada com um debate sobre gestão de terceiros, com participação da supervisora de serviços e pessoas da CMPC, Flavia Skilhan Lopes, do especialista em proteção de dados pessoais Newton Moraes e do advogado e especialista em TI Reges Bronzatti.

Os participantes apresentaram experiências e práticas relacionadas à proteção de dados nas relações entre empresas e prestadores de serviços, considerando as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Flavia destacou a necessidade de analisar as características de cada empresa para elaborar uma matriz de risco. Segundo ela, a ferramenta permite identificar fornecedores que tratam dados sensíveis da organização e orientar as medidas de gestão.

Para Bronzatti, é necessário identificar previamente quais dados serão compartilhados entre a empresa e o terceiro contratado. A partir dessa análise, seria possível classificar a relação e estabelecer o nível de risco envolvido.

Moraes, por sua vez, ressaltou a necessidade de contratos com cláusulas específicas e efetivas para regulamentar as relações entre as empresas. Segundo ele, os documentos devem ser elaborados considerando a relação entre as organizações e os dados envolvidos.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2026 0 Comentários 82 Visualizações
Business

Mari Krüger alerta para desinformação sobre saúde e influência da inteligência artificial nas redes sociais

Por Ester Ellwanger 16/09/2026
Por Ester Ellwanger

A ciência, a inovação e os desafios da circulação de informações nas redes sociais marcaram a abertura do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026, realizada na noite desta terça-feira, 15, no Teatro Feevale. A palestra de abertura teve como tema Desinformação na era das redes e foi conduzida pela bióloga, atriz, criadora de conteúdo e divulgadora científica Mari Krüger. Promovido pela Universidade Feevale, o evento contou com falas do reitor José Paulo da Rosa e do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck, que destacaram a importância da articulação entre universidade, poder público, empresas, empreendedores e comunidade para o fortalecimento do ecossistema de inovação da região.

Ao dar as boas-vindas ao público, o reitor José Paulo ressaltou o papel do Novo Hamburgo Feevale Summit como espaço de encontro entre diferentes atores da sociedade. “É uma grande satisfação receber vocês e poder dar início a este importante evento. Este encontro representa um grande movimento de inovação que queremos fortalecer em Novo Hamburgo e em toda a região. Temos aqui empreendedores, startups, estudantes, pesquisadores, instituições, empresas e tantos outros que, juntos, formam uma parte fundamental dessa grande hélice do nosso ecossistema de inovação”, afirmou.

O reitor também convidou os participantes a aproveitarem os três dias de programação para estabelecer novas conexões. “É essa conexão que permite movimentar e fortalecer o nosso ecossistema de inovação em Novo Hamburgo e na região. Por isso, é uma grande satisfação receber todos vocês. Aproveitem muito a programação, tragam suas ideias, façam conexões, conheçam pessoas e aproveitem cada oportunidade que este evento oferece”, completou.

 

 

Na sequência, Finck destacou a relação entre inovação, desenvolvimento e transformação de Novo Hamburgo. “É uma grande satisfação estar aqui, em um evento que representa a renovação e o futuro de Novo Hamburgo. Tenho certeza que podemos fazer desta cidade uma referência e, principalmente, mostrar que Novo Hamburgo tem muito a ensinar para outras cidades e para os nossos jovens que estão aqui hoje”, afirmou.

Ao relacionar o tema à atuação do poder público, Finck ressaltou que a inovação também deve resultar em melhorias concretas para a população. “Falar de inovação é falar também sobre futuro, sobre transformação e sobre uma gestão pública cada vez mais eficiente e próxima das pessoas. Que tenhamos grandes dias de evento, de muito conhecimento, inovação, tecnologia, troca de experiências e, principalmente, de ideias que possam se transformar em ações concretas para melhorar a vida das pessoas”, disse.

Desinformação sobre saúde ganha espaço nas redes

Com cerca de quatro milhões de seguidores somados em suas redes sociais, Mari apresentou ao público uma reflexão sobre a forma como a desinformação circula na internet, especialmente quando envolve saúde, bem-estar, alimentação e aparência.

Ao iniciar a discussão, Mari chamou a atenção para a dimensão do problema a partir de dados sobre publicidade relacionada à saúde nas redes sociais. “Pode parecer um pouco assustador no começo, mas depois tudo vai fazer sentido”, afirmou. Na sequência, apresentou dados de uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizada em 2025 e que analisou seis mil anúncios nas plataformas da Meta. Segundo os dados citados pela palestrante, 76% dos anúncios relacionados à saúde foram considerados fraudulentos.

A partir desse levantamento, Mari explicou que o problema não está restrito às informações falsas compartilhadas espontaneamente pelos usuários. “Quando a gente fala em anúncios, estamos falando de conteúdos patrocinados: ou seja, pessoas e empresas estão investindo dinheiro para fazer essas informações chegarem até nós e, em muitos casos, ganhando dinheiro com informações falsas ou enganosas sobre saúde”, destacou.

Segundo a divulgadora científica, a publicidade enganosa se torna ainda mais preocupante porque pode alcançar tanto quem procura uma solução para um problema de saúde quanto pessoas que simplesmente estão navegando pelas redes. “Essas informações podem chegar justamente a pessoas que estão procurando uma solução para um problema de saúde. Mas elas também podem simplesmente aparecer enquanto alguém está rolando o feed, sem sequer estar procurando por aquilo”, explicou.

Mari ampliou a discussão para o chamado mercado de wellness, que reúne produtos e serviços associados à saúde, ao bem-estar e à transformação corporal. “Wellness é esse mercado que vende soluções para melhorar a nossa saúde e o nosso corpo. Eu costumo dizer que, muitas vezes, ele acaba explorando as nossas inseguranças e necessidades de saúde mais do que propriamente resolvendo os nossos problemas”, afirmou.

Nesse contexto, ela citou outra pesquisa, voltada a conteúdos de wellness no TikTok, que encontrou alegações sem evidências científicas em 97% dos conteúdos que divulgavam ou recomendavam determinados suplementos. Para Mari, a forma como essas publicações são construídas contribui para que publicidade e informação pareçam ser a mesma coisa. “Geralmente, ele vem de um influenciador, de um criador de conteúdo ou de alguém que possui um link comissionado. O formato é quase sempre muito parecido: aparece uma história pessoal, um problema de saúde ou uma insatisfação com o corpo. Depois vem um antes e depois, uma promessa de resultado e, finalmente, um produto apresentado como a solução”, descreveu.

A palestrante destacou que o público nem sempre consegue perceber quando uma recomendação está associada a uma relação comercial. “Aquele conteúdo que parece apenas uma recomendação pode, na verdade, ser uma publicidade. E aquela informação que parece científica pode não ter nenhuma evidência científica suficiente por trás”, alertou.

Redes sociais como fonte de (des)informação

Outro ponto abordado foi a mudança no papel das redes sociais. Mari apresentou dados de uma pesquisa do Datafolha, também de 2025, segundo a qual mais da metade dos brasileiros utiliza as redes sociais para se informar sobre saúde. “As redes sociais não são mais apenas um espaço onde a gente procura entretenimento. Elas também se tornaram um lugar onde a gente procura respostas para dúvidas sobre o próprio corpo, sobre doenças, tratamentos, alimentação, medicamentos e bem-estar”, afirmou.

Para ela, essa transformação aumenta a responsabilidade de quem produz e compartilha conteúdo, especialmente porque nem toda informação chega ao usuário a partir de uma busca consciente. “Às vezes, a pessoa está procurando uma resposta. Mas, muitas outras vezes, ela simplesmente está navegando pelo feed e é impactada por uma informação que o algoritmo decidiu mostrar para ela”, explicou.

Mari resumiu o cenário a partir da combinação entre tecnologia, publicidade e comportamento do consumidor. “Pensem na combinação: informações sobre saúde circulando em grande escala, publicidade disfarçada de conteúdo, influenciadores fazendo recomendações, produtos sendo vendidos diretamente pelas plataformas e milhões de pessoas usando essas mesmas plataformas para tomar decisões sobre a própria saúde”, pontuou.

Na avaliação apresentada durante a palestra, esse conjunto de fatores faz com que a desinformação ultrapasse a dimensão individual. “É nesse ponto que o problema deixa de ser apenas uma questão de desinformação. Ele passa a ser também uma questão de mercado, de tecnologia e, principalmente, de saúde pública”, afirmou.

A palestra também abordou o impacto da inteligência artificial na produção e disseminação de conteúdos falsos. Mari explicou que a tecnologia tornou ainda mais simples a criação de materiais capazes de parecer reais, incluindo imagens, vídeos, vozes e personagens fictícios apresentados como especialistas.

“Hoje nós temos também a inteligência artificial criando todo tipo de desinformação possível. Desde um vídeo absurdo, como um gafanhoto tocando um instrumento, até informações aparentemente sérias, apresentadas por um suposto profissional que, na verdade, nem existe”, exemplificou.

Segundo ela, a tecnologia permite que perfis aparentemente legítimos sejam criados artificialmente. “Hoje nós temos perfis de gurus, médicos, nutricionistas, professores e todo tipo de especialista que parecem reais, mas que podem ser completamente artificiais: uma imagem, uma voz ou até uma pessoa inteira criada por inteligência artificial”, disse.

Mari também questionou a ideia de que apenas pessoas com pouca informação são suscetíveis a acreditar em conteúdos falsos. “Às vezes, a gente pensa que quem acredita em fake news é uma pessoa sem estudo, alguém muito desatento, alguém que não teve acesso à informação. Mas a verdade é outra: todos somos suscetíveis a acreditar em uma notícia falsa”, afirmou.

Por que acreditamos em uma informação falsa?

Para explicar por que a desinformação pode ser convincente, a divulgadora científica apresentou alguns dos mecanismos que favorecem a aceitação de conteúdos falsos, entre eles a repetição. “Uma das formas mais eficientes pelas quais uma informação falsa chega até nós é pela repetição. A gente vê aquela informação nas redes sociais. Depois recebe no grupo da família. Um amigo manda. Aparece em um vídeo. Alguém comenta sobre aquilo no trabalho”, explicou.

Outro mecanismo apresentado foi a tendência de dar maior crédito a informações que confirmam crenças preexistentes. “Quando a informação confirma aquilo que eu já acreditava, ou aquilo que eu queria acreditar, a nossa postura pode mudar. Às vezes, um print malfeito, recebido no WhatsApp, já parece suficiente para confirmar uma crença que nós já tínhamos”, afirmou.

A emoção também ocupa um papel central nesse processo. Mari explicou que conteúdos falsos frequentemente exploram sentimentos como medo, ansiedade, indignação e esperança. “Fake news costuma trabalhar muito bem com medo, pavor, indignação, esperança e ansiedade. Ela pode assustar você com uma informação ou oferecer uma solução para algo que você está desesperado para resolver”, disse.

Como exemplo, ela citou situações envolvendo doenças e promessas de tratamentos milagrosos. “Quando uma informação mexe muito com a nossa emoção, fica mais difícil parar e questionar: ‘Mas será que isso é verdade?’. A emoção acelera a nossa reação. A razão exige que a gente pare, investigue e questione”, explicou.

A confiança nas pessoas que compartilham determinada informação também pode interferir na forma como ela é recebida. “Se uma notícia vem de alguém em quem eu confio, um professor, um colega de trabalho, um amigo ou alguém da minha família, eu naturalmente tenho menos motivos para desconfiar”, observou.

Para Mari, entretanto, confiar em quem compartilha uma informação não significa que ela seja verdadeira. “Existe uma diferença importante entre confiar em uma pessoa e verificar uma informação. Uma pessoa pode ser extremamente confiável e, ainda assim, compartilhar uma informação falsa sem saber que ela é falsa”, afirmou.

Por isso, a palestrante defendeu a adoção de procedimentos simples de verificação antes de acreditar ou compartilhar conteúdos. “A questão não é simplesmente descobrir quem acredita ou quem não acredita em fake news. A questão é entender por que determinadas informações conseguem convencer a gente”, explicou.

Mari também chamou atenção para a velocidade com que as informações são consumidas nas redes sociais. “Nas redes sociais, tudo passa muito rápido. A gente está o tempo inteiro absorvendo novas informações, e são muitas informações por minuto. É muito difícil que a gente pare diante de um conteúdo específico, analise, questione, procure a fonte e tente entender se aquilo realmente faz sentido”, afirmou.

Para a divulgadora científica, existe ainda uma diferença importante entre a produção de desinformação e a produção de conteúdo baseado em evidências. “Desinformar dá menos trabalho do que informar e corrigir. Eu costumo dizer que a disputa por audiência nas redes sociais, quando a gente fala de desinformação e conhecimento, é uma disputa muito injusta”, afirmou.

Segundo Mari, enquanto um conteúdo falso pode ser produzido rapidamente, materiais comprometidos com a qualidade da informação demandam pesquisa e checagem. “Colocar na internet uma informação que não tem pesquisa, fonte ou apuração por trás é extremamente fácil. Enquanto isso, o conteúdo que traz informação de qualidade exige pesquisa, checagem, fontes, contexto e responsabilidade”, explicou.

A inteligência artificial, segundo Mari, acentua essa diferença. “Hoje em dia, basta escrever um prompt em uma inteligência artificial para gerar um vídeo, um carrossel, uma imagem, uma narração… enfim, um conteúdo inteiro”, observou.

Influência digital e promessas milagrosas

A relação entre influência digital e desinformação também foi discutida durante a palestra. Mari ressaltou que o alcance dos criadores de conteúdo pode contribuir para ampliar tanto informações de qualidade quanto conteúdos sem comprovação. “Os influenciadores, ou, em alguns casos, os desinfluenciadores, são combustível para a desinformação. Porque eles têm alcance. E, literalmente, influenciar outras pessoas faz parte do trabalho deles”, afirmou.

A divulgadora científica fez, porém, uma ressalva de que a atuação dos influenciadores não deve ser generalizada. “Não porque todo influenciador produza desinformação, longe disso. Existem muitos criadores que fazem justamente o contrário e usam seu alcance para divulgar informação de qualidade”, ponderou.

O problema, segundo ela, está na combinação entre alcance, baixa responsabilidade, publicidade e mecanismos de engajamento. “Quando uma informação errada é colocada em um perfil com milhões de seguidores, ela não chega a poucas pessoas. Ela pode ser reproduzida, compartilhada e multiplicada em uma velocidade gigantesca”, destacou.

Ao abordar produtos que prometem transformações rápidas no corpo, Mari questionou a ideia de que resultados apresentados nas redes sociais possam ser atribuídos exclusivamente a um suplemento, alimento ou produto. “O problema é fazer parecer que tudo aquilo cabe dentro de um potinho de suplemento ou de uma gominha. Porque não cabe”, afirmou.

Ela explicou que, por trás de imagens de corpos e rotinas idealizadas, podem existir diversos fatores que não aparecem nas publicações. “Por trás daquele resultado, muitas vezes existe acesso aos melhores profissionais que o dinheiro pode proporcionar: nutricionista, personal trainer, dermatologista, médicos, tratamentos estéticos, uma alimentação planejada, uma rotina de exercícios e toda uma estrutura que a maioria das pessoas não tem”, observou.

A reflexão final da palestra foi direcionada à necessidade de questionar promessas de resultados fáceis, rápidos e milagrosos. “O que a gente precisa questionar é justamente essa promessa de resultado fácil, rápido e milagroso. A vida real não funciona assim, e vender essa ilusão como se fosse realidade pode fazer muita gente gastar dinheiro, se frustrar e, em alguns casos, até colocar a própria saúde em risco”, concluiu.

Programação segue até quinta-feira

O Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 segue até quinta-feira, 17, no Câmpus II da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Com o mote “Onde a inovação vira referência. Ideias, tecnologia e pessoas construindo o futuro”, a quarta edição reúne empresas, instituições, academia, estudantes e comunidade em uma programação voltada à inovação e ao empreendedorismo. Interessados em participar das atividades devem se inscrever pelo site nhfs.feevale.br.

A programação conta com dois palcos simultâneos, Conexões 360 e Negócios Conscientes Inspiram, reunindo mais de 100 speakers e conteúdos relacionados a saúde, indústria e economia criativa, tecnologia e indústria 4.0, educação e futuro do trabalho. Também fazem parte do evento a Vila de Startups, Rodada de Negócios, Be International, desafio Postgraduate, Open Labs e Open City, além da Vila Gastronômica e de apresentações culturais.
O Novo Hamburgo Feevale Summit é realizado pela Universidade Feevale, com correalização de Feevale Techpark, Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo e Sicredi Pioneira e apoio máster de Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RS).

Conta, ainda, com os seguintes apoiadores: Amizade FM, ARP, Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Azzas 2154, BCS Eventos, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Cappra Institute, Cigam by Senior, Comusa, Dem-Bas Embalagens, D’Mamãe, Fenac Experiências Conectam, Fora, Hotel Swan Novo Hamburgo, InBetta, Office Shop, RecStream, Reverse, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São Leopoldo (Sindimetal), Sindilojas Vale Germânico, Sindimetal RS, Take Films, Techdec Informática, Unimed e Vipal Borrachas.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

16/09/2026 0 Comentários 87 Visualizações
Variedades

Cuidados com a LGPD diante dos avanços tecnológicos pauta Jornada Trabalhista da ACI

Por Jonathan da Silva 15/09/2026
Por Jonathan da Silva

A relação entre o avanço tecnológico, o uso de inteligência artificial (IA) e os cuidados das empresas com o tratamento e a proteção de dados pessoais estiveram em pauta durante a Jornada Trabalhista da ACI, realizada na quarta-feira (9) em Novo Hamburgo. A temática foi apresentada pela advogada e professora Izabela Lehn, especialista em Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e governança de inteligência artificial para empresas, e pela advogada Daniela Baum, consultora trabalhista da ACI e sócia do escritório Baum Advocacia e Consultoria Empresarial.

LGPD alcança diferentes operações

Vice-presidente Jurídica da ACI e diretora jurídica do Instituto Nacional de Proteção de Dados (INPD), Izabela Lehn explica que a LGPD regulamenta o tratamento de dados pessoais pelas empresas e tem como objetivo proteger as pessoas naturais. A legislação se aplica a qualquer operação de tratamento realizada no Brasil, incluindo situações como o recebimento de um currículo por uma empresa.

De acordo com a especialista, o setor de Recursos Humanos (RH) exige atenção devido à quantidade de informações pessoais tratadas nos processos relacionados aos funcionários e candidatos. A área pode lidar, por exemplo, com dados de saúde, biométricos e de filiação sindical.

O RH merece atenção especial devido à concentração de dados pessoais sensíveis, como eventuais problemas de saúde, dados biométricos e filiação sindical, entre outros”, expôs a advogada Daniela Baum durante a jornada.

Uso de inteligência artificial

O avanço da inteligência artificial também acrescenta novos pontos de atenção para as empresas. O Brasil ainda não possui legislação específica sobre IA, mas ferramentas de IA generativa já são utilizadas nas relações de trabalho para produção de textos, análises e outros conteúdos.

No RH, a tecnologia pode ser empregada em processos de recrutamento, seleção, triagem e classificação de candidatos. Para Izabela, o uso de ferramentas não autorizadas pode levar funcionários a inserir dados pessoais, informações de clientes e dados estratégicos da empresa, incluindo segredos de negócios.

As empresas devem preocupar-se como uso da IA generativa porque funcionários podem inserir em ferramentas não autorizadas dados pessoais e de clientes e informações estratégicas, até mesmo segredos de negócios”, explicou Izabela Lehn.

A especialista recomenda que as empresas estabeleçam uma governança de IA, com regras para utilização das ferramentas. Entre as medidas indicadas estão a criação de políticas internas, a revisão de contratos de trabalho e a realização de treinamentos. Também é necessário manter documentos que comprovem os procedimentos e atos realizados.

Cuidados no recrutamento

Segundo Izabela, os cuidados com a proteção de dados devem começar antes da contratação. Entre as medidas está a elaboração de um aviso de privacidade para candidatos, informando quais dados são coletados e qual será a finalidade do tratamento.

O uso de IA em processos seletivos também pode apresentar riscos de discriminação algorítmica por fatores como raça, gênero e idade. Por isso, a empresa deve conhecer os critérios utilizados em uma eventual decisão automatizada para possibilitar a revisão da decisão quando houver questionamento. “A empresa precisa conhecer minimamente o funcionamento da plataforma que contratou”, alertou a palestrante.

Proteção de dados durante o contrato

Durante a vigência do contrato de trabalho, Izabela aponta outras situações que exigem cuidados relacionados à LGPD e à IA. Uma delas é a existência de um aviso de privacidade destinado aos funcionários, com explicações claras e acessíveis sobre o tratamento de seus dados pessoais pela empresa.

A biometria também exige atenção por ser considerada dado pessoal sensível. Além do leitor biométrico utilizado para registro de ponto, a recomendação é oferecer uma alternativa ao empregado, como o cartão de ponto, e manter um aviso de privacidade específico sobre o tratamento dessas informações.

Outro instrumento citado é o Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD), documento utilizado para analisar os riscos de uma operação de tratamento de dados, identificar vulnerabilidades e propor medidas para reduzi-las. “Ausência de avaliação adequada de riscos pode gerar consequências”, acrescentou Izabela.

Monitoramento por câmeras

O monitoramento por câmeras no ambiente de trabalho também foi abordado durante a jornada. Para Izabela, a prática faz parte do poder diretivo e fiscalizatório do empregador, mas deve seguir uma regra de transparência, com comunicação prévia aos funcionários.

Entre as medidas estão a existência de aviso de privacidade destinado aos funcionários e a utilização de placas informando sobre o monitoramento. A empresa também deve documentar a finalidade, a transparência, a necessidade e a proporcionalidade da medida por meio do Teste do Legítimo Interesse. “Para monitorar, a empresa deve documentar: finalidade, transparência, necessidade e proporcionalidade, o que é feito através do Teste do Legítimo Interesse”, alertou Izabela.

Vazamento por ferramentas não autorizadas

Outro ponto destacado foi o vazamento de informações provocado pelo uso de ferramentas de IA não autorizadas. Conforme a especialista, não basta identificar que houve um vazamento: a empresa precisa conseguir demonstrar que possuía regras, medidas preventivas e evidências dos procedimentos adotados.

Um exemplo é a utilização de uma ferramenta de IA generativa por um funcionário para inserir documentos ou dados corporativos, expondo informações confidenciais da empresa. Para reduzir esse tipo de ocorrência, Izabela recomenda políticas de confidencialidade e de uso de ferramentas, treinamentos, ciência formal dos empregados e preservação de provas relacionadas aos procedimentos adotados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/09/2026 0 Comentários 92 Visualizações
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