Com a chegada do segundo semestre, o mercado pecuário entra no período tradicional dos remates de primavera, com oferta de reprodutores e ventres em diferentes raças. Na Conexão Delta G, a expectativa é de comercialização de um volume expressivo de touros e fêmeas Hereford e Braford, com foco na oferta de animais geneticamente superiores.
Segundo o vice-presidente da Conexão Delta G, Octaviano Pereira Neto, a aquisição de animais de qualidade genética é uma ferramenta para os produtores que buscam elevar a produtividade dos rebanhos. “A compra de animais superiores traz como principal benefício a garantia de que o produtor encontrará aquele mérito genético desejado para o incremento da produtividade do seu rebanho”, afirma.
Dados de desempenho
Na avaliação do vice-presidente, a escolha dos reprodutores deve considerar, além das características visuais, os dados de desempenho produzidos pelos programas de melhoramento genético. Entre os indicadores, ele destaca as Diferenças Esperadas no Progênie (Deps) e a classificação em Decas (1 a 10), privilegiando, sempre que possível as Decas 1,2 e 3, que reúnem os 10%, 20% e 30% melhores animais avaliados, respectivamente.
A Conexão Delta G trabalha com quatro índices que reúnem as 27 características avaliadas no Programa: Desmama, Final, Carcaça e Adaptação. O Índice de Desmama prioriza animais com capacidade de produzir bezerros mais pesados e com maior velocidade de ganho de peso. Já o índice final considera o desempenho ao longo do desenvolvimento do animal e características relacionadas à conformação, precocidade, musculatura, perímetro escrotal, peso e características funcionais. “O índice final coloca esse animal principalmente dentro do ranking como superior dentro de todo o universo de touros avaliados”, explica.
Outro indicador utilizado pela Conexão Delta G é o índice de carcaça, que considera características como área de olho de lombo, marmoreio e espessura de gordura subcutânea e na região da picanha. O índice de adaptação, por sua vez, reúne características relacionadas à capacidade do animal de enfrentar as condições ambientais.
Entre os atributos avaliados está a resistência ao carrapato, representada pelo indicador Ecto. Nesse caso, quanto mais negativa a Dep, maior a resistência do animal ao parasita. Também são considerados dados de pelame, pigmentação ocular e umbigo, características associadas à adaptação dos bovinos ao calor e a diferentes condições de campo. “São características que permitem ao animal enfrentar desafios como o calor, o carrapato e principalmente campos que apresentem algum tipo de infestação invasora em pastagem, e são características que possuem boa herdabilidade.” destaca o dirigente.
Conexão Delta G
Além dos índices de melhoramento, a Conexão Delta G é credenciada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a classificação de animais com Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), concedido aos 20% a 30% dos animais produtivos de cada geração. A seleção também contempla animais de Dupla Marca, ou seja, devem possuir dados próprios de desmama e sobreano e estarem entre os 30% superiores nos programas de melhoramento genético homologados pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB).
Para Pereira Neto, a combinação entre avaliação genética, desempenho e adaptação reforça a importância da escolha criteriosa dos animais nos remates de primavera. “A expectativa é de que a qualidade genética ofertada contribua não apenas para os resultados produtivos dos compradores, mas também para a valorização dos plantéis ao longo das próximas gerações”, conclui.
Agora em setembro já ocorreram o Leilão Selo Racial, da Cia. Azul Agropecuária, do Remate Gap de Primavera, da Gap Genética, ambos em Uruguaiana (RS) e ocorrerá ainda o Remate Pitangueira, do Grupo Pitangueira, em Itaqui (RS). Já para outubro estão previstos mais sete remates.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria


