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Variedades

Produtividade da soja deve recuar na safra 2026/27 sob risco climático

Por Ester Ellwanger 21/09/2026
Por Ester Ellwanger

A produtividade média da soja brasileira deve recuar na safra 2026/2027, segundo a última projeção divulgada ela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além da elevada base de comparação do ciclo anterior, a estatal cita os riscos climáticos para a nova temporada, que começa sob previsão de mais de 90% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre setembro e novembro.

Para o vice-presidente da Elicit Plant para Brasil e América Latina, Reinaldo Bonnecarrere, o cenário aumenta a necessidade de antecipar o manejo dos estresses nas lavouras. O problema, segundo ele, é que a perda de potencial produtivo pode começar antes de a planta apresentar sinais claros no campo. “Quando vemos a folha murchando ou mudando de aspecto, muitas vezes ela já passou por uma série de alterações fisiológicas”, afirma.

Expectativa para 2026/27

A Conab projeta 181,64 milhões de toneladas de soja em 2026/27, com área de 49,3 milhões de hectares. A produção deve crescer mesmo com a expectativa de ligeira redução do rendimento médio, enquanto o milho poderá alcançar 148 milhões de toneladas e ampliar a área cultivada nas três safras. O clima será uma das variáveis desse resultado. O boletim mais recente sobre o El Niño, elaborado por Inpe, Inmet e outros órgãos federais, também indica 100% de probabilidade de permanência do fenômeno pelo menos até o início de 2027. Para o trimestre de setembro a novembro, a tendência é de chuvas acima da média em áreas do Sul e abaixo da média no centro-norte do país.

Bonnecarrere explica que a distribuição da água e o estágio da cultura em que ocorre a restrição podem determinar o tamanho do impacto. “Não se trata apenas de ter ou não chuva. É preciso saber quanto tempo dura o intervalo sem precipitação e em que fase a planta está naquele momento”, diz.

Quando falta água, a planta começa a alterar seu funcionamento para reduzir as perdas. Entre as primeiras respostas está o fechamento dos estômatos, mecanismo que diminui a transpiração, mas também interfere nas trocas gasosas e na fotossíntese. Estudos da Embrapa Soja mostram que o déficit hídrico pode provocar queda de flores, abortamento de vagens e redução do peso dos grãos. O impacto tende a ser maior durante o período reprodutivo, principalmente entre a floração e o enchimento.

Esse comportamento muda a lógica de manejo, segundo Bonnecarrere. “A planta não precisa estar murcha para estar sob estresse. Em determinadas fases, o potencial de rendimento pode estar sendo comprometido enquanto visualmente a lavoura ainda parece normal”, explica.

Prevenção

A prevenção envolve genética, época de semeadura, estrutura e cobertura do solo, matéria orgânica, desenvolvimento radicular, disponibilidade de água e acompanhamento climático. Nesse conjunto, a Elicit Plant trabalha com a plataforma EliTerra®️, baseada em fitosteróis de origem vegetal e voltada à preparação fisiológica das plantas antes e durante situações de estresse. A tecnologia utiliza o conceito de priming, que busca estimular mecanismos naturais de resposta antes que a condição adversa provoque danos mais severos. Bonnecarrere ressalta que a ferramenta entra de forma complementar. “Não substitui genética, solo, irrigação ou manejo. É mais uma camada dentro de uma estratégia de redução do risco produtivo”, observa.

O efeito econômico ganha peso principalmente nos sistemas de soja seguidos pelo milho segunda safra. Um atraso provocado por condições climáticas na oleaginosa pode deslocar a colheita e reduzir a janela disponível para o cereal, cuja produtividade depende também das condições encontradas ao longo do ciclo.

“O produtor precisa traduzir esse risco em sacas por hectare. Quanto custa perder três, cinco ou dez sacas em uma área por causa de um período de estresse?”, questiona Bonnecarrere. Segundo ele, produtividade potencial, preço, custo operacional e exposição climática precisam entrar nessa conta.

Nos ensaios divulgados pela Elicit Plant, o EliZon apresentou incremento médio de 7,5% na produtividade da soja, equivalente a cerca de 4,6 sacas por hectare. No milho, avaliações realizadas ao longo de quatro safras apontaram aumento médio de 9,4%, ou 10,1 sacas por hectare. A companhia ressalta que os resultados variam conforme ambiente, genética, manejo, intensidade e momento do estresse. Em áreas específicas de milho submetidas a múltiplas condições adversas, foram registrados incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare, números tratados pela empresa como resultados de ensaios e não como expectativa uniforme para as lavouras.

Para Bonnecarrere, o objetivo da antecipação é preservar uma parcela maior do potencial da cultura antes que a perda se torne irreversível. “Chuva depois do estresse pode recuperar a planta, mas não necessariamente recupera o potencial produtivo que ela perdeu”, afirma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

21/09/2026 0 Comentários 9 Visualizações
Business

Hereford e Braford concentram 75,6% do valor de comercialização de bovinos na Expointer

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

As raças Hereford e Braford concentraram 75,6% do faturamento bovino registrado nos remates, leilões e feira analisados durante a 49ª Expointer. Juntas, movimentaram R$ 2.603.439,00, com negócios envolvendo animais que também obtiveram premiações nas pistas ao longo de 2026.

Entre os destaques da raça Hereford esteve a comercialização de 50% de Dom Vitor 644 “Shakira” por R$ 51 mil, conferindo à terneira uma valorização total de R$ 102 mil. Da Agropecuária Dom Vitor, de Santa Vitória do Palmar (RS), Shakira integrou, na categoria Rústicos, o trio Grande Campeão da Exposição Nacional de Hereford e Braford 2026 e o lote Grande Campeão da Expointer 2026, além de fazer parte do lote Grande Campeão Polled Hereford PO.

Na raça Braford, um dos principais negócios envolveu a novilha Jasmine, da Fazenda Pitanga, em parceria com a Genética Vacacaí. Um terço do animal foi comercializado por R$ 189 mil, totalizando uma valorização de R$ 567 mil. A fêmea também chegou à Expointer com resultado obtido nas pistas em 2025, após ser consagrada Grande Campeã Terneira durante o Congresso Mundial Braford.

Na avaliação da associação, os resultados alcançados evidenciam a confiança dos investidores e o trabalho desenvolvido pelos criadores na seleção de animais produtivos e eficientes, com capacidade de contribuir para a evolução da pecuária. A entidade considera ainda que, além dos resultados nas pistas, o desempenho comercial de Hereford e Braford na 49ª Expointer demonstra a posição das duas raças entre as principais participantes das negociações bovinas do evento.

Foto: Gustavo Rafael/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 61 Visualizações
Business

Prefeitura homenageia produtores de Novo Hamburgo que participaram da 49ª Expointer

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

Reconhecimento. Esse sentimento marcou a quinta-feira, 17 de setembro, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), onde foi entregue uma homenagem aos produtores do município que participaram da 49ª Expointer, realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O encontro contou com uma apresentação musical, a declamação de um poema e a entrega de certificados aos participantes.

A iniciativa teve como objetivo reconhecer o trabalho desenvolvido pelos produtores da zona rural de Novo Hamburgo e celebrar os resultados alcançados durante a feira. A participação dos hamburguenses foi marcada pela conquista de diversos prêmios em diferentes categorias, como destilados, gado, além de ovelhas, coelhos, galinhas ornamentais e outros segmentos.

 

Orgulho pelo trabalho

O secretário de Desenvolvimento Rural, Naasom Luciano, destacou o orgulho do Município pelo trabalho realizado pelos produtores e reforçou que a Prefeitura está de portas abertas para apoiar e potencializar o desenvolvimento do setor.

“Temos muito orgulho do trabalho realizado no meio rural de Novo Hamburgo e queremos continuar potencializando essa força, dando visibilidade aos nossos produtores e levando esse trabalho para cada vez mais pessoas”, afirmou.

A diretora de Desenvolvimento Rural, Gislaine Pires, também ressaltou a importância da participação dos produtores na Expointer. Segundo ela, além de representarem seus próprios empreendimentos, os hamburguenses levaram para a feira um pouco da identidade e da força do Município. “Vocês também estavam levando um pedacinho da nossa cidade”, destacou Gislaine, ao lembrar que a Expointer é uma das maiores vitrines do Estado.

Resultados alcançados

O médico-veterinário da SDR, Maicon Bonini Faria, que acompanhou diversos produtores durante a preparação para a Expointer e realiza o atendimento permanente nas propriedades, destacou a importância da estratégia de extensão rural desenvolvida pelo Município. Para ele, os resultados alcançados na feira demonstram a relevância desse acompanhamento. “É muito gratificante ver esse resultado e perceber a importância de continuarmos avançando com o nosso trabalho, de atendimento in loco nas propriedades”, afirmou.

Maicon também explicou que o trabalho busca respeitar as características de cada propriedade e sistema produtivo, em vez de adotar um único modelo para todos os produtores. “Cada sistema produtivo tem suas particularidades. Isso exige um pouco mais de esforço, mas, quando vemos os resultados, é muito compensador”, amplia.

A homenagem reforçou o compromisso da SDR em manter o acompanhamento dos produtores e apoiar o desenvolvimento das diferentes atividades realizadas na zona rural de Novo Hamburgo.

  Foto: Weslei Fillmann/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 79 Visualizações
Business

Animais geneticamente superiores estarão no centro dos próximos remates de primavera

Por Ester Ellwanger 16/09/2026
Por Ester Ellwanger

Com a chegada do segundo semestre, o mercado pecuário entra no período tradicional dos remates de primavera, com oferta de reprodutores e ventres em diferentes raças. Na Conexão Delta G, a expectativa é de comercialização de um volume expressivo de touros e fêmeas Hereford e Braford, com foco na oferta de animais geneticamente superiores.

Segundo o vice-presidente da Conexão Delta G, Octaviano Pereira Neto, a aquisição de animais de qualidade genética é uma ferramenta para os produtores que buscam elevar a produtividade dos rebanhos. “A compra de animais superiores traz como principal benefício a garantia de que o produtor encontrará aquele mérito genético desejado para o incremento da produtividade do seu rebanho”, afirma.

Dados de desempenho

Na avaliação do vice-presidente, a escolha dos reprodutores deve considerar, além das características visuais, os dados de desempenho produzidos pelos programas de melhoramento genético. Entre os indicadores, ele destaca as Diferenças Esperadas no Progênie (Deps) e a classificação em Decas (1 a 10), privilegiando, sempre que possível as Decas 1,2 e 3, que reúnem os 10%, 20% e 30% melhores animais avaliados, respectivamente.

A Conexão Delta G trabalha com quatro índices que reúnem as 27 características avaliadas no Programa: Desmama, Final, Carcaça e Adaptação. O Índice de Desmama prioriza animais com capacidade de produzir bezerros mais pesados e com maior velocidade de ganho de peso. Já o índice final considera o desempenho ao longo do desenvolvimento do animal e características relacionadas à conformação, precocidade, musculatura, perímetro escrotal, peso e características funcionais. “O índice final coloca esse animal principalmente dentro do ranking como superior dentro de todo o universo de touros avaliados”, explica.

Outro indicador utilizado pela Conexão Delta G é o índice de carcaça, que considera características como área de olho de lombo, marmoreio e espessura de gordura subcutânea e na região da picanha. O índice de adaptação, por sua vez, reúne características relacionadas à capacidade do animal de enfrentar as condições ambientais.

Entre os atributos avaliados está a resistência ao carrapato, representada pelo indicador Ecto. Nesse caso, quanto mais negativa a Dep, maior a resistência do animal ao parasita. Também são considerados dados de pelame, pigmentação ocular e umbigo, características associadas à adaptação dos bovinos ao calor e a diferentes condições de campo. “São características que permitem ao animal enfrentar desafios como o calor, o carrapato e principalmente campos que apresentem algum tipo de infestação invasora em pastagem, e são características que possuem boa herdabilidade.” destaca o dirigente.

Conexão Delta G

Além dos índices de melhoramento, a Conexão Delta G é credenciada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a classificação de animais com Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), concedido aos 20% a 30% dos animais produtivos de cada geração. A seleção também contempla animais de Dupla Marca, ou seja, devem possuir dados próprios de desmama e sobreano e estarem entre os 30% superiores nos programas de melhoramento genético homologados pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB).

Para Pereira Neto, a combinação entre avaliação genética, desempenho e adaptação reforça a importância da escolha criteriosa dos animais nos remates de primavera. “A expectativa é de que a qualidade genética ofertada contribua não apenas para os resultados produtivos dos compradores, mas também para a valorização dos plantéis ao longo das próximas gerações”, conclui.

Agora em setembro já ocorreram o Leilão Selo Racial, da Cia. Azul Agropecuária, do Remate Gap de Primavera, da Gap Genética, ambos em Uruguaiana (RS) e ocorrerá ainda o Remate Pitangueira, do Grupo Pitangueira, em Itaqui (RS). Já para outubro estão previstos mais sete remates.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

16/09/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Business

Últimos dias para propriedades se inscreverem em programa de qualificação e valorização do turismo rural gaúcho

Por Ester Ellwanger 16/09/2026
Por Ester Ellwanger

Encerram na próxima segunda-feira, 21 de setembro, as inscrições das propriedades que desejarem participar do projeto Coleção Terra Gaúcha, do Programa Juntos pelo Agro, voltado à identificação, qualificação e promoção de propriedades rurais com experiências turísticas diferenciadas e potencial de agregação de valor.

Fruto da parceria entre CNA, Farsul, Senar RS e Sebrae RS, com apoio do Governo do Estado, a iniciativa busca fortalecer o turismo rural como alternativa de diversificação de renda e ampliar sua participação na oferta turística do Rio Grande do Sul. O primeiro ciclo selecionará até 50 propriedades e empreendimentos rurais, que passarão por um processo de qualificação e terão suas experiências promovidas ao mercado.

A proposta parte de atributos já presentes no meio rural gaúcho, como produtos de origem, gastronomia, contato com a natureza, cultura e modos de vida. A intenção é organizar esses elementos em experiências capazes de atender a um público que busca autenticidade e qualidade, contribuindo também para um novo posicionamento do segmento.

“Quando a gente fala de turismo autêntico, do papel dos produtos de origem, de uma gastronomia autêntica, isso está na pauta do turismo rural, mas ela não está posicionada dessa forma”, explica a especialista em Turismo do Sebrae RS, Amanda Paim. Segundo ela, o desafio é fazer com que essas características sejam percebidas como parte de uma oferta turística de excelência e contribuam para fortalecer o posicionamento do Estado como destino.

O projeto

O projeto prevê ainda uma identidade própria para diferenciar as experiências participantes. As propriedades selecionadas integrarão a primeira edição de um guia de experiências e terão acesso a ações de promoção e visibilidade.

O Senar RS ficará responsável pela qualificação técnica dos empreendimentos, com capacitações e consultorias em áreas como organização da atividade, atendimento ao cliente, gestão financeira, segurança e adequações sanitárias e ambientais. Para o coordenador do Departamento de Desenvolvimento e Inovação do Senar RS, Henrique Padilha, a estruturação é fundamental para transformar o potencial das propriedades em negócios sustentáveis.

“A Coleção Terra Gaúcha nasce para identificar e impulsionar aquelas propriedades que já carregam em sua essência a riqueza da nossa cultura, gastronomia e modo de vida no campo, mas que precisam de estruturação técnica para se transformarem em rotas turísticas atrativas e consolidadas”, afirma.

De acordo com Padilha, o acompanhamento será direcionado às necessidades de cada empreendimento: “A ideia é diversificar a fonte de renda dos produtores e oferecer uma experiência de excelência ao visitante, fortalecendo a economia de todo o Estado”.

Já o Sebrae RS atuará no posicionamento estratégico, na gestão dos pequenos negócios e na busca por novos canais de comercialização. A perspectiva é aproximar a produção rural da atividade turística e transformar itens como azeites, vinhos, queijos, carnes e produtos artesanais em parte de experiências associadas à identidade dos territórios.

“O nosso objetivo é unir a vocação do Rio Grande do Sul para produtos de qualidade com a vocação para a hospitalidade, entregando um produto de alto valor para os mercados nacional e internacional”, destaca Amanda.

Plataforma Viva o RS

Como parte da estratégia de promoção, as propriedades qualificadas passarão a integrar a plataforma Viva o RS, que reúne roteiros, eventos, gastronomia e experiências turísticas de diferentes regiões do Estado. A presença no ambiente digital amplia a exposição dos empreendimentos e facilita o acesso do público a experiências ligadas às tradições, aos sabores e ao modo de vida rural gaúcho.

Para a especialista, o impacto esperado ultrapassa a seleção dos empreendimentos participantes. “O turismo diversifica a renda, e isso já acontece. Mas a gente quer agregar valor e, através dos produtos, receber as pessoas, contar histórias e ter isso alinhado a uma estratégia de promoção de Estado”, complementa.

Com a Coleção Terra Gaúcha, as instituições estabeleceram uma estratégia de qualificação e valorização do turismo rural, buscando dar maior visibilidade a experiências que reúnem produção, identidade territorial e hospitalidade. A iniciativa também cria possibilidades de geração de valor para os negócios do campo e de inserção dessas experiências na promoção turística do Rio Grande do Sul.

Inscrições

Os produtores e empreendedores interessados em qualificar suas ofertas e transformar suas propriedades em rotas estruturadas já podem se inscrever pelo link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

16/09/2026 0 Comentários 87 Visualizações
Business

Genética bubalina gaúcha chega ao Amapá a partir de negócio na Expointer

Por Ester Ellwanger 10/09/2026
Por Ester Ellwanger

A Fazenda Panorama, de Camaquã, fechou durante a 49ª Expointer uma negociação de búfalos com destino ao Amapá, levando genética produzida no Rio Grande do Sul ao Norte do país. A propriedade também já comercializou animais para outros estados brasileiros e realizou exportações para Argentina e Uruguai a partir de contatos feitos na exposição.

A comercialização integra os negócios gerados pela presença da bubalinocultura gaúcha na feira, que contou com a participação da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu). A exposição também funcionou como ponto de contato entre criadores e compradores interessados em animais que nem sempre estão presentes no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

O titular da Fazenda Panorama, Delfino Beck Barbosa, afirma que parte das negociações começa durante a Expointer e é concluída posteriormente. “A Expointer é uma vitrine. Nem sempre se vende muito aqui, mas já exportamos animais para Argentina e Uruguai e vendemos para diferentes estados brasileiros a partir de contatos feitos na feira”, relata.

O negócio com o Amapá envolveu animais que estavam fora do parque de exposições. Barbosa explica que esse tipo de operação permite que compradores conheçam durante a feira os criatórios e a genética disponível para, depois, definirem os animais que serão adquiridos.

Para o produtor, o desempenho comercial registrado em 2026 indica continuidade da procura por búfalos. “É um ano excepcional. Pelas informações que temos, acredito que este ano ainda será bom e que o ano que vem também deve ser muito bom”, avalia Barbosa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

10/09/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Business

Apil entrega agenda a candidatos e apresenta medidas para manter cadeia do leite no RS

Por Ester Ellwanger 10/09/2026
Por Ester Ellwanger

A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) elaborou uma agenda com quatro prioridades para a cadeia produtiva do leite no Estado. O documento propõe a construção de um Pacto pelo Leite Gaúcho, com compromissos para produtores e indústrias e articulação entre os governos estadual e federal.

A agenda começou a ser entregue pelo presidente da entidade, Fernando Zimmermann, aos candidatos que visitaram a Casa da Apil durante a Expointer 2026, e a ação terá continuidade. A Associação representa 43 indústrias instaladas em 41 municípios, responsáveis por mais de 2 mil empregos diretos. As empresas coletam acima de 2 milhões de litros de leite por dia em mais de 190 municípios, provenientes de cerca de 6 mil propriedades rurais.

Para Zimmermann, a atividade leiteira tem efeitos que ultrapassam a produção e o processamento. “O leite não é apenas uma atividade econômica, é renda para as famílias, emprego nos municípios, arrecadação, segurança alimentar e permanência das pessoas no campo”, afirma.

Segundo o dirigente, a cadeia enfrenta problemas que exigem ações coordenadas. Entre os pontos citados pela entidade estão o endividamento, a concorrência externa, a saída de produtores da atividade e a dificuldade de pequenas e médias indústrias para investir em modernização e crescimento. A Apil também chama atenção para a pressão sobre as empresas, que precisam manter a captação de leite, realizar os pagamentos aos produtores, preservar empregos, garantir capital de giro e atender às exigências sanitárias e ambientais mesmo em períodos de margens reduzidas e oscilação do mercado.

Prioridades apresentadas

A primeira prioridade apresentada aos candidatos é a renegociação das dívidas de produtores e indústrias. A proposta prevê um programa de securitização e refinanciamento que contemple os dois segmentos, com carência mínima de dois anos e prazo de até dez anos, conforme a capacidade de recuperação de cada atividade. A entidade também defende linhas especiais para reestruturação de passivos e capital de giro, com fundo garantidor, juros subsidiados e bônus de adimplência. A articulação envolveria o governo federal, BNDES, BRDE, bancos públicos e instituições financeiras cooperativas.

Na defesa da produção nacional, a Apil propõe a revisão das condições de importação quando houver evidências de subsídios distorcivos ou dumping. A agenda também prevê aplicação de salvaguardas e medidas de defesa comercial quando tecnicamente justificadas, além de reciprocidade sanitária, regulatória, tributária e ambiental para produtos importados.

Outra frente trata da permanência das famílias na atividade leiteira. Entre as medidas sugeridas estão a manutenção e o fortalecimento do Bônus Mais Leite, a ampliação da assistência técnica gratuita e continuada, políticas de sucessão rural, crédito diferenciado para jovens, seguro de renda em períodos de crise e referências de preço que considerem os custos regionais de produção.

A quarta prioridade é a modernização das indústrias regionais. A Apil propõe linhas de crédito para equipamentos, automação, eficiência energética, tratamento de efluentes e adequação sanitária, além de bônus de modernização industrial e apoio a programas de certificação de origem e qualidade para queijos e derivados regionais. A entidade também defende estímulo à inovação, às exportações e à participação das indústrias em feiras e mercados internacionais. Na avaliação apresentada na agenda, o conjunto das medidas pode contribuir para reorganizar dívidas, preservar o crédito, reduzir a saída de produtores da atividade e melhorar a relação entre os diferentes elos da cadeia.

O documento entregue aos candidatos solicita ainda apoio público às propostas, incorporação das medidas aos planos de mandato e manutenção de um canal permanente de diálogo com produtores, indústrias e entidades representativas da cadeia leiteira.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

10/09/2026 0 Comentários 116 Visualizações
Business

Como os leilões estão transformando a experiência de compra: da pista para uma verdadeira “sala de cinema”

Por Ester Ellwanger 05/09/2026
Por Ester Ellwanger

Foi-se o tempo em que os leilões de genética eram momentos voltados apenas à comercialização de animais. Em um mercado cada vez mais competitivo, criadores e leiloeiras buscam novas maneiras de atrair, conquistar e fidelizar compradores, transformando o remate em uma verdadeira experiência de compra e relacionamento.

Após grandes exposições, como a Expointer, chega o momento de transformar os resultados da temporada de julgamentos em negócios. Em Santana do Livramento, o Leilão Parceria Genética, promovido pelas cabanhas La Coxilha e Sossego, aposta, nesta edição, em uma temática inspirada em grandes sucessos do cinema.

A proposta vai além da identidade visual. A ideia é transportar o público para uma première, na qual os animais assumem o papel de protagonistas e a genética permanece no centro do espetáculo.

“Hoje, o remate vai muito além da comercialização. O mercado está mais competitivo e precisamos criar uma experiência que aproxime o comprador do nosso trabalho. Todo o ambiente é pensado para valorizar o que é principal: o gado e a genética, mas também para fazer com que o cliente se sinta parte daquele momento”, afirma o produtor Gabriel Barros, da cabanha La Coxilha.

A transformação do remate em experiência de compra acompanha uma mudança na própria relação entre criadores e investidores. Em vez de concentrar a comunicação apenas nos animais que serão ofertados, os eventos passam a trabalhar também elementos capazes de criar expectativa e envolvimento antes mesmo do início dos lances. “No fim, mais do que vender, buscamos criar relacionamento, identificação com a marca e fazer com que ele queira voltar no próximo ano”, reforça Barros.

Serviço:

O Leilão Parceria Genética
  • Quando: 1º de outubro, a partir das 19h
  • Local: Sindicato Rural de Santana do Livramento
  • Animais: 400 fêmeas e 50 machos Angus e Brangus
  • Realização: Knorr Leilões e Tellechea & Bastos

Foto: Gabriel Olivera /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

05/09/2026 0 Comentários 70 Visualizações
Business

Hub Agro discute sustentabilidade, inovação e presença feminina no campo

Por Ester Ellwanger 04/09/2026
Por Ester Ellwanger

O Hub Agro, espaço que a prefeitura de Esteio e a Universidade Feevale mantêm no Parque de Exposições Assis Brasil, segue com a sua programação voltada à tecnologia, pesquisa e desenvolvimento voltados ao agro, durante a Expointer.

Nesta sexta-feira, 4 de setembro, a programação da Instituição segue com lançamentos de iniciativas para o agro, um painel sobre o papel das mulheres na inovação no campo e uma atividade sobre gestão e comunicação.

Programação

  • 10h30min: Início do Programa de Inovação Aberta no Agro – Feevale
  • 14h: Quem está transformando o agro? O papel da mulher na inovação do campo, com Martha Santos Louzada, presidente da Comissão das Mulheres do Agro do Sindicato Rural de Alegrete e coordenadora adjunta da Comissão das Mulheres do Agro da Farsul; e Desireé Hastenpflug Möller, presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu)
  • 15h: Preparar a propriedade: as atividades-meio que sustentam o resultado, com Claudinei Baldissera, presidente da Emater/Ascar-RS; Guilherme Monks, da MZ Advogados; Gabriele Lisboa de Souza, da NortCont; Nanda Fersula, Instituto Sigales; Daniel Bahr e Gabriel Bahr, case Carnes Alemão/Fazenda Cristal. A mediação será de Christian Lemos, da Wyse Conexão, e Mateus Rocha, diretor técnico da Emater/Ascar-RS.
     

Projeto de extensão lança cartilha

Ainda nesta sexta-feira, 4 de setembro, às 15h, o projeto de extensão da Universidade Feevale Combate e Prevenção ao Mosquito Aedes aegypti, juntamente com acadêmicos do curso de Medicina Veterinária, irá lançar uma cartilha de prevenção à dengue no meio rural. De acordo com a líder do projeto, professora Natalia Aparecida Soares, a ação originou-se de um trabalho de curricularização da extensão, com o objetivo promover a conscientização sobre a dengue e reforçar a importância da prevenção e do combate ao mosquito vetor. O lançamento ocorre no Espaço Emater/Ascar-RS.

 Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

04/09/2026 0 Comentários 97 Visualizações
Business

Ascribu homenageia quatro criadores ligados à história da bubalinocultura gaúcha

Por Ester Ellwanger 04/09/2026
Por Ester Ellwanger

A Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) homenageou quatro criadores na noite de quarta-feira, 02de setembro, durante a Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil. A cerimônia realizada na Casa do Búfalo reconheceu Eduardo Aydos e Tális Mariante Celeste e prestou homenagens póstumas a Marcos Oberdan Bottega e Nelson Perez Garcia, que faleceram neste ano.

Bottega e Garcia foram lembrados pela dedicação à bubalinocultura e pela contribuição deixada à atividade no Rio Grande do Sul. A homenagem contou com a presença de familiares dos dois criadores, além de produtores e pessoas ligadas à cadeia, que acompanharam as lembranças sobre suas trajetórias e a participação de ambos na criação de búfalos no estado.

Homenageados

Entre os homenageados, Eduardo Aydos relacionou sua trajetória na atividade à busca por uma vida mais próxima da natureza e à continuidade desse vínculo dentro da família. “Encontrei no búfalo e na vida em um sítio esse sonho realizado, um sonho que se transmitiu aos meus filhos. Tenho uma família que realmente é o sonho que tive realizado”, afirmou Aydos.

O criador também destacou que os filhos seguiram caminhos profissionais relacionados, de diferentes formas, ao meio ambiente e à preservação. Para ele, essa continuidade permitiu conciliar a formação profissional com a ligação construída pela família com o campo e a natureza.

Tális Mariante Celeste recebeu a homenagem após uma trajetória de décadas ligada à exposição e divulgação dos búfalos. “Eu me sinto muito lisonjeado, porque alguém reconhece que fiz um trabalho durante muitos e muitos anos. Só aqui na Expointer, fui expositor por mais de 30 anos, além de participar de exposições em outras cidades do Brasil”, relatou Celeste.

Ao recordar esse período, o criador também citou o trabalho necessário para levar os animais às exposições e participar dos julgamentos. Ele cumprimentou os atuais expositores pelo esforço de preparação nas propriedades, transporte e apresentação dos exemplares em pista.

Celeste ainda avaliou que a bubalinocultura tem espaço para ampliar a presença na Expointer e no Rio Grande do Sul. Na avaliação do homenageado, a atuação da presidente da Ascribu, Desireé Möller, primeira mulher a ocupar o cargo na entidade, e o trabalho dos expositores podem contribuir para aumentar a participação de animais e criadores nas próximas edições.

Foto: Tamires de Moraes/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

04/09/2026 0 Comentários 72 Visualizações
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