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agronegócio

Business

Nova gestão da Associação Riograndense de Floricultura toma posse

Por Ester Ellwanger 05/08/2026
Por Ester Ellwanger

A nova gestão da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori) começou, no dia 4 de agosto, colocando em prática uma das propostas para os próximos dois anos: aproximar a entidade dos associados e estimular a troca de experiências entre quem atua no setor. A primeira ação aconteceu na Casa da Flor, em Dois Irmãos, que recebeu a Assembleia Geral Ordinária de Eleição e Posse da nova diretoria.

A chapa única foi eleita por unanimidade pelos associados para comandar a Aflori no biênio 2026-2028. A presidência passa a ser exercida por Luiza Alves de Assis, 28 anos, da Casa da Flor, de Dois Irmãos. Empresária do setor, advogada e secretária da Aflori na gestão 2024-2026, Luiza é a mais jovem mulher a assumir a presidência da entidade em seus 32 anos de história.

Na vice-presidência, assume Francisco Steffens, 46 anos, da Jardins da Aldeia, de Gravataí. Empresário há 20 anos, administrador e integrante do Conselho Deliberativo na gestão anterior, ele passa a integrar a Diretoria Executiva da associação.

Após a aprovação da chapa única, Luiza falou sobre o desafio de assumir a entidade e o compromisso de trabalhar pelos diferentes segmentos representados pela Aflori.

“A confiança de todo mundo é um grande desafio para mim, a mais nova eu acho, de todos os presentes e talvez de todos os associados da Aflori. Conduzir com toda a minha dedicação, com todo o meu empenho, visando sempre buscar melhorias para todos do setor. Não só para a floricultura, mas a gente tem associados de diferentes ramos. Então é isso que nós vamos buscar juntos”, declarou Luiza, após ser eleita.

 

Visita técnica

Os associados ainda participaram da visita técnica à Casa da Flor, onde o proprietário Luiz Otávio Rodrigues de Assis, apresentou a estrutura da produção de mudas.  A atividade também proporcionou um momento de troca entre os participantes e permitiu conhecer um pouco mais da realidade da empresa associada.

 

A iniciativa deve se repetir ao longo da nova gestão. O próximo encontro está previsto para novembro, em Porto Alegre, nas empresas dos associados Aurélio Klein e Walter Luis Winge.

Entre as prioridades da gestão 2026-2028 estão ações de qualificação, como cursos, palestras e oficinas; o fortalecimento da representatividade institucional; a ampliação da visibilidade da floricultura gaúcha; a participação em eventos estratégicos; e a busca de novas parcerias para o desenvolvimento do setor. As primeiras ações da nova diretoria já ocorrem neste mês, com a participação da AFLORI na Expointer, em Esteio.

Ainda durante o encontro, além da eleição, foram destacados outros assuntos, como a participação da Aflori na Feira das Flores, de Ivoti, e demandas que influenciam diretamente o trabalho dos produtores do setor.

Gestão 2026-2028

Diretoria Executiva
  • Luiza Alves de Assis – presidente
  • Francisco Steffens – vice-presidente
  • Walter Luis Winge – diretor-secretário
  • Christine Hesse Gross – diretora-tesoureira
  • Diretores de Núcleos: Mauro Luis Schwertner (Atacado); Nereu Augusto Streck (Ensino, Pesquisa e Extensão); Jair Henrique Calsing (Produção); Aurélio Klein (Varejo) e Sandro Sander (Paisagismo)
Conselho Fiscal
  • Titulares: Luis Otávio Rodrigues de Assis, Pedro Jacir Holdefer e Valdecir Ferrari
  • Suplentes: Gabriel Riffel e Luis Rodrigo Fell
Conselho Deliberativo

Carlo Lazzeri, Cassio Brufatto, Clarice B. da Cunha Simm, Márcia Oliveira Karam, Marcia Licodiedoff, Paulo Rogério Schmitt Andriola, Rafael de Souza, Valdenir Rodrigues de Oliveira e Yuuki Ban.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

05/08/2026 0 Comentários 25 Visualizações
Cidades

Empreendedora de Novo Hamburgo visita prefeitura após reconhecimento nacional por inovação no agro

Por Ester Ellwanger 04/08/2026
Por Ester Ellwanger

Na tarde desta segunda-feira, 3 de agosto, o prefeito Gustavo Finck recebeu, na prefeitura de Novo Hamburgo, a empreendedora hamburguense Fabiane Kuhn, que aos 29 anos é reconhecida nacionalmente por desenvolver uma tecnologia que monitora a umidade do solo e auxilia produtores rurais a economizar água e energia, aumentando a produtividade.

Integração nas listas

Em julho de 2026, Fabiane passou a integrar a lista “101 Brasileiros que Constroem o Futuro”, publicada pelo jornal O Globo. Ela também integrou a lista Forbes Under 30, em 2025, e foi reconhecida, no mesmo ano, com o Prêmio MIT Innovators Under 35, na categoria ESG.

Moradora do bairro Operário, Fabiane é egressa da rede pública de ensino e conta, com orgulho, que sua mãe era faxineira e seu pai trabalhava carregando pedras. A empreendedora foi aluna da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Cecília Meireles, antes do Colégio Estadual Vila Becker.

Sua trajetória na ciência começou ainda como estudante da Fundação Liberato, onde apresentou, em 2015, o primeiro protótipo do equipamento durante a Mostratec, realizada na Fenac. A experiência foi o ponto de partida para a criação da startup Raks Tecnologia Agrícola, empresa da qual é fundadora e CEO.

“Feiras como essa são importantes porque mostram aos jovens que seus questionamentos podem gerar conclusões, novos insights e colocá-los como protagonistas. A gente aprende a aprender”, destaca Fabiane.

O encontro

Durante o encontro, o prefeito ressaltou o orgulho que a trajetória da empreendedora representa para Novo Hamburgo e reforçou o compromisso da Administração Municipal com o incentivo à inovação.

“Fabiane é um orgulho hamburguense. Estamos trabalhando para fomentar a inovação e manter nossas mentes brilhantes no Município dentro de um projeto de cidade inteligente”, afirmou o prefeito Gustavo Finck.

Recentemente, a Administração Municipal lançou o Programa Sandbox, que permite testar tecnologias, produtos e novos modelos de serviços em ambiente real antes de sua implementação em maior escala, beneficiando tanto os empreendedores quanto à população.

A prefeitura também incentiva a iniciação científica desde a educação básica. Por meio da Secretaria Municipal de Educação (Smed), realiza anualmente a Feira Municipal de Iniciação Científica e Tecnológica de Novo Hamburgo (Femitec). Neste ano, o evento ocorrerá entre os dias 17 e 19 de setembro, com o objetivo de promover e socializar o ensino por meio da pesquisa na Rede Municipal de Ensino.

Além disso, o município é um dos apoiadores da Mostratec, promovida pela Fundação Liberato, que será realizada entre os dias 26 e 30 de outubro de 2026.

Foto: Thiago Dorscheid/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

04/08/2026 0 Comentários 27 Visualizações
Projetos especiais

Gramado abre inscrições para visitas técnicas à Expointer 2026

Por Jonathan da Silva 04/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Gramado abriu inscrições para visitas técnicas gratuitas à Expointer 2026, voltadas a agricultores e produtores de agroindústrias do município. Promovida pela Secretaria da Agricultura, a iniciativa levará os participantes ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, nos dias 2, 3 e 4 de setembro. A ação busca aproximar os produtores das principais inovações, tecnologias, tendências de mercado e oportunidades de negócios apresentadas durante a maior feira de agronegócio da América Latina.

As viagens técnicas terão transporte gratuito, com saída do Expogramado às 6h e retorno no mesmo dia. A iniciativa é realizada em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Sindicato Rural.

Objetivo da iniciativa

De acordo com o secretário da Agricultura de Gramado, Eliezer Lima, a participação na feira pretende incentivar a qualificação dos produtores locais e ampliar o acesso às novidades do setor. “A ação visa motivar e inspirar nossos produtores locais a aprimorarem seus negócios, além de mantê-los atualizados com as principais novidades e inovações do setor agrícola”, ressaltou o titular da pasta.

Inscrições

As vagas são destinadas exclusivamente a agricultores e produtores rurais de Gramado. As inscrições podem ser realizadas até o dia 15 de agosto por meio de formulário eletrônico ou presencialmente na Secretaria da Agricultura, localizada na Rua Josias Martinho, nº 380, no bairro Moura. Mais detalhes podem ser obtidos diretamente com a Secretaria da Agricultura pelo WhatsApp (54) 99693-1913.

Foto: Acervo/Seapdr/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2026 0 Comentários 53 Visualizações
Variedades

ABCCC abre credenciamento de imprensa para a Expointer 2026

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) abriu o credenciamento de profissionais de imprensa para a cobertura das atividades da Arena do Cavalo Crioulo durante a 49ª Expointer, que será realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O cadastro é destinado a jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas interessados em acompanhar as finais do Freio de Ouro 2026, da Morfologia e da 3ª Supercopa Jovem. O objetivo é organizar o acesso às áreas de cobertura das provas da raça Crioula durante o evento.

Os profissionais devem realizar o cadastro por meio de formulário online até o dia 17 de agosto. A confirmação será encaminhada individualmente por e-mail pela equipe de Comunicação da ABCCC, e somente após esse retorno o credenciamento será considerado efetivado.

Entrega das credenciais

As credenciais aprovadas estarão disponíveis para retirada a partir de 26 de agosto no escritório da ABCCC, localizado no Parque de Exposições Assis Brasil. A entrega será realizada mediante apresentação de documento de identificação e/ou crachá da empresa de comunicação, nos horários das 9h às 12h e das 14h às 17h.

A entidade ressalta que o credenciamento é válido exclusivamente para o acesso às áreas de cobertura das provas do Cavalo Crioulo, não substituindo o ingresso ou o credenciamento geral necessário para entrada na Expointer.

Programação da Arena do Cavalo Crioulo

A programação da Arena do Cavalo Crioulo terá início com a Morfologia, marcada para os dias 28 a 30 de agosto. Na sequência, entre 1º e 5 de setembro, será realizada a final do Freio de Ouro 2026.

Também entre os dias 2 e 5 de setembro ocorrerá a 3ª Supercopa Jovem, que encerra a programação da raça Crioula durante a 49ª Expointer.

Foto: Joel Vargas/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 42 Visualizações
Política

Falta de aviso sobre seguro agrícola pode gerar indenização ao produtor

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A instituição financeira que deixa de contratar, sem aviso prévio, um seguro agrícola que vinha sendo emitido automaticamente em financiamentos anteriores pode ser responsabilizada pelos prejuízos sofridos pelo produtor rural em caso de perda da safra. O entendimento foi destacado pelo advogado da HBS Advogados, Roberto Bastos Ghigino, com base em análise recente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). Segundo o especialista, a responsabilização depende da comprovação do histórico das apólices, da omissão do banco e do prejuízo causado pela ausência da cobertura.

De acordo com Ghigino, o entendimento se aplica a situações em que a instituição financeira contratou o seguro agrícola de forma automática ao longo de sucessivos financiamentos, lançando os prêmios em conta-corrente e administrando as apólices. Nesse contexto, a repetição do procedimento cria a expectativa de que os contratos seguintes também contarão com a mesma proteção.

Mudança de procedimento

O advogado explica que o caso não se confunde com a prática de venda casada, proibida pela legislação. Segundo o especialista, obrigar o cliente a contratar um seguro para obter crédito é ilegal. A situação analisada envolve uma rotina estabelecida pela própria instituição financeira, que passa a integrar a relação contratual com o produtor ao longo dos anos.

Para Ghigino, a alteração desse procedimento exige comunicação clara ao cliente. “A boa-fé objetiva impõe aos contratantes deveres anexos de conduta, entre os quais destacam-se a lealdade, a cooperação, a transparência e a proteção mútua”, afirma o advogado.

O especialista ressalta que o problema ocorre quando a instituição deixa de emitir a apólice em um novo financiamento sem informar previamente o mutuário, impedindo que ele busque outra cobertura no mercado. “O ponto crítico desse entendimento manifesta-se quando a instituição financeira rompe unilateralmente com essa prática de anos, deixando de formalizar o seguro na operação de crédito subsequente sem emitir qualquer aviso prévio, tampouco oportunizando ao produtor rural a busca por cobertura alternativa no mercado de seguros”, explica Ghigino.

Comprovação do prejuízo

Conforme o advogado, caso a lavoura financiada sofra perdas e a safra seja frustrada, o produtor deverá demonstrar a relação entre a ausência da cobertura securitária e o prejuízo financeiro. Se essa ligação for comprovada, a omissão da instituição poderá caracterizar falha na prestação do serviço e gerar o dever de indenizar.

Ghigino afirma que, nessas situações, a instituição financeira passa a assumir os riscos decorrentes da interrupção da cobertura. “Assume integralmente o risco decorrente da descontinuidade da cobertura securitária”, observa o especialista.

Entendimento do TJRS

Segundo o advogado, a indenização deve corresponder ao valor que o produtor teria recebido caso a apólice vinculada ao financiamento estivesse regularmente contratada. Para isso, é necessário comprovar o histórico de contratação do seguro, a omissão da instituição financeira e o prejuízo sofrido pelo produtor.

Ghigino cita uma análise recente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul sobre um caso com essas características. Conforme o entendimento, a contratação automática e reiterada do seguro agrícola pode criar a expectativa legítima de continuidade da proteção, e a ausência de comunicação sobre a interrupção da prática pode gerar o dever de indenizar.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 39 Visualizações
Variedades

Ciclo de Conscientização reúne mais de mil participantes nos primeiros seminários no sul

Por Jonathan da Silva 31/07/2026
Por Jonathan da Silva

Os três primeiros seminários da 16ª edição do Ciclo de Conscientização sobre Saúde e Segurança do Produtor e Proteção da Criança e do Adolescente reuniram mais de mil participantes entre os dias 28 e 30 de julho nos municípios de Cruz Machado e São Mateus do Sul, no Paraná, e Bela Vista do Toldo, em Santa Catarina. Promovida pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a iniciativa é voltada a produtores de tabaco, lideranças regionais, agentes de saúde, diretores de escolas e conselheiros tutelares, com o objetivo de disseminar informações sobre saúde, segurança no trabalho e proteção de crianças e adolescentes.

O primeiro encontro, realizado em Cruz Machado-PR, reuniu cerca de 300 pessoas. Em São Mateus do Sul-PR, participaram aproximadamente 380 pessoas, enquanto o seminário de Bela Vista do Toldo-SC contou com 330 participantes.

Próximas etapas

A programação da temporada de 2026 terá continuidade nos dias 12 e 13 de agosto, nos municípios gaúchos de Vera Cruz e Amaral Ferrador. O encerramento da 16ª edição está marcado para 20 de agosto, em Orleans, Santa Catarina.

Neste ano, os seminários adotaram um formato semelhante ao de um programa de auditório. Durante os encontros, especialistas e representantes das entidades organizadoras abordam temas relacionados à cadeia produtiva do tabaco, com foco na saúde e segurança do produtor e na proteção da criança e do adolescente.

Temas debatidos

O assessor de Diretoria do SindiTabaco, Carlos Alberto Sehn, falou sobre o Sistema Integrado de Produção de Tabaco, as boas práticas voltadas à sustentabilidade e à qualidade da produção, o papel das indústrias no combate ao trabalho infantil e as perspectivas para a cadeia produtiva.

Já o tesoureiro da Afubra, Fabrício Murini, abordou os cuidados com a saúde e a segurança nas propriedades rurais, a utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), as ações de educação ambiental promovidas pela entidade e a importância da gestão da propriedade para enfrentar os desafios da atividade agrícola.

A programação também contou com a exibição de trechos do vídeo “O Mundo do Dr. Niko Tino”, sobre saúde e segurança, além de uma entrevista online com a doutora Ana Paula Motta Costa sobre a legislação relacionada ao trabalho infantil.

Participação das autoridades

Os seminários contaram com a presença de autoridades municipais e regionais. Participaram das programações o prefeito de Cruz Machado, Carlos Nowak (UNIÃO), o prefeito de Bela Vista do Toldo, Francisco Carlos Schiessl (MDB), e a prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Garcia Saldanha (PSD). Durante os encontros, eles destacaram a importância da adoção de medidas de proteção pelos produtores rurais e da permanência de crianças e adolescentes na escola.

Realizado desde 2009

Realizado anualmente desde 2009, o Ciclo de Conscientização já promoveu ações em mais de 70 municípios, alcançando diretamente cerca de 39 mil produtores rurais das regiões produtoras de tabaco.

Durante os eventos, são reforçadas orientações presentes na cartilha distribuída aos produtores integrados, entre elas que apenas adultos podem manejar e aplicar defensivos agrícolas utilizando os EPIs recomendados; que a colheita do tabaco deve ser realizada com vestimenta específica e em condições climáticas adequadas; que o trabalho na cultura do tabaco é permitido somente para maiores de 18 anos; e que crianças e adolescentes devem frequentar a escola.

Foto: Banco de Imagens/SintiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/07/2026 0 Comentários 59 Visualizações
Business

Certificação da lã gaúcha alcança quase 600 mil quilos em quatro safras

Por Ester Ellwanger 31/07/2026
Por Ester Ellwanger

A certificação da lã gaúcha alcançou quase 600 mil quilos em quatro safras desde o início do programa conduzido pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira, 30 de julho, durante o 3º Dia da Lã, realizado na sede do Sindicato Rural de Sant’Ana do Livramento.

Na abertura, o presidente da Arco, Edemundo Gressler, afirmou que a cadeia iniciou uma nova etapa após um período no qual a lã perdeu participação na renda das propriedades. Segundo ele, a certificação acrescenta critérios técnicos ao conhecimento acumulado por gerações de criadores na seleção para peso, brancura dos velos e qualidade das fibras. “A lã pagava as contas e, depois, deixou de pagar. Passamos por um período de muita timidez, até percebermos que algo precisava ser feito”, afirmou Gressler. O presidente também informou que o Rio Grande do Sul concentra mais de 90% da lã brasileira com valor têxtil e defendeu o avanço na identificação, na qualificação e na apresentação dos lotes.

 

Primeira Palestra

A primeira palestra técnica abordou o mercado mundial da lã. O responsável pelo Departamento de Lãs da Zambrano & Cia e presidente da União de Consignatários e Rematadores de Lã do Uruguai, Santiago Onande, analisou a oferta, a demanda e os preços nos últimos dez anos. Depois das cotações elevadas entre 2017 e 2018, o mercado foi afetado pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, pela pandemia, pela inflação, pelos juros altos e pelos conflitos internacionais. A retração do consumo provocou o acúmulo de estoques em propriedades e empresas exportadoras de diferentes países.

Entre 2020 e 2025, a procura permaneceu baixa e seletiva, com períodos nos quais os valores não cobriam os custos da tosquia. A indústria absorveu gradualmente os volumes armazenados, enquanto a redução dos rebanhos ovinos diminuiu a oferta mundial. Onande afirmou que 2026 apresenta estoques menores e demanda por diferentes categorias. “Hoje existe uma procura muito ativa por todas as lãs colocadas à venda, o que alcança produtores de diferentes raças e tipos de fibra”, relatou.

A menor disponibilidade está relacionada aos anos de baixa remuneração, à concorrência com outras atividades e à falta de mão de obra especializada. No Uruguai, os preços mais altos da carne também levaram produtores a reduzir os plantéis.

Segunda palestra

Na sequência, o gerente da barraca da Estancias Puppo S.A., Gonzalo Durán, e o gerente de certificações da empresa, José Luiz Trifloguio, trataram do recebimento da lã pela indústria uruguaia. A apresentação abordou classificação, acondicionamento, identificação dos lotes e exigências para a compra da matéria-prima.

Os cinco anos do Programa de Certificação da Lã Gaúcha foram apresentados pelo coordenador do trabalho, Sergio Muñoz, e pelo zootecnista e técnico da Arco na parceria com o Fundovinos, Leonardo Santos Farion. Muñoz lembrou que a iniciativa começou durante um dos períodos mais difíceis para a comercialização da fibra. “No início do programa, não tínhamos números para apresentar. Tínhamos um futuro a ser trabalhado. Hoje já temos uma realidade, embora ainda exista muito a fazer”, disse Muñoz.

Farion concentrou a maior parte da apresentação nos resultados técnicos e econômicos. A safra 2022/23 teve 120.130 quilos certificados. O volume passou para 190.661 quilos em 2023/24, ficou em 139.116 quilos em 2024/25 e chegou a 121.523 quilos em 2025/26.

Juntos, os quatro ciclos levaram o programa a quase 600 mil quilos de lã acondicionada. Farion avaliou que o total ainda representa uma parcela reduzida do potencial gaúcho, principalmente entre produtores que comercializam a fibra sem conhecer a finura, o rendimento ao lavado e a composição dos lotes. “Se não conhecermos a finura, o rendimento e a qualidade da lã, não temos como formar o preço. Muitos produtores ainda estão deixando dinheiro na propriedade por não medir e classificar o produto”, afirmou.

Os valores de referência apresentados variaram conforme a micronagem, medida que indica a espessura da fibra. As cotações foram de US$ 10 por quilo para lãs de 18 micra, US$ 8,50 para 20 micra, US$ 6,50 para 22 micra, US$ 5 para 24 micra, US$ 2,60 para 28 micra e US$ 2,40 para 31 micra, antes dos custos de frete e comercialização. Para Farion, a medição e a separação dos lotes interferem diretamente na remuneração. “A certificação converte precisão técnica em dólares. Quando o produtor conhece o produto, consegue negociar com dados e agregar valor ao mesmo rebanho”, explicou.

Dados apresentados durante a palestra indicaram que propriedades certificadas registraram, em 2024, aumento de 52,8% no valor líquido da lã e de 65,1% na receita por ovelha em relação ao ano anterior. Os resultados consideraram o acondicionamento, a análise laboratorial e a comercialização de lotes identificados.

Entre os próximos desafios estão ampliar a presença da lã certificada nos mercados interno e externo, aumentar a adesão de produtores e qualificar mais mão de obra especializada, especialmente nas comparsas. O programa também prevê capacitação integrada dos profissionais e a segunda edição do Manual de Normas de Acondicionamento, elaborado em parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Arco.

 

Apresentação

Após a apresentação, os produtores Fernando G. Martins, Edegar Faria e Raul Matias Telesca relataram experiências de comercialização dentro dos critérios da certificação gaúcha. Os depoimentos trataram das mudanças no preparo dos lotes, na negociação e nos valores recebidos.

 

Mesa redonda

Durante a mesa-redonda sobre a indústria brasileira, o mercado e as projeções, Gressler chamou atenção para a redução da oferta de ovinos e para os efeitos dos cruzamentos industriais voltados à produção de cordeiros. Segundo ele, a substituição de matrizes de raças laneiras pode comprometer, no futuro, a disponibilidade de lã qualificada no estado. “Lã e carne não são excludentes, mas precisamos olhar para o risco de substituir matrizes laneiras e nos afastar de um produto de qualidade que o Rio Grande do Sul já produz”, afirmou. Para o presidente, produtores, entidades e indústria precisam discutir formas de atender à demanda por carne sem perder o potencial têxtil dos rebanhos.

A programação foi encerrada com uma mesa-redonda sobre a participação das instituições e as perspectivas para a continuidade da certificação. O debate tratou da ampliação do programa e da articulação entre produtores, entidades e empresas. O 3º Dia da Lã foi uma ação do Termo de Fomento FPE 2787/2024.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

31/07/2026 0 Comentários 59 Visualizações
Variedades

Indicadores econômicos apontam rentabilidade na pecuária de corte

Por Jonathan da Silva 30/07/2026
Por Jonathan da Silva

Indicadores como produtividade, faturamento, custos, margem operacional e retorno sobre o investimento (ROI) são determinantes para avaliar se uma propriedade de pecuária de corte gera valor econômico, segundo a SIA. A orientação é que esses dados sejam analisados em conjunto com os indicadores técnicos, como ganho médio diário, taxa de prenhez, lotação e idade ao abate, para medir não apenas o desempenho produtivo, mas também a rentabilidade da atividade.

De acordo com o diretor técnico da SIA, Armindo Barth Neto, a gestão da propriedade deve diferenciar os indicadores voltados à condução da produção daqueles que medem o desempenho econômico do negócio. “Os indicadores técnicos mostram se a fazenda está seguindo o caminho planejado, mas não garantem que a atividade esteja criando valor. Essa resposta aparece quando produtividade, faturamento, custos, margem e retorno são avaliados em conjunto”, explica Barth Neto.

Entre os indicadores técnicos utilizados na condução da atividade estão ganho médio diário, taxas de prenhez e desmame, lotação, desfrute, idade ao abate e mortalidade. Esses índices permitem acompanhar o desenvolvimento do rebanho, identificar falhas produtivas e orientar decisões relacionadas ao manejo, à nutrição e à reprodução.

Produtividade

A produtividade, medida em quilos ou arrobas de peso vivo produzidos por hectare ao ano, reúne os efeitos do manejo, da nutrição, da genética, da sanidade e do planejamento adotado na propriedade. Segundo Armindo Barth Neto, a avaliação do sistema deve considerar também a produção por área. “Um rebanho pode apresentar bom ganho de peso, mas isso precisa ser relacionado à quantidade produzida por hectare. A produtividade permite enxergar o sistema de forma mais ampla e comparar sua evolução ao longo do tempo”, observa o diretor técnico.

Retorno

O faturamento por hectare ao ano indica a receita obtida com a comercialização dos animais. Esse resultado deve ser comparado ao Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne despesas como suplementação, fertilizantes, sementes, medicamentos, mão de obra, combustível, manutenção e serviços terceirizados.

A diferença entre faturamento e COE corresponde à margem operacional, indicador que demonstra os recursos disponíveis para remunerar a estrutura da propriedade, realizar investimentos e gerar lucro. Já o retorno sobre o investimento (ROI) relaciona o resultado obtido ao capital empregado, permitindo comparar a pecuária com outras alternativas de aplicação de recursos.

Outro indicador utilizado é o resultado econômico por hectare ao ano, que mede o valor gerado pela atividade em determinada área e auxilia na comparação entre sistemas de produção e outras atividades agropecuárias.

Segundo Armindo Barth Neto, a análise integrada desses indicadores evita interpretações baseadas apenas na eficiência produtiva. “A pecuária de alta performance precisa produzir bem, controlar os desembolsos e remunerar o capital. Os indicadores técnicos orientam o trabalho, mas o objetivo final é gerar mais valor por hectare com rentabilidade”, conclui o diretor técnico.

Foto: Wirestock/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
30/07/2026 0 Comentários 59 Visualizações
Variedades

Preços e oferta crescem no mercado de bovinos e cavalos Crioulos

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Trajano Silva Remates encerrou o primeiro semestre de 2026 com aumento no volume de negócios e preços médios superiores aos registrados no mesmo período de 2025 nos mercados de bovinos de corte e cavalos Crioulos. A empresa atribui o desempenho à valorização dos bovinos de corte e ao aquecimento das negociações envolvendo a raça Crioula. Segundo a avaliação da leiloeira, a maior oferta de animais e o crescimento da agenda de leilões não pressionaram as cotações, mantendo um cenário considerado favorável para o setor.

De acordo com o diretor e leiloeiro da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, os bovinos de corte registraram evolução nas cotações ao longo dos seis primeiros meses do ano. No segmento de cavalos Crioulos, além da comercialização de um número maior de animais em relação ao primeiro semestre de 2025, os preços médios também apresentaram crescimento. Segundo Silva, o aumento da oferta de animais não provocou queda nos valores praticados. “Pelo contrário, os preços médios permaneceram ligeiramente acima dos registrados no ano anterior. O número de leilões realizados também cresceu, contribuindo para um faturamento superior ao obtido no mesmo intervalo de 2025”, observa o especialista.

Perspectivas para a primavera

A expectativa da empresa é de manutenção do ritmo positivo no segundo semestre, especialmente durante a temporada de leilões de primavera. “O cenário econômico e as perspectivas do mercado global indicam um ambiente favorável para os negócios. A expectativa é de que os tradicionais leilões de primavera concentrem forte demanda e movimentem valores expressivos”, projeta Marcelo Silva.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 51 Visualizações
Política

Projeto de lei propõe fortalecer cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou do protocolo oficial do Projeto de Lei nº 259/2026, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na quinta-feira (23). De autoria do deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP), a proposta institui a Política Estadual de Fortalecimento da Fumicultura e de Incentivo à Agregação de Valor à Cadeia Produtiva do Tabaco. O objetivo é estimular investimentos, inovação e novas oportunidades para a cadeia produtiva por meio da industrialização da nicotina natural produzida no estado.

O ato de protocolo reuniu parlamentares, lideranças do setor produtivo, representantes das empresas associadas ao SindiTabaco e entidades representativas dos produtores de tabaco. O projeto também recebeu a assinatura de outros 12 deputados estaduais.

Medidas previstas

Entre as diretrizes previstas no projeto está o incentivo à extração e à industrialização da nicotina natural obtida das folhas de tabaco cultivadas no Rio Grande do Sul, com foco na agregação de valor à produção local. A proposta também prevê a proibição da comercialização de produtos que contenham nicotina sintética no estado, medida que, segundo o texto, busca fortalecer a competitividade da cadeia produtiva baseada na matéria-prima produzida pelos fumicultores gaúchos.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, afirmou que a proposta busca preparar o setor para as mudanças do mercado. “Temos uma produção nacional estável e que tem sido anualmente direcionada para mais de 120 países. Mas é importante nos prepararmos para o futuro e para as transformações do mercado mundial. Pensar em novas aplicações para a matéria-prima, aproveitando as plantas industriais já instaladas, pode ampliar as oportunidades para todo o setor. O futuro da cadeia produtiva do tabaco no Brasil passa pela capacidade de inovar e agregar valor à produção, que já é reconhecida mundialmente por sua qualidade e pelas boas práticas implementadas”, destacou Thesing.

Cadeia produtiva

Segundo o SindiTabaco, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de tabaco do Brasil. Na safra 2025/2026, a atividade esteve presente em 206 municípios gaúchos, envolvendo cerca de 69 mil famílias produtoras. Desenvolvida predominantemente por agricultores familiares, a produção é apontada como uma das principais atividades econômicas do estado.

A entidade informa ainda que o Rio Grande do Sul lidera as exportações brasileiras de tabaco. Em 2025, quase 90% dos embarques do produto foram realizados pelo Porto de Rio Grande.

Foto: Di Fontoura/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 64 Visualizações
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