Trigo entra em fases sensíveis sob risco de oscilações climáticas

Elicit Plant Brasil avalia que lavouras se desenvolvem dentro do esperado, mas frio, seca e excesso de chuva exigem manejo preventivo

Por Gabrielle Pacheco

A safra de trigo começou com boas perspectivas em parte das regiões produtoras, mas o desempenho final ainda dependerá do comportamento climático ao longo do ciclo. A avaliação da Elicit Plant Brasil é de que as lavouras apresentam desenvolvimento dentro do esperado na maioria das áreas, embora a variabilidade do clima já mantenha o setor em atenção.

O diretor de marketing e produtos da Elicit Plant Brasil, Felipe Sulzbach, afirma que o trigo mantém papel estratégico nos sistemas de rotação e segue despertando interesse dos produtores. Ele observa, porém, que a cultura é sensível a oscilações ambientais em diferentes fases do ciclo. “Eventos como déficit hídrico, ondas de frio intenso, geadas em fases críticas e períodos prolongados de excesso de chuva podem comprometer o potencial produtivo”, afirma Sulzbach.

Segundo ele, o ponto de atenção não está apenas na ocorrência de eventos extremos, mas na frequência e na intensidade dessas variações. Esse cenário aumenta a busca por ferramentas que auxiliem a planta a manter equilíbrio fisiológico em condições adversas. “Vemos uma demanda cada vez maior por soluções que ajudem a planta a preservar seu desenvolvimento e sua capacidade produtiva mesmo em ambientes menos favoráveis”, diz Sulzbach.

Avaliações

As avaliações realizadas pela empresa em diferentes regiões e condições de cultivo indicam que um dos principais efeitos dos estresses abióticos no trigo está relacionado à redução da atividade fisiológica da planta. O termo se refere a impactos causados por fatores ambientais, como seca, frio, calor ou excesso de água, que podem alterar o crescimento e limitar a expressão do potencial produtivo da cultura.

Nas áreas acompanhadas com tecnologia da Elicit Plant, voltada ao fortalecimento da resposta fisiológica, a empresa observou maior uniformidade no desenvolvimento das lavouras e retomada mais rápida do crescimento após períodos de estresse. Para Sulzbach, esses resultados têm relação com a capacidade da planta de manter componentes ligados ao rendimento. “Isso se reflete em plantas mais equilibradas, com melhor manutenção do potencial reprodutivo e menor impacto sobre os componentes de rendimento”, explica.

Outro ponto observado nas avaliações é a estabilidade produtiva em ambientes sujeitos a oscilações climáticas. Conforme Sulzbach, os resultados estão alinhados com respostas obtidas em anos anteriores e indicam que o fortalecimento dos mecanismos naturais de adaptação da planta pode reduzir perdas associadas aos estresses abióticos. “Os produtores buscam cada vez mais previsibilidade. Fortalecer esses mecanismos contribui para aumentar a consistência dos resultados entre diferentes safras e ambientes de produção”, acrescenta.

 Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

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