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agronegócio

Variedades

Tecnologia pode gerar R$ 11 bilhões ao PIB agro

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a ampliação do uso da agricultura de precisão e de tecnologias digitais poderá acrescentar mais de R$ 11 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro e gerar mais de 400 mil empregos. A declaração foi feita nesta quinta-feira (16), durante a palestra de encerramento do 11º Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP) e da 17ª International Conference on Precision Agriculture (ICPA), realizados no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Os eventos reuniram pesquisadores, estudantes e profissionais do setor para discutir o uso de inteligência artificial, conectividade e dados na agricultura.

O ConBAP e a ICPA encerraram a programação com 845 participantes inscritos, entre eles cerca de 200 estrangeiros, além de 14 palestrantes. Ao longo dos encontros foram apresentadas 512 pesquisas, entre comunicações orais e pôsteres, por pesquisadores do Brasil e do exterior.

Durante a cerimônia de encerramento, a International Society of Precision Agriculture (ISPA) anunciou Davide Cammarano como presidente da entidade para o biênio 2026/2028. Em seguida, ocorreu a transição da diretoria da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), que passa a ser presidida por Christian Bredemeier no mesmo período. O então presidente da entidade, Márcio Albuquerque, agradeceu à ISPA pela realização da conferência no Brasil e destacou os dez anos de atuação da associação.

Inteligência artificial na agricultura

Na palestra de encerramento, Silvia Massruhá abordou o tema “Inteligência Artificial na Agricultura de Precisão e Digital”. A presidente da Embrapa afirmou que a combinação entre inteligência artificial, conectividade e uso estratégico de dados será determinante para tornar a agricultura brasileira mais preditiva, sustentável e inclusiva.

Pesquisadora da Embrapa há 36 anos, Silvia relembrou que, no início de sua trajetória, a aplicação das ciências exatas na agropecuária era questionada. Segundo a especialista, o avanço tecnológico consolidou as ferramentas digitais como um terceiro pilar do desenvolvimento agropecuário, ao lado da teoria e da experimentação.

Ao tratar da evolução do setor, a dirigente afirmou que os desafios atuais vão além da segurança alimentar. “Se, há cinco décadas, o principal desafio era garantir a segurança alimentar, hoje o foco está na construção de uma agricultura capaz de antecipar cenários, especialmente diante dos impactos das mudanças climáticas”, destacou Silvia.

Inclusão digital

Silvia Massruhá também ressaltou a importância da inclusão digital no meio rural. Segundo dados do projeto Semear Digital, desenvolvido pela Embrapa, 84% da população rural brasileira ainda não tem acesso às tecnologias digitais e, entre os produtores conectados, a maior parte utiliza a internet apenas para comunicação.

Para a presidente da Embrapa, superar esse cenário exige ampliar o conceito de conectividade. “Superar essa realidade exige o conceito de ‘conectividade significativa’, que vai além da infraestrutura de internet e inclui capacitação, gestão de dados e desenvolvimento de habilidades digitais”, destacou Silvia.

Impacto econômico

Durante a apresentação, Silvia afirmou que estudos indicam que a expansão da agricultura de precisão poderá acrescentar mais de R$ 11 bilhões ao PIB agro e criar mais de 400 mil postos de trabalho. A especialista observou que o Brasil possui cerca de cinco milhões de produtores rurais, dos quais 77% são pequenos e médios, o que reforça a necessidade de ampliar o acesso às tecnologias digitais.

A dirigente também apresentou indicadores sobre a atuação da Embrapa. Segundo a líder, a instituição mantém aproximadamente 4,3 mil projetos de pesquisa em andamento e, em 2025, cada real investido gerou retorno de R$ 27 para a sociedade. O chamado lucro social alcançou R$ 124 bilhões, equivalente a cerca de 20% do PIB agrícola brasileiro.

Silvia explicou ainda que a inteligência artificial já vem sendo aplicada em diferentes etapas da cadeia produtiva, incluindo previsão de produtividade, monitoramento de pragas e doenças, pecuária de precisão e sistemas de apoio à decisão. As iniciativas integram o programa “IA no Campo, para o Campo e pelo Campo”, desenvolvido pela Embrapa para ampliar o uso da inteligência artificial em uma agricultura sustentável, regenerativa, de baixo carbono e baseada em modelos preditivos.

Premiação

A programação de encerramento também contou com a entrega do Prêmio da ISPA: O futuro da Agricultura de Precisão e Digital para uma agricultura mais sustentável e rentável ao pesquisador Erik Lund, da Veris Technologies Inc. Após receber a honraria, o pesquisador apresentou seu trabalho aos participantes do congresso.

Foto: Retratte Fotografia/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 119 Visualizações
Política

Adiamento do CNPJ amplia prazo para adaptação de produtores rurais à Reforma Tributária

Por Jonathan da Silva 16/07/2026
Por Jonathan da Silva

A obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas foi adiada para 1º de janeiro de 2027. A mudança, que inicialmente entraria em vigor em 1º de julho de 2026, concede mais seis meses para que os produtores revisem seu enquadramento tributário e se preparem para as exigências da Reforma Tributária. Nesse período, poderão ser mantidos os atuais mecanismos de identificação fiscal para emissão de documentos, mas será necessário adaptar procedimentos relacionados ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

O sócio da Guapo Sucessão Familiar, Giuliano Vendrúsculo, afirma que o prazo adicional deve ser utilizado para avaliar o enquadramento tributário de cada propriedade e os impactos das novas regras. “Os produtores rurais devem se preparar com antecedência, avaliando seu enquadramento como contribuinte, o impacto da apuração do IBS e da CBS no fluxo de caixa e a adaptação dos sistemas de emissão de notas fiscais e escrituração”, afirma Vendrúsculo.

Segundo a legislação, produtores com receita bruta anual inferior a R$ 3,6 milhões não serão considerados contribuintes do IBS e da CBS, salvo se optarem pelo regime regular. Já aqueles com receita igual ou superior a esse valor deverão observar as regras aplicáveis aos contribuintes, incluindo a apuração dos novos tributos e a adequação dos documentos fiscais.

No caso dos produtores integrados, a condição de não contribuinte será aplicada aos fornecimentos realizados dentro do contrato de integração. Entretanto, eles poderão ser enquadrados como contribuintes do IBS e da CBS em operações realizadas fora dessa relação contratual.

Natureza cadastral

De acordo com Vendrúsculo, a inscrição no CNPJ terá finalidade exclusivamente cadastral e fiscal. “Essa exigência tem natureza exclusivamente cadastral e não altera a natureza jurídica do produtor, que permanece como pessoa física para os demais fins tributários, trabalhistas e previdenciários”, explica o empresário.

Mesmo com o número de CNPJ, os produtores continuarão classificados como pessoa física, identificados pelo código de natureza jurídica 412-0. O cadastro servirá para padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os documentos fiscais eletrônicos ao sistema da Reforma Tributária.

Impactos operacionais

A implantação das novas regras exigirá mudanças na emissão de notas fiscais, na escrituração das operações e na organização das informações contábeis. Os produtores também deverão avaliar os reflexos sobre o fluxo de caixa, atualizar os sistemas utilizados na propriedade e verificar a compatibilidade entre os cadastros federal e estadual.

A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS preveem disponibilizar, em novembro de 2026, um sistema simplificado para inscrição das pessoas físicas no CNPJ. Até a entrada em vigor da obrigatoriedade, em 1º de janeiro de 2027, os produtores poderão continuar utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal enquanto acompanham a publicação das orientações operacionais e a abertura dos ambientes de testes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2026 0 Comentários 78 Visualizações
Variedades

Câmara Setorial do Tabaco debate safra, exportações e desafios do mercado

Por Jonathan da Silva 16/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco realizou sua 80ª Reunião Ordinária em formato híbrido nesta quarta-feira (15), reunindo representantes de entidades do setor para discutir o cenário da safra 2025/2026, o desempenho das exportações brasileiras e ações estratégicas para a cadeia produtiva. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Câmara Setorial, Romeu Schneider. Durante o encontro, também foram apresentados dados sobre a comercialização da safra, o mercado internacional e iniciativas desenvolvidas ao longo do ano. A próxima e última reunião ordinária de 2026 está marcada para 11 de novembro.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, apresentou dados da safra 2025/2026 e destacou a presença da cultura do tabaco em 528 dos 1.191 municípios da Região Sul. O Rio Grande do Sul concentra 205 municípios produtores, seguido por Santa Catarina, com 188, e Paraná, com 135.

Segundo Drescher, até 11 de julho, 91,7% da produção da safra havia sido comercializada. O índice chegou a 99% no Paraná, 98,1% em Santa Catarina e 82,7% no Rio Grande do Sul. No mesmo período da safra anterior, a comercialização alcançava 98,8%.

O dirigente também apresentou dados sobre produção e remuneração ao produtor. A estimativa para o tabaco Virgínia é de 620 mil toneladas na safra 2025/2026, abaixo das 648 mil toneladas do ciclo anterior. O preço médio estimado ao produtor é de R$ 19,25 por quilo, após atingir R$ 23,52/kg na safra 2023/2024 e R$ 20,56/kg em 2024/2025.

No caso do tabaco Burley, a apresentação apontou recuperação parcial da produção para 55 mil toneladas na safra atual, com preço estimado em R$ 14,99 por quilo. Conforme os dados apresentados, a remuneração permanece acima dos patamares registrados na década anterior.

Cenário internacional

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, apresentou um panorama das exportações brasileiras no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 173.608 toneladas de tabaco, volume 15,94% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,07 bilhão, redução de 21,42%.

Segundo Thesing, o desempenho está relacionado ao aumento da oferta internacional, especialmente de países africanos, que ampliaram sua produção nos últimos anos. “Além do cenário de maior oferta mundial, o setor acompanha com preocupação a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem tarifas adicionais aos produtos brasileiros. Hoje deve sair uma definição dos EUA sobre taxas adicionais e o impacto pode chegar a 35% para as exportações ao país que anualmente, em média, leva 9% dos nosso tabaco. Diante desse contexto, a expectativa do Sinditabaco é que as exportações retornem ao patamar médio dos últimos cinco anos, em torno de US$ 2,6 bilhões, ficando significativamente abaixo do recorde de aproximadamente US$ 3,4 bilhões alcançado em 2025”, expôs o dirigente.

No primeiro semestre, os principais destinos do tabaco brasileiro foram Bélgica, China, Estados Unidos, Indonésia, Vietnã e Turquia.

Ações do setor

A programação também incluiu um balanço das ações desenvolvidas desde a reunião anterior da Câmara Setorial. Foram destacadas a participação na Expotchê e agendas realizadas em Brasília para acompanhamento de pautas consideradas estratégicas para a cadeia produtiva.

O presidente da Associação dos Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, avaliou as iniciativas. Segundo ele, as ações foram importantes diante da necessidade de aproximar o setor do centro político do país.

Já o representante da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, apresentou informações sobre os Seminários Regionais e a audiência pública promovidos em conjunto com a Amprotabaco, destacando os resultados obtidos pelas iniciativas.

Próximos passos

Ao final da reunião, os participantes reforçaram a continuidade do diálogo entre as entidades representativas e o acompanhamento das demandas da cadeia produtiva. A próxima e última reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco em 2026 está prevista para o dia 11 de novembro.

Foto: Eliana Stülp Kroth/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2026 0 Comentários 94 Visualizações
Variedades

Ruralfest de Estância Velha oferece três dias de programação diversa

Por Jonathan da Silva 16/07/2026
Por Jonathan da Silva

A 5ª edição da Ruralfest será realizada entre os dias 24 e 26 de julho, no Campo do Chimarrão, em Estância Velha, com uma programação que juntará apresentações musicais, danças tradicionalistas, humor e atividades voltadas à valorização do meio rural. Promovido pela Prefeitura de Estância Velha e organizado pelas Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (Sedeit) e de Meio Ambiente, Pecuária e Agricultura (Semapa), o evento contará com atrações para diferentes públicos e artistas locais e regionais.

A programação começa na sexta-feira, dia 24, às 16h, com a tradicional Roda de Viola, que reunirá o público ao redor da fogueira para apresentações ligadas à cultura gaúcha. À noite, o palco receberá a banda Tranco Véio, às 19h, e a Banda DNA, às 20h30min, encerrando o primeiro dia da festa.

No sábado, dia 25, a Bandinha Típica Itinerante percorrerá o parque às 10h30min e às 14h. Às 16h, a cantora estanciense Izadora Botelho fará apresentação representando os talentos locais. Na sequência, às 18h30min, será a vez do cantor Thomas Machado, reconhecido nacionalmente por ter sido vencedor do programa The Voice Kids. O encerramento da programação de sábado ficará por conta da banda Os Federais, com show previsto para as 20h30min.

As atividades de domingo, 26, começam às 14h com a apresentação das invernadas artísticas da Associação Gaúcha Estanciense (AGE), que levará ao público danças tradicionais gaúchas. Em seguida, o cantor Gabriel Ferraz sobe ao palco às 15h, seguido pelo artista Nycolas Pereira, às 16h.

Encerramento

O encerramento da 5ª Ruralfest será às 17h de domingo com apresentação do humorista Paulinho Mixaria. Conhecido por abordar situações do cotidiano do interior em seus espetáculos, o artista fechará a programação do evento estanciense.

Programação completa

Sexta-feira, 24 de julho
  • 13h30min – Abertura da Praça de Alimentação, pontos de venda de bebidas, espaços de comercialização e exposição de animais
  • 13h30min às 19h30min – Expresso Rural e brinquedos infláveis
  • 16h – Roda de Viola
  • 19h – Tranco Véio (Palco Principal)
  • 20h – Abertura Oficial (Palco Principal)
  • 20h30min – Banda DNA (Palco Principal)
Sábado, 25 de julho
  • 9h – Abertura da Praça de Alimentação, pontos de venda de bebidas, espaços de comercialização e exposição de animais
  • 9h às 15h – Feira de Adoção de Animais (Pavilhão de Exposição de Animais)
    Escola de Trânsito
    Cidade das Crianças
  • 9h às 17h – Expresso Rural (Estação na Rua do Parque)
    Brinquedos infláveis
  • 10h30min – Bandinha Típica Municipal (itinerante)
    Cozinha Rural
  • 11h – Almoço Caseiro
  • 14h – Demonstração de Cão Pastor
    Bandinha Típica Municipal
  • 14h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 15h – Jogos Rurais
  • 15h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 16h – Izadora Botelho (Palco Principal)
    Apresentação K9 Conan da Guarda Civil Municipal
  • 18h30min – Roda de Viola
  • 18h30min – Thomas Machado (Palco Principal)
  • 20h30min – Os Federais (Palco Principal)
Domingo, 26 de julho
  • 8h – Desfile alusivo ao Dia do Colono (saída da Praça 1º de Maio até o Campo do Chimarrão)
  • 9h – Abertura da Praça de Alimentação, pontos de venda de bebidas, espaços de comercialização e exposição de animais
  • 9h às 17h – Expresso Rural
    Brinquedos infláveis
  • 9h às 15h – Feira de Adoção de Animais
    Vem Brincar
  • 10h30min – Bandinha Típica Municipal (itinerante)
    Cozinha Rural
  • 11h – Almoço Caseiro
  • 14h – AGE (Palco Principal)
    Demonstração de Cão Pastor
    Bandinha Típica Municipal (itinerante)
  • 14h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 15h – Jogos Rurais
    Gabriel Ferraz (Palco Principal)
  • 15h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 16h – Nycolas Pereira (Palco Principal)
    Apresentação K9 Conan da Guarda Civil Municipal
  • 17h – Espetáculo teatral Paulinho Mixaria (Palco Principal)

Serviço

  • O quê: 5ª Ruralfest
  • Quando: 24 a 26 de julho
  • Onde: Campo do Chimarrão (Avenida Brasil, 2621, bairro Lira, Estância Velha)
  • Quanto: Entrada gratuita
Foto: Decom-EV/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2026 0 Comentários 120 Visualizações
Variedades

Congresso em Porto Alegre debate uso de dados na agricultura de precisão

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

O 11º Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP) e a 17ª International Conference on Precision Agriculture (ICPA) começaram nesta segunda-feira (13), no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre, com debates sobre o uso de tecnologias e dados no setor agrícola. A abertura dos eventos reuniu representantes da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), da International Society of Precision Agriculture (ISPA), pesquisadores e especialistas do Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos para discutir avanços e desafios da agricultura de precisão, com destaque para a dificuldade de transformar informações coletadas no campo em decisões de manejo, principalmente em pequenas propriedades.

Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), Márcio Albuquerque, destacou que a realização da ICPA no Brasil representa a primeira edição da principal conferência mundial da área fora da América do Norte.

Segundo Albuquerque, a escolha de Porto Alegre para sediar o encontro possui um significado especial e ocorre em um ano em que a AsBraAP completa dez anos de atuação. O presidente afirmou que, ao longo desse período, a entidade tem conectado profissionais e contribuído para o desenvolvimento da agricultura de precisão no país.

O dirigente também ressaltou que o congresso foi estruturado como um espaço para troca de experiências, apresentação de desafios e demonstração da evolução tecnológica do setor.

O presidente da International Society of Precision Agriculture (ISPA), Steve Phillips, afirmou que a realização da conferência em outro continente era um objetivo discutido há anos pela organização. Segundo ele, a decisão de internacionalizar o evento foi tomada há cerca de dois anos e contou com a parceria da AsBraAP e de outras instituições envolvidas na organização.

Phillips também destacou mudanças na estrutura da ISPA, com a criação de cargos de liderança e representações regionais. De acordo com o dirigente, a diretoria da entidade passou a contar com representantes de todos os continentes, ampliando em 25% a representatividade global da organização. “Esse avanço reflete não apenas o crescimento do número de associados, mas também o maior engajamento da comunidade científica, a participação dos membros e a qualidade das contribuições técnicas voltadas ao desenvolvimento da agricultura de precisão”, ressaltou Phillips.

Agricultura brasileira

Em sua palestra, o presidente da AsBraAP, Márcio Albuquerque, apresentou um panorama da evolução da agricultura brasileira e destacou a transformação do país, que deixou de ser importador de alimentos até meados da década de 1960 para ampliar sua produção a partir do avanço da pesquisa agropecuária e da criação de instituições como a Embrapa nos anos 1970.

Albuquerque também citou o Rio Grande do Sul entre os estados que passaram a adotar tecnologias na produção agrícola, posteriormente ampliadas para outras regiões brasileiras. “Cada vez mais, a agricultura de precisão e digital vem se inserindo nesse processo a partir da integração entre produtores rurais, pesquisadores, empresas e entidades governamentais”, destacou o presidente da AsBraAP.

Pesquisa aponta adoção de tecnologias no campo

O professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), José Paulo Molin, apresentou dados sobre o cenário da agricultura de precisão na América Latina e pesquisas relacionadas ao uso dessas tecnologias no Brasil.

O levantamento, realizado por uma empresa privada com apoio da AsBraAP, analisou o uso de tecnologias de precisão no preparo do solo e em cultivos de cana-de-açúcar, soja e algodão. Segundo Molin, 86% dos produtores consultados utilizam tecnologias de precisão na aplicação de calcário, enquanto o percentual é menor em aplicações de agroquímicos.

O professor também destacou a dependência brasileira de fertilizantes importados, como fósforo, potássio e nitrogênio, e afirmou que o cenário exige maior eficiência no uso dos insumos agrícolas. “Somos altamente dependentes de fertilizantes. Este seria o momento de fazer um bom uso desses produtos”, afirmou José Paulo Molin.

Pequenas propriedades

Durante a apresentação, Molin também abordou a realidade das cerca de 4 milhões de pequenas propriedades rurais existentes no Brasil. Segundo o especialista, há diferenças entre estabelecimentos que já adotaram algum nível de mecanização e aqueles que ainda não passaram por esse processo.

Como exemplo, o professor citou pequenas propriedades produtoras de café no interior de São Paulo, onde áreas diferentes do terreno ainda são tratadas de forma uniforme, sem considerar variações de produtividade ou necessidades específicas do solo. “Há um projeto de coleta de amostras para detectar se existe homogeneidade ou não nesses solos”, explicou Molin. Segundo ele, os dados são coletados desde 2020, mas ainda não são utilizados de forma adequada no gerenciamento das áreas.

Eles não estão acertando o alvo. Temos que falar sobre precisão, e agora”, declarou o professor Molin.

Programação internacional

A programação do primeiro dia também contou com o painel “Cenário atual da agricultura de precisão e digital na Europa”, apresentado pelo pesquisador italiano Davide Cammarano, que atua nas áreas de agricultura de precisão, agroecologia, modelagem de culturas e mudanças climáticas aplicadas à produção agrícola.

Outro painel abordou o cenário da agricultura de precisão e digital nos Estados Unidos. A apresentação foi conduzida pelo professor associado da Auburn University Simerjeet Virk, especialista em extensão rural, agricultura de precisão e sistemas de máquinas agrícolas.

Foto: Retratte Fotografia/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 84 Visualizações
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Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 94 Visualizações
Variedades

Produção de azeite de oliva no Brasil atinge recorde em 2026

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

A produção brasileira de azeite de oliva alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado no país. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) nesta terça-feira (14), durante coletiva de imprensa em Porto Alegre. O crescimento foi impulsionado pela recuperação da safra após as perdas provocadas pelas condições climáticas em 2025 e pelo avanço da olivicultura nacional. No Rio Grande do Sul, principal produtor do país, a produção chegou a 1,17 milhão de litros, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1 milhão de litros.

O levantamento aponta que a produção nacional cresceu 496,75% em relação aos 240,3 mil litros registrados em 2025. O resultado também ficou 123,98% acima do recorde anterior, de 640.228 litros, obtido em 2023.

Rio Grande do Sul lidera produção

O Rio Grande do Sul respondeu pela maior parte da produção brasileira, com 1,17 milhão de litros de azeite. O volume representa crescimento de 514,82% sobre os 190,3 mil litros produzidos em 2025 e supera em 101,64% o recorde estadual anterior, de 580.228 litros, registrado em 2023.

Segundo o Ibraoliva, o Eestado conta atualmente com 31 lagares, responsáveis pelo processamento das azeitonas e extração do azeite, além de aproximadamente 390 produtores.

A região da Mantiqueira ficou na segunda colocação, com produção de 250 mil litros. Santa Catarina registrou 10 mil litros, o Paraná produziu 2,5 mil litros e o Espírito Santo alcançou 1,5 mil litros.

Safra supera marcas anteriores

A vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, destacou que a produção superou os recordes anteriores tanto no estado quanto no país. “Tivemos uma safra muito boa em 2023, com 580 mil litros no Rio Grande do Sul. Agora, o estado supera esse recorde em 101,64%, enquanto o Brasil fica 123,98% acima da melhor marca anterior”, afirmou Solange.

De acordo com a dirigente, o resultado também reflete a evolução da cadeia produtiva ao longo dos últimos anos. “Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade”, acrescentou Solange.

O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo. Precisamos conhecer mais as regiões produtoras do próprio estado e também de outras partes do Brasil, como a Mantiqueira”, observou Solange Neves.

Setor consolida crescimento

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, afirmou que o resultado representa a consolidação da olivicultura gaúcha, iniciada há pouco mais de duas décadas. “Trabalhávamos com uma projeção abaixo de 1 milhão de litros e não havia, até então, a expectativa de superar essa marca neste ano. Estamos falando de uma cultura que começou a ser trabalhada por volta de 2005 no Rio Grande do Sul e que, em pouco mais de 20 anos, consolidou o estado na produção brasileira”, afirmou Madalena.

Segundo o secretário, o crescimento da produção ocorre paralelamente ao reconhecimento internacional dos azeites produzidos no estado. “Não é apenas crescimento de produção. Ultrapassamos 1 milhão de litros justamente no momento em que começamos a acumular medalhas internacionais, consolidando o reconhecimento da qualidade do azeite de oliva gaúcho em nível global. É um setor que tem crescido de forma organizada, tanto da porteira para dentro quanto na representação da cadeia e na articulação com o serviço público”, concluiu o titular da pasta.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Variedades

Festa Colonial de Canela começa nesta sexta-feira

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

A 32ª Festa Colonial de Canela será aberta oficialmente nesta sexta-feira, 17 de julho, na Praça João Corrêa. A programação terá início às 10h e seguirá até 2 de agosto, reunindo gastronomia colonial, apresentações musicais, feira de artesanato e produtos da agricultura familiar. A cerimônia oficial de abertura ocorrerá às 18h30min, no Multipalco, seguida pelo show do grupo Os Serranos, que marca o início da programação artística do evento.

O prefeito Gilberto Cezar (PSD) participará da abertura e convidou moradores e visitantes para prestigiarem o evento. “A Festa Colonial é feita pelo canelense para os nossos visitantes, com muita dedicação e carinho. É o evento mais querido pela nossa comunidade e enaltece a importância das famílias produtoras para a nossa economia. Convido todos a estarem presentes na Praça João Corrêa para a cerimônia de abertura e, principalmente, para aproveitar toda a programação preparada pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura”, destacou o chefe do executivo canelense.

Primeiro dia reúne atrações culturais e gastronômicas

A programação da sexta-feira começa às 10h com a abertura da Feira de Artesanato, que reúne peças produzidas por artesãos locais credenciados por edital da Prefeitura de Canela, além de expositores das casinhas coloridas da Associação Canelense. O espaço permanecerá aberto até as 22h.

A partir das 11h, o público poderá acompanhar a Blasmusik, cortejo musical inspirado nas tradicionais bandinhas alemãs. Às 17h30min, o grupo canelense O Retruco sobe ao Multipalco e antecede o show de Os Serranos, previsto para as 20h.

Famílias produtoras e agroindústrias participam do evento

Os visitantes também poderão conferir a oferta de produtos coloniais desde o primeiro dia da festa. Nos fornos coloniais, as famílias Chaulet e Schillreff comercializarão pães, cucas e outros produtos. As 12 tendas familiares oferecerão opções como pastéis, bolinhos recheados, massas caseiras e risotos.

Além disso, dez agroindústrias participantes disponibilizarão produtos como doces de leite, geleias, queijos, bebidas e outros alimentos oriundos da agricultura familiar.

Realização

A 32ª Festa Colonial é realizada pelo Ministério da Cultura, pela Secretaria de Estado da Cultura e pela Prefeitura de Canela, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura. O evento conta com recursos da Lei Rouanet e financiamento do Pró-Cultura RS, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

A festa tem patrocínio de Havan, Farmácias São João e Cervejaria Ambev Uniserra; apoio de Sicredi Pioneira, Sulgás e Laticínios Lanzi; colaboração de Viking Cervejaria, Cervejaria Farol e Cresol; parceria da Casa do Panetone, Parque Bondinhos Canela e Churrascaria Garfo & Bombacha; além do apoio institucional da Fetag-RS, Emater/RS-Ascar, Secretaria de Desenvolvimento Rural e Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com agente cultural da Art Urban Produções.

Serviço

  • O quê: 32ª Festa Colonial de Canela
  • Quando: De 17 de julho a 2 de agosto (a abertura oficial será nesta sexta-feira, dia 17, às 18h30min, com show de Os Serranos às 20h)
  • Onde: Praça João Corrêa, em Canela
  • Quanto: Entrada gratuita
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 107 Visualizações
Cultura

Paulinho Mixaria será atração da Ruralfest de Estância Velha

Por Jonathan da Silva 14/07/2026
Por Jonathan da Silva

O humorista Paulinho Mixaria será uma das atrações da 5ª Ruralfest de Estância Velha, que ocorre entre os dias 24 e 26 de julho, no Campo do Chimarrão. A apresentação está marcada para domingo, dia 26, às 17h, encerrando a programação artística do evento promovido pela Prefeitura de Estância Velha. A Ruralfest reúne atrações culturais, shows musicais, gastronomia, feira de produtores, exposições e atividades voltadas à valorização do meio rural.

Conhecido por apresentações baseadas em histórias do cotidiano do interior, personagens e causos, Paulinho Mixaria tem trajetória ligada ao humor regional do sul do Brasil. Seus espetáculos abordam situações relacionadas à cultura e às tradições gaúchas, com linguagem inspirada em experiências do dia a dia.

Demais atrativos

Além do show de Paulinho Mixaria, a 5ª Ruralfest contará com outras atrações culturais e musicais, além de espaços destinados à gastronomia, exposição de produtores e atividades para a comunidade.

A programação completa do evento está disponível no perfil oficial da Ruralfest no Instagram, em @ruralfest.ev.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/07/2026 0 Comentários 91 Visualizações
Variedades

Produtores de tabaco mantêm 156 mil hectares de florestas plantadas no sul

Por Jonathan da Silva 14/07/2026
Por Jonathan da Silva

Produtores de tabaco da região sul mantêm cerca de 156 mil hectares de florestas plantadas em suas propriedades, segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) referentes à safra 2024/2025. A área, distribuída entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, representa um potencial econômico superior a R$ 540 milhões em valor de produção. No Rio Grande do Sul, onde o setor florestal se aproxima da marca de 1 milhão de hectares de florestas plantadas, os produtores de tabaco respondem por aproximadamente 82 mil hectares reflorestados, o equivalente a 8,2% da base florestal plantada do estado.

Segundo informações do Sindimadeira-RS, o Rio Grande do Sul está próximo de atingir 1 milhão de hectares de florestas plantadas. O setor florestal gaúcho registra valor de produção próximo de R$ 3,5 bilhões e movimenta cerca de R$ 30 bilhões por meio da cadeia industrial associada.

Nesse contexto, a Afubra aponta que o reflorestamento integra o modelo de produção das propriedades fumicultoras. Conforme o levantamento da safra 2024/2025, a propriedade média produtora de tabaco na Região Sul possui 14,6 hectares, dos quais 8% são destinados às florestas plantadas.

No Rio Grande do Sul, onde há aproximadamente 70 mil produtores de tabaco, a estimativa é de que essas propriedades mantenham cerca de 82 mil hectares reflorestados. Considerando a produtividade média do setor florestal gaúcho, essa área representa potencial econômico estimado em R$ 286 milhões em valor de produção.

Diversificação nas propriedades

Além do cultivo do tabaco, que ocupa em média 21,4% da área das propriedades, os produtores também cultivam grãos, mantêm áreas de pastagem, produzem alimentos e preservam recursos naturais.

Segundo a Afubra, as áreas destinadas à conservação ambiental e à atividade florestal representam juntas 22,7% da propriedade média, sendo 14,7% compostas por mata nativa e 8% por florestas plantadas.

Uso da biomassa renovável

Fernanda

A assessora técnica do SindiTabaco e engenheira agrônoma, Fernanda Viana Bender, afirma que as florestas plantadas fazem parte do sistema produtivo das propriedades há décadas. “As florestas plantadas fazem parte da realidade das propriedades produtoras de tabaco há décadas. Além de contribuírem para a diversificação da renda, elas garantem uma fonte renovável de energia utilizada na cura do tabaco e reforçam o compromisso das famílias produtoras com a sustentabilidade e a conservação ambiental”, ressalta Fernanda.

Segundo o SindiTabaco, desde a década de 1970 a cadeia produtiva do tabaco investe em reflorestamento para assegurar o fornecimento de biomassa renovável utilizada no processo de cura do produto. A estratégia permitiu desenvolver um modelo de autossuficiência energética nas propriedades e reduzir a utilização de recursos florestais nativos.

Dados da Região sul

Considerando os cerca de 133 mil produtores de tabaco distribuídos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a área de florestas plantadas chega a aproximadamente 156 mil hectares. Com base na produtividade média do setor florestal gaúcho, esse volume corresponde a um potencial econômico superior a R$ 540 milhões em valor de produção.

Fernanda Viana Bender destaca a relação entre as atividades desenvolvidas nas propriedades rurais. “Os números evidenciam como diferentes cadeias produtivas podem atuar de forma complementar. Ao mesmo tempo em que o Brasil lidera as exportações mundiais de tabaco há mais de três décadas, milhares de produtores contribuem também para o fortalecimento do setor florestal, para a conservação ambiental e para a diversificação econômica das regiões rurais”, comenta a engenheira agrônoma.

O que é o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul e reúne 13 empresas associadas. Desde 2010, a entidade atua em todo o território nacional, com exceção da Bahia, do Rio de Janeiro e de São Paulo. De acordo com o sindicato, 96% do tabaco brasileiro é produzido na Região Sul, envolvendo cerca de 533 mil pessoas no meio rural, distribuídas em 525 municípios.

Fotos: Banco de Imagens/SindiTabaco e Cristina Severgnini/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/07/2026 0 Comentários 94 Visualizações
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