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agronegócio

Variedades

Indicadores econômicos apontam rentabilidade na pecuária de corte

Por Jonathan da Silva 30/07/2026
Por Jonathan da Silva

Indicadores como produtividade, faturamento, custos, margem operacional e retorno sobre o investimento (ROI) são determinantes para avaliar se uma propriedade de pecuária de corte gera valor econômico, segundo a SIA. A orientação é que esses dados sejam analisados em conjunto com os indicadores técnicos, como ganho médio diário, taxa de prenhez, lotação e idade ao abate, para medir não apenas o desempenho produtivo, mas também a rentabilidade da atividade.

De acordo com o diretor técnico da SIA, Armindo Barth Neto, a gestão da propriedade deve diferenciar os indicadores voltados à condução da produção daqueles que medem o desempenho econômico do negócio. “Os indicadores técnicos mostram se a fazenda está seguindo o caminho planejado, mas não garantem que a atividade esteja criando valor. Essa resposta aparece quando produtividade, faturamento, custos, margem e retorno são avaliados em conjunto”, explica Barth Neto.

Entre os indicadores técnicos utilizados na condução da atividade estão ganho médio diário, taxas de prenhez e desmame, lotação, desfrute, idade ao abate e mortalidade. Esses índices permitem acompanhar o desenvolvimento do rebanho, identificar falhas produtivas e orientar decisões relacionadas ao manejo, à nutrição e à reprodução.

Produtividade

A produtividade, medida em quilos ou arrobas de peso vivo produzidos por hectare ao ano, reúne os efeitos do manejo, da nutrição, da genética, da sanidade e do planejamento adotado na propriedade. Segundo Armindo Barth Neto, a avaliação do sistema deve considerar também a produção por área. “Um rebanho pode apresentar bom ganho de peso, mas isso precisa ser relacionado à quantidade produzida por hectare. A produtividade permite enxergar o sistema de forma mais ampla e comparar sua evolução ao longo do tempo”, observa o diretor técnico.

Retorno

O faturamento por hectare ao ano indica a receita obtida com a comercialização dos animais. Esse resultado deve ser comparado ao Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne despesas como suplementação, fertilizantes, sementes, medicamentos, mão de obra, combustível, manutenção e serviços terceirizados.

A diferença entre faturamento e COE corresponde à margem operacional, indicador que demonstra os recursos disponíveis para remunerar a estrutura da propriedade, realizar investimentos e gerar lucro. Já o retorno sobre o investimento (ROI) relaciona o resultado obtido ao capital empregado, permitindo comparar a pecuária com outras alternativas de aplicação de recursos.

Outro indicador utilizado é o resultado econômico por hectare ao ano, que mede o valor gerado pela atividade em determinada área e auxilia na comparação entre sistemas de produção e outras atividades agropecuárias.

Segundo Armindo Barth Neto, a análise integrada desses indicadores evita interpretações baseadas apenas na eficiência produtiva. “A pecuária de alta performance precisa produzir bem, controlar os desembolsos e remunerar o capital. Os indicadores técnicos orientam o trabalho, mas o objetivo final é gerar mais valor por hectare com rentabilidade”, conclui o diretor técnico.

Foto: Wirestock/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
30/07/2026 0 Comentários 68 Visualizações
Variedades

Preços e oferta crescem no mercado de bovinos e cavalos Crioulos

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Trajano Silva Remates encerrou o primeiro semestre de 2026 com aumento no volume de negócios e preços médios superiores aos registrados no mesmo período de 2025 nos mercados de bovinos de corte e cavalos Crioulos. A empresa atribui o desempenho à valorização dos bovinos de corte e ao aquecimento das negociações envolvendo a raça Crioula. Segundo a avaliação da leiloeira, a maior oferta de animais e o crescimento da agenda de leilões não pressionaram as cotações, mantendo um cenário considerado favorável para o setor.

De acordo com o diretor e leiloeiro da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, os bovinos de corte registraram evolução nas cotações ao longo dos seis primeiros meses do ano. No segmento de cavalos Crioulos, além da comercialização de um número maior de animais em relação ao primeiro semestre de 2025, os preços médios também apresentaram crescimento. Segundo Silva, o aumento da oferta de animais não provocou queda nos valores praticados. “Pelo contrário, os preços médios permaneceram ligeiramente acima dos registrados no ano anterior. O número de leilões realizados também cresceu, contribuindo para um faturamento superior ao obtido no mesmo intervalo de 2025”, observa o especialista.

Perspectivas para a primavera

A expectativa da empresa é de manutenção do ritmo positivo no segundo semestre, especialmente durante a temporada de leilões de primavera. “O cenário econômico e as perspectivas do mercado global indicam um ambiente favorável para os negócios. A expectativa é de que os tradicionais leilões de primavera concentrem forte demanda e movimentem valores expressivos”, projeta Marcelo Silva.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 54 Visualizações
Política

Projeto de lei propõe fortalecer cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) participou do protocolo oficial do Projeto de Lei nº 259/2026, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na quinta-feira (23). De autoria do deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP), a proposta institui a Política Estadual de Fortalecimento da Fumicultura e de Incentivo à Agregação de Valor à Cadeia Produtiva do Tabaco. O objetivo é estimular investimentos, inovação e novas oportunidades para a cadeia produtiva por meio da industrialização da nicotina natural produzida no estado.

O ato de protocolo reuniu parlamentares, lideranças do setor produtivo, representantes das empresas associadas ao SindiTabaco e entidades representativas dos produtores de tabaco. O projeto também recebeu a assinatura de outros 12 deputados estaduais.

Medidas previstas

Entre as diretrizes previstas no projeto está o incentivo à extração e à industrialização da nicotina natural obtida das folhas de tabaco cultivadas no Rio Grande do Sul, com foco na agregação de valor à produção local. A proposta também prevê a proibição da comercialização de produtos que contenham nicotina sintética no estado, medida que, segundo o texto, busca fortalecer a competitividade da cadeia produtiva baseada na matéria-prima produzida pelos fumicultores gaúchos.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, afirmou que a proposta busca preparar o setor para as mudanças do mercado. “Temos uma produção nacional estável e que tem sido anualmente direcionada para mais de 120 países. Mas é importante nos prepararmos para o futuro e para as transformações do mercado mundial. Pensar em novas aplicações para a matéria-prima, aproveitando as plantas industriais já instaladas, pode ampliar as oportunidades para todo o setor. O futuro da cadeia produtiva do tabaco no Brasil passa pela capacidade de inovar e agregar valor à produção, que já é reconhecida mundialmente por sua qualidade e pelas boas práticas implementadas”, destacou Thesing.

Cadeia produtiva

Segundo o SindiTabaco, o Rio Grande do Sul é o maior produtor de tabaco do Brasil. Na safra 2025/2026, a atividade esteve presente em 206 municípios gaúchos, envolvendo cerca de 69 mil famílias produtoras. Desenvolvida predominantemente por agricultores familiares, a produção é apontada como uma das principais atividades econômicas do estado.

A entidade informa ainda que o Rio Grande do Sul lidera as exportações brasileiras de tabaco. Em 2025, quase 90% dos embarques do produto foram realizados pelo Porto de Rio Grande.

Foto: Di Fontoura/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 67 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Business

Arco projeta ampliar participação de produtores no Programa Lã Certificada

Por Gabrielle Pacheco 25/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A ampliação da participação de produtores, principalmente os de menor escala, está entre os próximos desafios do Programa de Lã Certificada da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), que completa cinco anos. O tema estará entre os debates do 3º Dia da Lã, marcado para 30 de julho, na Associação e Sindicato Rural de Sant’Ana do Livramento (RS), com a presença de produtores, técnicos, pesquisadores, indústrias e representantes do setor.

O coordenador do Programa de Lã Certificada da Arco, Sérgio Muñoz, lembra que a iniciativa começou durante a pandemia, período em que o comércio internacional da fibra enfrentou forte retração. “Começamos o programa em um dos piores momentos do comércio de lãs da história. Mesmo assim, tínhamos certeza de que os melhores dias viriam e de que não existia outro caminho senão certificar as nossas lãs”, afirma.

Experiência no exterior

A experiência acumulada ao longo de mais de três décadas no Uruguai e na Argentina com certificação e acondicionamento serviu de referência para a implantação do sistema brasileiro. Segundo Muñoz, a cooperação com técnicos uruguaios permanece e terá continuidade no evento, que contará com palestras de especialistas do país vizinho.

A adoção do modelo exigiu mudanças nas práticas de esquila, manipulação e acondicionamento da fibra. Muñoz afirma que a resposta econômica ajudou a ampliar a aceitação entre os produtores. “Fomos mostrando que estávamos no caminho certo. A melhor maneira de mudar uma cultura é mostrar o resultado no bolso do produtor. Felizmente, esse resultado veio”, ressalta.

De acordo com o coordenador, a diferença de remuneração é maior nas lãs finas e, em alguns casos, supera 100% na comparação com o produto esquilado e acondicionado pelo sistema convencional. “Estamos entregando à indústria uma matéria-prima pronta para produzir um produto final de muito mais qualidade”, observa.

Apesar do crescimento do programa, Muñoz aponta obstáculos para ampliar a adesão, como a formação de mão de obra especializada, uma participação maior da indústria brasileira e os custos logísticos enfrentados por pequenos criadores. “Queremos que o pequeno produtor participe cada vez mais. Muitos já investiram em genética e produzem lãs de excelente qualidade. Precisamos criar condições para que eles também agreguem valor ao seu produto por meio da certificação”, enfatiza.

A programação do Dia da Lã incluirá a apresentação de indicadores atualizados do programa, análises do mercado internacional e relatos de criadores que já obtêm remuneração diferenciada pela fibra certificada. Duas mesas-redondas também vão reunir representantes da indústria, esquiladores e produtores para discutir os principais gargalos da cadeia.

Muñoz considera esse debate um dos pontos centrais do encontro, pela possibilidade de reunir diferentes segmentos em torno dos entraves da atividade. “Vamos discutir mercado, mostrar números reais do programa e buscar soluções para os desafios que ainda temos. Acreditamos que a discussão entre todos os segmentos da cadeia será o momento mais importante do evento”, destaca.

O coordenador afirma ainda que os preços internacionais retornaram aos níveis registrados antes da pandemia. Segundo ele, a valorização nas diferentes finuras varia entre 60% e 70% na comparação com dois anos atrás. “Os preços são excelentes. Estamos chegando a uma nova safra com um cenário muito positivo e a certeza de que estamos no caminho certo”, conclui.

 

Foto: Artur Chagas /Divulgação | Fonte: Assessoria

25/07/2026 0 Comentários 69 Visualizações
Variedades

Instituto Crescer Legal reúne equipes dos três estados do sul em formação

Por Jonathan da Silva 24/07/2026
Por Jonathan da Silva

Profissionais das equipes pedagógica e administrativa do Instituto Crescer Legal participaram, entre os dias 21 e 23 de julho, em Santa Cruz do Sul, da segunda formação presencial de 2026. O encontro reuniu representantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para atividades de atualização, integração e planejamento das ações desenvolvidas nos programas da instituição. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a metodologia pedagógica aplicada aos jovens do campo e alinhar o trabalho realizado nos diferentes territórios de atuação.

A programação começou com uma dinâmica voltada à integração e ao fortalecimento do Time Crescer Legal. À tarde, os participantes acompanharam o Seminário de Integração e Reflexão com Parceiros, que abordou o tema “Adolescência(s): conexões, cuidados e desafios no mundo digital”.

No segundo dia, os profissionais participaram da formação “Inteligência Artificial no fazer pedagógico: como utilizar de forma ética – teoria e prática”, ministrada pelos especialistas da Thêma Consultoria, Ana Paula Malavolta e Thelmo Borchhardt. À tarde, a coordenadora de Desenvolvimento de Projetos, Graziele Silveira Pinton, e a orientadora pedagógica Débora Berghahnn apresentaram os princípios da Abordagem Pedagógica Waldorf e discutiram possibilidades de aplicação da metodologia nas ações do Instituto.

Planejamento

O terceiro dia foi dedicado ao planejamento do Encontro Anual de Aprendizes Rurais, previsto para o segundo semestre deste ano. Também foram realizadas apresentações sobre as turmas de referência de 2026 do Programa de Aprendizagem Profissional Rural, seguidas por dinâmicas de integração entre os educadores.

A gerente do Instituto Crescer Legal, Nádia Fengler Solf, informou que a próxima formação está prevista para outubro, também em Santa Cruz do Sul. “As formações continuadas são importantes por reunirem toda a equipe, possibilitando trocas sobre as diferentes realidades de cada região onde o Instituto está inserido e, também, assegurando a unidade do nosso fazer pedagógico nos diferentes territórios e programas”, destacou Nádia.

A orientadora pedagógica Débora Berghahnn afirmou que os encontros são espaços de trocas, construção coletiva e crescimento conjunto. Já a coordenadora de Desenvolvimento de Projetos, Graziele Silveira Pinton, acrescentou que os momentos de formação reforçam a percepção da dedicação, da sensibilidade e da excelência da equipe.

O que é o Instituto Crescer Legal

Com sede em Santa Cruz do Sul, o Instituto Crescer Legal é uma iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e de suas empresas associadas. A instituição atua em 25 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e desenvolve os programas Aprendizagem Profissional Rural, Acompanhamento dos Egressos, Nós por Elas – A voz feminina do campo e Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação.

Foto: Cristina Severgnini/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2026 0 Comentários 79 Visualizações
Cidades

Vera Cruz realiza série de ações para fortalecer educação e agricultura familiar

Por Jonathan da Silva 23/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Vera Cruz mantém uma série de iniciativas voltadas às comunidades rurais que integram educação e fortalecimento da agricultura familiar. O município mantém quatro instituições de educação infantil no interior, desenvolve programas para crianças e jovens do campo e investe mais de R$ 2 milhões por ano na compra de alimentos produzidos por agroindústrias locais para a merenda escolar de cerca de 3,7 mil estudantes. As ações estão sendo destacadas pela administração local na semana em que se celebra o Dia do Colono e Motorista, em 25 de julho.

Conhecida pela produção rural, Vera Cruz está entre os dez municípios do Rio Grande do Sul com maior número de agroindústrias legalizadas. A parceria entre a administração local e esses empreendimentos para o fornecimento de alimentos à rede de ensino começou em 2014. Na época, oito agroindústrias forneciam 14 produtos. Atualmente, o programa reúne 26 empreendimentos cadastrados e 86 itens, entre alimentos in natura, minimamente processados e processados.

Alimentação escolar

O investimento anual superior a R$ 2 milhões contempla a aquisição de frutas, verduras, legumes, carnes, panificados, massas, geleias, sucos, mel, derivados de leite e outros produtos. Os alimentos são recebidos semanalmente, passam por conferência, higienização e armazenamento antes de serem utilizados nas refeições das escolas.

A nutricionista da Secretaria Municipal de Educação, Caroline Ortolan, destaca que a iniciativa aproxima os estudantes da produção local. “Essa parceria possibilita incluir na alimentação escolar uma grande variedade de produtos frescos e de qualidade, produzidos no próprio município. Além do cuidado nutricional, aproximamos os estudantes da agricultura familiar e valorizamos os alimentos que fazem parte da nossa cultura e da nossa comunidade”, afirma Caroline.

Educação no interior

O município mantém uma instituição de educação infantil em cada uma das regiões rurais. A EMEI Gonçalves Dias, em Ferraz, atende 36 crianças; a EEI Professora Darci Ziebel, em Vila Progresso, recebe 21 alunos; a EEI Rosália Schneider, em Linha Henrique D’Ávila, atende 11 crianças; e a EMEI São Sebastião, em Ponte Andréas, acolhe outras 18, totalizando 86 estudantes.

Segundo a administração municipal, as escolas permitem que as crianças permaneçam próximas às comunidades onde vivem, fortalecendo os vínculos com o território e oferecendo suporte às famílias que atuam na agricultura e em outras atividades rurais.

Ensino fundamental

As ações também contemplam estudantes do ensino fundamental. Na EMEF Walter Dreyer, duas turmas participam do ensino em tempo integral com atividades no contraturno. A escola e a EMEF José Bonifácio mantêm cooperativas escolares em parceria com o Sicredi, proporcionando aos alunos experiências relacionadas ao cooperativismo.

Outra iniciativa envolve o acompanhamento de estudantes dos anos finais do ensino fundamental por um técnico agrícola, que desenvolve atividades voltadas ao empreendedorismo e ao protagonismo rural. Em parceria com o Instituto Crescer Legal, o município também oferece uma formação de 800 horas para 26 jovens vinculados ao meio rural, realizada no contraturno na EMEF Jacob Blész.

A secretária municipal de Educação, Micheli Rech, afirma que a proposta é ampliar as oportunidades para os estudantes do interior. “Queremos oferecer no interior as mesmas oportunidades disponíveis na área urbana, respeitando as características e as potencialidades de cada comunidade. Desde a Educação Infantil até a formação dos jovens, buscamos fortalecer o vínculo com o campo, incentivar o protagonismo e mostrar que eles podem reconhecer, valorizar e desenvolver ainda mais as propriedades e as comunidades onde vivem”, ressalta a titular da pasta.

O prefeito Gilson Becker (PSD) destaca os impactos das ações para o município. “Valorizar quem produz no nosso município é fortalecer a economia, gerar renda e incentivar a continuidade das famílias no campo. Ao mesmo tempo, garantimos alimentação de qualidade, educação perto de casa e novas oportunidades para crianças e jovens. É um trabalho que transforma o investimento público em desenvolvimento social e econômico”, salienta o chefe do executivo local.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2026 0 Comentários 69 Visualizações
Variedades

5ª Ruralfest de Estância Velha terá atrações voltadas ao público infantil

Por Jonathan da Silva 23/07/2026
Por Jonathan da Silva

A 5ª Ruralfest, que será realizada de 24 a 26 de julho, no Campo do Chimarrão, em Estância Velha, contará com uma programação voltada ao público infantil durante os três dias de evento. Além das atividades relacionadas à agricultura familiar, exposições de animais, gastronomia e apresentações culturais, a feira oferecerá atrações gratuitas para crianças e famílias, com o objetivo de ampliar as opções de lazer e atividades educativas.

Entre as atrações previstas estão brinquedos infláveis, passeios gratuitos no Expresso Rural, que percorrerá o espaço da feira, e um parque naturalizado, destinado a estimular o contato das crianças com a natureza e as brincadeiras ao ar livre. A programação também inclui a Escola de Trânsito, que contará com carrinhos e um circuito educativo voltado ao ensino de noções de segurança no trânsito de forma lúdica.

Espaços para interação

A mascote oficial da Ruralfest, Ruralita, estará presente durante toda a programação. Ela receberá os visitantes no Curral da Ruralita, espaço preparado para encontros entre o público e a personagem, além de registros fotográficos com as famílias.

Álbum de figurinhas é novidade

Uma das novidades desta edição será o lançamento do álbum oficial de figurinhas da Ruralfest. Os álbuns e os envelopes de figurinhas serão distribuídos gratuitamente aos visitantes no sábado, 25 de julho, e no domingo, dia 26, enquanto houver estoque.

O material reúne imagens sobre a história da feira, suas atrações e momentos marcantes. Além da distribuição, a programação contará com momentos destinados à troca de figurinhas entre crianças e famílias, incentivando a interação entre os participantes e ampliando as atividades oferecidas durante o evento.

Programação completa

Sexta-feira, 24 de julho
  • 13h30min – Abertura da Praça de Alimentação, pontos de venda de bebidas, espaços de comercialização e exposição de animais
  • 13h30min às 19h30min – Expresso Rural e brinquedos infláveis
  • 16h – Roda de Viola
  • 19h – Tranco Véio (Palco Principal)
  • 20h – Abertura Oficial (Palco Principal)
  • 20h30min – Banda DNA (Palco Principal)
Sábado, 25 de julho
  • 9h – Abertura da Praça de Alimentação, pontos de venda de bebidas, espaços de comercialização e exposição de animais
  • 9h às 15h – Feira de Adoção de Animais (Pavilhão de Exposição de Animais)
    Escola de Trânsito
    Cidade das Crianças
  • 9h às 17h – Expresso Rural (Estação na Rua do Parque)
    Brinquedos infláveis
  • 10h30min – Bandinha Típica Municipal (itinerante)
    Cozinha Rural
  • 11h – Almoço Caseiro
  • 14h – Demonstração de Cão Pastor
    Bandinha Típica Municipal
  • 14h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 15h – Jogos Rurais
  • 15h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 16h – Izadora Botelho (Palco Principal)
    Apresentação K9 Conan da Guarda Civil Municipal
  • 18h30min – Roda de Viola
  • 18h30min – Thomas Machado (Palco Principal)
  • 20h30min – Os Federais (Palco Principal)
Domingo, 26 de julho
  • 8h – Desfile alusivo ao Dia do Colono (saída da Praça 1º de Maio até o Campo do Chimarrão)
  • 9h – Abertura da Praça de Alimentação, pontos de venda de bebidas, espaços de comercialização e exposição de animais
  • 9h às 17h – Expresso Rural
    Brinquedos infláveis
  • 9h às 15h – Feira de Adoção de Animais
    Vem Brincar
  • 10h30min – Bandinha Típica Municipal (itinerante)
    Cozinha Rural
  • 11h – Almoço Caseiro
  • 14h – AGE (Palco Principal)
    Demonstração de Cão Pastor
    Bandinha Típica Municipal (itinerante)
  • 14h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 15h – Jogos Rurais
    Gabriel Ferraz (Palco Principal)
  • 15h30min – Oficina Emater (Pavilhão de Exposição de Animais)
  • 16h – Nycolas Pereira (Palco Principal)
    Apresentação K9 Conan da Guarda Civil Municipal
  • 17h – Espetáculo teatral Paulinho Mixaria (Palco Principal)

Serviço

  • O quê: 5ª Ruralfest
  • Quando: 24 a 26 de julho
  • Onde: Campo do Chimarrão (Avenida Brasil, 2621, bairro Lira, Estância Velha)
  • Quanto: Entrada gratuita
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2026 0 Comentários 91 Visualizações
Business

Gadolando cobra maior equilíbrio na cadeia do leite

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

Depois de um longo período em que o preço do leite mal cobria os custos da atividade, os produtores gaúchos voltaram a operar com margem positiva. Embora o cenário seja mais favorável do que o registrado nos últimos anos, representantes do setor avaliam que a remuneração ainda está abaixo do necessário para garantir a sustentabilidade da produção e estimular novos investimentos nas propriedades.

O momento é refletido nos indicadores do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), que projetou para junho um valor de referência de R$ 2,4281 por litro. O índice serve como parâmetro para as negociações entre produtores e indústrias, mas os valores efetivamente pagos variam conforme qualidade do leite, volume entregue e bonificações oferecidas pelos laticínios.

Na avaliação do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, a remuneração praticada atualmente permite que os produtores recuperem parte da rentabilidade perdida nos últimos anos, ainda que de forma limitada. “A grande maioria dos produtores está recebendo em torno de R$ 2,50 e R$ 2,70. O custo de produção está em torno de R$ 2,20 a R$ 2,30 por litro de leite. Agora está tendo uma pequena margem, enquanto nós viemos muito tempo sem margem”, afirma Tang.

Apesar da melhora, o dirigente considera que o valor recebido ainda não proporciona o retorno necessário para dar segurança à atividade no longo prazo. Segundo ele, um preço próximo de R$ 2,80 por litro representaria uma remuneração mais compatível com a realidade da produção, sem comprometer o consumo.

Tang observa que o diálogo entre produtores e indústrias evoluiu nos últimos anos por meio das reuniões do Conseleite, que permitem discutir a formação dos preços de referência. Na avaliação da entidade, porém, o debate ainda precisa envolver um terceiro elo da cadeia.

Para o presidente da Gadolando, ampliar a participação do varejo nas discussões contribuiria para reduzir os impactos das oscilações do mercado sobre quem produz. “No Conseleite, a indústria e o produtor conseguem sentar juntos e debater, mas sentimos falta de discutir também com o varejo para amenizar os efeitos das crises, para todo mundo poder trabalhar junto e manter a cadeia”, afirma Tang.

O dirigente ressalta que a construção de uma cadeia mais equilibrada depende da participação de todos os segmentos envolvidos na comercialização do leite. Na avaliação dele, compartilhar responsabilidades tanto nos momentos de valorização quanto nos períodos de retração é um dos caminhos para fortalecer a atividade e garantir maior estabilidade aos produtores.

Foto: Isabele Kleim /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

23/07/2026 0 Comentários 68 Visualizações
Business

Exportações da indústria gaúcha registram crescimento modesto no primeiro semestre

Por Gabrielle Pacheco 22/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

 As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 1,4% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, alcançando US$ 7,8 bilhões em vendas. O resultado positivo foi impulsionado, principalmente, pelo segmento de Alimentos (22%), com destaque para o aumento das exportações de carnes e miudezas de aves congeladas, que somaram US$ 648 milhões (+US$ 70,7 milhões), sobretudo para a Arábia Saudita (US$ 89,3 milhões, +US$ 11,9 milhões). A análise foi divulgada pelo Sistema FIERGS nesta segunda-feira (20).

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o desempenho deve ser visto com cautela, pois desafios na economia doméstica e no cenário externo limitam o crescimento consistente das exportações. “O aumento é modesto e deve ser celebrado com ponderação. Nossa indústria é diversificada e resiliente. Mesmo com as taxações dos Estados Unidos, a Guerra no Oriente Médio e o cenário geopolítico turbulento, os empresários continuam buscando soluções para aumentar as vendas, abrir mercados e gerar renda e emprego, mas o caminho é desafiador”, afirma.

Em relação às novas tarifas impostas pelo governo americano na semana passada, Bier destaca que é necessário articulação do governo brasileiro para mitigar os impactos. “Esperamos que o governo empregue esforços para aumentar a lista de exceções e pense políticas públicas, como medidas compensatórias, para auxiliar os empresários em mais este momento de incertezas. Caso contrário, nossa indústria será muito impactada e sofrerá ainda mais prejuízos com o mercado americano”, considera.

Ainda sobre o primeiro semestre, a pesquisa mostra que o avanço das exportações foi registrado em 10 dos 23 segmentos industriais. Alimentos alcançou US$ 2,9 bilhões (+22%) em vendas, crescimento explicado principalmente pelo aumento da quantidade média (20,6%), enquanto os preços recuaram 0,2%. Entre os segmentos com desempenho negativo, destacam-se Tabaco, com retração de 25,4% (-3,9 pontos percentuais) e vendas de US$ 895 milhões, e Couro e calçados, que caiu 13% (-0,8 p.p.), somando US$ 393 milhões em exportações.

Entre os produtos analisados, 469 contribuíram positivamente para a variação das quantidades médias exportadas, enquanto 383 exerceram impacto negativo. Os principais destaques positivos foram Éteres, peróxidos orgânicos, epóxidos, acetais, semiacetais ou seus derivados (2,6 p.p.), Farelo de soja (1,5 p.p.) e Carnes de suínos congeladas (1,1 p.p.). Em sentido contrário, os maiores impactos negativos vieram de Folhas de tabaco destaladas (-2,9 p.p.), Pastas químicas de madeira (-1,3 p.p.) e Polietileno de baixa densidade (PEBD) (-0,7 p.p.).

As importações gaúchas, por sua vez, totalizaram US$ 6,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, retração de US$ 403 milhões (-6,2%) frente ao mesmo período de 2025. O resultado foi explicado principalmente por Combustíveis e lubrificantes, cujas importações somaram US$ 639 milhões, redução de US$ 174 milhões (-21,4%, correspondente a -2,7 p.p.).

Mercosul e União-Europeia

Maio e junho de 2026 marcaram o primeiro bimestre de vigência do acordo Mercosul-União Europeia, com as exportações para o bloco alcançando US$ 492 milhões, valor US$ 32,9 milhões (7,2%) superior à média do bimestre nos últimos cinco anos.

Em maio, as exportações da indústria de transformação gaúcha para o bloco totalizaram US$ 299 milhões, aumento de 32,8% em relação à média registrada para o mês entre 2021 e 2025. Em junho, as vendas à União Europeia somaram US$ 193 milhões, recuo de 17,4% na mesma base de comparação. Em relação a junho de 2025, a retração foi de US$ 86,1 milhões (-30,8%).

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as exportações dos dois primeiros meses de vigência do acordo cresceram 3,8%, impulsionadas, sobretudo, por Carnes e miudezas de aves, que somaram US$ 47,5 milhões (+US$ 34,4 milhões), e Farelos de soja, que totalizaram US$ 86,9 milhões (+US$ 30,4 milhões).

 

Exportações para os EUA

Junho também marcou o 11º primeiro mês após a adoção das novas tarifas pelos Estados Unidos. No mês, as exportações gaúchas da indústria de transformação para o mercado norte-americano somaram US$ 150 milhões, valor 2,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No acumulado de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a junho de 2026, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,2 bilhão para os Estados Unidos, cerca de US$ 498 milhões a menos do que o embarcado no mesmo período anterior à imposição das tarifas, uma retração de 28,7%.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

22/07/2026 0 Comentários 44 Visualizações
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