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Política

Política

Amcham RS apresentará propostas do empresariado aos candidatos ao governo estadual

Por Jonathan da Silva 07/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Câmara Americana de Comércio no Rio Grande do Sul (Amcham RS) realizará um encontro com os candidatos ao Governo do Estado na terça-feira, dia 11 de agosto, às 8h, em sua sede, em Porto Alegre, para apresentar o documento “O RS que Queremos”. Elaborado a partir de consultas com lideranças empresariais de diferentes setores e regiões do estado, o material reúne propostas consideradas prioritárias pelo setor produtivo para o próximo ciclo de governo. O evento terá participação dos candidatos e entrada gratuita.

O documento foi estruturado em três eixos: Ambiente de Negócios e Atração de Investimentos, Gestão das Águas e Resiliência Climática e Infraestrutura e Logística Regional. A iniciativa segue o modelo do documento nacional “O Brasil que Queremos”, elaborado pela Amcham Brasil durante períodos eleitorais.

Ambiente de negócios

No primeiro eixo, o levantamento aponta que o Rio Grande do Sul ocupa a 22ª posição no ranking nacional de facilidade para fazer negócios e registra crescimento inferior à média brasileira nos últimos 20 anos. Entre as propostas apresentadas estão a digitalização integral dos processos de abertura de empresas e concessão de licenças, com definição de prazos máximos para análise, além da adoção de modelos de licenciamento proporcionais ao risco de cada atividade.

O documento também propõe que a atração de investimentos seja tratada como uma política de Estado, independentemente de mudanças de governo. O texto aborda ainda o envelhecimento populacional acelerado do Rio Grande do Sul e defende medidas para atrair profissionais qualificados de outras regiões do país, bem como ações para reter talentos formados no estado por meio da articulação entre empresas e instituições de formação técnica.

Gestão dos recursos hídricos

No eixo dedicado à gestão das águas, o documento considera as enchentes registradas em maio de 2024 como parte de um histórico de eventos recorrentes de cheias e estiagens no Estado. Entre as propostas estão a execução de obras de proteção, como diques, sistemas de drenagem e desassoreamento de rios, além da criação de uma coordenação estadual para intervenções que envolvam diferentes municípios.

O levantamento também defende a implantação de um plano estadual de reservação hídrica e irrigação, com reservatórios de dupla função para contenção de cheias e armazenamento de água durante períodos de estiagem. O texto cita experiências desenvolvidas na Holanda, em Israel e nos Estados Unidos em gestão de enchentes e escassez hídrica e propõe o uso de inteligência artificial em sistemas de monitoramento e alerta.

Infraestrutura e logística

O terceiro eixo reúne propostas voltadas à infraestrutura logística do estado. O documento critica modelos de concessão de pedágios que, segundo o levantamento, não entregam melhorias proporcionais às tarifas cobradas em rodovias como BR-116, BR-386, BR-290, BR-285, RS-122 e Rota do Sol, defendendo um modelo considerado mais equilibrado.

Entre as sugestões também estão a implantação do Aeroporto de Vila Oliva, em Caxias do Sul, para ampliar a infraestrutura aeroportuária gaúcha, a modernização do Porto do Rio Grande, a revitalização do Porto de Porto Alegre como hub logístico e polo náutico, a retomada da malha ferroviária da Região Sul e a extensão da Ferrovia Norte-Sul ao Rio Grande do Sul. O documento ainda propõe investimentos em geração de energia eólica, solar e biomassa, além da ampliação da cobertura de fibra óptica e tecnologia 5G nas regiões produtivas do interior.

Apresentação aos candidatos

O gerente regional da Amcham RS, Daniel Soibelmann, afirma que o documento busca apresentar ao próximo governo estadual temas considerados estratégicos pelo setor empresarial. “O Rio Grande do Sul tem condições de crescer mais e atrair mais investimentos, mas isso depende de decisões estruturais em áreas como ambiente regulatório, gestão dos recursos hídricos e infraestrutura logística regional. É isso que o setor empresarial está levando aos candidatos”, ressalta Soibelmann.

Serviço

  • O quê: O RS que Queremos: diálogo com os candidatos ao Governo do Estado
  • Quando: Sexta-feira, 11 de agosto, às 8h
  • Onde: Sede da Amcham RS (Rua Dom Pedro II, 861, 8º andar, bairro Higienópolis, Porto Alegre)
  • Quanto: Entrada gratuita, mediante inscrição prévia
Foto: Daniel Schinoff/Amcham RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2026 0 Comentários 73 Visualizações
Política

Consulta Popular destina recursos para Bem-Estar Animal e Defesa Civil em Estância Velha

Por Jonathan da Silva 07/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Consulta Popular 2026/2027 definiu os investimentos prioritários para o Orçamento Estadual de 2027 no Vale do Rio dos Sinos, garantindo recursos para projetos de Bem-Estar Animal e Fortalecimento da Defesa Civil na região. A votação ocorreu de forma totalmente digital entre os dias 20 e 26 de julho, por meio do Portal da Consulta Popular e do WhatsApp da GurIA. No total, o Vale do Rio dos Sinos registrou 6.756 votos, alcançando a terceira colocação entre os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) do Rio Grande do Sul. Em Estância Velha, 430 eleitores participaram da consulta, contribuindo para a definição das prioridades que resultarão em cerca de R$ 80 mil para cada proposta destinada ao município.

Em todo o estado, a Consulta Popular contabilizou 92.356 votos. Em Estância Velha, a participação representou 1,15% do eleitorado do município, estimado em aproximadamente 37 mil votantes.

Participação da comunidade

O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude) e secretário-geral do Consinos, Renan Lucas Mallmann, destacou que o resultado foi construído de forma conjunta entre os municípios e a população. “A conquista desses recursos é resultado do trabalho conjunto entre os municípios e da participação da comunidade. Quando a população participa da Consulta Popular, ela ajuda a definir investimentos que terão impacto direto na qualidade de vida da região”, ressaltou Mallmann.

Bem-Estar Animal

A proposta mais votada no Corede Vale do Sinos foi a voltada ao Bem-Estar Animal, que recebeu 2.996 votos e garantiu R$ 1.114.285,72 para investimentos na região.

Entre as ações previstas estão a ampliação dos serviços de atendimento a animais, realização de castrações, atendimentos de emergência, estruturação de espaços destinados à causa animal e a implantação de uma Farmácia Pública Pet.

Defesa Civil

A segunda proposta mais votada foi a de Fortalecimento da Defesa Civil, com 2.251 votos. O projeto também receberá R$ 1.114.285,72 provenientes da Consulta Popular.

Os recursos serão destinados à aquisição de equipamentos e viaturas, ampliação da estrutura para atendimento em situações de emergência, implantação de sistemas de monitoramento e desenvolvimento de ações de prevenção a desastres.

Foto: Decom-EV/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2026 0 Comentários 37 Visualizações
Política

CNC pede divulgação antecipada da alíquota da CBS

Por Jonathan da Silva 07/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) solicitou à Receita Federal a divulgação antecipada da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para entrar em vigor em 2027. O pedido foi formalizado por meio de ofício encaminhado ao secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Sakiyama Barreirinhas. Segundo a entidade, a definição da taxa é necessária para garantir segurança jurídica e permitir que as empresas realizem, com antecedência, o planejamento e as adaptações exigidas pelo novo sistema tributário.

No documento, a CNC manifesta preocupação com a ausência de definição da alíquota da CBS à medida que se aproxima a implementação da reforma tributária. Conforme a entidade, é indispensável que os contribuintes conheçam previamente a carga tributária que incidirá sobre suas operações para organizar a transição ao novo modelo.

Planejamento empresarial

De acordo com a confederação, a definição da alíquota é um dos principais elementos para o planejamento das empresas. A informação influencia a revisão de processos internos, a adequação de sistemas, a elaboração de orçamentos, a gestão do fluxo de caixa, a definição de estratégias de investimento e a precificação de bens e serviços.

A entidade sustenta que a divulgação antecipada da taxa permitirá que os contribuintes realizem os ajustes operacionais e financeiros necessários para a implantação da reforma tributária, considerando a complexidade das mudanças previstas.

Insegurança nas projeções

No ofício encaminhado à Receita Federal, a CNC também afirma que a ausência de uma referência oficial tem levado empresas a elaborar estimativas próprias para calcular os impactos da reforma tributária.

Segundo a entidade, a utilização de premissas distintas, sem orientação oficial dos órgãos competentes, amplia a insegurança no ambiente de negócios e dificulta o planejamento empresarial de médio e longo prazos.

Pedido à Receita Federal

Diante desse cenário, a confederação solicita que a Receita Federal divulgue a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços com a maior brevidade possível. Segundo a demanda da entidade expressa no documento, a antecipação dessa definição permitirá que as empresas tomem decisões com maior segurança durante o processo de transição para o novo sistema tributário.

Foto: Katemangostar/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
07/08/2026 0 Comentários 65 Visualizações
Política

Marcel van Hattem anuncia Ricardo Jobim como segundo suplente ao Senado

Por Jonathan da Silva 06/08/2026
Por Jonathan da Silva

O advogado e empresário Ricardo Jobim foi anunciado nesta quinta-feira (6) como segundo suplente da chapa de Marcel van Hattem (NOVO) ao Senado nas eleições de 2026. Jobim foi candidato ao Governo do Estado pelo Novo em 2022. A chapa também tem o ex-ministro Francisco Turra (PP) como primeiro suplente.

Segundo van Hattem, a definição do segundo suplente se deu dentro de uma busca para reunir nomes alinhados ao projeto político da chapa e fortalecer a representação do Rio Grande do Sul no Senado Federal. “A escolha de Ricardo Jobim reforça nosso compromisso de reunir pessoas de confiança, alinhadas às pautas que defendemos e comprometidas com aquilo que os eleitores esperam de nós nas eleições deste ano. Além de sua reconhecida qualificação técnica como advogado, Ricardo também é empreendedor e conhece de perto os dramas e os desafios enfrentados por quem produz, investe e gera empregos na economia gaúcha e brasileira. Ao lado de Francisco Turra, forma um baita time que entra em campo para ajudar a construir esse projeto”, afirmou o candidato.

Jobim afirmou que aceitou o convite em razão da liderança exercida por Marcel van Hattem e da defesa de pautas relacionadas à liberdade, responsabilidade fiscal e empreendedorismo. “É uma honra imensurável ter sido lembrado pelo Marcel para fazer parte deste projeto. Conheço a seriedade, os princípios e a dedicação com que ele atua na vida pública, e fico muito feliz em poder contribuir com esse trabalho”, afirmou o segundo suplente.

Quem é Ricardo Jobim

Natural de Santa Maria, Ricardo Jobim é advogado, empresário e professor universitário nas áreas de negociação, direito médico e direito sucessório. Ao longo da carreira, presidiu a OAB Santa Maria, foi conselheiro da OAB/RS e diretor da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (CACISM).

Em 2018, atuou como voluntário na campanha de Giuseppe Riesgo à Assembleia Legislativa. Se filiou ao Partido Novo em 2020 e, em 2022, foi candidato ao Governo do Rio Grande do Sul pela legenda.

Composição da chapa

Com o anúncio, a chapa ao Senado passa a ser composta por Marcel van Hattem como candidato, Francisco Turra (PP) como primeiro suplente e Ricardo Jobim (Novo) como segundo suplente.

Foto: André Simões/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/08/2026 0 Comentários 64 Visualizações
Política

Câmara de Santa Cruz do Sul debaterá estacionamento rotativo em audiência pública

Por Jonathan da Silva 06/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul realizará uma audiência pública para debater o funcionamento do estacionamento rotativo pago, conhecido como Rapidinho, no dia 26 de agosto, às 14h. A iniciativa é dos vereadores Raul Fritsch (Republicanos) e Professor Cleber (União Brasil) e foi motivada por reclamações e dúvidas apresentadas pela comunidade sobre o novo modelo do sistema. O encontro ocorrerá no plenário do legislativo e reunirá representantes da sociedade civil, entidades e do poder público para discutir o serviço e buscar alternativas para os problemas apontados pelos usuários.

Entre os temas que estarão em debate estão as dificuldades operacionais e as regras do estacionamento rotativo. Segundo o vereador Professor Cleber, motoristas têm relatado dúvidas sobre o funcionamento do aplicativo Siga Pay, além da escassez de totens de autoatendimento e de monitores nas vias para prestar auxílio presencial aos usuários.

Pontos em discussão

A audiência pública também abordará questionamentos sobre a cobrança nas vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência, bem como a necessidade de revisão do tempo máximo de permanência nas vagas localizadas no entorno de hospitais e casas de saúde.

De acordo com os proponentes, a audiência pretende ampliar o diálogo sobre o sistema de estacionamento rotativo e reunir contribuições para o aperfeiçoamento do serviço.

Participação da comunidade

Para a discussão, foram convidados representantes de diferentes segmentos da sociedade civil, entidades e do município. Segundo o legislativo santa-cruzense, a participação desses setores busca contribuir para a identificação de soluções às demandas apresentadas pela população, especialmente por idosos e moradores do interior que utilizam o serviço.

Serviço

  • O quê: Audiência pública para debater o estacionamento rotativo pago (Rapidinho)
  • Quando: 26 de agosto, às 14h
  • Onde: Plenário da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul
  • Quanto: participação gratuita
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/08/2026 0 Comentários 60 Visualizações
Política

CDL de Novo Hamburgo promove reunião sobre o Rotativo Digital na próxima segunda

Por Jonathan da Silva 04/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH) realizará uma reunião para apresentar o funcionamento do Rotativo Digital e esclarecer dúvidas de lojistas sobre o sistema. O encontro ocorrerá na próxima segunda-feira, 10 de agosto, às 19h, na sede da entidade, no Centro de Novo Hamburgo, e é voltado aos comerciantes interessados em compreender os impactos da ferramenta para o comércio local. A iniciativa conta com o apoio da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) e do Sindilojas Vale Germânico.

A atividade será realizada na sede da CDL-NH, localizada na Rua Domingos de Almeida, 708. Durante a reunião, serão apresentadas informações sobre o funcionamento do Rotativo Digital, além de um espaço destinado ao esclarecimento de dúvidas dos participantes.

Os interessados em participar devem confirmar presença pelo WhatsApp (51) 3582-3535.

Participação aberta aos lojistas

O encontro é destinado aos lojistas interessados em conhecer mais sobre o sistema e seus reflexos para a atividade comercial no município. A proposta é ampliar o acesso às informações sobre o Rotativo Digital e promover o diálogo com os comerciantes.

Foto: Stephany Foscarini/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2026 0 Comentários 76 Visualizações
Política

Nova Petrópolis simplifica abertura de empresas com novo decreto

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Nova Petrópolis publicou na sexta-feira (31) o Decreto Municipal nº 106/2026, que simplifica os processos para abertura de empresas no município. A medida, elaborada pela administração local em parceria com o programa Cidade Empreendedora, do Sebrae/RS, adota a classificação de risco e as normas da Lei Estadual de Liberdade Econômica, permitindo que diversas atividades econômicas iniciem suas operações de forma mais ágil. O objetivo é reduzir a burocracia, facilitar o licenciamento e estimular a geração de empregos e renda.

O decreto regulamenta as atividades econômicas no município e estabelece a adoção da tabela unificada da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e dos critérios de risco definidos pelo governo estadual. Com isso, Nova Petrópolis passa a seguir as resoluções do Subcomitê Estadual da RedeSim, alinhando seus procedimentos aos padrões estaduais.

Construção do novo modelo

A revisão das normas teve início no começo deste ano e foi desenvolvida por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Serviços e Tecnologia e o programa Cidade Empreendedora, do Sebrae/RS. O trabalho também envolveu as secretarias municipais de Saúde e Assistência Social, Educação e Desporto e Fazenda.

Segundo a Prefeitura, a mudança busca tornar o ambiente de negócios mais acessível para empreendedores, reduzindo etapas administrativas para o início das atividades econômicas.

Classificação por níveis de risco

O decreto estabelece três categorias para o licenciamento das atividades econômicas.

As atividades classificadas como Nível de Risco I (Baixo Risco) ficam dispensadas de atos públicos municipais de liberação, como alvará de localização e licenciamentos sanitários ou ambientais municipais. Nesses casos, o empreendedor poderá emitir automaticamente, de forma eletrônica, um documento declaratório de dispensa.

No Nível de Risco II (Médio Risco), o alvará e as demais licenças poderão ser emitidos automaticamente após o registro da empresa, sem necessidade de análise prévia. A liberação ocorrerá mediante o fornecimento das informações exigidas e a assinatura de termo de responsabilidade, ficando sujeita à fiscalização posterior.

Já as atividades enquadradas no Nível de Risco III (Alto Risco) continuarão dependendo de análise e manifestação prévia dos órgãos competentes antes da emissão do alvará, em razão das exigências sanitárias, ambientais ou de segurança.

Objetivo é reduzir a burocracia

O secretário municipal de Indústria, Comércio, Serviços e Tecnologia de Nova Petrópolis, Adriano Pilar, afirmou que a iniciativa busca facilitar o início das atividades empresariais no município. “A proposta é melhorar a atividade econômica em Nova Petrópolis, oferecendo menor resistência para o início das atividades do empreendedor. Este trabalho, que vem sendo construído nos últimos meses em conjunto com diversas secretarias, foca em transformar Nova Petrópolis em um ambiente cada vez mais acolhedor para quem quer investir e crescer”, enfatizou o titular da pasta.

A administração nova-petropolitana destaca que a dispensa ou emissão automática de licenças não isenta as empresas do cumprimento das normas urbanísticas, sanitárias, ambientais e de prevenção contra incêndios. Segundo o decreto, a fiscalização continuará sendo realizada e terá caráter orientador na primeira visita aos estabelecimentos.

Foto: Gian Baum/Comunicação PMNP/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 75 Visualizações
Política

Falta de aviso sobre seguro agrícola pode gerar indenização ao produtor

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A instituição financeira que deixa de contratar, sem aviso prévio, um seguro agrícola que vinha sendo emitido automaticamente em financiamentos anteriores pode ser responsabilizada pelos prejuízos sofridos pelo produtor rural em caso de perda da safra. O entendimento foi destacado pelo advogado da HBS Advogados, Roberto Bastos Ghigino, com base em análise recente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS). Segundo o especialista, a responsabilização depende da comprovação do histórico das apólices, da omissão do banco e do prejuízo causado pela ausência da cobertura.

De acordo com Ghigino, o entendimento se aplica a situações em que a instituição financeira contratou o seguro agrícola de forma automática ao longo de sucessivos financiamentos, lançando os prêmios em conta-corrente e administrando as apólices. Nesse contexto, a repetição do procedimento cria a expectativa de que os contratos seguintes também contarão com a mesma proteção.

Mudança de procedimento

O advogado explica que o caso não se confunde com a prática de venda casada, proibida pela legislação. Segundo o especialista, obrigar o cliente a contratar um seguro para obter crédito é ilegal. A situação analisada envolve uma rotina estabelecida pela própria instituição financeira, que passa a integrar a relação contratual com o produtor ao longo dos anos.

Para Ghigino, a alteração desse procedimento exige comunicação clara ao cliente. “A boa-fé objetiva impõe aos contratantes deveres anexos de conduta, entre os quais destacam-se a lealdade, a cooperação, a transparência e a proteção mútua”, afirma o advogado.

O especialista ressalta que o problema ocorre quando a instituição deixa de emitir a apólice em um novo financiamento sem informar previamente o mutuário, impedindo que ele busque outra cobertura no mercado. “O ponto crítico desse entendimento manifesta-se quando a instituição financeira rompe unilateralmente com essa prática de anos, deixando de formalizar o seguro na operação de crédito subsequente sem emitir qualquer aviso prévio, tampouco oportunizando ao produtor rural a busca por cobertura alternativa no mercado de seguros”, explica Ghigino.

Comprovação do prejuízo

Conforme o advogado, caso a lavoura financiada sofra perdas e a safra seja frustrada, o produtor deverá demonstrar a relação entre a ausência da cobertura securitária e o prejuízo financeiro. Se essa ligação for comprovada, a omissão da instituição poderá caracterizar falha na prestação do serviço e gerar o dever de indenizar.

Ghigino afirma que, nessas situações, a instituição financeira passa a assumir os riscos decorrentes da interrupção da cobertura. “Assume integralmente o risco decorrente da descontinuidade da cobertura securitária”, observa o especialista.

Entendimento do TJRS

Segundo o advogado, a indenização deve corresponder ao valor que o produtor teria recebido caso a apólice vinculada ao financiamento estivesse regularmente contratada. Para isso, é necessário comprovar o histórico de contratação do seguro, a omissão da instituição financeira e o prejuízo sofrido pelo produtor.

Ghigino cita uma análise recente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul sobre um caso com essas características. Conforme o entendimento, a contratação automática e reiterada do seguro agrícola pode criar a expectativa legítima de continuidade da proteção, e a ausência de comunicação sobre a interrupção da prática pode gerar o dever de indenizar.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 63 Visualizações
Política

ACI pede ao governo medidas para reduzir impactos das apostas esportivas

Por Jonathan da Silva 03/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI) encaminhou uma carta ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta segunda-feira (3), solicitando a adoção de medidas para enfrentar os impactos econômicos e sociais da expansão das apostas esportivas no Brasil. No documento, a entidade propõe o fortalecimento da regulamentação do setor, maior controle sobre plataformas de apostas e campanhas permanentes de conscientização sobre os riscos da atividade.

Segundo a ACI, o avanço das apostas eletrônicas, conhecidas popularmente como bets, tem provocado o deslocamento da renda das famílias para esse mercado, reduzindo recursos tradicionalmente destinados ao comércio, aos serviços, à indústria, ao lazer, à educação e à formação de patrimônio. A entidade afirma que o cenário se soma aos desafios econômicos enfrentados pelo setor produtivo.

Dados apontam endividamento e influência da publicidade

Na carta, a ACI cita estudo do Procon-SP segundo o qual 39,7% dos apostadores brasileiros afirmaram ter se endividado em razão das apostas eletrônicas. O levantamento também aponta que 52,4% comprometeram parcela significativa da renda, recorrendo inclusive a empréstimos ou aplicações financeiras para continuar apostando, enquanto 56,6% disseram ser influenciados por publicidade e campanhas com celebridades.

O documento também menciona estudos que indicam que 3,4% da população brasileira apresentam baixo risco de desenvolver transtorno do jogo, 2,6% estão em risco moderado e 0,8% são classificados como jogadores problemáticos. Entre as consequências apontadas estão ansiedade, depressão, estresse, isolamento social, perda de produtividade, conflitos familiares e comprometimento da saúde mental.

Reflexos para empresas

De acordo com a entidade, empresas têm relatado aumento nos pedidos de adiantamento salarial, crescimento do endividamento de trabalhadores, redução do poder de compra dos consumidores e queda na demanda por bens e serviços.

A ACI também cita estimativas da Confederação Nacional do Comércio (CNC), segundo as quais as apostas esportivas retiraram cerca de R$ 143 bilhões do varejo brasileiro entre 2023 e março de 2026, contribuindo para o aumento da inadimplência e afetando diferentes setores da economia.

Propostas ao governo federal

Embora reconheça a legalidade das apostas quando realizadas dentro da legislação vigente, a entidade defende que a dimensão alcançada pelo setor exige ações coordenadas do poder público. Entre as medidas sugeridas estão o fortalecimento da regulamentação e da fiscalização, restrições mais rigorosas à publicidade direcionada ao público vulnerável, especialmente jovens, mecanismos de prevenção, diagnóstico e tratamento da ludopatia, campanhas nacionais permanentes de conscientização, realização de estudos periódicos sobre os impactos econômicos e sociais, aperfeiçoamento dos mecanismos de identificação de apostadores vulneráveis e de autoexclusão, além da discussão de medidas para reduzir o comprometimento da renda familiar com apostas.

O presidente da ACI, Robinson Klein, afirma que a resposta ao problema deve envolver diferentes esferas do poder público. “Entendemos que o enfrentamento desse problema demanda atuação conjunta dos ministérios, do Congresso Nacional, dos órgãos reguladores e da sociedade civil. A velocidade com que esse mercado se expandiu exige igual rapidez na construção de políticas públicas capazes de impedir que o Brasil enfrente um processo crescente de deterioração econômica e social decorrente da dependência em jogos de aposta”, afirma Klein.

O diretor da ACI, Fauston Saraiva, destaca que a entidade pretende participar das discussões sobre o tema. “A ACI coloca-se à disposição para contribuir com esse debate, participando de grupos de trabalho, audiências e iniciativas voltadas à construção de soluções equilibradas, capazes de proteger as famílias brasileiras, fortalecer o setor produtivo e preservar o desenvolvimento econômico sustentável do País”, conclui Saraiva.

Foto: Magnific/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2026 0 Comentários 94 Visualizações
Política

Sindiatacadistas RS debate logística com o pré-candidato ao governo estadual Gabriel Souza

Por Jonathan da Silva 31/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindiatacadistas RS promoveu uma reunião com o pré-candidato governo estadual Gabriel Souza (MDB) na quarta-feira (29), em Porto Alegre, para discutir desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura logística do estado e seus impactos sobre a competitividade de cadeias produtivas gaúchas. O encontro, que também contou com a participação do candidato a vice-governador, Ernani Polo, integra uma série de agendas institucionais que a entidade realizará com os postulantes ao Palácio Piratini até as eleições de outubro.

A capacidade logística do Rio Grande do Sul, com destaque para a malha ferroviária, esteve no centro das discussões. Durante a reunião, Souza defendeu a necessidade de mudanças no modelo de concessão da Malha Sul, cuja concessão pela empresa Rumo se aproxima do fim e está em debate no Governo Federal. A proposta federal prevê a divisão da Malha Sul em três concessões independentes, com prazo de 30 anos.

Essa rodada de concessões feitas lá no final da década de 90 não deu certo, não só no modal ferroviário, mas também no modal rodoviário. Esse modelo apresentado é um absurdo”, afirmou Gabriel Souza.

Diálogo com candidatos

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Produtos Químicos para a Indústria e Lavoura e de Drogas e Medicamentos de Porto Alegre, Roberto Luiz Weber, a iniciativa busca abrir espaço para que os candidatos apresentem propostas para temas considerados prioritários pelo setor produtivo. “Nós hoje vivemos situações um pouco difíceis, como problemas de infraestrutura, estradas, questões tributárias, uma série de pontos que são importantes para o setor produtivo. Então é uma oportunidade para os candidatos virem aqui e apresentarem as suas alternativas, suas soluções”, destacou o dirigente.

O que é o Sindiatacadistas

Com sede em Porto Alegre, o Sindiatacadistas RS reúne seis sindicatos empresariais que representam mais de 18 mil empresas e mais de 120 mil trabalhadores dos segmentos de gêneros alimentícios, material de construção, madeira, vestuário, produtos químicos, medicamentos, entre outros. A entidade é filiada à Fecomércio-RS e à Confederação Nacional do Comércio (CNC) e atua na representação das empresas em temas como questões tributárias e trabalhistas, gestão, formalização e educação para o trabalho.

Foto: Joel Vargas/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/07/2026 0 Comentários 79 Visualizações
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