Museu Nacional do Calçado recebe reunião da ACI

Por Jonathan da Silva

O Museu Nacional do Calçado (MNC), localizado no Campus I da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, sediou a reunião mensal do Comitê de Educação e Cultura da ACI local nesta quinta-feira (3). Coordenado pela vice-presidente Cristine Schneider da Rocha, o encontro foi o segundo realizado de forma itinerante neste ano e teve como objetivo proporcionar aos integrantes do comitê o contato com locais históricos, culturais e educacionais da região.

Os participantes foram recebidos pelo reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa; pela pró-reitora de Ensino, Maria Cristina Bohnenberger; pela diretora de Relações Internacionais e Institucionais, Paula Casari Cundari; pela diretora da Escola de Aplicação, Janaína Regra; e pela coordenadora do MNC, Ida Helena Thön.

Na abertura da reunião, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou a relação pessoal que mantém com entidades empresariais gaúchas ao longo de sua trajetória profissional. Ele também lembrou que a Universidade Feevale foi criada há 57 anos por um grupo de empresários oriundos da ACI.

O reitor afirmou que o Museu Nacional do Calçado representa a relevância do setor calçadista para a região e colocou a universidade à disposição do Comitê de Educação e Cultura e dos demais comitês para a realização de atividades. “Contem conosco para ações importantes para o presente e o futuro da região”, enfatizou da Rosa.

Documento sobre a emancipação de Novo Hamburgo

A programação teve outros dois momentos relacionados à história de Novo Hamburgo. O secretário de Cultura de Novo Hamburgo, Angelo Reinheimer, relatou ter tido acesso à ata de criação da comissão pró-emancipação do município, datada de 31 de agosto de 1926.

Na segunda-feira (31), um quadro com uma cópia do documento foi inaugurado na ACI. A entidade tem relação com o processo porque foi em sua sede que a comissão se reuniu, há cem anos, para iniciar os procedimentos de emancipação de Novo Hamburgo, cujo auge ocorreu em 5 de abril de 1927. “A ata é a certidão de nascimento de Novo Hamburgo”, definiu o secretário Reinheimer.

Novas peças passam a integrar o acervo

Em outro momento da reunião, o secretário de Cultura, Angelo Reinheimer, entregou à coordenadora do Museu Nacional do Calçado, Ida Helena Thön, um par de sapatos italianos e um quadro que pertenceram à jornalista Célia Ribeiro, considerada uma referência na divulgação de bons costumes na imprensa gaúcha.

As peças foram adquiridas em leilão e passam a integrar o acervo do MNC, que completa 27 anos em outubro. Os objetos serão expostos no Hall da Fama do museu, junto a modelos que pertenceram ao escritor Jorge Amado e ao piloto Ayrton Senna.

Museu reúne cerca de 20 mil peças

Criado em 20 de outubro de 1998, o Museu Nacional do Calçado tem como finalidade conservar a memória do setor coureiro-calçadista e preservar sua história e cultura. Entre as atividades realizadas estão exposições, encontros, cursos, seminários e palestras.

O acervo reúne peças produzidas em diferentes épocas e continentes, com ligação com a evolução do setor calçadista. Parte dos itens está exposta ao público, enquanto a maior parte é reservada para consultas históricas e pesquisas.

Durante a visita, a coordenadora do MNC, Ida Helena Thön, apresentou o espaço aos integrantes do comitê e falou sobre a história, a trajetória e a importância do museu para a preservação da memória do setor calçadista. “Começamos com apenas 361 peças e, hoje, temos cerca de 20 mil”, ressaltou Ida.

Olhar para o futuro

A pró-reitora de Ensino da Universidade Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, relacionou a comemoração do centenário de Novo Hamburgo à necessidade de discutir o futuro do município e da região. Segundo ela, a data deve ser acompanhada de reflexão sobre os próximos anos. “O processo saudosista em relação ao que vivemos e construímos não pode nos impedir de olhar para o futuro e projetar aquilo que queremos deixar como legado”, destacou Maria Cristina.

Para a pró-reitora, a Universidade Feevale, a ACI e as demais instituições têm a responsabilidade de utilizar como referência a história da indústria calçadista e definir outras atividades econômicas que possam contribuir para o desenvolvimento da região nos próximos cem anos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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