Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 traz diversos conteúdos sobre uso da IA

Evento de empreendedorismo e inovação reúne grande público no Câmpus II da Feevale

Por Ester Ellwanger

A inteligência artificial (IA) foi pauta no segundo dia de conteúdos do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026. Em dois painéis, o público que lotou a Rua Coberta do Câmpus II da Instituição para o evento de empreendedorismo e inovação da Universidade Feevale pôde conferir insights sobre a IA e como a ferramenta pode ser utilizada de forma prática.

No palco Negócios Conscientes Inspiram, Arthur Diehl, líder de Marketing de Produto na Dell Technologies, ministrou a palestra IA para quem usa e ainda não sabe o que fazer com ela. Em sua apresentação, Diehl explanou sobre sua experiência profissional com o uso da inteligência artificial, desde os primeiros testes até o momento em que descobriu que tarefas muito extenuantes poderiam ser delegadas à ferramenta. “Não devemos utilizar a IA como um guru, mas dentro de cada contexto, treinando-a para conseguir alcançar resultados mais profundos e adequados para o nosso dia a dia”, explicou.

Nesse sentido, é extremamente importante, mais do que saber onde e como utilizar, mas onde e como não usar a IA – ou seja, discernir quais serão as tarefas exclusivamente humanas. “Há atribuições que jamais poderemos delegar para essas ferramentas”, ressaltou Diehl, salientando que as empresas sempre precisarão de pessoas que sejam estratégicas.

O representante da Dell finalizou com um passo a passo que resume sua experiência com o uso da inteligência artificial no trabalho, e que pode se tornar um exemplo de roteiro para quem não sabe como iniciar sua utilização: aprender com a IA; perguntar para a IA; colaborar com a IA; delegar tarefas à IA; e criar cultura de uso. “Não terceirizem seu pensamento para a inteligência artificial, pois o pensamento humano sempre será o que vai gerar valor para as empresas”, concluiu.

 

Dados como ferramenta estratégica

Já a utilização estratégica de dados e os impactos da inteligência artificial na tomada de decisões foram temas abordados na palestra Análise de dados na era da IA: transformando informações em vantagem competitiva. A atividade foi realizada no palco Conexões 360 e contou com a participação de Robinson Klein, diretor de negócios da Senior Sistemas e presidente da ACI, e Fernando Munhoz, especialista em Soluções de Networking.

Durante o encontro, Klein destacou que a inteligência artificial está cada vez mais presente na comunicação e na análise de informações, permitindo cruzar dados provenientes de diferentes fontes, locais e períodos praticamente em tempo real. Segundo ele, esse avanço amplia as possibilidades de apoio à tomada de decisões, mas também exige atenção quanto ao tipo de tarefa que pode ser delegada à tecnologia. “Existe um limite para a quantidade de informação que conseguimos processar ao mesmo tempo. E isso nos leva ao tema central da nossa conversa: dados”, afirmou.
O especialista chamou a atenção para a diferença entre utilizar a IA como ferramenta de análise e permitir que ela execute, de forma autônoma, processos que exigem resultados precisos. Como exemplo, citou a área contábil. Para Klein, a tecnologia pode ser empregada para analisar balanços, identificar tendências, comparar períodos e apontar oportunidades de melhoria, mas determinadas atividades precisam seguir regras exatas e apresentar resultados determinísticos. “A IA generativa trabalha de maneira probabilística. Ela identifica padrões, analisa informações e produz uma resposta com base naquilo que aprendeu e nos dados que recebeu”, explicou.

Munhoz, por sua vez, destacou o momento de intensa disputa pela liderança em inovação entre Estados Unidos e China. Para ele, o cenário atual reúne grandes desafios e possibilidades, especialmente diante da capacidade de novas tecnologias contribuírem para avanços científicos e sociais. “Nós estamos vivendo um momento de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de grandes possibilidades”, afirmou. Entre as oportunidades, citou o desenvolvimento de novas tecnologias, a busca por soluções na área da saúde e a necessidade de compreender quais caminhos tecnológicos podem trazer benefícios para a sociedade.

 Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

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