A Biometano São Leopoldo inaugurou, nesta quinta-feira, 13 de agosto, a segunda usina de biometano a partir de aterro sanitário no Rio Grande do Sul. A Unidade de Valorização Sustentável da CRVR será em São Leopoldo. Com investimento de aproximadamente R$ 95 milhões, a planta reforça o papel do estado como referência na geração de energia limpa.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador Eduardo Leite, do diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, do diretor da Biometano São Leopoldo, Rafael Salamoni, da secretária estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, do prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco, e da chefe do Departamento de Energia e clima do BNDES, Elisa Salomão Lage, além de representantes do setor produtivo, clientes e demais convidados.

“Sempre teremos, inerente à atividade humana, e especialmente nas grandes cidades, uma geração de resíduos orgânicos, e estamos transformando esse passivo em um ativo ambiental. É um gás de fonte renovável que substitui os gases de origem fóssil com grandes vantagens e é produzido aqui, gerando empregos e tributos no nosso estado “, destacou Girondi.
“Hoje, com esta planta, atingimos um grande marco que é produzir 100.000 metros cúbicos de biometano por dia e queremos alcançar mais de 200.000 com a expansão desses projetos para todo o Estado e, com isso, atender até 10% do volume de gás que o Estado do Rio Grande do Sul consome. É um projeto que é muito importante para a economia circular, para a descarbonização, para a geração de emprego e, principalmente, para a sustentabilidade do nosso estado”, ressaltou Salamoni.

A nova usina
A nova usina terá capacidade para produzir 34 mil Nm³/dia de biometano. O combustível será destinado principalmente aos setores industrial e comercial, com fornecimento para a Ultragaz, ampliando o uso de uma alternativa renovável aos combustíveis fósseis.
Produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos em aterro sanitário, o biometano é considerado um combustível versátil que contribui com a descarbonização, economia circular e segurança energética. Com teor superior a 95% de metano após o processo de purificação, ele pode substituir combustíveis fósseis, principalmente o gás natural e o diesel, contribuindo para reduzir a volatilidade de preços e dependência externa.

Além disso, o biometano pode reduzir em até 99% as emissões de gases de efeito estufa na comparação com combustíveis convencionais. Por ser gerado continuamente a partir de resíduos urbanos, não depende de condições climáticas, garantindo estabilidade de oferta ao longo do ano.
“A produção de biometano ajuda o estado a ter uma fonte de energia segura e fundamental para o nosso desenvolvimento econômico. No total das plantas de biometano, o estado pode produzir aqui mais de 10% da sua demanda de gás. Celebramos um duplo benefício. Por um lado, a energia que é gerada. Por outro lado, um melhor destino para resíduos, reduzindo a emissão de carbono e metano na atmosfera“, afirmou o governador durante a cerimônia.
Economia circular e inovação operacional
A Unidade da CRVR de São Leopoldo recebe resíduos de cerca de 58 municípios e conta com a primeira planta de triagem semimecanizada do Rio Grande do Sul. Com capacidade para processar 15 toneladas de resíduos por hora, a estrutura permite recuperar materiais recicláveis que retornam à cadeia produtiva, reduzindo o volume destinado ao aterro e fortalecendo a economia circular.
A unidade também abriga uma planta da Biotérmica, responsável pela geração de energia elétrica a partir do biogás captado no aterro. Com capacidade de 1 MWh, a energia gerada é destinada aos consumidores que procuram uma energia mais limpa. A unidade da Biotérmica também passará a alimentar a planta da Biometano São Leopoldo, tornando o processo de produção totalmente sustentável.
Expansão estratégica
A nova planta é a segunda operação de biometano implantada pela CRVR no estado — a primeira foi inaugurada em Minas do Leão, em setembro do ano passado, juntas as unidades possuem capacidade produtiva de 100 mil Nm³/dia. A iniciativa faz parte da estratégia do Grupo Solví, do qual a CRVR faz parte, e escolha de São Leopoldo leva em conta o potencial estratégico da região, que abriga um polo industrial relevante, ampliando as possibilidades de uso do biometano em larga escala.
O plano da empresa é implementar novas unidades de produção de biometano nas operações da CRVR no estado reforçando o compromisso com a transformação de passivos ambientais em soluções sustentáveis, convertendo resíduos urbanos em energia limpa e contribuindo para um modelo energético mais resiliente e de baixo carbono.
Foto: Wesley SantosDivulgação | Fonte: Assessoria


