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violência contra a mulher

Variedades

RS tem aumento de 23,5% nas denúncias para o Ligue 180 em 2024

Por Jonathan da Silva 21/08/2024
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul teve um crescimento de 23,5% nas denúncias para o Ligue 180, dispositivo central na estratégia de enfrentamento da violência contra a mulher no país, nos sete primeiros meses de 2024 em comparação com o mesmo período do ano passado. No total, foram 4,1 mil denúncias ante 3,3 mil em 2023. No país, o total de ligações foi de 84,3 mil, aumento de 33,5% comparado com o ano anterior.

Dentre as denúncias realizadas em solo gaúcho, 2.432 foram feitas pela própria vítima, enquanto em 1.696 casos uma terceira pessoa foi a denunciante. Além disso, 1.858 denúncias foram realizadas de dentro da casa da própria vítima, cenário que se mantém como o principal local onde as situações são registradas.

Em relação à faixa etária, o maior número de denúncias está acontece entre mulheres de 45 a 49 anos, com 913 casos. Na cor da pele, as mulheres autodeclaradas brancas são as vítimas mais frequentes nas denúncias, com 2.644, e são os seus esposos e companheiros, ou ex-companheiros, os que mais cometem atos violentos, com 1.795 casos.

O Governo Federal anunciou neste mês mais uma reestruturação no Ligue 180, que agora passa a trabalhar com total independência em relação à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. De acordo com o Ministério das Mulheres, a mudança retoma o Ligue 180 como um serviço de utilidade pública essencial ao enfrentamento à violência contra mulheres. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. “O 180 tem a característica de ser muito mais preventivo e colaborativo. Gostamos de dizer que se você precisa de informações, Ligue 180. Se você está em uma situação de emergência, ligue 190”, pontua a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. “Muitas vezes tem um vizinho, uma amiga, que não sabe o que fazer quando vivencia uma situação de violência contra a mulher. O Ligue 180 é essa referência”, completa a ministra.

Fotos: Freepik e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/08/2024 0 Comentários 551 Visualizações
Cidades

Prefeitura planta lilases para conscientizar sobre a violência contra a mulher

Por Marina Klein Telles 18/08/2023
Por Marina Klein Telles

A Prefeitura de Campo Bom segue buscando formas de conscientizar os campo-bonenses para um problema que é real e está perto de nós: a violência contra a mulher. Na quinta-feira (17), foram plantadas 83 flores lilases em frente ao Centro Administrativo. Cada flor representa uma mulher campo-bonense vítima de violência atendida pela Assistência Social do Município entre janeiro e julho de 2023. O número é quase 70% maior do que o registrado em 2022.

As flores são simbólicas, feitas de EVA, e a ação é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação (SMDSH), por meio dos grupos de mulheres do CRAS, CREAS e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

O prefeito Luciano Orsi diz que os números comprovam que este tipo de violência requer ações específicas e afirma que a Administração Municipal não tem medido esforços para combatê-la. “As políticas públicas voltadas ao problema são prioridades nesta gestão. Prova disso é a inauguração da Sala Lilás no Hospital Lauro Reus, que deve ocorrer em breve, espaço para acolhimento de mulheres vítimas de violência no hospital, uma conquista do Gabinete da Primeira-dama Kátia Orsi com apoio de outros setores”, observa.

Para o secretário da SMDSH, Gabriel Colissi, a conscientização é importante para que as pessoas saibam o que fazer quando se depararem com a violência contra a mulher.” É preciso falar sobre isso. Não se cale, não se omita, denuncie”, pede. A Central de Atendimento à Mulher atende pelo 180 e a Guarda Municipal de Campo Bom no 153.

Foto: Emerson Santos/divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2023 0 Comentários 520 Visualizações
Cidades

Hospital Universitário de Canoas sediará palestra sobre violência contra a mulher

Por Amanda Krohn 08/02/2023
Por Amanda Krohn

Nesta quinta-feira, 09, às 10h, o Hospital Universitário de Canoas (HU) vai sediar uma palestra sobre Violência Contra a Mulher – Fluxos e Rede de Proteção. O assunto será abordado por profissionais do Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência de Canoas Patrícia Esber e por integrantes da Patrulha Maria da Penha. Uma iniciativa do Serviço Social do HU, a palestra é dirigida para assistentes sociais, psicólogos e profissionais da saúde da mulher que atuam no próprio hospital. A atividade ocorre gratuitamente no salão de eventos no segundo andar da instituição. “Realizamos, mensalmente, um encontro de educação permanente em saúde, onde discutimos casos e assuntos pertinentes ao nosso dia a dia, legislação, entre outros”, destaca a coordenadora do Serviço Social do HU, Renata Bonotto.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/02/2023 0 Comentários 687 Visualizações
Cidades

Delegado destaca avanços no acolhimento às mulheres vítimas de violência em Novo Hamburgo

Por Amanda Krohn 13/10/2022
Por Amanda Krohn

Em alusão ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, celebrado nesta segunda-feira (10), a Câmara abriu sua sessão plenária com um debate sobre os canais de acolhimento disponibilizados às vítimas de agressão em Novo Hamburgo. A convite do vereador Raizer Ferreira (PSDB), o delegado Rafael Sauthier repassou uma série de avanços coletivos conquistados nos últimos anos para a concretização de espaços humanizados de atendimento e o empoderamento feminino.

Representando a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) do município, Sauthier iniciou sua fala enaltecendo as novas legislações federais que criminalizaram condutas, endureceram o tratamento aos agressores e ofereceram proteção às mulheres. “A Polícia Civil e a Brigada Militar estão se adaptando a essa nova visão e oferecendo à população serviços diferenciados. Um dos canais que julgo dos mais importantes é a Sala das Margaridas. Um espaço que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica, evita que elas fiquem aguardando atendimento junto a outras pessoas e oferece a atenção de um profissional, preferencialmente mulher, com treinamento específico para lidar com essas questões. Um ambiente mais humanizado e adequado às suas necessidades”, frisou.

O delegado ressaltou ainda o projeto Elas por Elas, que disponibiliza aulas gratuitas de defesa pessoal, e a articulação dos diferentes atores dessa estrutura de acolhimento para ajudar o maior número possível de vítimas. “Quando o agressor descumpre medida protetiva, por exemplo, isso é imediatamente comunicado ao foro. Temos uma rapidez muito grande, com a expedição de prisão preventiva. Mas é importante que a mulher faça o seu papel, denunciando, procurando a rede de atendimento. Ela não pode sofrer sozinha e calada”, complementou.

Raizer Ferreira salientou a atuação da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara, atualmente sob o comando da vereadora Tita (PSDB), para a criação da Rede Integrada Laço Lilás, que desde 2017 reúne entidades voltadas para o atendimento a vítimas de violência de gênero. “Uma a cada quatro mulheres já passou por esse tipo de violência dentro das suas casas. O Brasil é o sétimo colocado em um ranking entre países que mais matam mulheres. Temos que reforçar todos os dias que existe uma rede de apoio para servi-las”, pontuou. “As mulheres estão conseguindo ajudar umas às outras muito em função dessa rede de atendimento”, colaborou Tita.

Foto: Jaime Freitas/CMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/10/2022 0 Comentários 881 Visualizações
Cidades

Campo Bom aposta em grupos reflexivos para agressores no combate à violência de gênero

Por Amanda Krohn 23/09/2022
Por Amanda Krohn

Campo Bom está buscando a criação de grupos reflexivos de gênero para agressores para combater a violência contra a mulher. Através da adesão ao Comitê Intermunicipal de Fortalecimento da Rede de Políticas para Mulheres do Rio Grande do Sul, realizada em abril, o objetivo é diminuir a reincidência deste tipo de violência. Para isso, o modelo aposta na reeducação dos homens envolvidos em situação de violência contra a mulher. O agressor terá de participar de encontros, a princípio realizados dentro do Fórum, e será intimado a fazê-lo por meio da expedição da medida protetiva.

“Depois de importantes ações para proteger a vítima, o propósito é, de fato, evitar que as mulheres, já fragilizadas, voltem a sofrer o terror da violência doméstica”, afirma a primeira-dama Kátia Orsi. Para Silvia Cristina Maciel, assistente social do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) de Sapiranga e uma das idealizadoras da proposta ao lado da primeira-dama, Campo Bom está muito à frente de outros municípios. “A iniciativa não é nova, mas geralmente parte do Poder Judiciário, são poucos os lugares que contam com o olhar mais atento do Executivo, o que vai ajudar na efetividade da medida”, observa.

Pelos esforços empregados no combate à violência contra a mulher, Campo Bom foi recentemente cadastrado na Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, do governo federal, como referência para atendimento às vítimas. Uma reunião para debater os próximos passos a serem dados para a implantação dos grupos ocorreu ontem, dia 21, na Prefeitura. Além da primeira-dama Kátia Orsi e da assistente social Silvia Maciel, participaram o delegado Clóvis Nei da Silva, titular da Polícia Civil no Município; o comandante da Guarda Municipal de Campo Bom (GMCB), Emerson Edinei Lopes; Rosalino Seara, secretário de Segurança e Trânsito; Vanessa Sommer, secretária de Desenvolvimento Social e Habitação em exercício; Luciane Taufer, coordenadora da Divisão de Assistência Social; Ione Georg Pedde, técnica de referência da SMDSH; Lúcia Cristovam, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM); e Aline Ester Grün, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

Foto: Emerson Santos/PMCB/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/09/2022 0 Comentários 776 Visualizações
Cidades

Câmara de Novo Hamburgo aprova divulgação de placas com telefones para denúncia de violência doméstica

Por Amanda Krohn 18/08/2022
Por Amanda Krohn

A Câmara de Novo Hamburgo voltou a aprovar por unanimidade nesta quarta-feira (17), projeto de lei que ordena a fixação de placas ou cartazes em prédios, condomínios residenciais, estabelecimentos comerciais e repartições públicas com números de telefone para denúncias de violência contra a mulher. O texto, assinado pelos 14 vereadores titulares que compõem o Legislativo, será enviado para avaliação da prefeita Fátima Daudt. Caberá à chefe do Executivo transformar a proposta em lei ou vetá-la.

Confeccionados em formato A3, os informativos deverão incluir o Disque-Denúncia 181, da Secretaria da Segurança Pública do Estado; o Disque 190, para acionar a Brigada Militar e a Patrulha Maria da Penha; o telefone (51) 3584-5801, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo; e o número da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006), facilitando a consulta aos mecanismos legais para coibir e prevenir a violência doméstica.

Caso o Executivo decida pela sanção do PL nº 42/2022, os locais mencionados no texto terão 60 dias para se adequarem à nova norma. O descumprimento da lei acarretará na aplicação de advertência, com os responsáveis sendo notificados para afixarem os informativos em até 30 dias. Caso o novo prazo seja desrespeitado, será cobrada multa no valor de 70 Unidades de Referência Municipal (URMs), o que corresponde a R$ 288,37 na cotação de 2022. As quantias arrecadadas serão direcionadas a programas municipais de prevenção à violência contra a mulher.

“Entendemos que, com essa medida, agressores pensarão várias vezes antes de cometer atos de violência, sabendo que poderão ser denunciados, enquanto outras pessoas entenderão finalmente que a violência é crime e, acima de tudo, incentivarão as vítimas e entes queridos a denunciar e sair das garras do abuso”, justificam os autores.

Entendemos que, com essa medida, agressores pensarão várias vezes antes de cometer atos de violência, sabendo que poderão ser denunciados.des

Para o projeto virar lei

Para que um projeto se torne lei depois de aprovado em segunda votação, ele deve ser encaminhado à Prefeitura, onde poderá ser sancionado e assinado pela prefeita. Em seguida, o texto deve ser publicado, para que todos saibam do novo regramento. Se o documento não receber a sanção no prazo legal, que é de 15 dias úteis, ele volta para a Câmara, que fará a promulgação e ordenará sua publicação. Quando isso ocorre, é dito que houve sanção tácita por parte da prefeita.

Há ainda a possibilidade de o projeto ser vetado (ou seja, rejeitado) parcial ou totalmente pela prefeita. Nesse caso, o veto é analisado pelos vereadores, que podem acatá-lo, e então o projeto não se tornará lei, ou derrubá-lo, quando também a proposta será promulgada e publicada pela Câmara.

Foto: Tatiane Lopes/CMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2022 0 Comentários 710 Visualizações
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