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violência contra a mulher

Saúde

GHC discute como equipes de saúde podem identificar sinais de violência contra a mulher

Por Ester Ellwanger 13/08/2026
Por Ester Ellwanger

O que pode ter acontecido além do motivo da consulta? Quais sinais sugerem possível violência? Como abordar uma mulher sem colocá-la em risco? Como a equipe multiprofissional pode ajudar?

Esses questionamentos têm ganhado espaço, na área da saúde, como aliados no combate à violência contra a mulher. A tarefa, no entanto, não é simples: exige atenção, escuta e acolhimento durante todo o período da paciente nos centros de saúde.

“Em muitos casos, as pacientes procuram o hospital com queixas físicas, mas, durante a conversa, pelo modo como a mulher se porta, pela forma como alguns sinais se apresentam, é possível perceber alguma violência psicológica, padrões de intimidação e eventos que minam a autoestima dela. Dá para perceber que a mulher está fragilizada na sua relação consigo mesma”, aponta Mylene Geiger, psicóloga do Hospital Fêmina (HF), em Porto Alegre.

Rodada de Conversa

A especialista foi uma das responsáveis por conduzir uma roda de conversa com profissionais do centro de saúde na manhã desta quarta-feira, 12 de agosto. Com o tema “O que é violência e como ela se apresenta: reconhecendo a violência no hospital”, o encontro reuniu trabalhadores no auditório do HF em uma atividade que integra o calendário do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em referência ao Agosto Lilás, o mês de conscientização e combate à violência contra a mulher.

Dinâmica em grupo

A metodologia envolveu a análise de situações fictícias baseadas em relatos reais para incentivar a discussão sobre os possíveis sinais de violência psicológica contra pacientes. Um dos casos usados na dinâmica foi o de uma jovem de 19 anos que comparecia às consultas de pré-natal sempre acompanhada da sogra, com a qual buscava aprovação antes de responder a qualquer pergunta sobre o corpo e a rotina.

Outro cenário estudado foi o de uma mulher de 29 anos que aguardava pela ecografia e precisava urgentemente enviar uma foto da sala de espera ao companheiro para provar que estava no hospital.

Depois, em grupos, as participantes tinham de discutir quais possíveis sinais de alerta poderiam ser identificados nas situações fictícias usadas como exemplos e quais abordagens poderiam ser adotadas para interromper o problema.

“O principal é acolher esse sofrimento e mostrar para a pessoa que existem alternativas. Isso é essencial porque ela não vai perceber essas possibilidades se estiver no meio do ciclo da violência. Então, é importante que as equipes funcionem como um canalizador para potencialidades. E isso só ocorre se a pessoa sentir que pode confiar na equipe, que será bem recebida e ajudada”, acrescenta Mylene Geiger.

Da espiral de violência à ação institucional

A compreensão da dinâmica das agressões é requisito para um tratamento humanizado das pacientes, de acordo com Lucas Lazzarotto Vasconcelos Costa, psicólogo do HF, que também participou da roda de conversa. Segundo ele, a chamada “espiral da violência doméstica” pode ajudar profissionais da saúde a identificarem ações que ganham gravidade com o passar do tempo e exigem intervenções.

“O que a espiral de violência traz é que esse ciclo vai se intensificando com o tempo, vai se tornando mais violento, e a culminação dele é o feminicídio. O grande desafio do profissional de saúde é conseguir entender a violência enquanto ela ainda não se instalou na sua intensidade máxima, é tentar entender esses primeiros sinais, que aparecem muitas vezes na violência psicológica, em controle e manipulação”, destaca o psicólogo.

Tipos de violência doméstica

Também foram abordados os tipos de violência doméstica mais comuns: psicológica, sexual, virtual, moral, física e patrimonial. Outro tópico foi o “violentômetro”, uma espécie de termômetro que indica níveis de violência, como cuidado (piadas ofensivas, intimidação e desqualificação da mulher), reação (destruição de bens, proibição de realizar atividades e início de agressões contra a vítima) e alerta (ameaças de morte, abuso sexual e mutilação).

“A violência contra a mulher é um sistema violento alimentado pelo patriarcado, pela misoginia, e que se manifesta em diferentes lugares, inclusive na vida privada. É um grande desafio para os trabalhadores da saúde se perceberem nesse lugar também. O combate aos cenários de risco exige um esforço em conjunto”, acrescenta Lucas Lazzarotto Vasconcelos Costa.

O envolvimento de todos os setores

A capacitação também debateu os protocolos das instituições de saúde, que, segundo os especialistas, devem periodicamente rever os fluxos para não incorrer na reprodução de preconceitos no atendimento. Outra bandeira do trabalho contra a violência de gênero é que o acolhimento às vítimas envolva funcionários de todos os setores dos hospitais.

Há 10 anos atuando na higienização do HF, Solimara Miranda Brasil relatou que o constrangimento e o medo formam as barreiras que mantêm as mulheres no silêncio.

“Sabemos que há pessoas que se sentem constrangidas de falar das próprias situações enquanto estão sofrendo violências. Mas vejo que, em alguns casos, isso tem mudado. Muitas situações que antes não eram consideradas violências hoje são reconhecidas e discutidas em reuniões como esta, repercutidas na mídia, são assunto nas conversas do dia a dia. Para mim, quanto mais canais disponíveis para essas mulheres buscarem ajuda, mais rápido o problema diminuirá”, comentou Solimara.

No GHC

O Grupo Hospitalar Conceição mantém o Re-Humam, um serviço composto por uma equipe multidisciplinar que oferece atendimento humanizado para mulheres (e pessoas que se identificam com o gênero feminino) que chegam aos centros de saúde administrados pelo grupo em situação de violência.

A iniciativa oferece acolhimento e escuta qualificada em espaço seguro, apoio psicológico e assistência social, além de orientações jurídicas e encaminhamentos para as redes de proteção externas (segurança, justiça e assistência social) para auxiliar a mulher a romper o ciclo de violência.

A base principal fica no Espaço Elza Soares, localizado no Hospital Cristo Redentor (HCR), e as profissionais do serviço atuam nos casos a partir de ações de busca ativa e encaminhamento interno.

Foto: Tamires Rodrigues/Divulgação | Fonte: Assessoria

13/08/2026 0 Comentários 43 Visualizações
Cidades

Banco Vermelho é instalado em Gramado como símbolo de combate ao feminicídio

Por Jonathan da Silva 22/05/2026
Por Jonathan da Silva

Com o objetivo de promover a conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio, além de incentivar denúncias e reforçar a atuação da rede de proteção no município, um banco vermelho foi instalado nesta quinta-feira (21) pelo Gabinete da Primeira-Dama na Rua São Pedro, em frente à sede do órgão. O monumento é inspirado no Instituto Banco Vermelho (IBV), referência no enfrentamento à violência doméstica. O ato reuniu autoridades civis, militares e representantes do poder público com o foco em ampliar a mobilização da comunidade em torno do tema.

Durante a cerimônia, a primeira-dama Jandira Tissot afirmou que o espaço funcionará como um lembrete permanente sobre a necessidade de combate à violência contra as mulheres. “Esse trabalho de conscientização precisa ser permanente. A violência é um ato cruel e, na gestão Nestor e Luia, estamos estruturados em uma rede de apoio para auxiliar as mulheres e as famílias gramadenses”, expressou Jandira.

Integração entre órgãos

A delegada Fernanda Aranha destacou a importância da integração entre forças de segurança e administração pública para ampliar a efetividade das ações de proteção às vítimas. “É mais uma ferramenta no combate contra a violência doméstica. Esse trabalho é muito mais efetivo quando atuamos de forma integrada”, pontuou a delegada.

O evento contou ainda com a presença da diretora do Gabinete da Primeira-Dama, Suzana Strassburger, da major Francieli Ronsoni e da soldado Mariceles Stocco, representantes da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar. Também acompanharam a inauguração os secretários municipais de Obras, William Camilo, e da Saúde, Jeferson Moschen, além de servidores municipais.

Símbolo de conscientização

O Banco Vermelho é um símbolo internacional utilizado em espaços públicos para chamar atenção à violência de gênero e estimular a denúncia de casos de agressão e feminicídio. A proposta da iniciativa é ampliar a conscientização da população e fortalecer o debate sobre prevenção e acolhimento às vítimas.

Violência contra a mulher é crime. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2026 0 Comentários 149 Visualizações
Cidades

Dia D de combate à violência contra a mulher é realizado em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 05/03/2026
Por Jonathan da Silva

Uma operação integrada realizada na manhã desta quinta-feira (5) reuniu a Guarda Municipal de Novo Hamburgo, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), e a Brigada Militar para um “Dia D” de combate à violência contra a mulher. A ação contou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão de armas após denúncias de violência doméstica feitas por mulheres que se relacionavam com possíveis agressores.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão de armas em endereços relacionados às denúncias. Além das ações no município, também houve o cumprimento de um mandado em Porto Alegre e outro no estado de Santa Catarina.

Atuação das forças de segurança

A Guarda Municipal participou da operação por meio do Departamento de Programas de Prevenção à Violência, com a atuação de seis agentes. Entre os participantes estava o diretor da Guarda Municipal e responsável pelo departamento, Emerson Edinei Lopes.

O diretor da Guarda Municipal e responsável pelo Departamento de Programas de Prevenção à Violência, Emerson Edinei Lopes, destacou a atuação conjunta das instituições na ação. “Enaltecemos a integração das forças policiais do Município em uma questão tão importante. Seguimos estruturando e capacitando o grupamento Mulheres Protegidas, buscando cada vez mais o melhor atendimento de ocorrências e a prevenção da violência doméstica”, afirmou Lopes.

Coordenação da operação

A operação foi organizada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), da Polícia Civil, que conduziu a articulação entre as instituições envolvidas.

A delegacia também agradeceu o apoio e o trabalho conjunto com a Guarda Municipal e a Brigada Militar, ressaltando o caráter de prontidão das três instituições no acolhimento às vítimas.

Foto: Gustavo Steffens/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/03/2026 0 Comentários 215 Visualizações
Projetos especiais

Nova Petrópolis inicia ações dos 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra a mulher

Por Jonathan da Silva 25/11/2025
Por Jonathan da Silva

Nova Petrópolis iniciou as ações da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher nesta segunda-feira (24), com promoção da Secretaria de Saúde e Assistência Social, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e da Coordenadoria da Mulher. As atividades, que seguem até 10 de dezembro em diversos pontos do município, ocorrem como parte da Semana Municipal de Combate à Violência contra a Mulher, instituída por lei para reforçar a prevenção, a conscientização e o enfrentamento à violência de gênero.

A Semana Municipal de Combate à Violência contra a Mulher foi criada pela Lei Municipal 4.987/2021 e acontece anualmente na semana que inclui o dia 25 de novembro, data reconhecida internacionalmente como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Segundo a Coordenadoria da Mulher, o objetivo é ampliar o debate sobre o tema, estimular a denúncia e fortalecer políticas públicas de proteção.

A coordenadora especial de Políticas para Mulheres e Idosos de Nova Petrópolis, Liriane Kintschner, afirma que “a violência contra a mulher não é um assunto distante. Ela está nos lares, nas ruas, nos espaços públicos e privados, nas relações afetivas e profissionais. Está, muitas vezes, silenciosa, escondida, naturalizada. Por isso, os 16 Dias de Ativismo nos convocam a romper o silêncio, a ampliar o debate e a fortalecer políticas públicas que garantam proteção, acolhimento e direitos”.

Programação dos 16 Dias de Ativismo

  • Terça-feira, 25 de novembro – 9h: Inauguração do Banco Vermelho de Nova Petrópolis – Rua Frederico Michaelsen, 129, Centro
  • Quarta-feira, 26 de novembro – 8h: Palestra na Escola 1º de Maio
  • Quinta-feira, 27 de novembro – 13h30min: Fórum de Enfrentamento de Combate à Violência contra a Mulher – Plenarinho da Acinp
  • Sexta-feira, 28 de novembro – 14h: Cine-debate com o filme “É Assim que Acaba” – Sala de Cursos da Acinp
  • Terça-feira, 9 de novembro – 18h30min: Apresentação do Mapeamento da Violência no Município – Câmara de Vereadores de Nova Petrópolis
  • Quarta-feira, 10 de dezembro – 9h: Dinâmica das Rosas e Caminhada pelo fim da violência contra as mulheres – Rua Coberta
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/11/2025 0 Comentários 271 Visualizações
Cidades

Símbolo de combate à violência contra a mulher, Banco Vermelho é instalado em Dois Irmãos

Por Jonathan da Silva 03/09/2025
Por Jonathan da Silva

Um Banco Vermelho, considerado símbolo internacional de combate à violência contra a mulher, foi instalado em frente ao Fórum de Dois Irmãos recentemente. A iniciativa integra o movimento mundial de conscientização sobre a gravidade da violência de gênero e foi viabilizada por meio do envio do mobiliário pelo Tribunal de Justiça do estado.

O Banco Vermelho passa a compor o espaço público da cidade como marco permanente contra a violência doméstica e de gênero. A ação busca sensibilizar a comunidade para a responsabilidade coletiva no enfrentamento do problema.

Atuação da Coordenadoria da Mulher

A Coordenadoria da Mulher de Dois Irmãos aderiu ao movimento e destacou que a luta exige engajamento social contínuo. “O Banco Vermelho é um convite para a reflexão e para a transformação social, lembrando que proteger e valorizar a vida das mulheres depende de todas e todos nós”, afirmou a coordenadora da Mulher, Kelly Berlitz.

Ao longo de agosto, a Coordenadoria promoveu diferentes ações voltadas à conscientização sobre a violência contra a mulher, reforçando a importância de que o tema seja enfrentado de forma conjunta pela sociedade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2025 0 Comentários 316 Visualizações
Cidades

Brigada Militar realiza Dia D da Operação Elo de Proteção

Por Jonathan da Silva 22/08/2025
Por Jonathan da Silva

A Brigada Militar realizou, nesta quinta-feira (21), o Dia D da Operação Elo de Proteção, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, com ações em diversas regiões do estado. A iniciativa teve como objetivos apurar denúncias de violência doméstica e familiar contra mulheres, cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão, além de promover atividades educativas para divulgar canais de denúncia e medidas protetivas.

Em Canoas e Nova Santa Rita, o 15º Batalhão de Polícia Militar (BPM) promoveu palestras em escolas sobre prevenção, acolhimento às vítimas e a importância da denúncia dos agressores. A Patrulha Maria da Penha do 33º BPM, que abrange Canoas, Sapucaia do Sul e Esteio, participou de reuniões, encontros e fiscalizações, além de prestar atendimento às vítimas. Em Caxias do Sul, o 12º BPM realizou palestra no Núcleo Integrado de Políticas Públicas (NIPP), repassando orientações sobre formas de proteção, canais de denúncia e o papel da Patrulha Maria da Penha.

No 10º BPM, que atende Vacaria, Lagoa Vermelha e Sananduva, policiais visitaram a jovem Diovana, portadora de Síndrome de Down e autismo, que já superou doenças como covid-19 e meningite. A Patrulha Maria da Penha entregou kits de higiene arrecadados em parceria com o Ministério Público, além de uma camiseta e uma touca da Brigada Militar para ela e seu irmão.

Fiscalizações e ações educativas

O 39º BPM fiscalizou medidas protetivas de urgência, realizou visitas às vítimas já acompanhadas e abordagens de conscientização. A unidade também participou da inauguração do banco vermelho em São Pedro das Missões e São José das Missões. Já o 6º BPM, que atua em Rio Grande, São José do Norte, Santa Vitória do Palmar e Chuí, promoveu ações educativas e repressivas em apoio às medidas protetivas de urgência, encaminhando casos ao sistema judiciário quando necessário.

Blitz de conscientização

Em Santana do Livramento, a Patrulha Maria da Penha do 2º RPMon realizou blitz educativa em parceria com o Centro de Referência da Mulher, orientando motoristas sobre os tipos de violência que mais atingem mulheres, como física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. O 2º Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (BPAT) também promoveu blitz de conscientização contra a violência doméstica em municípios do litoral norte, com o objetivo de divulgar canais de denúncia e reforçar a rede de apoio às vítimas.

Atividades em Porto Alegre

Na capital, o 1º BPM realizou ações preventivas, educativas e repressivas, reforçando o compromisso da Brigada Militar com a defesa da vida, da dignidade humana e da proteção de mulheres e outros grupos vulneráveis. As atividades do Dia D integram a campanha Agosto Lilás, dedicada ao combate à violência contra a mulher em todo o Brasil. A Brigada Militar ressalta que denúncias de emergência podem ser feitas pelo telefone 190.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2025 0 Comentários 329 Visualizações
Saúde

Agosto Lilás e Agosto Dourado geram mais de 600 atendimentos de saúde em Campo Bom

Por Jonathan da Silva 19/08/2025
Por Jonathan da Silva

Mais de 600 atendimentos em saúde foram realizados neste sábado (16), em Campo Bom, durante ações alusivas ao Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência contra a mulher, e ao Agosto Dourado, de incentivo ao aleitamento materno. A iniciativa foi promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde e do Gabinete da vice-prefeita Gênifer Engers, em parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer, nas unidades Centro Materno Infantil (CMI) e nas ESFs Operária, Santa Lúcia, Firenze e Porto Blos.

O balanço da Secretaria de Saúde aponta 111 consultas médicas, 105 atendimentos de enfermagem e 179 de técnicos de enfermagem. Também foram registrados 22 atendimentos odontológicos, 46 coletas de preventivo, 13 vacinas aplicadas e 202 testes rápidos, sendo 61 de HIV, 61 de sífilis, 40 de hepatite B e 40 de hepatite C.

Foco em prevenção e conscientização

No Centro Materno Infantil, o destaque foi a promoção do aleitamento materno, enquanto nas demais unidades o foco esteve em atividades educativas sobre combate à violência contra a mulher e cuidados com a saúde integral. A vice-prefeita Gênifer Engers ressaltou o caráter abrangente da ação. “As mulheres que participaram tiveram acesso a serviços de saúde, mas também a informação, acolhimento e conscientização sobre temas fundamentais. É um trabalho que une prevenção, cuidado e proteção”, enfatizou Gênifer.

Importância da saúde preventiva

A secretária de Saúde de Campo Bom, Luana Schnorr, destacou o impacto da estratégia de ampliar a presença dos serviços junto à comunidade. “Ações como essa aproximam os serviços das pessoas e ampliam o alcance da saúde preventiva, que é fundamental para o bem-estar da comunidade”, expressou a titular da pasta.

Foto: Shamchai Oliveira/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/08/2025 0 Comentários 423 Visualizações
Variedades

Brigada Militar participa de seminário sobre violência contra a mulher em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 15/08/2025
Por Jonathan da Silva

A guarnição da Patrulha Maria da Penha do 25º Batalhão de Polícia Militar (BPM) participou, nesta quinta-feira (14), do Seminário “Violência Contra a Mulher – Desafios e Estratégias para a Rede de Proteção”, realizado no Auditório da Biblioteca da Unisinos, em São Leopoldo. Responsável pelo atendimento nos municípios de São Leopoldo, Portão e Capela de Santana, a equipe presente foi composta pela soldado Andreia e pela soldado Martins. O evento integra as ações da campanha Agosto Lilás e teve como objetivo promover a troca de experiências e o fortalecimento da rede de proteção.

O seminário foi promovido pela Secretaria de Políticas para Mulheres de São Leopoldo, em parceria com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). A atividade reuniu autoridades, profissionais e representantes de órgãos e instituições que atuam na prevenção e no enfrentamento à violência contra a mulher.

Atuação integrada na prevenção

O capitão Max Freitas representou o comando do 25º BPM e destacou a importância da articulação conjunta entre os órgãos de segurança e demais instituições. “A atuação integrada fortalece as estratégias de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher no município e região”, afirmou Freitas.

Foto: 25º BPM/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 378 Visualizações
Projetos especiais

Google e governo brasileiro firmam parceria para ampliação do acesso ao Ligue 180

Por Jonathan da Silva 17/10/2024
Por Jonathan da Silva

A empresa Google e o governo federal firmaram uma parceria para facilitar o acesso ao serviço de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica por meio da plataforma de buscas da big tech norte-americana. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10), no Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, e faz parte das ações iniciadas em 2023 para reestruturar e ampliar os serviços do Ligue 180.

Com o novo recurso, usuários que pesquisarem por termos relacionados à violência contra a mulher, como “ajuda violência contra mulher” ou “ajuda violência doméstica”, encontrarão informações sobre os canais de atendimento e links diretos para a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, coordenada pelo Ministério das Mulheres.

A coordenadora-geral do Ligue 180, Ellen dos Santos Costa, destacou a importância da parceria. “É mais um passo importante para o enfrentamento à violência contra a mulher, sendo o Google um parceiro estratégico para potencializar a divulgação do Ligue 180 e suas formas de acesso”, afirmou Ellen, que também ressaltou que as informações aparecerão no topo das pesquisas, garantindo que sejam confiáveis e verificadas.

A líder de Parcerias Estratégicas de Impacto Social para a Busca do Google na América Latina, Luisa Phebo, enfatizou o compromisso da empresa em auxiliar mulheres a encontrarem suporte de forma rápida. “Ajudar as vítimas a encontrar rapidamente um contato para suporte faz parte da nossa missão de tornar a informação universalmente acessível”, explicou Luisa.

O Ligue 180, coordenado pelo Ministério das Mulheres, é um serviço gratuito que oferece informações sobre direitos, além de registrar e encaminhar denúncias de violência contra mulheres. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados. Desde 2023, o atendimento também foi expandido para o WhatsApp e novas capacitações foram implementadas para aprimorar o atendimento humanizado e profissional.

Foto: Pixabay/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/10/2024 0 Comentários 423 Visualizações
Cidades

GGIM de São Leopoldo se reúne para debater combate à violência contra a mulher

Por Jonathan da Silva 06/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) de São Leopoldo se reuniu na tarde desta quinta-feira (5) em resposta aos recentes casos de feminicídio na cidade. A ação foi organizada pela Prefeitura do município, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp) e da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (Sepom), para reafirmar o compromisso em combater a violência de gênero e propor novos projetos para proteger as mulheres da cidade.

Desde março de 2024, foram registrados três feminicídios em São Leopoldo, todos já investigados e com os responsáveis detidos. De acordo com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), os três acusados estão presos e apenas um dos casos envolveu um irmão, enquanto os outros dois foram consumados por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

No período até agosto de 2024, a Deam registrou um total de 1.785 ocorrências relacionadas à violência contra a mulher. Dentre essas, 649 medidas protetivas foram solicitadas e 857 procedimentos foram instaurados. Em 2024, as autoridades realizaram 105 prisões e cumpriram 25 mandados de busca. Além disso, 84 prisões em flagrante foram efetuadas e 101 verificações de denúncias foram realizadas.

A Ronda Lilás da Guarda Civil Municipal (GCM) tem trabalhado na proteção das mulheres. Desde o início de suas atividades em abril de 2024 até agosto do mesmo ano, a Ronda Lilás realizou um total de 111 medidas protetivas de urgência. Até o final de agosto, a ronda já efetuou 617 visitas de acompanhamento. No total, 73 medidas protetivas permanecem ativas, após a exclusão das que foram revogadas ou expiradas.

O atendimento emergencial às vítimas continua sendo um essencial na luta contra a violência de gênero. Até agosto de 2024, a Lei Maria da Penha através da Brigada Militar proporcionou assistência a 244 vítimas ativas e 724 atendimentos foram recebidos por meio do número de emergência 190.

A Prefeitura de São Leopoldo, junto com a Semusp e a Sepom, e todas as forças de segurança afirma que continuará a trabalhar incansavelmente para reduzir os índices de violência contra as mulheres e garantir que todas tenham acesso aos recursos e proteções necessárias.

Onde buscar ajuda em São Leopoldo

  • Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
  • – Delegacia da Mulher (DEAM) – Rua São Paulo, 970 – Centro – Telefones: (51) 3579-0447 | (51) 3597-0448 (51) 3597-0449 (51) 98112-3203 | (51) 98681-9992
  • DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento 24h) – Avenida João Alberto, 96 – Fião – Telefones: (51) 3592-1013 ou (51) 98681-8988
  • Brigada Militar, Patrulha Maria da Penha – WhatsApp: (51) 98515-4820
  • Disque 153 – Guarda Civil Municipal (GCM)
  • Centro Jacobina – Rua Lindolfo Collor, 918 – Centro – Telefones: (51) 2200-0446 | (51) 22000-0447 – WhatsApp: (51) 99788-3212
  • Ministério Público – Avenida Unisinos, 89 – Cristo Rei – Telefone: (51) 3591-0251
  • Juizado da Violência Doméstica – Avenida Unisinos, 99 – Cristo Rei – Telefones: (51) 3598-5794 ou (51) 99954-6625
  • Defensoria Pública – Avenida Unisinos, 99 – Cristo Rei – Telefones: (51) 3568-6127 (51) 3590-1299

O Centro Jacobina atua no acolhimento, atendimento, acompanhamento e apoio às mulheres em situação de violência doméstica e de gênero. O atendimento é gratuito, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Os telefones são 2200-0446 ou 2200-0447. Presencialmente, na Rua Lindolfo Collor, 918 – Centro. Através de vídeo chamada e mensagens via WhatsApp, o número é (51) 99788-3212.

Foto: Bianca Amábile/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/09/2024 0 Comentários 512 Visualizações
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