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Hospital Moinhos de Vento

Saúde

Diálise: como funciona o procedimento feito por pacientes com insuficiência renal crônica

Por Marina Klein Telles 23/06/2023
Por Marina Klein Telles

Utilizada para substituir as funções dos rins que param de funcionar ou que reduzem sua atuação, tornando-se insuficientes para o organismo, a diálise é um tratamento realizado por cerca de 150 mil brasileiros, segundo o Censo Brasileiro de Diálise 2021, da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Ela é recomendada para pacientes com insuficiência renal aguda e crônica – último estágio da doença renal crônica.

Dos dois métodos de diálise existentes, a hemodiálise é a mais conhecida e comum, feita por cerca de 95% dos pacientes, conforme o Censo da SBN. Menos popular, a diálise peritoneal oferece como vantagem a possibilidade de ser feita em casa. Desde 2002, o Hospital Moinhos de Vento conta com uma Unidade de Diálise, criada para atender pacientes ambulatoriais ou internados. Para esclarecer as dúvidas sobre o procedimento, o chefe do Serviço de Nefrologia do Hospital Moinhos de Vento, David Saitovitch, respondeu algumas questões.

David Saitovitch

O que é a diálise?

Saitovitch define a diálise como um processo de filtragem e separação. De forma didática, ele explica que é preciso imaginar duas soluções: uma ao lado da outra, separadas, apenas, por uma membrana semipermeável. “Ao longo do tempo, esse líquido vai acabar passando de um lado da membrana para o outro, dependendo da concentração destas substâncias na solução em cada lado da membrana. Juntamente com o líquido, passam algumas moléculas também”, ilustra. Portanto, a diálise é um processo de separação de substâncias entre dois líquidos separados por uma membrana.

Para quem a diálise é indicada?

Esse processo clássico de diálise é usado para pacientes que têm doença renal – crônica ou aguda – e não conseguem mais excluir, por meio dos rins, as substâncias que estes órgãos, normalmente, eliminariam pela urina, como potássio, fósforo, ácidos e líquido. Se não eliminadas, essas substâncias ficam em excesso no corpo.

Quais são os métodos utilizados na diálise?

Basicamente, existem dois métodos: o mais conhecido é a hemodiálise, na qual o sangue retirado passa por um filtro e dele são retiradas substâncias e água. Ela é realizada em hospitais ou clínicas especializadas, de duas a quatro vezes por semana, com duração entre três e cinco horas. Outra possibilidade é a diálise peritoneal, feita diariamente em domicílio pelo próprio paciente ou familiar. Nesse método, se usa a membrana do peritônio, que fica dentro do abdômen, como filtro. Para fazê-lo, um líquido de diálise é colocado na cavidade peritoneal e drenado através de um cateter.

O que é a hemodiafiltração?

É um novo método de filtragem, incluído no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2021. Nele, se faz uma filtragem muito maior na comparação com os outros métodos. “É um procedimento semelhante à hemodiálise, só que ele usa também um outro princípio, que é o da convecção. Quer dizer, tira muito líquido em uma membrana muito porosa e junto com esse líquido passam, por arrastamento, moléculas, e esse volume é reposto pela veia. Se tira bastante volume na hemodiafiltração e, como os poros da membrana são maiores, também são retiradas moléculas maiores do organismo, quando comparadas à hemodiálise.”, diferencia o médico.

Mas fazer hemodiálise dói?

Na maioria das sessões de hemodiálise, o paciente não sentirá nada. Entretanto, a Sociedade Brasileira de Nefrologia alerta que, algumas vezes, pode ocorrer uma queda da pressão arterial, câimbras ou dor de cabeça. Por estes motivos, as sessões sempre são acompanhadas por um médico e uma equipe de enfermagem.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/06/2023 0 Comentários 822 Visualizações
Variedades

Hospital Moinhos de Vento promove passeio ciclístico

Por Marcel Vogt 22/06/2023
Por Marcel Vogt

Cerca de 700 participantes são aguardados para a 3ª edição do Passeio Ciclístico promovido pelo Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre. A atividade marca as comemorações pelo mês do Meio Ambiente e ocorre no próximo sábado (24), com largada às 10h, do Parque Moinhos de Vento (Parcão). O percurso de 12 quilômetros passará pela Goethe, Vasco da Gama, Sarmento Leite, Loureiro da Silva, Edvaldo Pereira Paiva, Ipiranga e Silva Só, com chegada no Parcão.

Segundo o superintendente administrativo do Hospital Moinhos de Vento, Evandro Moraes, o evento traduz o propósito da instituição, que é cuidar das pessoas. “Promovemos uma cultura de gestão ambiental forte, com iniciativas previstas ao longo de todo o ano. E conscientizar as pessoas sobre a importância do cuidado com o meio ambiente é reforçar a importância do cuidado consigo mesmo, cuidando do nosso planeta e da nossa saúde”, observa o gestor.

O evento é aberto ao público, sem necessidade de inscrição. “Estamos promovendo este passeio com o objetivo de conscientizar sobre a importância do uso da bicicleta como um meio de transporte alternativo. Além de trazer benefícios para a saúde física e mental, a bicicleta também desempenha um papel crucial na redução das emissões de gases de efeito estufa. Com essa iniciativa, buscamos deixar um legado de boas práticas em termos de saúde e preservação ambiental para a cidade de Porto Alegre”, destaca o coordenador de Meio Ambiente do Hospital Moinhos de Vento, Rogério Almeida.

A atividade tem o apoio do PedAlegre Clube de Ciclismo, da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e da Brigada Militar.

Serviço

O que: 3º Passeio Ciclístico
Quando: sábado, 24 de junho. Concentração a partir das 10h, com largada às 10h30
Onde: Parque Moinhos de Vento (Parcão)
Quanto: Evento gratuito

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2023 0 Comentários 602 Visualizações
Variedades

Reumatologista do Hospital Moinhos de Vento recebe Medalha do Espírito Pan-Americano

Por Marcel Vogt 11/05/2023
Por Marcel Vogt

O chefe do Serviço de Reumatologia do Hospital Moinhos de Vento, Fernando Neubarth, foi condecorado com a Medalha Espírito Pan-Americano, sendo o primeiro brasileiro a receber a distinção. A homenagem da Liga Pan-Americana de Associações de Reumatologia (Panlar) ocorreu no final de abril, durante a abertura do 25º congresso da entidade, no Rio de Janeiro.

É com orgulho que recebo esse reconhecimento.

A medalha é um destaque ao especialista por seu apoio à instituição, seus esforços para incorporar a Sociedade Brasileira de Reumatologia à Panlar, bem como sua contribuição como escritor para a revista Global Rheumatology.

“É com orgulho que recebo esse reconhecimento que destaca a importância do comprometimento com os ideais das instituições em que atuamos e, em especial, num momento de avanços que temos obtido nessa área, com contribuições para a qualidade de vida dos pacientes”, destacou o especialista.

Além de presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (biênio 2006-2008) e atual presidente do seu conselho consultivo, Neubarth exerceu também vários cargos na entidade pan-americana.

A Panlar foi fundada em 1944 e o seu primeiro congresso aconteceu no Brasil, também, no Rio de Janeiro, em 1955. A Liga é formada por todos os países das Américas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/05/2023 0 Comentários 783 Visualizações
Saúde

Marido recebe rim da esposa em transplante no Hospital Moinhos de Vento

Por Amanda Krohn 09/01/2023
Por Amanda Krohn

A promessa do juntos na saúde e na doença foi levada ao pé da letra pelo casal Gelson Luis Pires, de 57 anos, e sua esposa Rejane Maria Fresee Pires, de 55. Em tratamento conservador em função de problema nos rins desde os 30 anos, há quatro anos o advogado aposentado fazia diálise, mas o tratamento já não estava dando a resposta que precisava. E foi na esposa Rejane que ele encontrou a doadora compatível.

Com uma biópsia inconclusiva da condição de seus rins, Pires já estava com problemas no coração (coração grande) em função da pressão alta, além de sofrer com a bipolaridade. “Eu ficava angustiado já no domingo porque na segunda precisava fazer a diálise”, relata. Foi um amigo que indicou o nefrologista do Hospital Moinhos de Vento, David Saitovitch, especialista responsável pelo transplante. “Foi um milagre, deu tudo certo. Os médicos dizem que foi melhor do que o esperado”, comemora. Pai de duas filhas, Victoria, de 27, e Manuela, de 16, hoje o morador de Porto Alegre já pode fazer coisas que antes não conseguia mais fazer. “Eu nem me concentrava mais na leitura, agora tenho muito mais atividade”, revela.

Foi um milagre, deu tudo certo. Os médicos dizem que foi melhor do que o esperado

Com a sorte de encontrar na esposa o rim compatível, o advogado aposentado conscientiza sobre a importância da doação de órgãos. “As famílias devem aceitar a retirada dos órgãos, é uma forma de permitir que a vida do familiar continue. É uma missão além da vida. O sofrimento das pessoas que fazem diálise é muito grande. A pessoa enfraquece muito, muda até o modo de caminhar”, contou. O transplante é um dos tratamentos para a doença renal crônica e no caso de Pires, ele agora não faz mais hemodiálise e garante a sobrevida, mas segue realizando terapias complementares.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/01/2023 0 Comentários 578 Visualizações
Saúde

Gaúcho assume presidência de Associação Brasileira de Otorrino

Por Stephany Foscarini 02/03/2022
Por Stephany Foscarini

Médico do corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento, Renato Roithmann, é o novo presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Roithmann e outros 12 membros integram a nova diretoria para a gestão 2022.

Um dos pressupostos de nossa associação é desenvolver ações que promovam a melhoria da saúde da população”.

O profissional atua há mais de 30 anos na entidade e está entusiasmado para desenvolver novos projetos. “Um dos pressupostos de nossa associação é desenvolver ações que promovam a melhoria da saúde da população. Já realizamos diversas campanhas de orientações e atendimentos em consultórios e universidades. Acreditamos que podemos ampliar e fortalecer ainda mais a nossa atuação”, afirmou o novo presidente.

Roithmann possui graduação e doutorado em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialização em Otorrinolaringologia no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Foi fellow clínico e de pesquisa com ênfase em Rinossinusologia e Cirurgia Videoendoscópica pelo Mount Sinai Hospital em Toronto, no Canadá. Cursou pós-doutorado na cidade de Adelaide, Austrália, na área de cirurgia avançada do nariz e dos seios paranasais. O profissional também é ex-presidente da Academia Brasileira de Rinologia e da Associação Gaúcha de Otorrinolaringologia e atua há mais de 30 anos na ABORL-CCF.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2022 0 Comentários 668 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento realiza live Coração bem cuidado

Por Ester Ellwanger 26/10/2021
Por Ester Ellwanger

A insuficiência cardíaca atinge cerca de três milhões de brasileiros e é a terceira causa de internação de pessoas com mais de 60 anos. De acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, está presente em até 10% dos indivíduos com idade superior a 65 anos. Com o objetivo de promover a conscientização sobre a doença e a efetividade do autocuidado em pacientes, o Hospital Moinhos de Vento promove a edição da live de outubro do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) com o tema Coração bem cuidado – o uso do SMS.

O cardiologista Luís Eduardo Rohde e a pesquisadora Mariana Blacher, ambos do Hospital Moinhos, e o cardiologista do Hcor, Felix Ramires, irão debater com os convidados, a médica do Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, Marciane Rover, e o enfermeiro do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Omar Pereira Neto, temas referentes ao projeto que dá nome à live. O evento online e gratuito acontece nesta quinta-feira, 28 de outubro, a partir das 12h, com transmissão ao vivo pelo Facebook e no canal do hospital no Youtube. As inscrições devem ser feitas no site da instituição.

O projeto

O projeto Coração Bem Cuidado — desenvolvido pelos Hospitais Moinhos de Vento e Hcor, em parceria com o Ministério da Saúde — monitora pacientes com insuficiência cardíaca após a alta hospitalar. Eles são convidados a participar da iniciativa com base em critérios observados durante a internação. Após uma formalização, os voluntários passam a receber mensagens no celular e ligações telefônicas orientando sobre o tratamento enquanto se recuperam em casa. O objetivo é atuar na chamada fase vulnerável da doença, que é o primeiro mês depois da hospitalização. Aplicado em todas as regiões brasileiras, o projeto já atinge 500 pacientes e a ideia é chegar a 700.

 

A doença

A insuficiência cardíaca (IC) é uma condição em que o coração não consegue bombear a quantidade de sangue que o corpo necessita para suprir suas necessidades. As internações por IC em hospitais públicos brasileiros representam aproximadamente 2% de todas as admissões.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/10/2021 0 Comentários 623 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento realizou treinamento gratuito de RCP

Por Ester Ellwanger 25/10/2021
Por Ester Ellwanger

Estima-se que, anualmente, 17 milhões de pessoas morrem em decorrência de paradas cardíacas em todo o mundo. No Brasil, são aproximadamente 360 mil por ano, ou 800 por dia — representando uma vítima a cada 90 segundos. Orientar e preparar a população para atuar numa situação como essa é essencial para salvar vidas e minimizar sequelas.

Por isso, neste domingo, 24 de outubro, o Hospital Moinhos de Vento realizou treinamentos gratuitos de reanimação cardiopulmonar (RCP) no Parcão. A iniciativa ocorreu em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, Samu e Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (Socergs). Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem utilizaram 15 bonecos e desfibriladores externos automáticos (Dea) para capacitar cerca de cem pessoas durante as três horas de evento, além de reunir frequentadores que passavam pelo local.


Entre os participantes, estavam crianças e adolescentes. Silvia Mozart, de quatro anos, veio de Canoas para participar da ação. “Desde pequena, minha filha diz que quer ser enfermeira. Ela pediu para que eu a trouxesse hoje e, no carro, veio contando que aprenderia a salvar vidas”, contou o pai, Rodrigo Mozart.

O treinamento incluiu um conjunto de manobras que pode ser iniciado antes da chegada do socorro, prevenindo sequelas e até a morte. O Comitê Internacional de Ressuscitação orienta que o procedimento seja feito seguindo os três “Cs”: checar a respiração da vítima; chamar por ajuda no número 192; e comprimir efetivamente o tórax, numa taxa de 100 a 120 compressões por minuto. “Com a iniciativa de hoje, temos mais cem pessoas aptas para identificar os sinais de parada cardíaca e fazer os procedimentos de forma segura. O efeito multiplicador de ações como essa salva vidas”, explicou o médico do Serviço de Emergência do Moinhos de Vento, Luiz Fernando Varela.

Conhecimento que faz a diferença

“Nosso propósito é cuidar de vidas, e isso inclui a promoção de ações educativas junto à comunidade. É fundamental compartilhar nosso conhecimento, orientando as pessoas a saber agir em uma situação como esta”, enfatiza Melina Schuch, Gerente de Estratégia, Inovação e Marketing do Hospital Moinhos de Vento. “Em uma situação de emergência em que a vida de uma pessoa está em risco, o socorro deve ser imediato. O conhecimento de RCP pode fazer toda a diferença”, explica o cardiologista Marcelo Rava de Campos, que ministra treinamentos pela Socergs em todo o Rio Grande do Sul.

 

Foto: Leonardo Lenskij/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/10/2021 0 Comentários 676 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento coordena estudo de efetividade da vacina ComiRNAty

Por Ester Ellwanger 10/10/2021
Por Ester Ellwanger

O Hospital Moinhos de Vento e a Pfizer Brasil, em parceria com o Programa Nacional de Imunização, a Universidade Federal do Paraná e a Secretaria de Saúde de Toledo, realizam um estudo que avaliará a efetividade da vacina ComiRNAty contra a Covid-19, em Toledo, no estado do Paraná.

A pesquisa observacional tem como objetivo avaliar a efetividade do imunizante em um cenário de vida real no Brasil. Serão analisados os impactos da vacina em prevenção de casos sintomáticos, reinfecção, internações, mortes, efeitos adversos, além de Long Covid e consequências em longo prazo atribuídas ao coronavírus.

A coordenação do estudo será realizada por uma equipe do Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre. O pesquisador principal e médico intensivista Regis Goulart Rosa explica que deverão ser recrutados cerca de 4.500 voluntários, dos quais aproximadamente 1.500 serão acompanhados durante um ano.
“Um dos nossos objetivos é avaliar o impacto da vacinação em massa para Covid-19 com a ComiRNAty em desfechos relevantes e em um contexto de alta prevalência de variantes preocupantes de SARS-CoV-2, como é o caso das variantes Gamma (P.1) e Delta. A pesquisa deve nos ajudar a entender a efetividade da vacinação para Covid -19 em nosso meio, contribuindo para o desenvolvimento de políticas de imunização baseadas em evidências locais e de alta qualidade”, salienta Regis.

O estudo

Todas as pessoas com 12 anos de idade ou mais que procurarem os serviços de saúde com sintomas suspeitos de Covid -19 serão convidadas a ingressar no estudo. Os pesquisadores classificarão os voluntários entre os que testarem positivo para a infecção (grupo casos) e os negativos (grupo controle). “Informações quanto ao estado vacinal destes participantes permitirão a avaliação da efetividade e segurança da vacina em curto, médio e longo prazo”, pontua Regis.

As vacinas da Pfizer serão fornecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) à secretaria municipal de Saúde de Toledo e oferecidas a toda população acima de 12 anos de idade que ainda não tenham recebido outro imunizante. O Município ficará com a responsabilidade de vacinar seus habitantes e fazer a manutenção do sistema de vigilância. A escolha da cidade se baseou em critérios como região geográfica favorável, epidemiologia demonstrando estabilidade do número de casos e circulação de variantes, estrutura física para realizar a vacinação e capacidade do sistema de vigilância estabelecido na cidade.

“Além disso, o potencial de estimular a parceria científica local também foi levado em consideração, o que foi possível por meio da colaboração da Universidade Federal do Paraná (Campus Toledo), que será responsável pela realização da análise genômica das amostras positivas coletadas ao longo do projeto”, explica Júlia Spinardi, líder médica da área de vacinas da Pfizer Brasil. “É um orgulho a UFPR participar de mais essa iniciativa e reforça nossa vocação em favor da ciência e da saúde pública”, completa Ricardo Marcelo Fonseca, reitor da universidade.

Estudos que avaliam a utilização da vacina em vida real vem sendo feito em todo mundo e são fundamentais para o entendimento das estratégias vacinais e medidas de controle da pandemia. “Nos sentimos honradas em poder colaborar com esse projeto e temos certeza que as análises realizadas trarão benefícios a toda a população brasileira”, complementa Júlia.

Os dados coletados serão avaliados pelos pesquisadores e possíveis pontos de melhoria na atenção de saúde da cidade poderão ser discutidos com os gestores locais quase em tempo real.

Para o prefeito Beto Lunitti, Toledo é exemplo em relação ao cumprimento do Programa Nacional de Imunização (PNI) durante toda a campanha de vacinação contra a Covid-19. Essa boa condução rendeu a participação no estudo da Pfizer sobre o comportamento em uma população totalmente vacinada. “Não é sorte. É trabalho, dedicação e respeito àquilo que foi determinado pelos órgãos que estão à frente da vacinação. Estamos felizes em participar deste estudo observacional e colaborar. A melhor vacina é aquela que está no braço e Toledo está aberto à ciência”, afirmou.

Eficácia X Efetividade

O estudo irá avaliar a efetividade da vacina, algo que só é possível num cenário de vida real, com todas as adversidades. Nestes casos, a resposta à uma substância, no caso o imunizante, é observada num grupo heterogêneo de pessoas, com as mais diversas condições de saúde, idade, etc. Ou seja, a pesquisa vai dizer o quanto a vacina é efetiva e como foi a resposta imune dos voluntários recrutados numa perspectiva realista.
A iniciativa é diferente dos testes clínicos de eficácia. Estudos deste tipo são realizados num ambiente controlado e o que se busca é avaliar os efeitos da vacina contra a doença. A ComiRNAty já se mostrou 95% eficaz contra a Covid -19 nestas pesquisas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

10/10/2021 0 Comentários 652 Visualizações
Saúde

Faculdade Moinhos de Vento realiza simpósio sobre colonoscopia terapêutica

Por Ester Ellwanger 09/10/2021
Por Ester Ellwanger

De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 625 mil novos casos de câncer ao ano no triênio 2020-2022. Cerca de 41 mil brasileiros serão diagnosticados com tumores colorretais. No entanto, o segundo tipo mais comum de câncer, tanto em homens como em mulheres — depois de próstata e de mama, respectivamente —, é também um dos mais fáceis de se prevenir.

Um dos principais mecanismos para a prevenção e diagnóstico da doença é a colonoscopia. O exame captura imagens em tempo real do intestino grosso e da porção final do intestino delgado, rastreia tumores, permite identificar pólipos e, agora, também é um procedimento para a retirada dessas lesões. Os pólipos são provocados pelo crescimento desordenado das células do tecido do órgão e, se não tratados, podem evoluir para um tumor.


“Em muitos casos, com a colonoscopia terapêutica avançada, não necessitamos de cirurgias mais complexas para a remoção de pólipos ou lesões restritas à mucosa do intestino. Estamos observando inúmeros benefícios como a não necessidade de internação e do uso da anestesia geral”, explica a chefe do Serviço de Coloproctologia do Hospital Moinhos de Vento, Heloisa Guedes Mussnich. Ela acrescenta que o avanço, além de permitir procedimentos menos invasivos, reduz o risco de infecções.

Para discutir essas transformações no modo de tratar o câncer colorretal, a Faculdade de Ciências da Saúde do Hospital Moinhos de Vento promove o II Simpósio de Colonoscopia Terapêutica. O evento online e gratuito acontece no sábado, 16 de outubro, integra o projeto Moinhos Science Symposium e terá a coordenação do médico coloproctologista da instituição Rafael Castilho Pinto.

A transmissão ao vivo pode ser acompanhada pelo canal da Faculdade Moinhos no Youtube, das 8h30 às 11h15. Os interessados devem se inscrever no site do hospital.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/10/2021 0 Comentários 816 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento celebra 94 anos com exposição

Por Ester Ellwanger 05/10/2021
Por Ester Ellwanger

Há 94 anos ninguém imaginava que seria possível prever doenças, que cirurgias poderiam ser feitas por robôs operados à distância por especialistas ou que pacientes consultariam com seus médicos de onde estivessem, por videochamadas. Em menos de um século, a medicina e a assistência evoluíram, diversas novas especialidades e profissões surgiram e outras precisaram se reinventar.

O Hospital Moinhos de Vento, no seu aniversário, faz uma homenagem aos seus profissionais para mostrar o quanto cada um deles é importante para o desenvolvimento e crescimento da instituição. A exposição “94 anos Hospital Moinhos – Juntos, movemos essa história!” apresenta ao visitante o papel que as diferentes carreiras cumprem no propósito de cuidar de vidas.

O Superintendente executivo, Mohamed Parrini, destaca que, no contexto de pandemia, o mundo passou a valorizar ainda mais os profissionais da saúde. “As equipes da linha de frente foram diretamente atingidas. Trabalharam muito para garantir a vida e o bem-estar dos nossos pacientes. O funcionamento de um hospital depende de uma série de profissionais que nem sempre estão no centro das atenções, mas que executam atividades que colaboram de maneira significativa. Assim, oferecemos um atendimento ágil e de qualidade, permitindo que os nossos pacientes tenham a melhor experiência e os melhores desfechos clínicos”, pontua.

A exposição

Inaugurada na manhã desta segunda-feira, 4 de outubro, a exposição é uma viagem no tempo e faz uma homenagem à história de todos os profissionais que atuam no hospital. O resgate da evolução do quadro de funcionários começa com as primeiras equipes, que eram coordenadas pelas Schwestern, e revela como cada atividade era desenvolvida pelas irmãs diaconisas. Com o crescimento da instituição, foram surgindo novas profissões e novos postos de trabalho. Um acervo relacionado ao atendimento de pacientes e a trajetória dos colaboradores, junto com a exibição de um vídeo com informações complementares, está à mostra no bloco C, próximo ao Convívio Médico.

Do outro lado da passarela, no 8º andar do bloco B, uma estrutura com duas telas interativas convida os visitantes a registrarem o momento para postagem nas redes sociais. As fotos serão exibidas em looping na tela seguinte. “Nosso objetivo é fazer uma homenagem a cada colaborador, mostrando que seu trabalho é essencial, seja na linha de frente, seja nas áreas de apoio. Todos nessa instituição estão extremamente engajados na missão de cuidar de vidas”, acrescenta Mohamed.

Além desses espaços, o conteúdo da exposição poderá ser acessado no site do Hospital Moinhos de Vento.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/10/2021 0 Comentários 1,1K Visualizações
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