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Business

Animais geneticamente superiores estarão no centro dos próximos remates de primavera

Por Ester Ellwanger 16/09/2026
Por Ester Ellwanger

Com a chegada do segundo semestre, o mercado pecuário entra no período tradicional dos remates de primavera, com oferta de reprodutores e ventres em diferentes raças. Na Conexão Delta G, a expectativa é de comercialização de um volume expressivo de touros e fêmeas Hereford e Braford, com foco na oferta de animais geneticamente superiores.

Segundo o vice-presidente da Conexão Delta G, Octaviano Pereira Neto, a aquisição de animais de qualidade genética é uma ferramenta para os produtores que buscam elevar a produtividade dos rebanhos. “A compra de animais superiores traz como principal benefício a garantia de que o produtor encontrará aquele mérito genético desejado para o incremento da produtividade do seu rebanho”, afirma.

Dados de desempenho

Na avaliação do vice-presidente, a escolha dos reprodutores deve considerar, além das características visuais, os dados de desempenho produzidos pelos programas de melhoramento genético. Entre os indicadores, ele destaca as Diferenças Esperadas no Progênie (Deps) e a classificação em Decas (1 a 10), privilegiando, sempre que possível as Decas 1,2 e 3, que reúnem os 10%, 20% e 30% melhores animais avaliados, respectivamente.

A Conexão Delta G trabalha com quatro índices que reúnem as 27 características avaliadas no Programa: Desmama, Final, Carcaça e Adaptação. O Índice de Desmama prioriza animais com capacidade de produzir bezerros mais pesados e com maior velocidade de ganho de peso. Já o índice final considera o desempenho ao longo do desenvolvimento do animal e características relacionadas à conformação, precocidade, musculatura, perímetro escrotal, peso e características funcionais. “O índice final coloca esse animal principalmente dentro do ranking como superior dentro de todo o universo de touros avaliados”, explica.

Outro indicador utilizado pela Conexão Delta G é o índice de carcaça, que considera características como área de olho de lombo, marmoreio e espessura de gordura subcutânea e na região da picanha. O índice de adaptação, por sua vez, reúne características relacionadas à capacidade do animal de enfrentar as condições ambientais.

Entre os atributos avaliados está a resistência ao carrapato, representada pelo indicador Ecto. Nesse caso, quanto mais negativa a Dep, maior a resistência do animal ao parasita. Também são considerados dados de pelame, pigmentação ocular e umbigo, características associadas à adaptação dos bovinos ao calor e a diferentes condições de campo. “São características que permitem ao animal enfrentar desafios como o calor, o carrapato e principalmente campos que apresentem algum tipo de infestação invasora em pastagem, e são características que possuem boa herdabilidade.” destaca o dirigente.

Conexão Delta G

Além dos índices de melhoramento, a Conexão Delta G é credenciada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a classificação de animais com Certificado Especial de Identificação e Produção (Ceip), concedido aos 20% a 30% dos animais produtivos de cada geração. A seleção também contempla animais de Dupla Marca, ou seja, devem possuir dados próprios de desmama e sobreano e estarem entre os 30% superiores nos programas de melhoramento genético homologados pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB).

Para Pereira Neto, a combinação entre avaliação genética, desempenho e adaptação reforça a importância da escolha criteriosa dos animais nos remates de primavera. “A expectativa é de que a qualidade genética ofertada contribua não apenas para os resultados produtivos dos compradores, mas também para a valorização dos plantéis ao longo das próximas gerações”, conclui.

Agora em setembro já ocorreram o Leilão Selo Racial, da Cia. Azul Agropecuária, do Remate Gap de Primavera, da Gap Genética, ambos em Uruguaiana (RS) e ocorrerá ainda o Remate Pitangueira, do Grupo Pitangueira, em Itaqui (RS). Já para outubro estão previstos mais sete remates.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

16/09/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Business

Mari Krüger alerta para desinformação sobre saúde e influência da inteligência artificial nas redes sociais

Por Ester Ellwanger 16/09/2026
Por Ester Ellwanger

A ciência, a inovação e os desafios da circulação de informações nas redes sociais marcaram a abertura do Novo Hamburgo Feevale Summit 2026, realizada na noite desta terça-feira, 15, no Teatro Feevale. A palestra de abertura teve como tema Desinformação na era das redes e foi conduzida pela bióloga, atriz, criadora de conteúdo e divulgadora científica Mari Krüger. Promovido pela Universidade Feevale, o evento contou com falas do reitor José Paulo da Rosa e do prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck, que destacaram a importância da articulação entre universidade, poder público, empresas, empreendedores e comunidade para o fortalecimento do ecossistema de inovação da região.

Ao dar as boas-vindas ao público, o reitor José Paulo ressaltou o papel do Novo Hamburgo Feevale Summit como espaço de encontro entre diferentes atores da sociedade. “É uma grande satisfação receber vocês e poder dar início a este importante evento. Este encontro representa um grande movimento de inovação que queremos fortalecer em Novo Hamburgo e em toda a região. Temos aqui empreendedores, startups, estudantes, pesquisadores, instituições, empresas e tantos outros que, juntos, formam uma parte fundamental dessa grande hélice do nosso ecossistema de inovação”, afirmou.

O reitor também convidou os participantes a aproveitarem os três dias de programação para estabelecer novas conexões. “É essa conexão que permite movimentar e fortalecer o nosso ecossistema de inovação em Novo Hamburgo e na região. Por isso, é uma grande satisfação receber todos vocês. Aproveitem muito a programação, tragam suas ideias, façam conexões, conheçam pessoas e aproveitem cada oportunidade que este evento oferece”, completou.

 

 

Na sequência, Finck destacou a relação entre inovação, desenvolvimento e transformação de Novo Hamburgo. “É uma grande satisfação estar aqui, em um evento que representa a renovação e o futuro de Novo Hamburgo. Tenho certeza que podemos fazer desta cidade uma referência e, principalmente, mostrar que Novo Hamburgo tem muito a ensinar para outras cidades e para os nossos jovens que estão aqui hoje”, afirmou.

Ao relacionar o tema à atuação do poder público, Finck ressaltou que a inovação também deve resultar em melhorias concretas para a população. “Falar de inovação é falar também sobre futuro, sobre transformação e sobre uma gestão pública cada vez mais eficiente e próxima das pessoas. Que tenhamos grandes dias de evento, de muito conhecimento, inovação, tecnologia, troca de experiências e, principalmente, de ideias que possam se transformar em ações concretas para melhorar a vida das pessoas”, disse.

Desinformação sobre saúde ganha espaço nas redes

Com cerca de quatro milhões de seguidores somados em suas redes sociais, Mari apresentou ao público uma reflexão sobre a forma como a desinformação circula na internet, especialmente quando envolve saúde, bem-estar, alimentação e aparência.

Ao iniciar a discussão, Mari chamou a atenção para a dimensão do problema a partir de dados sobre publicidade relacionada à saúde nas redes sociais. “Pode parecer um pouco assustador no começo, mas depois tudo vai fazer sentido”, afirmou. Na sequência, apresentou dados de uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizada em 2025 e que analisou seis mil anúncios nas plataformas da Meta. Segundo os dados citados pela palestrante, 76% dos anúncios relacionados à saúde foram considerados fraudulentos.

A partir desse levantamento, Mari explicou que o problema não está restrito às informações falsas compartilhadas espontaneamente pelos usuários. “Quando a gente fala em anúncios, estamos falando de conteúdos patrocinados: ou seja, pessoas e empresas estão investindo dinheiro para fazer essas informações chegarem até nós e, em muitos casos, ganhando dinheiro com informações falsas ou enganosas sobre saúde”, destacou.

Segundo a divulgadora científica, a publicidade enganosa se torna ainda mais preocupante porque pode alcançar tanto quem procura uma solução para um problema de saúde quanto pessoas que simplesmente estão navegando pelas redes. “Essas informações podem chegar justamente a pessoas que estão procurando uma solução para um problema de saúde. Mas elas também podem simplesmente aparecer enquanto alguém está rolando o feed, sem sequer estar procurando por aquilo”, explicou.

Mari ampliou a discussão para o chamado mercado de wellness, que reúne produtos e serviços associados à saúde, ao bem-estar e à transformação corporal. “Wellness é esse mercado que vende soluções para melhorar a nossa saúde e o nosso corpo. Eu costumo dizer que, muitas vezes, ele acaba explorando as nossas inseguranças e necessidades de saúde mais do que propriamente resolvendo os nossos problemas”, afirmou.

Nesse contexto, ela citou outra pesquisa, voltada a conteúdos de wellness no TikTok, que encontrou alegações sem evidências científicas em 97% dos conteúdos que divulgavam ou recomendavam determinados suplementos. Para Mari, a forma como essas publicações são construídas contribui para que publicidade e informação pareçam ser a mesma coisa. “Geralmente, ele vem de um influenciador, de um criador de conteúdo ou de alguém que possui um link comissionado. O formato é quase sempre muito parecido: aparece uma história pessoal, um problema de saúde ou uma insatisfação com o corpo. Depois vem um antes e depois, uma promessa de resultado e, finalmente, um produto apresentado como a solução”, descreveu.

A palestrante destacou que o público nem sempre consegue perceber quando uma recomendação está associada a uma relação comercial. “Aquele conteúdo que parece apenas uma recomendação pode, na verdade, ser uma publicidade. E aquela informação que parece científica pode não ter nenhuma evidência científica suficiente por trás”, alertou.

Redes sociais como fonte de (des)informação

Outro ponto abordado foi a mudança no papel das redes sociais. Mari apresentou dados de uma pesquisa do Datafolha, também de 2025, segundo a qual mais da metade dos brasileiros utiliza as redes sociais para se informar sobre saúde. “As redes sociais não são mais apenas um espaço onde a gente procura entretenimento. Elas também se tornaram um lugar onde a gente procura respostas para dúvidas sobre o próprio corpo, sobre doenças, tratamentos, alimentação, medicamentos e bem-estar”, afirmou.

Para ela, essa transformação aumenta a responsabilidade de quem produz e compartilha conteúdo, especialmente porque nem toda informação chega ao usuário a partir de uma busca consciente. “Às vezes, a pessoa está procurando uma resposta. Mas, muitas outras vezes, ela simplesmente está navegando pelo feed e é impactada por uma informação que o algoritmo decidiu mostrar para ela”, explicou.

Mari resumiu o cenário a partir da combinação entre tecnologia, publicidade e comportamento do consumidor. “Pensem na combinação: informações sobre saúde circulando em grande escala, publicidade disfarçada de conteúdo, influenciadores fazendo recomendações, produtos sendo vendidos diretamente pelas plataformas e milhões de pessoas usando essas mesmas plataformas para tomar decisões sobre a própria saúde”, pontuou.

Na avaliação apresentada durante a palestra, esse conjunto de fatores faz com que a desinformação ultrapasse a dimensão individual. “É nesse ponto que o problema deixa de ser apenas uma questão de desinformação. Ele passa a ser também uma questão de mercado, de tecnologia e, principalmente, de saúde pública”, afirmou.

A palestra também abordou o impacto da inteligência artificial na produção e disseminação de conteúdos falsos. Mari explicou que a tecnologia tornou ainda mais simples a criação de materiais capazes de parecer reais, incluindo imagens, vídeos, vozes e personagens fictícios apresentados como especialistas.

“Hoje nós temos também a inteligência artificial criando todo tipo de desinformação possível. Desde um vídeo absurdo, como um gafanhoto tocando um instrumento, até informações aparentemente sérias, apresentadas por um suposto profissional que, na verdade, nem existe”, exemplificou.

Segundo ela, a tecnologia permite que perfis aparentemente legítimos sejam criados artificialmente. “Hoje nós temos perfis de gurus, médicos, nutricionistas, professores e todo tipo de especialista que parecem reais, mas que podem ser completamente artificiais: uma imagem, uma voz ou até uma pessoa inteira criada por inteligência artificial”, disse.

Mari também questionou a ideia de que apenas pessoas com pouca informação são suscetíveis a acreditar em conteúdos falsos. “Às vezes, a gente pensa que quem acredita em fake news é uma pessoa sem estudo, alguém muito desatento, alguém que não teve acesso à informação. Mas a verdade é outra: todos somos suscetíveis a acreditar em uma notícia falsa”, afirmou.

Por que acreditamos em uma informação falsa?

Para explicar por que a desinformação pode ser convincente, a divulgadora científica apresentou alguns dos mecanismos que favorecem a aceitação de conteúdos falsos, entre eles a repetição. “Uma das formas mais eficientes pelas quais uma informação falsa chega até nós é pela repetição. A gente vê aquela informação nas redes sociais. Depois recebe no grupo da família. Um amigo manda. Aparece em um vídeo. Alguém comenta sobre aquilo no trabalho”, explicou.

Outro mecanismo apresentado foi a tendência de dar maior crédito a informações que confirmam crenças preexistentes. “Quando a informação confirma aquilo que eu já acreditava, ou aquilo que eu queria acreditar, a nossa postura pode mudar. Às vezes, um print malfeito, recebido no WhatsApp, já parece suficiente para confirmar uma crença que nós já tínhamos”, afirmou.

A emoção também ocupa um papel central nesse processo. Mari explicou que conteúdos falsos frequentemente exploram sentimentos como medo, ansiedade, indignação e esperança. “Fake news costuma trabalhar muito bem com medo, pavor, indignação, esperança e ansiedade. Ela pode assustar você com uma informação ou oferecer uma solução para algo que você está desesperado para resolver”, disse.

Como exemplo, ela citou situações envolvendo doenças e promessas de tratamentos milagrosos. “Quando uma informação mexe muito com a nossa emoção, fica mais difícil parar e questionar: ‘Mas será que isso é verdade?’. A emoção acelera a nossa reação. A razão exige que a gente pare, investigue e questione”, explicou.

A confiança nas pessoas que compartilham determinada informação também pode interferir na forma como ela é recebida. “Se uma notícia vem de alguém em quem eu confio, um professor, um colega de trabalho, um amigo ou alguém da minha família, eu naturalmente tenho menos motivos para desconfiar”, observou.

Para Mari, entretanto, confiar em quem compartilha uma informação não significa que ela seja verdadeira. “Existe uma diferença importante entre confiar em uma pessoa e verificar uma informação. Uma pessoa pode ser extremamente confiável e, ainda assim, compartilhar uma informação falsa sem saber que ela é falsa”, afirmou.

Por isso, a palestrante defendeu a adoção de procedimentos simples de verificação antes de acreditar ou compartilhar conteúdos. “A questão não é simplesmente descobrir quem acredita ou quem não acredita em fake news. A questão é entender por que determinadas informações conseguem convencer a gente”, explicou.

Mari também chamou atenção para a velocidade com que as informações são consumidas nas redes sociais. “Nas redes sociais, tudo passa muito rápido. A gente está o tempo inteiro absorvendo novas informações, e são muitas informações por minuto. É muito difícil que a gente pare diante de um conteúdo específico, analise, questione, procure a fonte e tente entender se aquilo realmente faz sentido”, afirmou.

Para a divulgadora científica, existe ainda uma diferença importante entre a produção de desinformação e a produção de conteúdo baseado em evidências. “Desinformar dá menos trabalho do que informar e corrigir. Eu costumo dizer que a disputa por audiência nas redes sociais, quando a gente fala de desinformação e conhecimento, é uma disputa muito injusta”, afirmou.

Segundo Mari, enquanto um conteúdo falso pode ser produzido rapidamente, materiais comprometidos com a qualidade da informação demandam pesquisa e checagem. “Colocar na internet uma informação que não tem pesquisa, fonte ou apuração por trás é extremamente fácil. Enquanto isso, o conteúdo que traz informação de qualidade exige pesquisa, checagem, fontes, contexto e responsabilidade”, explicou.

A inteligência artificial, segundo Mari, acentua essa diferença. “Hoje em dia, basta escrever um prompt em uma inteligência artificial para gerar um vídeo, um carrossel, uma imagem, uma narração… enfim, um conteúdo inteiro”, observou.

Influência digital e promessas milagrosas

A relação entre influência digital e desinformação também foi discutida durante a palestra. Mari ressaltou que o alcance dos criadores de conteúdo pode contribuir para ampliar tanto informações de qualidade quanto conteúdos sem comprovação. “Os influenciadores, ou, em alguns casos, os desinfluenciadores, são combustível para a desinformação. Porque eles têm alcance. E, literalmente, influenciar outras pessoas faz parte do trabalho deles”, afirmou.

A divulgadora científica fez, porém, uma ressalva de que a atuação dos influenciadores não deve ser generalizada. “Não porque todo influenciador produza desinformação, longe disso. Existem muitos criadores que fazem justamente o contrário e usam seu alcance para divulgar informação de qualidade”, ponderou.

O problema, segundo ela, está na combinação entre alcance, baixa responsabilidade, publicidade e mecanismos de engajamento. “Quando uma informação errada é colocada em um perfil com milhões de seguidores, ela não chega a poucas pessoas. Ela pode ser reproduzida, compartilhada e multiplicada em uma velocidade gigantesca”, destacou.

Ao abordar produtos que prometem transformações rápidas no corpo, Mari questionou a ideia de que resultados apresentados nas redes sociais possam ser atribuídos exclusivamente a um suplemento, alimento ou produto. “O problema é fazer parecer que tudo aquilo cabe dentro de um potinho de suplemento ou de uma gominha. Porque não cabe”, afirmou.

Ela explicou que, por trás de imagens de corpos e rotinas idealizadas, podem existir diversos fatores que não aparecem nas publicações. “Por trás daquele resultado, muitas vezes existe acesso aos melhores profissionais que o dinheiro pode proporcionar: nutricionista, personal trainer, dermatologista, médicos, tratamentos estéticos, uma alimentação planejada, uma rotina de exercícios e toda uma estrutura que a maioria das pessoas não tem”, observou.

A reflexão final da palestra foi direcionada à necessidade de questionar promessas de resultados fáceis, rápidos e milagrosos. “O que a gente precisa questionar é justamente essa promessa de resultado fácil, rápido e milagroso. A vida real não funciona assim, e vender essa ilusão como se fosse realidade pode fazer muita gente gastar dinheiro, se frustrar e, em alguns casos, até colocar a própria saúde em risco”, concluiu.

Programação segue até quinta-feira

O Novo Hamburgo Feevale Summit 2026 segue até quinta-feira, 17, no Câmpus II da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Com o mote “Onde a inovação vira referência. Ideias, tecnologia e pessoas construindo o futuro”, a quarta edição reúne empresas, instituições, academia, estudantes e comunidade em uma programação voltada à inovação e ao empreendedorismo. Interessados em participar das atividades devem se inscrever pelo site nhfs.feevale.br.

A programação conta com dois palcos simultâneos, Conexões 360 e Negócios Conscientes Inspiram, reunindo mais de 100 speakers e conteúdos relacionados a saúde, indústria e economia criativa, tecnologia e indústria 4.0, educação e futuro do trabalho. Também fazem parte do evento a Vila de Startups, Rodada de Negócios, Be International, desafio Postgraduate, Open Labs e Open City, além da Vila Gastronômica e de apresentações culturais.
O Novo Hamburgo Feevale Summit é realizado pela Universidade Feevale, com correalização de Feevale Techpark, Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo e Sicredi Pioneira e apoio máster de Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RS).

Conta, ainda, com os seguintes apoiadores: Amizade FM, ARP, Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Azzas 2154, BCS Eventos, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Cappra Institute, Cigam by Senior, Comusa, Dem-Bas Embalagens, D’Mamãe, Fenac Experiências Conectam, Fora, Hotel Swan Novo Hamburgo, InBetta, Office Shop, RecStream, Reverse, Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest-Senat), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São Leopoldo (Sindimetal), Sindilojas Vale Germânico, Sindimetal RS, Take Films, Techdec Informática, Unimed e Vipal Borrachas.

Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

16/09/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Business

Exportações do RS aos EUA caem 21,3% até agosto

Por Jonathan da Silva 11/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul exportou US$ 1 bilhão aos Estados Unidos entre janeiro e agosto de 2026, o que representa uma queda de 21,3% em relação ao mesmo período de 2025. O recuo gaúcho foi mais que o dobro da média brasileira, de 9,7%, e deixou o estado com a segunda maior retração entre os cinco principais exportadores brasileiros para o mercado norte-americano. Os dados fazem parte do Monitor do Comércio BR-EUA de agosto, divulgado pela Amcham Brasil nesta terça-feira (8), com base em números do Comexstat.

Mesmo com a redução, o Rio Grande do Sul permanece como o quinto maior exportador brasileiro aos Estados Unidos e responde por 4,2% das vendas nacionais ao país. Máquinas de energia elétrica, tabaco e celulose são os principais produtos da pauta exportadora gaúcha.

Resultado nacional

No conjunto do Brasil, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 24,1 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O valor representa o menor resultado para o período desde 2023 e uma perda de US$ 2,6 bilhões na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

O desempenho das vendas aos Estados Unidos contrasta com o resultado das exportações brasileiras para os demais mercados, que cresceram 10,3% no mesmo período.

Produtos com maiores alíquotas

Os produtos brasileiros sujeitos às alíquotas mais altas, entre 25% e 37,5%, registraram queda de 29,1% no acumulado do ano. Segundo o levantamento, essa foi a maior retração entre todas as faixas de alíquotas.

Entre os produtos incluídos nessa categoria está o fumo não manufaturado, cuja produção se concentra no Vale do Rio Pardo. As vendas brasileiras do produto aos Estados Unidos recuaram 39,9%.

Outros produtos presentes na indústria gaúcha também tiveram redução nas vendas ao mercado norte-americano. As exportações de madeira de coníferas caíram 55,3%, enquanto as de couros e peles de bovinos recuaram 16,2%.

Agosto registra alta em valor

Em agosto, as exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceram 12,1% em valor. Foi o primeiro resultado positivo relevante desde a entrada em vigor das sobretaxas de 40% e 50%, em agosto de 2025.

Apesar do aumento em valor, o volume de produtos embarcados caiu 17,3% e atingiu o menor patamar para o mês desde 2021. A alta registrada no valor das exportações foi acompanhada por um aumento de 35,7% no preço médio dos produtos, e não por um crescimento na quantidade de mercadorias enviadas aos Estados Unidos.

Indústria de transformação

O levantamento também aponta que as vendas da indústria de transformação brasileira aos Estados Unidos registraram a primeira queda desde 2020. O recuo foi de 4,9% no período analisado.

Mesmo com a retração, os Estados Unidos continuam como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira, à frente da União Europeia, China e Mercosul.

O Monitor do Comércio BR-EUA é publicado mensalmente pela Amcham Brasil e utiliza dados do Comexstat.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/09/2026 0 Comentários 97 Visualizações
Variedades

Comércio gaúcho pode ter alta nas vendas durante o mês Farroupilha

Por Jonathan da Silva 10/09/2026
Por Jonathan da Silva

As comemorações da Revolução Farroupilha, que têm o 20 de Setembro como data máxima, poderão contribuir para o aumento das vendas no comércio do Rio Grande do Sul durante este mês. A procura por produtos relacionados às tradições gaúchas, como bombachas, pilchas, alpargatas, botas, chapéus, cuias e bombas de chimarrão, tende a crescer neste período. A realização de eventos em piquetes e Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) distribuídos pelo estado também contribui para a busca por artigos tradicionalistas, além de movimentar segmentos ligados à alimentação, bebidas e eventos.

O presidente da Federação das Câmaras de Comércio e de Serviços do Rio Grande do Sul (FCCS-RS), Vitor Augusto Koch, afirma que é possível observar, em diferentes regiões do estado, aumento na procura por itens relacionados às tradições do Rio Grande do Sul.

Movimento relacionado às tradições

Segundo o presidente da FCCS-RS, a celebração da Revolução Farroupilha tem impacto histórico sobre negócios relacionados à cultura gaúcha. A movimentação também pode alcançar empresas que não trabalham diretamente com artigos tradicionalistas. “Historicamente, a celebração da Revolução Farroupilha impulsiona os negócios ligados às tradições do Rio Grande do Sul. Além dos artigos típicos, há um incremento da venda de alimentos, bebidas e da realização de eventos sociais relacionados à cultura gaúcha. E, outro aspecto importante, é a valorização que a população está dando para empresas e marcas gaúchas, reforçando o sentimento de pertencimento ao nosso estado”, ressalta Koch.

Comemorações podem alcançar diferentes setores

A movimentação gerada pelo mês Farroupilha pode beneficiar tanto estabelecimentos especializados em artigos gauchescos quanto empresas de outros segmentos. Segundo a FCCS-RS, comerciantes podem utilizar elementos relacionados à data para inserir seus negócios no contexto das comemorações.

Entre os elementos que podem ser utilizados estão as cores da bandeira do Rio Grande do Sul e outros temas associados à Revolução Farroupilha. A proposta é incorporar esses elementos à ornamentação dos estabelecimentos como forma de chamar a atenção dos consumidores.

Os comerciantes devem aproveitar esse momento especial para se integrarem às comemorações farroupilhas, usando as cores da bandeira do Rio Grande do Sul e outros temas ligados à data na ornamentação de seus estabelecimentos, chamando a atenção da clientela. É um fator atrativo que pode resultar em incremento das vendas”, conclui o presidente da FCCS-RS, Vitor Augusto Koch.

Foto: Jonathan da Silva/Expansão | Fonte: Assessoria
10/09/2026 0 Comentários 123 Visualizações
Business

ACI promove evento em Novo Hamburgo sobre impacto da China no Brasil

Por Jonathan da Silva 10/09/2026
Por Jonathan da Silva

Um evento sobre os impactos do avanço da China em inovação e tecnologia na liderança, nos negócios e no trabalho no Brasil será realizado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) no dia 18 de setembro. A atividade ocorrerá das 8h às 11h30min, na sede da entidade, em Novo Hamburgo, e terá palestras do sócio da escola internacional de negócios StartSe e coanfitrião do podcast Inevitável China, Felipe Leal, e do CEO da FCC, Marcelo Reichert.

Com o tema “O futuro se constrói no presente”, Felipe Leal abordará como o desenvolvimento chinês nas áreas de inovação e tecnologia interfere na vida, nos negócios e no trabalho no Brasil. O palestrante afirma que a China vem construindo uma imagem de nova economia digital e utiliza, como parte dessa estratégia, o fortalecimento de sua presença global por meio de empresas de tecnologia. “O Brasil se beneficia muito deste projeto”, ressalta Leal.

O evento também terá a palestra “Inovação começa pela cultura da empresa”, apresentada pelo CEO da FCC, Marcelo Reichert. O executivo falará sobre a transformação cultural realizada pela empresa para colocar a inovação como parte central de sua atuação. Entre os assuntos abordados estarão o papel da experimentação na construção do futuro, formas de estimular a criação e o compartilhamento de ideias e a criação de sistemas e mecanismos para manter processos de inovação de forma contínua no longo prazo.

Inscrições

A atividade será realizada na sede da ACI, localizada na Rua Joaquim Pedro Soares, 540, em Novo Hamburgo. O investimento é de R$ 45 para sócios e R$ 67,50 para não sócios.

Mais detalhes podem ser obtidos pelo telefone (51) 2108-2108 ou pelo e-mail [email protected].

Serviço

  • O quê: evento “O futuro se constrói no presente”
  • Quando: 18 de setembro, das 8h às 11h30min
  • Onde: ACI (Rua Joaquim Pedro Soares, 540, Novo Hamburgo)
  • Quanto: R$ 45,00 para sócios e R$ 67,50 para não sócios
  • Mais detalhes: (51) 2108-2108 ou [email protected]
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/09/2026 0 Comentários 110 Visualizações
Cidades

Caxias está entre as cidades com mais empregos em tecnologia no RS

Por Jonathan da Silva 10/09/2026
Por Jonathan da Silva

Caxias do Sul ocupa a quarta posição entre os municípios do Rio Grande do Sul com o maior número de empregos formais na área de tecnologia da informação e comunicação (TIC), com cerca de 2,8 mil postos de trabalho, conforme dados de levantamento da Brasscom. No cenário estadual, são 59.461 empregos formais no setor, o maior número entre os estados da região Sul e o quarto maior do Brasil.

Para o gerente regional do Sebrae RS, Gustavo Rech, a relação entre o setor tecnológico e a base industrial do município é um dos fatores que contribuem para a geração de empregos na área. Caxias do Sul reúne empresas dos segmentos metalmecânico, automotivo, de implementos rodoviários e plástico, entre outros, que demandam soluções em automação, digitalização, inteligência artificial, análise de dados, manufatura avançada e desenvolvimento de software. “Caxias do Sul possui uma característica que a diferencia de muitos polos tecnológicos: a tecnologia está fortemente conectada à economia real. Essa base industrial demanda constantemente soluções tecnológicas, impulsionando a geração de empregos qualificados”, ressalta Rech.

Ecossistema de inovação

A formação de profissionais e o desenvolvimento de soluções também envolvem universidades, empresas, startups e ambientes de inovação. A Universidade de Caxias do Sul (UCS) atua na formação de profissionais, pesquisa e transferência de tecnologia para o mercado.

Em 2025, o ecossistema ligado à instituição contava com cerca de 60 empresas incubadas ou residentes, segundo dados apresentados pelo gerente regional do Sebrae RS.

Outro integrante desse ecossistema é o Instituto Hélice, iniciativa voltada à inovação aberta e à colaboração entre grandes empresas. A articulação entre empresas, empreendedores e instituições também faz parte das frentes de atuação do Sebrae RS na Serra Gaúcha, que apoia startups, empreendedores e pequenos negócios na incorporação de inovação e tecnologia.

Programas para startups

Entre as iniciativas está o Startando, parceria entre o Sebrae RS e o Sicredi Pioneira voltada ao desenvolvimento de startups da região. Segundo Gustavo Rech, no primeiro semestre, 15 negócios participaram de programas de ideação. “Entre as iniciativas está o Startando, parceria entre Sebrae RS e Sicredi Pioneira voltada ao desenvolvimento de startups da região. No primeiro semestre, 15 negócios passaram por programas de ideação. Na segunda etapa do ano, o foco está na aceleração de outras 15 startups, sendo seis contempladas com apoio financeiro de R$ 6,5 mil mensais durante seis meses”, explica o gerente regional do Sebrae RS.

Ações para empresas tradicionais

As ações de inovação também abrangem empresas de setores tradicionais. Ao longo do ano, o Sebrae RS desenvolve consultorias em inteligência artificial destinadas a pequenos negócios e mantém um programa de aceleração de empresas tradicionais.

A iniciativa reúne mais de 60 participantes da Serra Gaúcha em uma jornada composta por oito encontros.

Desenvolvimento tecnológico

Para Gustavo Rech, a combinação entre a atividade industrial e a atuação de empreendedores e instituições de apoio permite que empresas do município utilizem e desenvolvam soluções tecnológicas voltadas às necessidades do mercado.

A cidade não apenas adota tecnologia, mas também desenvolve tecnologias voltadas para os desafios da indústria e da sociedade”, afirma o gerente regional do Sebrae RS, Gustavo Rech.

Foto: DC Studio/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
10/09/2026 0 Comentários 138 Visualizações
Business

Importação de componentes para calçados cresce 84,4% no Brasil

Por Jonathan da Silva 10/09/2026
Por Jonathan da Silva

As importações brasileiras de componentes para calçados acumularam uma alta de 84,4% nos últimos quatro anos e ultrapassaram US$ 44 milhões em 2025, segundo dados elaborados pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), com base em registros da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O crescimento também avançou em 2026: entre janeiro e julho, as importações aumentaram 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. No recorte dos cabedais, parte superior dos calçados, a alta acumulada chegou a 92% entre 2021 e 2025.

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, pondera ainda que o crescimento médio das importações de componentes foi de 16,5% nos últimos quatro anos. “A tendência é de incremento, já que, em 2026, de janeiro a julho, as importações avançaram mais 14% em relação ao mesmo período do ano passado”, projeta Silvana.

Entre os componentes, os cabedais registraram o maior crescimento no período analisado, com aumento de 92% nas importações.

Participação da China

A participação de produtos chineses na pauta de importações de componentes também aumentou nos últimos quatro anos. Segundo a Assintecal, a presença da China passou de 40% para 83% do total importado no período. No caso específico dos cabedais, a participação chinesa chegou a 86%. “As importações de componentes do país asiático aumentaram 280% nos últimos quatro anos, muito acima do crescimento geral”, afirma Silvana Dilly.

Reflexos na cadeia produtiva

A entidade relaciona o aumento das importações ao cenário enfrentado pelos fabricantes brasileiros nos mercados doméstico e internacional. No primeiro semestre de 2026, a produção brasileira de calçados caiu 5,6% em comparação com o mesmo período de 2025.

As exportações do setor também registraram queda. Entre janeiro e julho de 2026, houve redução de 18% em valores na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Existe menos espaço para o calçado brasileiro aqui e no exterior, o que diminui a demanda por materiais nas fábricas. É uma pressão que afeta toda a cadeia produtiva, de forma direta ou indireta”, destaca a superintendente da Assintecal, Silvana Dilly.

Segundo a executiva, o cenário exige uma articulação entre os diferentes segmentos da cadeia para reduzir os efeitos da concorrência das importações, especialmente aquelas provenientes da Ásia. “Precisamos pensar formas de enfrentar, de forma articulada com todos os elos da cadeia, o problema representado pela agressividade crescente das importações sobre o mercado brasileiro”, conclui Silvana.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/09/2026 0 Comentários 135 Visualizações
Business

RS é o quarto estado com mais empregos formais em TI no país

Por Jonathan da Silva 09/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul registrou 59.461 empregos formais na área de tecnologia da informação e comunicação em 2025, segundo levantamento da Brasscom, Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais. O número coloca o estado na quarta posição entre as unidades da Federação com mais postos de trabalho no setor, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e na liderança da região Sul. A partir dos dados, a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Regional RS (Assespro-RS) avalia que o estado precisa ampliar a competitividade e atrair, desenvolver e reter profissionais para manter a expansão do setor.

Além do número de postos de trabalho, o Rio Grande do Sul apresentou a segunda maior taxa de crescimento de empregos em TI entre os estados. A remuneração média no setor chegou a R$ 5.118, alta de 8,1% em relação a 2024. O aumento ficou acima da inflação de 4,26% registrada no período. O salário médio do setor no estado equivale a 2,2 vezes a média salarial nacional, de R$ 2.305.

O levantamento aponta ainda que o Rio Grande do Sul possui 54.194 empresas de TIC.

Posição do estado no setor

Para a diretora de RH da Assespro-RS, Thaís Garziera, os dados indicam que o estado possui um setor de tecnologia com escala e participação no mercado nacional. “O quarto lugar é uma excelente fotografia do presente. O próximo passo é transformar esse protagonismo em vantagem competitiva, novas oportunidades, fontes de renda e novos negócios, fomentando constantemente o desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, destaca Thaís.

Segundo a diretora, o desafio é consolidar a posição ocupada pelo estado e ampliar os impactos econômicos e sociais relacionados ao setor.

Concentração de empregos

Os empregos de TI estão concentrados principalmente em Porto Alegre. A capital reúne 46% dos postos de trabalho do setor no Estado, o equivalente a 27.760 empregos.

Na sequência, aparecem São Leopoldo, Passo Fundo, Caxias do Sul e Canoas entre os principais polos de empregos na área de tecnologia da informação e comunicação.

Formação de profissionais

Os dados também apontam crescimento na formação de mão de obra. Em 2024, 6,1 mil pessoas concluíram cursos superiores relacionados a TIC no Rio Grande do Sul, número 13,8% maior do que o registrado em 2023.

Para a diretora de RH da Assespro-RS, Thaís Garziera, além da formação, é necessário manter profissionais no estado e acompanhar as mudanças nas demandas do mercado. “Hoje, nós concorremos com outras moedas. Precisamos seguir acompanhando a velocidade das transformações tecnológicas e de novas competências que são exigidas pelas empresas”, alerta a dirigente.

Atuação da entidade

A Assespro-RS reúne empresas, lideranças, empresários e especialistas do setor e acompanha dados relacionados ao mercado de tecnologia no Estado. A entidade também atua na interpretação das mudanças no setor e na discussão de estratégias para os próximos ciclos de transformação.

“Precisamos utilizar esses dados para orientar decisões, aproximar os atores de todo esse ecossistema e nos preparar para os próximos ciclos de transformação”, enfatiza a diretora de RH da Assespro-RS, Thaís Garziera.

O que é a Assespro-RS

A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação – Regional RS (Assespro-RS) representa empresas do setor de TI no Rio Grande do Sul. A entidade atua no fortalecimento das empresas, na promoção de debates e na representação institucional junto a autoridades e organismos. Mais detalhes estão disponíveis em assespro-rs.org.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/09/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Variedades

Produtores de Lomba Grande recebem prêmios na Expointer

Por Jonathan da Silva 09/09/2026
Por Jonathan da Silva

Produtores de Lomba Grande, bairro rural de Novo Hamburgo, receberam premiações durante a 49ª Expointer, encerrada no domingo (6), no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Os representantes hamburguenses levaram ao evento animais, produtos agroindustriais, plantas ornamentais e itens gastronômicos produzidos no município. Entre os destaques, o chef Edi Dagrê estabeleceu dois recordes mundiais com um pastel de 250 quilos e uma coxinha de 202 quilos.

A 49ª Expointer reuniu quase 1 milhão de visitantes e registrou recordes em diferentes áreas. A participação dos produtores de Novo Hamburgo contou com acompanhamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), que presta apoio às propriedades ao longo do ano.

É uma alegria ver Novo Hamburgo se destacando no maior evento a céu aberto do agronegócio da América Latina. A força do campo, de Lomba Grande, sendo mostrada para centenas de milhares de visitantes. Parabéns a todos e que voltem ainda mais fortes na próxima edição da feira”, comentou o prefeito Gustavo Finck (PP).

O secretário de Desenvolvimento Rural de Novo Hamburgo, Naasom Luciano, destacou o trabalho realizado pelos produtores e o acompanhamento da pasta. “Esses resultados são fruto de muito trabalho, dedicação e investimento dos produtores ao longo do ano, e ter a SDR presente também ajuda a fortalecer essa participação e o alcance das premiações”, reforçou o titular da pasta.

Recordes na gastronomia

Um dos destaques de Novo Hamburgo na Expointer foi o chef Edi Dagrê, que estabeleceu dois recordes mundiais durante a feira. O maior pastel do mundo produzido por ele pesou 250 quilos. Já a maior coxinha teve 1 metro de diâmetro, 78 centímetros de altura e pesou 202 quilos.

Premiações na criação de Gir Leiteiro

Na criação de Gir Leiteiro, o produtor Cassiel Nerbas, da Cabanha Nerbas, conquistou o título de terceiro melhor macho da Expointer. Também recebeu os títulos de reservado campeão de vaca-jovem e reservado campeão de novilha maior.

O criador destacou o aprendizado obtido durante as avaliações dos animais pelos jurados. “A cada entrada de nossos animais em pista, as avaliações dos jurados agregam aprendizado, orientando-nos sobre a direção a seguir, as melhorias necessárias e as melhores estratégias de acasalamento”, afirmou Nerbas.

Para a próxima edição, o produtor prevê ampliar o número de animais levados à feira.

Coelhos também recebem premiações

O produtor Pedro Steffens participou pela primeira vez da Expointer e recebeu premiações com três animais. Na categoria Fantasia, conquistou o 1º lugar e o título de Grande Campeão com um macho Borboleta Inglês. Com uma fêmea da mesma raça, recebeu o 1º lugar e o título de Reservada de Grande Campeã. Na categoria Gigante, uma fêmea Gigante de Flandres também ficou em 1º lugar e recebeu o título de Reservada de Grande Campeã.

Steffens também recebeu o Prêmio Farsul pela participação na feira. “É reconhecimento de trabalho durante o ano para preparar os animais e ver que a genética da minha criação deu bom resultado”, ressaltou o produtor.

Produtos orgânicos

O Sítio Amigos da Terra, de Denise da Rosa, participou da Expointer com produtos orgânicos. A propriedade produz pães, biscoitos, geleias, doce de leite e leite orgânico, entre outros itens.

Segundo Denise, as vendas ficaram abaixo do registrado na edição de 2025, mas a feira manteve importância para a divulgação da produção. “As vendas foram um pouco menores que o registrado em 2025, mas a Expointer continua sendo uma importante vitrine para apresentar os produtos orgânicos, além de possibilitar novos contatos e mercados”, pontou a proprietária.

Premiações com búfalos

Na criação de búfalos, Ricardo Pires levou duas búfalas, mãe e filha, para a Expointer. Os animais conquistaram o 1º lugar na categoria Vaca Adulta, o título de Reservada Campeã na categoria Vaca de Cria ao Pé e o título de Reservada Grande Campeã da Raça Murrah.

Além das premiações, a terneira foi comercializada durante a feira. Para Pires, a participação também serviu para divulgar a raça Murrah e apresentar ao público características como docilidade, rusticidade e potencial produtivo.

Estreia de criador de Gir

O criador Joel Farias participou pela primeira vez da Expointer após cerca de 25 anos de atuação na criação de Gir Leiteiro. Farias levou dois animais para a feira e conquistou uma premiação com cada um deles. “Nós levamos apenas dois animais e uma fêmea jovem ficou em terceiro lugar na categoria, enquanto uma vaca sênior foi campeã”, detalhou Farias.

O criador considerou o resultado positivo e destacou a experiência de participar da feira ao lado de outros criadores de Lomba Grande, com os quais mantém relação de amizade.

O produtor também registrou negociações de animais durante o período. Recentemente, vendeu sete ou oito vacas para o Oeste de Chapecó, em Santa Catarina. A negociação resultou na saída de um caminhão lacrado de Lomba Grande para o Estado vizinho, transportando vacas registradas.

Além das negociações presenciais, Farias utiliza o TikTok para realizar vendas. Nesta edição da Expointer, levou dois animais.

Resultados na criação de coelhos

Ubirajara Coelho, da Casa do Coelho, também recebeu premiações. Na raça Nova Zelândia Branco, conquistou o título de Campeão da Raça na categoria fêmea e o de Grande Campeão na categoria Carne com a mesma fêmea.

Na raça Chinchila, foi Campeão Macho e Grande Campeão na categoria Carne, além de receber o prêmio de destaque da feira com esse animal. Na raça Gigante de Bouscat, conquistou ainda o título de Campeã Fêmea.

Segundo Coelho, as vendas realizadas durante a Expointer também ficaram dentro das expectativas para a feira.

Galinhas ornamentais

O criador de galinhas ornamentais Éder Mello também recebeu premiações. Das quatro aves da raça Sussex levadas à feira, três foram premiadas. Entre os resultados, estão o título de Campeão da Raça e Grande Campeão do Continente Inglês, o de Reservado de Grande Campeão e o terceiro prêmio entre os machos.

Entre as fêmeas, Mello conquistou ainda os títulos de Campeã e Grande Campeã da Raça. Dos 14 animais levados à Expointer, apenas dois retornaram à propriedade, enquanto os demais foram comercializados. “Das quatro aves da raça Sussex levadas à feira, três foram premiadas, incluindo o Campeão da Raça e Grande Campeão do Continente Inglês, o Reservado de Grande Campeão e o terceiro prêmio entre os machos”, comentou o criador.

O produtor avaliou os negócios realizados durante o evento e já iniciou a preparação para a próxima edição.

Outros representantes de Novo Hamburgo

Além dos produtores premiados, Novo Hamburgo esteve representado na 49ª Expointer por Henrique Heldt, da Ecoa Viveiro, com plantas ornamentais; pela Agroindústria Thiesen, com Roberta Thiesen e o marido, Jonathan Mello; pela Invito Cachaçaria, da família Thiesen, com Jonas, Maria Luíza e Guilherme; por Felipe Duarte, com gado da raça Gir Leiteiro; e por Daniel Lazzaretti, da Cabanha Rancho Vistaço, criador de ovelhas da raça Hampshire Down.

Foto: Thiago Dorscheid/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/09/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Business

Mercado gaúcho de veículos cresce 14,7% em agosto

Por Jonathan da Silva 09/09/2026
Por Jonathan da Silva

O mercado de veículos zero quilômetro do Rio Grande do Sul registrou 17.147 emplacamentos em agosto, um crescimento de 14,74% em relação ao mesmo mês do ano passado, conforme levantamento mensal do Sincodiv/Fenabrave-RS. O resultado foi puxado principalmente pelos automóveis, que tiveram alta de 20,21% na comparação anual e levaram o estado à quarta posição no ranking nacional de vendas da categoria no mês. No acumulado de janeiro a agosto, o Rio Grande do Sul soma 123.684 veículos emplacados, 4,60% acima das 118.244 unidades registradas no mesmo período de 2025.

Na comparação mensal, houve pequena retração. Em julho, foram 17.397 veículos emplacados no estado, contra os 17.147 registrados em agosto, uma queda de 1,44%. Ainda assim, quatro dos segmentos acompanhados pelo levantamento apresentaram crescimento de dois dígitos em relação a agosto de 2025: automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Os implementos rodoviários tiveram alta ainda maior, enquanto as motocicletas apresentaram retração.

Automóveis chegam à quarta posição nacional

Os automóveis foram o principal destaque do mercado gaúcho em agosto. Foram 9.798 unidades emplacadas, 20,21% a mais que as 8.151 registradas em agosto de 2025. Com esse resultado, o Rio Grande do Sul alcançou a quarta colocação nacional nas vendas de automóveis no mês.

Entre janeiro e agosto, o estado acumulou 66.888 automóveis emplacados, crescimento de 10,95% sobre as 60.284 unidades do mesmo período de 2025. No acumulado do ano, o Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional e responde por aproximadamente 4,4% das vendas brasileiras de automóveis.

O resultado acompanha a expansão do segmento no país. No Brasil, as vendas de automóveis cresceram 23,6% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior e acumulam alta de 22,67% entre janeiro e agosto.

Para o presidente do Sincodiv/Fenabrave-RS, Jefferson Fürstenau, o desempenho dos automóveis representa uma recuperação do mercado estadual. “Chegar à quarta posição nacional em agosto mostra a força do mercado do Rio Grande do Sul e, principalmente, o trabalho realizado diariamente pelas concessionárias e suas equipes. Estamos falando de um Estado que enfrentou grandes desafios econômicos nos últimos anos e que volta a avançar em um mercado extremamente competitivo. O crescimento de quase 11% dos automóveis no acumulado do ano nos aproxima das primeiras posições e reforça nossa confiança na capacidade de recuperação da economia gaúcha”, destaca Fürstenau.

Comerciais leves avançam no mês

A soma de automóveis e comerciais leves chegou a 11.903 emplacamentos em agosto, alta de 20,24% em relação ao mesmo mês de 2025. Na comparação com julho, quando o resultado foi de 11.998 unidades, houve variação negativa de 0,79%.

Os comerciais leves tiveram 2.105 unidades emplacadas em agosto, crescimento de 20,42% sobre agosto de 2025 e de 3,69% em relação a julho. Apesar da reação no mês, o segmento ainda apresenta retração no acumulado do ano.

De janeiro a agosto, foram 14.893 comerciais leves emplacados no Rio Grande do Sul, queda de 9,37% em relação às 16.433 unidades registradas no mesmo período de 2025. O estado ocupa a sétima posição nacional no acumulado do segmento.

Caminhões crescem na comparação anual

O segmento de caminhões registrou 603 emplacamentos em agosto. O número representa crescimento de 19,17% sobre as 506 unidades registradas no mesmo mês de 2025. Na comparação com julho, porém, houve retração de 15,90%.

No acumulado de janeiro a agosto, foram 4.648 caminhões emplacados no estado, 15,12% abaixo das 5.476 unidades registradas no mesmo período de 2025.

O resultado ocorre em um cenário de retração nacional no acumulado do segmento. No Brasil, a queda foi de 4,76% entre janeiro e agosto. Mesmo com o recuo, o Rio Grande do Sul permanece na quinta posição do ranking nacional de caminhões.

Ônibus têm alta anual, mas recuam no acumulado

Em agosto, foram registrados 55 emplacamentos de ônibus no Rio Grande do Sul. O volume representa queda de 64,05% em relação a julho, mas alta de 10% na comparação com agosto de 2025.

Entre janeiro e agosto, o estado acumulou 757 ônibus emplacados, contra 878 no mesmo período do ano anterior, retração de 13,78%. O Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional no segmento.

Motocicletas mantêm crescimento no acumulado

As motocicletas tiveram 2.903 emplacamentos em agosto, crescimento de 5,03% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, entretanto, houve queda de 4,51%.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o segmento registra resultado positivo. Foram 24.295 motocicletas emplacadas no Estado, crescimento de 3,07% sobre as 23.571 unidades do mesmo período de 2025.

O Rio Grande do Sul permanece na 19ª posição nacional. No Brasil, as vendas de motocicletas acumulam crescimento de 12,14% no ano.

Implementos rodoviários têm alta de 48,69%

Os implementos rodoviários registraram 568 emplacamentos em agosto, retração de 16,10% em relação a julho. Na comparação anual, porém, o segmento teve crescimento de 48,69%.

De janeiro a agosto, foram 3.908 unidades emplacadas no Rio Grande do Sul, resultado 0,51% superior às 3.888 registradas no mesmo período de 2025. Com esse volume, o estado permanece na quarta posição nacional e responde por aproximadamente 8,3% do mercado brasileiro de implementos rodoviários.

Desempenho por segmento

Na comparação de agosto de 2026 com agosto de 2025, os segmentos acompanhados pelo levantamento apresentaram os seguintes resultados: automóveis, alta de 20,21%; comerciais leves, 20,42%; caminhões, 19,17%; ônibus, 10%; motocicletas, queda de 4,51%; e implementos rodoviários, alta de 48,69%.

Considerando todos os segmentos, o mercado gaúcho cresceu 14,74% em agosto, enquanto o mercado brasileiro apresentou expansão de 16,87% na mesma comparação. No acumulado de janeiro a agosto, o Rio Grande do Sul registra crescimento de 4,60%, diante de uma alta de 15,30% no mercado brasileiro.

RS mantém posições no ranking nacional

No acumulado de janeiro a agosto, o Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional em automóveis, a sétima em comerciais leves, a quinta em caminhões, a sexta em ônibus, a 19ª em motocicletas e a quarta em implementos rodoviários.

Para setembro, a entidade projeta um cenário de atenção aos emplacamentos relacionados à Expointer, cujas vendas deverão ser contabilizadas nos resultados do mercado gaúcho.

Foto: Tawatchai07/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/09/2026 0 Comentários 132 Visualizações
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