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economia

Gastronomia

Gastronomia impulsiona buscas por promoções na Serra Gaúcha

Por Jonathan da Silva 02/08/2026
Por Jonathan da Silva

A gastronomia foi o segmento que mais registrou crescimento na procura por promoções online em Gramado durante os meses de junho e julho, período de maior movimento turístico na Serra Gaúcha. Dados da plataforma Tchê Ofertas, especializada em gastronomia, lazer e entretenimento, apontam que a busca por ofertas gastronômicas cresceu 41,27% em julho, impulsionada pelo aumento do fluxo de visitantes atraídos pelo inverno e pelas baixas temperaturas na região.

Segundo o levantamento, o interesse por experiências gastronômicas típicas da estação, como fondues, cafés coloniais e refeições em ambientes com lareira, contribuiu para o aumento da procura. Hotéis, pousadas, restaurantes e parques também registraram maior circulação de turistas, principalmente nos fins de semana e em períodos próximos a feriados.

Números do levantamento

Entre os destaques do período está a procura por promoções de fondue. Apenas em julho, cerca de 86 mil usuários acessaram ofertas relacionadas ao prato na plataforma, volume 249,10% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A Tchê Ofertas informa que o portal reúne mais de 200 mil usuários mensais e é voltado à comercialização de promoções nos setores de gastronomia, lazer e entretenimento.

Comportamento do consumidor

De acordo com o sócio-diretor da Tchê Ofertas, Eblen Kalil Neto, a adoção de estratégias promocionais pelas empresas da região tem impacto direto na movimentação da plataforma. “Sempre que as empresas da região apostam em preços competitivos para os consumidores exigentes, a movimentação no portal apresenta picos de audiência e interação, estimulado pela procura do turismo interno ou de outros Estados, em cidades da Serra. Mais de 50% da nossa movimentação é recorrente, ou seja, são usuários que procuram por novidades e descontos e voltam ao site pela boa experiência”, afirma Kalil Neto.

Foto: Cleiton Thiele/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/08/2026 0 Comentários 50 Visualizações
Variedades

Indicadores econômicos apontam rentabilidade na pecuária de corte

Por Jonathan da Silva 30/07/2026
Por Jonathan da Silva

Indicadores como produtividade, faturamento, custos, margem operacional e retorno sobre o investimento (ROI) são determinantes para avaliar se uma propriedade de pecuária de corte gera valor econômico, segundo a SIA. A orientação é que esses dados sejam analisados em conjunto com os indicadores técnicos, como ganho médio diário, taxa de prenhez, lotação e idade ao abate, para medir não apenas o desempenho produtivo, mas também a rentabilidade da atividade.

De acordo com o diretor técnico da SIA, Armindo Barth Neto, a gestão da propriedade deve diferenciar os indicadores voltados à condução da produção daqueles que medem o desempenho econômico do negócio. “Os indicadores técnicos mostram se a fazenda está seguindo o caminho planejado, mas não garantem que a atividade esteja criando valor. Essa resposta aparece quando produtividade, faturamento, custos, margem e retorno são avaliados em conjunto”, explica Barth Neto.

Entre os indicadores técnicos utilizados na condução da atividade estão ganho médio diário, taxas de prenhez e desmame, lotação, desfrute, idade ao abate e mortalidade. Esses índices permitem acompanhar o desenvolvimento do rebanho, identificar falhas produtivas e orientar decisões relacionadas ao manejo, à nutrição e à reprodução.

Produtividade

A produtividade, medida em quilos ou arrobas de peso vivo produzidos por hectare ao ano, reúne os efeitos do manejo, da nutrição, da genética, da sanidade e do planejamento adotado na propriedade. Segundo Armindo Barth Neto, a avaliação do sistema deve considerar também a produção por área. “Um rebanho pode apresentar bom ganho de peso, mas isso precisa ser relacionado à quantidade produzida por hectare. A produtividade permite enxergar o sistema de forma mais ampla e comparar sua evolução ao longo do tempo”, observa o diretor técnico.

Retorno

O faturamento por hectare ao ano indica a receita obtida com a comercialização dos animais. Esse resultado deve ser comparado ao Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne despesas como suplementação, fertilizantes, sementes, medicamentos, mão de obra, combustível, manutenção e serviços terceirizados.

A diferença entre faturamento e COE corresponde à margem operacional, indicador que demonstra os recursos disponíveis para remunerar a estrutura da propriedade, realizar investimentos e gerar lucro. Já o retorno sobre o investimento (ROI) relaciona o resultado obtido ao capital empregado, permitindo comparar a pecuária com outras alternativas de aplicação de recursos.

Outro indicador utilizado é o resultado econômico por hectare ao ano, que mede o valor gerado pela atividade em determinada área e auxilia na comparação entre sistemas de produção e outras atividades agropecuárias.

Segundo Armindo Barth Neto, a análise integrada desses indicadores evita interpretações baseadas apenas na eficiência produtiva. “A pecuária de alta performance precisa produzir bem, controlar os desembolsos e remunerar o capital. Os indicadores técnicos orientam o trabalho, mas o objetivo final é gerar mais valor por hectare com rentabilidade”, conclui o diretor técnico.

Foto: Wirestock/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
30/07/2026 0 Comentários 63 Visualizações
Política

Heraldo Neves assume como diretor-presidente do BRDE

Por Jonathan da Silva 30/07/2026
Por Jonathan da Silva

O economista Heraldo Neves tomou posse como diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) nesta quarta-feira (29). A presidência da instituição permanecerá sob responsabilidade do Paraná até 2027, conforme o sistema de governança compartilhada e de rodízio entre os três estados da região sul. A mudança marca o início de um novo ciclo de gestão no banco, criado para apoiar políticas públicas e financiar iniciativas de desenvolvimento regional.

Criado pelos governos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o BRDE adota um modelo de gestão colegiada, com a presidência exercida em sistema de rodízio entre os estados. Segundo a instituição, o modelo busca fortalecer a atuação integrada do banco no financiamento de projetos voltados ao desenvolvimento econômico e social da região sul do país.

Quem é Heraldo Neves

Formado em Economia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pós-graduado em Finanças pela FAE Business School, Heraldo Neves possui experiência na administração pública e no sistema de fomento. Ao longo da carreira, atuou na Prefeitura de Curitiba, no Governo do Paraná, na Agência Curitiba de Desenvolvimento e na Fomento Paraná, onde exerceu o cargo de diretor-presidente entre 2019 e 2024.

Atualmente, Neves também integra o Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional e ocupa a vice-presidência da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).

Novo ciclo do banco

A posse ocorre no ano em que o BRDE completa 65 anos de atuação. Fundado em 1961, o banco financia projetos nas áreas de infraestrutura, inovação, sustentabilidade, cooperativismo e em diferentes setores produtivos, com atuação voltada ao desenvolvimento dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Foto: Rodolfo Buhrer/BRDE/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/07/2026 0 Comentários 77 Visualizações
Cidades

Novo Hamburgo lança Programa Sandbox para transformar a cidade em laboratório de inovação

Por Ester Ellwanger 30/07/2026
Por Ester Ellwanger

Novo Hamburgo deu, nesta quarta-feira, 29 de julho, um passo inédito para fortalecer o ecossistema de inovação e aproximar o poder público de empresas, startups e instituições de pesquisa. A Prefeitura lançou oficialmente o Programa Sandbox Novo Hamburgo e abriu o primeiro edital para seleção de soluções inovadoras que poderão ser testadas em ambiente real, com autorização temporária, acompanhamento técnico e segurança regulatória.

A iniciativa permite que tecnologias, produtos e novos modelos de serviço sejam experimentados na cidade antes de sua implementação em maior escala, beneficiando tanto os empreendedores quanto a população. O primeiro ciclo contempla projetos nas áreas de tecnologia para a saúde, educação, cidades inteligentes e sustentáveis, Indústria 4.0, novos materiais e tecnologia para química.

O lançamento, realizado no NH CIT, teve a presença de cerca de 50 convidados, entre representantes do setor público, da sociedade civil, do empresariado e de instituições de ensino. A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Daiana Monzon, utilizou uma analogia para explicar o conceito do programa.

“Imaginem uma criança em uma caixa de areia. Ali ela testa, tenta, erra e muda o caminho em um ambiente seguro. O Sandbox funciona da mesma forma: é um laboratório vivo para construir o futuro, um espaço controlado para que empresas possam validar seus produtos antes de buscar certificações e chegar ao mercado”, disse.

O prefeito Gustavo Finck ressaltou que a iniciativa nasce da busca permanente por soluções inovadoras para a gestão pública. “A inquietude nos fez buscar um olhar diferenciado para inovar a gestão. Pessoas capacitadas, aqui de Novo Hamburgo, podem nos trazer a solução. Podemos ser a ‘caixa de areia’ para mudar o mundo. Esse edital vai trazer soluções não só para Novo Hamburgo, mas para o Brasil”, afirmou.

Como exemplos, o prefeito citou que, dentro do Programa Sandbox, poderão ser desenvolvidas soluções voltadas ao controle inteligente do trânsito, previsão meteorológica e hidrológica e aplicações para a segurança pública.

As inscrições estarão abertas desta quinta-feira (30) até 28 de agosto. Nesta etapa, poderão ser selecionadas até dez propostas, enquanto as demais ficarão em um banco de propostas para futuras oportunidades. As inscrições devem ser realizadas pela plataforma novohamburgo.atende.net, onde também estão disponíveis o edital e todas as informações sobre o programa (clique aqui para link direto). Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].

Programa aproxima inovação da gestão pública

Além da assinatura do edital pelo prefeito Gustavo Finck e pela secretária Daiana Monzon, o lançamento contou com uma roda de conversa sobre o programa. Participaram, além da titular da pasta, o diretor de Inovação e Tecnologia da SMDEI, Lívio Bruno, e o diretor executivo da GOV.UP Inovação em Governos, Rafael Bechelin.

“Quando a gente fala sobre inovação, falamos sobre as pessoas, porque ela acontece quando reduzimos o tempo de atendimento, melhoramos a segurança ou a educação de uma criança. Inovar é melhorar a vida do cidadão”, afirmou Daiana.

Lívio Bruno destacou que o programa foi desenvolvido considerando a realidade local e o potencial do ecossistema de inovação hamburguense. “Adaptamos o programa à realidade de Novo Hamburgo naquilo que podemos ter de melhor. As startups poderão contar com o apoio do NH CIT. O Sandbox não é o final. Queremos também utilizar essas tecnologias dentro da prefeitura”, disse.

Bechelin explicou que o Sandbox reduz barreiras para que empresas possam validar soluções junto ao poder público. “Ele é o meio pelo qual a Prefeitura diz para o mercado que está aberta à inovação e quer atrair novos negócios. A empresa que cumprir os ritos do Sandbox recebe um atestado de capacidade técnica, podendo posteriormente prestar serviços ao poder público”, analisou.

O Programa Sandbox Novo Hamburgo integra a estratégia municipal de fortalecimento da inovação e busca aproximar governo, universidades, empresas e sociedade para desenvolver soluções para desafios reais da cidade.

Foto: Thiago Dorscheid /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

30/07/2026 0 Comentários 85 Visualizações
Variedades

Preços e oferta crescem no mercado de bovinos e cavalos Crioulos

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Trajano Silva Remates encerrou o primeiro semestre de 2026 com aumento no volume de negócios e preços médios superiores aos registrados no mesmo período de 2025 nos mercados de bovinos de corte e cavalos Crioulos. A empresa atribui o desempenho à valorização dos bovinos de corte e ao aquecimento das negociações envolvendo a raça Crioula. Segundo a avaliação da leiloeira, a maior oferta de animais e o crescimento da agenda de leilões não pressionaram as cotações, mantendo um cenário considerado favorável para o setor.

De acordo com o diretor e leiloeiro da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, os bovinos de corte registraram evolução nas cotações ao longo dos seis primeiros meses do ano. No segmento de cavalos Crioulos, além da comercialização de um número maior de animais em relação ao primeiro semestre de 2025, os preços médios também apresentaram crescimento. Segundo Silva, o aumento da oferta de animais não provocou queda nos valores praticados. “Pelo contrário, os preços médios permaneceram ligeiramente acima dos registrados no ano anterior. O número de leilões realizados também cresceu, contribuindo para um faturamento superior ao obtido no mesmo intervalo de 2025”, observa o especialista.

Perspectivas para a primavera

A expectativa da empresa é de manutenção do ritmo positivo no segundo semestre, especialmente durante a temporada de leilões de primavera. “O cenário econômico e as perspectivas do mercado global indicam um ambiente favorável para os negócios. A expectativa é de que os tradicionais leilões de primavera concentrem forte demanda e movimentem valores expressivos”, projeta Marcelo Silva.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 52 Visualizações
Variedades

Sondagem aponta expectativas positivas e desafios para hotéis no RS

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Sondagem de Meios de Hospedagem, realizada com 385 hotéis e estabelecimentos similares de todo o Rio Grande do Sul. As entrevistas ocorreram entre 23 de junho e 13 de julho e avaliaram o perfil do setor, o desempenho recente dos negócios e a adaptação das empresas a mudanças regulatórias, como a implantação da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, a reforma tributária, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) e possíveis alterações na legislação trabalhista. O levantamento indica que o setor mantém expectativas de crescimento, mas ainda enfrenta desafios relacionados à sazonalidade, à carga tributária e aos reflexos das enchentes de 2024.

A pesquisa mostra que 75,8% dos meios de hospedagem estão em operação há mais de dez anos. Em média, 62,7% dos hóspedes são gaúchos, 31,2% vêm de outros estados e 6,2% são estrangeiros. O turismo de negócios é a principal fonte de faturamento para 51,2% dos estabelecimentos, refletindo também na ocupação mais intensa durante os dias úteis, cenário apontado por 58,2% dos entrevistados.

Na avaliação financeira, 58% dos empresários classificam a situação da empresa como boa ou muito boa, enquanto 35,8% a consideram regular e 6,2% a avaliam como ruim ou muito ruim. Entre os empreendimentos impactados pelas enchentes de 2024, 34,4% afirmam ter se recuperado totalmente e 19,1% quase totalmente. Para aqueles que ainda enfrentam dificuldades, os principais efeitos são redução do faturamento (52,3%), prejuízo financeiro (45,3%) e perda de clientes (45,3%).

Desempenho e expectativas

Nos últimos seis meses, 49,1% dos empresários avaliaram as vendas como boas, muito boas ou excelentes. Outros 37,1% classificaram o período como regular e 13,8% como ruim. Em relação à ocupação no primeiro semestre de 2026, 47,5% informaram desempenho abaixo das expectativas, 47,8% disseram ter alcançado o resultado esperado e 4,7% registraram desempenho superior ao previsto.

As projeções para os próximos meses permanecem favoráveis. Segundo o levantamento, 56,9% dos empresários esperam crescimento das vendas, enquanto 32,5% projetam estabilidade. Em relação ao quadro de funcionários, 24,2% pretendem ampliar as equipes e 63,4% devem manter o número atual de colaboradores. Além disso, 47,5% dos estabelecimentos planejam investir em infraestrutura, modernização ou sistemas.

Desafios do segmento

A sazonalidade da ocupação aparece como o principal desafio interno para 53% dos entrevistados, seguida pela alta rotatividade de funcionários (26,2%) e pela gestão financeira (16,6%). Entre os fatores externos, a carga tributária lidera as preocupações, citada por 47,5% das empresas. Também foram apontados o aumento dos custos (26,8%), a falta de atrativos na localidade (17,4%) e a concorrência no setor (16,6%).

A pesquisa também avaliou a adaptação das empresas às novas exigências regulatórias. Em relação à Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, 38,7% dos estabelecimentos concluíram a implantação, 28,1% estão em processo de adaptação, 20% ainda não iniciaram a implementação e 13,2% afirmam desconhecer a exigência.

No caso da NR-1, apenas 24,9% das empresas informaram estar totalmente adaptadas ou em estágio avançado de adequação. Outros 31,9% ainda não iniciaram ou estão no começo do processo, enquanto 33,8% disseram não conseguir avaliar ou desconhecer as exigências da norma.

Quanto à reforma tributária, 42,3% dos empresários afirmaram ter realizado todas as adaptações necessárias com facilidade. Já 57,7% relataram dificuldades, não concluíram as adequações ou desconhecem as mudanças necessárias. A pesquisa também analisou possíveis alterações na legislação trabalhista. Para 37,7% dos entrevistados, uma eventual mudança na escala 6×1 teria alto impacto sobre o estabelecimento. Percentual semelhante (36,4%) foi registrado em relação à possibilidade de redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

Avaliação da Fecomércio-RS

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, afirma que o levantamento demonstra a capacidade de adaptação do setor diante de diferentes desafios. “A pesquisa mostra um setor resiliente, que mantém confiança no crescimento dos negócios, mas que segue enfrentando desafios importantes. Além de questões tradicionais, como a sazonalidade da demanda e a carga tributária, os empresários convivem com um processo intenso de adaptação a novas exigências regulatórias e acompanham discussões sobre mudanças na legislação trabalhista. Nesse contexto, fortalecer a gestão dos negócios torna-se ainda mais relevante para aumentar a capacidade de adaptação das empresas e preservar sua competitividade em um ambiente de constantes mudanças”, expressa Bohn.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 71 Visualizações
Business

Missão à Guatemala deve gerar R$ 6,33 milhões para empresas brasileiras

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

A primeira edição da Missão à Guatemala, promovida pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), foi encerrada nesta terça-feira (28) com a expectativa de gerar US$ 1,19 milhão (R$ 6,33 milhões) em negócios para dez empresas brasileiras participantes. Realizada entre os dias 26 e 28 de julho, a iniciativa incluiu um showroom na feira Expo Calzado Guatemala e fez parte das ações do Brazilian Materials, programa de internacionalização do setor desenvolvido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

De acordo com o gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, durante a missão foram negociados mais de US$ 100 mil (R$ 514 mil). “Além dos negócios gerados, a Missão proporcionou muito networking para as participantes, com mais de 250 contatos qualificados com compradores da Guatemala, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador e Honduras”, avaliou Ribas Júnior.

Segundo o gestor, a projeção total de US$ 1,19 milhão (R$ 6,33 milhões) considera os negócios encaminhados durante a missão e que devem ser concretizados nos próximos meses. “A maior parte dos negócios acontecem depois desse primeiro contato. A previsão é feita para negócios gerados nos próximos meses”, explicou Ribas Júnior.

Empresas participantes

A missão contou com a participação das empresas Altero, Corium, HG, IBK, Usicon, MK Química, Rodamatrizes, Boxflex, Pollibox e RTM, com apoio do Brazilian Materials. O programa de internacionalização é desenvolvido pela Assintecal em parceria com a ApexBrasil e tem como objetivo ampliar a presença das empresas brasileiras do setor de componentes para couro, calçados e artefatos no mercado internacional.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 68 Visualizações
Variedades

Conseleite projeta alta no preço de referência do leite em julho

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou o preço de referência do leite para julho de 2026 em R$ 2,5005 por litro, o que representa uma alta de 2,98% em relação ao valor projetado para junho, de R$ 2,4281. O novo indicador foi divulgado nesta terça-feira (28), durante reunião online do colegiado. Na ocasião, também foi apresentado o valor consolidado de junho, que encerrou o mês em R$ 2,4320 por litro, aumento de 0,07% em comparação ao consolidado de maio, de R$ 2,4302.

Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, os indicadores permanecem próximos da média histórica e acompanham o comportamento observado nos principais estados produtores do país. “Temos uma estabilidade nos preços e uma sustentação dos valores pagos ao produtor neste primeiro semestre do ano”, assinala Prestes.

Durante a reunião, representantes dos produtores e da indústria também demonstraram preocupação com os impactos do elevado volume de chuvas. Conforme avaliação dos participantes, caso o cenário persista, poderá haver prejuízos ao desenvolvimento das pastagens de inverno e comprometimento das pastagens de verão, com reflexos na formação de silagem e na oferta de alimentos nas propriedades rurais.

Metodologia de cálculo

Os indicadores do Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com base nas informações fornecidas pelas indústrias participantes. A projeção mensal considera a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês, enquanto o valor consolidado é calculado após o encerramento do período.

Durante o encontro, a Câmara Técnica e Econômica (Camatec) apresentou a atualização dos parâmetros utilizados no cálculo do preço de referência do leite. As alterações passarão a ser adotadas nas planilhas de cálculo a partir da próxima rodada de aferição.

Foto: Azerbaijan Stockers/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 90 Visualizações
Política

RS teve menor crescimento econômico do país entre 2002 e 2023

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul registrou o menor crescimento econômico entre os estados brasileiros no período de 2002 a 2023, segundo a primeira edição da série “Estudos em Crescimento Econômico e Produtividade”, elaborada pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisa (Ifep-RS). O levantamento compara o desempenho da economia gaúcha com os demais estados do país e busca identificar os fatores que influenciaram a trajetória do estado nas últimas duas décadas, além de subsidiar debates sobre produtividade e desenvolvimento econômico.

De acordo com o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 34% no período analisado, abaixo da média nacional, de 58%, e dos índices registrados pelos estados vizinhos da região sul: Paraná, com crescimento de 55%, e Santa Catarina, com 65%.

Indicadores de renda e produtividade

O levantamento também analisou o PIB per capita, indicador que mede a renda média por habitante. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul apresentou crescimento de 24% entre 2002 e 2023, ficando à frente apenas de Santa Catarina, que registrou alta de 19%. O Paraná obteve o melhor desempenho da Região Sul, com avanço de 31%.

Segundo o Ifep-RS, os estados seguiram trajetórias distintas. Santa Catarina ampliou sua economia impulsionada principalmente pelo crescimento populacional, enquanto o Paraná converteu o crescimento econômico em ganhos de renda por habitante por meio do aumento da produtividade. Já o Rio Grande do Sul, conforme o estudo, não apresentou destaque em nenhuma dessas frentes.

O estudo aponta ainda que cerca de 73% da expansão do PIB per capita do Paraná decorreu de ganhos de produtividade do trabalho. Em Santa Catarina, o crescimento foi dividido entre aumento da produtividade e expansão da população ocupada. No Rio Grande do Sul, embora a produtividade tenha representado a maior parcela do crescimento da renda, o Estado apresentou dependência relativamente maior da expansão do emprego, mecanismo que tende a perder força com o envelhecimento da população.

Ainda conforme o levantamento, a vantagem relativa de produtividade que o Rio Grande do Sul possuía em relação à média nacional no início dos anos 2000 praticamente desapareceu. Entre 2002 e 2023, a produtividade do trabalho no Estado cresceu, em média, 0,65% ao ano, enquanto a média brasileira foi de 0,94%.

Análise do estudo

Para o diretor executivo do Ifep-RS, Lucas Schifino, os dados indicam que o desafio do estado está relacionado à ausência de um fator capaz de sustentar o crescimento econômico no longo prazo. “Nas últimas duas décadas, o estado não contou com o impulso demográfico observado em Santa Catarina nem com os ganhos de produtividade que marcaram a trajetória do Paraná. Isso explica por que fomos perdendo posição relativa no cenário nacional. Com uma população envelhecendo e um crescimento demográfico cada vez mais limitado, a produtividade deixa de ser apenas um indicador econômico e passa a ser a principal condição para ampliar renda, competitividade e bem-estar”, afirma Schifino.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP-RS, Luiz Carlos Bohn, destaca que o diagnóstico busca subsidiar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento. “O estudo evidencia que o desafio do Rio Grande do Sul vai além de crescer mais. Precisamos entender por que o estado perdeu competitividade relativa e quais fatores impediram avanços mais robustos em produtividade e geração de renda. Um diagnóstico qualificado é condição indispensável para orientar políticas públicas, investimentos e estratégias capazes de fortalecer o ambiente de negócios e ampliar as oportunidades para a população gaúcha”, ressalta Bohn.

Próximas etapas

O Ifep-RS informa que a primeira nota inaugura uma série de análises sobre crescimento econômico e produtividade. Os próximos estudos abordarão os limites do crescimento relacionados ao mercado de trabalho e à demografia, os determinantes da produtividade no Rio Grande do Sul e a influência da estrutura setorial da economia sobre o desempenho estadual.

O que esta primeira nota mostra é que o Rio Grande do Sul não apresentou um diferencial claro em nenhuma das principais fontes de expansão econômica. Com as limitações demográficas que já se desenham para os próximos anos, a produtividade passa a ocupar papel central na capacidade do estado de sustentar ganhos de renda e bem-estar. […] O objetivo é responder a uma questão central para o desenvolvimento regional: por que o Rio Grande do Sul ficou para trás e quais motores de crescimento ainda podem ser acionados para recolocar o estado em uma trajetória sustentável de aumento da renda por habitante”, conclui Lucas Schifino.

Foto: Murilo Fonseca/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 88 Visualizações
Política

Entidades do Vale do Sinos pedem agilização na liberação de créditos de ICMS

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades representativas da indústria e do comércio do Vale do Sinos encaminharam uma correspondência ao subsecretário da Receita Estadual do Rio Grande do Sul, Ricardo Neves Pereira, solicitando a simplificação, a celeridade e a ampliação da liquidez dos créditos de ICMS. O pedido foi apresentado como uma medida para fortalecer a competitividade das empresas gaúchas em um cenário de desaceleração econômica, aumento dos custos operacionais e elevação das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O documento é assinado por sete entidades que representam mais de 5 mil empresas da região. As organizações argumentam que a disponibilização mais rápida dos créditos de ICMS pode reforçar o capital de giro das empresas sem gerar renúncia fiscal por parte do Estado, uma vez que os valores já pertencem aos contribuintes.

Cenário econômico

Na correspondência, as entidades afirmam que as empresas gaúchas, especialmente as voltadas à exportação, enfrentam pressão financeira decorrente dos efeitos das enchentes de 2024, da alta dos custos logísticos, do ambiente econômico e das novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo o documento, esse contexto reduz a competitividade internacional, compromete investimentos e pode afetar a manutenção de empregos.

Diante desse cenário, as entidades defendem que o governo estadual adote medidas para facilitar o acesso aos créditos tributários, contribuindo para a preservação da atividade econômica e da capacidade de exportação das empresas.

Reivindicações

No ofício, as entidades solicitam a simplificação dos procedimentos administrativos para reconhecimento e utilização dos créditos de ICMS, maior rapidez nos processos de homologação e liberação dos valores, ampliação dos mecanismos de liquidez para utilização ou conversão dos créditos acumulados e prioridade na análise dos pedidos apresentados por empresas exportadoras ou diretamente impactadas pelas barreiras tarifárias internacionais.

Segundo o documento, essas medidas podem fortalecer o capital de giro das empresas, preservar investimentos, manter empregos e ampliar a competitividade da indústria e do comércio gaúchos em um período de instabilidade econômica.

Entidades signatárias

Assinam a correspondência a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), a Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), o Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC), o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinmaqSinos) e o Sindicato da Indústria de Calçado do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs).

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 72 Visualizações
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