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Business

Veículos movimentam R$ 668,7 milhões na Expointer

Por Jonathan da Silva 08/09/2026
Por Jonathan da Silva

O setor de veículos movimentou R$ 668,757 milhões e comercializou 3.517 unidades durante a 49ª Expointer, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Participaram da feira 30 marcas, que apresentaram veículos de diferentes segmentos e tecnologias ao público e realizaram negócios ao longo dos nove dias do evento. O resultado representa o maior número de unidades vendidas e o maior volume financeiro registrado pelo setor na série histórica dos últimos cinco anos, além de colocar os veículos na segunda posição entre os segmentos da feira em volume financeiro, atrás apenas de máquinas e implementos agrícolas.

Em comparação com a edição de 2025, quando foram comercializadas 3.189 unidades, o número de veículos vendidos cresceu 10,3%. O volume financeiro também aumentou, passando de R$ 591,85 milhões em 2025 para R$ 668,76 milhões em 2026, uma alta de aproximadamente 13%.

O desempenho registrado na Expointer também representou parcela significativa das vendas do mercado gaúcho em agosto. Segundo os dados apresentados pelo Sincodiv-RS, foram comercializadas 11.903 unidades de automóveis e comerciais leves no Rio Grande do Sul durante o mês, o segundo melhor resultado do ano para o setor. As 3.517 unidades vendidas nos nove dias da feira correspondem a aproximadamente 29,5% desse volume.

Mais marcas na feira

A quantidade de fabricantes participantes também aumentou nos últimos cinco anos. Em 2022, a Expointer contou com 17 marcas de veículos. Em 2026, foram 30, crescimento de mais de 76% em cinco edições.

Para o presidente do Sincodiv-RS, Jefferson Fürstenau, os resultados indicam a importância da Expointer para o setor automotivo. “A Expointer permite enxergar muito claramente a transformação do nosso mercado. Temos mais marcas, mais tecnologias, novos produtos e um consumidor interessado em conhecer essas opções. Chegar a 3.517 veículos comercializados e a quase R$ 669 milhões em negócios mostra a força do setor e, principalmente, a relevância que a feira conquistou para as concessionárias e para o consumidor gaúcho”, destaca Fürstenau.

Evolução das vendas

  • 2026: 30 marcas, 3.517 unidades e R$ 668.757.000 em volume financeiro
  • 2025: 26 marcas, 3.189 unidades e R$ 591.850.000 em volume financeiro
  • 2024: 20 marcas, 3.394 unidades e R$ 592.045.300 em volume financeiro
  • 2023: 18 marcas, 2.362 unidades e R$ 471.700.000 em volume financeiro
  • 2022: 17 marcas, 1.674 unidades e R$ 490.960.000 em volume financeiro

Marcas participantes

Participaram da 49ª Expointer Bajaj, BMW, BMW Motorrad, BYD, Denza, Fiat, Ford, GAC, Geely, GM, GWM, Harley-Davidson, Honda Motos, Hyundai, Jeep, Kia, Leapmotor, Lexus, MG, Mitsubishi, Nissan, Omoda/Jaecoo, Ram, Renault, Sea-Doo, Suzuki Motos, Suzuki Quadriciclos, Toyota, Volkswagen e Volvo.

Além da comercialização de veículos, a presença das 30 marcas ampliou a oferta de produtos e tecnologias apresentada aos visitantes da feira. Entre os temas presentes estiveram a eletrificação, novas tecnologias embarcadas e a entrada de novos fabricantes no mercado brasileiro.

Foto: Gustavo Mansur/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/09/2026 0 Comentários 113 Visualizações
Variedades

Feevale debate impactos das barreiras comerciais dos EUA

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale realizou o painel “Protecionismo Comercial dos EUA: consequências e estratégias para o Brasil” na noite desta quarta-feira (2), no Câmpus II, em Novo Hamburgo. Organizado pelo curso de Comércio Exterior, o encontro reuniu estudantes, profissionais e demais interessados para discutir os efeitos das novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre as relações internacionais, a economia e os negócios brasileiros. O debate contou com especialistas das áreas de política, Direito, Ciências Econômicas, Administração e logística, que apresentaram diferentes perspectivas sobre o cenário internacional e as estratégias para o Brasil diante das mudanças na política comercial norte-americana.

O painel reuniu cinco professores da Universidade Feevale. O cientista político e professor da Feevale, Everton Rodrigo Santos, abordou as novas configurações no modelo de relações políticas internacionais dos Estados Unidos.

O professor da Feevale e do curso de Direito, Daniel Sica, tratou das mudanças nas regras de comércio. A professora do curso de Ciências Econômicas, Lisiane Fonseca da Silva, discutiu a conjuntura econômica e os impactos da política comercial protecionista na economia dos Estados Unidos.

Também participaram o professor do curso de Ciências Econômicas, José António Moura, que analisou as barreiras comerciais e seus efeitos sobre a economia brasileira e do Rio Grande do Sul, e o professor do curso de Administração, Fausto Kiewel, que tratou dos impactos da política protecionista dos EUA no volume e nos modelos de negócios para o Brasil.

Diálogo diante das mudanças

Durante a abertura, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou a importância de promover espaços de discussão diante das transformações nas relações internacionais. “É uma grande satisfação estar aqui com vocês para este momento de diálogo e reflexão. Nós estamos, de fato, vivendo um momento bastante desafiador, especialmente diante desse aumento significativo das tarifas e os impactos que esse movimento provoca em diferentes setores da economia e da sociedade”, afirmou da Rosa.

Segundo o reitor, além dos conhecimentos técnicos desenvolvidos durante a formação superior, o cenário atual exige o desenvolvimento de competências relacionadas ao diálogo, à negociação e à tomada de decisões. “Cada vez mais, precisamos desenvolver as chamadas soft skills: capacidade de diálogo, negociação, tomada de decisão, relacionamento, liderança e, principalmente, a capacidade de compreender diferentes perspectivas”, ressaltou José Paulo da Rosa.

Participação da comunidade acadêmica

A atividade foi realizada pelo curso de Comércio Exterior e teve como público estudantes, profissionais e demais interessados no tema. A programação abordou os impactos das medidas comerciais dos Estados Unidos a partir de diferentes áreas do conhecimento.

Também estiveram presentes no evento a pró-reitora de Ensino da Universidade Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, e a coordenadora dos cursos de Administração, Comércio Exterior e Gestão Comercial, Cristiane Froehlich.

Foto: Maria Izabella Atanasio/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 62 Visualizações
Business

Encontro em São Leopoldo projeta R$ 7,2 milhões em negócios

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A 22ª edição do Encontro de Negócios reuniu 214 empresas dos setores metalmecânico, eletroeletrônico e plástico e resultou em uma projeção de R$ 7.241.000 em novos negócios. O evento foi realizado no dia 27 de agosto, em São Leopoldo, pelo Sindimetal RS e pelo Sebrae RS. A atividade promoveu a aproximação entre empresas compradoras e fornecedoras por meio de reuniões comerciais, com o objetivo facilitar o contato entre potenciais parceiros, ampliar mercados e criar oportunidades de negócios.

Participaram do encontro 191 empresas vendedoras, que apresentaram produtos e serviços a empresas compradoras. Segundo os números divulgados pela organização, foram realizadas 351 reuniões de negócios previamente agendadas e outras 122 reuniões de encaixe, feitas a partir do interesse identificado entre as empresas participantes. Ao todo, foram contabilizadas 473 reuniões.

Conexões entre empresas

A metodologia do Encontro de Negócios busca aproximar empresas de acordo com interesses e necessidades identificados previamente. As reuniões são direcionadas para que fornecedores apresentem soluções e compradores exponham demandas, com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de relações comerciais.

Para micro e pequenas empresas, a iniciativa também representa uma possibilidade de acesso a novos mercados e de aproximação com empresas de maior porte.

Segundo o analista de Ambientes do Sebrae RS, Leonardo da Conceição, o encontro busca transformar os contatos realizados durante o evento em oportunidades comerciais. “O Encontro de Negócios possibilita que pequenas empresas estejam frente a frente com grandes corporações, apresentando suas soluções e construindo relacionamentos comerciais valiosos. É uma estratégia concreta para estimular vendas e ampliar mercados”, afirmou Conceição.

Resultados da edição

A 22ª edição registrou 191 empresas vendedoras e 22 empresas compradoras, conforme os números detalhados pela organização. A diferença em relação ao total de 23 empresas compradoras informado na apresentação geral do evento não foi explicada no material divulgado.

Ao longo da programação, foram realizadas 351 reuniões previamente agendadas e 122 reuniões de encaixe, totalizando 473 encontros entre empresas. A expectativa de geração de negócios chegou a R$ 7.241.000.

Portal de Negócios Sebrae

Empresas interessadas em participar de ações semelhantes podem utilizar o Portal de Negócios Sebrae, plataforma voltada à aproximação entre pequenas, médias e grandes empresas. O portal permite acompanhar eventos e iniciativas destinadas à geração de negócios, ampliar a rede de contatos e buscar potenciais parceiros comerciais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 85 Visualizações
Business

Sistema Fiergs alerta parlamentares em Brasília que fim da “taxa das blusinhas” e da escala 6×1 prejudicam a economia

Por Ester Ellwanger 03/09/2026
Por Ester Ellwanger

Uma comitiva da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) esteve em Brasília nesta quarta-feira, 02 de setembro, para alertar parlamentares sobre os impactos que o fim da “taxa das blusinhas” e da escala de trabalho 6×1 promovem na economia. A comissão mista para análise da Medida Provisória 1357/26, que permite zerar o imposto de importação para compras de até US$ 50, aprovou nesta quarta o parecer para acabar com o imposto. A entidade é contrária a essa medida.

Na capital federal, o diretor da Fiergs e coordenador do Conselho de Assuntos Tributários, Legais e Cíveis (Contec) da entidade, Rafael Sacchi, e o diretor do Ciergs e coordenador do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab), Guilherme Scozziero, se encontraram com os senadores Luis Carlos Heinze (PP) e Hamilton Mourão (Republicanos).

Segundo Sacchi, a indústria brasileira exige apenas justiça tributária, e o imposto zerado gera uma diferença gigantesca entre produtos importados e nacionais. “Vai tirar toda a competitividade da nossa indústria, tirar empregos de nossos trabalhadores, e não adianta ter produto barato vindo de fora se não tiver renda para comprar esses produtos. Empregos que estão sendo gerados aqui perderão sua função porque as indústrias fecharão as portas”, afirma.

Sacchi destaca que a aprovação na comissão mista deixou a situação da indústria nacional ainda pior, pois reduziu de 60% para 30% a taxação de compras entre US$ 50 e US$ 3 mil. De acordo com o coordenador do Contec, a abolição do imposto de importação só deve ocorrer se houver compensação aos demais setores. “Tirem o imposto da indústria e do comércio brasileiro para que a gente possa vender em condições iguais”, sugere, lembrando que a indústria brasileira produz com uma série de certificações ambientais, trabalhistas, e de regulação de qualidade, enquanto muito produto importado entra no Brasil sem qualquer tipo de escala de produção.

Para Guilherme Scozziero, debates como o fim da escala 6×1 não devem ser realizados às vésperas da eleição. “Estamos fazendo um esforço muito forte junto aos parlamentares para que esta votação seja deixada para depois das eleições, tendo em vista ser uma pauta totalmente eleitoreira discutida em um momento inoportuno para o Brasil. A maneira como está sendo tratada essa redução da jornada é extremamente prejudicial ao emprego, à indústria e ao crescimento do país”, diz.

Os executivos do Sistema Fiergs Fabio Muller e Renan Gonçalves acompanharam os diretores do Sistema Fiergs a Brasília.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

03/09/2026 0 Comentários 79 Visualizações
Variedades

Mês Farroupilha movimenta R$ 652,8 milhões no RS

Por Jonathan da Silva 02/09/2026
Por Jonathan da Silva

O mês Farroupilha movimenta uma estimativa de R$ 652,8 milhões na economia do Rio Grande do Sul, de acordo com pesquisa realizada pelo economista e professor da Universidade Feevale, José Antonio Ribeiro de Moura. O levantamento considera despesas, investimentos e atividades relacionadas ao tradicionalismo durante o período, incluindo alimentação, manutenção e transporte de animais, indumentárias, eventos, shows, produtos culturais, erva-mate, cutelaria, combustível e promoção das festividades. O estudo aponta que os recursos são distribuídos entre diferentes setores, como comércio, serviços, produção cultural, turismo, alimentação e transporte, além de investimentos públicos e privados.

Entre os principais componentes analisados está o consumo de churrasco, responsável por uma movimentação estimada em R$ 182,67 milhões. Desse total, R$ 140,62 milhões correspondem à carne e R$ 42,05 milhões ao carvão. A estimativa considera o consumo durante a Semana Farroupilha no estado e a Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

A aquisição de itens relacionados à cultura gaúcha também representa uma parcela da movimentação. O estudo estima em R$ 46,51 milhões os gastos com produtos como chapéus, lenços, guaiacas, bombachas, botas, vestidos, sapatilhas, alpargatas e ponchos.

A cadeia ligada aos animais e às atividades campeiras registra R$ 31,25 milhões em gastos com alimentação, hotelaria, transporte e encilhas. Já os investimentos em indumentárias e laços dos laçadores somam R$ 5,58 milhões, sendo R$ 2,46 milhões em indumentárias e R$ 3,12 milhões em laços.

Indústria cultural

Os shows e atrações de música gaúcha representam, segundo a pesquisa, R$ 36,8 milhões. Outros gastos relacionados à cultura tradicionalista, incluindo mídia de músicas gaúchas, bailes, cursos, acampamentos e produtos artesanais, chegam a R$ 43,6 milhões.

Entre os produtos diretamente associados aos hábitos tradicionalistas, a erva-mate movimenta cerca de R$ 61,5 milhões, enquanto a cutelaria representa aproximadamente R$ 16 milhões.

O deslocamento do público para as atividades também é considerado no levantamento. Os gastos estimados com combustível chegam a R$ 8,84 milhões.

Investimentos em eventos

A realização das festividades tradicionalistas envolve investimentos de diferentes agentes. Os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) respondem por R$ 44,22 milhões destinados à promoção dos eventos. Os municípios, por sua vez, destinam R$ 172,21 milhões para a realização das atividades.

A condução da Chama Crioula e a promoção dos eventos das Regiões Tradicionalistas representam outros R$ 3,60 milhões.

Múltiplos setores

Para o professor da Universidade Feevale, José Antonio Ribeiro de Moura, os números mostram que o tradicionalismo também possui uma dimensão econômica que envolve diferentes setores. “O tradicionalismo é frequentemente associado à cultura e à identidade, mas também existe uma dimensão econômica muito significativa. Quando observamos os gastos com alimentação, vestuário, transporte, eventos, música, produtos culturais e serviços, percebemos que existe uma extensa cadeia produtiva associada às manifestações tradicionalistas”, destaca Ribeiro de Moura.

Segundo o pesquisador, o impacto não está concentrado em uma única atividade, mas é distribuído entre comércio, prestação de serviços, produção cultural, turismo, alimentação, transporte e investimentos públicos e privados. “O mês Farroupilha transcende a preservação histórica e se consolida como um poderoso motor econômico, responsável por injetar mais de R$ 652 milhões na economia gaúcha. Esse volume expressivo de recursos irriga uma cadeia produtiva vasta e descentralizada, sustentando milhares de famílias, trabalhadores autônomos e pequenos negócios em diversas regiões”, afirma o professor.

Comparação com exportações

O estudo também compara a movimentação estimada durante o mês Farroupilha com indicadores de outros setores da economia do Rio Grande do Sul. Conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o setor calçadista gaúcho exportou aproximadamente R$ 240 milhões em setembro de 2025.

Considerando o ritmo de exportações registrado naquele mês, os R$ 652,8 milhões estimados para o mês Farroupilha equivalem a cerca de 2,7 meses de exportações de calçados do Rio Grande do Sul.

Na comparação com outros segmentos, a movimentação associada ao tradicionalismo no período corresponde ainda a 57,8% das exportações de fumo, segundo dados do Comex Sat-MDIC, e a 53,65% das exportações de carnes, conforme o Boletim Indicadores do Agronegócio do RS, considerando os indicadores utilizados no levantamento.

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/09/2026 0 Comentários 85 Visualizações
Variedades

Endividamento e inadimplência caem no Rio Grande do Sul em julho

Por Jonathan da Silva 01/09/2026
Por Jonathan da Silva

O percentual de famílias endividadas no Rio Grande do Sul caiu de 86,9% em junho para 86,4% em julho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (Peic-RS) divulgada pela Fecomércio-RS. O resultado representa a segunda queda consecutiva do indicador, embora o índice permaneça acima do registrado em julho de 2025, quando 85,3% das famílias estavam endividadas. O levantamento, realizado em Porto Alegre nos dez últimos dias de junho, também apontou redução da inadimplência e da parcela de famílias que se consideram muito endividadas.

O percentual de entrevistados que classificaram sua situação como “muito endividada” caiu de 18,1% em junho de 2026 para 15,9% em julho. O índice também ficou abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando alcançou 19,0%.

A pesquisa considera apenas dívidas relacionadas à tomada de crédito e não inclui contas de consumo, como água, energia elétrica e telefonia.

Inadimplência recua em julho

O percentual de famílias com contas em atraso também apresentou a segunda queda consecutiva, passando de 25,8% em junho para 24,1% em julho.

A redução ocorreu nas duas faixas de renda analisadas. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, o percentual de contas em atraso caiu de 31,6% para 29,8%. Entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o indicador recuou de 5,7% para 4,7%.

Também diminuiu a parcela de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso. O percentual passou de 1,9% em junho para 1,7% em julho.

Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, houve redução na parcela das que afirmam não ter condições de quitar as dívidas atrasadas no mês seguinte. Por outro lado, entre as famílias que continuam inadimplentes, aumentou o tempo médio de atraso das contas.

Comprometimento da renda aumenta

Apesar da queda no endividamento e na inadimplência, o comprometimento médio da renda das famílias com dívidas apresentou a segunda alta consecutiva. O indicador passou de 29,7% em junho para 29,9% em julho.

Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e Ifep, Luiz Carlos Bohn, os resultados indicam redução dos indicadores de endividamento e inadimplência, mas as condições de crédito continuam sendo um fator de pressão sobre o orçamento familiar. “Os resultados de julho mostram uma evolução positiva dos indicadores de endividamento, com a continuidade da redução das famílias endividadas e da inadimplência. Apesar desse avanço e do início do ciclo de afrouxamento da política monetária pelo Banco Central, as condições de crédito ainda permanecem restritivas e o comprometimento da renda segue elevado, mantendo desafios importantes para a recuperação financeira das famílias gaúchas, especialmente das de menor renda”, avaliou Bohn.

A Peic-RS é uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com dados referentes ao endividamento, à inadimplência e ao comprometimento da renda das famílias.

Foto: Azerbaijan Stockers/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
01/09/2026 0 Comentários 92 Visualizações
Variedades

Olivicultura brasileira prevê safra menor em 2027

Por Jonathan da Silva 01/09/2026
Por Jonathan da Silva

A produção brasileira de azeite extravirgem alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, mas a expectativa do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) é de uma redução na safra de 2027. O cenário foi apresentado nesta segunda-feira (31), durante coletiva de imprensa na 49ª Expointer, em Esteio. Segundo a entidade, a previsão de uma primavera com chuvas no Rio Grande do Sul pode afetar a próxima colheita, enquanto o setor busca reduzir as oscilações produtivas por meio de pesquisa, tecnologia e aprimoramento do manejo.

A cadeia nacional reúne mais de 620 produtores e 77 lagares em operação, distribuídos por cerca de 280 municípios de oito estados. O Rio Grande do Sul foi responsável por 81% da produção nacional de 2026 e concentra a maior área cultivada, com aproximadamente 7,1 mil hectares, o equivalente a cerca de 69% dos 10,3 mil hectares de oliveiras plantados no país.

Produção gaúcha

Atualmente, o Ibraoliva reúne 390 olivicultores em cerca de 120 municípios do Rio Grande do Sul. Entre os principais municípios estão Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé e Cachoeira do Sul. De acordo com o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, essas localidades concentram parte da infraestrutura de processamento e vêm incorporando novas tecnologias.

O desempenho de 2026 vem após duas safras afetadas pelo excesso de chuvas. Para o instituto, o aumento da produção, diante de uma área plantada relativamente estável, indica que fatores como manejo, adaptação às condições climáticas e melhorias nas etapas de colheita e processamento também contribuíram para o resultado.

Pesquisa e tecnologia

Com a possibilidade de uma primavera mais chuvosa no estado, o Ibraoliva trabalha com a perspectiva de uma produção menor em 2027. A entidade pretende ampliar a pesquisa para diminuir as variações de produtividade entre as safras e aumentar a estabilidade da produção. “Vamos ampliar a pesquisa para reduzir as oscilações na produção. Nós temos que acabar com essa montanha-russa e precisamos ter uma estabilidade produtiva. Por isso, estamos cada vez mais aliados à tecnologia e às universidades como a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal de Pelotas”, afirmou Flávio Obino Filho.

Fiscalização

O Ibraoliva também informou que continuará acompanhando a fiscalização de azeites importados realizada pelo Ministério da Agricultura. Em agosto deste ano, laudos apontaram que algumas marcas de produtos estrangeiros comercializados com identificação de azeite extravirgem não atendiam aos padrões da categoria.

Em março de 2025, o governo brasileiro zerou a alíquota de importação do azeite extravirgem, enquanto manteve em 9% a alíquota aplicada ao azeite virgem.

Mercado

Para ampliar a presença do produto nacional no mercado, a entidade pretende desenvolver ações de divulgação do consumo e estimular a comercialização conjunta entre marcas. “Vamos ampliar ações de divulgação do consumo de azeite brasileiro e estimular a venda cooperativada entre marcas para aumentar a escala e melhorar a competitividade do produto nacional”, completou o presidente.

Outras regiões produtoras

A Serra da Mantiqueira, que abrange áreas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, é apontada como o segundo polo nacional de produção de azeite. Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo são considerados Estados com potencial de expansão do cultivo e da produção de olivas no país.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/09/2026 0 Comentários 73 Visualizações
Variedades

Crédito rural é visto como termômetro para vendas de máquinas agrícolas na Expointer

Por Jonathan da Silva 30/08/2026
Por Jonathan da Silva

A liberação efetiva do crédito rural deve ser o principal indicador para as vendas de máquinas agrícolas durante a 49ª Expointer, que ocorre de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio, segundo avaliação da Agritech, fabricante de tratores e implementos voltados à agricultura familiar. A empresa levará à feira os tratores AGT-20 e AGT-25 Cabinado e acompanhará os efeitos do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 sobre a concessão de financiamentos aos pequenos produtores. Para a fabricante, a retomada do mercado dependerá da velocidade com que os recursos anunciados pelo governo federal chegarão aos agricultores.

A expectativa da empresa, que no início do ano projetava crescimento de 10%, passou a ser de cautela diante do ritmo de liberação dos recursos. A Expointer será utilizada pela Agritech para avaliar o comportamento do mercado de máquinas agrícolas no segundo semestre, especialmente em relação a financiamento e investimentos dos produtores.

Crédito influencia mercado de máquinas

Segundo o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, as medidas anunciadas pelo governo federal trazem perspectivas para o setor, mas a velocidade de acesso ao crédito será determinante para os próximos meses. “Vivemos um momento de cautela, tanto para os produtores quanto para a indústria. Vamos revisar nossas metas de vendas para este ano, mas vemos com otimismo o lançamento do Plano Safra. Agora, é fundamental acompanhar a velocidade com que o crédito chegará ao agricultor familiar”, afirma Guimarães de Oliveira.

A empresa avalia que o acesso ao financiamento é um dos principais fatores para a decisão de compra de máquinas pelos pequenos produtores. No Rio Grande do Sul, o cenário é acompanhado também em razão das restrições de crédito enfrentadas por agricultores após perdas provocadas por eventos climáticos.

Tratores para a agricultura familiar

Durante a Expointer, a Agritech apresentará os tratores AGT-20 e AGT-25 Cabinado, voltados a pequenas e médias propriedades.

O AGT-20 é um trator 4×4 de 17 cavalos de potência, com bitola superestreita, desenvolvido para operar em lavouras com espaçamento reduzido. O modelo possui transmissão 9×3, sistema hidráulico universal e tomada de potência de 540 e 1.000 rpm. Entre as operações indicadas estão pulverização, roçada e acionamento de trincha.

Já o AGT-25 Cabinado foi desenvolvido para diferentes operações agrícolas em propriedades de pequeno porte. O modelo conta com cabine climatizada e estrutura compacta, com foco nas condições de trabalho do operador.

Medidas do Plano Safra

O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 destinou R$ 85,2 bilhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O pacote também inclui medidas de apoio financeiro a produtores que tiveram perdas de safra relacionadas a eventos climáticos.

Entre as medidas está a possibilidade de renegociação de dívidas rurais em até 10 anos, com período de carência para agricultores que registraram perdas. Nas operações do Pronaf enquadradas nessas condições, as taxas de juros podem chegar a 5% ao ano.

Outra medida é a prorrogação do prazo de adesão ao Desenrola Rural até 20 de dezembro de 2026, conforme o Decreto nº 12.956/2026. O programa permite a regularização de débitos relacionados ao crédito rural da agricultura familiar, com descontos sobre juros e encargos.

Para a Agritech, a feira ocorre em um período de avaliação sobre os efeitos dessas medidas nas decisões de investimento dos produtores.

A expectativa é que a efetiva ampliação do acesso ao crédito seja determinante para impulsionar a renovação da frota e a mecanização das pequenas propriedades nos próximos meses”, conclui o gerente de Vendas e Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira.

O que é a Agritech

A Agritech Lavrale – Divisão Agritech fabrica tratores, microtratores e implementos agrícolas voltados à agricultura familiar. A empresa tem fábrica em Indaiatuba-SP e integra o Grupo Stédile, de Caxias do Sul, que também engloba a Agrale S.A. A Agritech surgiu a partir da cisão da Yanmar do Brasil.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/08/2026 0 Comentários 150 Visualizações
Business

Entidades lançam manifesto de alerta para perda de competitividade da indústria com fim da escala 6×1

Por Ester Ellwanger 28/08/2026
Por Ester Ellwanger

As entidades SinmaqSinos, Abrameq e ACI lançaram nesta sexta-feira, 28 de agosto, um manifesto em alerta para a perda de produtividade e competitividade da indústria com o fim da escala 6×1

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, pode ser votada na próxima quarta-feira, 02 de setembro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), pretende levar o texto à análise do colegiado na data.

O parecer favorável foi apresentado por Aziz nesta quinta-feira, 27 de agosto, e mantém integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados, rejeitando as 12 emendas apresentadas no Senado.

Veja a seguir a íntegra do manifesto das entidades:

O passado ensina: por que a mudança da escala 6x1 exige cautela 

O passado já nos mostrou por que devemos ser contra a redução da jornada. Quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas e novos direitos trabalhistas foram criados, a indústria alertou para seus impactos. Essas medidas não fizeram as empresas desaparecerem de um dia para o outro, mas isso não significa que sucessivos aumentos de custos não tenham consequências.

Em 1986, a indústria de transformação representava 27,3% do PIB brasileiro. Hoje, representa cerca de 13,7%. Ao mesmo tempo, o Brasil ocupa apenas a 58ª posição entre 69 economias no Ranking Mundial de Competitividade do IMD.

Não estamos afirmando que a redução da jornada tenha causado essa perda. O que os dados mostram é que a indústria brasileira vem perdendo espaço e competitividade. Cada nova medida que aumenta o custo de produzir no Brasil precisa, portanto, ser avaliada com muito mais responsabilidade.

Reduzir a jornada de 44 para 40 horas, mantendo integralmente os salários, significa reduzir em cerca de 9% o tempo de trabalho. Sem ganho equivalente de produtividade, haverá aumento do custo por hora produzida.

Competitividade não se perde de uma vez. Perde-se gradualmente: em um investimento que vai para outro país, em uma importação que substitui a produção nacional, em uma fábrica que deixa de ampliar ou em empregos que deixam de ser criados.

Por isso, antes de discutir apenas quantas horas devemos trabalhar, o Brasil precisa discutir como produzir mais por hora, reduzir o Custo Brasil e voltar a ser competitivo.

Novo Hamburgo, 28 de agosto de 2026.

Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinmaqSinos)
Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq)
Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI)

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

28/08/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Cidades

Em Santa Cruz produtores são beneficiados com sementes de milho

Por Ester Ellwanger 28/08/2026
Por Ester Ellwanger

A Secretaria Municipal de Agricultura de Santa Cruz do Sul iniciou a distribuição de sementes de milho para os produtores rurais do município. A iniciativa ocorre através da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado, pelo Programa Extraordinário de Recuperação das Lavouras de Milho e Sorgo – Programa Milho 100%, em parceria com os municípios.

Na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto, o prefeito Sérgio Moraes, e o secretário Municipal de Agricultura, Zeno Assmann, acompanharam a ação, na Granja Municipal, em Linha Santa Cruz. Em Santa Cruz do Sul, 1130 produtores serão beneficiados, totalizando 3.060 sacas de sementes.

O programa tem como objetivo fomentar o cultivo de milho e sorgo no estado por meio da disponibilização de sementes destinadas à produção de grãos, silagem para agricultores e pecuaristas familiares.  Além de reduzir o custo de implantação das lavouras, ampliar a oferta de milho e reduzir a necessidade de importação de milho de outros estados e países.

 

Foto: Juliana Bach/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

28/08/2026 0 Comentários 83 Visualizações
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