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economia

Business

ADVB/RS lança novo reposicionamento

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A ADVB/RS apresentou oficialmente seu novo posicionamento de marca em evento realizado nesta quinta-feira, 23 de julho, na sede da entidade, em Porto Alegre. Conduzido pela agência BDS, o projeto passa a assinar a entidade como A Casa da Estratégia em Vendas do Rio Grande do Sul, traduzindo a tradição e o rigor técnico da instituição em uma linguagem contemporânea, humana e alinhada às transformações do mercado.

A marca

A evolução da marca é impulsionada por um novo manifesto institucional que reitera o propósito da ADVB/RS como o grande ponto de encontro de quem vende e de quem move a economia gaúcha. A mensagem ressalta que o mercado muda, as ferramentas evoluem e os canais se multiplicam, mas o princípio permanece o mesmo: sem venda, nada acontece. A partir disso, a entidade se reafirma como um ecossistema que orienta, conecta e reconhece quem vive de vendas no Rio Grande do Sul, atuando sob três pilares centrais: isenção para avaliar, conexão para fortalecer e conhecimento para evoluir.

A Casa da Estratégia

“A ADVB/RS existe porque desenvolvimento importa e porque vender com método faz toda a diferença. Como A Casa da Estratégia em Vendas do Rio Grande do Sul, somos fruto do esforço de todos que lutam para manter a entidade sempre à frente do seu tempo, desde a articulação do conselho do Prêmio Exportação, a premiação dos grandes nomes do marketing gaúcho, a Invest RS, que capacita novos exportadores e, sem esquecer do Fórum da Transformação, grande precursor destes eventos de inovação que hoje sacodem o RS e o Brasil. Esse posicionamento traduz nosso propósito maior: fazer o Rio Grande do Sul crescer através do sucesso de vendas das empresas gaúchas, transformando negócios, carreiras e territórios, e preparando o Estado para o amanhã”, destaca Leandro Pompermaier, presidente da ADVB/RS.

O fundador e Head of Design da BDS, Gustavo Billo, ressalta que o processo de criação do novo posicionamento da ADVB buscou conectar o legado histórico da entidade às necessidades atuais do ecossistema de negócios. “Este reposicionamento nasceu de um processo de escuta estratégica junto à diretoria. Entendemos que, no cenário atual, posicionar-se e comunicar valor é essencial. Foi dessa reflexão que surgiu o conceito de ‘A Casa da Estratégia em Vendas’, que representa pertencimento, um espaço para quem acredita em um propósito comum. Também reorganizamos a arquitetura da marca para devolver à ADVB o protagonismo de sua história e consolidar seu papel como referência em estratégia de vendas no Rio Grande do Sul.”

O reposicionamento abrange uma renovação completa da identidade visual e verbal da entidade, além de reestruturar a forma como a ADVB/RS se relaciona com associados, parceiros e o mercado. O movimento reforça as entregas de valor da entidade por meio de suas capacitações, eventos e premiações consolidadas, como o Prêmio Exportação RS e o TOP de Mkt, garantindo protagonismo e evolução constante para os negócios no Rio Grande do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

27/07/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Business

Ticket médio para o Dia dos Pais deve ficar em R$ 231,60

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

O Dia dos Pais deve levar os consumidores gaúchos a desembolsar, em média, R$ 231,60 com presentes neste ano, abrindo uma nova oportunidade de movimentação para o varejo. A pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) sobre a data ouviu consumidores nas principais cidades das regiões intermediárias do Estado e identificou que 60,3% pretendem presentear. Conforme observa o Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), o levantamento também ajuda a compreender o comportamento esperado entre os consumidores do Vale do Rio Pardo, onde a data tradicionalmente impulsiona diferentes segmentos.

Para o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, a data vem, ao longo dos anos, se mostrando como uma boa oportunidade para alavancar vendas na entressafra gerada pela proximidade na troca de estações. “O Dia dos Pais é uma ocasião importante para o comércio e chega em um momento no qual cada oportunidade de venda precisa ser bem aproveitada. Existe disposição de compra, e o varejo regional está preparado para oferecer variedade, boas condições e um atendimento próximo do consumidor”, destaca.

O vestuário deve concentrar a maior parcela da procura, aparecendo na preferência de 49,6% dos entrevistados, seguido pelos perfumes, com 17,7%, e pelos calçados, com 12,5%. Embora o gasto pessoal médio seja estimado em R$ 231,60, o valor de cada presente deve ficar em R$ 194,53, diferença relacionada à possibilidade de um mesmo consumidor adquirir mais de um item. A movimentação tende a se intensificar próximo à comemoração, uma vez que 47% pretendem realizar as compras poucos dias antes e 30,4%, na semana anterior. Juntos, esses grupos representam 77,4% das intenções de compra, cenário que, na avaliação do Sindilojas-VRP, reforça a importância de o comércio manter estoques, equipes e ações de divulgação preparados para uma demanda concentrada.

Levantamento

O levantamento também revela um consumidor atento à relação entre preço, qualidade e conveniência. O Pix deve ser a principal forma de pagamento, citado por 40,5% dos entrevistados, enquanto o cartão de crédito parcelado aparece com 21% e o dinheiro, com 19%. As lojas localizadas nos centros das cidades permanecem como o principal destino das compras, com 59,2% das preferências, à frente do comércio eletrônico, com 21,3%, e dos shopping centers, com 15,8%.

Preços e ofertas serão determinantes para 43,1% dos consumidores, enquanto 40% apontam a qualidade dos produtos e 24,4%, o atendimento. Spode avalia que os dados demonstram a necessidade de uma estratégia comercial completa. “Não basta competir apenas pelo menor preço. O consumidor também observa a qualidade, a confiança no estabelecimento, as condições de pagamento e a experiência de compra. Campanhas claras, vitrines atrativas e um atendimento capaz de compreender o que cada cliente procura podem fazer a diferença”, afirma.

Na comparação com o ano passado, 56,1% dos consumidores pretendem manter o mesmo nível de despesas, enquanto 30,2% projetam gastar mais e 13,8%, menos. Entre aqueles que esperam ampliar o desembolso, 48,9% relacionam o aumento à inflação, fator que exige cautela na leitura do crescimento nominal das vendas. Ainda assim, a disposição de compra, a preferência pelas lojas físicas e a concentração das aquisições nos dias anteriores à data criam condições favoráveis para o comércio regional, com reflexos também sobre os setores de alimentação e serviços.

“Cada compra realizada no comércio local movimenta uma cadeia que envolve empresas, trabalhadores, fornecedores e arrecadação para os municípios. Mais do que uma data comemorativa, o Dia dos Pais representa uma oportunidade de fortalecer os negócios da região e manter a renda circulando perto de onde ela é produzida”, complementa Spode.

Foto: Bruno Pedry/ Divulgação | Fonte: Assessoria

27/07/2026 0 Comentários 94 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 105 Visualizações
Business

Caixa amplia atendimento a empresas com nova Plataforma Empresarial em Caxias do Sul

Por Jonathan da Silva 26/07/2026
Por Jonathan da Silva

Empresas da Serra Gaúcha com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 50 milhões passaram a contar com atendimento especializado da Caixa em uma nova Plataforma Empresarial, localizada em Caxias do Sul. A estrutura oferece suporte presencial e remoto para clientes pessoa jurídica da região, com foco na realização de operações financeiras e no atendimento negocial. A vinculação dos clientes ao novo espaço ocorreu de forma automática, após comunicação prévia da instituição.

A Plataforma Empresarial foi criada para atender empresas por meio de um modelo consultivo, reunindo serviços voltados às necessidades do público empresarial. Entre as atividades disponibilizadas estão operações financeiras e suporte negocial, realizados tanto de forma presencial quanto remota.

De acordo com a Caixa, a iniciativa busca concentrar o atendimento especializado para empresas da Serra Gaúcha em um único espaço, destinado a clientes pessoa jurídica com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 50 milhões.

Funcionamento

A Plataforma Empresarial Serra Gaúcha está localizada na Rua Os Dezoito do Forte, 718, no Centro de Caxias do Sul. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, em formato presencial, além da possibilidade de atendimento remoto para as empresas vinculadas à unidade.

Foto: Ivan Bedin/Caixa/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/07/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Variedades

Ailos Viacredi Alto Vale registra 57,4 mil participações em ações sociais no semestre

Por Jonathan da Silva 24/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Ailos Viacredi Alto Vale promoveu 1.186 eventos sociais no primeiro semestre de 2026, reunindo 57.400 participações de cooperados, empreendedores, jovens, colaboradores e entidades nas regiões onde atua. As iniciativas foram realizadas com investimento de R$ 1.602.648,84 e tiveram como foco ampliar ações de educação financeira, desenvolvimento comunitário, orientação e participação, reforçando a atuação da cooperativa no desenvolvimento local.

Além da realização dos eventos, a cooperativa destinou mais de R$ 1,6 milhão para ações sociais voltadas à comunidade. As atividades contemplaram espaços de troca de experiências, capacitação e construção coletiva de soluções, envolvendo diferentes públicos nos municípios atendidos pela instituição.

Segundo a empresária e cooperada Pâmela Mattos, o apoio da cooperativa foi decisivo para o crescimento do seu negócio. “Estruturar a empresa foi o primeiro passo. Mas para crescer, a gente precisava ir mais longe. E mais uma vez, não estávamos sozinhos. Levamos nosso próximo plano para quem já conhecia a nossa história. Em dezembro de 2023 o suporte que a gente precisava virou realidade. A Ailos Viacredi Alto Vale entendeu o tamanho do nosso sonho e deu o combustível que faltava. Com eles aprendi que escolhas financeiras inteligentes voltam como benefício para todos”, relata Pâmela.

Educação financeira

Entre as iniciativas desenvolvidas pela cooperativa estão ações de educação financeira e capacitação. O cooperado Franky Bruno Wtzke afirma que os cursos oferecidos contribuíram para sua rotina profissional e pessoal. “O que me motivou a fazer cursos na plataforma Ailos Educação foi aprender coisas novas, que eu posso aplicar no meu dia a dia profissional e pessoal. Na comunicação com meus alunos, com meus clientes e no meu planejamento financeiro”, ressalta Wtzke.

Para a gerente de Comunicação e Marketing, Gestão de Pessoas e Relacionamento com o Cooperado da Ailos Viacredi Alto Vale, Katiê Michele França, os resultados refletem a proposta da cooperativa de fortalecer o relacionamento com a comunidade. “Quando promovemos espaços de escuta, educação e participação, estamos fortalecendo muito mais do que uma Cooperativa. Estamos fortalecendo pessoas, famílias e comunidades inteiras. É isso que dá sentido ao cooperativismo e ao nosso compromisso diário com a comunidade”, avalia Katiê.

Ailos Viacredi Alto Vale

A Ailos Viacredi Alto Vale atua no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e na Região Metropolitana de Porto Alegre, com 29 postos de atendimento em 19 municípios, além de canais digitais. A instituição reúne mais de 140 mil cooperados e R$ 2,1 bilhões em ativos, integrando o Sistema Ailos, que conta com mais de 1,7 milhão de cooperados, 14 cooperativas singulares, uma cooperativa central, uma corretora de seguros, 322 postos de atendimento e mais de R$ 27 bilhões em ativos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2026 0 Comentários 76 Visualizações
Business

Gadolando cobra maior equilíbrio na cadeia do leite

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

Depois de um longo período em que o preço do leite mal cobria os custos da atividade, os produtores gaúchos voltaram a operar com margem positiva. Embora o cenário seja mais favorável do que o registrado nos últimos anos, representantes do setor avaliam que a remuneração ainda está abaixo do necessário para garantir a sustentabilidade da produção e estimular novos investimentos nas propriedades.

O momento é refletido nos indicadores do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), que projetou para junho um valor de referência de R$ 2,4281 por litro. O índice serve como parâmetro para as negociações entre produtores e indústrias, mas os valores efetivamente pagos variam conforme qualidade do leite, volume entregue e bonificações oferecidas pelos laticínios.

Na avaliação do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, a remuneração praticada atualmente permite que os produtores recuperem parte da rentabilidade perdida nos últimos anos, ainda que de forma limitada. “A grande maioria dos produtores está recebendo em torno de R$ 2,50 e R$ 2,70. O custo de produção está em torno de R$ 2,20 a R$ 2,30 por litro de leite. Agora está tendo uma pequena margem, enquanto nós viemos muito tempo sem margem”, afirma Tang.

Apesar da melhora, o dirigente considera que o valor recebido ainda não proporciona o retorno necessário para dar segurança à atividade no longo prazo. Segundo ele, um preço próximo de R$ 2,80 por litro representaria uma remuneração mais compatível com a realidade da produção, sem comprometer o consumo.

Tang observa que o diálogo entre produtores e indústrias evoluiu nos últimos anos por meio das reuniões do Conseleite, que permitem discutir a formação dos preços de referência. Na avaliação da entidade, porém, o debate ainda precisa envolver um terceiro elo da cadeia.

Para o presidente da Gadolando, ampliar a participação do varejo nas discussões contribuiria para reduzir os impactos das oscilações do mercado sobre quem produz. “No Conseleite, a indústria e o produtor conseguem sentar juntos e debater, mas sentimos falta de discutir também com o varejo para amenizar os efeitos das crises, para todo mundo poder trabalhar junto e manter a cadeia”, afirma Tang.

O dirigente ressalta que a construção de uma cadeia mais equilibrada depende da participação de todos os segmentos envolvidos na comercialização do leite. Na avaliação dele, compartilhar responsabilidades tanto nos momentos de valorização quanto nos períodos de retração é um dos caminhos para fortalecer a atividade e garantir maior estabilidade aos produtores.

Foto: Isabele Kleim /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

23/07/2026 0 Comentários 67 Visualizações
Business

Exportações da indústria gaúcha registram crescimento modesto no primeiro semestre

Por Gabrielle Pacheco 22/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

 As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 1,4% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, alcançando US$ 7,8 bilhões em vendas. O resultado positivo foi impulsionado, principalmente, pelo segmento de Alimentos (22%), com destaque para o aumento das exportações de carnes e miudezas de aves congeladas, que somaram US$ 648 milhões (+US$ 70,7 milhões), sobretudo para a Arábia Saudita (US$ 89,3 milhões, +US$ 11,9 milhões). A análise foi divulgada pelo Sistema FIERGS nesta segunda-feira (20).

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o desempenho deve ser visto com cautela, pois desafios na economia doméstica e no cenário externo limitam o crescimento consistente das exportações. “O aumento é modesto e deve ser celebrado com ponderação. Nossa indústria é diversificada e resiliente. Mesmo com as taxações dos Estados Unidos, a Guerra no Oriente Médio e o cenário geopolítico turbulento, os empresários continuam buscando soluções para aumentar as vendas, abrir mercados e gerar renda e emprego, mas o caminho é desafiador”, afirma.

Em relação às novas tarifas impostas pelo governo americano na semana passada, Bier destaca que é necessário articulação do governo brasileiro para mitigar os impactos. “Esperamos que o governo empregue esforços para aumentar a lista de exceções e pense políticas públicas, como medidas compensatórias, para auxiliar os empresários em mais este momento de incertezas. Caso contrário, nossa indústria será muito impactada e sofrerá ainda mais prejuízos com o mercado americano”, considera.

Ainda sobre o primeiro semestre, a pesquisa mostra que o avanço das exportações foi registrado em 10 dos 23 segmentos industriais. Alimentos alcançou US$ 2,9 bilhões (+22%) em vendas, crescimento explicado principalmente pelo aumento da quantidade média (20,6%), enquanto os preços recuaram 0,2%. Entre os segmentos com desempenho negativo, destacam-se Tabaco, com retração de 25,4% (-3,9 pontos percentuais) e vendas de US$ 895 milhões, e Couro e calçados, que caiu 13% (-0,8 p.p.), somando US$ 393 milhões em exportações.

Entre os produtos analisados, 469 contribuíram positivamente para a variação das quantidades médias exportadas, enquanto 383 exerceram impacto negativo. Os principais destaques positivos foram Éteres, peróxidos orgânicos, epóxidos, acetais, semiacetais ou seus derivados (2,6 p.p.), Farelo de soja (1,5 p.p.) e Carnes de suínos congeladas (1,1 p.p.). Em sentido contrário, os maiores impactos negativos vieram de Folhas de tabaco destaladas (-2,9 p.p.), Pastas químicas de madeira (-1,3 p.p.) e Polietileno de baixa densidade (PEBD) (-0,7 p.p.).

As importações gaúchas, por sua vez, totalizaram US$ 6,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, retração de US$ 403 milhões (-6,2%) frente ao mesmo período de 2025. O resultado foi explicado principalmente por Combustíveis e lubrificantes, cujas importações somaram US$ 639 milhões, redução de US$ 174 milhões (-21,4%, correspondente a -2,7 p.p.).

Mercosul e União-Europeia

Maio e junho de 2026 marcaram o primeiro bimestre de vigência do acordo Mercosul-União Europeia, com as exportações para o bloco alcançando US$ 492 milhões, valor US$ 32,9 milhões (7,2%) superior à média do bimestre nos últimos cinco anos.

Em maio, as exportações da indústria de transformação gaúcha para o bloco totalizaram US$ 299 milhões, aumento de 32,8% em relação à média registrada para o mês entre 2021 e 2025. Em junho, as vendas à União Europeia somaram US$ 193 milhões, recuo de 17,4% na mesma base de comparação. Em relação a junho de 2025, a retração foi de US$ 86,1 milhões (-30,8%).

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as exportações dos dois primeiros meses de vigência do acordo cresceram 3,8%, impulsionadas, sobretudo, por Carnes e miudezas de aves, que somaram US$ 47,5 milhões (+US$ 34,4 milhões), e Farelos de soja, que totalizaram US$ 86,9 milhões (+US$ 30,4 milhões).

 

Exportações para os EUA

Junho também marcou o 11º primeiro mês após a adoção das novas tarifas pelos Estados Unidos. No mês, as exportações gaúchas da indústria de transformação para o mercado norte-americano somaram US$ 150 milhões, valor 2,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

No acumulado de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a junho de 2026, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,2 bilhão para os Estados Unidos, cerca de US$ 498 milhões a menos do que o embarcado no mesmo período anterior à imposição das tarifas, uma retração de 28,7%.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

22/07/2026 0 Comentários 42 Visualizações
Variedades

Endividamento e inadimplência dos gaúchos caem em junho

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (Peic-RS), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), referentes a junho de 2026. O levantamento mostra que o endividamento e a inadimplência das famílias gaúchas apresentaram queda na comparação com maio, interrompendo uma sequência de três meses de alta. Apesar da melhora dos indicadores, a pesquisa aponta que as famílias de menor renda que permanecem inadimplentes enfrentam maior dificuldade para regularizar a situação financeira.

Segundo a pesquisa, 86,9% das famílias gaúchas estavam endividadas em junho de 2026, percentual inferior ao registrado em maio, quando o índice era de 87,4%. Ainda assim, o resultado permanece acima do observado em junho de 2025, quando 84,4% das famílias declaravam possuir dívidas. Os dados foram coletados em Porto Alegre nos dez últimos dias de maio e consideram apenas dívidas relacionadas à tomada de crédito, como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos, sem incluir contas de consumo, como água, energia elétrica e telefonia.

Indicadores de inadimplência

O percentual de famílias com contas em atraso também apresentou redução, passando de 27,0% em maio para 25,8% em junho, retornando ao mesmo nível registrado no mesmo mês do ano passado.

A queda foi observada nas duas faixas de renda analisadas pela pesquisa. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, o índice passou de 33,0% para 31,6%. Já entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o percentual caiu de 6,6% para 5,7%.

O levantamento mostra ainda que o percentual de famílias que afirmaram não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso permaneceu em 1,9% em junho de 2026.

Desafios para as famílias de menor renda

Embora os indicadores gerais tenham melhorado, a pesquisa aponta que, entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, aumentou a parcela das que afirmam não ter condições de quitar as dívidas atrasadas no mês seguinte. Além disso, o tempo médio de atraso das contas também aumentou nesse grupo, indicando maior dificuldade de regularização para quem permanece inadimplente.

Outro dado destacado pela Peic-RS é o comprometimento médio da renda com dívidas. Considerando todas as famílias, esse percentual passou de 29,6% para 29,7% entre maio e junho, alcançando o maior patamar registrado no ano.

Análise da Fecomércio-RS

Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, a melhora dos indicadores deve ser analisada com cautela. “Os resultados de junho mostram uma melhora pontual dos indicadores de endividamento e inadimplência, interrompendo a trajetória de alta observada nos últimos meses. No entanto, esse movimento ainda deve ser interpretado com cautela. Apesar da redução dos indicadores agregados, as famílias de menor renda que permanecem com contas em atraso continuam enfrentando maior dificuldade para regularizar sua situação financeira. Em um ambiente de crédito restritivo e taxas de juros elevadas, o comprometimento da renda segue elevado, reduzindo a margem do orçamento das famílias para absorver novos gastos ou imprevistos”, avalia Bohn.

Foto: Way Home Studio/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 81 Visualizações
Business

Fiergs manifesta preocupação com possível tarifa da China sobre carne bovina brasileira

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou preocupação com a iminente aplicação de tarifas adicionais pela China sobre as importações de carne bovina brasileira em razão do esgotamento da cota anual destinada ao Brasil. Na prática, o limite de exportações já está comprometido pelos embarques realizados e em trânsito, o que poderá elevar a tributação para 67% sobre os volumes excedentes. Segundo a entidade, a medida pode reduzir a competitividade da carne bovina brasileira, afetar a indústria frigorífica e provocar impactos na cadeia produtiva do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Fiergs, a restrição poderá exigir o redirecionamento de parte da produção para outros mercados em um cenário internacional de maior concorrência. A entidade avalia que o aumento da tributação cria um ambiente de incerteza para o setor e pode afetar diretamente a atividade industrial ligada à carne bovina.

Impactos para o Rio Grande do Sul

Dados apresentados pela Fiergs mostram que, em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 309,7 milhões em carne bovina para o mercado internacional. A China foi o principal destino dessas exportações, respondendo por 41,9% do total embarcado pelo estado.

Segundo a federação, a nova restrição poderá atingir a indústria frigorífica, os produtores rurais, além de gerar reflexos sobre o emprego e a geração de renda no Rio Grande do Sul.

Pedido de diálogo

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, é necessário ampliar as negociações entre os governos brasileiro e chinês para buscar uma solução para a questão das cotas. “O Brasil consolidou-se como um fornecedor estratégico e confiável para atender à crescente demanda chinesa por alimentos. Esperamos que prevaleça o diálogo para a renegociação dos volumes das cotas, adequando-as à atual capacidade exportadora brasileira e às necessidades do mercado asiático. Uma solução negociada preserva a competitividade da indústria, garante segurança ao abastecimento e fortalece uma relação comercial de interesse mútuo”, expressou Bier.

Acompanhamento das negociações

A Fiergs informou ainda que acompanhará a evolução das negociações entre os dois países e defende uma atuação coordenada entre o governo brasileiro e o setor produtivo para preservar a competitividade das exportações e minimizar os impactos da medida sobre a indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 85 Visualizações
Business

Fecomércio-RS realiza debate com pré-candidatos ao Senado

Por Gabrielle Pacheco 21/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A Fecomércio-RS promoveu, nesta segunda-feira, 20 de julho, mais uma edição do Fecomércio-RS Debate, reunindo, em sua sede, em Porto Alegre, pré-candidatos gaúchos ao Senado Federal para discutir propostas e temas considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.

O encontro reuniu representantes do setor produtivo, empresários, lideranças e convidados, para um espaço de diálogo entre o segmento empresarial e os postulantes ao Legislativo federal. Participaram do debate Frederico Antunes (PSD), Paulo Pimenta (PT), Ubiratan Sanderson (PL), Renato Jaguarão (Cidadania), Milton Cardoso (PSDB), Marcel Van Hattem (NOVO), Germano Rigotto (MDB) e Manuela d’Ávila (PSOL).

Ao saudar os presentes, o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, destacou a importância da iniciativa para aproximar o setor produtivo das lideranças políticas e estimular a discussão de propostas voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios no Estado. “O Senado Federal exerce um papel essencial. É nele que são analisadas leis, reformas e decisões que afetam diretamente a economia, o ambiente de negócios, a segurança jurídica e o equilíbrio entre os poderes. Por isso, é fundamental que a sociedade conheça as propostas de quem pretende representar o nosso estado pelos próximos oito anos”, comentou.

Debate

O debate teve como eixo central as bandeiras defendidas pela Fecomércio-RS para o comércio de bens, serviços e turismo, contemplando temas como gestão pública eficiente, equilíbrio entre poderes e ações voltadas à longevidade das empresas. Ao longo da programação, os participantes apresentaram suas visões sobre o cenário econômico e político, respondendo a questionamentos elaborados pela entidade.

 

Após um bloco de apresentações, os convidados responderam as mesmas duas perguntas: sobre suas diretrizes, se eleitos, para melhorar o ambiente de negócios e a competitividade das empresas gaúchas; e sobre o papel do Senado para fortalecer a segurança jurídica diante de tensões institucionais entre os Poderes da República. O bloco seguinte, antes das considerações finais, teve sorteio de perguntas entre os pré-candidatos.

Também foi um sorteio que definiu quem respondia e quem comentava cada questionamento. Frederico Antunes respondeu sobre incentivo ao Turismo, Ubiratan Sanderson respondeu sobre Reforma Administrativa, Marcel Van Hattem respondeu sobre a responsabilidade do Senado em julgar ministros do STF, Germano Rigotto respondeu sobre o Pacto Federativo, Milton Cardoso respondeu sobre programas sociais, Manuela d’Ávila respondeu sobre as regras do Fundeb em prol de soluções para a Educação, Paulo Pimenta respondeu sobre controle de gastos públicos, e Renato Jaguarão respondeu sobre a proposta de redução da jornada de trabalho. Uma Comissão Julgadora de Ética e Prerrogativas acompanhou o debate para assegurar o cumprimento das normas.

Fecomércio-RS Debate

O Fecomércio-RS Debate é um projeto fixo da Fecomércio-RS que, periodicamente, recebe especialistas e lideranças do segmento econômico e político para debater temas de interesse do setor do comércio de bens, serviços e turismo gaúcho.

 

Foto:  Carlos Macedo /Divulgação | Fonte: Assessoria

21/07/2026 0 Comentários 84 Visualizações
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