Selo Premium certifica 26 produtores de azeite no RS

Por Jonathan da Silva

O Selo Premium de Origem e Qualidade RS foi concedido a produtores de azeite de oliva do estado nesta terça-feira (1º), pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), em parceria com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict). Em 2026, o número de produtores certificados praticamente dobrou e chegou a 26, com uma média de quatro rótulos selecionados por produtor após análises físico-químicas e avaliação sensorial. A certificação é destinada a azeites produzidos e colhidos em lagares gaúchos e considera critérios relacionados à origem das azeitonas e à qualidade dos produtos.

O Selo Premium de Origem e Qualidade RS considera a origem das azeitonas, as características físico-químicas e a qualidade sensorial dos azeites. Entre os requisitos está a acidez máxima de 0,3%, índice inferior ao limite de 0,8% estabelecido para a classificação de um azeite como extravirgem.

Os produtos certificados passam por análises antes da concessão do selo. Segundo o Ibraoliva, a identificação permite associar o produto certificado à avaliação realizada e aos critérios estabelecidos para a concessão. “Não existe o milagre da multiplicação de azeites. São lotes únicos, lotes identificados. Quando a garrafa de azeite tiver o selo premium teremos a certeza de que ele foi testado e é um azeite premium”, salientou o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho.

Safra recorde

A certificação dos produtores ocorre no mesmo ano em que o Brasil registrou uma safra recorde de azeite extravirgem, com produção de 1,434 milhão de litros. A cadeia nacional reúne mais de 620 produtores e 77 lagares em operação, distribuídos por cerca de 280 municípios de oito estados.

Produtores certificados

Os produtores selecionados para receber o Selo Premium foram das estâncias Alto Bonito, Altos da Bolena, Batalha, Biome Pampa, Cadenza, Candeia, Capela de Santana, Casa Gabriel Rodrigues, Cerro Partido, Don José, Estância das Oliveiras, Fazenda Quintana, Herança do Cerro, Milonga, Nina, Nô Fiore, Nô Selvaggio, Olivae, Olivas D’Altas, Olivas do Campo, Olivas do Sul, Olivos Serra do Caverá, Quatro Luas, Sol das Olivas, Tenuta do Bosque, Terruá e Torrinhas.

Esse caminho da qualidade nós já alcançamos muito rapidamente porque a cultura é nova, de 20 anos, nós temos o desafio agora de ter uma estabilidade produtiva”, concluiu Flávio Obino Filho.

Foto: Karoline Ávila/Divulgação | Fonte: Assessoria
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