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azeite de oliva

Variedades

Ibraoliva leva 60 rótulos à Expointer

Por Jonathan da Silva 18/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) participa da Expointer 2026, a partir do dia 29 de agosto, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, com cerca de 60 rótulos de aproximadamente 30 produtores associados. A programação contará com a venda de azeites da safra de 2026, degustações guiadas, apresentação de novos produtos, entrega de certificações e uma coletiva de imprensa sobre os dados do setor. A participação ocorre após o Brasil registrar produção recorde de 1,434 milhão de litros de azeite em 2026.

A comercialização começa no sábado, 29 de agosto, com a abertura da Casa Ibraoliva e do espaço de vendas coletivas no Pavilhão Internacional. Os locais reunirão produtos de cerca de 30 produtores associados, com aproximadamente 60 rótulos disponíveis ao público.

A Casa Ibraoliva também terá lançamentos, apresentação de novas safras, projetos, tecnologias e outras iniciativas dos associados. As atividades ocorrerão em diferentes momentos durante a feira e incluirão coquetéis relacionados às apresentações.

Segundo o presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, as vendas coletivas foram organizadas para ampliar o contato dos consumidores com diferentes marcas. No espaço da Expointer, os preços dos azeites serão unificados, enquanto os visitantes poderão realizar degustações antes da compra. “Leva para casa uma caixa de três ou seis garrafas diferentes, consome com calma, e depois contata o produtor para novas compras”, destaca Obino Filho.

Os produtos comercializados são da safra de 2026. A entidade informa que a iniciativa permitirá ao público conhecer diferentes marcas e escolher os azeites a partir da degustação realizada durante a feira.

Degustações e certificação

No sábado, 5 de setembro, serão realizadas duas degustações guiadas com Chania Chagas, às 10h e às 15h. As sessões abordarão diferentes cultivares, perfis sensoriais e atributos dos azeites brasileiros, além de características utilizadas na identificação e avaliação dos produtos.

Na terça-feira, 1º de setembro, será realizada a entrega dos certificados do Selo Premium Origem e Qualidade RS. A distinção é resultado de uma parceria entre o Ibraoliva e a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict).

A certificação considera a origem das azeitonas, características físico-químicas e a qualidade sensorial dos azeites. Entre os critérios está a exigência de acidez máxima de 0,3%, abaixo do limite de 0,8% estabelecido para a classificação como extravirgem.

Produção nacional

Na segunda-feira, 31 de agosto, ao meio-dia, o Ibraoliva realizará uma coletiva de imprensa para apresentar informações sobre a conjuntura e os dados do setor no Brasil. O encontro ocorre após a produção nacional alcançar o maior volume registrado.

Em 2026, o país produziu 1,434 milhão de litros de azeite, alta de 496,75% em relação a 2025. O volume também foi 123,98% superior ao recorde anterior, de 640.228 litros, registrado em 2023.

O Rio Grande do Sul respondeu por 1,17 milhão de litros da produção nacional em 2026 e também estabeleceu um novo recorde estadual. O resultado ficou 101,64% acima da marca anterior do estado, registrada em 2023.

Foto: Di Fontoura/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2026 0 Comentários 15 Visualizações
Variedades

Produção de azeite de oliva no Brasil atinge recorde em 2026

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

A produção brasileira de azeite de oliva alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado no país. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) nesta terça-feira (14), durante coletiva de imprensa em Porto Alegre. O crescimento foi impulsionado pela recuperação da safra após as perdas provocadas pelas condições climáticas em 2025 e pelo avanço da olivicultura nacional. No Rio Grande do Sul, principal produtor do país, a produção chegou a 1,17 milhão de litros, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1 milhão de litros.

O levantamento aponta que a produção nacional cresceu 496,75% em relação aos 240,3 mil litros registrados em 2025. O resultado também ficou 123,98% acima do recorde anterior, de 640.228 litros, obtido em 2023.

Rio Grande do Sul lidera produção

O Rio Grande do Sul respondeu pela maior parte da produção brasileira, com 1,17 milhão de litros de azeite. O volume representa crescimento de 514,82% sobre os 190,3 mil litros produzidos em 2025 e supera em 101,64% o recorde estadual anterior, de 580.228 litros, registrado em 2023.

Segundo o Ibraoliva, o Eestado conta atualmente com 31 lagares, responsáveis pelo processamento das azeitonas e extração do azeite, além de aproximadamente 390 produtores.

A região da Mantiqueira ficou na segunda colocação, com produção de 250 mil litros. Santa Catarina registrou 10 mil litros, o Paraná produziu 2,5 mil litros e o Espírito Santo alcançou 1,5 mil litros.

Safra supera marcas anteriores

A vice-presidente do Ibraoliva, Solange Neves, destacou que a produção superou os recordes anteriores tanto no estado quanto no país. “Tivemos uma safra muito boa em 2023, com 580 mil litros no Rio Grande do Sul. Agora, o estado supera esse recorde em 101,64%, enquanto o Brasil fica 123,98% acima da melhor marca anterior”, afirmou Solange.

De acordo com a dirigente, o resultado também reflete a evolução da cadeia produtiva ao longo dos últimos anos. “Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade”, acrescentou Solange.

O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo. Precisamos conhecer mais as regiões produtoras do próprio estado e também de outras partes do Brasil, como a Mantiqueira”, observou Solange Neves.

Setor consolida crescimento

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, afirmou que o resultado representa a consolidação da olivicultura gaúcha, iniciada há pouco mais de duas décadas. “Trabalhávamos com uma projeção abaixo de 1 milhão de litros e não havia, até então, a expectativa de superar essa marca neste ano. Estamos falando de uma cultura que começou a ser trabalhada por volta de 2005 no Rio Grande do Sul e que, em pouco mais de 20 anos, consolidou o estado na produção brasileira”, afirmou Madalena.

Segundo o secretário, o crescimento da produção ocorre paralelamente ao reconhecimento internacional dos azeites produzidos no estado. “Não é apenas crescimento de produção. Ultrapassamos 1 milhão de litros justamente no momento em que começamos a acumular medalhas internacionais, consolidando o reconhecimento da qualidade do azeite de oliva gaúcho em nível global. É um setor que tem crescido de forma organizada, tanto da porteira para dentro quanto na representação da cadeia e na articulação com o serviço público”, concluiu o titular da pasta.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 122 Visualizações
Gastronomia

Estado chancela inovação na olivicultura gaúcha por meio de selo premium

Por Marina Klein Telles 26/04/2023
Por Marina Klein Telles

Foram prorrogadas até 9 de maio as inscrições para a edição 2023 do Selo Produto Premium Origem e Qualidade RS, iniciativa da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva).

Para a titular da Sict, Simone Stülp, a iniciativa de criação do selo marca uma nova fase da olivicultura gaúcha, mais consolidada e reconhecida. “Essa chancela do Estado traz credibilidade para o processo, que é capitaneado pelo programa Produtos Premium, da Sict”, destaca a secretária. “Temos também o selo da carne premium gaúcha e, em breve, vamos selar a ovinocultura e a cachaça.”

A olivicultura no Rio Grande do Sul está relacionada com o setor de inovação. Até 20 anos atrás, dizia-se que o Estado não teria sucesso na produção de azeite de oliva, em função do clima considerado impróprio e da falta de capacidade técnica. No entanto, os produtores que apostaram nessa cultura, mesmo com o prognóstico negativo, colhem hoje o investimento que fizeram em pesquisa, formação e maquinário. Hoje, o Estado é o maior produtor de azeite de oliva do Brasil, respondendo por 75% da produção nacional, conforme dados do Ibraoliva.

O produtor André Sittoni Goelzer, da Estância das Oliveiras, em Viamão, e o engenheiro agrônomo Fabricio Carlotto, do Recanto Maestro, em Restinga Sêca, reforçam esse relato. Ambos os empreendimentos participaram da edição 2022 do Selo Produto Premium Origem e Qualidade RS, iniciativa que reconhece o azeite de oliva extravirgem produzido no Estado.

“A partir do momento em que novas variedades foram testadas, o maquinário foi estruturado e engenheiros agrônomos se especializaram na técnica, começamos a melhorar muito a qualidade e a produtividade aqui no Estado”, conta Goelzer. Como se trata de uma cultura jovem, desenvolvida principalmente nas duas últimas décadas no Rio Grande do Sul, os produtores aprendem mais a cada ciclo e, como afirma Goelzer, já alcançam um patamar de excelência.

“Em poucos anos, o Brasil passou a ser reconhecido internacionalmente. Ainda não pelo volume, que vem crescendo a cada ano, mas pela qualidade”, reforça Carlotto. “Vários azeites brasileiros, incluindo alguns gaúchos, vêm recebendo premiações. Por todos esses resultados que vem obtendo, o azeite pode ser considerado uma inovação”. O engenheiro agrônomo enfatiza, ainda, outros aspectos inovadores relacionados à olivicultura, que ainda estão em fase inicial, como o reaproveitamento dos resíduos da extração (para ração animal, consumo humano ou até indústria de cosméticos) e o olivoturismo (nos olivais do Estado).

Para Goelzer, a inovação do setor olivícola gaúcho está num conjunto de fatores. “Vejo a inovação na parte agronômica, no trabalho do campo, nas pessoas que investiram nessa cultura”, disse. “Na parte agroindustrial, trabalhamos com variedades diferentes, investimos em novas máquinas. Na parte técnica, temos mestres de lagares competentes para fazer produtos de categoria internacional”, complementa ele.

Inscrições prorrogadas

As inscrições para a edição 2023 do Selo Produto Premium Origem e Qualidade RS vão até 9 de maio e devem ser feitas por formulário on-line. O regulamento está disponível no site da Sict.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/04/2023 0 Comentários 752 Visualizações

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