Prefeita de Novo Hamburgo reúne entidades para expor medidas emergenciais

Por Jonathan da Silva

A prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt (MDB), reuniu na manhã desta terça-feira (14) representantes de entidades de engenharia e arquitetura e de entidades empresariais da cidade para detalhar a situação do bairro Santo Afonso a partir da histórica enchente do Rio dos Sinos. Foi debatido também o que deveria ser feito para resolver o problema do represamento das águas no bairro e viabilizar o retorno seguro das pessoas a suas casas. A reunião acontece após parecer do Ministério Público (MP) sobre o dique.

Baseada na análise feita pelos especialistas do Instituto Militar de Engenharia (IME), a prefeita externou a preocupação dela e dos técnicos da Prefeitura sobre a circulação de carga sobre o dique no perímetro de Novo Hamburgo.

Entre vários pontos, o parecer do MP apontou que cada município/gestor responde pelas eventuais medidas adotadas ou que venham a adotar e que possam representar danos ou riscos aos munícipes e/ou ao dique. “Nossa prioridade é a segurança dos moradores. Por isso, temos insistido na execução de trabalhos sempre embasados em análises técnicas especializadas”, destacou Fátima, reforçando a preocupação hamburguense com a integridade do dique.

Reunião entre Prefeitura e entidades

Além de técnicos da Prefeitura hamburguense, participaram do encontro desta terça-feira o presidente do Sindilojas, Gerson Müller, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojias (CDL), Leonardo Lessa, o vice-presidente de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial NH/EV/CB/DI, Maicon Schaab, a presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Novo Hamburgo (Sinduscon), Anelise Gehlen Luvizon, o presidente da Associação de Arquitetos e Engenheiros de Novo Hamburgo (Asaec), Rafael Mentz, e o inspetor-chefe do Conselho Regional de Engenharia (CREA-NH), Rodrigo de Oliveira Mônaco.

Durante a enchente, o dique sofreu uma ruptura no lado de São Leopoldo, próximo ao limite das duas cidades. Em função disso, a Prefeitura de São Leopoldo precisa construir a chamada ensecadeira, estrutura necessária para o conserto do dique. Para chegar ao local com caminhões carregados de rachões (pedras de vários tamanhos) para a ensecadeira, o município vizinho tem utilizado a crista do dique em Novo Hamburgo, gerando preocupação com sua integridade. A prefeita lembrou da proposta de consenso entre técnicos das duas cidades com especialistas do IME, de construir um caminho até próximo à Casa de Bombas, evitando o trânsito pesado na crista do dique, que não foi aceita pela Prefeitura de São Leopoldo.

Técnicos da Prefeitura de Novo Hamburgo apresentaram as medidas emergenciais necessárias para tirar as águas represadas no bairro Santo Afonso, o que inclui a contratação de bombas flutuantes, geradores, combustíveis e tubos PEAD para transpor a água sobre o dique até o rio. Os custos para implantação da estrutura emergencial giram em torno de R$ 4 milhões, além de outros R$ 2 milhões mensais enquanto a operação estiver em andamento. A prefeita lembrou que os cofres municipais não dispõem destes recursos necessários e enfatizou que já está em intensas tratativas e articulações junto ao governo federal em busca de investimentos para estas medidas emergenciais.

Há ainda custos para ações no dique e na Casa de Bombas, uma vez que será necessária a retirada dos motores das bombas da Casa de Bombas para secagem, além de reforma do sistema elétrico (uma vez que toda a estrutura ficou abaixo das águas). Ao final do encontro, as entidades propuseram a criação de um grupo entre as entidades e técnicos da Prefeitura para mobilização de toda a sociedade pelas medidas necessárias.

Fotos: Prefeitura de Novo Hamburgo/Divulgação | Fonte: Assessoria
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