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Fecomércio-RS Debate abre 2026 com Eduardo Leite para discutir reconstrução e desenvolvimento do Estado

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

O governador Eduardo Leite será o convidado do primeiro Fecomércio-RS Debate de 2026. O projeto recebe, periodicamente, especialistas e personalidades para conversar com empresários sobre temas econômicos e políticos ligados ao setor do comércio de bens, serviços e turismo gaúcho. A edição inaugural do ano, com o chefe do Executivo, vai acontecer no dia 25 de fevereiro, a partir das 11h30, na sede da Fecomércio-RS em Porto Alegre, com formato de palestra-almoço. A participação pode ser garantida através do site www.fecomercio-rs.org.br/debate.

Na pauta do evento, estará uma avaliação do governador sobre a situação do estado no último ano e o que ele considera como os principais avanços em termos de reconstrução via Plano Rio Grande, infraestrutura, desenvolvimento econômico, dentre outros pontos. Os participantes também terão a oportunidade de enviar perguntas ao convidado.

“O Fecomércio-RS Debate cumpre um papel estratégico ao aproximar o setor produtivo das principais lideranças do Estado. Para os empresários, esta é uma oportunidade ímpar de compreender o cenário recente, avaliar os avanços já alcançados e, sobretudo, discutir caminhos que garantam segurança jurídica, previsibilidade e um ambiente favorável aos negócios”, comenta o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn.

Fecomércio-RS Debate – Eduardo Leite

Data: 25/02 (quarta-feira)

Horário: 11h30

Local: Sede da Fecomércio-RS (Rua Fecomércio, 101 – Porto Alegre)

Inscrições: www.fecomercio-rs.org.br/debate

Mais informações: [email protected]

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 275 Visualizações
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CDL de Igrejinha e Três Coroas empossa nova diretoria e conselho fiscal

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Igrejinha e Três Coroas empossou, na noite da última quinta-feira (15), sua nova diretoria e conselho fiscal para a gestão 2026/2029. A cerimônia foi realizada na Sociedade 10 de Novembro, em Igrejinha, reunindo associados, representantes de instituições e autoridades políticas. Na ocasião, a empresária três-coroense Juliana Herrmann Ribeiro assumiu a presidência da entidade. Ela sucede Natália Debarba no cargo e tem como vice-presidente Bruno Dewes Wagner.

O evento contou com a presença da diretora de Relações Institucionais e Governamentais da Federação Varejista do RS, Dra. Clarice Strassburger, representando o presidente Ivonei Pioner; do prefeito de Igrejinha, Leandro Hörlle; do prefeito de Três Coroas, Fabiel Port; do deputado estadual Joel Wilhelm, além de secretários municipais, vereadores, imprensa, representantes de entidades e parceiros da CDL. A expressiva participação dos associados foi um dos destaques da noite, reforçando a relevância do trabalho desenvolvido pela entidade.

Associado Protagonista

A gestão de Natália Debarba foi marcada pela dedicação, pelo cuidado com as pessoas e pelo compromisso com o coletivo. A valorização do associado sempre esteve entre suas principais bandeiras, colocando-o como protagonista dentro da entidade e incentivando esse posicionamento também na sociedade. Ao se despedir da presidência, Natália agradeceu a oportunidade e os aprendizados, destacando o papel dos empresários no desenvolvimento da região. “Assumi o compromisso de representar a entidade e os empresários das duas cidades. Busquei seguir um legado e entregar uma CDL forte, como a recebi. Acredito muito na importância do planejamento, de pensar o presente e o futuro, e o desenvolvimento do Plano Estratégico da CDL foi fundamental nesse processo. Entrego a presidência com a certeza de que me dediquei e cumpri o propósito de representar, fortalecer e valorizar o associado”, afirmou.

Compromisso assumido

Ao assumir a presidência, Juliana Herrmann destacou o orgulho em fazer parte da CDL e ressaltou que a decisão não foi imediata. “Sempre admirei as pessoas que passaram por aqui, as histórias construídas e a forma como esta entidade se posiciona como voz ativa do empresariado. Assumir a presidência da CDL significa, para mim, assumir um compromisso verdadeiro com a instituição e com tudo o que ela representa”, declarou.

Com base em valores como transparência, comunicação clara e justiça, itens presentes em sua vida pessoal e empresarial, Juliana projeta uma gestão pautada no diálogo e na coletividade. “Assumir a presidência da CDL é, acima de tudo, um compromisso com a responsabilidade, a escuta e o trabalho sério. Um compromisso que não é individual, mas coletivo. Que possamos, juntos, fortalecer o associativismo, apoiar os empresários, estimular a gestão consciente e contribuir para o desenvolvimento das nossas cidades”, concluiu.

Diretoria da CDL de Igrejinha e Três Coroas para o período 2026-2029:

Presidente: Juliana Ribeiro Herrmann, da Polo Contábil, de Três Coroas

Vice-presidente: Bruno Dewes Wagner, da Gráfica Igigraf, de Igrejinha

Diretora Financeira: Natália Debarba, da Loja Arrepius, de Três Coroas

Diretora de Formação e Capacitação: Priscila Veck Gil de Castilhos, da Agência Conceito, de Igrejinha

Diretora de Eventos: Saraiana Sabrina Zikoski, da Loja Sazi Baby e Teen, de Três Coroas

Diretor de Serviços e Produtos: José Emilio Wilhelm, da Ultragaz, de Igrejinha

Diretor de Convênios e Parcerias: Carlos Eduardo Zen Bononi, da Liv Saúde Integral e Odontologia, de Três Coroas

Diretor de Inovação e Tecnologia: Sérgio Joel Utz Junior, da Empório do Móvel, de Igrejinha

Conselho fiscal:

Titulares:

Libório Inácio Werlang, da Madeireira Werlang, de Igrejinha

Messias Jorge Scheffel, da Funerária Caridade, de Igrejinha

Tiago Hirt, da Ki Pneus, de Três Coroas

Suplentes:

Kelen Krichna Ferreira, da Autêntica Modas, de Três Coroas

Joel Oberherr Brodbeck, da Refinare Mármores e Granitos, de Igrejinha

Manoel Carlos Rivas Franco Junior, da Wert Assessoria e Cobranças Administrativas, de Igrejinha

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 243 Visualizações
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Fiergs aponta vantagens para a indústria do RS com o acordo Mercosul-União Europeia

Por Marina Klein Telles 19/01/2026
Por Marina Klein Telles

O acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia, assinado no sábado (17), no Paraguai, é visto como um avanço importante nas relações entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pelo Sistema Fiergs. “A concretização do acordo é um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier. Foram mais de 25 anos de negociação.

O presidente da FIERGS entende que o acordo é benéfico para o Rio Grande do Sul. “O crescimento econômico será estimulado por meio do aumento das exportações, assim como pela atração novos investimentos estrangeiros, parcerias e joint-ventures. Dessa maneira, se consolida a inserção estratégica do Brasil nas cadeias globais de valor”, diz Bier.

De acordo com estimativas elaboradas pela Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS, projeta-se que, ao longo dos próximos 15 anos, as exportações industriais gaúchas para a União Europeia possam se expandir em aproximadamente US$ 801,3 milhões. No que se refere aos segmentos da Indústria de Transformação, estima-se que os que devem ser mais beneficiados são Tabaco (com expansão de US$ 410,5 milhões), Químicos (US$ 138,3 milhões), Couro e calçados (US$ 84,3 milhões), Alimentos (US$ 63,8 milhões) e Celulose e papel (US$ 7,4 milhões).

Esse aumento sustentado nas vendas industriais no longo prazo implicaria impactos relevantes sobre o mercado de trabalho formal, com a geração estimada em 31 mil novos empregos na Indústria de Transformação gaúcha. No plano macroeconômico, o efeito agregado desse choque positivo de demanda externa resultaria em um acréscimo aproximado de 4,6% (R$ 31 bilhões) no PIB do Rio Grande do Sul no horizonte de 15 anos, evidenciando que a intensificação do comércio com a União Europeia tem potencial para produzir efeitos significativos e persistentes sobre a produção, sobre o emprego e a renda no Estado, aprofundando os encadeamentos produtivos já identificados na análise de sensibilidade.

Bier ressalta que a assinatura do acordo não significa que será implantado imediatamente, uma vez que ainda é necessária a aprovação pelos parlamentos de todos os países, mas que confia no seu sucesso. “Sabemos que há pressão especialmente em países como a França, ainda tenho receio que possa ocorrer algum entrave, mas confio que será mantido o posicionamento majoritário da União Europeia para que possamos aproveitar todos os benefícios para o desenvolvimento do nosso país”, diz o presidente do Sistema FIERGS.

Expansão de mercados

Em 2025, a UE foi o segundo principal destino como bloco econômico das exportações gaúchas (US$ 2,7 bilhões), representando 13% do total exportado e a quarta principal origem das importações (US$ 1,4 bilhão), representando 11,1% do total importado. No mesmo ano, o RS foi o sexto estado brasileiro que mais exportou para a União Europeia e o oitavo que mais importou do bloco.

Nos últimos cinco anos, o Rio Grande do Sul exportou 3,7 mil tipos de produtos, enquanto a União Europeia importou 5,8 mil mercadorias distintas de diferentes países. A interseção entre esses conjuntos, isto é, produtos que o RS já exporta e que a UE já importa, alcança 3,4 mil itens. Desses, cerca de 2,3 mil mercadorias são atualmente exportadas pelo Rio Grande do Sul para a União Europeia, indicando potencial de ampliação do volume exportado desses produtos com a efetivação do acordo. Os 1,1 mil itens restantes, que o RS exporta para outros mercados e que a UE importa de outros países, configuram um potencial adicional de abertura de mercado e diversificação da pauta exportadora estadual.

Naturalmente, um acordo desta magnitude poderá gerar sensibilidades em segmentos específicos, porém o tratado prevê um cronograma de desgravação tarifária e dispositivos de salvaguarda amplamente discutidos. Esse prazo gradual de desgravação é fundamental para que os setores mais vulneráveis realizem as adequações necessárias e garantam sua competitividade no mercado internacional. “Em relação aos setores industriais sensíveis, precisamos trabalhar junto aos governos estadual e federal instrumentos de defesa que preservem a competitividade, os empregos e a indústria do Rio Grande do Sul”, afirma Bier.

Oportunidades e benefícios do acordo

• Crescimento da economia, comércio e investimentos;

• Maior diversificação da economia brasileira, proporcionando ganhos mais extensos em termos setoriais;

• Impacto positivo sobre outras negociações, ampliando a inserção internacional do Brasil por meio de acordos com países prioritários;

• Redução de custos das importações de alta tecnologia, gerando ganhos de produtividade e modernização em áreas que a indústria nacional ainda não atua;

• Aumento dos fluxos de investimentos estrangeiros;

• Novas possibilidades de joint ventures e associações entre empresas;

• Maior segurança jurídica e homologação de práticas aduaneiras para transações de investimentos e comerciais;

• Aumento das linhas logísticas e eventual redução de fretes internacionais;

• Redução das barreiras técnicas e burocracia;

• Maior inserção do Brasil nas cadeias globais de valor;

• Aperfeiçoamento institucional do Mercosul;

• Boas oportunidades para setores como: celulose, soja, carnes, tabaco, couro, calçados, móveis e máquinas/implementos agrícolas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2026 0 Comentários 241 Visualizações
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Acordo Mercosul-UE pode ampliar competitividade do tabaco brasileiro frente ao africano

Por Marina Klein Telles 16/01/2026
Por Marina Klein Telles

O anúncio do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia sinaliza a abertura de novas possibilidades de negócios entre a América do Sul e a Europa. O agronegócio está entre os setores com maior potencial de benefício, diante da perspectiva de redução e, futuramente, de isenção das taxas de importação hoje aplicadas pelos países europeus. Para o tabaco brasileiro, o anúncio representa a expectativa de ampliação dos negócios com a Europa, que já responde por mais de 30% das exportações nacionais anualmente.

Pelo texto que está sendo negociado, as exportações de tabaco brasileiro passarão a contar com redução anual das alíquotas de importação até a eliminação total do imposto. Na prática, isso poderá corrigir uma assimetria competitiva, como destaca o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing. “Atualmente, os principais concorrentes do Brasil nas exportações de tabaco são países africanos que já se beneficiam de isenções tarifárias no acesso ao mercado europeu. Nos últimos anos, Maláui, Tanzânia e Zimbábue ampliaram de forma consistente sua produção, o que reforça a necessidade de o Brasil reduzir assimetrias comerciais para preservar e ampliar sua participação no bloco europeu”, observa.

Dados do ComexStat (Sistema de Estatísticas do Comércio Exterior Brasileiro, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que, somente em 2025, a União Europeia importou do Brasil US$ 1,12 bilhão em tabaco, correspondentes a quase 204 mil toneladas. O dado confirma que o bloco é um dos principais destinos das exportações brasileiras do produto.

Após a assinatura do acordo, o Brasil passará a competir em condições mais equilibradas com os países africanos e poderá ampliar o fluxo comercial, considerando a posição brasileira de fornecedor confiável, regular e de alta qualidade do seu produto produzido dentro do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Apesar da expectativa bastante positiva, Thesing alerta que os efeitos não serão imediatos. O acordo ainda depende de trâmites institucionais, como a aprovação do Parlamento Europeu, onde alguns países, como a França, ainda solicitam ajustes para salvaguardar seus produtores locais. O texto ainda precisa ser aprovado pelos congressos do Uruguai, da Argentina, do Paraguai e do Brasil para entrar em vigor.

Os benefícios do acordo econômico serão sentidos de forma gradativa, uma vez que a desgravação — a redução progressiva das tarifas de importação — ocorrerá ao longo de alguns anos. “A desgravação do tabaco manufaturado é de quatro anos, e a do tabaco não manufaturado, de sete anos”, explica o presidente do SindiTabaco. “A perspectiva é de que o acordo traga benefícios e gere potencial para novos negócios, em razão do aumento da competitividade do tabaco brasileiro no mercado europeu”, destaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/01/2026 0 Comentários 152 Visualizações
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Após cinco quedas consecutivas, indústria gaúcha reage, aponta pesquisa da Fiergs

Por Marina Klein Telles 16/01/2026
Por Marina Klein Telles

Depois de cinco meses seguidos de retração, a indústria do Rio Grande do Sul apresentou reação em novembro de 2025. O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou 94,6 pontos, um avanço de 0,5% na comparação com outubro, conforme pesquisa divulgada pelo Sistema FIERGS nesta quinta-feira (15). Apesar da melhora pontual, o setor ainda apresenta queda de 5,8% em relação a novembro de 2024.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o resultado positivo não descarta a necessidade de mudanças nos cenários doméstico e internacional. “Os empresários demonstram resiliência, mas a indústria gaúcha continua pressionada por juros altos e incertezas fiscais. Se esse quadro não se transformar no curto prazo, uma retomada consistente fica mais difícil”, avaliou.

O avanço mensal do IDI-RS foi sustentado pelo desempenho favorável da maioria dos indicadores. O faturamento real cresceu 0,7%, as horas trabalhadas na produção aumentaram 0,3% e as compras industriais subiram 0,5%, recuperando parte da queda expressiva de 6,8% registrada em outubro. Em sentido contrário, o emprego e a massa salarial real recuaram 0,2% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada (UCI) permaneceu estável em 78,1%.

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a atividade industrial gaúcha mantém uma trajetória de desaceleração, com retração de 0,8% no IDI-RS. O resultado negativo reflete a queda generalizada dos principais indicadores de atividade, como o faturamento real (-2,5%), as horas trabalhadas na produção (-1,5%), a UCI (-1,2 ponto percentual) e as compras industriais (-0,4%). Em contrapartida, os indicadores do mercado de trabalho mostraram resiliência no período, com crescimento de 1,2% no emprego e avanço de 2,6% na massa salarial real.

O desempenho do setor até novembro foi marcado por forte heterogeneidade. O índice foi pressionado pelo resultado negativo de oito dos 15 segmentos avaliados. Entre os destaques negativos estão Veículos automotores, com queda de 10,7%, e Couros e calçados, que recuaram 6,3%. A retração acumulada não foi mais intensa graças, principalmente, ao bom desempenho de Máquinas e equipamentos, que avançou 11,4%, além de Tabaco (+12,5%) e Equipamentos de informática e eletrônicos (+7,7%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/01/2026 0 Comentários 210 Visualizações
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Fecomércio-RS apresenta resultados da Sondagem do Segmento de Varejo de Moda

Por Marina Klein Telles 15/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Sondagem do Segmento de Varejo de Moda, realizada entre 21 de novembro e 15 de dezembro de 2025, com 385 estabelecimentos do Rio Grande do Sul, todos optantes pelo Simples Nacional. O perfil das empresas revela que grande parte está há bastante tempo no mercado: 54,8% atuam há mais de dez anos, enquanto apenas 4,2% possuem menos de um ano de atividade. A operação com equipes enxutas predomina, com 50,6% dos negócios contando com até três pessoas trabalhando.

A sondagem traça um perfil do segmento no Estado. Na gestão, a maioria das empresas (73,2%) utiliza controle informatizado tanto de vendas quanto de estoques, e 84,7% acompanham o desempenho dos produtos ao menos mensalmente, com destaque para os monitoramentos diário (28,3%) e semanal (21,6%). A formação de preços é majoritariamente orientada por custos, com 46,2% adotando margem fixa sobre o custo total e 42,9% por categoria de produto. O ambiente digital tem destaque nas estratégias comerciais, já que 81,8% realizam publicações em redes sociais e 53,5% utilizam anúncios pagos em mídia digital.

Na avaliação das vendas nos últimos seis meses, 52,7% das empresas avaliaram o desempenho das vendas como regular ou ruim, e apenas 15,9% classificaram o período como muito bom ou excelente. O resultado se reflete na frustração de expectativas: para 54,5% dos empresários, as vendas ficaram abaixo do esperado; para apenas 7,5% as expectativas foram superadas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, 43,7% relataram redução no movimento de clientes, enquanto 24,4% observaram estabilidade e 31,9% aumento.

Em relação à situação financeira, ela é considerada boa ou muito boa por 57,9% das empresas, enquanto 31,4% avaliam como regular e 10,7% como negativa. A separação entre as finanças da empresa e dos sócios é prática consolidada para 73,8% dos entrevistados, de forma que 26,2% não têm separação ou não soube responder. Sobre endividamento, 61,6% não possuem empréstimos ou financiamentos.

Apesar do desempenho recente mais contido para parcela relevante dos entrevistados, as expectativas para os próximos meses são moderadamente positivas. Para os próximos seis meses, 54,0% das empresas esperam melhora das vendas, enquanto 30,6% projetam estabilidade. A maioria pretende manter o atual quadro de pessoal (65,2%), embora 26,5% indiquem intenção de contratar, e 40,5% afirmam que pretendem investir no negócio. Em relação ao ambiente macroeconômico, a expectativa de estabilidade se destaca no caso da economia gaúcha (37,9%); 35,3% esperam melhora e 26,7% piora. Para a economia brasileira, 24,9% esperam estabilidade, 40,2% esperam piora e 34,8% melhora.

“O otimismo dos empresários sempre é uma boa notícia. O pessimismo, muitas vezes, paralisa iniciativas, e contribui para resultados ainda piores. Mas dentro de todo e qualquer cenário de otimismo precisamos estar conscientes da responsabilidade que cabe à gestão de fazer os bons resultados acontecerem. Em um cenário de consumidor cauteloso, vender de maneira ativa e eficiente é a ordem do dia”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/01/2026 0 Comentários 204 Visualizações
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Fecomércio-RS divulga resultados da PEIC-RS de dezembro

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), da CNC, referentes a dezembro de 2025. O levantamento indica que 85,0% das famílias estavam endividadas, percentual estável em relação a novembro (85,0%) e inferior ao observado no mesmo mês de 2024 (90,8%). Os dados foram coletados em Porto Alegre nos últimos dez dias de novembro. A pesquisa considera apenas dívidas ligadas à tomada de crédito — como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos — não incluindo contas de consumo, como água, energia elétrica ou telefonia.

O levantamento indica que o percentual de famílias com contas em atraso foi de 25,4% em dezembro de 2025, muito semelhante ao verificado em nov/25 (25,5%). Quanto à inadimplência por faixa de renda, observa-se que a maior dificuldade de manter as contas em dia segue concentrada entre as famílias com renda de até 10 salários-mínimos, cujo percentual passou de 31,5% em novembro de 2025 para 31,6% em dezembro de 2025, mas bastante abaixo do observado em dezembro de 2024 (39,9%). Já entre as famílias com renda superior a 10 salários-mínimos, o indicador apresentou segundo recuo consecutivo, diminuindo de 5,7% para 4,7%, também inferior ao registrado em dezembro de 2024 (14,2%). O percentual de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso, apesar de ter apresentado uma variação de apenas -0,1 p.p., ao recuar para 1,2%, alcançou o menor patamar da série histórica.

Quando se trata de endividamento e inadimplência, um dos indicadores mais relevantes de ser observado é a parcela de renda comprometida com dívidas. Esse indicador tem apresentado altas marginais consecutivas a 14 meses, fazendo com que o mesmo alcance o maior valor (29,5%) desde outubro de 2019. Para o grupo de famílias com renda de até 10 salários-mínimos, o comprometimento da renda está em 29,9% em dezembro de 2025, enquanto para a faixa de maior renda está em 27,6%. Esse comportamento altista do comprometimento da renda com dívidas é compatível com outros indicadores que, diferentemente dos da PEIC que toma por base a percepção dos indivíduos, mede de fato valores a partir de dados econômico-financeiros.

“Embora os dados da PEIC não indiquem um quadro de endividamento descontrolado, a parcela da renda comprometida com dívidas avançou para 29,5%, o maior percentual registrado em 2025 e o maior desde novembro de 2019. Essa conjuntura, além de aumentar riscos de inadimplência, limita a capacidade de consumo, especialmente daquelas famílias com orçamentos mais limitados, com impactos relevantes na dinâmica do comércio e dos serviços voltados às famílias”, avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. Confira os dados completos e a análise econômica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 165 Visualizações
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Federação Varejista destaca IA, pessoas e integração dos canais como aprendizados da NRF

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

A Federação Varejista do Rio Grande do Sul retorna da NRF Retail’s Big Show 2026, realizada de 11 a 13 de janeiro, em Nova Iorque, com a convicção de que o varejo global vive um momento de consolidação de tendências que já impactam diretamente o presente do setor – e não mais apenas o futuro. Considerada a maior feira varejista do mundo, a NRF reafirmou que não existe mais separação entre varejo físico e digital: existe apenas varejo, impulsionado por tecnologia e centrado em pessoas.

Para o presidente da Federação Varejista do RS, Ivonei Pioner, o principal destaque desta edição foi o amadurecimento definitivo da inteligência artificial (IA) como ferramenta estratégica e acessível. “A IA deixou de ser hype. Ela está embutida nas operações, no marketing, na gestão e, principalmente, na relação com o cliente. Quem não tiver tecnologia integrada ao seu negócio terá dificuldade de prosperar”, avalia. Segundo ele, o lançamento global do conceito de Agentic Commerce pelo Google, anunciado durante a NRF pelo próprio CEO da empresa, simboliza esse novo momento do varejo empoderado por dados, personalização e atendimento digital inteligente. “A IA vem para ajudar a humanizar mais ainda a nossa relação, a termos dados cada vez mais precisos e a fazer uma relação com o cliente muito mais fluida”, continua.

Outro ponto fortemente sinalizado na feira foi a centralidade das pessoas. A tecnologia, segundo os executivos da Federação, surge como meio para liberar tempo e energia para aquilo que realmente gera valor: relacionamento, confiança e experiência. “A IA chega para agilizar processos, ser agente de venda, pesquisador, assistente. E a pessoa passa a ser criadora de vínculo, construtora de confiança e de memórias”, destaca o vice-presidente da Federação Varejista do RS, Marcos Carbone.

A geração Z esteve no centro das discussões. Mais do que um novo público consumidor, trata-se de uma geração que deseja pertencer, participar e cocriar. Cases apresentados na NRF mostraram empresas que envolvem clientes jovens no desenvolvimento de produtos, na curadoria de experiências e na definição de tendências. “Se não fizer sentido para essa geração, não haverá negócio. Eles precisam se reconhecer na marca, na causa e na experiência”, reforça Ricardo Bartz, diretor de crescimento e expansão da Federação.

A integração entre canais também foi consenso. Na NRF, não se fala mais em loja física versus loja digital. O digital é o espaço da conversa, da comunidade e da escolha; o físico é o lugar da experiência, do relacionamento e da construção de confiança. Estratégias como lojas com cafeterias, microeventos, experiências sensoriais e comunidades de marca foram apresentadas como formas eficazes de aumentar o tempo de permanência do cliente e, consequentemente, o ticket médio.

Para a Federação Varejista do RS, muitas dessas práticas já podem ser replicadas imediatamente no varejo gaúcho. Ferramentas de IA estão cada vez mais acessíveis, inclusive para pequenos e médios negócios. Iniciativas como a CDL IA demonstram que a tecnologia não é exclusividade de grandes players, mas exige, sobretudo, disposição cultural para começar.

Um contraste marcante percebido pela comitiva gaúcha foi a questão da mão de obra. Diferentemente da realidade brasileira, o tema da escassez não apareceu como problema nos Estados Unidos. Jovens motivados, preparados e engajados estavam presentes em grande número nas operações varejistas, reforçando a visão de que o desafio no Brasil passa mais por fatores culturais, educacionais e estruturais do que geracionais.

Ao participar da NRF, a Federação Varejista do RS reforça seu papel como agente transformador do comércio, conectando o varejo do Estado às principais tendências globais. “Nosso compromisso é trazer esse conhecimento, provocar reflexões e apoiar o desenvolvimento sustentável dos negócios gaúchos. O futuro do varejo pertence a quem souber unir tecnologia com pessoas”, conclui Pioner.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 199 Visualizações
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StartupRS StartHer abre inscrições para startups lideradas por mulheres no Rio Grande do Sul

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

Estão abertas até o dia 31 de janeiro as inscrições para o StartupRS StartHer, programa que irá selecionar e apoiar startups de base tecnológica lideradas por mulheres em todo o Rio Grande do Sul. A iniciativa é promovida pelo Sebrae RS e pela Prefeitura de Porto Alegre, em parceria com o Instituto Ladies in Tech, com foco no fortalecimento da participação feminina no ecossistema de inovação.

Voltado a startups em estágio de ideação, o programa selecionará 10 negócios com potencial de escalabilidade e uso da tecnologia como diferencial competitivo. As soluções podem estar direcionadas, preferencialmente, às áreas de EdTech e GovTech, embora ideias de outros segmentos também sejam elegíveis.

De acordo com João Neto, Analista de Articulação de Projetos de Inovação do Sebrae, o programa reforça o compromisso da instituição com a diversidade e o empreendedorismo feminino. “O StartupRS StartHer foi estruturado para apoiar mulheres empreendedoras desde as fases iniciais, oferecendo metodologia, conexões e capacitação para transformar boas ideias em negócios inovadores e sustentáveis”, destaca.

Podem participar startups fundadas ou lideradas por mulheres, de base tecnológica, com ou sem CNPJ, desde que estejam sediadas no Rio Grande do Sul. A avaliação considerará critérios como inovação da solução, potencial de mercado, equipe e aderência aos desafios propostos.

A metodologia do programa integra a trilha StartupRS Start, que contempla workshops, rodas de aprendizagem, validação de problema e solução, estruturação do MVP e desenvolvimento de pitches. Entre os benefícios estão a possibilidade de validação de Prova de Conceito (PoC) com a Prefeitura de Porto Alegre, mentorias com o Instituto Ladies in Tech, participação facilitada em feiras e eventos nacionais e internacionais e acesso a créditos em plataformas parceiras do Sebrae Startups.

Para Aline Busch, cofundadora do Ladies in Tech, o programa representa uma oportunidade estratégica para ampliar o protagonismo feminino. “Ao criar um ambiente de apoio e visibilidade para mulheres que empreendem com tecnologia, o StartHer contribui para reduzir desigualdades históricas e fortalecer soluções mais diversas e inovadoras para a sociedade”, afirma.

Vanessa Leite, CEO da PDM Desenvolvimento de Sistemas, empresa proprietária da plataforma Didati, destaca a importância do apoio institucional para o fortalecimento do empreendedorismo feminino e da inovação. Em 2024, a startup foi selecionada para o AceleraX, programa do Sebrae RS em parceria com o município de Porto Alegre, voltado à aproximação entre startups e o setor público.

Luiz Carlos Pinto, Secretário de Inovação de Porto Alegre, revela que a prefeitura tem grande expectativa no novo edital que foi planejado para apoiar e alavancar negócios inovadores e de base tecnológica com elevado potencial de crescimento liderados por empreendedoras. “Essa ação especial do Programa Forja de Inovação e do Programa de Empreendedorismo Feminino da PMPA foi desenhada em parceria com o Sebrae RS e com o Ladies In Tech buscando criar um programa com que contemple a potencialidade e os desafios específicos da lideranças femininas, cada vez mais atuantes e importantes no nosso ecossistema de inovação. Faz parte de uma estratégia ecossistêmica que almeja cada vez mais fazer de Porto Alegre uma capital da inovação inclusiva, aberta, colaborativa e dotada de um olhar de impacto e empatia, que faça todos os empreendedores e empreendedoras a se sentirem bem vindos para fazer parte de nosso ecossistema ou testar suas soluções em nossa cidade. E ficamos duplamente contentes com a adesão do Govtech Lab à iniciativa”, comemora.

Protagonismo feminino

Segundo a empreendedora, “programas como o StartupRS StartHer são fundamentais para aproximar startups do setor público, criando um ambiente seguro para testar, validar e evoluir soluções inovadoras”. A partir da participação no AceleraX, a Didati passou a atuar junto à Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), onde foi realizada uma prova de conceito (POC) em ambiente real.

Como resultado do processo, a empresa teve a oportunidade de manter o fornecimento da tecnologia ao longo de 2025. “Isso fortaleceu o uso da tecnologia, possibilitou o aprimoramento de funcionalidades e a criação de conexões estratégicas que impulsionaram o crescimento do negócio e a consolidação do Didati como solução para o setor público”, conclui.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo site https://programas.sebraestartups.com.br/in/startuprs-starther-1765556949532×460459118215299100.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 199 Visualizações
Business

Safra 2026 deve manter nível de contratações, com pequeno acréscimo no RS

Por Marina Klein Telles 14/01/2026
Por Marina Klein Telles

A safra 2026 da indústria do tabaco deve manter um cenário de estabilidade nas contratações, com possibilidade de leve ampliação no número de trabalhadores temporários, especialmente no Vale do Rio Pardo. A avaliação é do presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, ao analisar o andamento da produção, o comportamento do mercado e as exigências operacionais das empresas para o próximo ciclo. Segundo ele, o setor chega à nova safra com volume plantado estável e foco crescente em qualidade, o que impacta diretamente o processamento industrial.

De acordo com o presidente, a safra passada ficou em torno de 720 mil toneladas e a projeção para 2026 indica manutenção desse patamar, com leve variação regional. O mercado externo segue como principal sustentação da cadeia produtiva, com exportações anuais próximas de US$ 3 bilhões. Esse cenário reforça a importância da indústria para a economia brasileira e para a geração de empregos diretos e indiretos ao longo de toda a cadeia, do campo à exportação. “A safra é estável em volume, mas o mercado está cada vez mais exigente. Isso demanda mais seleção, mais controle e mais tempo de processamento, o que pode ampliar a necessidade de pessoas no fim da linha de produção”, afirma.

No Vale do Rio Pardo, a estimativa é de 12 a 15 mil trabalhadores fixos nas indústrias do tabaco, além de 8 a 10 mil temporários durante a safra. Para 2026, a expectativa é de até 11 mil contratações temporárias, totalizando cerca de 25 mil trabalhadores envolvidos diretamente no setor na região durante o período. Já o tempo de contratação deve variar entre seis e oito meses, conforme a estratégia de cada empresa e a concentração de etapas do processamento industrial em Santa Cruz do Sul e municípios do entorno. “Algumas empresas concentraram processos aqui na região, o que pode alongar o período de safra industrial. Em média, falamos de seis meses, mas há casos em que esse prazo pode chegar a oito meses”, justifica.

Marcon também chama atenção para um desafio que vai além do tabaco e atinge diversos segmentos da economia. A escassez de mão de obra tem levado as empresas a buscar trabalhadores em outras regiões, ampliando o raio de recrutamento. Segundo ele, a Federação acompanha esse cenário de perto e atua junto aos sindicatos e empresas para garantir valorização salarial e condições que tornem o setor atrativo. “O trabalhador precisa ser valorizado. O que importa é o que ele leva para casa no fim do mês. A indústria do tabaco avançou em benefícios, gratificações e bônus, e isso é fruto de negociação e responsabilidade. Só assim conseguimos manter pessoas qualificadas e garantir a produção no país”, complementa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2026 0 Comentários 223 Visualizações
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