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Lide celebra 25 anos em 2026 com programação especial

Por Jonathan da Silva 13/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo de Líderes Empresariais (Lide) celebra, ao longo de 2026, os seus 25 anos de atuação com um calendário especial de eventos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Organizada pelo Sistema Lide RS e SC, a programação reunirá líderes empresariais, investidores e autoridades em fóruns, painéis e iniciativas nacionais e internacionais.

O Lide é a maior organização multissetorial de lideranças empresariais da América Latina, reunindo mais de 2 mil empresas e 4 mil líderes no mundo, com 28 escritórios em capitais como Nova York, Dubai, Milão e Mumbai. No Brasil, as empresas participantes respondem por mais da metade do PIB privado.

Sistema Lide RS e SC

Como parte das comemorações pelos 25 anos, o Sistema Lide RS e SC, que atua na maior economia do país fora de São Paulo, prepara um ciclo ampliado de fóruns, painéis e iniciativas internacionais ao longo do ano.

Segundo o presidente do Sistema Lide RS e SC, Delton Batista, o desempenho de 2025 serviu de base para a programação de 2026. “Superamos todos os recordes de eventos realizados com a presença dos maiores empresários e autoridades nos principais pólos econômicos do Sul do Brasil, além de líderes gaúchos e catarinenses em agendas na Casa LIDE São Paulo e internacionais como Paris, Roma e Marrakesh. Em 2026, a agenda será ainda mais intensa em volume e qualidade”, afirma Batista.

Destaques do primeiro trimestre

A programação começa em 3 de fevereiro com o lançamento do Movimento Educação para o Futuro no Rio Grande do Sul. Em 26 de março, o Lide realiza o Painel Especial sobre Inovação Empresarial durante o South Summit Brazil Porto Alegre 2026.

Em Santa Catarina, o calendário inclui o Fórum Cidadania Empresarial e Responsabilidade Social, com o lançamento do projeto Olhares do Bem, em 25 de março, em Florianópolis. No dia 27 de março, também na capital catarinense, ocorre o Painel Especial de Infraestrutura e Desenvolvimento Econômico no CREA Summit 2026.

Novas iniciativas

Em fevereiro será inaugurada a Casa Lide Joinville, no Ágora Tech Park, espaço dedicado a conteúdos de tecnologia, data centers e inteligência artificial. No mesmo período, o Sistema Lide RS e SC lança a LidIA, assistente de inteligência artificial desenvolvida pela startup Nodolabs e exclusiva para membros, que operará via WhatsApp e permitirá acesso a informações sobre eventos, datas, notícias de mercado, buscas na web, análises de documentos e imagens e criação de textos e lembretes automáticos.

Agenda internacional

No plano internacional, o calendário inclui uma série de conferências e a edição especial de 2026 do Lide Brazil Investment Forum, realizado durante a Brazilian Week, com a participação de autoridades e empresários voltados ao fomento de investimentos no Brasil.

Estão programados ainda o Jantar de Abertura da Brazilian Week, em 11 de maio, em Nova York; o 15º Lide Brazil Investment Forum, em 12 de maio, também em Nova York; o Fórum Lide Brasil, de 3 a 5 de setembro, em Buenos Aires; e o Lide Brasil Espanha Forum, nos dias 19 e 20 de novembro, em Madri.

Temas estratégicos

Os eixos temáticos de 2026 incluem saúde e bem-estar, com abordagem sobre desenvolvimento pessoal, propósito e felicidade nas organizações, e a Reforma Tributária, com foco nos impactos para as empresas. Também integram a agenda temas como eficiência de gestão, competitividade empresarial, internacionalização, infraestrutura, parcerias público-privadas e desenvolvimento econômico, economia criativa e turismo. Um dos destaques será o tema “2026, o ano do cooperativismo no Brasil”.

Prêmio Líderes do Brasil

O calendário prevê ainda, em novembro, uma edição do Prêmio Líderes do Brasil, que reunirá em Porto Alegre e Florianópolis empresas, marcas e lideranças que se destacaram ao longo do ano.

Foto: Denison Fagundes/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 390 Visualizações
Business

Concentração do PIB aumenta no Rio Grande do Sul, aponta levantamento do IFEP-RS

Por Marina Klein Telles 13/01/2026
Por Marina Klein Telles

Os dados mais recentes do Produto Interno Bruto (PIB) Municipal, divulgados pelo IBGE no final do ano passado, revelam uma economia gaúcha que cresce, mas de forma cada vez mais concentrada. Análise elaborada pelo Instituto Fecomércio-RS de Pesquisas (IFEP-RS) mostra que, entre 2021 e 2023, os maiores municípios do estado ampliaram sua participação no PIB Estadual, enquanto municípios com forte dependência da agropecuária enfrentaram retração significativa da atividade econômica.

No período, o PIB nominal do Rio Grande do Sul cresceu 11,84%. No entanto, 8 dos 10 municípios com maior PIB apresentaram desempenho acima da média estadual, aprofundando a concentração territorial da geração de valor. Porto Alegre, que já liderava o ranking, foi o município que mais ampliou sua participação no total do estado, com um crescimento de 2,08%, atingindo uma representação de 16,11% no PIB estadual.

O IFEP-RS aponta que cidades com elevada participação da agropecuária no PIB tiveram resultados piores no comparativo, reflexo de uma base econômica mais sensível a fatores climáticos e a oscilações de safra. A safra excepcional de 2021 inflou os resultados daquele ano, criando uma base elevada que não se sustentou nos períodos seguintes. É o caso, por exemplo, de Jari, município com a maior participação da agropecuária no PIB em 2021, que teve 54,88% de redução, indo de 8,1% a 3,3% na participação do PIB total do Estado.

“Os dados mostram que o crescimento não aconteceu, nesse período, de forma homogênea no território do estado. De modo geral, aqueles municípios que já eram os maiores apresentaram taxas de crescimento superiores aos demais”, analisa o diretor executivo do IFEP-RS, Lucas Schifino. “As estiagens, que acabam impactando mais os municípios maiores, também contribuem para isso.”, acrescenta.

O estudo também evidencia mudanças relevantes no ranking das maiores economias do estado. Santa Cruz do Sul passou a integrar o grupo dos dez maiores PIBs, alcançando a sétima posição em 2023, com uma participação de 2,06%. Enquanto isso, Triunfo deixou o Top 10, caindo do quinto para o 16º lugar. Gravataí, por sua vez, avançou da sexta para a quarta posição, com uma representação de 2,39% no PIB, reforçando o peso da Região Metropolitana de Porto Alegre na economia estadual.

Em termos nominais, o IFEP-RS destaca os dez municípios que mais cresceram de 2021 a 2023: Presidente Lucena (73,86%), Mato Leitão (63,43%), São José do Norte (60,55%), Alpestre (54,22%), Gravataí (51,49%), Vale Real (50,33%), Barão (50,25%), Nova Araçá (45,09%), Mampituba (44,16%) e Chuí (41,06%). Na outra ponta, os municípios com a maior redução de PIB nominal foram Capão do Cipó (-65,87%), Jóia (-64,54%), Pedras Altas (-55,24%), Jari (-54,88%), Itacurubi (-53,57%), Unistalda (-52,34%), Salto do Jacuí (-50,97%), Bossoroca (-48,39%), Boa Vista do Incra (-48,72%) e Lagoa dos Três Canoas (-47,90%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 177 Visualizações
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Exportações da indústria de transformação fecham 2025 com aumento de 2,8% no RS

Por Marina Klein Telles 13/01/2026
Por Marina Klein Telles

Com aumento de 2,1% na quantidade comercializada e de 0,7% nos preços de venda, as exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul cresceram 2,8% em 2025, em comparação com 2024. Foram US$ 16,8 bilhões exportados no total, avanço de US$ 449,3 milhões em relação ao ano anterior. Já para os Estados Unidos, a relação comercial foi bastante afetada pela taxação imposta pelo governo de Donald Trump, que atualmente ainda atinge 88% dos produtos made in RS. “A indústria gaúcha, seriamente prejudicada pelas enchentes de 2024, mostrou mais uma vez a sua resiliência no ano passado, mesmo com todas as dificuldades criadas por taxas que alcançam até 50% em alguns de nossos produtos. Não fosse isso, o desempenho poderia ter sido ainda melhor”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, lembrando que o RS é o estado mais afetado entre os que mais exportam para os EUA.

O desempenho positivo ao longo de 2025, porém, se mostrou volátil e desacelerado no segundo semestre. De janeiro a março, as exportações da indústria de transformação gaúcha cresceram 5,8%, baixando para 4,4% entre abril e junho. Já de julho a setembro, a elevação foi moderada (1,4%), enquanto entre outubro e dezembro, o impacto foi mais sentido pela indústria, se mantendo praticamente estável, com somente 0,2% de aumento.

A análise por segmento mostra que o avanço das exportações da indústria de transformação no Rio Grande do Sul foi pouco disseminado em 2025, com apenas 11 dos 23 segmentos se expandindo. Os principais destaques positivos foram Tabaco (+11,2%) e Veículos automotores (+27,8%). Em contrapartida, recuaram Máquinas e equipamentos (-11,7%) e Produtos de metal (-14,2%).

Estados Unidos

Já para os Estados Unidos, entre agosto e dezembro de 2025, após as taxações contra produtos brasileiros os embarques gaúchos para o país somaram US$ 497,7 milhões, queda de 37% (ou US$ 292 milhões) na comparação com o mesmo período de 2024. No acumulado do ano, as exportações para aquele país caíram 10,8%. Ao mesmo tempo, o impacto da crise venezuelana para as exportações gaúchas após a captura do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, ainda não pode ser avaliado. A Venezuela já teve um peso maior como mercado consumidor das exportações da indústria de transformação do RS até a primeira metade da década passada, mas no ano passado representou apenas 0,3% da pauta total.

Importações

As importações gaúchas ao longo de 2025 subiram 3,4% na comparação com 2024, atingindo US$ 13,4 bilhões. A maior parte das compras do Rio Grande do Sul se concentrou em produtos do ramo de Automóveis, camionetas e utilitários (US$ 2,2 bilhões), vindos principalmente da Argentina.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/01/2026 0 Comentários 213 Visualizações
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Bom Princípio Alimentos chega ao mercado dos Estados Unidos

Por Jonathan da Silva 12/01/2026
Por Jonathan da Silva

A empresa Bom Princípio Alimentos anunciou recentemente sua entrada no mercado dos Estados Unidos, o que marca o avanço do processo de internacionalização da companhia. A iniciativa ocorre com foco no segmento de food service e distribuição de seus produtos em mais de 25 estados norte-americanos, como parte da estratégia de ampliar a participação das exportações no faturamento e fortalecer sua atuação fora do Brasil.

A operação nos Estados Unidos será concentrada inicialmente no canal de food service, com a exportação de recheios e coberturas destinados a padarias, restaurantes, pizzarias e outros estabelecimentos profissionais de alimentação. O movimento está alinhado à estratégia da Bom Princípio de ampliar sua presença em mercados onde esse segmento já é consolidado.

Construção da parceria

Segundo o diretor-presidente da Bom Princípio Alimentos, Alexandre Ledur, a entrada no mercado norte-americano foi resultado de um processo iniciado no ano passado. “A parceria foi construída ao longo de 2025, a partir da participação da empresa em feiras internacionais e missões de mercado, que possibilitaram um entendimento aprofundado das dinâmicas, exigências técnicas e oportunidades do setor de alimentos nos EUA. A chegada oficial aos Estados Unidos representa um passo estratégico no fortalecimento da Bom Princípio na América do Norte”, afirma Ledur.

Investimentos e estrutura

A Bom Princípio Alimentos realizou investimentos que incluíram viagens técnicas para conhecer a estrutura física, operacional e comercial do distribuidor nos Estados Unidos, além de ações voltadas ao alinhamento de processos, padrões de qualidade e capacidade logística. A empresa é fabricante de recheios de chocolate e frutas, cremes de avelã, doces de leite, geleias e conservas.

Exportações e metas

Atualmente, a companhia já exporta para países da América do Sul e Central, como Uruguai, Paraguai, Chile, República Dominicana e Guatemala, além da Austrália. A empresa projeta ampliar a presença em outros países da América Latina e tem como meta atingir, até 2030, uma participação de 10% das exportações sobre o faturamento total.

O que é a Bom Princípio Alimentos

A Bom Princípio Alimentos iniciou suas atividades em 1996, no município de Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, produzindo doces de frutas conhecidos como chimia. Em 2007, transferiu sua operação para Tupandi, também no RS, onde mantém um parque industrial com mais de 22 mil metros quadrados e quatro fábricas dedicadas à produção de frutas, leite, chocolates e conservas. A empresa possui certificação FSSC 22000 e, em 2025, recebeu os selos GPTW e GPMH.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2026 0 Comentários 231 Visualizações
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Preço do tabaco entra em pauta nos dias 19 e 20 de janeiro

Por Marina Klein Telles 12/01/2026
Por Marina Klein Telles

A safra de tabaco 2025/2026 já ultrapassa 50% do total colhido nesta primeira semana de janeiro, e a comercialização começa a ganhar ritmo de forma gradual nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Segundo o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo deve ocorrer em reuniões marcadas para os dias 19 e 20 de janeiro, por empresa, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração).

Drescher explica que a agenda de negociação foi deslocada para a segunda quinzena de janeiro devido a um atraso excepcional no fechamento do levantamento de custos de produção, especialmente na etapa relacionada à mão de obra. Ele acrescenta que “nossa equipe de campo concentrou esforços no atendimento aos associados com lavouras atingidas pela alta incidência de granizo, o que também contribuiu para o atraso do processo”. Com o levantamento concluído e conciliado, por empresa, a comissão representativa dos fumicultores se encontra com os representantes das fumageiras para tratar sobre o preço.

O presidente da Afubra reforça que o produtor que comercializar o tabaco antes da definição do preço médio da safra não tem prejuízo, pois o valor será complementado posteriormente, conforme o índice de correção acordado entre a representação dos produtores e as empresas fumageiras. Drescher destaca, ainda, a expectativa de uma negociação tranquila, lembrando que, pela Lei da Integração, é necessário recompor, a cada safra, o reajuste mínimo do custo de produção para garantir sustentabilidade e rentabilidade ao produtor.

Em relação à qualidade do tabaco, a Afubra observa impactos climáticos pontuais em algumas regiões, associados ao período de plantio, com pequena redução de produtividade e reflexos na qualidade — variando conforme a localidade nos três estados. Outro ponto de atenção é a escassez de mão de obra no campo, especialmente na colheita, o que pressiona o custo de produção. Drescher alerta que esse aumento — “seja por empreitada ou de qualquer forma” — impacta diretamente o custo do produtor, exigindo planejamento e avaliação de viabilidade, inclusive sobre dimensionar a área plantada e o uso de mão de obra familiar.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2026 0 Comentários 254 Visualizações
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Exportações de ovos totalizam 40,9 mil toneladas e batem recorde histórico em 2025

Por Marina Klein Telles 09/01/2026
Por Marina Klein Telles

As exportações brasileiras de ovos (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 40.894 toneladas nos 12 meses de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número é recorde histórico e supera em 121,4% o total exportado no mesmo período do ano passado, com 18.469 toneladas.

A receita também é recorde. O saldo do ano chegou a US$ 97,240 milhões, número 147,5% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 39,282 milhões.

No mês de dezembro, foram exportadas 2.257 toneladas de ovos, número 9,9% maior em relação aos embarques alcançados no mesmo período de 2024, com 2.054 toneladas. Em receita, a alta é de 18,4%, com US$ 5.110 milhões em dezembro de 2025, contra US$ 4.317 milhões no mesmo mês de 2024.

Entre os principais destinos de 2025, os Estados Unidos encerraram o ano com maior volume acumulado, totalizando 19.597 toneladas (+826,7% em relação ao total de 2024), seguido pelo Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%). “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço. Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano. Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor, sem comprometer o abastecimento interno, que segue absorvendo cerca de 99% do que é produzido no país.

Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/01/2026 0 Comentários 179 Visualizações
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Dois a cada três trabalhadores estrangeiros na indústria do RS têm origem venezuelana

Por Marina Klein Telles 09/01/2026
Por Marina Klein Telles

Cerca de 64% do total de trabalhadores estrangeiros empregados no setor industrial do Rio Grande do Sul tem origem na Venezuela. Os dados são de um levantamento realizado pela Unidade de Estudos Econômicos (UEE) do Sistema FIERGS com informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2024. Ao todo, 15.286 trabalhadores venezuelanos atuam em plantas fabris no estado, dentro de um universo de 23.782 trabalhadores estrangeiros.

Desse total, a ampla maioria –14.079 trabalhadores – está concentrada na indústria de transformação. Os principais segmentos empregadores são o de alimentos (6.783 trabalhadores), veículos automotores (2.485), borracha e material plástico (810), produtos de metal (777) e máquinas e equipamentos (700). No setor de alimentos, destacam-se as atividades de abate de aves, que concentram 3.796 trabalhadores, e de abate de suínos, com 1.688 vínculos. Já na indústria de veículos automotores, a maior concentração está na fabricação de caminhões e ônibus, que empregava 868 venezuelanos.

De acordo com o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a presença de trabalhadores estrangeiros, especialmente venezuelanos, é fundamental para suprir a demanda por mão de obra na indústria gaúcha. Segundo ele, o Rio Grande do Sul enfrenta um déficit de trabalhadores, especialmente qualificados, e a comunidade venezuelana tem papel decisivo nesse cenário.

“A falta de mão de obra no Rio Grande do Sul é um problema real. A comunidade venezuelana, especialmente neste momento de escassez de profissionais qualificados, é de extrema importância para a indústria. Eles apresentam bom nível de qualificação e, aqueles que não tinham formação específica, conseguiram se adaptar rapidamente por meio da capacitação oferecida pelo Senai-RS e a acolhida do Sesi-RS. Caso esses trabalhadores retornem ao país de origem, a indústria gaúcha sofrerá um impacto muito forte. Trata-se de uma mão de obra eficiente e essencial”, afirma.

No recorte regional, a serra gaúcha lidera a absorção de trabalhadores venezuelanos na indústria, com cerca de 5,4 mil empregos, o que corresponde a 35,5% do total de vínculos desses estrangeiros no setor industrial do estado. Quando analisada a participação relativa no total de trabalhadores industriais de cada Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede), as regiões Nordeste (9,7%) e Norte (8%) apresentam as maiores proporções de trabalhadores venezuelanos, coincidindo com áreas de forte presença da indústria de alimentos.

Entre 2022 e 2024, o número de trabalhadores venezuelanos na indústria gaúcha cresceu mais de 119%, passando de cerca de 7 mil empregados em 2022 para aproximadamente 15,3 mil em 2024.

Em âmbito nacional, os venezuelanos ocupam 85.805 postos de trabalho na indústria em um universo de 146.314 trabalhadores estrangeiros atuando no setor.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/01/2026 0 Comentários 175 Visualizações
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Soluções em baterias prometem segurança e economia energética para empresas e residências no Rio Grande do Sul

Por Marina Klein Telles 09/01/2026
Por Marina Klein Telles

As constantes falhas do fornecimento de energia elétrica em várias regiões do Rio Grande do Sul, com risco constante de apagões, que afetam desde a produção industrial até residências, faz com que consumidores procurem alternativas focadas em segurança e economia. Com o armazenamento de energia por baterias em expansão em solo gaúcho, a Solled Energia, de Santa Cruz do Sul, projeta o crescimento deste mercado em 2026 e foca em sistemas híbridos com bateria.

A CEO da Solled Energia e WG Energia, Mara Schwengber, explica que o cenário é uma soma de fatores, desde às constantes falhas até o recente reajuste médio tarifário de 19,5% nas contas de luz dos clientes da CEEE Equatorial no mês de novembro, pressionando o orçamento de empresas e famílias. “Estes fatores têm impulsionado a busca por soluções em baterias, tanto como complemento a sistemas solares, quanto como fonte de backup em locais sem geração fotovoltaica”, descreve.

A especialista ressalta que, como forma de mitigar a insegurança e os custos elevados, os sistemas híbridos com bateria chegam como resposta imediata. “Empresas que contam com painéis solares e agora realizam retrofit com baterias, estão utilizando a energia armazenada como garantia da continuidade operacional durante quedas de luz ou para suprir parte do consumo em horários de pico, registrados entre 18 e 21 horas”, exemplifica.

Conforme Mara, na aplicação comercial e industrial, a bateria armazena a energia solar gerada ao longo do dia para injetá-la na rede durante o horário de ponta, quando a tarifa costuma estar mais cara. No que diz respeito aos apagões, o sistema garante a continuidade da produção, a segurança de dados e outras necessidades, o que previne custos desnecessários. A estimativa de retorno do investimento está entre 3 e 4 anos, com entrega de previsibilidade e economia.

A modalidade de baterias chega ao mercado com força como a solução para as empresas comerciais e industriais que estão conectadas em média tensão ou no mercado livre de energia, em que pagam um preço mais caro pela energia no horário de ponta. “Muitas empresas param suas atividades entre 18 e 21 horas em função do custo de energia. Outras utilizam gerador a diesel e outras simplesmente pagam até quatro vezes mais caro pela energia nesse horário. Carregar a bateria com energia solar ou até mesmo com a rede da distribuidora no horário mais barato e utilizar ela no horário mais caro tem sido uma solução para esse problema”, completa Mara.

Residências

Para as residências, Mara diz que o foco está no orçamento doméstico e no conforto. Para casas com placas solares, o sistema híbrido permite armazenar o excedente gerado, que pode ser utilizado até em picos de instabilidade. Mesmo sem geração própria, a bateria quando conectada a um inversor, pode suprir cargas críticas para manter o essencial funcionando. “É importante destacar que toda instalação com baterias, seja retrofit ou nova, deve ser homologada junto à distribuidora local, para conformidade técnica e regulamentar do sistema”, afirma Mara. Segundo ela, essa é uma solução, inclusive, para quem mora em apartamento.

Expansão

Com a projeção de crescimento deste mercado para 2026, a expectativa da Solled Energia é que os sistemas híbridos com bateria representem, pelo menos, 25% do faturamento da empresa. O sistema é modular, com possibilidade de adicionar mais baterias. O produto é importado, com garantia nacional WEG. O prazo de instalação fica, em média, 45 dias. Atualmente, a Solled possui mais de 50 instalações neste modelo, entre residencial para uso de backup, e comerciais e industriais como deslocamento de ponta.

Para Mara Schwengber, que também é coordenadora estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – ABSOLAR, quem já possui placas solares vai aos poucos migrar do sistema convencional para híbrido com bateria. “As empresas irão buscar essa solução para as dores que enfrentam com as falhas na rede e o custo de energia. Com as mudanças do mercado livre, essa passa a ser uma solução para controle de custos. Estamos investindo para atender a essa demanda crescente por resiliência energética em 2026”, finaliza.

 Solled

A Solled Energia é referência em soluções de energia solar no Brasil. Com sede no município gaúcho de Santa Cruz do Sul e mais de 14 anos de experiência, a empresa possui cinco mil obras entregues em território brasileiro, o que representa uma capacidade instalada de 180 Mwp. Em agosto deste ano, a Solled anunciou a expansão internacional para a Argentina, consolidando o compromisso com a inovação, eficiência energética e crescimento sustentável na América do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/01/2026 0 Comentários 175 Visualizações
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Industriais gaúchos dizem ter intenção de investir no primeiro semestre de 2026

Por Marina Klein Telles 08/01/2026
Por Marina Klein Telles

O índice de intenção de investir dos industriais gaúchos encerrou o ano em alta, com avanço de 1,1 ponto em dezembro, atingindo 56,6 pontos, acima da média histórica (54,9). No mês, mais de 60% das empresas ouvidas na pesquisa Sondagem Industrial, do Sistema FIERGS, afirmaram ter planos de realizar investimentos no primeiro semestre de 2026. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8).

O levantamento também mostra que o índice de produção industrial do Rio Grande do Sul alcançou 43,6 pontos em novembro do ano passado, o segundo pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2010, e 6,5 pontos abaixo da média histórica. O desempenho negativo foi pressionado, principalmente, pelo excesso de estoques de produtos finais.
Já o índice de estoques em relação ao planejado subiu de 52 para 53,7 pontos em novembro, sinalizando um volume de produtos finais ainda mais acima do nível considerado adequado pelas empresas.

O nível de emprego industrial registrou a sexta queda consecutiva, alcançando 47,3 pontos em novembro. No mesmo período, a indústria gaúcha operou com 69% de sua capacidade instalada, recuo de um ponto percentual em relação a outubro. O índice de evolução dos estoques ficou em 50,6 pontos, indicando leve aumento frente ao mês anterior e mantendo-se acima da marca de 50 pontos pelo oitavo mês consecutivo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 10 de dezembro, com a participação de 139 empresas, sendo 34 de pequeno porte, 49 médias e 56 grandes.

Acesse a pesquisa na íntegra em https://observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-estrategica/serie-historica-4/.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/01/2026 0 Comentários 170 Visualizações
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Grupo Ável supera R$ 2,3 bi em custódia no RS e chega a R$ 15,1 bi no país

Por Marina Klein Telles 08/01/2026
Por Marina Klein Telles

O Grupo Ável encerra 2025 com avanço relevante no Rio Grande do Sul, onde superou R$ 2,3 bilhões em recursos sob custódia, em um ano marcado por juros elevados e maior complexidade nas decisões financeiras. Fundada no RS e com atuação nacional, a companhia registrou no estado crescimento de 44% na base de clientes, que passou de 5.086 em 2024 para 7.316 em 2025, considerando pessoas físicas e jurídicas.

O desempenho no Rio Grande do Sul ocorre em paralelo à expansão nacional do grupo. No consolidado do país, o Grupo Ável fechou o ano com R$ 15,1 bilhões sob custódia, crescimento de 13% em relação a 2024, além de alta de 28% no número total de clientes, que ultrapassou 41 mil, reforçando a escala do negócio.

Segundo a companhia, os resultados refletem a consolidação de uma solução completa de assessoria financeira, que integra assessoria de investimentos, planejamento financeiro e serviços de wealth management, de acordo com o perfil e o momento de cada cliente. No Rio Grande do Sul, esse escopo ampliado tem se traduzido em maior demanda por consórcios, previdência e internacionalização de patrimônio.

Com o reforço das agendas institucional e de relacionamento ao longo de 2025, o estado se consolida como uma das principais praças do grupo, hoje o segundo em número de clientes e capital gerido, atrás apenas de São Paulo. “A estratégia para 2026 combina escala nacional com mais proximidade local. Vamos reduzir a pulverização do atendimento e aproximar os clientes de assessores financeiros localizados nas mesmas regiões, com mais presença nas praças e relacionamento contínuo, inclusive por meio de eventos, fortalecendo a confiança”, afirma o CEO do Grupo Ável, Fernando Pisa.

Foto: Maicon Hinrichsen/divulgação | Fonte: Assessoria
08/01/2026 0 Comentários 268 Visualizações
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