O número de marcas de azeite de oliva do Rio Grande do Sul certificadas com o selo Produtos Premium, Origem e Qualidade RS passou de 14 para 26 em 2026. A certificação é concedida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), e exige critérios de procedência, rastreabilidade e avaliações físico-químicas e sensoriais. A entrega dos selos ocorrerá no dia 1º de setembro, às 18h, na Casa do Ibraoliva, no Parque Assis Brasil, durante a Expointer.
Para receber o selo, os azeites precisam ter a origem comprovada e passar por análises físico-químicas e avaliação sensorial às cegas. Os provadores treinados analisam características como frutado, amargo e picante e verificam a existência de eventuais defeitos, sem identificação da marca ou do produtor durante o processo.
A certificação estabelece ainda acidez máxima de 0,3%, enquanto o limite previsto para o azeite extravirgem convencional é de 0,8%. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, o processo considera diferentes parâmetros de qualidade. “Esses azeites foram testados química e fisicamente e também sensorialmente. São azeites sem defeitos e, mais do que isso, têm um padrão de qualidade superior ao extravirgem normal”, afirma o dirigente.
De acordo com o presidente do Ibraoliva, o índice de acidez também está relacionado aos cuidados adotados durante a produção. “O índice mais baixo de acidez mostra todo o cuidado que se teve por um produtor, desde o momento da colheita até a sua rápida transformação em azeite”, explica Obino Filho.
Rastreabilidade dos lotes
O programa exige a rastreabilidade dos lotes desde o cultivo das oliveiras até a extração do azeite no lagar. As amostras são submetidas a análises laboratoriais e a um painel sensorial com amostras codificadas, para evitar que informações sobre a origem interfiram na avaliação.
Durante a análise sensorial, os provadores verificam atributos positivos e procuram identificar possíveis defeitos. O procedimento segue critérios padronizados e é realizado sem que os avaliadores saibam qual é a marca ou o produtor responsável pela amostra.
Referência ao consumidor
A certificação ocorre em meio às discussões sobre a qualidade dos azeites importados comercializados no Brasil. Para o presidente do Ibraoliva, a identificação dos produtos certificados permite diferenciar os lotes que passaram pelas avaliações previstas no programa. “Se nós já temos aqui no Brasil essa preocupação de azeites virgens vendidos como extravirgem importados da Europa, esses azeites comercializados com selo têm a garantia de que o lote foi testado. O azeite que está no balcão é o azeite que foi testado sensorialmente e, mais do que isso, tem padrões muito mais elevados”, destaca Obino Filho.
Marcas certificadas
Neste ciclo, receberam o selo as marcas Alto Bonito, Altos da Bolena, Batalha, Biome Pampa, Cadenza, Candeia, Capela de Santana, Casa Gabriel Rodrigues, Cerro Partido, Don José, Estância das Oliveiras, Fazenda Quintana, Herança do Cerro, Milonga, Nina, Nô, Olivae, Olivas D’Altas, Olivas do Campo, Olivas do Sul, Olivos Serra do Caverá, Quatro Luas, Sol das Olivas, Tenuta do Bosque, Terruá e Torrinhas.
Criado em 2022 pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), em parceria com o Ibraoliva, o programa Produtos Premium, Origem e Qualidade RS estabelece critérios de procedência e qualidade para os produtos certificados.


