Cisvale abre licitação para agilizar resposta a eventos climáticos extremos

Por Jonathan da Silva

O Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, vinculado ao Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), iniciou o processo de estruturação de uma Ata Regional de Registro de Preços para facilitar a aquisição de equipamentos, materiais e insumos destinados ao atendimento de situações de emergência e calamidade nos municípios da região. A iniciativa foi apresentada durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira (9), em Santa Cruz do Sul, e busca reduzir o tempo de resposta das administrações municipais diante da possibilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos no segundo semestre.

A proposta foi elaborada a partir das demandas identificadas em um diagnóstico realizado junto às Defesas Civis municipais. Com a ata regional, os municípios poderão adquirir itens considerados essenciais para situações de desastre de forma mais ágil, sem a necessidade de abrir processos licitatórios individuais durante uma emergência.

Itens previstos

A ata contempla quatro eixos de aquisição: resposta imediata, gestão hídrica, ajuda humanitária e equipamentos de proteção individual (EPIs) e ferramentas. Entre os materiais previstos estão lonas, caixas d’água, geradores de energia, cestas básicas, equipamentos de proteção individual, ferramentas e outros itens apontados pelos municípios como prioritários para o atendimento de ocorrências.

O modelo permitirá que os municípios realizem compras de forma simplificada, utilizando fornecedores previamente definidos e condições já estabelecidas por meio do registro de preços.

Agilidade para os municípios

Segundo o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a iniciativa busca fortalecer a atuação regional diante de situações que afetam mais de um município. “O Pró-Clima nasce justamente com essa missão, que é transformar ações em execuções concretas. Quando falamos em eventos extremos, o tempo de resposta faz diferença. Se cada município tiver que começar um processo do zero no momento da emergência, a população fica mais vulnerável. Com a ata regional, nós antecipamos etapas, ganhamos agilidade e damos mais segurança para que as Defesas Civis possam atuar quando forem acionadas”, afirma Becker.

Diagnóstico das Defesas Civis

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, explica que a compra coletiva faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento das estruturas municipais de Defesa Civil. “O levantamento evidenciou que, entre as principais demandas dos municípios, estão a contratação de serviços de engenharia e a disponibilização de uma ata regional de registro de preços para aquisição de insumos e equipamentos”, ressalta Léa.

Conforme a diretora, a compra coletiva é uma resposta prática, porque permite padronização, economia de escala e acesso mais rápido aos materiais. “O objetivo é que os municípios estejam mais preparados, tanto para agir de forma preventiva quanto para responder com rapidez em situações de emergência”, complementa Léa.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
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