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prevenção

Cidades

Prefeitura de Eldorado do Sul apresenta sistema para gestão da Defesa Civil

Por Jonathan da Silva 21/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Eldorado do Sul apresentou um novo Sistema Integrado de Gestão da Defesa Civil, ferramenta voltada ao planejamento, à organização e à coordenação das ações em situações de emergência. A iniciativa, conduzida pelo Gabinete da Prefeita, foi apresentada a representantes dos poderes executivo e legislativo e busca ampliar a capacidade de resposta do município diante de eventos climáticos extremos, por meio da integração de tecnologias para monitoramento e gestão das operações.

Durante o encontro, também foram detalhadas as regras e os critérios para a concessão de ajuda humanitária, com o objetivo de garantir mais transparência, imparcialidade e eficiência na distribuição de donativos às famílias atingidas.

Tecnologia para monitoramento

O sistema reúne site, aplicativo e painel de monitoramento, permitindo o acompanhamento das demandas em tempo real e apoiando a tomada de decisões pelas equipes responsáveis pelo atendimento.

A prefeita Juliana Carvalho (PSDB) destacou a contribuição da ferramenta para a organização das operações. “A tecnologia ofertada no programa, possibilita maior organização das operações, desde o recebimento das solicitações até a execução das ações em campo”, explicou a chefe do executivo local.

Funcionalidades

Entre os recursos disponíveis estão o registro de pedidos de resgate, o controle de donativos, a gestão de abrigos temporários, o cadastro de voluntários e equipes de apoio, além do acompanhamento das ações executadas e dos recursos utilizados durante as operações.

Segundo a prefeita Juliana Carvalho, a implantação do sistema considera a experiência vivida pelo município durante o período das enchentes, em 2024. “Diante de tudo que o município passou no período da enchente, acreditamos que, com este planejamento, integração e uso de tecnologia, Eldorado do Sul segue fortalecendo sua estrutura para proteger e atender melhor a população”, concluiu a chefe do executivo municipal.

Foto: Joel Vargas/Ascom GVG/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2026 0 Comentários 68 Visualizações
Política

Cisvale abre licitação para agilizar resposta a eventos climáticos extremos

Por Jonathan da Silva 10/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, vinculado ao Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), iniciou o processo de estruturação de uma Ata Regional de Registro de Preços para facilitar a aquisição de equipamentos, materiais e insumos destinados ao atendimento de situações de emergência e calamidade nos municípios da região. A iniciativa foi apresentada durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira (9), em Santa Cruz do Sul, e busca reduzir o tempo de resposta das administrações municipais diante da possibilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos no segundo semestre.

A proposta foi elaborada a partir das demandas identificadas em um diagnóstico realizado junto às Defesas Civis municipais. Com a ata regional, os municípios poderão adquirir itens considerados essenciais para situações de desastre de forma mais ágil, sem a necessidade de abrir processos licitatórios individuais durante uma emergência.

Itens previstos

A ata contempla quatro eixos de aquisição: resposta imediata, gestão hídrica, ajuda humanitária e equipamentos de proteção individual (EPIs) e ferramentas. Entre os materiais previstos estão lonas, caixas d’água, geradores de energia, cestas básicas, equipamentos de proteção individual, ferramentas e outros itens apontados pelos municípios como prioritários para o atendimento de ocorrências.

O modelo permitirá que os municípios realizem compras de forma simplificada, utilizando fornecedores previamente definidos e condições já estabelecidas por meio do registro de preços.

Agilidade para os municípios

Segundo o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a iniciativa busca fortalecer a atuação regional diante de situações que afetam mais de um município. “O Pró-Clima nasce justamente com essa missão, que é transformar ações em execuções concretas. Quando falamos em eventos extremos, o tempo de resposta faz diferença. Se cada município tiver que começar um processo do zero no momento da emergência, a população fica mais vulnerável. Com a ata regional, nós antecipamos etapas, ganhamos agilidade e damos mais segurança para que as Defesas Civis possam atuar quando forem acionadas”, afirma Becker.

Diagnóstico das Defesas Civis

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, explica que a compra coletiva faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento das estruturas municipais de Defesa Civil. “O levantamento evidenciou que, entre as principais demandas dos municípios, estão a contratação de serviços de engenharia e a disponibilização de uma ata regional de registro de preços para aquisição de insumos e equipamentos”, ressalta Léa.

Conforme a diretora, a compra coletiva é uma resposta prática, porque permite padronização, economia de escala e acesso mais rápido aos materiais. “O objetivo é que os municípios estejam mais preparados, tanto para agir de forma preventiva quanto para responder com rapidez em situações de emergência”, complementa Léa.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/07/2026 0 Comentários 83 Visualizações
Cidades

Igrejinha atualiza Plano de Contingência da Defesa Civil para eventos climáticos

Por Jonathan da Silva 03/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Igrejinha apresentou a atualização do Plano de Contingência (Plancon) da Defesa Civil nesta quarta-feira (1º), durante audiência pública. O documento estabelece protocolos para prevenção, mitigação e resposta a eventos climáticos extremos, como enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. A atualização busca fortalecer a atuação integrada dos órgãos públicos, definir critérios técnicos para acionamento das equipes e ampliar a capacidade de resposta diante de situações de emergência.

O plano atualizado organiza a gestão das ocorrências por meio do Sistema de Comando de Operações (SCO), modelo que prevê atuação coordenada entre forças de segurança, secretarias municipais e órgãos de apoio sob uma liderança unificada. Segundo a administração municipal, a medida tem como objetivo evitar sobreposição de esforços e tornar as respostas mais ágeis durante situações de crise.

Monitoramento em tempo real

A estrutura de monitoramento utilizada pelo município reúne equipamentos para acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas. Atualmente, Igrejinha conta com cinco pluviômetros instalados em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), distribuídos em bairros estratégicos para medição do volume de chuva.

O sistema também dispõe de uma estação hidrológica com transmissão de dados por redes 4G e 5G, além de redundância via satélite para monitoramento do nível dos rios. Câmeras de monitoramento operam 24 horas por dia para acompanhar o leito do Rio Paranhana e do Arroio Koetz.

Critérios para emissão de alertas

O Plano de Contingência estabelece níveis de mobilização com base em parâmetros técnicos relacionados ao nível do Rio Paranhana e ao volume de chuva acumulado.

O estado de normalidade corresponde ao nível de referência de 0,50 metro, período em que são realizados o monitoramento das previsões meteorológicas e ações preventivas.

O estado de atenção é acionado quando o rio atinge 3,50 metros ou quando o volume de chuva alcança 70 milímetros em um dia. Nessa situação, ocorre a mobilização preventiva das equipes e a preparação dos locais destinados a abrigos.

O estado de alarme é declarado quando o Rio Paranhana chega a 4,50 metros ou quando o acumulado de chuva atinge 100 milímetros em um dia. Nessa fase, o plano prevê o início da remoção coordenada de famílias que vivem em áreas de risco e a abertura dos abrigos públicos.

Estrutura de resposta

O documento divide as ações em cinco fases: prevenção, preparação, mitigação, resposta e reconstrução.

Durante as ocorrências, o Gabinete de Crise, coordenado pelo prefeito, concentra as decisões estratégicas e a definição das prioridades de utilização dos recursos. O Corpo de Bombeiros Voluntários atua nas operações de resgate e salvamento, enquanto a Secretaria Municipal de Assistência Social é responsável pela triagem das famílias, organização dos abrigos e acolhimento dos desalojados.

Orientações à população

A Prefeitura de Igrejinha orienta que, em situações de emergência, a população acompanhe informações apenas pelos canais oficiais do município, com o objetivo de evitar a disseminação de informações falsas que possam comprometer as operações.

Em casos de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, o Corpo de Bombeiros pelo 193 e a Brigada Militar pelo 190.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2026 0 Comentários 140 Visualizações
Variedades

Governo do Estado amplia estrutura da Defesa Civil para enfrentar eventos climáticos extremos

Por Jonathan da Silva 02/07/2026
Por Jonathan da Silva

O governo estadual tem ampliado a estrutura da Defesa Civil gaúcha com reforço de equipes, modernização de equipamentos, ampliação do monitoramento hidrometeorológico e investimentos em prevenção e resposta a desastres. As ações fazem parte do Plano Rio Grande e do Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), lançado em junho deste ano, com o objetivo de preparar o estado para enfrentar eventos meteorológicos extremos, como os efeitos previstos do fenômeno El Niño 2026/2027, que poderá provocar aumento do volume de chuvas na região sul ainda neste ano.

O governador Eduardo Leite (PSD) afirmou que o estado vem intensificando as ações de preparação para enfrentar possíveis consequências do fenômeno climático. “O Governo do Estado está fazendo tudo o que está ao seu alcance para proteger os gaúchos e dar a devida resposta para esses fenômenos climáticos. Ninguém ignora o El Niño, pelo contrário, estamos conscientes das consequências que ele trará para o sul do Brasil e para nosso estado; por isso, trabalhamos de maneira intensiva, investindo na prevenção, em articulação com as prefeituras, para que estejamos todos preparados para qualquer cenário”, afirmou o chefe do executivo estadual.

Estrutura da Defesa Civil foi ampliada

Ao longo dos últimos dois anos, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec) ampliou sua estrutura, reforçou equipes técnicas, modernizou equipamentos e investiu na qualificação dos municípios.

Entre as mudanças está a ampliação do efetivo da Defesa Civil estadual. Segundo o Governo do Estado, a equipe foi quadruplicada e atualmente conta com 163 servidores militares e civis, além de profissionais especializados que atuam no Centro de Monitoramento. O grupo reúne especialistas em meteorologia, hidrologia, geoprocessamento, engenharia, arquitetura, tecnologia da informação, comunicação social e estatística.

A frota também foi ampliada. Em 2025, foram incorporados 71 novos veículos, entre caminhonetes, automóveis, micro-ônibus e caminhão-guincho, distribuídos entre as dez Coordenadorias Regionais e os departamentos da Defesa Civil para atuação em operações de monitoramento, logística e atendimento durante emergências.

Política estadual organiza ações de prevenção

As iniciativas têm como base a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (Pepdec), instituída no fim de 2024. A legislação estabelece diretrizes para ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de desastres, além de incentivar a integração entre órgãos públicos, entidades privadas e sociedade civil.

Monitoramento hidrometeorológico

O estado também ampliou o sistema de monitoramento hidrometeorológico por meio da contratação de 130 novas estações automáticas, das quais 129 já estão instaladas. Os equipamentos estão distribuídos pelas 25 bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul e enviam informações atualizadas a cada 15 segundos sobre nível dos rios, volume de chuva, velocidade do vento, temperatura, umidade e pressão atmosférica.

Segundo o Governo do Estado, os dados auxiliam na emissão de alertas e na tomada de decisões durante situações de risco e podem ser consultados pela população na plataforma da Defesa Civil.

O monitoramento é complementado por estudos de modelagem hidrodinâmica, utilizados para simular o comportamento das águas, prever níveis dos rios e identificar áreas suscetíveis a inundações. Também foi concluído o mapeamento de manchas de inundação em 60 municípios considerados prioritários, além da identificação de áreas vulneráveis a enxurradas e escorregamentos.

Ampliação da rede de radares

O Rio Grande do Sul conta atualmente com um radar meteorológico instalado em Porto Alegre, com cobertura superior a 150 quilômetros de raio. O Governo do Estado informou que trabalha na implantação de outros três equipamentos nas regiões norte, sul e oeste, com o objetivo de ampliar a cobertura para todo o território gaúcho.

Preparação dos municípios

O fortalecimento da estrutura de enfrentamento também envolve os municípios. Em 2026, os 497 municípios gaúchos passaram a contar com Plano de Contingência para organização das ações locais de resposta a emergências. Em 2023, segundo o Governo do Estado, 88% das cidades ainda não possuíam esse instrumento.

Após a elaboração dos planos, a Defesa Civil estadual realizou análises técnicas individualizadas para orientar ajustes e aperfeiçoamentos. Paralelamente, foram promovidos cursos de capacitação voltados à proteção e defesa civil, elaboração de planos de contingência e comunicação de risco, destinados a gestores e agentes públicos.

Durante os encontros regionalizados do Prepara RS, a Defesa Civil também entrega diagnósticos das capacidades municipais e análises técnicas sobre suscetibilidades e vulnerabilidades, reunindo informações relativas a riscos hidrológicos, riscos geológicos, infraestrutura disponível, locais de abrigo e recursos existentes em cada região para subsidiar o planejamento das prefeituras.

Investimentos previstos

O Governo do Estado informou que prevê o repasse de R$ 32,9 milhões aos municípios por meio do Fundo Estadual de Defesa Civil, na modalidade fundo a fundo, para ações de preparação e mitigação. Além disso, 73 municípios atingidos pelas inundações de 2024 receberão veículos, geradores e equipamentos de comunicação para ampliar sua capacidade operacional.

Novos projetos

Também estão em andamento novos projetos voltados à prevenção e resposta a desastres. Em Porto Alegre, estão em construção o Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastre e o Centro de Logística Humanitária. O estado também prevê a implantação de centros regionais de gestão de riscos, a ampliação da rede de radares meteorológicos e ações para fortalecer a Rede de Voluntariado da Defesa Civil.

Foto: Jürgen Mayrhofer/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/07/2026 0 Comentários 128 Visualizações
Cidades

Defesa Civil de Novo Hamburgo apresenta medidas de preparação para fenômeno El Niño

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Defesa Civil de Novo Hamburgo apresentou as ações preventivas adotadas pelo município para enfrentar um novo ciclo do fenômeno El Niño. A primeira conversa pública sobre o tema foi realizada nesta segunda-feira (29), no Centro Social Madre Regina e reuniu moradores dos bairros Santo Afonso e Industrial para apresentar previsões climáticas, investimentos em infraestrutura e estratégias de prevenção voltadas à redução dos impactos de possíveis eventos extremos. Segundo a administração municipal, a previsão indica um ciclo prolongado do El Niño, com maior volume de chuvas entre o final de 2026 e os primeiros meses de 2027.

Durante o encontro, o diretor da Defesa Civil, Gilson do Amaral, apresentou as medidas implementadas pelo município para ampliar a capacidade de resposta a situações de emergência. Entre elas estão a recomposição do dique do bairro Santo Afonso, a realização de serviços de hidrojateamento em diferentes pontos da cidade, a elaboração de um novo Plano de Contingência e a ampliação do treinamento dos agentes da Defesa Civil em parceria com a Guarda Municipal.

Investimentos em estrutura e equipamentos

A Defesa Civil também informou que realizou melhorias em sua estrutura física e adquiriu novos equipamentos para atuação em ocorrências. Foram incorporadas quatro caminhonetes, quatro embarcações, três motores e cerca de 80 coletes salva-vidas, além da reforma da sede do órgão. “O nosso objetivo é que Novo Hamburgo esteja cada vez mais preparada para enfrentar eventos climáticos extremos. Investimos em equipamentos, tecnologia, monitoramento e planejamento para agir de forma preventiva e proteger a população”, afirmou o diretor Gilson do Amaral.

Monitoramento meteorológico e geológico

Outro anúncio feito durante a reunião foi a contratação da empresa Catavento, em parceria com os municípios da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), para fornecer monitoramento meteorológico e geológico exclusivo para Novo Hamburgo.

O sistema disponibilizará informações em tempo real sobre temperatura, volume de chuvas e ventos, além de análises do solo para identificar os níveis de precipitação capazes de provocar riscos de deslizamentos em diferentes regiões do município. Também está prevista a identificação de rotas de fuga para áreas suscetíveis a desastres, que futuramente serão disponibilizadas à população.

Voluntariado

A administração municipal informou ainda que está estruturando um cadastro de voluntários para atuação em situações de emergência. A proposta está em análise na Procuradoria-Geral do Município (PGM) e prevê etapas como entrevistas e verificação de antecedentes dos candidatos.

Próximos encontros

A programação de debates sobre o El Niño terá continuidade nos próximos dias. Estão previstos encontros durante a Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, nesta quarta-feira, dia 1º; no Plenarinho da Câmara de Vereadores, em 7 de julho, às 9h; e na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI/NH), em 21 de julho, às 8h.

Foto: Weslei Fillmann/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 136 Visualizações
Variedades

No RS, especialistas defendem integração entre ciência e gestão de riscos climáticos

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

A integração entre ciência, governança e comunicação de riscos foi apontada como um dos principais desafios para o enfrentamento de eventos meteorológicos extremos durante painel realizado na manhã desta quarta-feira (24), no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado em Porto Alegre. O encontro, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o Local Governments for Sustainability (Iclei), reuniu especialistas do Brasil e da Argentina para debater sistemas de alerta precoce, adaptação climática e estratégias de prevenção. A atividade integra o Programa de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño).

Os participantes destacaram a necessidade de transformar dados científicos em informações capazes de subsidiar decisões rápidas e eficazes diante de situações de risco, além de reforçarem a importância da cooperação entre instituições e da comunicação clara com a população.

Emissão de alertas

A coordenadora de Prognósticos Regionais do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, Viviana Elisa López, afirmou que a principal missão dos órgãos de meteorologia e hidrologia é proteger a população por meio da emissão de alertas. “O nosso objetivo principal, tanto da meteorologia quanto da hidrologia, é proteger a população. Os alertas são o produto mais relevante emitido por essas instituições para as defesas civis, pois permitem antecipar ameaças e orientar medidas que ajudam a salvar vidas”, afirmou Viviana.

Segundo a especialista, a definição dos níveis de alerta envolve fatores que vão além dos modelos matemáticos. “O prognóstico não é 100% certeiro. Por isso, o prazo é muito importante no momento de decidir o nível do alerta, porque deve considerar a incerteza, a intensidade do fenômeno e o contexto em que ele vai ocorrer”, ponderou Viviana.

A palestrante também destacou a evolução dos sistemas de monitoramento. “Atualmente estamos trabalhando para levar o nosso sistema de alerta precoce para um modelo baseado em impactos, em que não apenas se prevê o fenômeno, mas principalmente o que ele vai causar nas pessoas e nos territórios”, completou Viviana.

Mudança climática

A secretária de Mudança do Clima da província argentina de Santa Fé, Verónica Irizar, defendeu uma atuação voltada à prevenção e ao fortalecimento da resiliência dos territórios. “Não temos responsabilidade [pelas emissões], mas sem nenhuma dúvida estamos pagando as consequências da mudança climática. Isso exige que a gente saia de uma lógica de apenas reagir às emergências e passe a usar esses recursos para prevenir riscos e fortalecer a resiliência dos territórios”, afirmou Verónica.

A especialista também ressaltou a necessidade de mudanças estruturais relacionadas ao modelo de desenvolvimento e à redução das emissões de gases de efeito estufa. “Temos um compromisso ético de redução de emissões e de avançar fortemente na transição energética e na mudança do modelo produtivo, porque não se trata apenas de responder a desastres, mas de evitá-los antes que aconteçam”, ressaltou Verónica.

A palestrante também abordou o cenário institucional argentino. “Nós temos um governo nacional que adota uma postura negacionista em relação à mudança climática, que se retirou dos territórios e reduziu os recursos com os quais os governos subnacionais contam, o que torna ainda mais difícil sustentar políticas de adaptação de longo prazo”, observou Verónica.

Monitoramento e comunicação

A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Célia dos Santos Alvalá, destacou que a gestão de riscos depende da articulação entre monitoramento, prevenção e comunicação. “Precisamos conhecer os riscos, nos preparar, disseminar e comunicar. E, para isso, é fundamental monitorar e alertar antecipadamente, porque, sem informação qualificada, não há como proteger vidas”, afirmou Regina Célia.

A diretora também ressaltou a importância da atuação interdisciplinar. “O elemento social é fundamental no trabalho que fazemos. As nossas equipes são formadas tanto por profissionais das ciências exatas quanto das ciências sociais, porque não basta entender o fenômeno físico – é preciso compreender também quem está exposto e em que condições”, explicou Regina.

Base em riscos

O meteorologista e coordenador do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Bruno Zanetti Ribeiro, apresentou ferramentas utilizadas pelo estado para monitoramento meteorológico e emissão de alertas. “Não há uma previsão de tempo convencional, é uma previsão focada em risco. Isso muda completamente a forma como a informação é produzida e utilizada, porque o objetivo não é apenas dizer se vai chover, mas qual é o impacto que essa chuva pode causar em cada território”, afirmou Ribeiro.

Sobre a utilização de radares meteorológicos, o especialista explicou que a tecnologia permite análises mais detalhadas das tempestades. “O radar nos permite fazer basicamente o raio X das tempestades. A gente consegue identificar o que tem dentro delas, se há chuva, granizo, qual o tamanho do granizo e a intensidade do vento, o que é essencial para a emissão de alertas mais precisos e rápidos”, pontuou Ribeiro.

Governança integrada

Ao longo do painel, os especialistas convergiram na avaliação de que o fortalecimento da gestão de riscos climáticos depende da integração entre instituições, da padronização dos processos de comunicação e da articulação entre diferentes níveis de governo.

A consolidação de uma governança meteorológica integrada, com foco na população e na antecipação de impactos, foi apontada pelos participantes como um dos principais elementos para enfrentar o aumento da frequência e da intensidade dos eventos meteorológicos extremos.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 148 Visualizações
Política

Campo Bom garante R$ 300 mil para a prevenção de eventos climáticos

Por Jonathan da Silva 19/06/2026
Por Jonathan da Silva

Campo Bom foi contemplado com R$ 300 mil em recursos do Governo do Estado para ações de preparação e mitigação de eventos climáticos extremos. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (17), durante o lançamento de novas iniciativas do programa RS Tá Preparado, em Porto Alegre. Representaram o município o prefeito Giovani Feltes (MDB) e o secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi. Os recursos serão destinados a investimentos em medidas preventivas, infraestrutura e fortalecimento da capacidade de resposta local diante de situações de emergência.

A iniciativa integra o Plano Rio Grande, criado pelo Governo do Estado com o objetivo de ampliar a resiliência dos municípios gaúchos frente aos impactos provocados por eventos climáticos extremos. Campo Bom está entre os 141 municípios beneficiados pelo programa Fundo a Fundo – Preparação e Mitigação e foi enquadrado na Faixa 3, destinada a cidades com mais de 50 mil habitantes.

Recursos para ações preventivas

Conforme o programa estadual, os valores poderão ser aplicados em ações de preparação e mitigação, ampliando a estrutura municipal para enfrentar cenários adversos e reforçando a proteção à população.

O prefeito Giovani Feltes destacou que a prevenção depende de planejamento contínuo e atuação integrada entre os diferentes níveis de governo. “A preparação não começa quando o problema acontece. Ela é construída diariamente, com planejamento, investimentos e ações coordenadas. Campo Bom está se antecipando, buscando recursos e estruturando estratégias para proteger as pessoas e reduzir riscos, sempre com responsabilidade e visão de futuro”, afirmou o chefe do executivo campo-bonense.

Plano de contingência em atualização

Paralelamente à captação dos recursos, o município também trabalha na elaboração e atualização do Plano de Contingência. O instrumento estabelece protocolos de atuação, define responsabilidades entre os órgãos envolvidos e organiza estratégias de resposta em situações de emergência.

Segundo a administração municipal, a atualização do plano busca tornar mais eficiente a atuação dos serviços públicos em cenários de crise, contribuindo para reduzir riscos e qualificar a tomada de decisões.

Defesa Civil participa de debate regional

Também na quarta-feira (17), o coordenador municipal da Defesa Civil, Jarbas Bilhar, participou, em Porto Alegre, de uma reunião técnica promovida pela Procuradoria-Geral de Justiça para discutir a atualização do Plano Metropolitano de Proteção Contra as Cheias.

O encontro reuniu representantes de municípios que integram a Região Hidrográfica do Lago Guaíba para debater medidas estruturais e estratégias de prevenção, especialmente diante dos eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul nos últimos anos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Política

São José do Hortêncio garante R$ 100 mil em programa estadual de prevenção a desastres

Por Jonathan da Silva 18/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes de São José do Hortêncio participaram, nesta quarta-feira (17), do lançamento do Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), realizado no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A iniciativa do Governo do Estado tem como objetivo preparar o Rio Grande do Sul para os possíveis impactos do fenômeno El Niño entre 2026 e 2027, por meio do fortalecimento das ações de prevenção, mitigação e resposta a desastres naturais. Durante o evento, foi confirmado que o município receberá R$ 100 mil para reforçar sua estrutura de atendimento em situações de emergência.

Representaram São José do Hortêncio o coordenador da Defesa Civil, Diogo Ricaldi, e o diretor de Turismo, Deonisio Schafer. O lançamento reuniu gestores e representantes municipais para apresentar as estratégias previstas pelo programa e alinhar as ações entre Estado e municípios diante dos desafios climáticos projetados para os próximos anos.

Investimentos para prevenção

Durante a cerimônia, o governador Eduardo Leite (PSD) anunciou investimentos de R$ 32,9 milhões destinados aos municípios gaúchos para ações de preparação e enfrentamento de eventos climáticos extremos.

No caso de São José do Hortêncio, os R$ 100 mil já assegurados serão destinados ao Corpo de Bombeiros Voluntários do município. Os recursos deverão ser utilizados para fortalecer a estrutura de atendimento e ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.

Ações previstas pelo programa

Além do repasse financeiro, o Prepara RS prevê uma série de medidas voltadas à qualificação da gestão de riscos nos municípios. Entre elas estão capacitações para equipes técnicas, atualização de planos de contingência, melhorias nos sistemas de monitoramento e alerta e o fortalecimento da integração entre o Governo do Estado e as administrações municipais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 117 Visualizações
Cidades

Governo estadual reúne concessionárias para preparar ações diante dos impactos do El Niño

Por Jonathan da Silva 15/06/2026
Por Jonathan da Silva

O governo estadual reuniu representantes de concessionárias de serviços públicos essenciais na sexta-feira (12) para alinhar medidas de enfrentamento aos possíveis impactos do fenômeno El Niño nos próximos meses. O encontro ocorreu no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), em Porto Alegre, e faz parte de uma série de ações do executivo estadual voltadas à preparação para eventos climáticos. Participaram da reunião integrantes do governo estadual, da Defesa Civil e representantes de empresas dos setores de energia, saneamento e telecomunicações.

A reunião foi conduzida pelo secretário extraordinário Geral de Governo, Artur Lemos, e teve a participação de representantes da Defesa Civil Estadual, das secretarias estaduais do Meio Ambiente e Infraestrutura e de Comunicação. Entre as concessionárias presentes estavam CEEE Equatorial, RGE, CPFL, Corsan, Vivo, TIM e Claro.

Alinhamento entre governo e concessionárias

Durante o encontro, foram compartilhadas informações sobre as ações que vêm sendo desenvolvidas pelo Estado e pelas concessionárias para reduzir impactos e ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.

Segundo o secretário extraordinário Geral de Governo, Artur Lemos, o trabalho busca fortalecer a articulação entre os diferentes setores envolvidos. “O Rio Grande do Sul está, sem dúvida, mais preparado. Avançamos muito nos últimos anos. Agora, estamos dialogando sobre o que cada ente está fazendo para continuarmos atuando com estratégia e alinhamento. Essa cooperação é fundamental para agirmos com agilidade”, afirmou Lemos.

Defesa Civil apresenta planejamento

A Defesa Civil Estadual apresentou aos participantes projeções climáticas para os próximos meses, além de informações sobre a reestruturação do órgão após os eventos meteorológicos extremos registrados em 2024. Também foram detalhadas medidas já implementadas para reduzir riscos e fortalecer a atuação dos municípios diante de possíveis ocorrências relacionadas ao El Niño.

De acordo com o subchefe de Proteção e Defesa Civil, coronel Santiago Soares Dias de Castro, o planejamento estadual vem sendo desenvolvido desde o ano passado. “Desde 2024, o Governo do Estado vem passando por uma constante preparação e pela reestruturação de todo o seu aparato, não apenas a partir de seus órgãos e secretarias, mas também buscando implementar, em conjunto com a sociedade civil, uma nova cultura de gestão integrada de desastres. A Defesa Civil está traçando um planejamento para fazer frente a possíveis desafios climáticos. E contamos com parceiros nessa jornada, a exemplo das concessionárias de serviços públicos”, destacou Dias de Castro.

Próximas etapas

Antes da reunião com as concessionárias, o governo estadual já havia realizado dois encontros internos para acompanhar a execução das medidas de preparação e definir estratégias para os próximos meses.

A próxima etapa ocorrerá na quarta-feira, 17 de junho, quando será realizado um seminário voltado aos 70 municípios que integram a Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil (Crepdec) da Região Metropolitana. Posteriormente, o governo promoverá encontros regionalizados com outros municípios considerados mais vulneráveis aos impactos de eventos meteorológicos extremos.

Foto: Joao Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/06/2026 0 Comentários 162 Visualizações
Cidades

Audiência pública em São Leopoldo discute impactos do El Niño e medidas de prevenção

Por Jonathan da Silva 09/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Câmara de São Leopoldo realizou uma audiência pública para debater estudos, previsões e possíveis impactos do fenômeno El Niño 2026 no município e na região. O encontro na manhã desta segunda-feira (8) e reuniu autoridades, especialistas, representantes da Defesa Civil, entidades da sociedade civil, setor produtivo e comunidade com o objetivo de discutir estratégias de prevenção, preparação e redução de riscos diante de eventos climáticos extremos.

A iniciativa foi proposta pelo vereador Daniel Daudt Schaefer (PL), por meio do Requerimento nº 097/2026 (EXP. 4904), aprovado pelo plenário e subscrito pela maioria dos vereadores da casa. A atividade buscou ampliar o debate sobre os desafios impostos pelas mudanças climáticas e fortalecer ações preventivas voltadas à proteção da população.

Quem esteve presente

Participaram da audiência o prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco (PL); o vereador Daniel Daudt Schaefer, proponente da atividade e líder do governo na Câmara; o professor Délton Carvalho, pós-doutor em Direito Ambiental e dos Desastres pela Universidade da Califórnia e pesquisador afiliado da Universidade de Nova York; a meteorologista Estael Sias, mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP) e sócia-diretora da MetSul Meteorologia; o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL), Filipe Dias Schuck; e o secretário municipal da Defesa Civil, coronel Uberti.

Durante o encontro, especialistas apresentaram estudos, análises e projeções relacionadas aos cenários climáticos previstos para os próximos anos, além de debaterem medidas para reduzir riscos, fortalecer a capacidade de resposta do município e ampliar a proteção das comunidades mais vulneráveis.

Ações da administração municipal

Na abertura da audiência, o prefeito Heliomar Franco apresentou um panorama das iniciativas desenvolvidas pela administração municipal para enfrentar eventos climáticos extremos.

Segundo o prefeito, entre as ações em andamento estão investimentos em obras de drenagem, limpeza e desassoreamento de arroios, manutenção e reforço do sistema de proteção contra cheias, monitoramento permanente de áreas de risco, fortalecimento da Defesa Civil e projetos voltados à ampliação da resiliência urbana.

Heliomar Franco também ressaltou a importância do planejamento preventivo, da integração entre os órgãos públicos e dos investimentos realizados para minimizar impactos de futuras enchentes e ampliar a segurança da população.

Debate sobre riscos climáticos

Durante o debate, os participantes discutiram formas de aprimorar o planejamento municipal, fortalecer os sistemas de prevenção e qualificar as respostas diante de possíveis ocorrências associadas ao El Niño.

O vereador Daniel Daudt Schaefer destacou a importância de aproximar conhecimento técnico e tomada de decisão. “Precisamos transformar informação em prevenção. Reunir especialistas, autoridades e a comunidade é fundamental para compreender os cenários que podem se apresentar e preparar São Leopoldo para enfrentar possíveis adversidades climáticas com mais segurança, eficiência e responsabilidade”, afirmou o parlamentar.

Ao longo da audiência, também foi enfatizada a necessidade de construção conjunta de estratégias voltadas à adaptação climática, à gestão de riscos e à prevenção de desastres.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 180 Visualizações
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