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UNIVALE

Projetos especiais

Acadêmicos da Feevale desenvolvem dispositivo que produz filamento para impressão 3D

Por Jonathan da Silva 08/06/2026
Por Jonathan da Silva

Um grupo de dez acadêmicos dos cursos de Engenharia da Universidade Feevale desenvolveu um dispositivo capaz de transformar garrafas PET em filamento para impressão 3D. Denominado Fipet, o projeto foi criado a partir de uma demanda identificada junto a uma cooperativa de reciclagem de Novo Hamburgo e busca agregar valor ao plástico descartado, ampliando as possibilidades de geração de renda para trabalhadores do setor.

A iniciativa foi desenvolvida ao longo deste semestre nos laboratórios da Universidade Feevale, durante as unidades curriculares Projeto Aplicado I e Projeto Aplicado II, sob orientação das professoras Cristine Kassick e Daiana Arnold. A proposta surgiu após uma visita dos estudantes à Univale, cooperativa de reciclagem localizada em Novo Hamburgo, onde foi identificado o desafio enfrentado pelos cooperados para obter maior retorno financeiro com a comercialização do PET.

Como surgiu o projeto

Segundo a professora Daiana Arnold, os acadêmicos observaram que o PET, um dos materiais mais abundantes na triagem de resíduos, costuma ser comercializado apenas na forma prensada, o que gera baixo retorno econômico para as cooperativas.

Diante desse cenário, o grupo definiu como objetivo desenvolver uma tecnologia acessível que permitisse agregar valor ao material reciclável. O resultado foi o Fipet, um protótipo funcional de baixo custo voltado à conversão de garrafas PET em matéria-prima para impressão 3D.

Como funciona o dispositivo

O equipamento recebe garrafas PET previamente higienizadas e realiza o corte do plástico em tiras finas e padronizadas. Em seguida, por meio de um sistema de aquecimento controlado, essas tiras são transformadas em filamento contínuo, que pode ser utilizado em impressoras 3D.

Segundo a professora Daiana Arnold, a proposta reúne simplicidade operacional e precisão técnica para possibilitar a transformação do resíduo em um produto com valor de mercado superior. “Os benefícios do Fipet vão muito além do ambiente acadêmico e se dividem em duas grandes frentes: reduz o impacto ecológico, ao desviar toneladas de plástico que teriam como destino aterros sanitários, lixões ou a poluição de oceanos; e abre um horizonte inédito de geração de renda para os catadores e cooperados”, comenta Daiana.

Impacto do projeto

Além da redução do descarte inadequado de resíduos plásticos, o projeto pretende ampliar as oportunidades econômicas para cooperativas de reciclagem. Com a tecnologia, os trabalhadores poderão produzir e comercializar filamento reciclado, produto utilizado no mercado de manufatura aditiva e impressão 3D.

A proposta também prevê a capacitação das cooperativas para utilização da própria tecnologia de impressão 3D. Dessa forma, os cooperados poderão fabricar itens como brindes, utilitários e peças de design utilizando o PET coletado nas ruas como matéria-prima.

Próximos passos

O Fipet entra agora em fase de testes e refinamento. O grupo responsável pelo projeto é formado pelos acadêmicos Mateus Becker Stoffel e Everton Gatelli, da Engenharia de Computação; Vitório Wickert, Felipe Closs Mattes, Matheus Henrique Van Der Veen, Guilherme Rocha Brandão, Carlos Felipe Dresch da Cunha e Yuri Scharlau, da Engenharia Mecânica; Daniel Muller de Araujo, da Engenharia Elétrica; e Rafael Lenhardt Diel, da Engenharia Civil.

Segundo a Universidade Feevale, a equipe estuda formas de viabilizar a replicação do dispositivo para ampliar o impacto social da iniciativa e beneficiar outras cooperativas de reciclagem da região.

Foto: Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2026 0 Comentários 77 Visualizações
Projetos especiais

Conexão Verde é destaque no 1º Seminário de Educação Ambiental de Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 03/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Projeto Conexão Verde foi um dos principais temas do 1º Seminário de Educação Ambiental, realizado na noite desta segunda-feira (1º), no auditório do 10º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry, em Novo Hamburgo. Integrando a programação da Semana do Meio Ambiente, o evento reuniu representantes das cooperativas Colabore e Univale, integrantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SMMADU) e membros da comunidade para apresentar resultados da gestão de resíduos sólidos e debater iniciativas voltadas à sustentabilidade. A ação busca ampliar o engajamento da população em práticas de preservação ambiental e fortalecer a reciclagem solidária no município.

Durante o seminário, foram apresentados dados sobre as atividades desenvolvidas em 2025 pelas cooperativas Colabore e Univale. O balanço apontou que cerca de 5 mil toneladas de materiais recicláveis, como vidro, plástico, metal e papel, foram recicladas e deixaram de ser destinadas a aterros sanitários. O resultado contempla o trabalho realizado pelas unidades da Colabore em Novo Hamburgo e São Leopoldo, além da atuação da Univale.

Atuação das cooperativas

A diretora de Limpeza Urbana da Prefeitura de Novo Hamburgo, Cristiane Hermann, destacou a relevância das cooperativas para a cidade e reconheceu o trabalho dos profissionais envolvidos na coleta seletiva. “Quero dizer que o município de Novo Hamburgo tem muito orgulho do trabalho das cooperativas. E quero que vocês lembrem sempre que são protagonistas, que são profissionais e que o trabalho de vocês faz a diferença”, afirmou Cristiane.

O que é o projeto Conexão Verde

Um dos momentos centrais do encontro foi a apresentação do Projeto Conexão Verde, conduzida pela vice-presidente da Cooperativa Colabore, Tássia Rodrigues. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a reciclagem solidária e a gestão sustentável dos resíduos, incentivando a participação da comunidade em ações voltadas à preservação ambiental.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Novo Hamburgo, Anderson Bertotti, ressaltou a importância da atuação conjunta entre poder público, cooperativas e população para ampliar os resultados das ações ambientais no município. “O Conexão Verde representa um passo importante para fortalecer a consciência ambiental e ampliar o envolvimento da comunidade com práticas sustentáveis. Quando famílias, cooperativas e poder público trabalham juntos, conseguimos ampliar o impacto positivo das ações de sustentabilidade em toda a cidade”, destacou o titular da pasta.

Programação continua

A Semana do Meio Ambiente de Novo Hamburgo segue até quinta-feira, dia 4, com atividades promovidas em diferentes locais do município. A programação conta com ações educativas e atividades voltadas à conscientização ambiental.

Foto: Weslei Fillmann/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/06/2026 0 Comentários 77 Visualizações
Cidades

Última fase de estudo com testes rápidos ocorre neste fim de semana em Santa Cruz

Por Gabrielle Pacheco 22/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A primeira pesquisa a estimar o número de pessoas que já contraíram o coronavírus na população terá a quarta e última fase de testes rápidos neste fim de semana em nove cidades do Rio Grande do Sul. Em Santa Cruz, a meta é testar e entrevistar mais 500 pessoas, nos dias 23 e 24 de maio. O estudo inédito, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas a partir de parceria com o Governo do Rio Grande do Sul, concluirá o mapeamento dos casos de coronavírus e o acompanhamento da velocidade de disseminação do contágio no Estado. Ao todo, dois mil santa-cruzenses farão parte dessa análise.

A Diretora de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Santa Cruz (Unisc), Andreia Valim, avalia a pesquisa como uma experiência ímpar para profissionais e estudantes da área da saúde. “Aprendemos muito ao longo das quatro rodadas. Nossos alunos cresceram enquanto profissionais de saúde e desenvolveram segurança nas atividades em campo”, destaca.

De acordo com a diretora, a pesquisa tem como objetivos: estimar o percentual de gaúchos com anticorpos para o coronavírus, avaliar a velocidade de expansão da infecção ao longo do tempo, determinar a porcentagem de infecções assintomáticas ou subclínicas e obter cálculos precisos da letalidade. “Os objetivos estão sendo atingidos e, dessa forma, a pesquisa dá subsídios para a tomada de decisões a nível estadual e nos municípios em que está sendo aplicada”, explica Andreia.

O secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, destaca a importância das pessoas receberem os pesquisadores em suas residências para que a pesquisa seja concluída e, assim, possa contribuir ainda mais com as deliberações do Gabinete de Emergências e com as decisões do prefeito, Telmo Kirst. “São as informações que vêm da comunidade que nos auxiliam a definir as estratégias a serem tomadas para que continuemos agindo, de acordo com dados científicos e conforme orientação de profissionais técnicos, contra o vírus”, detalha.

A pesquisa tem apoio de uma rede de doze instituições de ensino superior públicas e privadas: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA); Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos); Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc); Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ); Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); Universidade Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana); Universidade de Caxias do Sul (UCS); IMED e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Universidade La Salle (Unilasalle).

Os custos do estudo, de R$ 1,5 milhão, têm financiamento da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital, e do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. Os resultados são divulgados por integrantes da coordenação do estudo e do Governo do RS em aproximadamente 48 horas após a finalização de cada rodada do inquérito populacional.

Como funciona

No domicílio, novo sorteio determina o morador que irá realizar o teste. Durante a visita, os entrevistadores – profissionais voluntários da área da saúde – coletam uma amostra de sangue (uma gota) da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos.

Enquanto o resultado é processado, os participantes respondem a um breve questionário de informações sociodemográficas básicas, sintomas da Covid-19 nas últimas semanas, busca por assistência médica e rotina da família em relação às medidas de prevenção e isolamento social.

Se o resultado for positivo, todos os moradores da residência são testados e os pesquisadores entregam um informativo com orientações e repassam o contato dos participantes para acompanhamento e suporte da Secretaria de Saúde do Município.

Em caso de dúvida, os participantes poderão entrar em contato com os órgãos de segurança do de Santa Cruz para checar a abordagem à casa. A Brigada Militar e a Guarda Municipal das localidades estão apoiando o estudo e têm informações sobre os locais de visitação previstos na pesquisa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2020 0 Comentários 555 Visualizações
Cidades

Sabão e solidariedade na luta contra o coronavírus

Por Gabrielle Pacheco 20/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A melhor prevenção no combate ao coronavírus é a higiene das mãos. E para isso, precisamos de sabão. Pensando neste simples ato, a UNIVALE, cooperativa contratada pela Prefeitura de Novo Hamburgo para o serviço de Coleta Seletiva, por meio do projeto Catavida, vem produzindo e distribuindo às comunidades do município sabões em barra feitos a partir do óleo de cozinha, recolhidos nos diversos pontos de coleta da cidade.

Além de reutilizar o óleo de fritura, a cooperativa também reaproveita baldes, para realizar a mistura dos produtos necessários, e também os potes de margarina, para moldar o sabão. Num primeiro momento, os sabões foram distribuídos entre os colaboradores da cooperativa e, posteriormente, às comunidades do município, nos bairros Liberdade, Santo Afonso e Canudos. Ao todo, cerca de 400 unidades de sabão já foram distribuídas.

“Lavar as mãos constantemente é essencial para evitar a contaminação pelo coronavírus. Este gesto de levar este sabão que produzimos às comunidades, de forma voluntária e gratuita, demonstra a solidariedade dos nossos cooperados com a população. Para isso, usamos o óleo de fritura doado pela comunidade e materiais que recebemos na coleta seletiva, que além de deixar de poluir o meio ambiente, transforma-se em algo útil para a sociedade”, comentou o presidente da UNIVALE, Alessandro Alves.

A gerente de Tratamento e Destinação Final de Resíduos, Cristiane Hermann, parabenizou a iniciativa da cooperativa. “Ações como essa renovam as nossas esperanças. Além de um olhar de solidariedade muito gratificante em tempos de pandemia, isso mostra um senso de fraternidade tão grande, que nos emociona demais e não cabe no coração”.

Além do desenvolvimento dos sabões, a UNIVALE também está providenciando máscaras de proteção para serem distribuídas aos que necessitam e não têm condições financeiras de adquirir. As máscaras são confeccionadas em TNT (tecido-não-tecido) e elástico, e estão sendo produzidas pelos cooperados da UNIVALE e por costureiras, parceiras neste projeto, e estão sendo gradativamente entregues às comunidades.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/05/2020 0 Comentários 497 Visualizações

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