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sus

Hospital
Cidades

Hospital de Taquara reabre 14 leitos clínicos pelo SUS

Por Eduarda Ferreira 18/01/2021
Por Eduarda Ferreira

O Hospital Bom Jesus, de Taquara, reabriu 14 leitos clínicos para o atendimento de pacientes por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, a reabertura dos leitos clínicos ocorreu na última terça-feira (12) após reforma na área da unidade de internação. Dessa forma, a instituição tem 38 leitos clínicos em atividade, 14 leitos de saúde mental, 10 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para atendimento de pacientes não Covid-19 e 11 leitos de UTI exclusivamente para Covid-19.

O Hospital Bom Jesus atende as especialidades de oncologia, cirurgia geral e saúde mental. De acordo com a coordenadora da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Ane Beatriz Silva Nantal, esses leitos são fundamentais para a população de Taquara e representa um reforço para a assistência à saúde da população em um momento de pandemia. “O hospital passou por uma revitalização dos leitos clínicos, para garantir melhor acolhimento aos pacientes. Com essa entrega, quem necessitar de internação clínica poderá permanecer no próprio hospital, sem necessidade de transferência para outra instituição da região”, informa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/01/2021 0 Comentários 778 Visualizações
Secretaria
Cidades

Campo Bom anuncia mudança na Secretaria de Saúde

Por Gabrielle Pacheco 16/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

A prefeitura de Campo Bom anuncia, nesta terça-feira (15), a mudança no secretariado referente à Saúde. Assim, a partir de 2021, o atual presidente da Câmara de Vereadores, João Paulo Berkembrock, assume a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Com isso, a então titular da pasta, Suzana Ambros Pereira, avalia como positiva a sua passagem pelo setor: “Encerro um ciclo da minha vida, de dedicação a saúde pública. Agora é um momento de termos renovação de energias, novos olhares sobre a saúde. É uma decisão pessoal, e continuarei a contribuir sempre que necessário, mas dentro da área assistencial, como médica”, diz.

O prefeito de Campo Bom, Luciano Orsi, reconhece a relevância, não apenas profissional, mas também pessoal, de Suzana. “A Dra. Suzana, além de uma profissional incrível, é uma amiga de longa data. Sai por uma decisão pessoal, deixando, como secretaria de saúde, uma contribuição inestimável para a cidade”, pontua. “A partir de 2021 quem assume é o João Paulo Berkembrock, tenho a convicção que ele fará um excelente trabalho e dará continuidade no que já vinha sendo feito”, acrescenta Orsi.

“Agradeço imensamente ao prefeito Luciano, pela oportunidade de fazer a gestão da secretaria e trabalhar com as equipes da saúde, Conselho Municipal de Saúde e toda a população nesses últimos quatro anos. Conseguimos constituir e fortalecer um pouquinho mais o Sistema Único de Saúde (SUS) aqui no município”, reitera Suzana. “Deixo meu desejo de sorte na nova gestão, para o próximo secretário, João Paulo. Que possa dar seguimento ao trabalho construído até aqui e agregar ainda mais para a saúde da comunidade”, finaliza a secretária.

Foto: Jordana Fioravanti/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2020 0 Comentários 886 Visualizações
Operação RS Verão
Cidades

Municípios da serra, fronteira e litoral recebem R$ 1,8 milhão da Operação RS Verão Total 2021

Por Gabrielle Pacheco 25/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Governo do Estado pagou, nesta terça-feira (24), a primeira parcela da Operação RS Verão Total 2021, no valor de R$ 1,8 milhão, previsto na Portaria da Secretaria da Saúde 728/2020. Assim, municípios da Serra, Fronteira e Litoral recebem neste primeiro repasse o equivalente a 50% do valor total, referentes a incentivos nas áreas de vigilância em saúde e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Desta forma, a Operação RS Verão Total destina recursos aos municípios e entidades hospitalares que recebem aumento do fluxo de turistas e da circulação de pessoas na temporada de verão, para dar um aporte aos serviços de saúde que atendem por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, a segunda parcela, incluirá os incentivos à urgência e emergência hospitalar que funcionam como porta de entrada nos municípios de Capão da Canoa, Osório, Rio Grande, Santo Antônio da Patrulha, Torres e Tramandaí. Por fim, o valor total para esta temporada (2020-2021) será de R$ 5,9 milhões.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/11/2020 0 Comentários 648 Visualizações
telemedicina
Saúde

Evento internacional discute o futuro da telemedicina

Por Gabrielle Pacheco 19/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

Se há alguns anos a telemedicina era vista com curiosidade ou alguma incerteza, a pandemia da Covid-19 consolidou sua importância para a saúde. Assim, com a necessidade do distanciamento social, as consultas remotas se disseminaram pelo Brasil, facilitando o acesso da população aos serviços médicos. Além disso, a tecnologia vem sendo utilizada para auxiliar profissionais a compartilhar conhecimento sobre o coronavírus. Porém, ainda existem desafios a superar para que essa modalidade seja uma realidade a todos os brasileiros.

Assim, a expectativa de um futuro cada vez mais digital, com inovações em saúde estão no centro do 1º International Innovation Telemedicine Summit, que acontece de forma virtual neste sábado (21). O evento é promovido pelo Hospital Moinhos de Vento e pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Grandes especialistas internacionais e nacionais compartilharão suas experiências sobre a telemedicina. Entre eles, o australiano Alan Taylor, vice-presidente da Australasian Telehealth Society. Pesquisador dessa modalidade no Brasil e na Austrália, ele avalia que estamos muito à frente de outros países nessa área. Entretanto, ainda existem problemas a serem resolvidos, como a alta exigência de tecnologias para o atendimento. “O SUS precisa de financiamento integral para desenvolver formas de atenção que atendam a todos os brasileiros — pessoalmente e com tecnologia”, afirma Taylor. O evento está com inscrições abertas e gratuitas, que podem ser feitas pelo site https://eventoshmv.proadi-sus.org.br/teleuti/.

Experiências bem-sucedidas

Em parceria com o Ministério da Saúde, o Hospital Moinhos de Vento desenvolve dois projetos de telemedicina. Assim, lançado em 2017, o TeleOftalmo conecta os profissionais da instituição com consultórios de várias regiões do Estado. Em três anos, foram mais de 30 mil atendimentos e mais de 10 mil óculos entregues à população. Além disso, o TeleUTIP tem ajudado a qualificar o serviço de terapia intensiva pediátrica em hospitais do Ceará, Rio de Janeiro e Tocantins. Desde o início do trabalho, foram mais de 7.500 atendimentos, salvando 649 vidas.

Em 2020, com a pandemia, a experiência do TeleUTIP levou à criação do TeleUTI, para auxiliar os serviços de terapia intensiva no enfrentamento da COVID-19. “Conseguimos reduzir pela metade o tempo médio de internação de pacientes graves com a doença, em UTIs de sete hospitais SUS do Rio Grande do Sul ao Pará”, celebra Felipe Cezar Cabral, coordenador médico de Saúde Digital no Hospital Moinhos de Vento.

A instituição também reforçou sua estrutura, permitindo realizar mais de 15 mil atendimentos médicos remotos para pacientes e colaboradores. Além disso, avançou no projeto Regula Mais Brasil, iniciativa colaborativa dos cinco hospitais de excelência pelo Ministério da Saúde, que utiliza a telessaúde para apoiar médicos das unidades básicas e orientar a regulação das filas para consultas na atenção secundária. “Nossos profissionais estão atendendo pacientes do Recife nas especialidades de Cardiologia e Neurologia. Em breve, ampliaremos para a saúde mental. Com os teleatendimentos, estamos conseguindo reduzir a espera e oferecer melhores condições à saúde dos pacientes”, reforça Cabral.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2020 0 Comentários 836 Visualizações
Seminário
Saúde

Seminário internacional debate segurança dos pacientes na Atenção Primária

Por Gabrielle Pacheco 17/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

Fortalecer a atenção primária à saúde (APS) é fundamental para a qualidade do sistema universal. No Brasil, ela é a porta de entrada para o SUS e concentra a maior parte dos atendimentos. Assim, segundo a Organização Mundial da Saúde, esse nível de atenção deveria ser capaz de suprir entre 80% e 90% das necessidades em ações de prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e redução de danos. Com isso, uma parceria entre o Hospital Moinhos de Vento e o Ministério da Saúde promove o Seminário Internacional de Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde, que será realizado de forma online e gratuita nos dias 18 e 19 de novembro, das 14h às 17h. As inscrições podem ser feitas pelo site do Hospital Moinhos.

“Com o volume de atendimento que concentra e com a importância que ela tem no cuidado integral das pessoas, é estratégico trabalhar a segurança do paciente na atenção primária à saúde no SUS”, explica o pediatra e especialista em Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente Tiago Dalcin. O médico é o líder do projeto Formação sobre Segurança do Paciente na Atenção Primária à Saúde, desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).

Além disso, a iniciativa sai do âmbito hospitalar para desenvolver ações de segurança do paciente em todos os estabelecimentos de saúde. Assim, o objetivo é qualificar o atendimento e se enquadrar nas metas internacionais a partir da capacitação de profissionais. “É uma temática universal, que está presente em tudo o que fazemos: identificação correta do paciente, higienização de mãos, uso seguro de medicamentos, dentre outros”, pontua Dalcin.

Programação do seminário

Duas mesas-redondas sobre o contexto nacional e mundial, além de painéis de troca de experiências entre profissionais dos estados compõem a programação do Seminário. Com isso, um dos destaques é a palestra sobre segurança do paciente na APS no Brasil, com Victor Grabois, médico sanitarista que possui formação em Gestão Hospitalar na França; Simone Marchon, nutricionista e especialista em Gestão em Saúde, e Patrícia Sampaio Chueiri, médica especialista em Medicina de Família e comunidade, mestre e doutora em Epidemiologia.

Por fim, a segunda mesa-redonda, voltada à segurança do paciente na atenção primária no mundo, terá como palestrantes Neelam Dhingra Kumar, coordenadora de Segurança do Paciente e Gestão de Risco da Organização Mundial da Saúde; Maria Pilar Astier Peña, especialista em Medicina Preventiva e Saúde Pública e Medicina Familiar e Comunitária, e Amanda Caroline Howe, professora de Atenção Básica e Diretora da Escola Médica Internacional de Norwich, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
17/11/2020 0 Comentários 686 Visualizações
Saúde

Número de ciclistas atropelados aumenta e SUS gasta R$ 15 milhões por ano com traumatizados

Por Gabrielle Pacheco 31/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Quase 13 mil internações hospitalares causadas por atropelamento de ciclistas foram registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2010. É o que mostra levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), que aponta, ainda, para o gasto de R$ 15 milhões todos os anos para tratar ciclista traumatizados em colisão com motocicletas, automóveis, ônibus, caminhões e outros veículos de transporte. Além disso, na última década 13.718 ciclistas morreram no trânsito após se envolverem em algum acidente, 60% deles em atropelamentos.

“No trânsito, o maior deve sempre cuidar do menor, ou seja, o carro motorizado deve ter o cuidado maior com o ciclista”, pondera Antonio Meira Júnior, presidente da Abramet. Para ele, no entanto, é importante que o ciclista também cumpra as regras de trânsito. “É fundamental que conheça as regras de trânsito e cumpra as regras de trânsito. Devem evitar transitar por vias que não oferecem infraestrutura adequada ou sem equipamentos de segurança previstos em lei, como de proteção individual, lanternas, campainhas e espelhos retrovisores”, alerta.

De acordo com a Abramet, os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), ambos do Ministério da Saúde, mostram a urgência de ações que levem ao uso seguro desse meio de transporte. No período analisado, o número de atendimentos hospitalares desse tipo de acidente aumentou 57%, passando de 1.024, em 2010, para 1.610, em 2019. Só neste ano, até junho, pelo menos 690 internações foram registradas no SUS. Segundo o levantamento, 84% dos ciclistas internados eram do sexo masculino e metade dos ciclistas internados tinham entre 20 e 49 anos de idade.

Mesmo com redução do volume de veículos nas ruas e do isolamento social adotado em todo o País devido à pandemia, o número de internações de ciclistas acidentados continuou alto no primeiro semestre. Na comparação com igual período de 2019, as internações tiveram baixa de apenas 13%. “É uma queda pouco expressiva, se considerarmos que o primeiro semestre foi de quarentena. Isso pode estar associado ao aumento de velocidade e à imprudência, impulsionadas por esse momento de menor fiscalização”, avalia Carlos Eid, coordenador do Departamento de Atendimento Pré-Hospitalar da Abramet.

Na última década, houve aumento acentuado no número de internações nos estados do Rio Grande do Norte (1.250%), Pernambuco (678%) e Mato Grosso do Sul (400%). Em termos absolutos, São Paulo lidera com folga o primeiro lugar, com 4.546 internações registradas no período. Na sequência surge Minas Gerais, com 1.379. Roraima se destaca com o menor número de hospitalização de ciclistas por atropelamento: apenas quatro, duas em 2014 e outras duas em 2016, segundo os registros oficiais.

Fatalidade

Para a Abramet, a falta de infraestrutura adequada nas cidades, combinada à falta de campanhas educativas e de prevenção voltadas ao ciclista são o principal motivo do crescimento dos indicadores de vítimas. “É preciso reconhecer que ao longo dos últimos anos houve melhorias na estrutura de algumas cidades, sobretudo em grandes capitais como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, essas mudanças não acompanharam a crescente demanda de pessoas que utilizam as bicicletas como meio de transporte, esporte ou lazer”, complementa Meira Júnior.

Para ele, são necessários espaços físicos diferenciados, mais sinalização e ações educativas que alertem para o fato de que todos fazem parte do trânsito e devem ser respeitados. “Sem isso, esses indicadores continuarão subindo. É preciso uma mobilização do poder público, com o apoio das entidades médicas, para criar ações conjuntas e efetivas para combater este cenário”, acrescenta, frisando que a Abramet pode colaborar nesse esforço.

Os dados mapeados pela entidade indicam que, em média, 850 ciclistas morrem todos os anos por envolvimento em acidente de trânsito. Cerca de 60% das mortes foram registradas nas regiões Sul e Sudeste.

Segundo avaliam os médicos de tráfego, o uso de bicicletas no Brasil, antes associado ao lazer e à prática de exercícios, passou a ser adotado para atividades profissionais, especialmente serviços de entrega, aumentando a população de ciclistas no trânsito. “Diversos fatores estimulam essa migração, como o excesso de congestionamento nos grandes centros, o preço do combustível e o custo módico do veículo. Por isso, a bicicleta tornou-se opção competitiva de transporte, o que exige ainda mais nossa atenção”, disse Carlos Eid.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2020 0 Comentários 554 Visualizações
Saúde

Profissionais que combatem a pandemia demonstram sintomas de exaustão

Por Gabrielle Pacheco 11/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Sintomas compatíveis com exaustão e síndrome de Burnout – este é o resultado preliminar preocupante em 60% dos entrevistados de uma pesquisa realizada com funcionários da área da saúde da cidade de Novo Hamburgo, que atuam na linha de frente do combate à Covid-19. Trata-se do estudo Estresse percebido e saúde mental no enfrentamento à Covid-19 entre profissionais de saúde da linha de frente, vinculado ao mestrado em Psicologia da Universidade Feevale e realizado pelos professores Eduardo Guimarães Camargo, Rogério Lessa Horta e Marcus Levi Lopes Barbosa e pelo acadêmico Pedro José Sartorelli Lantin. Ainda em desenvolvimento, a pesquisa selecionou funcionários indicados pelo Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH), referência no Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento à Covid-19 no município e região.

Na primeira etapa, foram entrevistadas 63 pessoas, sendo 44 profissionais de enfermagem (36 dos quais, de nível técnico), 11 de medicina, um de fisioterapia e sete de apoio. Feito com metodologia mista, por meio de chamadas telefônicas ou chamadas de áudio ou vídeo pelo aplicativo WhatsApp, o estudo aplicou questionários de percepção de estresse e indicadores de saúde mental. Os profissionais também foram convidados a participarem de entrevistas em profundidade, que servirão, ainda, como oferta de escuta qualificada ao longo do período de enfrentamento.

A primeira série de entrevistas foi realizada entre os dias 13 e 20 de junho, o que corresponde ao final da Semana Epidemiológica (SE) 24 e o início da SE 26 – na qual o Estado contava com 25.608 casos, 3.430 hospitalizações e 591 óbitos e Novo Hamburgo, com 30,6 hospitalizações para cada 100 mil habitantes e 5,4 óbitos para cada 100 mil habitantes. Dos profissionais ouvidos, 71% são mulheres, 54 residem fora do município e 79,5% vivem com outras pessoas no mesmo domicílio. Na semana que antecedeu as entrevistas, os profissionais trabalharam 54,1h de trabalho, 35h das quais na linha de frente da pandemia.

Os dados mais preocupantes, de acordo com os pesquisadores, são os que indicam os níveis de estresse e cansaço mental: 40% dos profissionais apresentaram indicações de adoecimento psíquico, por meio de inventários de estimativa de Sofrimento Psíquico, e 41% tiveram nível elevado de Percepção do Estresse. Porém, o que causa mais atenção é o inventário de Burnout, que demonstrou que 60% dos entrevistados manifestaram escores compatíveis com exaustão, e 49%, distanciamento de suas atividades, que é indicativo de redução da capacidade de manter o envolvimento efetivo nas tarefas. Foram identificados 39,7% dos profissionais com escores elevados nestas duas últimas dimensões, o que é compatível com Burnout – que é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante.

Para os professores que conduzem o estudo, as condições específicas da atividade em linha de frente tornam as cargas semanais de trabalho ainda mais extenuantes. De acordo com o professor Rogério Lessa Horta, nas primeiras entrevistas em profundidade já analisadas, foram destacados longos plantões como característica do trabalho e sem intervalos devido à paramentação, que só pode ser retirada no final do turno. “Foram citados, como dificultando a atividade profissional, o uso de equipamentos de proteção individual por um longo período, o isolamento dentro do próprio hospital, pois não se pode acessar outras áreas como copa e banheiros, além do risco da própria contaminação do profissional, além temores e culpa relacionados às famílias, tanto pelo distanciamento, quanto pela proximidade, que aumenta a chance de contágio”, explica.

O que transparece nas entrevistas como alívio para os profissionais, e que pode ser um fator importante para ajudá-los a passar por esse momento, é a união das equipes, como um aspecto que favorece o desempenho no enfrentamento. Poucos estão em atendimento psicoterápico ou utilizam psicofármacos, mas várias solicitações de indicações de serviços de apoio ou atendimento emocional chegaram aos pesquisadores, o que apontaria para uma das futuras ações de enfrentamento do desgaste das equipes. “Inicialmente, recomenda-se avaliar a necessidade de priorizar repouso e intervalos, o que poderá exigir adequações de rotinas e espaços físicos, além de ampliar a oferta de apoio emocional às equipes”, diz Horta, completando que o estudo seguirá, pelo menos, até setembro, mas podendo ser estendido até novembro, a depender de como se comportar a pandemia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2020 0 Comentários 637 Visualizações
Saúde

Todos pela Saúde doa equipamentos de proteção ao sistema público de saúde do Rio Grande do Sul

Por Gabrielle Pacheco 05/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A necessidade de equipamentos de proteção individual (EPIs) foi apontada como uma das mais urgentes pelos 27 secretários de saúde que participaram da reunião promovida pelo Todos pela Saúde, em abril.

De acordo com Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein e especialista membro do Todos pela Saúde, grande parte do problema de atendimento à pandemia, como já demonstrado na Europa, é a falta da proteção individual para equipes de saúde. “Se contaminados, esses profissionais são afastados, prejudicando o atendimento à população.

Klajner lembra que, dentre esses profissionais, muitos que fazem parte do grupo de risco são recrutados para o atendimento na pandemia, especialmente onde a mão de obra em saúde muitas vezes é escassa.

“É fundamental proteger quem cuida. Eu cuido de quem está cuidando e, assim, asseguramos a saúde de toda a população.”

Todos pela Saúde

Lançado em 13 de abril deste ano, o Todos pela Saúde teve um aporte inicial de R$ 1 bilhão, realizado pelo Itaú Unibanco. Com recursos administrados por um grupo de especialistas da área da saúde e ações estratégicas baseadas em premissas técnicas e científicas, a iniciativa se guia por quatro pilares de atuação: informar, proteger, cuidar e retomar.

O Todos pela Saúde é liderado por Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio Libanês, e conta também com a participação de Drauzio Varella, médico, cientista e escritor; Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Anvisa; Maurício Ceschin, ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde; Eugênio Vilaça Mendes, consultor do Conselho dos Secretários de Saúde; Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein; e Pedro Barbosa, presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/08/2020 0 Comentários 546 Visualizações
Cidades

Sapiranga investe em tomografias com contraste realizados na Clínica Intra

Por Gabrielle Pacheco 04/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Prefeitura de Sapiranga, através da Secretaria Municipal de Saúde, adquiriu 200 tomografias com contraste, para serem realizados pela Clínica Intra a partir deste mês. De acordo com a secretaria, o investimento foi de R$ 37.000,00 e a compra das tomografias ocorreu em virtude de o Estado não suprir a demanda, além de existir usuários que necessitam deste exame com brevidade, já que é um exame capaz de identificar diversos problemas como: nódulos, tumores, doenças infecciosas, acidentes vasculares, problemas no sistema nervoso central, problemas na coluna, tórax, abdômen, entre outras. A tomografia com contraste é essencial para que o médico consiga identificar o tratamento adequado para a patologia do paciente.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2020 0 Comentários 948 Visualizações
CidadesSaúde

Prefeitura de Canoas disponibiliza 10 novos leitos de UTI na cidade

Por Gabrielle Pacheco 29/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Mantendo o ritmo de ações para reforço do sistema municipal de saúde, a Prefeitura de Canoas incorporou mais 10 leitos em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) à rede pública. Isso foi possível a partir da chegada de novos respiradores e de adaptações feitas pelo Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), que presta serviços ao município. Deste modo, foram criados dois novos leitos e oito foram convertidos – antes, eram usados pela rede privada – para o uso pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com esta mudança, a cidade passa a ter 100% de sua capacidade de leitos do gênero destinada ao uso da rede pública, o que dá mais fôlego ao sistema municipal. Ao todo, Canoas contabiliza 104 leitos de UTI, que são utilizados para o tratamento da covid-19 e também de outras doenças. Os novos espaços já estão em operação.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, considerando apenas UTIs, a cidade aumentou em quase 30% a sua capacidade. São números que fazem de Canoas o segundo município de sua região com mais leitos de tratamento intensivo, atrás apenas da capital. Levando em consideração também os leitos clínicos, o crescimento foi de mais de 90%, sendo que metade desta ampliação permanecerá de legado para os canoenses.

No SUS, a regulação de leitos, ou seja, a disponibilização para ocupação por enfermos que precisam, é feita pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Os municípios abastecem um sistema gerido pelo estado, informando o quantitativo de vagas e sua respectiva ocupação, e solicitam a liberação de leitos para pacientes quando necessário. Cabe, portanto, a SES o papel de gerenciar de que modo as UTI serão ocupadas e para onde cada usuário do sistema será deslocado para internação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2020 0 Comentários 618 Visualizações
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