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Business

Câmara Setorial tem seu último encontro do ano e reconduz Romeu Schneider à presidência

Por Marina Klein Telles 31/10/2023
Por Marina Klein Telles

Representantes de diversas entidades participaram da 71ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco nesta terça-feira, 31 de outubro, em Brasília. Em formato híbrido, a reunião teve entre as pautas a definição do novo presidente para o próximo biênio. O grupo participante foi unânime na recondução de Romeu Schneider à presidência da Câmara Setorial. Schneider, que também é vice-presidente da Afubra, agradeceu o apoio e disse que permanecerá atento às necessidades de toda a cadeia produtiva.

Romeu Schneider destacou as movimentações feitas nos últimos meses para levar adiante a preocupação do setor com a proximidade da 10ª Conferência das Partes (COP 10), da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), que acontece de 20 a 25 de novembro, no Panamá. “Andamos bastante demonstrando a importância da cadeia produtiva. Há 20 dias da COP 10, não temos ainda uma posição oficial do governo. O que se sabe é uma pré-agenda que ainda não é a definitiva. Estamos no escuro em relação ao tema”, disse.

Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), apresentou os resultados da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CEPA/UFRGS), sobre o Perfil Socioeconômico do Produtor de Tabaco da Região Sul do Brasil. Segundo eles, a pesquisa desfaz as narrativas de antitabagistas em torno da produção de tabaco. “Recebemos muitas críticas por parte dos antitabagistas, que afirmam que o produtor vive em situação de vulnerabilidade. Mas a pesquisa demonstra que 80% dos produtores de tabaco enquadram-se nas classes A e B, enquanto a média geral brasileira não chega a 25%”, destacou.

Ainda segundo ele, a pesquisa também desmonta outras afirmações de quem não conhece o setor do tabaco. “Os números falam por si. No passado podíamos falar em desinformação. Mas hoje, com o acesso que temos, ainda insistir que o setor do tabaco no Brasil desmata, uso muito agrotóxico, usa mão de obra infantil, é atestar total desconhecimento ou má fé ao tratar de uma cultura que é tão importante para milhares de pessoas”, enfatizou Schünke.

O grupo definiu que o estudo completo fosse encaminhado ao Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, bem como à CONCIQ. A pesquisa pode ser acessada na íntegra em: www.sinditabaco.com.br (seção Sobre o Setor, Perfil Socioeconômico).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/10/2023 0 Comentários 597 Visualizações
Política

CONICQ é questionada em mesa redonda na Câmara dos Deputados

Por Marina Klein Telles 26/10/2023
Por Marina Klein Telles

A Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e de seus Protocolos (CONICQ) foi alvo de questionamentos em mesa redonda promovida na Câmara dos Deputados, em Brasília. Com a participação de deputados, de entidades ligadas à cadeia produtiva do tabaco, de lideranças empresariais e de representantes do governo federal, o encontro foi realizado no formato híbrido nesta quinta-feira, 26 de outubro.

Entre as críticas feitas à Comissão, liderada por Vera Luiza da Costa e Silva, estão a falta de publicação do calendário de reuniões e dos documentos em debate; o fato de que os produtores, maiores afetados, não poderem participar dos encontros; a falta de publicação das atas e das deliberações. Entre 20 e 25 de novembro, o Brasil participará da 10ª Conferência das Partes (COP 10), da CQCT, que este ano será realizada no Panamá.

Questionada sobre próximos encontros e sobre a transparência nas deliberações da CONICQ que podem afetar milhares de famílias produtoras do País, Vera se restringiu a comentar que as posições da delegação brasileira são discutidas internamente e têm caráter restrito. Ainda de acordo com ela, posições e negociação do governo brasileiro são de domínio restrito até que sejam negociadas. “A CONICQ não tem caráter deliberativo, nada será decidido sem o consentimento do presidente da República”, frisou.

Segundo ela, a produção de tabaco não será abordada na COP 10 e essa questão não faz parte do tratado. “Não há menção a nenhuma ação que impacte diretamente a cadeia produtiva”. Ao mesmo, tempo, ela afirma que “a demanda mundial pelo tabaco está caindo progressivamente. Estamos aqui para fazer com que essa transição seja a menos dolorosa possível a médio e longo prazo”, disse.

Sobre a possibilidade de participação na Conferência, Vera foi enfática. “Temos tido uma política muito rigorosa de não permitir a entrada nas COPs de pessoas que não sejam credenciadas e que tenham conflito de interesse. O secretariado, sediado na OMS, tem a possibilidade de negar a participação, por ter algum tipo de relação pública com a indústria”, comentou. Em edições anteriores, foram expulsos da conferência parlamentares, representantes de entidades ligadas aos produtores e até jornalistas que foram fazer a cobertura do evento.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/10/2023 0 Comentários 643 Visualizações
Variedades

Câmara Setorial do Tabaco gaúcha tem encontro preparatório à COP 10

Por Marina Klein Telles 26/10/2023
Por Marina Klein Telles

Promovida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento de Governança e Sistemas Produtivos, foi realizada, em formato híbrido, a Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, nesta quarta-feira, 25 de outubro, em Porto Alegre.

Romeu Schneider, presidente da Câmara, abriu o encontro e listou a série de agendas com ministérios e a recente participação em audiência pública realizada pela CONICQ para abordar as preocupações em torno a 10ª Conferência das Partes (COP 10), da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), que acontece de 20 a 25 de novembro, no Panamá.

Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), apresentou os resultados da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CEPA/UFRGS), sobre o Perfil Socioeconômico do Produtor de Tabaco da Região Sul do Brasil. “Recebemos muitas críticas por parte dos antitabagistas, que afirmam que o produtor vive em situação de vulnerabilidade. Mas a realidade confronta essas afirmações. Segundo mostra a pesquisa, 80% dos produtores de tabaco enquadram-se nas classes A e B, enquanto a média geral brasileira não chega a 25%”, destacou. Os principais resultados da pesquisa estão disponíveis em: www.sinditabaco.com.br

Segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), dos 1.191 municípios da Região Sul do Brasil, 490 produziram tabaco na safra 2022/23. O total de famílias envolvidas chega a 125 mil, com renda bruta estimada em quase R$ 11 bilhões. “Comparativamente, o rendimento de um hectare de tabaco equivale a 6,37 hectares de soja e de 7,66 hectares de milho. Esse resultado é importante para pequenos produtores e explica porque muitos deles optam pelo tabaco, considerando o perfil da agricultura familiar e o fato de que muitos deles produzem em terrenos acidentados, que não são passíveis de mecanização ou de ampliação de área”, comentou Schneider.

A Abertura da Colheita do Tabaco faz parte dos eventos oficiais do Estado e a expectativa é de que seja realizado no Parque da Expoagro Afubra, no município de Rio Pardo, no dia 1º de dezembro, com a participação de autoridades. Ficou registrado pelo grupo o pedido para que o governador do Estado, Eduardo Leite, participe do momento, celebrando a abertura de mais uma safra.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/10/2023 0 Comentários 511 Visualizações
Variedades

SindiTabaco presente na 38ª Oktoberfest

Por Marina Klein Telles 25/10/2023
Por Marina Klein Telles

Quem passeou pelo Parque da 38ª Oktoberfest de Santa Cruz do Sul (RS), pode visitar o estande-estufa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) dentro da feira. O espaço esteve aberto ao público para visitação e no local os visitantes puderam conferir as principais ações do setor em ESG, além de registrar a lavoura de tabaco no jardim.

De acordo com o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, além de ser um momento de contato dos visitantes com o setor do tabaco, é também um período para confraternizar com os mais diversos segmentos da sociedade. De 05 a 22 de outubro, a entidade realizou diversos eventos no local, quando recebeu industriais, amigos da indústria, além de representantes da FIERGS, do judiciário, da segurança, de entidades ligadas ao agronegócio e de órgãos de imprensa  

Fotos: Junio Nunes/divulgação | Fonte: Assessoria
25/10/2023 0 Comentários 636 Visualizações
Variedades

Renda per capita mensal do produtor de tabaco é o dobro da média brasileira

Por Marina Klein Telles 20/10/2023
Por Marina Klein Telles

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por meio do Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (CEPA/UFRGS) divulgou o relatório com os resultados da segunda edição da pesquisa Perfil socioeconômico do produtor de tabaco da Região Sul do Brasil. Assim como a primeira edição, realizada em 2016, o estudo foi encomendado pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e conduzido no período entre 30 de junho a 20 de julho de 2023, em 37 municípios produtores de tabaco que compõem a Região Sul do Brasil.

Coordenada pelo Prof. Dr. Luiz Antonio Slongo, a pesquisa contou com o apoio do Prof. Dr. Rafael Laitano Lionello (ESPM/SP) e dos doutorandos Lucas Dorneles Britto (PPGA/UFRGS) e Nathalia Soares Brum de Mello (PPGA/UFRGS), além de técnicos da universidade. A coleta de dados foi feita com base em entrevistas pessoais, realizadas na residência dos produtores. A população considerada para esse estudo foi composta por produtores de tabaco da Região Sul e, para efeitos de amostra, considerou-se um total de 1.145 casos, com erro amostral máximo de 2,9%.

Acesse a pesquisa completa

Os resultados da pesquisa apontam para uma boa condição socioeconômica dos produtores de tabaco da Região Sul do Brasil. “Verifica-se um bom acesso a itens de conforto doméstico, bem como a itens relacionados às condições de higiene e saúde. Tais condições são facilitadas por um bom nível de renda familiar e per capita, as quais se mostram bem superiores às médias nacionais, bem como por um bom acesso à informação e à atualização. Constata-se ainda na pesquisa que os produtores apresentam um elevado grau de satisfação com a sua condição de agricultor e, em especial, por ser produtor de tabaco. Esta constatação é ratificada pela boa autoavaliação que eles fazem da sua condição de vida”, conclui Slongo.

Segundo o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, os resultados reafirmam a importância econômica e social do tabaco no meio rural. “Em muitos momentos temos ouvido que o produtor de tabaco vive em uma situação de vulnerabilidade, mas a pesquisa desmonta essa narrativa. Assim como aconteceu em 2016, os resultados não surpreendem quem conhece o setor do tabaco, mas eles vão impressionar quem ainda consome informações com fontes ideológicas”, afirma Schünke.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/10/2023 0 Comentários 572 Visualizações
Business

Delegação do Zimbábue visita a região para conhecer as práticas do setor do tabaco

Por Marina Klein Telles 15/09/2023
Por Marina Klein Telles

Quase uma década depois de receber a visita de executivos da ECLT Foundation (Eradicating Child Labour in Tobacco Foundation), fundação para a eliminação do trabalho infantil na cultura do tabaco com sede na Suíça, em outubro de 2013, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), recebeu a visita de uma delegação do Zimbábue que viajou ao Brasil por intermédio da ECLT para acompanhar os avanços em ESG.

O encontro fez parte de uma série de visitas realizadas entre 11 e 15 de setembro a uma das maiores regiões produtoras de tabaco do mundo, o Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Participaram da agenda onze representantes das seguintes entidades: Tobacco Industry Marketing Board (TIMB), órgão regulador do tabaco no Zimbábue; Ministry of Public Service, Labour and Social Welfare (MOPSLSW), do governo federal; do Zimbabwe Tobacco Association (ZTA), representação dos produtores; e do Tobacco Leaf Exporters Association of Zimbabwe (TLEAZ), representação das indústrias; bem como do Tobacco Research Board.

Iro Schünke, presidente do SindiTabaco, recebeu a delegação na segunda-feira, 11 de setembro, na sede da entidade. “O Brasil, além de ser há 30 anos o maior exportador de tabaco no mundo, é também uma referência na produção sustentável e modelo para outros países no que diz respeito ao Sistema de Integração e as ações que permeiam essa parceria no âmbito social, ambiental e econômico”, observou o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke.

O executivo da entidade listou exemplos, como ações voltadas à saúde e segurança dos produtores, de logística reversa de embalagens de agrotóxicos, de reflorestamento e diversificação, entre outros. A agenda contemplou ainda um momento especial para conhecer uma das maiores iniciativas do setor para o combate ao trabalho infantil: o Instituto Crescer Legal. “Em 2023, completamos 25 anos de combate ao trabalho infantil e temos muitos motivos a comemorar. O Instituto Crescer Legal é uma iniciativa do setor que já tem apresentado grandes resultados e está fazendo a diferença para as futuras gerações”, comentou.

Além do SindiTabaco, a delegação visitou a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o Instituto Crescer Legal, empresas associadas ao SindiTabaco que possuem operações no Zimbábue, o laboratório de biodiversidade da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) e a Fundação de Proteção Ambiental de Santa Cruz do Sul (Fupasc).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/09/2023 0 Comentários 708 Visualizações
Variedades

Campo em Debate apresenta a defesa do setor do tabaco para a COP 10

Por Marina Klein Telles 01/09/2023
Por Marina Klein Telles

Com o tema O tabaco é agro: a expectativa para a COP 10, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), participou na quarta-feira, 30 de agosto, do programa Campo em Debate, na Casa RBS TV, na programação da 46ª Expointer, em Esteio (RS). O evento foi transmitido ao vivo pelo canal GZH, no Youtube e contou com a mediação da jornalista Gisele Loeblein.

Ela abriu o debate trazendo os números da produção de tabaco no Rio Grande do Sul, sendo seguida pela participação do presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher. “Chegamos a quase 600 mil pessoas que vivem, diretamente da cultura. Em média, a renda do tabaco corresponde a 51%, e é complementada com diversificação. A média da propriedade é de 10,5 hectares. Nessa pequena extensão de terras, os produtores rurais sustentam suas famílias e utilizam, em média, apenas 3,29 hectares para o tabaco. Pouca área com tabaco proporciona uma excelente renda aliada à diversificação. Na última safra, a renda bruta do produtor chegou a R$ 88 mil per capita por família, em média, e ainda tem a renda da diversificação”, ressaltou.

A diversificação é um dos temas que tem sido tratados pelos países que assinaram a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas como debater diversificação do produtor sem envolver os principais interessados? A falta de transparência e de inclusão do setor produtivo nos debates foi um dos pontos centrais do debate em torno da participação do Brasil, no mês de novembro, da 10ª Conferência das Partes (COP 10) da CQCT.

Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) falou sobre as preocupações do setor em torno do evento. Para o executivo, a ausência de representantes do setor produtivo nas discussões é um símbolo emblemático.  “É lamentável que nem mesmo a representação dos produtores possa participar. A falta de transparência e a completa falta de diálogo entre as partes tornam os eventos unilaterais e, portanto, totalmente ditatoriais”, comenta Schünke.

O presidente do SindiTabaco também ressaltou que os países tem autonomia para adotar as recomendações advindas da COP. “O Brasil, no entanto, tem se mostrado, ao longo desses últimos anos, protagonista na adoção dessas medidas, o que é um paradoxo considerando que somos o maior exportador mundial de tabaco há 30 anos e o segundo maior produtor, atrás somente da China”, destacou o executivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/09/2023 0 Comentários 691 Visualizações
Variedades

Subcomissão da ALRS faz encaminhamentos para a defesa do setor do tabaco

Por Marina Klein Telles 30/08/2023
Por Marina Klein Telles

A 46ª Expointer, em Esteio, foi o local escolhido para a entrega oficial do Relatório Final da Subcomissão em Defesa do Setor do Tabaco e de Acompanhamento da COP 10, vinculada à Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), na terça-feira, 29 de agosto.

Representantes da cadeia produtiva, autoridades e lideranças políticas e empresariais acompanharam a entrega do documento das mãos do presidente da subcomissão, deputado Marcus Vinicius, ao presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, deputado Luciano Silveira.

O documento é resultado de um trabalho de 90 dias quando foram coletadas informações sobre o setor em audiências públicas promovidas pela Subcomissão em seis municípios gaúchos – Santa Cruz do Sul, Camaquã, Venâncio Aires, Rio Pardo, Candelária e Arroio do Tigre. O relatório será agora submetido à aprovação da Comissão da Agricultura até o dia 12 de setembro.

Encaminhamentos propostos pelo documento

1 – Criação de um grupo de trabalho com representantes de agricultores, empresas, governos estaduais e municipais, visando à participação efetiva na formação da posição brasileira na COP-10;

2 – Garantia de que governos e organismos públicos e privados cumpram os termos da declaração interpretativa da Convenção-Quadro para não prejudicar o livro comércio e a cadeia produtiva;

3 – Recusa de adoção de posturas prejudiciais ou proibitivas aos produtores e ao comércio de produtos ilícitos de tabaco por parte dos organismos do governo;

4 – Evitar a implementação de novos impostos e tributos que aumentem a carga sobre a cadeia produtiva durante debates sobre reforma tributária;

5 – Implementação rigorosa de ações de fiscalização e combate ao contrabando, descaminho, pirataria e falsificação de produtos do setor do tabaco;

6 – Adoção regulamentada de novas tecnologias, como tabaco aquecido e cigarro eletrônico com nicotina de tabaco, para preservar a cadeia produtiva;

7 – Retirada de campanhas governamentais que façam alegações infundadas sobre crimes ambientais e ocupação inadequada de terras pela fumicultura;

8 – Reconhecimento da importância econômica e social do tabaco pelo parlamento estadual por meio da apresentação de um Projeto de Lei;

9 – Mobilização e participação de agentes estatais e parlamentares em atividades da COP 10 por meio de missões oficiais.

“Não vamos admitir que em pleno 2023 tenhamos deputados barrados na porta de um evento realizado com dinheiro público, como ocorreu em outros anos. E já fica nosso recado ao governo federal que aqui no Rio Grande do Sul não vamos aceitar restrições à produção de tabaco”, enfatizou o deputado Marcus Vinícius durante o evento.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, participou do evento e está otimista com a demonstração de apoio e defesa da continuidade da produção e exportação. Para Schünke, o documento será uma ferramenta importante na defesa da cadeia produtiva. “Esse é um momento muito positivo, porque é um momento democrático. Todos puderam se expressar, todos os elos da cadeia produtiva foram ouvidos, assim como todos os partidos políticos puderam se expressar. Essa caminhada foi um exemplo de democracia e é exatamente o contrário do que temos visto nas COPs, que considero a pior ditadura que existe, onde o nosso negócio é discutido e não podemos participar”, disse o executivo.

Tabaco é agro

Segundo o levantamento da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a safra 2022/2023 superou 605 mil toneladas e a comercialização do produto rendeu quase R$ 11 bilhões aos 125 mil produtores da Região Sul do Brasil. Ainda de acordo com a Afubra, o faturamento médio de um hectare de tabaco se equivale a 6,19 de soja ou a 7,55 hectares de milho.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/08/2023 0 Comentários 572 Visualizações
Business

Tabaco integra debate do Mapa Econômico do RS

Por Marina Klein Telles 04/08/2023
Por Marina Klein Telles

Com o painel ‘Desafios e Oportunidades Econômicas para a Região Centro e Vales’, o Jornal do Comércio promoveu nesta quinta-feira, 3 de agosto, a segunda edição do evento ‘Mapa Econômico do RS’, no auditório da Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), em Santa Cruz do Sul (RS). Iro Schünke, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) foi um dos debatedores convidados para o evento, junto a Flávio Haas, vice-presidente regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), e de Eneo Karkuchinski, CEO do Grupo Imec. A mediação foi feita por Guilherme Kolling, editor-chefe do JC.

O presidente do SindiTabaco abriu o painel falando da importância econômica do tabaco para a região. “Em Santa Cruz do Sul, 70% da arrecadação vem do setor do tabaco. Mas ele é também importante para a região e para o Rio Grande do Sul, maior produtor e exportador do Brasil. Cerca de 90% do tabaco produzido na Região Sul do Brasil é processado em Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, saindo daqui para os portos”, comentou.

Flávio Haas, reforçou a defesa da cadeia produtiva e fez um chamamento às lideranças. “Sabemos da importância do tabaco para o produtor, sabemos da competência de quem dirige esse setor. Desejamos que a indústria do tabaco se perenize aqui, mas é preciso investir também na diversificação da nossa economia. Precisamos buscar sinergia com outros setores do agronegócio, junto à indústria da transformação”, avalia.

Indicadores de Tabaco

– Quase 50% do tabaco produzido no RS está nas regiões dos Vales e Centro;

– Dos 192 municípios produtores de tabaco no Rio Grande do Sul, 42 estão na Região dos Vales e muitos deles se destacam no ranking de maiores produtores;

– 150 mil toneladas produzidas, em média, nos últimos anos na região dos Vales, o que representa a metade do total produzido no RS e 25% de toda a Região Sul do Brasil;

– 33 mil produtores de tabaco nos Vales, quase 145 mil pessoas envolvidas; 65 mil no Rio Grande do Sul e um total de 290 mil pessoas envolvidas;

– R$ 2,5 bilhões de receita aos produtores dos Vales; R$ 5 bilhões no RS;

– 25 mil empregos gerados pela indústria no Estado;

– Divisas de 2 bilhões de dólares, em média, nos últimos anos, sendo que 80%, em média, é exportado pelo Porto de Rio Grande.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2023 0 Comentários 664 Visualizações
Business

Ministro do Desenvolvimento Agrário recebe representantes do setor do tabaco

Por Marcel Vogt 14/07/2023
Por Marcel Vogt

Comitiva formada por representantes da cadeia produtiva do tabaco se reuniram nesta quinta-feira, 13 de julho, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, em Brasília, para abordar as preocupações do setor acerca da 10ª Conferência das Partes (COP 10) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). O grupo foi formado pelo presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke; o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner; o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Giuseppe Lobo; e o diretor executivo do Sindicato da Indústria do Tabaco no Estado da Bahia (Sinditabaco–BA), Marcos Souza. 

 

O grupo destacou a relevância econômica e social da produção e exportação do tabaco para o Brasil e endereçou a preocupação com a posição brasileira que será levada ao Panamá, especialmente no que tange a uma possível interferência no cultivo do produto. O ministro, por sua vez, deixou muito claro ao grupo de que é favorável à regulação atual ao setor, mas contrário à substituição da cultura. Segundo Teixeira, o produtor deve ter assegurado o direito ao plantio do tabaco, especialmente diante dos bons resultados econômicos para o País. Ele ainda fez uma recomendação para que o setor invista mais na produção com bioinsumos. 

 

Iro Schünke, presidente do SindiTabaco, aproveitou a visita para informar sobre as pesquisas que demonstram que a cultura do tabaco está entre as que menos demandam agrotóxicos. “As empresas têm investido no controle biológico de pragas e buscado as melhores soluções quando o assunto é saúde e segurança do produtor”, comentou. Ele também reforçou o entendimento acerca da regulação brasileira. “Entendemos as questões de saúde que envolvem o nosso produto, mas enquanto houver demanda precisamos preservar o emprego e a renda gerada pela cadeia produtiva”, disse Schünke.  

 

Por que tabaco?

 

Além da garantia de venda do produto, a renda é fato determinante. Na última safra, a receita auferida pelos mais de 128 mil produtores de tabaco no Sul do Brasil ultrapassou R$ 9,5 bilhões. O último Censo Agropecuário, realizado em 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que 3,9 milhões de propriedades rurais do Brasil foram caracterizadas como pertencentes à agricultura familiar no período e a produção nesses estabelecimentos gerou receita total de R$ 107 bilhões, uma média de R$ 27,4 mil por propriedade. Para efeitos de comparação, na safra 2016/17, somente com o cultivo do tabaco, o produtor recebeu, em média, R$ 40,5 mil, montante 32% acima da média brasileira. Há de se considerar ainda que, por ser diversificado, o produtor de tabaco aufere outras receitas, mas o tabaco se destaca nos rendimentos da pequena propriedade: apesar de ter ocupado apenas 17% da área da propriedade no período, o tabaco representou, em média, 52% da receita do produtor, segundo a Afubra.  

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/07/2023 0 Comentários 591 Visualizações
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