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Regulamentação

Cidades

Nova Petrópolis regulamenta transporte por aplicativo

Por Jonathan da Silva 21/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Nova Petrópolis publicou no Diário Oficial do Município de 15 de julho a Lei nº 5.677/2026, que estabelece novas regras para o transporte remunerado privado individual de passageiros por aplicativos. Sancionada pelo prefeito Daniel Carlos Michaelsen (Republicanos), a legislação entrou em vigor na data da publicação e determina o cadastramento obrigatório das plataformas e dos motoristas, além de ampliar a fiscalização sobre o transporte clandestino. A medida busca organizar a prestação do serviço e reforçar a segurança dos usuários.

A nova legislação exige que as Operadoras de Tecnologia de Transporte (OTTCs) realizem cadastro prévio junto à Secretaria Municipal de Planejamento, Coordenação, Trânsito e Habitação. O credenciamento passa a ser obrigatório para que as plataformas possam operar regularmente no município.

Regras para motoristas e veículos

Entre as exigências para os condutores estão Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B ou superior com observação de Exercício de Atividade Remunerada (EAR), certidão negativa de antecedentes criminais e contratação de Seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros (APP).

Os veículos utilizados no serviço deverão ter, no máximo, 10 anos de fabricação, além de estarem com o licenciamento e o DPVAT em dia.

Combate ao transporte clandestino

A legislação determina que todas as viagens sejam solicitadas exclusivamente por meio de aplicativos cadastrados, que deverão permanecer conectados durante todo o percurso. Chamadas realizadas diretamente por WhatsApp ou por aplicativos derivados, sem a intermediação da plataforma credenciada, passam a ser consideradas transporte clandestino.

O secretário municipal de Administração, Paulo Marcos Schwantz, afirma que a regulamentação prioriza a proteção dos passageiros. “A segurança do passageiro é o nosso objetivo principal com essa medida. Quando alguém opta por viajar com um motorista clandestino ou combina uma corrida por fora, perde a rastreabilidade e a garantia sobre a procedência do condutor, as condições reais de manutenção do veículo e a cobertura de seguro em caso de acidente, correndo riscos desnecessários”, pontua o titular da pasta.

Penalidades previstas

Segundo a Coordenação Municipal de Trânsito, a fiscalização também abrangerá a divulgação de serviços considerados irregulares. O transporte clandestino estará sujeito à multa de 300 Unidades de Referência Municipal (URMs), equivalente a R$ 1.542,00, na primeira infração. Em caso de reincidência, a penalidade passa para 600 URMs, o equivalente a R$ 3.084,00, além da suspensão do direito de operar no município caso a irregularidade persista.

A lei também proíbe a captação de passageiros fora das plataformas digitais e o uso de publicidade externa nos veículos, como adesivos com telefones, placas, painéis ou wind banners. A divulgação de serviços por cartões, panfletos ou meios digitais também configura infração, sujeita à multa de 60 URMs, correspondente a R$ 308,40, aplicada tanto ao responsável pelo transporte quanto ao responsável pela publicidade.

Além das penalidades municipais, os infratores poderão responder por transporte clandestino de passageiros, infração gravíssima prevista no artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com multa de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e remoção do veículo pela Brigada Militar ou pelos agentes de trânsito.

Regulamentação

O poder executivo terá prazo de 90 dias para regulamentar os procedimentos detalhados de execução da fiscalização. Com a entrada em vigor da Lei nº 5.677/2026, fica revogada a Lei Municipal nº 5.509, de 15 de maio de 2025.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Cidades

Prefeitura de Estância Velha busca regularizar uso de patinetes elétricos em vias públicas

Por Jonathan da Silva 07/08/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que autoriza e regulamenta o uso de patinetes elétricos em vias públicas da cidade. Proposto pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo (Sedeit), o texto tem como objetivo estimular um modelo de mobilidade urbana sustentável e não poluente, alinhado à Política Nacional de Mobilidade Urbana prevista na Lei Federal nº 12.587.

Pelo projeto, o uso de patinetes elétricos compartilhados será permitido apenas para maiores de 18 anos e exclusivamente de forma individual, sendo vedado o transporte de passageiros, cargas ou animais. A circulação será liberada em vias com limite de até 40 km/h, desde que o patinete não ultrapasse 20 km/h. Em ciclovias, ciclofaixas, parques e faixas compartilhadas, a velocidade máxima deverá ser de 20 km/h. Em áreas de lazer, como praças e calçadas com faixas compartilhadas devidamente sinalizadas, o limite será de 6 km/h. Fica proibida a circulação em calçadas de qualquer dimensão.

Objetivo seria atrair turismo e ampliar lazer

O projeto também busca ampliar as opções de lazer e atrair visitantes. “Nossa cidade tem espaço e locais adequados, com certeza teremos um ganho muito grande explorando essas novas possibilidades”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo de Estância Velha, Gabriel Berlitz.

Alternativa urbana e sustentável

A Prefeitura pontua que patinetes elétricos são apontados como alternativa viável para deslocamentos curtos, com potencial para reduzir congestionamentos, ruído urbano e emissões de poluentes. Segundo a proposta, também contribuem para a descentralização do trânsito e podem ser úteis para conectar áreas fora da cobertura do transporte coletivo tradicional. O projeto prevê que o estacionamento dos equipamentos deverá ocorrer apenas em locais autorizados e devidamente sinalizados.

Foto: Richard Silva/PMEV/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2025 0 Comentários 371 Visualizações
Cultura

Gramado autoriza 15 artistas de rua a se apresentarem em espaços públicos

Por Jonathan da Silva 04/08/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Gramado concedeu autorização para que 15 artistas de rua atuem em diferentes pontos turísticos da cidade. A medida foi oficializada após reunião realizada na semana passada pela Secretaria da Cultura do município serrano, com objetivo de regulamentar o uso de espaços públicos conforme a Lei Municipal Nº 3426, de 19 de agosto de 2025.

Os artistas estão autorizados a se apresentar na Praça Major Nicoletti, Praça das Etnias, Lago Negro, Rua Torta e Rua Coberta – esta última temporariamente fora do rodízio devido à realização de eventos públicos. A ocupação dos espaços ocorrerá em sistema de rodízio, levando em conta o uso, a lotação dos locais e a experiência proporcionada aos turistas e moradores.

Valorização da arte de rua local

O secretário da Cultura de Gramado, Jonas da Silva, destacou a relevância da medida. “A Secretaria da Cultura reforça seu compromisso com a valorização da arte de rua, reconhecendo a importância cultural e turística das apresentações que integram a experiência de quem visita a cidade”, afirmou o titular da pasta.

Já a procuradora-geral do município, Mariana Melara Reis, explicou que a regulamentação busca garantir critérios claros para o uso dos espaços. “As novas regras não restringem o exercício da arte de rua em Gramado, mas definem critérios mais claros e democráticos para o uso dos espaços, especialmente em locais de grande circulação”, destacou Mariana.

Importância da regulamentação para os artistas

Entre os contemplados está o músico violoncelista Neto Carvalho, que avaliou a medida como um avanço para a categoria. “É uma regulamentação extremamente importante, pois o aval do poder público, com uma liberação formalizada, representa um respaldo ao nosso trabalho e gera uma sensação de segurança”, comentou o artista.

A autorização passa a valer imediatamente para os artistas que apresentaram a documentação exigida pela administração municipal.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2025 0 Comentários 464 Visualizações
Cidades

Novo Hamburgo prepara decreto para regulamentar uso de espaços públicos por entidades

Por Jonathan da Silva 26/06/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Novo Hamburgo está elaborando um decreto para regulamentar a concessão de uso de espaços públicos por entidades, associações e organizações. A medida, que segue diretrizes da Lei Municipal nº 52/1990, visa definir fluxos internos, critérios técnicos e garantias legais para formalização de cessões e eventuais retomadas de imóveis.

Atualmente, mais de 150 imóveis públicos municipais estão ocupados sob diferentes formas de cessão, como permissão de uso, comodato, concessão e cessão formal. O novo decreto será conduzido em parceria entre a Secretaria Municipal de Gestão, Governança e Desburocratização (SMGGD) e a Procuradoria-Geral do Município (PGM).

Alinhamento com a legislação federal

Além da regulamentação local, a proposta também busca compatibilidade com a Lei Federal nº 14.133/2021, que estabelece normas gerais para licitações e contratos administrativos. A nova legislação federal exige dos municípios a revisão de procedimentos e instrumentos utilizados em suas relações com terceiros.

Neste momento, a administração municipal afirma estar focada na revisão do conteúdo do decreto e na estruturação das equipes técnicas que atuarão na gestão dos processos administrativos.

Diálogo com as organizações

De acordo com a secretária de Gestão, Governança e Desburocratização de Novo Hamburgo, Andrea Schneider Pascoal, a proposta tem como meta fortalecer a relação entre o poder público e as organizações da sociedade civil. “A expectativa é consolidar um modelo padronizado, justo e transparente, que respeite a função social dos imóveis públicos e valorize o papel desempenhado pelas organizações da sociedade civil”, afirmou a titular da pasta.

Segundo Andrea, o processo será conduzido com observância da legislação e diálogo com as entidades ocupantes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2025 0 Comentários 332 Visualizações
Variedades

SindiTabaco lança relatório sobre produção e defende regulamentação de novos produtos

Por Jonathan da Silva 15/05/2025
Por Jonathan da Silva

Responsável por 12,5% das exportações do Rio Grande do Sul e por gerar R$ 11,8 bilhões em renda para produtores, o setor do tabaco apresentou, neste mês de maio, o Relatório Institucional 2025, elaborado pelo SindiTabaco. Com o título “Tabaco – Olhar para o Futuro”, a publicação reúne dados sobre a produção, exportações, perfil socioeconômico dos produtores e as perspectivas do setor frente à regulamentação de novos produtos, como os Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs).

O documento aponta que o Brasil segue como o maior exportador mundial de tabaco há mais de 30 anos, e destaca o fortalecimento do Sistema Integrado de Produção, além de ações de responsabilidade social como as promovidas pelo Instituto Crescer Legal, que completa 10 anos em 2025.

Com dados sobre o perfil socioeconômico dos produtores, o relatório revela que 80% pertencem às classes A e B. Também são abordados temas como sustentabilidade, uso de defensivos agrícolas, reflorestamento e combate ao trabalho infantil.

Posição sobre os DEFs

Um dos focos da publicação é o posicionamento do setor frente à regulamentação dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar, atualmente proibidos no Brasil. Segundo o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, enquanto outros países regulamentam o uso desses produtos, o Brasil mantém a proibição, o que, segundo ele, “expõe os consumidores a produtos que colocam a saúde em risco e enriquecem o crime organizado”.

Thesing defende uma mudança na política nacional sobre o tema. “Regulamentar é proteger o consumidor, gerar empregos, tributos e permitir que os produtores brasileiros participem de um novo mercado global”, afirmou o presidente da entidade.

O relatório está disponível no site do SindiTabaco e pode ser consultado por interessados em acompanhar os dados e as propostas do setor.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2025 0 Comentários 422 Visualizações
Saúde

Egresso da Feevale participa de regulamentação no Conselho Federal de Farmácia

Por Jonathan da Silva 05/03/2025
Por Jonathan da Silva

O farmacêutico César Augusto Miorelli Campos, egresso do curso de Farmácia e mestre em Toxicologia e Análises Toxicológicas pela Universidade Feevale, participou da elaboração e defesa de uma resolução do Conselho Federal de Farmácia (CFF) que regulamenta o uso da aromaterapia no Brasil. A medida, aprovada em Plenária Pública em Brasília neste mês, estabelece diretrizes para a atuação dos profissionais da área no atendimento clínico e na responsabilidade técnica em indústrias e estabelecimentos voltados ao uso de óleos essenciais.

Campos foi convidado a atuar como especialista técnico na revisão, apresentação e defesa da resolução. Sua experiência inclui atuação no Grupo Técnico de Trabalho (GTT) de Produtos de Interesse para a Saúde (PICs) do Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF-RS) entre 2021 e 2023. Em 2024, assumiu um cargo no Departamento de PICs da Associação dos Farmacêuticos do RS (Afargs) e também é membro da Associação Brasileira de Aromaterapia e Aromatologia (Abraroma), onde colabora em grupos técnicos da área.

Impacto da regulamentação

Com a publicação da resolução, os farmacêuticos passam a contar com respaldo normativo para atuar na aromaterapia de maneira segura e fundamentada. Segundo Campos, a regulamentação fortalece a presença dos profissionais farmacêuticos no setor. “A aromaterapia e o uso de óleos essenciais estão em alta na sociedade. A resolução coloca o profissional farmacêutico como um protagonista balizador de um uso seguro e racional dos óleos essenciais, contribuindo para a saúde da população”, afirma o farmacêutico.

Reconhecimento profissional

Campos destacou a importância de sua formação acadêmica para sua atuação na regulamentação da aromaterapia e ressaltou a relevância da participação nesse processo. “Participar dessa resolução foi extremamente importante na minha vida, é uma realização pessoal e profissional muito grande. Receber as parabenizações de colegas de trabalho, professores e pessoas que me auxiliaram ao longo do meu trajeto formativo e servem de inspiração é muito importante. Tenho muito orgulho de ter participado desse processo”, conclui o egresso da Feevale.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/03/2025 0 Comentários 466 Visualizações
Variedades

Santa Cruz mobiliza lideranças quanto à regulamentação de cigarros eletrônicos

Por Marina Klein Telles 05/02/2024
Por Marina Klein Telles

Foi realizada, na manhã da última sexta-feira, 2, no Salão Nobre do Palacinho da Praça da Bandeira, uma reunião entre prefeitos e representantes de entidades para debater a Consulta Pública 1.222/2023, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, que propõe manter no país a proibição dos dispositivos eletrônicos para fumar. A mobilização foi chamada pela prefeita de Santa Cruz do Sul, Helena Hermany, que defende a regulamentação da produção nacional dos cigarros eletrônicos como forma de promover a cultura do tabaco em âmbito nacional.

Participaram os prefeitos de Vera Cruz, Gilson Becker; de Rio Pardo, Rogério Monteiro; de Venâncio Aires, Izaura Landim; de Vale do Sol, Maiquel Silva; de Sinimbu, Sandra Backes; vice-prefeito de Pantano Grande, Paulo Fernando Pires Junior; e os representantes das prefeituras de Vale Verde, Claudio Froemming, e Passo do Sobrado, Claudio Hansel. Também marcaram presença, em apoio à causa, secretários municipais e lideranças de sindicatos e associações.

A abertura das manifestações foi da prefeita de Santa Cruz do Sul, que destacou que os cigarros eletrônicos, mesmo tendo sua comercialização, importação e propaganda proibidos pela Anvisa desde 2009, seguem sendo abertamente consumidos no país. “Existe uma visão distorcida de algumas pessoas e organizações, que não levam em conta a importância da produção do tabaco para a renda de trabalhadores da agricultura e das indústrias. Precisamos nos mobilizar para defender a cadeia produtiva do tabaco, pelo que ela representa para o desenvolvimento de toda a nossa região”, disse Helena Hermany.

Em consonância com a fala da prefeita foi o pronunciamento do presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schunke, que destacou a importância da força política na defesa desta pauta que, segundo ele, impacta diretamente a economia nacional. “A Anvisa, proibindo a produção e comercialização no Brasil, está fazendo com que empresas daqui deixem de produzir, o que se reflete na geração de empregos, renda e também na arrecadação de impostos para os municípios”, afirmou.

Nas manifestações, Helena Hermany e Iro Schunke pediram aos prefeitos presentes que disseminem em seus municípios a Consulta Pública, que segue aberta até o próximo dia 09 de fevereiro e possibilita que a sociedade civil opine sobre a regulamentação dos dispositivos através do preenchimento de um formulário eletrônico (https://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/955171). Em Santa Cruz do Sul, os cidadãos que não são familiarizados com o uso da internet poderão preencher o abaixo-assinado por escrito na recepção do Palacinho, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Convidado para se manifestar enquanto representante do Sindicato Rural, o vereador Bruno Faller mencionou que os cigarros eletrônicos estão em uso há muito tempo no país, o que incentiva o comércio ilegal. “O contrabando se fortalece com esta proibição da produção nacional”, frisou. Da mesma forma, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Santa Cruz do Sul, Cesar Cechinatto, avaliou a proibição como um ato de “desinteligência”, destacando que em cerca de 80 países, “com agências reguladoras tão – ou até mais -rigorosas quanto a Anvisa”, os dispositivos eletrônicos para fumar já são regulamentados.

Em defesa da causa, também fez questão de se pronunciar o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher. “Com certeza, se não fizermos nada, já temos uma definição certa, mas enquanto estivermos presentes para reclamar daquilo que está injusto para os nossos produtores, podemos ter talvez uma decisão satisfatória, com a regulamentação do que hoje está ilegal no Brasil”, disse, parabenizando a mobilização dos proponentes e dos participantes do ato.

Foto: Jaime Fredrich/divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2024 0 Comentários 707 Visualizações
Variedades

Assembleia Legislativa quer regulamentar apostas esportivas eletrônicas

Por Marcel Vogt 24/04/2023
Por Marcel Vogt

Com tendência de transformações significativas para o mercado de apostas no país, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou, nesta segunda-feira (24), a Subcomissão que irá discutir a Regulamentação de Apostas Esportivas Eletrônicas. Vinculada à Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, o grupo de trabalho será relatado pelo deputado Marcus Vinícius de Almeida (PP), proponente da coalizão.

De acordo com o parlamentar, o tema é muito debatido em âmbito nacional, mas está distante da realidade dos Estados e municípios. “Com a regulamentação, abre-se uma janela de oportunidade para que as atuais e novas empresas do nicho se instalem em definitivo no Brasil. Se a legislação estadual não acompanhar esse processo, não se atualizar em igual sintonia e velocidade, o Rio Grande do Sul não estará preparado para ser atrativo e recepcionar a chegada desses investimentos. Um ambiente desburocratizado, com liberdade econômica e segurança jurídica é o caminho para não desperdiçarmos essa chance”, disse.

Na cerimônia de instalação, Marcus Vinícius reforçou que a proposta do relatório da subcomissão é fornecer subsídios com o olhar gaúcho sobre o tema para o Congresso Nacional. Para o deputado, a subcomissão tem o objetivo de estimular e fomentar o empreendedorismo no Rio Grande do Sul e complementa: “Também se trata de uma mobilização para que os tributos advindos do setor não fiquem somente com a União. Sabemos como funciona Brasília em situações de crises. Toda vez que uma ideia disruptiva da nova economia surge, se utiliza esse mecanismo para arrecadar mais”, afirmou. Marcus Vinícius avalia que a pretensão de arrecadar entre R$ 12 bilhões e R$ 15 bilhões com um novo sistema de tributação das casas de apostas no país.

O Diretor Presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), André Gelfi, ressaltou que o fórum de discussões é inédito e extraordinário. “É o começo de algo extremamente necessário. A regulamentação trata de segurança para o apostador, arrecadação e irá colaborar para o controle da manipulação de resultado no esporte”, categorizou. André destacou que, atualmente, as empresas estão fora do Brasil, enfatizando que o país, até o momento, com a não regularização, perde oportunidades de empregos e receitas.

Sobre a subcomissão

Com a duração regimental de 120 dias, a Subcomissão pela Regulamentação de Apostas Esportivas Eletrônicas, de acordo com o proponente, ouvirá autoridades do governo federal, estadual, municipais, clubes e as instituições que operam jogos e apostas no Brasil. Ao final, será enviado um relatório à Comissão de Economia da Casa Legislativa, à Secretaria da Fazenda e a outros órgãos competentes.

Foto: Celso Bender/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/04/2023 0 Comentários 514 Visualizações

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