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prevenção

Cultura

Músicos se mobilizam em favor da prevenção ao coronavírus

Por Gabrielle Pacheco 25/03/2020
Por Gabrielle Pacheco

Nomes de destaque da cena musical do blues, do folk e do rock gaúcho, como Luciano Leães, Jei Silvano, Fernando Noronha, Gustavo Telles, João Maldonado, Bebeto Alves, Marcelo Gross, Edu Meirelles e Luciano Albo, além do músico paulista Thunderbird, responderam ao chamado da diretora do Instituto Estadual de Música (IEM), Cida Pimentel, e gravaram mensagens de conscientização sobre as medidas de prevenção à pandemia do Covid-19. O material em video está disponivel no site ou nas redes sociais da Casa de Cultura Mario Quintana.

Foto: Rafael Cony/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/03/2020 0 Comentários 703 Visualizações
Variedades

Governo anuncia suspensão das aulas da rede estadual a partir da quinta-feira

Por Gabrielle Pacheco 16/03/2020
Por Gabrielle Pacheco

O governador Eduardo Leite anunciou, na manhã desta segunda-feira (16), novas medidas para conter a propagação do coronavírus no Rio Grande do Sul, que serão reunidas e publicadas em um novo decreto.

Entre as ações tomadas está a suspensão das aulas da rede estadual a partir da quinta-feira, 19, pelo período de duas semanas, prorrogáveis em caso de necessidade. A recomendação é para que a rede privada e os municípios tomem a mesma estratégia de forma a evitar aglomerações.

“Não há motivo para pânico. Todas essas políticas estão sendo estabelecidas para retardar o avanço do vírus.”

Outras medidas adotadas pelo governo envolvem a suspensão de eventos do governo do Estado com mais de cem pessoas e a recomendação para que outros eventos com esse porte sejam adiados ou cancelados em todo o Estado; a determinação de teletrabralho para servidores públicos estaduais com mais de 60 anos, grávidas ou com doenças crônicas, com algumas exceções, como funcionários de saúde e segurança pública, e o chamamentos de servidores dessas áreas que estejam em férias ou licença conforme necessário.

Também foi adiado em 120 dias o recadastramento de servidores aposentados e pensionistas. Os servidores aposentados, pela maior idade, estão no grupo de risco e devem evitar exposições desnecessárias.

“Não há motivo para pânico. Todas essas políticas estão sendo estabelecidas para retardar o avanço do vírus. É uma demonstração importante para que as pessoas redobrem os cuidados e possamos diminuir a velocidade da disseminação do coronavírus e, assim, mantenhamos os casos complexos dentro da capacidade de atendimento da nossa rede de saúde”, explicou o governador em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

“Não podemos esperar que não teremos casos de Covid-19 no RS. Mas podemos diminuir o contato social entre as pessoas, diminuindo a exposição ao vírus e, assim, avançará mais lentamente”, acrescentou o governador com base em estudos realizados pelas equipes da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

Nesta segunda-feira e nos próximos dois dias, a rede estadual fará reuniões para se preparar para que essa suspensão ocorra com o mínimo transtorno possível aos alunos e aos pais e para programar como as escolas operarão durante a paralisação. O governo também ressalta que, neste período de duas semanas, os alunos receberão tarefas para serem feitas em casa e que, por enquanto, não está prevista a antecipação das férias.

Além disso, o governo do Estado fará reuniões com representantes municipais, do setor de transportes e da iniciativa privada para que sejam adotadas medidas em todas as instâncias de forma a evitar aglomerações e deslocamento simultâneo de muitas pessoas em ambientes públicos e/ou coletivos.

“Estamos atuando com vigilância e serenidade e não hesitamos em tomar medidas drásticas, mas vamos fazê-las de acordo com a necessidade no nosso Estado. Repito: não há motivo para pânico e correria. Manteremos a normalidade, apenas com redução de exposição, menor circulação em espaços compartilhados, especialmente de grandes grupos em ambientes fechados, procurando cuidar de nós mesmos para protegermos os outros, principalmente os dos grupos de risco. Por isso, é fundamental a prevenção a partir da chamada etiqueta respiratória e da higienização frequente dos locais”, ressaltou o governador.

Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini | Fonte: Assessoria
16/03/2020 0 Comentários 461 Visualizações
Business

Fimec confirmada: Fenac cria plano de ações extraordinário para o evento

Por Gabrielle Pacheco 02/03/2020
Por Gabrielle Pacheco

A 44ª edição da Fimec está confirmada para ocorrer de 10 a 12 de março nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo. Frente à situação mundial do coronavírus, a Fenac, junto com a Secretaria de Saúde de Novo Hamburgo (SMS), Vigilância Sanitária e o médico infectologista Renato Cassol, que está atuando como consultor do evento, criou um plano extraordinário para a feira, visando à saúde de todos colaboradores, visitantes e expositores, além da população do Município.

O plano foi traçado em reunião na última sexta-feira (28), entre Fenac, Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária e se dará através de três etapas: treinamento de todas as equipes que trabalharão no evento; investimentos em adaptação de ambulatório e equipamentos com produtos especiais; conscientização dos expositores e visitantes, com divulgação de informações de prevenção e distribuição de álcool gel para todo o público.

“O objetivo da Fenac é realizar uma feira exemplar e segura.”

Dentro desta semana, a Vigilância Sanitária dará início aos treinamentos. As equipes de limpeza, atendimento do ambulatório (que contempla técnicos de enfermagem, enfermeiro e médico) e recepção receberão capacitações com medidas indicadas para esta ocasião. “A Fimec tem 21 horas. Serão 21 horas de limpeza. Aumentamos o número de pessoas trabalhando nesta área e investiremos em equipamentos e produtos para a segurança do público”, ressalta o diretor-presidente da Fenac, Marcio Jung.

Ele ainda destaca o perfil do público do evento. “O expositor europeu, normalmente, tem representante no Brasil, e sua ausência não implica na diminuição da qualidade nos estandes, porque as equipes de representantes e funcionários brasileiros destas empresas serão capazes de fazer o atendimento aos seus clientes. O objetivo da Fenac é realizar uma feira exemplar e segura”, enfatiza Jung.

O secretário de saúde, Naasom Luciano, afirma que, além de atuar dentro da feira, a Secretaria elaborará um instrumento com medidas para a rede hoteleira, comércio e restaurantes. “Estamos montando locais de referência na cidade para possíveis atendimentos, além de ter um espaço dentro da Fimec para a conscientização dos expositores e visitantes. O objetivo é a prevenção e o atendimento rápido em caso de necessidade”, pontua.

Veja o que contempla o plano criado especialmente para o evento:
1- Adaptações no Ambulatório existente dentro dos pavilhões;
2- Estande da SMS dentro da feira para orientações e conscientização;
3- Distribuição de álcool gel para todo o público, além de instalação de dispensadores do produto nas dependências dos pavilhões;
4- Investimento em máscaras N95/PFF2, em caso de necessidade;
5- Aumento na equipe de higienização e capacitação deste público pela Vigilância Sanitária;
6- Higienização intensa em corrimãos, maçanetas, mesas e banheiros;
7- Disponibilizar todas as medidas tomadas, além de orientações de prevenção no site fimec.com.br;
8- Promover, através de recursos de áudio, aviso com indicações de prevenção e orientações para o público nos três idiomas;
9- Reforçar fortemente a conduta dos expositores e visitantes para que não compartilhem objetos pessoais;
10- Contratação de UTI móvel com médico, enfermeiros e técnicos especialistas;
11- Reforçar fortemente a conduta de expositores para que não tenham em seus estandes: chimarrão, oferta de alimentos em bandejas (neste caso, os mesmos deverão ser embalados individualmente e lacrados) e, em caso de oferta de bebidas, somente em copos descartáveis e de uso individual;

Serviço

O quê: 44ª Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec)
Quando: 10 a 12/03, das 13 às 20 horas
Onde: Fenac, Rua Araxá, 505, bairro Ideal, Novo Hamburgo

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2020 0 Comentários 581 Visualizações
Saúde

Empresa norte-americana anuncia primeira vacina contra o novo coronavírus

Por Gabrielle Pacheco 27/02/2020
Por Gabrielle Pacheco

A farmacêutica norte-americana Moderna anunciou nesta semana a primeira vacina contra o novo coronavírus. O primeiro lote da vacina foi enviado a pesquisadores do governo dos Estados Unidos, que deve começar a fazer os primeiros testes experimentais em humanos a partir de abril.

O desenvolvimento da vacina foi em tempo recorde: 42 dias, segundo a empresa. Duas doses da vacina serão testadas em um grupo de 20 a 25 voluntários saudáveis. O objetivo é observar se a quantidade de dose aplicada será suficiente para combater o vírus.

Apesar da velocidade com que foi produzida, a vacina não deve chegar tão rápido ao mercado. Isso porque são necessários vários testes até a aprovação e disponibilização, o que pode levar de 12 a 18 meses, segundo o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid) dos Estados Unidos.

A China é outro país que divulgou uma possível vacina contra o coronavírus, que surgiu no país asiático e já infectou quase 80 mil chineses. Ao todo, mais de 2,5 mil pessoas morreram no país.

No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (26) o primeiro caso de coronavírus. O infectado é um homem de 61 anos, que veio da Itália, país que mais registrou casos e mortes pela doença na Europa.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
27/02/2020 0 Comentários 460 Visualizações
Saúde

Um milhão de novos casos de ISTs surgem por dia no mundo

Por Gabrielle Pacheco 03/02/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um milhão de novos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são contabilizados no mundo, todos os dias. A informação é do último boletim da Organização Mundial da Saúde – OMS, e diz respeito às enfermidades curáveis em epidemia mundial – gonorréia, sífilis, clamídia e tricomoníase. Dados do Ministério da Saúde indicam que a tendência de elevação no número de casos de ISTs também é notada no Brasil.

Sífilis é doença que mais se destaca, com 158 mil notificações no país, em 2018, que é o ano mais recente que o Ministério da Saúde disponibilizou dados completos. A situação é pior entre os jovens com idade entre 15 e 29 anos, responsáveis pela maior parte dos registros de contágio. A coordenadora-geral de vigilância das ISTs do Ministério da Saúde, Angélica Espinosa Miranda, explica que, com os avanços dos tratamentos, os jovens perderam o medo de se contaminar, abandonando, assim, o principal meio de prevenção das infecções, a camisinha.

“As ISTs são doenças antigas e começaram a ter alguma repercussão maior no início da epidemia da Aids, que também é uma IST. Os números da epidemia da Aids, com a gravidade dos sintomas, fizeram com que as pessoas tivessem mais medo de pegar a doença ou de pegar qualquer outra IST. Só que essa geração mais jovem não teve contato com aqueles casos tão pesados da Aids do início da epidemia. Assim, você acaba sendo displicente no uso da prevenção. As pesquisas mostram que os jovens perderam o medo da contaminação por uma IST e acabam não usando tanto o preservativo.”

“As pesquisas mostram que os jovens perderam o medo da contaminação por uma IST e acabam não usando tanto o preservativo.”

As ISTs são causadas por mais de 30 vírus e bactérias e, se não forem tratadas, podem acarretar graves e crônicos problemas à saúde, como câncer, aborto, infertilidade, problemas neurológicos e cardiovasculares, levando, inclusive à morte. Além disso, uma pessoa portadora de alguma Infecção Sexualmente Transmissível tem 18% de chance a mais de contrair HIV, já que a imunidade dela é reduzida. Angélica Espinosa chama a atenção, ainda, para as facilidades que, atualmente, a população encontra para adquirir métodos preventivos, já que as camisinhas e vacinas são distribuídas gratuitamente nas Unidades de Saúde de todo o país.

“Para evitar uma IST, é muito importante que você use o preservativo em toda relação sexual. A gente tem o preservativo masculino e tem o preservativo feminino, os dois são distribuídos, sem custos, pelo Ministério da Saúde e pelos estados e municípios.” Algumas ISTs podem ser transmitidas durante a gravidez e parto, pelo contato com sangue infectado ou compartilhamento de agulhas para uso de drogas injetáveis. No entanto, o contágio é mais comum pelas vias sexuais sem uso do preservativo, como sexo vaginal, anal ou oral.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/02/2020 0 Comentários 664 Visualizações
Saúde

Perda auditiva é a 4ª maior causa de deficiência no mundo

Por Gabrielle Pacheco 13/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 19% da população apresenta algum grau de perda auditiva. No entanto, estudos demostram que a prevenção, a identificação precoce do problema e uma reabilitação adequada podem reduzir o transtorno, promovendo mais qualidade de vida.

Segundo o Dr. Eduardo Bogaz, otorrinolaringologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o impacto negativo deste quadro na vida de uma pessoa é substancial.
Quando a perda acontece durante a infância, o desenvolvimento da criança pode ser comprometido, sobretudo na escola. “Já na vida adulta, é comum relatos de isolamento social, restrições no crescimento profissional, dificuldade de se relacionar e depressão”, destaca.

O que causa a perda auditiva?

O médico afirma que fatores como infecções, perfurações do tímpano, uso indevido de tecnologias e barulho intenso no trabalho estão entre as causas mais comuns do problema e, quando não diagnosticado a tempo, podem ser irreversíveis. “Aproximadamente 60% dos problemas que levam à perda de audição podem ser prevenidos”, complementa. A perda da audição pode acontecer de maneira repentina ou gradual, dependendo da causa. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas.

“Aproximadamente 60% dos problemas que levam à perda de audição podem ser prevenidos.”

Principais sintomas

Bogaz lembra que muitos pacientes procuram ajuda apenas quando o problema já atingiu um nível elevado. No entanto, é possível identificar sinais mais sutis no dia-a-dia, que ajudam no diagnóstico precoce:

  • Dificuldade em identificar sons à distância;
  • Necessidade de aumentar o volume do rádio ou da televisão, mesmo quando o ambiente está silencioso;
  • Dificuldade de conversar em ambientes barulhentos;
  • Insegurança ao dirigir devido à dificuldade de identificar sons dos outros veículos ou sinais de alerta;
  • Dificuldade de conversar ao telefone;
  • Presença de zumbido em um ou nos dois ouvidos;
  • Irritação ou impaciência ao falar devido à dificuldade de entender o que os outros dizem.

Como tratar

A partir do diagnóstico, o tratamento será recomendado pelo especialista e pode variar de acordo com o grau do problema e a história do paciente. Entre as opções, o paciente pode se beneficiar realizando terapia da fala, reabilitação auditiva, uso de aparelhos, implantes cocleares e outros dispositivos.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
13/01/2020 0 Comentários 578 Visualizações
Saúde

Novo Hamburgo zera fila para a primeira mamografia em exames de rotina

Por Gabrielle Pacheco 09/12/2019
Por Gabrielle Pacheco

A fila de espera para realizar a primeira mamografia, nos exames de rotina e prevenção, está zerada no sistema público de saúde de Novo Hamburgo. Por meio da organização de fluxos com a aplicação da tecnologia, as pacientes que recebem a requisição do médico ginecologista podem realizar o exame em até sete dias depois da consulta com o especialista. Com o agendamento na rede pública de Novo Hamburgo, até outubro foram feitos 7.105 mamografias.

O trabalho de regulação através do sistema informatizado foi fundamental para zerar a fila de espera por mamografia, como explica a diretora de Governo Eletrônico, Tatiana Soares de Souza. “A organização passou por reunir todas as solicitações que estavam no sistema e outras que ainda não estavam lançadas. Ao juntar todo este número, tivemos condições de saber com precisão qual era a necessidade em termos de quantidade. A partir de então, organizamos o fluxo”, diz Tatiane.

O secretário municipal de Saúde, Naasom Luciano, explica que o processo de zerar a fila vai ao encontro de buscar realizar sempre o melhor serviço possível. Por meio de campanhas e alertas, diz ele, há a conscientização e o poder público responde com a oferta dos exames. “A gente continua trabalhando para implementar ferramentas de controle e oferecer mais celeridade às respostas que o paciente precisa”, diz o secretário. Ele reforça que um ponto essencial para isso é a estruturação do setor de regulação para que se respeite a fila e as prioridades. “Isso significa que existe um profissional de saúde habilitado para regular o serviço”, pontua Naasom.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
09/12/2019 0 Comentários 518 Visualizações
Saúde

Retinopatia diabética atinge 40% dos brasileiros

Por Gabrielle Pacheco 29/10/2019
Por Gabrielle Pacheco

Diabetes tipo 2 será a próxima epidemia global – é o que consideram os especialistas. Para se ter uma ideia, segundo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, os casos da doença aumentaram em 61,8% no Brasil. No mundo, já são mais de 387 milhões de diabéticos, e a expectativa é que esse número aumente em 150%. O diabetes é uma doença crônica, que aumenta as taxas de açúcar no sangue e pode levar a complicações graves quando não controlada. Uma delas é a retinopatia diabética, considerada a maior causa de cegueira de pessoas jovens em todo o mundo.

Dados de 2018 da Sociedade Brasileira da Diabetes mostram que 40% dos pacientes que têm diabetes podem desenvolver a doença, uma vez que a grande maioria não sabe sobre seus riscos. Para o médico oftalmologista João Guilherme Oliveira de Moraes, especialista em retina e vítreo e idealizador do Retina do Bem, projeto de combate à retinopatia diabética, além da falta de conhecimento, o grande problema é que a doença é assintomática, o que faz com que muitos casos sejam diagnosticados tarde demais:

“A retinopatia diabética é uma doença que não apresenta sintomas específicos e a grande maioria dos pacientes com diabetes nem sabe desse risco. Por isso, o exame periódico de fundo de olho é tão importante para pacientes diabéticos”, avalia.

A retinopatia diabética afeta os vasos sanguíneos do olho e, se não diagnosticada e contida a tempo, ela deposita um material anormal nas paredes dos vasos da retina – fundo do olho –, causando o estreitamento e até bloqueio dos mesmos, além do enfraquecimento de suas paredes, o que pode causar deformidades chamadas de microaneurismas. São esses microaneurismas que acabam rompendo e levando à hemorragia, o que pode causar a cegueira. A retinopatia diabética se apresenta de duas formas, exsudativa ou proliferativa, e ambas podem causar perda parcial ou total da visão.

“No primeiro caso, a hemorragia e a gordura afetam a mácula, que é a responsável pela visão central, usada para a leitura. Já no segundo caso, acontece a proliferação de novos vasos atípicos, os ‘neovasos’, os quais são extremamente frágeis e também podem causar hemorragia. Além disso, esses ‘neovasos’ podem atingir o interior do olho, podendo causar não só dificuldades de enxergar, como a destruição da retina”, esclarece o especialista.

A principal causa da retinopatia diabética é o diabetes mellitus; é ele que impede o nosso corpo de fazer o uso adequado dos alimentos, principalmente o açúcar, elevando seus níveis na corrente sanguínea. Quanto a prevenção, o médico lembra que não existem segredos: alimentação adequada, uso dos remédios prescritos, prática de exercícios físicos e consultas periódicas acompanhadas do exame de fundo de olho podem evitar maiores problemas.

Hoje, graças ao avanço da tecnologia, existem tratamentos capazes de interromper a progressão da doença, como a fotocoagulação por raio laser, que cauteriza as regiões afetadas, evitando o processo de hemorragia. Em alguns casos, porém, pode ser necessária a realização de cirurgia de vitrectomia. “Quanto mais cedo é o diagnóstico, maior é a probabilidade de sucesso no tratamento. Apesar de não existir uma cura para a retinopatia diabética, ela pode ser controlada. Por isso, ter conhecimento sobre o assunto é o primeiro passo para a prevenção”, finaliza Moraes.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
29/10/2019 0 Comentários 837 Visualizações
Saúde

Santa Cruz reforça o cuidado contra sífilis

Por Gabrielle Pacheco 17/09/2019
Por Gabrielle Pacheco

Diante do número de pessoas diagnosticadas com sífilis apenas neste ano em Santa Cruz do Sul, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) chama atenção para a importância dos cuidados para evitar a doença. Entre janeiro e o início de setembro, foram registrados 128 casos. Embora o número seja inferior ao constatado no mesmo período de 2018 – quando foram 187 -, a situação ainda é preocupante.

A coordenadora do Centro Municipal de Atendimento à Sorologia (Cemas), enfermeira Micila Chielle, afirma que falta cuidado quanto às formas de prevenção da doença. “A sífilis também pode ser adquirida por via oral, é preciso proteção. De forma geral, as pessoas não estão usando preservativos.”

Das 128 pessoas diagnosticadas neste ano, apenas sete contraíram sífilis ainda durante a gestação. De acordo com a coordenadora do Cemas, não há um perfil determinado para os pacientes que contraem a doença. “De adolescentes a idosos, não tem sexo nem idade. Aparecem de todas as faixas etárias e classes sociais.”

Em Santa Cruz do Sul, o tratamento está disponível em todos os postos de saúde e no Cemas. Entretanto, Micila chama atenção para as desistências dos pacientes. “Os motivos são diversos. Falta de consciência da gravidade da doença, falta da cultura do autocuidado ou porque a medicação é injetável e dolorosa”, conta. Para evitar o problema, ela destaca a conscientização da importância do uso de preservativo e de uma conduta sexual responsável.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/09/2019 0 Comentários 529 Visualizações
Saúde

Ministério da Saúde inicia o combate ao Aedes aegypti

Por Gabrielle Pacheco 13/09/2019
Por Gabrielle Pacheco

O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (12), a nova campanha de combate ao Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Neste ano, a ação foi adiantada para o mês de setembro, antes do período de chuvas no país e para que os gestores estaduais, municipais e toda a sociedade tenham tempo para mobilização.

Com o tema “E você? Já combateu o mosquito hoje? Proteja a sua família”, o governo chama toda a população para agir, de forma efetiva. O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ressaltou, durante o lançamento da mobilização, em Brasília, a necessidade de um combate permanente aos criadouros do vetor.

“É muito comum a gente ver as pessoas fazerem mutirões durante a epidemia. Lógico, precisa? Precisa. Mas se tivesse feito cedo, com certeza, o risco de epidemia teria sido muito menor. Há uma noção muito grande de que essas doenças são basicamente de comportamento nosso em relação ao meio ambiente”, afirmou.

As doenças em números

O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde mostra que, até o dia 24 de agosto deste ano, foram registrados mais de 1,4 milhão de casos de dengue no Brasil. Em comparação a 2018, o crescimento foi de mais de 599%. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 690,4 casos por 100 mil habitantes. Segundo o levantamento, entre as Unidades da Federação com casos da doença, destacam-se Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

A febre chikungunya registrou alta de 44,2% no comparativo. Foram 110,6 mil casos até agosto. No último ano, esse número foi de 76,7 mil. A taxa atual de incidência foi de 53,1 casos por 100 mil habitantes. Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte são os estados que mais concentram notificações.

Os casos de zika também apresentaram aumento: 47,1%. Do início do ano até agosto, foram registrados 9,8 mil casos contra 6,6 mil registrados no mesmo período de 2018. A taxa de incidência foi de 53,1 casos por 100 mil habitantes. Tocantins, Rio Grande do Norte, Alagoas e Espírito Santo são os estados que mais concentram notificações da doença.

Ao todo, 650 mortes foram causadas pelas três doenças em todo o Brasil: 591 por dengue, 57 por chikungunya e duas por zika.

Alternativas de prevenção

Para prevenir a proliferação do Aedes nas residências e prédios, o Ministério recomenda tirar 10 minutos do dia para verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal, em calhas ou dentro de casa. O armazenamento de água pode até ser feito, mas de maneira que impeça o mosquito de depositar os ovos, ou seja, com os recipientes bem tampados. É necessário ainda descartar o lixo em local adequado, não acumular no quintal ou jogar em praças e terrenos baldios.

Secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, destaca que o atual período de seca é ideal para se fazer essa prevenção.

“Estamos, agora, com a oportunidade de eliminar focos nos vasinhos de plantas, eliminar os criadouros no domicílio. A recomendação é tirar 10 minutos por dia, da sua rotina, ao chegar em casa do trabalho, ou durante o final de semana, checar esses locais onde o mosquito pode ter depositado ovos e que no contato com a água pode crescer um mosquito”, destacou.

As ações de prevenção e combate ao mosquito, realizadas pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, são permanentes. A execução das visitas dos agentes de endemia para eliminação dos criadouros é de responsabilidade dos gestores locais.

O Ministério oferece apoio técnico e insumos para o combate ao vetor nos estados e municípios. Segundo a pasta, os recursos para as ações de Vigilância em Saúde, incluindo o combate ao Aedes aegypti, cresceram nos últimos anos, passando de R$ 924,1 milhões, em 2010, para R$ 1,9 bilhão em 2018. Este recurso é destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
13/09/2019 0 Comentários 577 Visualizações
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