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prevenção

Variedades

Trensurb volta a operar até às 23h20

Por Gabrielle Pacheco 08/10/2020
Por Gabrielle Pacheco

A partir de amanhã, 8, os serviços da Trensurb retomam o horário de fechamento das estações até às 23h20. Desde 1º de março, em função da pandemia do novo coronavírus, o horário de fechamento das estações havia sido alterado para as 22h. A avaliação da empresa é que, apesar da demanda reduzida, diversos serviços voltaram a funcionar até mais tarde, gerando demanda de usuários após o horário atual de operação.

A oferta atual de trens não terá alteração: nos horários de pico são 25 trens rodando simultaneamente, muito próxima da oferta normal pré-pandemia, com até 26 trens simultâneos. No momento, de acordo com a área operacional, o serviço é suficiente para atender a determinação do Governo do Estado que limita a ocupação dos veículos em 50% de sua capacidade. A empresa informa, ainda, que realiza monitoramento constante da situação do sistema, posicionando trens reservas ao longo da via para que entrem em operação nos horários de pico em caso de necessidade.

Atenção para a prevenção

A fim de evitar eventuais aglomerações, é importante que os usuários fiquem atentos ao uso de toda a área de parada dos trens nas plataformas enquanto aguardam o embarque, especialmente no caso de composições acopladas. Do contrário, pode haver concentração de passageiros no interior dos carros centrais dos trens. Avisos sonoros nas estações reforçam essa orientação – além de divulgarem uma campanha de conscientização desenvolvida pela empresa desde março em relação às medidas de prevenção à Covid-19.

Por fim, com a continuidade da flexibilização das medidas de distanciamento e o aumento na demanda do metrô, é importante que os usuários busquem evitar os horários de pico quando possível. É importante também que os empregadores cumpram a orientação presente nos protocolos de distanciamento do Governo do Estado referente à flexibilização dos horários de entrada e saída do trabalho. O cumprimento dessas orientações evita que haja grande concentração de passageiros no transporte público em apenas alguns horários, possibilitando, dessa forma, que continue havendo condições de termos distanciamento seguro nos veículos.

Nova tabela horária

Com a ampliação do serviço de trens até às 23h20, serão mais três viagens de Porto Alegre a Novo Hamburgo, com intervalos de 26 minutos, assim como no sentido Novo Hamburgo-Porto Alegre. Aos sábados, o intervalo será de 26 minutos, após às 22h e domingos e feriados de 25 minutos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/10/2020 0 Comentários 500 Visualizações
Business

Retomada dos pequenos negócios na área de alimentação requer atenção com segurança e higiene

Por Gabrielle Pacheco 21/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A pandemia da Covid-19 causou uma interrupção do serviço de comida de rua em todo o país e vai exigir, principalmente do Microempreendedor Individual (MEI), uma profunda reinvenção do modelo de negócio. Neste momento, em que há uma retomada gradativa das atividades econômicas em alguns estados do país, o MEI do setor de alimentação tem que estar preparado para retornar ao trabalho em um cenário bem diferente do anterior à quarentena. Será preciso entender que há novos hábitos de consumo e adaptar-se a eles. Ciente que o ramo da alimentação tem regras rígidas para promover o retorno gradual das atividades, o Sebrae preparou um Protocolo de retomada específico para esse perfil de empreendedor, que precisa se atentar aos cuidados e assegurar que os clientes possam voltar a consumir alimentos com a garantia das condições higiênico-sanitárias.

No retorno das atividades, é fundamental o controle rígido de segurança e higiene para o MEI, seu possível colaborador, fornecedores e clientes. “O Brasil é um país de proporções continentais e as condições do sistema de saúde no atendimento aos casos da doença podem ser bastante distintas, mesmo entre municípios de um mesmo estado. Por esse motivo, os Protocolos de Retomada que o Sebrae está construindo para 14 grandes setores econômicos precisam estar alinhados às medidas determinadas por governadores e prefeitos”, ressaltou o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Nesse contexto, a primeira orientação é para que os empresários fiquem atentos aos decretos e demais regulamentos vigentes na sua região e, caso exista divergência de informações entre as medidas estaduais e municipais, optem por seguir a orientação mais rígida, de preferência de acordo com as recomendações das autoridades oficiais de saúde, como Organização Mundial de Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde, entre outras.

O protocolo apresenta primeiramente os cuidados com a segurança e saúde diante da Covid-19, de acordo com orientações oficiais e setoriais para o MEI do setor de alimentação. Caso o empreendedor tenha um serviço mais completo de alimentação, ele deverá considerar o protocolo para bares, restaurantes e lanchonetes, adaptado à sua realidade, sem esquecer de acompanhar e seguir as recomendações oficiais da sua região.

Atualmente não há evidências de que a Covid-19 seja transmitida diretamente por alimentos. Mas, de acordo com a OMS, o comportamento do novo coronavírus deve ser semelhante aos outros tipos de vírus da mesma família. Isso significa que ele precisa de um hospedeiro (animal ou humano) para se proliferar e é sensível às temperaturas normalmente utilizadas para o cozimento dos alimentos, em torno de 70ºC.

Para quem trabalha no ramo da alimentação, as boas práticas de saúde e higiene sempre foram pontos de atenção e precisam ser reforçadas. É necessário redobrar os cuidados nas relações com os colaboradores, fornecedores e clientes. Mais do que nunca, o futuro dos negócios vai depender da adaptação da operação, pois os clientes estão mais atentos se todos os cuidados nesta nova fase estão sendo tomados. Então, é fundamental uma comunicação clara e eficiente com os consumidores para demostrar confiança.

Todas as recomendações podem ser conferidas no link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/08/2020 0 Comentários 638 Visualizações
Cidades

Campo Bom institui novo plano de prevenção ao coronavírus

Por Gabrielle Pacheco 19/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Prefeitura de Campo Bom emitiu nesta terça-feira, 18, um novo decreto que institui o Plano Estruturado de Prevenção e Enfrentamento à Pandemia do Novo Coronavírus, proposto pela Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars) e aprovado pelo governo do Estado para a região 07 no município. Além de reiterar a declaração de estado de calamidade pública em toda cidade, o texto traz mudanças, especialmente no funcionamento do comércio e de restaurantes, que não devem oferecer os serviços de “buffet” e “self service”.

As alternativas são disposição de colaborador que sirva o consumidor ou estabeleça cardápio de pratos feitos, no sistema “a lá carte”. A distância de dois metros entre o balcão e o consumidor deve ser mantida. Restaurantes podem operar com atendimento presencial das 11h às 14h e das 18h às 22h. Já as lanchonetes e lancherias podem funcionar das 6h às 20h.

O atendimento do comércio deve obedecer o teto de operação de 50% dos trabalhadores, com teto de ocupação também de 50%.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/08/2020 0 Comentários 557 Visualizações
Saúde

Câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais frequente no Brasil e deve acometer até 45 mil pessoas em 2020

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço mostram que o câncer nessa região é o segundo com maior frequência no Brasil, atrás apenas dos tumores na mama para as mulheres e na próstata para os homens. A estimativa é de que, neste ano, entre 35 e 45 mil brasileiros descubram que têm a doença. Isso sem considerar os tumores de pele que atingem áreas da face, couro cabeludo e pescoço.

O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, 27 de julho, tem o objetivo de alertar para os tumores numa região nobre do corpo. Os órgãos e tecidos desta área possuem diversas funções vitais e sociais, como a alimentação, a respiração, a fala, a audição, a visão e o controle metabólico, sem contar a identidade visual. A data destaca a importância do diagnóstico precoce para ampliar as chances de tratamento e cura, com mínimas sequelas funcionais e estéticas.

O cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Moinhos de Vento, Daniel Sperb, alerta que qualquer sintoma, ferida ou nódulo na região da cabeça e pescoço que não melhore em 15 dias deve ser avaliado. “O mais importante passo para diagnóstico e tratamento correto é o exame clínico por um especialista o mais rápido possível. Exames complementares de imagem, laboratório e anátomo patológico são realizados conforme cada situação. Quanto antes começar a tratar, melhores os resultados”, explica.

Os tipos

Entre os tipos de tumores de cabeça e pescoço estão os de lábio e pele (geralmente pela exposição solar excessiva), de tireóide (um dos que mais cresce no mundo), das glândulas salivares e no sistema linfático. Os mais comuns são de boca, da faringe e da laringe, relacionados com o tabagismo, excesso de consumo de bebida alcoólica, má higiene oral e, mais recentemente, com o vírus HPV (papilomavírus humano).

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 15 mil novos casos de câncer bucal em 2020 – cerca de 11 mil em homens e quatro mil em mulheres. O número de mortes pela doença no período poderá chegar a cinco mil.

Pesquisa inédita

Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento descobriram que a prevalência de lesões orais persistentes é 76% superior entre jovens e adolescentes que tiveram dois ou mais parceiros sexuais no passado. Aqueles que relataram não usar preservativo em relações sexuais têm 68% mais chance de ter essas lesões que não cicatrizam após 15 dias e que podem ser sintoma de câncer de boca. Os números foram colhidos em um estudo que entrevistou mais de 7 mil pessoas em todas as capitais brasileiras.

O levantamento – que investigou se essas lesões estão associadas a comportamentos sexuais e à presença de doenças sexualmente transmissíveis – utilizou os dados do projeto POP-Brasil, desenvolvido por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). As análises também concluíram que pessoas com HIV, sífilis, papilomavírus humano (HPV) ou alguma infecção sexualmente transmissível autorreferida apresentaram prevalência 140% maior em lesões orais persistentes.

Pesquisadora da instituição e coordenadora do estudo, Eliana Wendland, explica que não é possível conectar diretamente as lesões bucais ao HPV, pois não passaram por biópsia. “O estudo mostrou a relação entre padrões de comportamento sexual e as lesões de boca. Quem já se relacionou com duas ou mais pessoas ou não usa preservativo tem maiores chances de ter as lesões persistentes, evidenciando a importância da camisinha como estratégia de prevenção primária desses agravos”, esclarece a médica epidemiologista.

O estudo foi desenvolvido entre 2015 e 2017, englobando todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal, com coleta de dados realizada em 119 Unidades Básicas de Saúde. Os participantes têm entre 16 e 25 anos e não foram vacinados contra o HPV. Nos Estados Unidos, já existe a indicação de ampliação da idade para vacinação até os 45 anos.

Cuidados e tratamento

Com alguns cuidados, é possível prevenir o aparecimento das lesões e tumores. Os principais são manter uma boa higiene bucal, não fumar, não consumir bebida alcoólica em excesso, utilizar protetor solar labial durante a exposição ao sol e usar preservativo. De acordo com o especialista, também não se deve usar pomadas ou medicações sem orientação médica. “Muitos pacientes buscam atendimento com tumores extremamente agravados por usarem, durante longo tempo, pomadas à base de corticóide sobre as lesões”, pontua Daniel Sperb.

Os tratamentos devem ser realizados por equipe multidisciplinar, que pode ser composta por cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista clínico, patologista, endocrinologista, radiologista, radioterapeuta, dentista, enfermeiro especializado, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, psiquiatra e cirurgiões plásticos. O paciente pode necessitar de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia – ou até as três modalidades. Alguns desses especialistas ajudam também a prevenir ou tratar sequelas advindas do tumor e do seu tratamento.

Entre as novidades estão a evolução das cirurgias endoscópicas e robóticas, permitindo a realização de procedimentos menos invasivos e com menos sequelas. Os aparelhos de radioterapia também estão cada vez mais precisos e permitem focar melhor a radiação nas áreas de tumor, sem atingir órgãos e tecidos saudáveis.

Tratamentos imunoterápicos são outro avanço. “Estamos apenas iniciando a era da imunoterapia e já podemos ver que esses medicamentos ampliarão completamente o entendimento do câncer, trazendo múltiplos benefícios para os pacientes”, conclui o cirurgião.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 626 Visualizações
Business

Modelos comprovados de sucesso no combate à Covid-19 são apresentados no webinar saúde da ACI

Por Gabrielle Pacheco 06/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha reuniu profissionais da área médica para discutir a prevenção e o tratamento do coronavírus. No Webinar Saúde, realizado na noite da última sexta-feira, 3, os médicos integrantes do grupo COVIDRS, Márcia Breton Ilha, psiquiatra, Alla Dolganova, pneumologista, Luiz Aneron Pinto da Silva, pediatra, e Luciano Zuffo, presidente da Sociedade Médica de Canoas (Somedica), explicaram a defesa pela opção da implantação do tratamento precoce, por fases.

“Somos da opinião do tratamento precoce e não o de esperar ter a falta de ar. Isso diminui a gravidade da doença e, por consequência, os óbitos”, pontuou a psiquiatra Márcia Ilha. “Somos um grupo com mais de 500 médicos voluntários e nosso objetivo é sensibilizar o poder público para que gestores se informem e vejam trabalhos que demonstram que o tratamento precoce funciona”, agregou Luiz Aneron da Silva. “Este é um vírus novo, recém-chegado. Assim como defendemos o tratamento precoce, somos totalmente favoráveis a todos os usos de protetores, como as máscaras, o álcool gel e o distanciamento social. E somos favoráveis a todos os trabalhos científicos. Porém, não dá tempo, a doença está aqui, agora”, complementou.

O grupo apresentou a defesa do tratamento por fases, por meio de um compilado de condutas e protocolos empregados em diversos serviços. Segundo enfatizou o pediatra, o Comitê Organizador e Consultivo não tem autoria sobre os esquemas propostos, mas sim a intenção de organizar em um único instrumento as condutas que melhor se adequam ao cenário do Rio Grande do Sul. Os palestrantes relataram exemplos que resultaram positivamente no combate ao Covid, como o aplicado no município de Porto Feliz, no Estado de São Paulo, onde a Prefeitura distribuiu kits com medicações para serem utilizadas no estágio inicial da doença, mediante prescrição, desde que o paciente concorde. O prefeito local também é médico.

A pneumologista Alla Dolganova, especialista em virologia, ressalta que o grupo defende a procura pelo médico no início dos sintomas. “Aquela frase, fica em casa, que se originou na Europa, hoje está errada. Há medicações disponíveis para esta primeira fase. Nenhuma medicação que indicamos é nova. Existem há mais de 30 anos no mercado”, frisou. “A informação repassada de maneira correta, com leveza, dá a oportunidade de fazer a escolha. Não estamos aqui para dizer se está certo ou errado, mas fazer chegar até nossos colegas médicos estes protocolos, com a possibilidade de ser feita a descrição, dependendo de cada paciente”, completou o médico Luciano Zuffo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/07/2020 0 Comentários 932 Visualizações
Business

Campanha da ACINP conta o que empresas locais têm feito para prevenir o avanço do Covid-19 em Nova Petrópolis

Por Gabrielle Pacheco 06/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Empresário forte é aquele que cuida do seu negócio, da sua saúde, de seus colaboradores e da comunidade. Essa é a filosofia da nova campanha da Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis – ACINP, que vai mostrar as boas práticas de prevenção ao coronavírus, aplicadas nos estabelecimentos do município.

A ideia central da campanha é compartilhar as boas práticas dos seus associados, em formato de vídeo nas redes sociais da Associação, para informar a todos do que vem sendo feito em cada comércio, serviço ou indústria.

Esses pequenos documentários servirão de argumento junto a autoridades estaduais, com o objetivo de mostrar que a comunidade empresarial está engajada na prevenção ao Covid-19. Os primeiros vídeos exibidos foram da Padaria Petrópolis e Super Piá. Também estão programados para os próximos dias os vídeos do Restaurante Plátano e do Hotel Petrópolis.

 Segundo o Diretor Executivo da ACINP, Eduardo Costa, para que sigamos fortes, mais do que nunca, é fundamental seguir as recomendações de prevenção. “Temos um projeto de criação de um selo, que vai certificar o empresário associado que estiver em consonância com uma série de protocolos de cuidado e prevenção ao Covid-19. Isso será mais um mecanismo de segurança para clientes e autoridades de que aqui em Nova Petrópolis investimos em prevenção”, antecipa Costa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/07/2020 0 Comentários 600 Visualizações
Saúde

Teste do pezinho previne seis tipos de doenças em recém-nascidos

Por Gabrielle Pacheco 08/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Dia Nacional do Teste do Pezinho, 6 de junho, faz parte da campanha Junho Lilás, que tem por objetivo valorizar as ações de triagem neonatal. Nesta data, a Secretaria da Saúde (SES) chama a atenção da sociedade para a importância da realização do exame em recém-nascidos, mesmo durante a pandemia da Covid-19.

O teste do pezinho é utilizado para a prevenção e diagnóstico precoce de seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. “Esses agravos trazem sequelas irreversíveis e poderiam ser evitados a partir de um exame simples e gratuito, que é a coleta de uma gotinha de sangue do calcanhar do bebê”, explica a médica pediatra neonatologista Celia Maria Boff de Magalhães, da seção de Saúde da Criança e Adolescente do Departamento de Ações em Saúde/SES.

Em decorrência da pandemia e das medidas de distanciamento controlado no Rio Grande do Sul, o Serviço de Referência se reorganizou e mudou fluxos, passando a usar até ferramentas de telemedicina. “Tudo para evitar prejuízo ou desassistência aos recém-nascidos”, afirma Celia.

Diante dessa situação, a seção de saúde da criança da SES emitiu uma nota técnica que permite a realização de coletas dos testes de triagem neonatal nas próprias maternidades. “É uma situação emergencial, e todos os municípios foram extremamente receptivos a este novo fluxo”, comenta Celia.

A responsabilidade pela coleta do teste do pezinho permanece nas Unidades de Saúde de Atenção Básica. Porém, em razão da pandemia de coronavírus, sugere-se como alternativa a coleta também nas maternidades, desde que ocorra após 48 horas de vida do recém-nascido. Do contrário, as mães devem ser orientadas a procurar a unidade de saúde para a coleta.

Em 2019, a cobertura desses testes no Rio Grande do Sul foi de aproximadamente 80% dos bebês nascidos vivos, com coletas de gotas de sangue entre o terceiro e o quinto dia de vida nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. A análise do exame é realizada no Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas.

Testes do pezinho em 2019

• 102.349 cartões com gotas de sangue coletados do calcanhar de bebês de toda a rede pública dos 497 municípios do Rio Grande do Sul (aproximadamente 80% dos nascidos vivos do Estado).
• Média de coletas por mês: aproximadamente 9 mil recém-nascidos

Acompanhamento das doenças

• 127 crianças com fenilcetonúria
• 1.356 com hipotireoidismo congênito
• 206 em acompanhamento de hiperplasia adrenal congênita
• 28 com deficiência de biotinidase
• 83 com diagnóstico de fibrose cística
• 290 hemoglobinopatias

Como é feito o exame

O exame consiste na retirada de gotas de sangue do calcanhar do bebê. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido por meio de uma única punção, rápida e quase indolor.

Quando fazer o teste

Entre o 3º e o 5º dia de vida do recém-nascido, pois esta é a maneira de descobrir as doenças a tempo de tratá-las, impedindo o aparecimento das complicações.

A triagem não pode ser realizada ainda na maternidade, logo após o nascimento, pois para o diagnóstico da fenilcetonúria é necessário que a criança já tenha sido amamentada. O teste verifica a taxa de uma enzima presente no sangue responsável pela quebra de uma proteína do leite.

Onde fazer

O teste é realizado gratuitamente em mais de 2,5 mil unidades de saúde de todos os municípios do Estado do Rio Grande do Sul. Durante a pandemia da Covid-19, as maternidades estão realizando a coleta da gota de sangue.

Doenças diagnosticadas pelo teste do pezinho

Fenilcetonúria

As crianças com essa doença não conseguem desmanchar a fenilalanina, uma substância existente no sangue. Assim, a substância se acumula no organismo, especialmente no cérebro, levando à deficiência mental. O diagnóstico e o tratamento precoce podem evitar totalmente o retardo mental.

Hipotireoidismo congênito

Causada pela ausência ou pela reduzida produção do hormônio da tireoide. Este hormônio é importante para o amadurecimento e funcionamento de vários órgãos, em especial o Sistema Nervoso Central. A falta do hormônio provoca retardo neuropsicomotor acompanhado de lesões neurológicas irreversíveis, além de outras alterações corporais. O diagnóstico e o tratamento precoce podem prevenir o retardo mental nas crianças que apresentam esta doença.

Doença falciforme (Hemoglobinopatias)

Mais comum na população negra, é transmitida pelos pais. Glóbulos vermelhos, diante de certas condições, alteram sua forma, tornando-se parecidos com uma foice – daí o nome falciforme. Os glóbulos alterados grudam-se uns nos outros, dificultando a passagem do sangue nos pequenos vasos do corpo, levando ao aparecimento de dor e inchaço nas juntas, anemia, “amarelão”, infecções. O portador da doença falciforme, desde que diagnosticado precocemente e acompanhado periodicamente pela equipe de saúde, pode ter uma vida normal.

Fibrose cística

É uma desordem genética caracterizada por infecções crônicas das vias aéreas, que afeta especialmente os pulmões e o pâncreas, num processo obstrutivo causado pelo aumento da viscosidade do muco. O tratamento do paciente com fibrose cística consiste em acompanhamento médico regular, suporte dietético, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica (A, D, E, K) e fisioterapia respiratória. Apresenta morbimortalidade muito elevada, com apenas 34% dos pacientes chegando à idade adulta e menos de 10% ultrapassando os 30 anos de idade.

Hiperplasia adrenal congênita (HAC)

Engloba um conjunto de síndromes que se caracterizam por diferentes deficiências enzimáticas na síntese dos esteroides adrenais. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível melhorar o padrão de crescimento, que pode ser normalizado, na maior parte dos casos. As manifestações clínicas na HAC dependem da enzima envolvida e do grau de deficiência enzimática (se total ou parcial). O tratamento deve ser contínuo ao longo da vida.

Deficiência de biotinidase (DBT)

Defeito no metabolismo da biotina. A doença se manifesta a partir da sétima semana de vida, com distúrbios neurológicos e cutâneos, como crises epilépticas, hipotonia (diminuição do tônus muscular e da força), microcefalia, atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, alopecia (perda de pelos e/ou cabelos) e dermatite eczematoide. Nos pacientes com diagnóstico tardio, observam-se distúrbios visuais e auditivos, assim como atraso motor e de linguagem. O tratamento medicamentoso é muito simples, de baixo custo e consiste na utilização de biotina (vitamina) em doses diárias.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/06/2020 0 Comentários 849 Visualizações
Saúde

Estância Velha tem 26 casos confirmados de dengue

Por Gabrielle Pacheco 22/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Vigilância em Saúde (Visa) da Secretaria Municipal da Saúde (Semsa) de Estância Velha informou nesta quarta-feira, 20, o aumento do número de casos de dengue no Município. Atualmente, são 26 casos confirmados, dos quais apenas dois são importados, ou seja, vindos de fora da cidade. Além disso, 11 casos deram negativo, seis aguardam resultado e 10 exames estão agendados.

No bairro Bela Vista foram diagnosticados cinco casos positivos e dois inconclusivos; no Lira são 14 positivos; no Floresta, dois positivos; no Campo Grande existe um positivo; no Lago Azul, dois positivos; no Rincão dos Ilhéus, um positivo; no Loteamento Veneza, um.

As coletas dos exames são feitas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen/RS) e devem ser agendadas na Visa pelo telefone (51) 3551-1417. As amostras são do 7° ao 30° dia do início dos sintomas.

Prevenção

As agentes de saúde e de combate a endemias estão fazendo a ação mecânica “Vira Pote” em um raio de 300 metros das casas dos pacientes e visitas nos demais bairros. A atividade serve para orientação e prevenção de combate ao Aedes aegypti, transmissor das doenças de dengue, zika ou chikungunya.

Cuidados

Para combater a proliferação do mosquito em casa basta é preciso tapar tonéis e caixas, escovar baldes e potes de água de animais pelo menos uma vez por semana, deixar garrafas viradas com a boca para baixo, preencher pratos de vasos de plantas com areia, manter as calhas limpas, fazer furos nos pneus velhos e evitar água parada.

Em caso de denúncias de água parada ou lixo, o cidadão deverá abrir protocolo na prefeitura. O endereço é Rua Anita Garibaldi, 299, Centro. O telefone é (51) 3561-4050 e o horário de atendimento é de segunda a quinta das 12h às 18h e nas sextas-feiras das 7h às 13h.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2020 0 Comentários 679 Visualizações
Saúde

AMRIGS reafirma 10 critérios fundamentais a serem seguidos na flexibilização de atividades

Por Gabrielle Pacheco 11/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) segue monitorando com atenção os acontecimentos relacionados à pandemia de Covid-19. Diante das recentes medidas de flexibilização que estão sendo adotadas e que devem vigorar a partir desta semana, a entidade recomenda condições indispensáveis, na visão da entidade, para que esse relaxamento não implique em riscos. Entre elas, está o uso obrigatório de máscaras por toda a população; a medição de temperatura do público, sempre que possível, no ingresso de estabelecimentos comerciais e meios de transporte; a lavagem frequente de mãos com sabonete e/ou álcool gel; e a transmissão diária de informações sobre a situação de controle da epidemia no Rio Grande do Sul.

Confira a lista completa de recomendações

  1. Uso obrigatório de máscaras por toda a população;
  2. Medição de temperatura do público, sempre que possível, no ingresso de estabelecimentos comerciais e meios de transporte;
  3. Manter lavagem frequente de mãos com sabonete e/ou álcool gel. Reforçar que estabelecimentos mantenham essas condições de forma permanente e acessível a todos;
  4. Manter em distanciamento social pessoas do Grupo de Risco;
  5. Manter o distanciamento social entre pessoas com afastamento mínimo de 1 metro e meio;
  6. Obrigatoriedade de fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos os profissionais da saúde;
  7. Estabelecer medidas que assegurem a quantidade mínima de leitos para atendimentos de urgência;
  8. Disponibilização de testes rápidos para o maior número possível de pessoas;
  9. Estimular a continuidade da campanha da vacinação da gripe até que as metas estabelecidas pela Secretaria Estadual da Saúde sejam plenamente atingidas;
  10. Transmissão diária de informações sobre a situação de controle da epidemia no Rio Grande do Sul para que medidas de reversão ou alteração das regras sejam adotadas de forma imediata.

As medidas foram sugeridas em documento formal enviado pela AMRIGS ao Governo do Estado na última sexta-feira, 8.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/05/2020 0 Comentários 497 Visualizações
Saúde

Portaria da Saúde regulamenta prevenção e controle da Covid-19 nas indústrias gaúchas

Por Gabrielle Pacheco 30/04/2020
Por Gabrielle Pacheco

A edição extra do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira, 29, tem a Portaria nº 283, da Secretaria da Saúde (SES), que determina a adoção de medidas de prevenção e controle da Covid-19 em indústrias no Rio Grande do Sul.

As ações contidas no documento foram debatidas com parlamentares, Ministério Público do Trabalho e representantes do setor de carnes e derivados, um dos mais atingidos por surtos da doença. O objetivo, de acordo com a secretária da Saúde, Arita Bergmann, é conter possíveis transmissões em espaços industriais em tempo oportuno e evitar que o coronavírus se espalhe nesses ambientes, onde geralmente muitas pessoas trabalham em locais fechados.

Indústrias de qualquer área ou porte deverão se adequar às normas. Cada empresa deve criar seu próprio Plano de Contingência para prevenção, monitoramento e controle do coronavírus, que, de acordo com o texto, “contemple no mínimo adequação estrutural, fluxo e processo de trabalho, identificação de forma sistemática o monitoramento de saúde dos trabalhadores, podendo ser solicitado a qualquer tempo pelos órgãos de fiscalização”.

Ações previstas na Portaria

– Distanciamento mínimo entre cada funcionário com recomendação de uso de barreiras físicas entre eles;

– Uso de equipamentos de proteção individual (EPIs);

– Escalas e turnos de trabalho para evitar aglomerações na entra e saída dos expedientes;

– Oportunizar trabalho remoto aos trabalhadores em grupos de risco;

– Realizar busca ativa diária de pessoas com sintomas compatíveis com Covid-19;

– Garantir o imediato afastamento dos trabalhadores com síndrome gripal e notificar esses casos imediatamente à Vigilância em Saúde do município;

– Adotar ações educativas de divulgação e informação sobre as medidas de prevenção à Covid-19;

–  Disponibilizar sabonete líquido, toalha de papel e álcool em gel 70% em diversos locais da empresa;

– Higienizar os ambientes e objetos com frequência;

– Garantir a renovação do ar nos diferentes ambientes da indústria. 

O descumprimento das determinações da Portaria constitui infração sanitária, sujeitando o infrator a processo administrativo sanitário, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/04/2020 0 Comentários 581 Visualizações
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