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prevenção

Saúde

Setembro Amarelo alerta para casos de depressão

Por Gabrielle Pacheco 01/09/2019
Por Gabrielle Pacheco

Criado em 2015, o Setembro Amarelo tem como objetivo a conscientização para prevenção do suicídio. Em seu quinto ano, a campanha tem crescido devido ao aumento desenfreado de casos de transtornos mentais, como a depressão, muitas vezes responsáveis por criar nas pessoas o desejo de tirar a própria vida.

Para combater esse mal, o Setembro Amarelo alerta para a necessidade de falar sobre depressão, suicídio e outros transtornos que ainda são considerados tabus em diversos setores da sociedade.

“É um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima esteja com ideias suicidas”, aponta o movimento.

Dados divulgados pela própria Organização Mundial da Saúde – OMS corroboram com o que diz o movimento. De acordo com o órgão, nove em cada 10 casos de suicídio poderiam ser evitados. Por isso, a necessidade de busca por ajuda de pessoas com transtornos mentais, mas também de sensibilização daquelas que estão ao redor de quem apresenta comportamentos que indicam tendências suicidas.

Alguma coisa está fora da ordem

Estudos chancelados pela OMS em 2018 mostram que 800 mil pessoas se suicidam todos os anos, e que essa é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, os números também assustam. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde revelou que, em média, um caso de suicídio acontece a cada 46 minutos no país.

Não por acaso, os dados ligados a transtornos psicológicos também são alarmantes. De acordo com a OMS, em estudo divulgado no ano passado, 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão ao redor do mundo. Não à toa, essa será a doença mais incapacitante do planeta a partir de 2020.

“Muitos motivos podem levar pessoas a tirarem suas próprias vidas, como estresse, problemas financeiros ou amorosos, doenças crônicas e dores, mas o suicídio está diretamente ligado à depressão. E ambos têm apresentado números preocupantes”, afirma Melina Cury Haddad, psicóloga da Care Plus.

Até mesmo quem parece ter a vida dos sonhos está suscetível a esse mal. Recentemente, o comediante, ator e youtuber Whindersson Nunes precisou se afastar do público para se cuidar da depressão. Em 2018, o maior medalhista olímpico da história, o nadador norte-americano, Michael Phelps, também revelou lutar contra o distúrbio e a ansiedade. Outro que fala abertamente da dificuldade de lidar com a depressão é o premiado ator e humorista Jim Carrey.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
01/09/2019 0 Comentários 736 Visualizações
Cidades

Comusa realiza troca preventiva de componentes de rede para garantir abastecimento

Por Gabrielle Pacheco 13/06/2019
Por Gabrielle Pacheco

Manutenções preventivas, realizadas pela Comusa Serviços de Água e Esgoto, estão ajudando a garantir o abastecimento de água para toda a cidade. Na próxima terça-feira, 18, a autarquia substituirá uma tubulação em Y, derivação localizada em um ponto crucial do sistema, na saída dos reservatórios que abastecem Novo Hamburgo.

Uma eventual falha dessa peça deixaria o município sem água por longo período. A peça atualmente em uso está instalada no local há 17 anos, aumentando os riscos de um rompimento.

A troca do componente, localizado na Estação de Tratamento de Água (ETA) do bairro Rondônia, estava inicialmente agendada para a última terça-feira (11), mas precisou ser adiada. A peça entregue pelo fabricante não era a solicitada e a equipe técnica da Comusa precisou enviar de volta.

“Essa é uma manutenção preventiva, importante para mantermos o abastecimento. Temos buscado identificar pontos que possam apresentar problemas, fazendo um trabalho proativo na rede de abastecimento para evitarmos falta de água”, explica o diretor-geral da Comusa, Marcio Lüders.

Prevenção

No escopo do mesmo trabalho preventivo já foram substituídos equipamentos elétricos importantes, como disjuntores, para-raios de proteção do transformador da casa de bombas, além de uma revisão geral na subestação na Estação de Captação de Água Bruta (EAB) junto ao Rio dos Sinos. No mesmo sistema as equipes de manutenção substituíram uma das bombas de captação que já começava a apresentar problemas.

Substituição

A troca da peça está prevista para começar às 9h e terminar por volta das 15h. O sistema de abastecimento, nesse caso, tem uma autonomia média de cerca de 3 horas, dependendo o nível de consumo. Em função disso, é possível que partes de Novo Hamburgo fiquem sem abastecimento por um curto período, no início da tarde de terça-feira, 18.

“Temos uma rede antiga, que eventualmente apresenta problemas. O processo de substituição de redes e de componentes do sistema é uma iniciativa nossa para nos anteciparmos a esses possíveis problemas”, reforça Lüders.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/06/2019 0 Comentários 571 Visualizações
Saúde

Curso na Acinp abordará prevenção de acidentes de trabalho

Por Gabrielle Pacheco 04/06/2019
Por Gabrielle Pacheco

Regulamentada pela Norma Reguladora 5, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – Cipa é hoje uma das importantes ferramentas de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.

Para auxiliar as empresas na formação ou atualização de suas equipes, a Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis – Acinp, através de seu Departamento de Desenvolvimento Empresarial, oferece o curso “Formação e Reciclagem de Cipa (NR 05)”, que acontecerá nos dias 24, 25, 26 de junho e 1º e 2 de julho de 2019, das 18h45min às 22h45min, na sede da entidade.

Durante o treinamento, serão esclarecidas as condições de risco nos ambientes de trabalho e como reduzi-las, bem como prevenção e cuidados com a saúde e integridade dos colaboradores. Entre os conteúdos abordados, estarão: acidentes de trabalho; higiene no trabalho; riscos ambientais; inspeção de segurança; análise de acidentes; equipamento de proteção individual (EPI); equipamento de proteção coletiva (EPC); princípios básicos na prevenção de incêndios; comissão interna de prevenção de acidentes (Cipa); mapa de riscos ambientais; noções sobre a prevenção da Aids e Primeiros socorros.

O curso será ministrado pelo técnico de segurança do trabalho, da AG Segurança, Adriano Gums.

Com inscrições até 19 de junho pelo site da Acinp, o curso terá investimento de R$ 280,00 por participante associado, e R$ 360,00 para não associados. Para 2 a 5 inscritos da mesma empresa: 3% de desconto. Para 6 ou mais inscritos: 7% de desconto.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
04/06/2019 0 Comentários 815 Visualizações
Variedades

Pesquisa gaúcha inédita revela dados sobre vazamento de conteúdo íntimo

Por Gabrielle Pacheco 27/02/2019
Por Gabrielle Pacheco

O compartilhamento de conteúdo íntimo tem se tornado bastante comum na rede, e às vezes acaba gerando exposições indesejáveis. O vazamento, que é considerado crime desde 2012, levou o Grupo de Estudos em Criminologias Contemporâneas (GECC) – coordenado pelo professor de Direito da Faculdade Estácio do Rio Grande do Sul Leandro Ayres França, a investigar a incidência.

O Projeto Vazou, finalizado em dezembro de 2018, recebeu 141 depoimentos anônimos, sendo 84% mulheres. A pesquisa identificou que, em média, as mulheres tinham 24 anos ao responderem a pesquisa, mas 19 anos quando o fato ocorreu. A maioria (81%) informou conhecer quem vazou os arquivos. Estes eram majoritariamente do gênero masculino (84%), com idade mediana de 23 anos à época da gravação. O estudo também indica que o meio de compartilhamento mais comum foi a plataforma Whatsapp (70%), seguida pelo Facebook (26%).

A maior parte das vítimas (82%) relataram ter tido algum tipo de relacionamento afetivo com a pessoa responsável pelo vazamento não consentido. Mais da metade (60%) sabia da gravação e a havia autorizado/fornecido e cerca de 44% acredita que o motivo do vazamento foi por “vingança”. Na maioria dos casos registrados em nossa pesquisa, não houve investigação policial (82%), nem processo judicial (86%).

Os efeitos mais recorrentes sobre as vítimas foram ansiedade (presente em 63% das respostas), isolamento do contato social (58%), depressão (56%), transtorno de estresse pós-traumático (33%), automutilação e pensamentos suicidas (32%), assédios em lugares públicos (27%), abandono de escola/curso/faculdade (16%), mudança de residência (11%), agressões (7%), perda do emprego (6%) e dificuldade para conseguir novo emprego (5%).

Ao concluir o projeto, o professor Leandro Ayres França, espera que o material possa servir ao bem social, e não só ter repercussão na academia, que possa ajudar à conscientização sobre o tema. “Esperamos que os dados e as reflexões do projeto se tornem referência para outras pesquisas, contribuam para colocar em pauta esse comportamento e suas consequências, e incentivem que vítimas e perpetradores reconheçam a violência da pornografia da vingança. Esperamos também que o nosso projeto tenha cumprido seu papel de denúncia e que ele tenha acalentado as dores das vítimas dessa violência, concedendo-lhes voz”, explica.

O estudo teve início em 2017 quando os participantes do grupo perceberam a necessidade de instigar reflexões sob o tema na sociedade, mas desde abril de 2018 vem sendo divulgada para que um maior número de pessoas possa participar de forma voluntária e anônima. A importância da pesquisa se dá considerando que pouco se conhece sobre os motivos e efeitos do vazamento íntimo que se alastra facilmente com o recurso da internet, além de apresentar dados como perfil dos agressores, estimativa de denúncias e reafirmar a urgência de políticas adequadas de prevenção.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
27/02/2019 0 Comentários 699 Visualizações
Cidades

Prefeitura implanta vigilância, controle e manejo de escorpiões no município

Por Gabrielle Pacheco 23/01/2019
Por Gabrielle Pacheco

A equipe da Vigilância Sanitária, ligada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), recebeu duas biólogas do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) para dar início à Implantação da Vigilância, Controle e Manejo de Escorpiões que aconteceu em dois turnos. A proposta é trabalhar pela prevenção e disseminar o conhecimento acerca do perigo do escorpião amarelo, foco da ação desenvolvida durante esta terça-feira, no Centro Administrativo Leopoldo Petry.

Entre o público, representantes de serviços de saúde e instituições de ensino, corpo de Bombeiros e Defesa Civil, que atuam na prevenção, educação, segurança e tratamento.“Ficamos muito contentes em perceber que nosso chamado foi atendido. Tivemos aqui representantes de muitas áreas importantes e eles serão multiplicadores deste conhecimento”, avalia a gerente da Vigilância Sanitária de Novo Hamburgo, Lisa Gaspar Ávila.

A programação incluiu palestras sobre o escorpionismo no Brasil e no Rio Grande do Sul, definição de áreas de risco, entre outros aspectos. “Essa iniciativa é fundamental para mostrar a mobilização do município em torno da prevenção”, afirma a bióloga Cynthia da Silveira, que ao lado da colega Karen Rocha Cardoso, representou o CEVS.

Foto: Divulgação/Lu Freitas/PMNH | Fonte: Assessoria
23/01/2019 0 Comentários 473 Visualizações
Cidades

Prefeitura de Novo Hamburgo apresenta projeto de prevenção à violência

Por Gabrielle Pacheco 05/07/2018
Por Gabrielle Pacheco

A prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, e o secretário de Segurança, general Roberto Jungthon, apresentaram, na manhã desta terça-feira (3), no auditório da Fenac, o componente Prevenção à Violência, que faz parte do Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado (PDMI).

Desenvolvido por meio de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e em execução pela Prefeitura, o PDMI prevê a revitalização urbana – que está sendo realizada desde maio no centro da cidade -, o desenvolvimento econômico e a prevenção à violência. Esse terceiro componente foi elaborado para atender a jovens e adultos de 14 a 29 anos dos bairros considerados prioritários: Santo Afonso, Boa Saúde, Canudos e Diehl.

Conforme a prefeita, o plano para prevenir a violência foi pensado e elaborado com muito cuidado para trazer bons resultados a curto, médio e longo prazo.

Aproveitamos tudo o que estava no projeto inicial. Agora não é mais um plano, mas sim realidade. As ações representam nosso posicionamento para o futuro da cidade e para isso queremos contar com o apoio da comunidade e seguirmos com o auxílio das forças de segurança do município.

O componente Prevenção à Violência terá três frentes: Prevenção Social, Gestão da Informação e o Conhecimento e Fortalecimento Institucional. Na área da Prevenção Social são cinco projetos, entre eles o Apoio à Educação de Jovens e Adultos (EJA), que já ocorre nos bairros Santo Afonso e Canudos em parceria com a Secretaria da Educação, e prevê a formação continuada dos servidores e qualificação de jovens e adultos. Também fazem parte da prevenção social a Formação Laboral; Núcleos de Formação em Comunicação Cidadã; Núcleos de Oficinas de Esporte, Lazer e Cultura; e Núcleo de Justiça Comunitária.

Quanto à Gestão de Informação e Conhecimento, está previsto o projeto do Observatório de Segurança, a cargo da Secretaria de Segurança, que visa a institucionalização dos processos de coleta, diagnóstico e análise das dinâmicas que resultem em violência. “Esse projeto já foi implantado em sua primeira etapa e a partir de agora será aprimorado. Queremos oferecer uma análise completa no sentido de que o poder público possa enfrentar adequadamente as questões relativas à violência”, esclareceu o general Jungthon.

Por fim, o Fortalecimento Institucional pretende incrementar a capacidade de articulação entre as agências que operam a segurança na área do município. “É preciso sistematizar regimentos internos, processos padrões, ver quais grades de cursos para Guarda fica melhor. Isso para fortalecer a institucionalidade e os servidores que atuam na área de segurança”, concluiu o general.

Também participaram do evento o vice-prefeito Antônio Fagan, os secretários municipais de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários, Paulo Magalhães; de Educação, Maristela Guasselli; de Esporte e Lazer, Jorge Schmidt; da Cultura, Ralfe Cardoso; do Desenvolvimento Econômico, Paraskevi Bessa-Rodrigues; e do Desenvolvimento Urbano e Habitação, Roberta Gomes de Oliveira.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/07/2018 0 Comentários 527 Visualizações
CidadesSaúde

Audiência pública discute implementação do registro compulsório de câncer

Por Gabrielle Pacheco 29/06/2018
Por Gabrielle Pacheco

O atraso para o enfrentamento do câncer de mama no Brasil foi destaque em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na última quarta-feira (27). Os participantes do encontro analisaram a importância da adoção do registro compulsório da doença e os gargalos que impedem tal implementação, além da necessidade de se efetivar uma maior agilidade no diagnóstico do câncer.

Articulada pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e pela ONG Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA), a reunião foi presidida pela deputada Liziane Bayer.

A mesa da audiência foi composta por Rafael Vargas, coordenador do registro hospitalar do câncer da Santa Casa de Misericórdia, Cristiane de Souza, embaixadora do IMAMA, Nadiane Lemos, coordenadora da Política de Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde, Regina Borges de Medeiros, defensora pública e Renan Arais Lopes, representante da Senadora Ana Amélia Lemos.

Um dos principais tópicos debatidos foi a adoção do registro compulsório. A notificação compulsória do câncer, que havia passado pelo plenário do Senado como PLC 14/2018 no final de maio, foi sancionada em 25 de junho pelo presidente da república, Michel Temer.

A FEMAMA, em conjunto com Organizações Não Governamentais de sua rede, lutou pela aprovação do projeto. Agora, os estados podem apoiar a regulamentação do registro e buscar alternativas para que não haja subnotificação.

As etapas, desde o primeiro sintoma, até o diagnóstico e tratamento, devem ser fiscalizadas, pois doenças como o câncer têm que ser atendidas com agilidade. O registro compulsório do câncer pode ser um caminho para essa fiscalização, pois a informação será registrada, e será possível fazer o rastreamento dos encaminhamentos de cada paciente. Os registros de câncer hoje estão com atrasos, com a implementação do registro compulsório teremos dados em tempo real”, afirma Rafael Vargas, coordenador do registro hospitalar do câncer da Santa Casa de Misericórdia.

Dados de 2018 do Observatório de Oncologia e do Conselho Federal de Medicina apontam o câncer como a principal causa de morte em 10% dos municípios brasileiros. Neste sentido, o registro de casos de câncer para gerar dados confiáveis que embasem estratégias de enfrentamento da doença é peça chave para melhorar o planejamento da atenção e cuidado dos pacientes.

Registro de câncer e diagnóstico ágil

Atualmente, no Brasil, existem ao menos três formas de contabilizar casos de câncer: o registro por base populacional; o registro de câncer hospitalar; e o Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), mas essas plataformas não oferecem um panorama unificado da doença nos sistemas público e privado, além de a coleta de dados ser incompleta e não obrigatória no sistema privado.

Em 25 de junho, o presidente sancionou o projeto do registro compulsório, que virou lei. A nova Lei 13.685 altera a Lei dos 60 Dias (12.732/2012), que estabelece, dentre outras coisas, o prazo máximo de 60 dias a partir da assinatura do laudo patológico para início do tratamento do paciente com câncer.

Durante a audiência, ficou acordada a realização de um fórum liderado pelo IMAMA, com a participação das ONGs focadas no combate ao câncer de mama presentes e hospitais e unidades de saúde do estado para debater a implementação do registro compulsório no Rio Grande do Sul.

Além disso, a deputada Liziane Bayer propôs uma reunião entre a Frente Parlamentar sobre o Câncer na Mulher do RS com o Ministério da Saúde e com a Secretaria Estadual da Saúde, para alinhar a melhor forma de realizar o registro.

Além da adoção do registro compulsório, o debate abordou a necessidade de maior agilidade nos processos de diagnóstico oncológico a partir da suspeita de câncer. Existem casos de espera para confirmação do câncer que levam meses entre os pacientes da rede pública, e mais da metade deles têm a confirmação do diagnóstico quando o câncer já está em estágio avançado.

Desde 2013, a FEMAMA trabalha pela aprovação do Projeto de Lei 5722/13, que incluirá um artigo na Lei dos 60 Dias, estabelecendo o prazo máximo de 30 dias para a confirmação do diagnóstico mediante suspeita médica de câncer. A confirmação diagnóstica se dá pelo laudo anatomopatológico, resultado da biópsia.

A audiência teve o apoio do grupo multissetorial Go All, da União Internacional de Controle do Câncer (UICC), da Associação Beneficente Amigas da Mama do Litoral (ABAMI), da Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (AAPECAN), da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Canoas, da Viamama e da Frente Parlamentar Sobre o Câncer na Mulher.

Foto: divulgação | Fonte: assessoria
29/06/2018 0 Comentários 555 Visualizações
Saúde

Diabetes é tema de evento na Associação Médica do Estado

Por Gabrielle Pacheco 12/06/2018
Por Gabrielle Pacheco

Ações preventivas de mudanças de hábitos de vida podem sair muito mais barato do que o valor gasto em medicamentos. O alerta fez parte de atividade realizada pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), no Ciclo de Palestras que faz parte da campanha “Saúde Preventiva: Pratique essa Ideia!”, realizado na noite de quinta-feira (07).

Esse mês, a programação foi referente do Junho Vermelho. A atividade foi realizada  no Centro de Eventos AMRIGS.

Pacientes pré-diabéticos são pacientes que já estão tendo alguma alteração no seu organismo e serão diabéticos, muito provavelmente, se não fizerem alguma alteração no estilo de vida ou dieta. O diabetes tende a ser uma doença progressiva, especialmente, o tipo 2. Então, esse paciente vai precisar cada vez mais medicamentos e intervenções terapêuticas, explicou o médico endocrinologista, Rafael Selbach.

Os sintomas mais comuns observados em pacientes diabéticos são urina em excesso, excesso de sede e perda de peso. Há também, pacientes que são assintomáticos e por isso é importante a realização de exames de sangue frequentes.

Ente as ações preventivas mais importantes estão adoção de uma dieta saudável, hábitos regulares de atividade física, cessar o tabagismo e, em casos indicados pelo médico, uso de medicamentos.

Foto: divulgação | Fonte: Assessoria
12/06/2018 0 Comentários 583 Visualizações
CidadesSaúde

Porto Alegre é escolhida como Cidade-Desafio para o Câncer

Por Gabrielle Pacheco 22/05/2018
Por Gabrielle Pacheco
A capital gaúcha foi selecionada como Cidade-Desafio do City Cancer Challenge 2025, iniciativa liderada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) que tem como objetivo conduzir algumas cidades no mundo à liderança no planejamento e implementação de soluções de tratamento de câncer.  Com a maior mortalidade por câncer no Brasil, a cidade receberá apoio para desenvolver formas de planejar e implementar soluções de tratamento à doença.
Porto Alegre é a primeira cidade na América Latina nomeada. A decisão foi anunciada durante a Assembleia Mundial da Saúde da ONU, na tarde de hoje (21) em Genebra, Suíça.
De acordo com dados do INCA, estima-se que sejam registrados cerca de 600 mil novos casos de câncer em 2018, 54.800 deles só no Rio Grande do Sul. A candidatura da cidade foi resultado do trabalho conjunto entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), com o apoio do Hospital Moinhos de Vento.
Dra. Maira Caleffi, presidente voluntária da FEMAMA, afirma que a participação de uma cidade brasileira nessa iniciativa será um passo fundamental para que pacientes com diagnóstico de câncer tenham acesso ao tratamento adequado e todos os cuidados que a doença demanda.
O Projeto Cidade-Desafio permitirá agregar várias áreas de interesse em busca de uma solução para as crescentes taxas de câncer em Porto Alegre. Existe um problema global com o aumento geométrico do número de novos casos, mas a solução precisa ser local. Com essa experiência, Porto Alegre servirá de modelo nacional para tornar o atendimento oncológico mais rápido e moderno”, declara.
No máximo cinco cidades no mundo devem ser escolhidas como Cidade-Desafio até o fim do ano entre 20 candidatas para receberem acompanhamento da UICC na estruturação da busca de resultados. Porto Alegre foi a única cidade latino-americana a integrar a disputa.
Foto: divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2018 0 Comentários 497 Visualizações
Saúde

Região Sul já investe em prevenção contra a febre amarela

Por Gabrielle Pacheco 19/01/2018
Por Gabrielle Pacheco

Autoridades, Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Minas Gerais estão vigilantes. E não é para menos, pois já foram registradas 38 mortes de febre amarela silvestre no Brasil. A doença é causada por um vírus inoculado no nosso corpo proveniente da picada de um mosquito, e que pode levar a morte.

As causas desse fenômeno epidemiológico podem estar diretamente relacionadas ao avanço urbano para as áreas de mata e regiões agrícolas, como muitos especialistas já vêm alertando. Com o meio ambiente em desequilíbrio, muitas formas de doenças antes erradicadas ou que não se manifestavam mais podem voltar a surgir, comprometendo a saúde pública e levando a uma série de impactos no equilíbrio do planeta.

Na região Sul, vem ocorrendo algumas ações de prevenção. No Rio Grande do Sul, por exemplo, que não registra casos há 10 anos, a prevenção é intensa. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, a cobertura atinge cerca de 70% da população.

No Paraná, o único registro de contágio da febre amarela foi em Laranjal, no interior, em 2008. Mesmo assim, pessoas que têm viagem marcada para regiões afetadas estão procurando os postos de saúde para tomar a vacina.

Em Santa Catarina, o último caso registrado foi em 1966, mas a Secretaria recomenda a imunização em 162 cidades do estado.

Solucionando dúvidas

Estamos vivendo uma epidemia ou são apenas casos isolados da doença? Quais são os sintomas? As pessoas ainda têm muitas dúvidas. O vírus que causa a febre amarela urbana e a silvestre é o mesmo, o que significa que os sinais, os sintomas e a evolução da doença são exatamente os mesmos. A diferença está nos mosquitos transmissores e na forma de contágio. Os transmissores da febre amarela silvestre são os mosquitos Haemagogus e o Sabethes, que vivem em matas e beira de rios.

Eles picam macacos contaminados e,depois, as pessoas. Por isso, há casos de muitas mortes de macacos em regiões acometidas pela doença. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo conhecido aedes aegypti, e não são registrados casos no Brasil desde 1942.

A vacinação é muito importante. Trata-se de um mecanismo de prevenção essencial, porém, o cuidado que se deve ter daqui para frente é para que a febre amarela silvestre não se torne urbana, uma vez que as regiões onde ocorreram as mortes de macacos ficam a menos de 30 km do centro de São Paulo, por exemplo.

As autoridades públicas dos órgãos de Saúde correm para que os casos não se alastrem. Mas, se pensarmos um pouco, a verdadeira prevenção deve começar na promoção de políticas ambientais que proíbam o desmatamento descontrolado. Caso contrário, cada vez mais teremos o ressurgimento de doenças antes erradicadas.

Fonte: Rodrigo Berté – Diretor da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional UNINTER | Foto: Reprodução

19/01/2018 0 Comentários 482 Visualizações
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