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pesquisa

Business

Pesquisa aponta desafios para os pequenos negócios gaúchos

Por Marina Klein Telles 21/06/2023
Por Marina Klein Telles

A redução do poder de compra do consumidor, o desafio de equilibrar as finanças e o aumento geral dos custos são os fatores que mais afetaram o ambiente dos pequenos negócios gaúchos no segundo bimestre de 2023, onde 51% das empresas indicaram redução no faturamento. É o que aponta a mais recente pesquisa do Sebrae RS. O levantamento ouviu empresários de Micro e Pequenas Empresas (MPE) e Microempreendedores Individuais (MEI) gaúchos dos setores do comércio, serviço, indústria e agronegócio.

De acordo com o diretor-superintendente do Sebrae RS, André Godoy, o atual cenário econômico nacional impõe desafios à performance das empresas, as quais, no caso do Rio Grande do Sul, seguem dando demonstração de resiliência. “Uma vez mais a gestão vem para o centro da atenção dos pequenos negócios. O cuidado com a preservação do caixa, a manutenção do relacionamento com os clientes e o desenvolvimento ou consolidação de canais de venda que ampliem a visibilidade dos produtos e serviços, mostram-se estratégias ainda mais importantes em momentos de incerteza”, acredita.

Neste cenário, a pesquisa do Sebrae RS indica a evolução da utilização de ferramentas digitais e o uso de dados para a tomada de decisão pelos pequenos negócios. Segundo o estudo, 64% das empresas utilizam os meios digitais para atendimento e relacionamento com clientes, 59% para a divulgação e 50% para venda de produtos e serviços. As principais ferramentas digitais utilizadas são o WhatsApp, Instagram e o WhatsApp Business.

Principais desafios

A redução do poder de compra do consumidor (39%)
Equilibrar as finanças e o aumento geral dos custos (35%)
Aumento dos custos – energia, água, insumos etc – (32%)

Perspectivas para a sequência de 2023

Ainda conforme a pesquisa, 43% dos empresários acreditam que a situação da economia do Estado não deve se alterar no próximo bimestre, enquanto 36% estão confiantes na sua melhoria. A maioria dos entrevistados (58,5%) têm a intenção de manter as atividades nos próximos 2 meses e um terço deles (31,4%) planeja expandir o negócio.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/06/2023 0 Comentários 547 Visualizações
Business

Pesquisa investiga impacto das cores no comportamento do consumidor em compras online

Por Marina Klein Telles 07/06/2023
Por Marina Klein Telles

Quando entramos em uma loja, somos imediatamente envolvidos por uma série de estímulos sensoriais que influenciam nossa experiência e decisões de compra. Entre esses estímulos, a cor do ambiente desempenha um papel significativo. No caso das compras online, não é diferente. Analisando o universo online e o comportamento do consumidor, a estudante de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Lorena Gonçalves, realizou uma pesquisa sobre o efeito das cores durante a avaliação de produtos vendidos pela Internet.

Intitulada “Variáveis de Atmosfera: Efeito da Cor do Ambiente em Padrões de Comportamento do Consumidor na Avaliação de Produtos”, o estudo, além de destacar a importância dos aspectos ambientais na tomada de decisão do consumidor, trouxe evidências de como a pandemia transformou o consumo, com um aumento expressivo das compras online. “O objetivo da pesquisa foi analisar como as cores influenciam na avaliação de produtos e como a cor da loja afeta a forma como as pessoas julgam o status social e a utilidade do produto”, revela Lorena Gonçalves.

O orientador da pesquisa, Paulo Cavalcanti, professor de Psicologia do CEUB, afirma que as variáveis estudadas se referem aos elementos presentes no contexto de consumo que podem influenciar o comportamento dos clientes, indo além das consequências diretas da compra, como benefícios e custos. “Esses fatores muitas vezes atuam de forma inconsciente, influenciando a decisão de escolha de um produto. Alguns exemplos dessas variáveis incluem música, cheiro, cores, posição dos objetos e lotação do ambiente”, explica.

Ao aplicar o BPM (Behavioral Perspective Model – Modelo de Perspectiva Comportamental), a metodologia adotada pela estudante consistiu em um teste com três grupos de 30 pessoas, cada um avaliando produtos em um formulário com cores de fundo distintas: laranja, azul e branco. Para avaliar os produtos, foi criado um site onde os participantes podiam visualizá-los e ler suas descrições, sendo direcionados ao formulário para responder às questões. Foram selecionados produtos de tecnologia, uma vez que foram bastante consumidos durante a pandemia. “A intenção era verificar como as cores presentes nos sites influenciavam a percepção e a avaliação das características informativas e utilitárias dos produtos”, afirma Lorena.

Os resultados indicaram que o grupo exposto à cor azul apresentou as maiores médias em termos de informações e utilidade, e houve uma correlação significativa entre esses aspectos e a intenção de compra. Isso sugere que os padrões de resposta são consistentes entre os indivíduos. Condições relacionadas ao status social de um produto foram diretamente ligadas aos benefícios econômicos e funcionais que ele oferece, bem como à motivação para comprar nesse grupo. Já o grupo da cor laranja enfrentou mais dificuldade, levando mais tempo para completar a avaliação em comparação aos outros grupos. Isso indica que a avaliação dos produtos se tornou aversiva para esses participantes. O grupo exposto à cor branca ficou em segundo lugar entre o perfil dos consumidores.

Para Lorena Gonçalves, a pesquisa oferece insights importantes para profissionais de Marketing, Psicologia e para a indústria do e-commerce, fornecendo evidências sobre os efeitos da atmosfera na tomada de decisão do consumidor. A estudante acredita que o estudo pode promover o consumo consciente e equilibrado, levando os indivíduos a refletir sobre a razão de consumir e suas consequências.

A estudante de psicologia do CEUB acredita que seu estudo pode auxiliar também na criação de um órgão regulador do consumo, responsável por mediar conflitos e fiscalizar o ambiente de compra, garantindo que os elementos atmosféricos utilizados não prejudiquem os consumidores. Essas descobertas podem orientar intervenções planejadas nessas áreas.

Para o orientador, o professor Paulo Cavalcanti, resultados como estes destacam a importância das variáveis de atmosfera, como as cores dos sites, na percepção e avaliação dos produtos pelos consumidores. “Essa pesquisa contribui para a compreensão do comportamento do consumidor em um contexto digital e fornece insights relevantes para a área de marketing e design de websites”, conclui.

Aumento das compras on-line

De acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas totais registradas no e-commerce brasileiro atingiram a marca de R$ 169,6 bilhões em 2022. Foram cerca de 368,7 milhões de pedidos e um ticket médio de R$ 460 por cliente no ano passado. O relatório ainda aponta que as compras online seguem crescendo e, hoje, representam mais de 10% de todo o segmento do varejo nacional.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/06/2023 0 Comentários 947 Visualizações
Business

Intenções de Compra para o Dia das Mães

Por Marina Klein Telles 12/05/2023
Por Marina Klein Telles

O Dia das Mães é uma das datas comemorativas mais importantes para o comércio brasileiro e, pensando nisso, a TRIWI consultoria especializada em marketing digital realizou uma pesquisa inédita sobre a intenção de compra dos consumidores para esta ocasião especial. O estudo revela dados importantes sobre os presentes mais procurados, a faixa de preço que os clientes estão dispostos a investir e as tendências de comportamento que podem impactar diretamente as vendas do varejo.

De acordo com Ricardo Martins, CEO da TRIWI, essas informações são fundamentais para que lojistas, empresários e demais profissionais do setor possam se preparar e atender às expectativas do público, oferecendo a melhor experiência de compra e contribuindo para o fortalecimento da economia nacional. A pesquisa realizada entre os dias 30 de Março a 30 de Abril, com cerca de 7.659 entrevistados, revela que o ticket médio é de R$210,00 reais, cerca de 14% maior que comparado a 2022, onde a média ficou em R$179,00.

Dentre as categorias de produtos mais buscadas o ranking seguiu a ordem seguinte: Roupas e calçados (35%), Beleza (21%), Celulares e acessórios (18%), Eletrodomésticos (17%), Decoração (7%) e Itens de supermercado (2%). Em relação ao meio de pagamento, quase metade dos entrevistados consideram pagar no crédito parcelado (48%), seguido por crédito com apenas uma parcela (34%), na sequência débito à vista/PIX (12%) e dinheiro à vista (6%).

Segundo Martins, lojas e comerciantes devem estar atentos às intenções de compra poderem ter mais assertividade tanto na oferta de produtos quanto no investimento há campanhas online para captação de leads. Ao serem questionados sobre os meios de buscas de produtos, o resultado mostra 76% em buscas no Google, e 24% com intenção de busca diretamente na loja física. No mesmo cenário 79% dos entrevistados farão a compra online, conta 21% na loja física.

“O Dia das Mães é uma das datas mais importantes para o varejo, pois além de celebrar uma figura tão importante na vida de muitas pessoas, é também uma oportunidade para as empresas impulsionarem suas vendas e conquistarem novos clientes através de promoções e campanhas criativas”, destaca.

Ricardo acrescenta que a intenção de compra para o Dia das Mães este ano parece ser extremamente forte, com muitas pessoas procurando maneiras de mostrar o quanto suas mães são especiais. Os dados mostram que os consumidores estão planejando gastar mais em presentes este ano do que no ano passado, com a expectativa de presentear suas mães com presentes significativos e personalizados.

“As empresas que oferecem opções de compra online e opções de entrega seguras e confiáveis provavelmente terão um desempenho forte neste período de vendas. No geral, o Dia das Mães é uma oportunidade para as empresas que oferecem presentes únicos e exclusivos para celebrar as mães em todo o mundo, além de impulsionar a venda, a data pode ser um ótimo motor para fidelizar clientes e aumentar a receita de todo o varejo”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/05/2023 0 Comentários 819 Visualizações
Saúde

Estudo aponta desafios e oportunidades da saúde do Vale do Sinos

Por Marina Klein Telles 24/04/2023
Por Marina Klein Telles

Identificar os principais desafios e oportunidades para o desenvolvimento de soluções mais assertivas que qualifiquem ainda mais uma das cadeias mais importantes da região. Depois de sete meses de um trabalho conjunto, esse é o objetivo que começa a ser cumprido com a apresentação do Diagnóstico Setorial da Saúde Vale do Sinos. Inédito, o mapeamento é fruto de uma parceria entre o Sebrae RS e a Universidade Feevale e será apresentado na quarta-feira, 26 de abril.

Iniciado em agosto de 2022, o diagnóstico foi realizado em duas etapas. Segundo a coordenadora técnica do projeto, Carla Adam, da Universidade Feevale, em um primeiro momento, foram ouvidos os principais players – hospitais públicos e privados de 12 municípios do Vale do Sinos para, em seguida, cruzar informações junto a um universo de cerca de 900 micro e pequenas empresas que atuam na cadeia de fornecedores do setor.

De acordo com a coordenadora de projetos de saúde do Sebrae RS, Ana Paula Rezende, o estudo servirá como ponto de partida para a construção de um plano estratégico empresarial, estrutural e sistêmico para a região, a ser elaborado ainda em 2023, em conjunto com as principais lideranças da região. “A saúde é uma área tão importante quanto sensível, onde as decisões devem ser tomadas da forma mais assertiva possível e com a devida responsabilidade”, pontua.

Entre os principais desafios apontados pelo diagnóstico estão questões como dificuldade em processos de compra e logística, gerenciamento de suprimentos de curto prazo, contratação de médicos especialistas e enfermeiros e falta de tecnologia e estratégias de digitalização dos negócios. Enquanto, soluções em processos de gestão, sistema de rastreabilidade, aproximação com players do ecossistema inovação – incluindo startups – e investimento em tecnologia e plataforma digitais de venda são as oportunidades mais citadas.

Serviço

O quê: Apresentação do Diagnóstico Setorial da Saúde Vale do Sinos
Quando: 26 de abril (quarta-feira), às 14h
Onde: Espaço Sebrae RS de Negócios Novo Hamburgo (Rua Bento Gonçalves, 2652)

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/04/2023 0 Comentários 608 Visualizações
Ensino

CNPq concede mais 20 bolsas de mestrado e doutorado para a Feevale

Por Gabrielle Pacheco 02/03/2023
Por Gabrielle Pacheco

A Universidade Feevale foi contemplada, pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com mais 20 bolsas de mestrado e doutorado para estudantes. A verba, no valor total de mais de R$ 1,6 milhão, tem por objetivo apoiar projetos institucionais de pesquisa científica, tecnológica e de inovação. As instituições de ensino de todo o Brasil que submeteram propostas e foram contempladas deverão implementar as bolsas em até seis meses, mas a Feevale pretende fazê-lo assim que forem disponibilizadas pelo CNPq.

A vinda dessas cotas reafirma a importância da nossa instituição na pesquisa nacional (…), que contribui para o avanço do conhecimento da ciência no Brasil.

O reitor Cleber Prodanov comemora o resultado divulgado na manhã desta terça-feira (28), que proporciona que mais alunos tenham acesso aos programas de mestrado e doutorado da Feevale. “Este é o reconhecimento do trabalho da pesquisa e da pós-graduação da Universidade Feevale. A vinda dessas cotas reafirma a importância da nossa instituição na pesquisa nacional, se colocando como um player bastante importante, que contribui para o avanço do conhecimento da ciência no Brasil”, comemora. “É uma conquista coletiva dos programas dos pesquisadores e de todos os alunos que estão envolvidos na pesquisa da Feevale”, complementa o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki.

Atualmente, a Feevale disponibiliza 155 bolsas para os seus estudantes de mestrado e doutorado. Com mais essas do CNPq, serão 175. Neste ano, o Conselho já havia destinado outras duas bolsas, vinculadas ao Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), que tem como objetivo contribuir para o aumento da capacidade inovadora, da competitividade das empresas e do desenvolvimento científico e tecnológico no país, além de fortalecer os sistemas regionais de inovação.

Para essas duas bolsas, podem concorrer candidatos inscritos no processo seletivo de fluxo contínuo do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais da Feevale. As inscrições podem ser feitas até as 22h do dia 3 de abril, pelo site da instituição, endereço em que também pode ser consultado o edital completo. Para as outras 20 bolsas de mestrados e doutorados, o processo será divulgado nas próximas semanas.

Foto: Caroline Souza/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2023 0 Comentários 1,5K Visualizações
Variedades

Pesquisa aponta que 39% dos brasileiros pretendem gastar menos em 2022

Por Ester Ellwanger 14/01/2022
Por Ester Ellwanger

Metade dos brasileiros (50%) deseja ganhar mais dinheiro em 2022 e 39% pretendem gastar menos. Além disso, 13% aguardam uma vaga de emprego, e 12% não estão satisfeitos e desejam mudar de emprego. As informações são do ‘Pulso Expectativa 2022’, estudo realizado com mais de 1.800 pessoas pela Hibou – empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo, e a Score Group – empresa de data retail e shopper experience da B&Partners.

Com a inflação em alta e um cenário econômico incerto, os desafios econômicos enfrentados pela pandemia colocaram as finanças na mira dos brasileiros. Mesmo com o desejo de ganhar mais dinheiro em 2022, 39% dos brasileiros pretendem gastar menos do que no ano anterior; 25% acreditam que os gastos serão mantidos; 12% acreditam que vão gastar mais. 23% ainda não sabem como serão os gastos.

De acordo com o estudo, 52% dos entrevistados apontam que começam o ano com as contas em dia e 12% afirmam que estarão com dinheiro sobrando. 36% declararam que devem iniciar o ano com dívidas – dentre eles, 26% afirmaram que os valores devidos ultrapassam os R$15 mil.

“Os brasileiros querem equilibrar suas finanças neste ano. Economizar ao máximo, usar cupons de descontos e promoções são hábitos herdados de 2021 e que vão permanecer”, analisa Ligia Mello, coordenadora da pesquisa e sócia da Hibou. “Para 2022, as escolhas sobre os locais de compras tendem a ser as mesmas de 2021. 30% vão comprar tanto em lojas físicas quanto online; enquanto 29% pretendem manter as compras pela internet; e 8% querem comprar mais em lojas físicas”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/01/2022 0 Comentários 652 Visualizações
Business

Pesquisa do IBGE mostra crescimento das vendas do varejo gaúcho em outubro

Por Ester Ellwanger 09/12/2021
Por Ester Ellwanger

O mês de outubro apresentou crescimento das vendas do comércio no Rio Grande do Sul, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, 8 de dezembro. O levantamento mostra que o varejo gaúcho em geral teve alta de 1,6% em outubro frente a setembro e que o comércio ampliado, que abrange venda de veículos e de materiais de construção, teve incremento de 2,2%.
O resultado no RS é expressivo tendo em vista que no país o setor varejista teve leve queda, de 0,6% no mesmo confronto e o comércio ampliado, em nível nacional, as vendas caíram 0,9% em nível nacional.


O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, considera importante a reação das vendas do comércio gaúcho em outubro. Para o dirigente, esse resultado já demonstra que o último trimestre de 2021 deve se caracterizar por resultados mais animadores para o varejo do estado.

“O avanço da vacinação, a maior circulação de consumidores, o crescimento da geração de novos postos de trabalho e a demanda reprimida de consumo são fatores que colaboraram para a melhoria das vendas em outubro. Soma-se a isso o pagamento do 13º salário em novembro e dezembro e o início do pagamento do Auxílio Brasil neste final de ano e podemos ter a expectativa de que as vendas serão ainda melhores nos dois últimos meses de 2021. Além, é claro, de datas como a Black Friday e o Natal, que impulsionam o consumo. No que diz respeito ao Rio Grande do Sul é fundamental que as vendas cresçam, pois os lojistas gaúchos sofreram muito com as restrições à sua atividade e precisam muito desse incremento para garantir a sustentabilidade de seus negócios”, avalia Vitor Augusto Koch.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/12/2021 0 Comentários 626 Visualizações
Variedades

Estudo que RS tem mais de 7,3 mil consumidores que podem migrar para o mercado livre de energia

Por Ester Ellwanger 06/12/2021
Por Ester Ellwanger

Um estudo inédito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE revelou que no Rio Grande do Sul existem mais de 7,3 mil Unidades Consumidoras (UCs) que já poderiam fazer parte do mercado livre de energia e ter um fornecimento potencialmente mais barato e mais adequado às suas necessidades individuais.

Os consumidores identificados pela Câmara são empresas de grande e médio porte, como indústrias, shoppings ou redes de supermercados que, sozinhos ou em comunhão, alcançam carga acima de 500 kW, a demanda mínima exigida atualmente para operar no segmento.

O mercado livre permite negociação direta de contratos com fornecedores, sejam eles geradoras ou comercializadoras. Cerca de 2,3 mil UCs já fazem parte desse modelo de contratação somente no estado gaúcho. Entre os que já podem, mas ainda não estão, a maior parte está na faixa de consumo comercial, seguido por poder público, rural, industrial e serviço público.

Na avaliação da CCEE, o que falta para que essas companhias migrem para o mercado livre é uma maior oferta de modelos de contratos que garantam uma conta mais barata, de forma simples e com risco reduzido para o consumidor. “Esses grupos não possuem equipes especializadas em gestão de compra e venda de energia, então precisam de todo o apoio possível nessa transição, bem como no dia a dia da operação no mercado e no gerenciamento dos contratos”, diz Talita Porto, vice-presidente do Conselho de Administração da CCEE.

Para resolver a questão, a Câmara defende o desenvolvimento da categoria de comercializador varejista, que pode intermediar a negociação e tornar o processo menos burocrático e mais seguro. “É a figura que assume parte dos riscos associados às volatilidades do mercado e que pode representar seus clientes no segmento, fazendo com que a migração seja simplificada”, complementa Talita.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/12/2021 0 Comentários 1,1K Visualizações
Business

Pesquisa mostra retomada do consumo nas oito maiores capitais do país

Por Ester Ellwanger 03/12/2021
Por Ester Ellwanger

Se ainda há um longo caminho para a recuperação econômica sustentável após o impacto da crise sanitária, já é possível vislumbrar uma retomada crescente do consumo nas principais praças nacionais. É o que mostra pesquisa da Geofusion, líder em inteligência geográfica no país, nas oito cidades mais populosas do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Curitiba e Manaus – com base em três categorias de consumo: higiene e cuidados pessoais; vestuário; e joias e bijuterias.

O setor de vestuário vem demonstrando uma capacidade de recuperação consistente, após amargar um dos piores resultados em 2020. A intenção de compras cresceu de forma equânime nas cidades pesquisadas: 67%. O salto, em valores absolutos, foi de aproximadamente R ﹩49,70 bilhões (2020) para R$ 82,80 bi (2021).

As variações recaem sobre as classes sociais que têm ido às compras. Em São Paulo (40%), Rio de Janeiro (41%) e Brasília (56%) são as cidades em que a classe A mais consome esses produtos. Já em Manaus, as famílias de classe A respondem por 8% das compras; Salvador, 22%, Fortaleza, 24%; Belo Horizonte, 25%, e Curitiba, 33%.

 

O setor de joias e bijuterias também demonstra resultado positivo. A recuperação registrada é superior a 50% em algumas cidades, saindo de R﹩ 5,40 bi, no passado, para R﹩ 8,10 bi, em 2021. São Paulo, Curitiba e Salvador tiveram aumento de consumo de 51%. A classe A é a que mais consome esses itens, e as cidades com maior concentração dessas compras pelos mais ricos são Brasília (71%), São Paulo (67%) e Rio de Janeiro (56%).

O consumo de produtos de higiene e cuidados pessoais subiu 6% no período mais crítico da crise sanitária. Em valores, o setor registrou crescimento este ano em relação a 2020. Respectivamente, R﹩ 145,30 bilhões contra R﹩ 122,60 bi. Esses produtos tiveram aumento da procura em todas as capitais pesquisadas: Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília (19%), São Paulo, Manaus e Curitiba, Salvador e Rio (18%).

“O consumo de higiene e cuidados pessoais não parou de crescer desde 2018, ou seja, não caiu na pandemia, mesmo com as pessoas dentro de casa. Já o de vestuário sofreu um forte tombo em 2020 e sua recuperação está vigorosa, provavelmente pelo retorno dos eventos sociais e trabalho presencial, mas apenas conseguiu voltar ao que era em 2018. E o consumo de joias e bijuterias, para o qual se esperaria uma queda maior do que a do vestuário, surpreendeu. Caiu quatro vezes menos que o potencial de vestuário (2020×2019) e agora tem um forte crescimento em 2021, com um volume 42% superior a 2018”, coloca Susana Figoli, diretora de Inteligência de Mercado na Geofusion.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/12/2021 0 Comentários 801 Visualizações
Variedades

Estudo mostra que RS tem 3ª melhor gestão de lixo do Brasil

Por Ester Ellwanger 26/11/2021
Por Ester Ellwanger

O Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb) divulgou nessa semana o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana – Islu 2021, que avalia a qualidade da gestão do lixo nos municípios brasileiros, em parceria com a PwC Brasil. A região Sul é a que apresenta pontuação mais alta de acordo com o estudo, com média de 0,545 (em avaliação que vai de 0 a 1) e índice de reciclagem de 7,2%, o melhor do país. Ainda assim, a pontuação representa uma baixa performance de acordo com o índice, que classifica como desempenho médio apenas as cidades com avaliação acima dos 0,600.

O Rio Grande do Sul é o terceiro melhor colocado entre os estados brasileiros em análise geral, no entanto, em Porto Alegre (RS), a taxa de reciclagem cai para 2,1% – abaixo até do índice nacional de 3,5% – enquanto no estado do Rio Grande do Sul a taxa média de reciclagem é de 7,4%.

O Rio Grande do Sul também é o estado com maior número de municípios que aplicam algum tipo de cobrança, na ordem de 83,5%. No entanto, apenas 4,6% (23) das 497 cidades praticam a cobrança integral pelos serviços, enquanto outros 62,6% (311) a praticam parcialmente, cobrindo em média (ponderada entre os municípios) apenas um terço dos custos, ficando o restante às expensas dos orçamentos municipais.

Em participação em um seminário realizado pelo setor de resíduos sólidos em Porto Alegre na última sexta-feira (19/12), Daniel Martini, promotor de justiça do Rio Grande do Sul, disse que a garantia do equilíbrio econômico-financeiro dos serviços de gestão dos resíduos sólidos é o foco de atuação nesse momento.

“Infelizmente, o serviço de manejo de resíduos sólidos ainda é deficitário do ponto de vista econômico em grande parte dos municípios do Rio Grande do Sul. Em trabalho conjunto com as prefeituras, uma das alternativas que propomos aos gestores é a de regionalização dos serviços, como a formação de consórcios intermunicipais, por exemplo, para que seja possível aplicar uma taxa que cubra integralmente os custos e garanta o descarte ambientalmente adequado do lixo na região”, explica Daniel Martini.

Brasil tem avanço lento em tratamento do lixo

De acordo com o Islu 2021, se mantido o cenário atual, o Brasil dificilmente cumprirá os objetivos de desenvolvimento sustentáveis da Organização das Nações Unidas (Onu) relacionados à gestão do lixo. Segundo o estudo, houve um tímido avanço na gestão do lixo nos últimos 5 anos e 58% das cidades brasileiras ainda não possuem um modelo de cobrança para custear os serviços de coleta e tratamento do lixo. O resultado é que metade dos municípios ainda despeja seus resíduos em lixões a céu aberto, mudança pouco expressiva em comparação com os 55% identificados na edição de 2016 do índice.


O estudo analisou a realidade de 3.572 municípios em todo o país, revelando que 50% deles ainda descarta seu lixo de forma ambientalmente inadequada. A cobertura da coleta porta a porta se manteve na casa dos 76%, com um quarto da população sem acesso aos serviços. Já a taxa de reciclagem patina em torno de 3,5% nos últimos 5 anos.

De acordo com a projeção realizada pelo Islu, se não houver mudanças na gestão dos resíduos sólidos, o Brasil dificilmente alcançará as metas de redução de impacto ambiental e de reciclagem estabelecidas pela Onu. A análise levou em consideração o ritmo de progresso dos últimos anos.

“Somente uma mudança de gestão, com recursos financeiros para modernizar e aumentar a eficiência dos serviços, trará resultados positivos para o setor e, consequentemente, a redução dos impactos ambientais causados pela produção de resíduos”, explica Márcio Matheus, presidente do Selurb, ressaltando que essa possibilidade depende da efetiva implementação do Novo Marco do Saneamento, que impôs aos municípios a obrigatoriedade de criar um sistema de cobrança que tornem sustentáveis os serviços de coleta, tratamento e descarte ambientalmente adequado do lixo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/11/2021 0 Comentários 1,3K Visualizações
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