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medicina

Variedades

Evento discutirá pesquisa e formação para combate às doenças infecciosas no Brasil

Por Marina Klein Telles 23/03/2023
Por Marina Klein Telles

Na próxima semana, um evento na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, discutirá os desafios para a implementação de uma abordagem de Saúde Única no Brasil. O workshop Advancing a One Health Approach in Brazil acontecerá nos dias 28 e 29 de março, e será realizado em conjunto pela Academia Nacional de Medicina, Academia Brasileira de Ciências e a Academy of Medical Sciences do Reino Unido. Virologista e pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade Feevale, Fernando Spilki participará de um painel no segundo dia de evento.

O programa tem o objetivo de demonstrar como as evidências científicas podem ajudar a enfrentar os desafios globais de saúde e apoiar a pesquisa e respostas do setor público para doenças infecciosas no Brasil. No workshop, estarão reunidos pesquisadores, criadores de políticas públicas e setores interessados, a fim de identificar as principais oportunidades e barreiras de pesquisa para permitir a implementação bem-sucedida de uma abordagem de Saúde Única no país.

Spilki integrará o painel Exemplos de pesquisa, sucessos e colaboração no Brasil, que destacará os principais esforços e sucessos de pesquisa em andamento no Brasil e países vizinhos. O pró-reitor, que também é coordenador da Corona-Ômica BR/MCTI, maior projeto de estudo e sequenciamento genético do SARS-CoV-2 no Brasil, falará sobre o trabalho na rede, a partir das 8h30min do dia 29, na sessão: Examples of Research, successes and collaboration in Brazil.

Mais informações podem ser obtidas no site do evento.

23/03/2023 0 Comentários 671 Visualizações
Saúde

Simpósio atualiza conhecimentos médicos nas áreas de alergia e imunologia

Por Felipe Schwartzhaupt 07/11/2022
Por Felipe Schwartzhaupt

Em crescimento no Brasil e no mundo, as doenças alérgicas já alcançam 30% da população brasileira, de acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). Somente a asma, por exemplo, afeta em torno de 20% das crianças e adolescentes no país, o que reforça a importância de capacitação e atualização constantes dos médicos que atuam com esse público.

Com o objetivo de oportunizar essa ampliação de conhecimentos, assim como o de estimular a interação e a troca de informações entre médicos pediatras, estudantes e especialistas, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) realizou entre os dias 21 e 22 de outubro o XI ALERGOPED – Simpósio Gaúcho de Alergia Pediátrica, em Caxias do Sul. O evento foi organizado pelo Comitê de Alergia e Imunologia da entidade, presidido pela médica Betina Schmitt, que ressaltou o caráter prático da atividade.

“Com o auxílio inovador de quatro estações práticas, conseguimos mostrar como são feitos os testes alérgicos e diversas situações de orientação ao paciente, como nos usos de dispositivos inalatórios e de adrenalina em episódios de anafilaxia, que ameaçam a vida do paciente”, explicou Schimitt.

Segundo ela, o Simpósio abordou os principais assuntos das doenças alérgicas, desde as respiratórias e cutâneas até as alimentares e as imunodeficiências, mostrando as interfaces de trabalho entre pediatras e especialistas com pneumologistas, gastroenterologistas e dermatologistas.

“O curso funcionou como atualização em alergia pediátrica, tendo uma centralidade nas situações do dia a dia, esse foi o diferencial. É muito importante que o pediatra saiba como manejar os casos dos pacientes e como encaminhá-los a outros profissionais, quando necessário”, disse a médica, salientando a grande presença de público e a alta troca de conhecimentos entre os participantes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/11/2022 0 Comentários 858 Visualizações
Ensino

Inscrições abertas para o vestibular de Medicina da Universidade Feevale

Por Felipe Schwartzhaupt 29/09/2022
Por Felipe Schwartzhaupt

Estão abertas, até as 17 horas do dia 24 de outubro, as inscrições para o processo seletivo do curso de Medicina da Universidade Feevale. O candidato poderá escolher entre duas formas de ingresso: Redação Feevale + Prova Objetiva Feevale, que acontecerá de forma presencial no dia 6 de novembro, das 12h às 17h, no Câmpus II, em Novo Hamburgo (ERS-239, 2755, Novo Hamburgo); ou aproveitamento Redação Enem + Prova Objetiva Enem (podendo ser utilizadas as notas dos anos 2019, 2020 e 2021). As inscrições podem ser realizadas no site www.feevale.br/ingressomedicina, em que também é possível acessar o edital completo.

Os candidatos poderão optar pela utilização do critério de Inclusão Regional, que tem por objetivo estimular o acesso dos estudantes que já tenham concluído anteriormente ou irão concluir em 2022 o Ensino Médio em escolas presenciais e regulares no entorno da Universidade Feevale. Essa política de ação inclusiva é feita por meio de um acréscimo de 2% na média final de classificação obtida pelo candidato que concluiu o Ensino Médio nas seguintes cidades: Araricá, Campo Bom, Canoas, Dois Irmãos, Estância Velha, Esteio, Igrejinha, Ivoti, Lindolfo Collor, Morro Reuter, Nova Hartz, Nova Santa Rita, Novo Hamburgo, Parobé, Portão, Presidente Lucena, Riozinho, Rolante, Santa Maria do Herval, São Leopoldo, Sapiranga, Sapucaia do Sul, Taquara e Três Coroas.

São oferecidas 81 vagas neste processo seletivo, 41 para o primeiro semestre de 2023 e 40 para o segundo semestre do mesmo ano. As vagas serão preenchidas respeitando a ordem de classificação obtida no processo seletivo, prioritariamente para o 1º semestre; não havendo mais vagas disponíveis, serão preenchidas as vagas ofertadas para ingresso no 2º semestre do mesmo ano, entre os próximos colocados.

As aulas no primeiro semestre se iniciam dia 22 de fevereiro, no Câmpus II da Feevale. Os estudantes selecionados participarão de atividades práticas desde o primeiro semestre de formação, com atendimento à comunidade na rede de atenção básica dos municípios conveniados da região, nos hospitais conveniados e no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (CIES), localizado junto ao Câmpus II.

Processo seletivo Medicina Universidade Feevale

– Inscrições on-line: www.feevale.br/ingressomedicina
– Publicação inscrições homologadas: 27 de outubro
– Publicação final das inscrições homologadas: 31 de outubro
– Resultado do processo: 9 de novembro
– Matrícula classificados: 10 de novembro
– Chamada de suplentes: a partir do dia 11 de novembro
– Início das aulas: 22 de fevereiro de 2023

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/09/2022 0 Comentários 742 Visualizações
Variedades

Médico de formação, artista plástico relata como a pandemia serviu de inspiração para criar esculturas em homenagem às vítimas da COVID-19

Por Felipe Schwartzhaupt 30/08/2022
Por Felipe Schwartzhaupt

A anatomia humana e a ficção dos filmes da década de 80 estão entre as principais inspirações de Paulo Favalli para criar suas esculturas. Formado em Medicina, o também artista plástico enxerga hoje a confecção de obras como uma atividade paralela às suas atividades na saúde. Na última sexta-feira (26), Favalli ministrou uma palestra sobre o desafio de produzir peças para o Memorial da Gratidão AMRIGS, trabalho desenvolvido em homenagem às vítimas da COVID-19 e aos profissionais da saúde que atuaram na linha de frente da pandemia.

O encontro com artistas e estudantes de medicina ocorreu no Foyer da Associação Médica do Rio Grande do Sul. Ao relembrar durante a explanação sobre o processo de criação do material, o artista que também é cirurgião plástico, disse que abriu mão do trabalho na sua profissão de origem no período de produção. 

O grande desafio foi criar alguns elementos que pudessem sintetizar e que fossem compartilhados com o público, que resumisse a pandemia em imagens.

“O grande desafio foi criar alguns elementos que pudessem sintetizar e que fossem compartilhados com o público, que resumisse a pandemia em imagens. Cheguei a abrir mão de algumas das minhas atividades na medicina para poder me dedicar mais a esse projeto. Vamos traçando certos planos de carreira ao longo da vida e eu jamais esperava poder fazer algo assim tão rápido”, conta Favalli.

As três esculturas do memorial retratam momentos vividos no auge da pandemia com base em um processo artístico de extrema elaboração e complexa realização. O projeto, desenvolvido em painéis de bronze em alto relevo, narra aspectos fundamentais a respeito do momento pandêmico mais agressivo que o mundo viveu. Na obra de arte, a Morte representa o cenário negativo, mas real, que deve ser enfrentado; a Ciência representa a busca por uma solução; e a Cura, a volta à vida. 

“Eu precisava, através de algumas figuras, passar uma mensagem sobre o que foi a pandemia, no sentido de homenagear os que morreram, os que buscaram as vacinas, e os que conseguiram se curar e curar pessoas”, detalhou Paulo Favalli.

Ao final do evento, Favalli respondeu perguntas de estudantes da Liga Acadêmica de Medicina Narrativa e História da Medicina da PUCRS e também a artistas e professores presentes na palestra.

Inaugurado em dezembro de 2021, o Memorial da Gratidão AMRIGS é aberto ao público e pode ser visitado na sede da entidade (Av. Ipiranga, 5311 – Porto Alegre/RS) de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/08/2022 0 Comentários 1,1K Visualizações
Cidades

Grupo Só Riso leva carinho e alegria para pacientes da pediatria do Hospital Universitário de Canoas

Por Amanda Krohn 23/07/2022
Por Amanda Krohn

Tornar o ambiente hospitalar mais leve, humano e alegre, principalmente para os pacientes infantis. Com esse objetivo, há dez anos, estudantes do curso de Medicina da Ulbra circulam diariamente pelos corredores e quartos da internação pediátrica do Hospital Universitário de Canoas (HU). Com nariz de palhaço e jaleco branco, mais de 40 universitários distribuem carinho e fazem brincadeiras com a criançada internada no quarto andar. O projeto, idealizado por alunos com a orientação do pediatra Paulo Nader, foi batizado de Só Riso.

De segunda a sexta-feira, em dois horários, das 12h às 13h e das 17h às 18 horas, os integrantes do grupo Só Riso se revezam neste trabalho voluntário. “A gente procura levar para os pacientes uma visão diferente do ambiente hospitalar tradicional. A ideia é tornar aquele momento da internação mais descontraído e alegre com a “palhaçoterapia”. Enche o coração saber que o projeto faz a diferença no tratamento das crianças”, conta a estudante Kethylyn dos Santos, 22 anos. Moradora do Bairro Fátima de Canoas, ela passou para o sétimo semestre de Medicina na Ulbra.

” ideia é tornar aquele momento da internação mais descontraído e alegre com a “palhaçoterapia”. Enche o coração saber que o projeto faz a diferença no tratamento das crianças” – Kethylyn dos Santos

Há um ano e meio, a estudante de Medicina, Roberta Albuquerque, 20 anos, também faz parte dos integrantes do Só Riso. “No início do próximo semestre vamos fazer o processo de seleção para novos membros”, avisa a voluntária. Ela informa ainda que o projeto Só Riso tem página no Instagram com registro das principais ações ao longo dos anos.

“Este projeto permite que as crianças internadas tenham momentos de alegria e uma recuperação mais rápida. Para os alunos existe um envolvimento precoce no contato com os pacientes, colabora no desenvolvimento da empatia e aprimora a relação médico/família”, enfatiza o pediatra e diretor técnico do HU, Paulo Nader.

Nesta semana, Dilan, de 3 anos, acompanhado pelo pai Renan Moura da Costa, 25 anos, foi um dos pacientes da pediatria, que recebeu a visita do projeto Só Riso. Foi só os voluntários chegarem para a felicidade tomar conta do garoto. “Desde sábado o Dilan está aqui no HU com problema respiratório. Esta foi a primeira vez que ele precisou ser internado. Muito bom receber este projeto para animar as crianças”, comenta o pai do menino, que é operador de empilhadeira.

Foto: Arthur Ghilardi/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2022 0 Comentários 756 Visualizações
Saúde

Inverno aumenta em até quatro vezes busca por tratamento de varizes

Por Gabrielle Pacheco 18/07/2022
Por Gabrielle Pacheco

Entre as doenças vasculares, as varizes são as que mais afetam a população. Estudo da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) mostra que 38% dos brasileiros sofrem com a doença, sendo encontrada em 30% dos homens e 45% das mulheres. Quanto mais idoso, também maior a prevalência, sendo que 70% das pessoas acima dos 70 anos podem ter varizes.

O benefício de operar no inverno é que não tem exposição solar.

Dr. Vinícius Lain, cirurgião vascular (Fabio Grison/Divulgação)

No consultório do médico cirurgião vascular Vinícius Lain, em Caxias do Sul, de cada dez pacientes, sete a oito se queixam de varizes. De acordo com o especialista, no inverno a procura para resolver o problema também aumenta, já que as baixas temperaturas são favoráveis para os tratamentos clínico e cirúrgico. Durante a estação, são operados de três a quatro vezes mais do que em outros períodos. “Aqui na Serra, como o verão e o inverno são bem distintos, o benefício de operar no inverno é que não tem exposição solar”, pontua. Ele afirma que, quando indicado o procedimento cirúrgico, por questões estéticas, pede-se para o paciente não se expor à radiação solar por 60 dias. “No pós-operatório, ainda é preciso usar uma meia elástica por um mês, o que acaba sendo mais confortável no inverno do que no verão”, explica Dr. Vinícius.

O que são as varizes

As varizes são dilatações das veias nas pernas, nas coxas e nos pés, podendo ser de pequeno, médio ou de grande calibre, e mais comuns a partir dos 30 anos. Os fatores de riscos para o desenvolvimento são predisposição genética, sexo feminino, idade e obesidade. É mais corrente também em pessoas que trabalham muito tempo paradas de pé ou sentadas, pelo fato de ficarem sem mexer a bomba da musculatura. Para prevenir o problema, é preciso ter uma alimentação saudável e praticar exercício físico regular.

Apesar de não ser uma doença vascular grave, quando não tratada, as varizes podem evoluir para tromboflebite (coágulos inflamatórios), que podem estar associadas à trombose venosa profunda. Porém, normalmente, as varizes estão mais correlacionadas a questão estética e ao desconforto de peso nas pernas. “A população brasileira presta bastante atenção, não só do ponto de vista funcional, mas também estético. Algumas varizes podem doer e outras serem simplesmente estéticas. No entanto, os sintomas em ambas incluem a sensação de peso nas pernas, inchaço e percepção de que o membro inferior está mais quente durante à noite”, elucida o médico cirurgião vascular.

Creme não é tratamento

Dr. Vinícius Lain conta que os populares cremes para varizes não resolvem e nem são indicados para tratar a doença. “Na melhor das hipóteses, ele tira apenas a sensação de peso do final do dia, pois são cremes que geram o resfriamento da pele”, pondera.

Uma vez tiradas as varizes, elas não podem voltar (…), mas com o passar dos anos, outras veias podem se dilatar.

Os tratamentos para varizes podem ser clínicos ou cirúrgico e dependerão da avaliação de cirurgião vascular. No caso clínico, ele é feito com o uso de meias elásticas e algumas medicações que aliviam a sensação de peso, mas as veias não desaparecem. Para o desaparecimento das veias, são recomendados a cirurgia ou os tratamentos menos invasivos, como o uso da espuma. “Ela é indicada em pacientes mais idosos, onde o risco da cirurgia é maior do que o benefício, ou quando não se tem o objetivo estético. Sempre que tiver a finalidade estética, mediante avaliação médica, a cirurgia de varizes acaba sendo a mais indicada”, esclarece.

Dentro das cirurgias de varizes, é possível realizá-la de forma tradicional, onde a veia é removida; por termo ablação, que é o uso de laser; por radiofrequência, para fazer a cauterização da safena; ou ainda a associação entre elas. O procedimento minimamente invasivo é feito em ambiente de centro cirúrgico, demora entre 1h e 1h30 min e o paciente vai para a casa no mesmo dia. A cirurgia, quando indicada, é oferecida pelo SUS e pelos convênios de saúde.

“A recuperação mais rápida é quando tem indicação de uso de radiofrequência dentro da cirurgia. É possível ainda associar a escleroterapia, que é a secagem das veias, dentro da cirurgia, tendo uma potencialização do resultado estético. Uma vez tiradas as varizes, elas não podem voltar, mas como existe uma pré-disposição ao aparecimento dos vasos, com o passar dos anos, outras veias podem se dilatar”, afirma Dr. Vinícius Lain.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2022 0 Comentários 1,4K Visualizações
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