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mão de obra

Política

Entidades e Prefeitura debatem falta de mão de obra em Santa Cruz

Por Jonathan da Silva 12/03/2026
Por Jonathan da Silva

Lideranças empresariais e representantes do poder público de Santa Cruz do Sul se reuniram nesta quarta-feira (11), no Palacinho da Prefeitura, para discutir estratégias de enfrentamento à escassez de trabalhadores nos setores produtivos do município. O encontro foi provocado pela Associação Comercial e Industrial (ACI) e reuniu o prefeito Sérgio Moraes (PL), dirigentes de entidades empresariais, representantes do Sebrae e do Senai e a vice-reitora da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Andreia Valim, com o objetivo de definir ações para lidar com a dificuldade de preenchimento de vagas no mercado de trabalho local.

Durante a reunião, foi definida como principal medida a realização de um estudo técnico conduzido pela Unisc para identificar em quais áreas a carência de trabalhadores é mais crítica e quais fatores contribuem para que as vagas permaneçam abertas.

Diagnóstico da falta de trabalhadores

O estudo deverá mapear os setores que enfrentam maior dificuldade na contratação de profissionais e analisar as causas do problema. A iniciativa busca fornecer dados que orientem futuras ações voltadas à qualificação profissional e à aproximação entre trabalhadores e empresas.

Segundo os participantes do encontro, a escassez de mão de obra já impacta diferentes segmentos produtivos da cidade e pode afetar o ritmo de crescimento econômico da região.

Estrutura de governança

Para conduzir as ações definidas no encontro, o grupo estabeleceu uma estrutura de governança dividida em duas frentes. A frente estratégica será formada pelos presidentes das entidades empresariais participantes da reunião.

Já a frente operacional será liderada pelo Departamento de Recursos Humanos da ACI em parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul, com a função de transformar as discussões em projetos práticos.

Debates sobre alternativas

Durante os debates, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Santa Cruz do Sul e Região (Sindigêneros), Celso Müller, destacou o potencial de inserção do público sênior no mercado de trabalho e mencionou a necessidade de superar barreiras culturais que dificultam a busca por novas oportunidades por parte de pessoas idosas.

Além da realização do estudo técnico, a Prefeitura de Santa Cruz do Sul também se comprometeu a buscar referências em iniciativas já adotadas em outros municípios da região, como o sistema de capacitação de mão de obra implementado em Venâncio Aires em parceria com o poder público local.

Mobilização institucional

O objetivo das entidades e do poder público é desenvolver estratégias que aproximem pessoas em busca de trabalho das empresas que enfrentam dificuldades para preencher vagas, independentemente do nível de qualificação exigido. Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul, Marco Antônio Borba, a mobilização institucional foi um dos principais resultados do encontro. “A principal conquista é a mobilização que conseguimos em torno do tema, não somente das entidades como do Poder Público”, avaliou o dirigente.

Riscos da automação

Após a reunião, Marco Antônio Borba também mencionou preocupação com o avanço da inteligência artificial e da robotização no mercado de trabalho. Segundo ele, a demora no retorno de trabalhadores ao mercado pode levar empresas a investir em automação para manter a produção. “Meu receio é que lá na frente, quando o pessoal se aperceber que precisa trabalhar, o emprego já esteja ocupado por um robô”, afirmou Borba.

Participaram do encontro representantes do SindiTabaco, Sinduscon, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindilojas, Seasc, Sindigêneros, Assemp, Ajesc, Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), Senai e Sebrae.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/03/2026 0 Comentários 276 Visualizações
Política

Empresário alerta para falta de mão de obra e uso de drogas em Santa Cruz do Sul

Por Jonathan da Silva 02/12/2025
Por Jonathan da Silva

O empresário Lauro Afonso Goerck, proprietário da Associated Tobacco Company Brasil (ATC), alertou na Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul que a escassez de mão de obra e o impacto social do consumo de drogas estão limitando o potencial de crescimento das empresas na cidade. A manifestação foi feita durante a Tribuna Popular da casa legislativa, realizada nesta segunda-feira (1º).

Goerck afirmou que a falta de trabalhadores está impedindo a concretização de novos projetos. O empresário revelou que a ATC foi forçada a antecipar o início dos três turnos de trabalho este ano como medida preventiva para garantir a manutenção da equipe, mesmo em períodos de menor necessidade produtiva. “Não há como investir em uma nova linha de produção, porque precisamos de 150 profissionais e não temos”, destacou. A procura por trabalhadores já se estende a municípios vizinhos como Cachoeira do Sul, Rio Pardo e Agudo.

Causas da escassez de mão de obra

O empresário afirmou que a principal causa para a relutância em aceitar empregos formais reside na existência de benefícios sociais. Goerck estima que mais de 14 mil famílias em Santa Cruz do Sul estão aptas a receber algum tipo de auxílio federal, e o receio de perder esse valor garantido inibe a formalização do vínculo empregatício. Para solucionar esse dilema, Goerck propôs a criação de um mecanismo que permita às famílias em situação de extrema pobreza manter o benefício social mesmo após a assinatura de um contrato de trabalho. O empresário defendeu que “ganham as indústrias, as famílias e o governo” com essa medida, argumentando que resultaria num triplo benefício: impulsionaria a produção industrial, garantiria a dignidade das famílias e aumentaria a arrecadação governamental.

Problema do uso de drogas

Além da questão econômica, Lauro Afonso Goerck apelou aos vereadores para que dediquem atenção especial ao problema do consumo de drogas no município. O empresário mencionou que a dependência química contribui para a instabilidade da mão de obra, com trabalhadores que, segundo ele, não regressam ao serviço após receberem os salários.

O empresário concluiu sua intervenção reforçando o potencial da cidade, mas apelando a uma ação social urgente: “Santa Cruz é o melhor lugar para se viver, só temos que cuidar dos nossos doentes.”

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/12/2025 0 Comentários 320 Visualizações
Política

Vale do Sinos debate formação de mão de obra industrial

Por Jonathan da Silva 17/07/2025
Por Jonathan da Silva

A escassez de profissionais qualificados para a indústria mobilizou representantes de nove municípios da região em um encontro realizado nesta terça-feira (15), na sede do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São Leopoldo (Sindimetal RS). A reunião foi promovida em parceria com o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos) e contou com a presença de autoridades e sindicatos patronais para discutir ações integradas diante dos desafios da neoindustrialização.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo de Novo Hamburgo (SMDEIT), Daiana Monzon, e o diretor de Trabalho da pasta, Jerri Moraes, participaram do encontro, representando o município. “Estamos lidando com uma demanda urgente. Unir forças com os demais municípios e com os sindicatos é fundamental para criar estratégias eficazes de capacitação e inserção no mercado industrial”, afirmou Daiana. A titular da pasta destacou ainda que Novo Hamburgo já desenvolve iniciativas voltadas à qualificação profissional e que ações conjuntas fortalecem as políticas públicas locais.

Palestra e projetos do Sesi

Durante a programação, o secretário executivo do Sindimetal RS, Carlos Trein, apresentou uma palestra sobre os desafios da neoindustrialização e da formação de mão de obra. “A indústria está passando por uma transformação acelerada. Precisamos preparar pessoas para empregos que muitas vezes ainda estão sendo criados, com novas tecnologias e processos produtivos”, defendeu Trein, ao destacar a necessidade de políticas públicas articuladas entre setor público, empresas e instituições de ensino.

A reunião também contou com a apresentação de dois projetos do Serviço Social da Indústria (Sesi). O projeto “Conectando Saberes”, apresentado pelos gerentes Tamiris Cusin e Bruno Cassio, visa aproximar estudantes da rede pública das oportunidades no mundo do trabalho, promovendo visitas técnicas, palestras e atividades práticas com foco na indústria. Já o projeto “Vocações”, apresentado pela gerente do Instituto Sesi de Formação de Professores, Ecléia Conforto, busca auxiliar jovens na identificação de suas habilidades e na escolha de suas trajetórias profissionais. “A orientação vocacional é uma ponte entre o potencial dos alunos e as demandas do mercado”, afirmou Ecléia.

Adesão regional

Os projetos do Sesi estão em fase de estruturação para implementação nas cidades participantes, sendo São Leopoldo o município com cronograma mais adiantado. Além de representantes de São Leopoldo e Novo Hamburgo, estiveram presentes autoridades e lideranças de Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha, Esteio, Portão, Sapiranga e Sapucaia do Sul. Também participou do encontro a vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Econômico Turístico e Tecnológico de São Leopoldo (Sedettec), Regina Oliveira Caetano.

Foto: Jaime Freitas/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/07/2025 0 Comentários 399 Visualizações
Business

Expoagas promove painel sobre modernização e reformas no trabalho

Por Marina Klein Telles 24/08/2023
Por Marina Klein Telles

Especialistas nas áreas de economia e política falaram sobre Modernização e Reformas: o desafio brasileiro em painel realizado na quarta-feira (23), no Teatro do Sesi, no segundo dia da Expoagas 2023 – 40ª Convenção Gaúcha de Supermercados. O encontro teve a participação do filósofo, cientista político e professor do Instituto de Ensino Superior em Negócios (Insper), Fernando Schüler, do economista Marcelo Portugal, e do economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz, com a mediação da jornalista e colunista de economia do jornal Zero Hora, Marta Sfredo.

“O desafio é ficar rico antes de ficar velho”. Com esta frase Marcelo Portugal iniciou sua explanação diante de um Teatro lotado. “Este ditado serve tanto para pessoas como para países que, neste caso, não podem perder o bônus demográfico”, salientou. O economista destacou que o país está perdendo a força de trabalho, a produtividade e que isso é um complicador para a economia do país. “Aumentar a produtividade e otimizar a força de trabalho é um dos desafios para o Brasil”, enfatizou.

Ele citou que entre 1980 e 2019 o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil foi de 34%, da América Latina de 74%, dos Estados Unidos 95% e do Sudeste Asiático 342%. Portugal cita que um dos principais motivos para este baixo índice do PIB no Brasil foi a hiperinflação na década de 80, além de outras situações que considera importantes para este cenário, como “uma estrutura trabalhista arcaica, um judiciário e serviço público extremamente ineficientes e a Constituição de 88 que estabelece regras não amigáveis para o crescimento e desenvolvimento do Brasil”.

O economista Antônio da Luz trouxe uma reflexão sobre o quanto vale o tempo? “Somos um povo que emprega energia em coisas erradas. Por exemplo, a mesma força de trabalho empregada por um funcionário da Alemanha, no Brasil são necessárias sete pessoas e isso não está correto. Significa falta de planejamento e organização”, enfatizou.

Luz ressaltou que a educação precisa ser vista com um olhar reformista. “O protagonista não é o aluno, é o professor. Temos que olhar para a educação com menos lirismo e mais objetividade”. Em relação ao sistema tributário, Luz disse que o Brasil tem o 6º pior do mundo e que é a favor da Reforma Tributária. “A Reforma pode causar algumas preocupações, mas vai tornar o processo mais transparente, como o IVA”, exemplificou.

Já Fernando Schüler afirmou que “o problema é que somos o país do ziguezague, ou seja, são inúmeras reformas com poucos avanços”. Schuler considera que a reforma da previdência e trabalhista foram um avanço e tem o diagnóstico do porquê é difícil fazer tais reformas. “O Estado, além de ser grande, foi forjado por duas longas ditaduras que não produziram nenhuma reforma. Há a ilusão do “mercado autossuficiente”, além de um baixo índice de confiança interpessoal”, destacou.

O cientista político ainda listou alguns problemas que freiam a produtividade e o desenvolvimento do país. “O judiciário é muito caro, representa 1,4% do PIB, o funcionalismo 13,2%, a maior carga tributária da América Latina, com 34%, um legislativo com um custo que representa 528 vezes a renda média do brasileiro e ocupa a 122ª posição no ranking de “Efetividade Governamental”, do Banco Mundial”, lamentou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/08/2023 0 Comentários 491 Visualizações

Edição 308 | Jul 2026

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