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história

Ensino

Exposição em celebração aos 55 anos da Aspeur/Feevale é lançada

Por Jonathan da Silva 30/08/2024
Por Jonathan da Silva

Uma exposição alusiva aos 55 anos da Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur) e da Universidade Feevale foi lançada nesta terça-feira (27), na Biblioteca Paulo Sérgio Gusmão, localizada no Câmpus II da instituição de ensino, em Novo Hamburgo. Denominada “Resgatando memórias, projetando o futuro”, a mostra integra as ações comemorativas pelo aniversário da universidade e sua mantenedora, celebrado no dia 28 de junho. A exposição está distribuída nos quatro andares da biblioteca, é aberta ao público e poderá ser visitada até 30 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h15min, e aos sábados, das 8h às 17h.

No térreo da biblioteca, destacam-se memórias e registros da evolução da marca da Feevale. No primeiro andar, há lembranças relacionadas à Aspeur. No segundo andar, estão projetos e ações desenvolvidas na comunidade. No terceiro andar, há recordações da inovação da instituição.

Durante o lançamento da mostra, a pró-reitora de Ensino da Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, destacou que a mostra não tem um foco único, mas perpassa por vários momentos importantes da história da Aspeur/Feevale. “Esta exposição marca conquistas importantes da instituição, visando ao seu crescimento institucional, e traz registros de ações que impactaram na transformação da comunidade e de diversas inovações que foram promovidas desde os seus primórdios”, afirmou Maria Cristina.

O vice-presidente da Aspeur, Everton Luis Meinhart, afirmou que a exposição representa a valorização da história. “Muita gente trabalhou arduamente para construir a instituição, de acordo com o DNA comunitário que nos acompanha desde a sua fundação. É muito importante reconhecer a história e as pessoas que vieram antes de nós e construíram o que temos hoje”, destacou Meinhart.

Descerramento de foto e homenagens

Durante o evento, também foi realizado o descerramento da foto de Cleber Prodanov, que irá compor a Galeria dos Diretores e Reitores da Universidade Feevale. Prodanov esteve à frente da reitoria em duas gestões, nos períodos de 2018-2021 e 2021-2024. “É importante, ao comemorarmos os 55 anos, sabermos que a universidade é feita pelas pessoas que, ao longo dessa caminhada, passaram por aqui. Todos, da sua maneira, contribuíram para que nos transformássemos no que somos hoje, identificados com as causas da comunidade e com a qualidade e a inovação, sendo uma instituição importante para a nossa região”, destacou o ex-reitor.

Além disso, foi realizada homenagem às três funcionárias mais antigas da instituição, a professora do Idiomas Feevale com 32 anos de casa, Rosa Maria Zilles Borba; a secretaria da reitoria há 33 anos, Gladis Hofstatter Rech; e a professora do curso de Arquitetura e Urbanismo há 35 anos, Suzana Vielitz de Oliveira.

O evento ainda contou com as presenças do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki, e do superintendente executivo Roberto Sarquis Berté, bem como de membros da Aspeur, professores e colaboradores da Feevale.

A mostra

Idealizada pelas Bibliotecas Feevale, a exposição “Resgatando memórias, projetando o futuro. Feevale 55 anos” tem o objetivo de colaborar na construção de saberes de cunho social, cultural, educacional e científico, direcionados a toda a comunidade. Desenvolvida com apoio do Centro de Documentação e Memória Feevale Luci Terezinha Bridi, a atividade destaca conquistas importantes da Aspeur em favor do crescimento institucional e regional, registros do desenvolvimento e da transformação da comunidade, bem como inovações científicas que impactam positivamente a sociedade, entre outros fatos relevantes ocorridos ao longo dos anos.

Constituída de maneira dinâmica e ocupando diversos espaços da Biblioteca Paulo Sérgio Gusmão, a exposição chama a atenção para a importância da preservação da memória cultural e histórica de uma comunidade, celebrando o passado e o presente e estabelecendo uma base sólida para futuras gerações.

Fotos: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/08/2024 0 Comentários 463 Visualizações
Cultura

Documentário busca eternizar memórias de Gravataí do ponto de vista dos moradores

Por Jonathan da Silva 27/08/2024
Por Jonathan da Silva

O documentário “Memórias de uma Aldeia dos Anjos” tem o objetivo de contar histórias da cidade de Gravataí sob o ponto de vista da diversidade de seus moradores, que vivenciam o município de forma próxima e intensa. A obra foi um dos projetos selecionados para ser produzido com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, a chamada Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital nº 26/2023 Audiovisual – LPG Gravataí.

O curta-metragem está em fase de captação de imagens e de diálogos junto a variados perfis de entrevistados previamente selecionados. Com base nessas perspectivas e memórias, a produção busca dar visibilidade ao município e aos moradores que constroem a cidade e atuam no seu crescimento, uma forma de eternizar histórias e tornar esses personagens conhecidos pelas próximas gerações. “Os cidadãos merecem essa homenagem e as futuras gerações conhecer quem são essas pessoas. Queremos resgatar a história do município, combater a invisibilidade social de sujeitos que construíram a cidade. Também mostrar que é possível realizar produções audiovisuais locais, gerando renda, cultura e levando o nome de Gravataí para as telas”, destaca a jornalista e idealizadora do documentário, Jessica Cardoso da Fonseca Silva.

A produção é um resgate da história do município a partir do olhar de seu povo, que observa as transformações de Gravataí, desde a cidade pacata até o desenvolvimento econômico e industrial que tem hoje. “Muitas pessoas vão conhecer Gravataí e a evolução da cidade pela visão de cidadãos mais velhos, que vivenciaram essa história. Hoje é um local bem movimentado, mas antes não tinha shopping, o hospital era bem pequenininho. É bom reviver essa história para os mais novos e registrar para a posteridade”, justifica a presidente da Associação dos Moradores do Quilombo Manoel Barbosa, Carmen Lúcia dos Santos, uma das entrevistadas do documentário.

O curta-metragem tem previsão de lançamento para dezembro de 2024, em Gravataí, com exibição pública, gratuita e com recurso de acessibilidade. Em março de 2025, haverá exibição e bate-papo com a autora em escolas municipais e demais entidades que solicitarem. Interessados em acompanhar parte da produção podem acessar as redes sociais do projeto pelo Instagram @doc.memoriasdaaldeia. Mais detalhes também podem ser obtidos pelo e-mail [email protected].

Fotos: Leonidas Cardoso/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/08/2024 0 Comentários 633 Visualizações
Ensino

Circuito Mitológicas aborda antropologia e história de 26 a 28 de agosto na capital

Por Jonathan da Silva 22/08/2024
Por Jonathan da Silva

Em comemoração aos 60 anos da obra “Mitológicas”, de Claude Lévi-strauss (1908-2009), o Circuito Mitológicas apresenta o seminário “O Estudo dos Mitos entre História e Método Estrutural: Abordagens e Possibilidades De Pesquisa”, de 26 a 28 de agosto, das 19h às 21h, no Auditório do ILEA (Instituto Latino-americano de Estudos Avançados), no Campus Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. As apresentações tratam de contextos indígenas sul-americanos (Chaco, Brasil meridional e Peru) e afro-gaúchos. O evento consiste em duas palestras por noite com professores e alunos de antropologia e história. A entrada é franca.

Na segunda-feira, dia 26, é a vez de “O animismo e a lógica do mito como saberes indígenas”, com Guilherme Galhegos Felippe, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e “Entre estrutura, mito e agência: a guerra dos indígenas no Chaco do século XVII-XVIII”, ministrada por Carlos Daniel Paz, da Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires (Unicen).

Na terça, 27, o evento prossegue com o painel “Fronteiras entre mito, biografia e história: reflexões a partir de um culto doméstico afro-gaúcho”, de Anderson Kilpp, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS). Em seguida, é a vez de “Relatos populares do norte do Peru e a guerra das rondas camponesas cajamarquinas contra os come-ouro contemporâneos”, trazido por Adriana Paredes Peñafiel, da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFRGS).

No terceiro e último dia, 28 de agosto, acontece o “Pode o mito ser uma fonte histórica? uma aproximação estruturalista à historiografia”, com Yves Seraphim, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFRGS), e “O que os mitos têm a dizer sobre a história? uma leitura das narrativas jesuíticas no Chaco do século XVIII a partir do método estrutural”, apresentado por Fabrício Ferreira de Lema, do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFRGS).

O objetivo do evento é propor novas abordagens metodológicas, referenciadas, sobretudo, nas potencialidades do método estrutural para estudar variadas perspectivas sobre o passado e como ele incide sobre a vida social no presente das sociedades. Há a expectativa da construção de um exercício interdisciplinar oportuno para variados contextos etnográficos e historiográficos. Deste modo, o seminário é voltado para professores de ensino básico e superior e para estudantes de graduação e pós-graduação, além de todos aqueles que se interessam pelos desafios da historicidade de comunidades tradicionais.

Programação

Segunda-feira, 26 de agosto, das 19h às 21h
  • O animismo e a lógica do mito como saberes indígenas | Guilherme Galhegos Felippe – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Entre estrutura, mito e agência: a guerra dos indígenas no Chaco do século XVII-XVIII | Carlos Daniel Paz – Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires (Unicen)
Terça-feira, 27 de agosto, das 19h às 21h
  • Fronteiras entre mito, biografia e história: reflexões a partir de um culto doméstico afro-gaúcho | Anderson Kilpp – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
  • Relatos populares do norte do Peru e a guerra das rondas camponesas cajamarquinas contra os come-ouro contemporâneos | Adriana Paredes Peñafiel – Universidade Federal de Rio Grande (FURG) e Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
Quarta-feira, 28 de agosto, das 19h às 21h
  • Pode o mito ser uma fonte histórica? uma aproximação estruturalista à historiografia | Yves Seraphim – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
  • O que os mitos têm a dizer sobre a história? uma leitura das narrativas jesuíticas no Chaco do século XVIII a partir do método estrutural | Fabrício Ferreira de Lema – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGH/UFRGS)

Serviço

  • O quê: Circuito Mitológicas presenta: Seminário “O Estudo dos Mitos entre História e Método Estrutural: Abordagens e Possibilidades De Pesquisa”
  • Quando: de 26 a 28 de agosto de 2024, das 19h às 21h
  • Onde: Auditório do ILEA (Instituto Latino-americano de Estudos Avançados), Campus Vale, UFRGS (Av. Bento Gonçalves, 9090 – Prédio 42501 – Agronomia, Porto Alegre)
  • Quanto: Entrada franca
  • Instagram: @circuitomitologicas
Foto: Michel Ravassard/Unesco/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2024 0 Comentários 435 Visualizações
Esporte

Treze atletas gaúchos disputam os Jogos Olímpicos de Paris

Por Jonathan da Silva 26/07/2024
Por Jonathan da Silva

Treze atletas nascidos no Rio Grande do Sul fazem parte da delegação do Time Brasil que competirá nos Jogos Olímpicos de Paris. A disputa do maior evento esportivo do mundo se iniciou nesta quarta-feira (24) e a cerimônia oficial de abertura será nesta sexta, 26 de julho, no Rio Sena, a partir das 14h30min. Os representantes gaúchos estão presentes em nove modalidades diferentes.

Dentre as nove modalidades com representantes gaúchos, a que mais tem atletas nascidos no estado é o voleibol de quadra, com três: Cachopa, Lucão e Thales. Na sequência, aparecem dois esportes com dois atletas do Rio Grande do Sul: o judô, com os medalhistas Daniel Cargnin e Mayra Aguiar, e a esgrima, com Guilherme Toldo e Mariana Pistoia. Com um representante, há seis modalidades: maratona aquática, com Viviana Jungblut; natação, com Fernando Scheffer; rugby de 7, com Luiza Campos; surfe, com Tatiana Weston-Webb; tiro esportivo, com Georgia Furquim; e vela, com Gabriel Simões.

Porto Alegre é a cidade mais representada do estado nos Jogos Olímpicos, com oito dos treze participantes gaúchos. Canoas, Caxias do Sul, Colinas, São Leopoldo e Santa Maria contam com um representante cada.

Do Time Brasil, o Rio Grande do Sul é o sexto estado com mais representantes nas Olimpíadas de Paris. À frente, estão São Paulo (95 atletas), Rio de Janeiro (53), Minas Gerais (20), Paraná (17) e Bahia (15). No total, 274 brasileiros irão competir nesta edição dos Jogos. Além disso, esta será a primeira vez em que as mulheres serão maioria na delegação brasileira, com 55% dos competidores. Dentre os gaúchos, são sete atletas masculinos e seis femininas.

Na história, 38 atletas nascidos no Rio Grande do Sul já conquistaram medalhas olímpicas, somados os esportes individuais e coletivos. No total, os representantes gaúchos somam 11 medalhas de ouro, 21 de prata e 14 de bronze. Ao considerar apenas uma medalha no caso dos esportes coletivos, são 24 as conquistas do estado. O Brasil, por sua vez, já obteve 150 medalhas, 37 delas de ouro, 42 de prata e 71 de bronze.

Os atletas gaúchos nos Jogos

Daniel Cargnin – judô

Nascido em Porto Alegre no dia 20 de dezembro de 1997, Daniel Borges Cargnin é um dos principais nomes gaúchos na história dos Jogos Olímpicos. Na disputa da edição anterior, em Tóquio no ano de 2021, o judoca conquistou a medalha de bronze na categoria de até 66 kg. Além desta façanha, o gaúcho de 26 anos já ganhou um bronze em Campeonato Mundial, três pratas em Jogos Pan-Americanos, quatro ouros em Campeonatos Pan-Americanos de Judô e um ouro no World Masters de Jerusalém, em 2022. No começo do ano em que obteve esta conquista internacional, Cargnin mudou de categoria, subindo para a de até 73 kg. Nos Jogos de Paris, toda a competição deste peso será disputada na próxima segunda-feira, 29 de julho. O gaúcho estreará já na segunda fase contra Akil Gjakova, do Kosovo.

Daniel Cargnin busca em Paris sua segunda medalha olímpica

Fernando Cachopa – vôlei

Fernando Gil Kreling, mais conhecido como Cachopa, é um dos três gaúchos convocados para representar a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei nos Jogos Olímpicos de Paris. Natural de Caxias do Sul, Cachopa tem 28 anos e atua pela seleção desde 2015. Em seu currículo, o levantador gaúcho tem uma medalha de bronze em Campeonato Mundial, um título de Copa do Mundo, um título de Liga das Nações e uma medalha de ouro em uma Copa Pan-Americana. Cachopa também esteve nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, quando o Brasil terminou no quarto lugar. Por clubes, o atleta já conquistou cinco vezes a Superliga Brasileira. Atualmente, joga pelo Vero Volley Monza, da Itália. Em Paris, a estreia do Brasil no vôlei masculino será já no sábado, 28 de julho, contra a Itália.

Fernando Cachopa - seleção brasileira de vôlei masculino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Cachopa busca sua primeira medalha olímpica com a seleção

Fernando Scheffer – natação

O medalhista olímpico Fernando Muhlenberg Scheffer nasceu em Canoas, em 6 de abril de 1998. O nadador começou a ganhar destaque pelo Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, em 2016, quando disputou o Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta. Pouco tempo depois, em 2018, o gaúcho se mudou para Belo Horizonte, onde passou a treinar no Minas Tênis Clube, que representa até hoje. O auge da carreira do canoense até o momento aconteceu durante a disputa de sua primeira Olímpiada, em Tóquio, em 2021. Na competição dos 200 metros livres, Scheffer conquistou a medalha de bronze e obteve o recorde sul-americano de tempo. Dentre outras façanhas, o nadador de 26 anos soma três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos e uma no Mundial de Piscina curta. Em Paris, o gaúcho não disputará nenhuma categoria individual por não ter alcançado o índice necessário, mas estará na equipe brasileira dos 4×200 metros livre, ao lado de Eduardo Moraes, Guilherme Costa e Murilo Sartori. Todas as fases da disputa da categoria serão na próxima terça-feira, 30 de julho.

Em Paris, Scheffer busca sua segunda medalha olímpica

Gabriel Simões – vela

Aos 22 anos, o porto-alegrense Gabriel Simões é um dos representantes mais jovens da delegação brasileira em Paris. O gaúcho competirá ao lado de Marco Grael na classe 49er da vela, modalidade que já deu muitas medalhas ao país. Indo para sua primeira participação nos Jogos Olímpicos, Simões é atleta do Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre. Com seu companheiro de barco, o gaúcho conquistou o Campeonato Sul-Americano em 2023 e terminou na quinta posição nos Jogos Pan-Americanos no mesmo ano. A vaga de Simões e Grael para as Olimpíadas de Paris veio com o título da 15ª regata da classe 49er na Semana Olímpica de Hyères, na França.

Jankovics Villatoro / Divulgação/Campeonato Sudamericano 49er

Simões e Grael representam o Brasil na vela

Georgia Furquim – tiro esportivo

Natural de Santa Maria, Georgia Furquim Bastos tem 27 anos de idade e é atleta da categoria skeet do tiro esportivo. A gaúcha é a primeira brasileira na história a se classificar para esta categoria em uma edição de Jogos Olímpicos. No skeet, o atirador utiliza uma espingarda para acertar tiros em dois pratos lançados de diferentes lugares do campo de competição. No currículo de Georgia, o destaque internacional é o quinto lugar obtido nos Jogos Pan-Americanos de 2023. Sua vaga para as Olimpíadas veio em abril deste ano, durante a disputa do Campeonato CAT XIV de Espingarda, em Santo Domingo. Na disputa olímpica de Paris, a modalidade de Georgia está agendada para os dias 3 e 4 de agosto.

Georgia disputará sua primeira Olimpíada

Guilherme Toldo – esgrima

Guilherme Amaral Toldo, conhecido como Pica-Pau, nasceu em Porto Alegre em 1º de setembro de 1992. Aos 31 anos, Toldo irá disputar os Jogos Olímpicos pela quarta vez, tendo participado de todas as edições desde 2012. O gaúcho é atleta do Grêmio Náutico União, clube da capital, e compete na categoria florete, em que o objetivo é acertar os golpes com a lâmina apenas no tronco dos oponentes. Ao longo da carreira, o esgrimista acumula dezenas de medalhas, várias delas de ouro. Suas principais conquistas são as duas medalhas de prata e quatro de bronze nos Jogos Pan-Americanos e as quatro medalhas de ouro nos Jogos Sul-Americanos. Por sua trajetória, Toldo faz parte do hall da fama da Confederação Brasileira de Esgrima (CBE). O esgrimista conquistou sua vaga para Paris ainda em março de 2023, através do ranking classificatório para os Jogos. Agora o gaúcho irá em busca de sua primeira medalha olímpica. A competição do florete masculino acontece toda na próxima segunda-feira, 28 de julho.

Em sua quarta Olimpíada, Toldo busca a primeira medalha

Lucão – vôlei

Outro gaúcho na seleção masculina de vôlei é o experiente Lucão. Aos 38 anos, o gaúcho natural da cidade de Colinas irá para a disputa de sua quarta Olimpíada. Lucas Saatkamp tem na bagagem uma medalha de ouro no Rio de Janeiro, em 2016, e uma prata, em Londres, 2012, além do quarto lugar em Tóquio. O central também é campeão mundial, campeão da Copa do Mundo, campeão da Liga das Nações e bicampeão da Liga Mundial. Atualmente, Lucão joga no Sada Cruzeiro Vôlei, de Belo Horizonte. Em Paris, o gaúcho busca retornar ao pódio olímpico para uma terceira aparição na carreira.

Em Paris, Lucão quer terceira medalha olímpica

Luiza Campos – rugby de 7

Aos 33 anos, a porto-alegrense Luiza González da Costa Campos é considerada uma das maiores jogadoras da história do rugby brasileiro. Em sua carreira, a gaúcha já disputou três Copas do Mundo e dois Jogos Olímpicos pela Seleção Brasileira de rugby de 7. Além disso, participou da conquista da medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2023 e do título nos Jogos Sul-Americanos de 2018. Em 2022, após ser capitã da Seleção na Copa, Luiza foi eleita a melhor jogadora brasileira de rugby do ano no tradicional Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Atualmente, a gaúcha defende o Charrua Rugby Clube, de Porto Alegre. Pelas Yaras, apelido da Seleção Brasileira, também disputa a primeira divisão do Circuito Mundial de Rugby de 7. Em Paris, na terceira Olimpíada de Luiza, o Brasil estreia na modalidade já no domingo, dia 28 de julho, às 12h, contra a dona da casa França.

Luiza CAMPOS

Luiza Campos vai para sua terceira Olimpíada

Mariana Pistoia – esgrima

Advogada, 3º Sargento do Exército Brasileiro e esgrimista, Mariana Nelz Pistoia nasceu em Porto Alegre em 3 de dezembro de 1998. Atualmente, a gaúcha de 25 anos é atleta do Grêmio Náutico União, também da capital gaúcha. A esgrimista disputará os Jogos de Paris na categoria florete, em que já conquistou uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos do ano passado e, dentre outras conquistas, foi campeã dos Jogos Sul-Americanos de 2018. Mariana obteve a vaga olímpica ao vencer o Pré-Olímpico das Américas, em abril deste ano, na Costa Rica. A disputa feminina do florete em Paris acontece inteiramente neste domingo, 28 de julho.

Mariana disputa em Paris sua primeira Olimpíada

Mayra Aguiar – judô

Mayra Aguiar da Silva é o principal nome do Rio Grande do Sul e um dos principais do Brasil na disputa dos Jogos Olímpicos de Paris. A judoca porto-alegrense de 32 anos é a única mulher brasileira na história a conquistar medalhas por esportes individuais em três edições olímpicas diferentes: bronze em Londres 2012, bronze no Rio 2016 e bronze em Tóquio 2020. Além disso, dentre muitas conquistas internacionais, Mayra é tricampeã mundial e campeã dos Jogos Pan-Americanos. Desde sempre atleta da Sogipa, de Porto Alegre, a gaúcha compete na categoria de até 78 kg do judô. Em Paris, esta modalidade será inteiramente disputada na próxima quinta-feira, 1º de agosto. Mayra vai em busca de sua quarta medalha, a primeira de ouro. Sua estreia será já nas oitavas de final contra a italiana Alice Bellandi, atual número 1 do mundo.

Em Paris, Mayra busca fazer ainda mais história

Tatiana Weston-Webb – surfe

Dos representantes gaúchos do Time Brasil, uma das mais cotadas para disputar medalha é Tatiana Guimarães Weston-Webb, nascida em Porto Alegre no dia 9 de maio de 1996. Ainda antes de completar um ano de vida, a brasileira se mudou para o Havaí, nos Estados Unidos, onde fez toda sua formação no surfe e se tornou uma das maiores estrelas mundiais da modalidade. Há anos entre as primeiras colocadas na World Surf League (WSL), o Circuito Mundial de Surfe, Tati já foi vice-campeã mundial em 2021, campeã dos Jogos Pan-Anamericanos de 2023 e disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio. Neste ano, a brasileira está na sétima colocação do ranking da WSL. Um fator que amplifica as esperanças de medalha é o de a gaúcha ter sido terceira colocada na etapa do Taiti do Circuito Mundial, justamente onde a disputa do surfe nos Jogos Olímpicos acontecerá. A competição nas ondas do mar taitiano irá de 27 a 30 de julho.

Miriam Jeske / COB

Tati é uma das favoritas a conquistar medalha

Thales – vôlei

Thales Gustavo Hoss é mais um representante do Rio Grande do Sul na seleção masculina de voleibol nos Jogos Olímpicos de Paris. Aos 35 anos, o gaúcho de São Leopoldo irá para a sua segunda disputa de Olimpíadas, após estrear em Tóquio no ano de 2021. Apesar da experiência nas quadras, o líbero Thales começou a ganhar espaço na seleção apenas após a aposentadoria de Serginho, lenda da posição. Ainda assim, o gaúcho é campeão da Copa do Mundo, da Copa dos Campeões e da Liga das Nações pelo conjunto brasileiro. Em Paris, o leopoldense irá em busca de sua primeira medalha olímpica.

Thales fala sobre redes sociais e momento da carreira – Web Vôlei

Leopoldense Thales vai em busca da primeira medalha

Viviane Jugblut – maratona aquática

A nadadora Viviane Eichelberger Jungblut nasceu na capital Porto Alegre em 29 de junho de 1996. Aos 28 anos, Vivi, como é conhecida, irá disputar sua segunda Olimpíada. Na edição de Tóquio, em 2021, a gaúcha disputou as categorias dos 800 metros livres e dos 1.500 metros livres da natação de piscina. Agora, em Paris, o desafio será muito diferente. Vivi disputará a prova de 10 km da maratona aquática, que acontecerá no famoso Rio Sena. Nesta modalidade, a porto-alegrense já conquistou duas medalhas de bronze em Jogos Pan-Americanos, uma em Lima 2019 e outra em Santiago 2023. A nadadora do Grêmio Náutico União, da capital gaúcha, conquistou a vaga para os Jogos Olímpicos de 2024 ao obter o 14º lugar no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, realizado em fevereiro do ano passado no Catar. Em Paris, a maratona aquática feminina será disputada por volta das 2h da manhã do dia 8 de agosto.

Vivi disputará os Jogos Olímpicos pela segunda vez

Com atletas de 206 países, a disputa dos Jogos Olímpicos de Verão de Paris irá até o dia 11 de agosto. O Brasil irá em busca do recorde de medalhas em uma única edição, que é de Tóquio, em 2021, com 21 medalhas.

Fotos: Lecobron, CBJ, FIVB, Alexandre Loureiro/COB, Jankovics Villatoro, Gaspar Nóbrega/COB, Rosele Sanchotene, Miriam Jeske/COB e Satiro Sodré/CDBA/Divulgação
26/07/2024 0 Comentários 862 Visualizações
Cultura

Museu Histórico Visconde de São Leopoldo reabre na próxima quinta-feira

Por Jonathan da Silva 19/07/2024
Por Jonathan da Silva

O Museu Histórico Visconde de São Leopoldo reabrirá para visitantes na próxima quinta-feira, dia 25 de julho, data em que é celebrado o bicentenário da imigração alemã na cidade e no país. O espaço estava fechado desde maio, quando foi atingido pela enchente histórica que assolou o município, inclusive tendo parte do acervo danificado. Desde então, o museu, que é considerado um ícone da memória relacionada à colonização germânica, passou por um permanente trabalho de limpeza e restauração para poder ser reaberto na data especial.

Museu durante a enchente

Para marcar o retorno, a direção do espaço preparou uma programação que acontece das 10h30min às 19h, que contempla a integração e a harmonia, características reconhecidas dos imigrantes alemães. O evento leva o título de ‘200 Anos de Solidariedade’. “Pensamos que este não é um momento de grandes festividades, devido ao tamanho da tragédia climática, mas que podemos sim, celebrar a vida em torno do exemplo do legado de esperança, recomeço e espírito comunitário que fizeram parte da vida dos nossos antepassados e que são importantes até os dias de hoje”, destaca a diretora de Relações Institucionais do museu, Ingrid Elisabet Marxen. A entrada será gratuita, mas se solicita um alimento não perecível para ajudar famílias atingidas pela enchente.

Diretora Ingrid Elisabet Marxen

A programação é um convite para que turistas, comunidade e apreciadores do ‘jeito alemão’ tenham momentos de risadas, gastronomia e nostalgia. Na ocasião, será aberta a cápsula do tempo fechada em 2003 pelos alunos da Escola Estadual Visconde de São Leopoldo. “Vamos ler as mensagens deixadas por eles e também fechar uma nova, para ser lida na posteridade”, destaca Ingrid.

Campanha

Alem da programação festiva, o museu também convida a comunidade a visitar o acervo do museu, composto pela maior coleção do país com foco na memória dos imigrantes alemães. Como parte do legado foi atingido pela enchente de maio, o espaço criou a campanha ‘Adote um Objeto do Museu’, que permite que indivíduos, empresas ou instituições financiem a restauração de 14 peças raras que foram danificadas pela catástrofe. Os detalhes sobre como ajudar e valores estão disponíveis nas redes sociais do museu.

Serviço

  • O quê: evento 200 Anos de Solidariedade
  • Onde: Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (Avenida Dom João Becker, 491 – Centro – São Leopoldo)
  • Quando: quinta-feira, 25 de julho, das 10h30min às 19h
  • Quanto: ingresso solidário de 1 alimento não perecível

Programação

  • 10h30min: Chegada dos cavalarianos do CTG Lomba Grande com a chama crioula | Abertura da feira com gastronomia típica e artesanato
  • 13h30min: Apresentação do grupo de dança Folclore Gaúcho
  • 14h: Início dos Jogos Germânicos – Resgate de práticas trazidas ao Brasil pelos imigrantes. Uma das finalidades destes esportes é relembrar do esforço físico dos colonizadores. Haverá campeonato de chopp na tulipa, cabo de guerra, carrinho de mão, perna de pau, dentre outros.
  • 16h30min: Apresentação do grupo de canto Madrigal Presto
  • 17h: Abertura e leitura da cápsula do tempo com as mensagens dos alunos da Escola Estadual Visconde de São Leopoldo deixadas em 2003 | Fechamento de nova cápsula do tempo
  • 19h: Encerramento
Museu está pronto para receber visitantes

O evento conta com o patrocínio da Stihl Ferramentas, Sicredi Pioneira, Herval Consórcios, Vila Rica Imóveis, Itecê e Sucos Petry, e apoio da União FM.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/07/2024 0 Comentários 780 Visualizações
Cultura

Museu itinerante é criado no interior de um ônibus em Morro Reuter

Por Jonathan da Silva 18/07/2024
Por Jonathan da Silva

O primeiro museu histórico da cidade de Morro Reuter será inaugurado no próximo sábado, 20 de julho. Projeto denominado como “Museu Itinerante – Uma viagem pela história”, o espaço será instalado dentro de um ônibus escolar desativado, que será adesivado como uma casa enxaimel típica do tempo dos imigrantes. A inauguração oficial acontecerá durante o evento Café da Colônia, às 10h, com visitação gratuita. O objetivo da ação é valorizar e manter as tradições germânicas no município.

Interior do museu

O interior do museu será decorado para reproduzir uma típica cozinha alemã. No espaço, haverá fotos e banners, além de um telão que exibirá documentários sobre a imigração alemã e a história de Morro Reuter.

Povoada pelos alemães a partir de 1829, Morro Reuter preserva uma tradição de cantos, danças e culinária trazida pelos imigrantes. Estes legados estão presentes no cotidiano do município até os dias de hoje.

O patrocínio da ação é da Sicredi, que investiu R$ 15 mil na infraestrutura do museu.

Atividades e visitação

O ônibus percorrerá todas as escolas de Morro Reuter, levando documentários e palestrantes que contarão a história da cidade. Durante as visitas, diferentes exposições temáticas serão expostas. Nos finais de semana e durante eventos específicos, o museu itinerário poderá ser estacionado na praça central, permitindo que tanto moradores quanto turistas tenham a oportunidade de visitá-lo.

História em exposição

Os banners explicativos com textos e fotografias expostos no museu relembram como era Morro Reuter nos séculos XIX e XX. Os prédios centenários, que ainda resistem ao tempo, como o Armazém Kieling, ou os que já não existem mais, como a primeira escola do município, o prédio da sede da Igreja Imaculada Conceição antes da atual ou, ainda, a antiga rodoviária às margens da BR-116, estão no acervo.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2024 0 Comentários 590 Visualizações
Cultura

Cápsula do tempo é aberta em São Leopoldo em celebração ao bicentenário da imigração

Por Jonathan da Silva 18/07/2024
Por Jonathan da Silva

A abertura de uma cápsula do tempo que estava guardada desde 1946 sob o monumento em homenagem à Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi realizada nesta quarta-feira (17), em São Leopoldo, em comemoração ao bicentenário da imigração alemã. O tubo de alumínio armazenava cópia de documentos, exemplares de jornais, uma flâmula trazida da Itália pelos expedicionários da FEB e moedas da época. A atividade aconteceu na Praça Tiradentes, onde ficava o Obelisco.

A cápsula resistiu ao tempo e às águas das enchentes de 1965, 1967 e 2024. O invólucro estava intacto, mas com o objetivo de preservar o seu conteúdo que se encontrava molhado, o Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e Relações Internacionais (Secult) tentará abrir o cilindro de uma forma que não prejudique os documentos e itens, após realizar a secagem. Durante o evento desta quarta, apenas as moedas foram retiradas, ainda que avariadas pela oxidação. De acordo com o secretário da pasta, Marcel Frison, o material será encaminhado para a recuperação do que for possível e, posteriormente, enviado ao Museu Histórico Visconde de São Leopoldo.

Moedas retiradas da cápsula

Para Frison, a ação faz parte do “resgate de um momento importante dos nossos antepassados que resolveram registrar para o futuro em forma de um monumento, que tem um significado importante. Vamos restaurar o monumento e colocar num local mais apropriado para que as gerações futuras possam aprender com ele”, pontuou o secretário. O monumento será transferido para o canteiro da avenida Theodomiro Porto da Fonseca, em frente ao 19º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz).

Também participaram do evento o prefeito Ary Vanazzi (PT), a vice-presidente da Câmara de Vereadores, Ana Affonso (PT), representantes das secretarias de Cultura e Relações Internacionais (Secult), Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb) e Geral de Governo (SGG) e do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. A abertura da cápsula integra o calendário municipal de celebração dos 200 anos da imigração alemã no Brasil.

O monumento ao expedicionário

O historiador e coordenador do Patrimônio Histórico e Cultural da Secult, Márcio Linck, recordou que, por idealização e liderança do então prefeito Carlos de Souza Moraes, foi feita uma grande campanha para erguer um monumento em homenagem aos expedicionários das Forças Armadas Brasileira que combateram o fascismo na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. No dia 29 de abril de 1946, o comandante da FEB, João Batista Mascarenhas de Moraes, esteve em São Leopoldo para o lançamento da pedra fundamental. A inauguração oficial aconteceu em 14 de julho daquele ano.

Linck ao lado do prefeito Vanazzi e do secretário Frison durante a abertura da cápsula

O monumento também foi realizado em homenagem ao Centenário do vilamento de São Leopoldo, que ocorreu em 1846. Ao ser elevada à categoria de vila, São Leopoldo passou a ter uma Câmara de Vereadores e orçamento próprio.

Calendário de celebrações

A programação de atividades em celebração ao bicentenário da imigração alemã segue em São Leopoldo durante o mês de julho, com destaque para o dia 25, quando se celebra a chegada dos primeiros imigrantes germânicos na cidade, o que trouxe ao município o título de “Berço da Colonização Alemã no Brasil”.

Fotos: Thales Ferreira/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2024 0 Comentários 807 Visualizações
Variedades

Prato Principal da ACI celebra bicentenário da imigração alemã

Por Jonathan da Silva 05/07/2024
Por Jonathan da Silva

A contribuição dos imigrantes alemães e seus descendentes para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul será o tema da edição especial do Prato Principal promovida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI) no dia 25 de julho. O palestrante do evento será o doutor em história e historiador no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, Rodrigo Luis dos Santos, que apresentará o tema “História, Cultura e Inovação: 200 Anos da Imigração Alemã”.

Durante a atividade, será servida comida típica alemã e haverá exposição de itens relacionados à cultura germânica. Os participantes do evento serão recepcionados a partir das 11h30min. Às 11h45min, se inicia a reunião-almoço e o encerramento será às 13h. O custo para participar da edição especial do Prato Principal é de R$ 125 para sócios e R$ 170 para não-sócios.

A atividade acontecerá no Centro de Eventos Swan Novo Hamburgo, localizado na Av. Dr. Maurício Cardoso, 303, que oferece estacionamento a R$ 20, com acesso pela Rua Borges do Canto. A organização do evento solicita também a doação de produtos de limpeza e alimentos não-perecíveis para auxiliar pessoas atingidas pelas enchentes.

Mais detalhes podem ser obtidos pelo telefone (51) 2108-2108 e pelo e-mail [email protected]. A inscrição para o evento pode ser realizada em https://www.acinh.com.br/evento/prato-principal-historia-cultura-e-inovacao-200-anos-da-imigracao-alema.

Parceiros

  • Patrocínio máster: Sicredi Pioneira
  • Patrocínio: Domínio Tributário, Conexo Logistics, Cigam Software Corporativo e Exatus Contabilidade
  • Apoio máster: Universidade Feevale
  • Apoio: Unimed Vale do Sinos

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/07/2024 0 Comentários 527 Visualizações
Cultura

Memorial Caminho Pomerano será inaugurado em Nova Petrópolis no dia 29

Por Jonathan da Silva 19/06/2024
Por Jonathan da Silva

O Memorial Caminho Pomerano será inaugurado na comunidade de São José do Caí, no interior de Nova Petrópolis, às 14h do dia 29 de junho. Mais de um ano de pesquisas foi realizado para a montagem do espaço. O memorial contará a história de São José do Caí desde a chegada dos imigrantes alemães, vindos da Pomerânia, norte da Alemanha, e da Polônia. O espaço foi construído em frente à Associação Cultural e Esportiva Lira, local onde ficava a Escola Duque de Caxias.

O evento de inauguração acontece após adiamento em função da catástrofe climática de maio. O ato estava previsto para o mês passado. A abertura integra o calendário de atividades alusivas aos 200 anos da imigração alemã no Brasil.

A montagem do memorial resulta de pesquisas realizadas voluntariamente por um grupo de moradores da comunidade e pelo vereador Daniel Michaelsen (Republicanos). Eles visitaram museus, arquivos e moradores, conversaram com pesquisadores, historiadores e pessoas idosas que vivenciaram ou conheciam fatos sobre a história da colonização e desenvolvimento de São José do Caí.

As placas expostas no espaço mostrarão fatos históricos, arquitetura, folclore, religiosidade e a organização sociocultural da comunidade. Além disso, uma estátua de pedra, uma capela, bancos e água estarão à disposição dos visitantes do memorial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2024 0 Comentários 741 Visualizações
Cultura

História de São Sebastião do Caí: o antigo Porto dos Guimarães

Por Marina Klein Telles 07/06/2024
Por Marina Klein Telles

O jornalista e escritor Felipe Kuhn Braun publica seu 28° livro, juntamente com o historiador e escritor Sandro Blume: História de São Sebastião do Caí: o antigo Porto dos Guimarães. A obra registra a história do município que se emancipou de São Leopoldo e que se tornou a cidade mãe de Portão, Capela de Santana, São José do Hortêncio, Caxias do Sul, Feliz, Bom Princípio e Nova Petrópolis. Também diversas cidades se emanciparam dos seus antigos distritos, tais como: Nova Santa Rita, São Vendelino, Tupandi, Vale Real e Picada Café. A cidade de São Sebastião do Cai foi o berço de empresas importantes no Rio Grande do Sul, como as de Frederico Mentz em Porto Alegre, as de A.J.Renner e a Cervejaria Ritter, Bopp & Sassen, que depois se tornou a Continental e a conhecida empresa de conservas Oderich, cuja sede permanece no Caí.

Felipe e Sandro publicam sobre o importante porto da cidade, onde muitos imigrantes italianos desembarcavam para subir a Serra. Caí era um entreposto comercial entre a capital do Estado, Porto Alegre e a Serra Gaúcha. Braun e Blume também destacam a urbanização da cidade, impulsionada pela demanda gerada através da navegação fluvial do porto, que funcionava como ligação entre a rota terrestre que subia as encostas da serra em direção às colônias teuto-italianas e a rota fluvial que partia dos portos de São Sebastião do Caí e descia em direção aos cais de Porto Alegre.

Nesse contexto de prosperidade, percebe-se uma estreita relação entre comércio, sociedade, industrialização e o próprio rio, impulsionada pela circulação de embarcações como “chatas”, barcos a vapor e “gasolinas”. Braun e Blume também descrevem o histórico de desenvolvimento das comunidades interioranas na época, as comunidades religiosas e o trabalho em conjunto dos imigrantes e seus descendentes, que resultou em diversas obras importantes para o Rio Grande do Sul, a Sociedade União Popular e a fundação da primeira cooperativa de crédito da América Latina, a Spaarkasse em Linha Imperial, Nova Petrópolis, na época distrito de São Sebastião do Caí.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/06/2024 0 Comentários 1,6K Visualizações
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