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história

Cultura

Pesquisador Flávio Gil resgata Missões Guarani-Jesuíticas em curso no Instituto Ling

Por Jonathan da Silva 06/09/2024
Por Jonathan da Silva

O curso “Missões Guarani-Jesuíticas: Arte, Cultura e História” será ministrado pelo pesquisador e historiador Flávio Gil no Instituto Ling, em Porto Alegre, nos dias 10, 17 e 24 de setembro, terças-feiras, às 19h. Nos três encontros, o professor que tem se dedicado a estudar a imaginária missioneira e a iconografia das devoções jesuítas resgatará o histórico da cultura híbrida que surgiu da relação entre os jesuítas europeus e os povos nativos das Américas nas Missões, também conhecidas como “reduções”.

Partindo do estudo da arte missioneira, a atividade discutirá o contexto cultural desse legado e as formas representadas nessas comunidades durante o período colonial na província jesuítica do Paraguai, que compreendia também os territórios de Brasil, Bolívia e Argentina. Gil mostrará como a escultura, a arquitetura e a pintura serviram como meio de transmissão da espiritualidade jesuíta destinada aos grupos de Guaranis, que assimilaram e se apropriaram dessas linguagens, partindo do contexto histórico da Europa do século XVI até a supressão da ordem da Companhia de Jesus.

As inscrições para o curso já estão esgotadas. No entanto, em breve serão anunciadas, no site do Instituto Ling, novas atividades relacionadas às Missões Guarani-Jesuíticas, como uma programação especial prevista para o mês de outubro que mescla história e cinema.

O curso com Gil faz parte do programa Ling Escola, que oferece cursos livres em diferentes áreas do saber, abertos a todos os interessados. O projeto faz parte do Programa Nacional de Apoio à Cultura – Pronac 233474 e apresenta condições especiais para democratização de acesso e também inclusão de pessoas com deficiências específicas, com intérprete de Libras, sempre que entre os inscritos estiver presente uma pessoa com deficiência auditiva. A programação tem realização do Instituto Ling e do Ministério da Cultura/Governo Federal, com patrocínio da Crown Embalagens.

O ministrante

Flávio Gil é pesquisador, com doutorado em História Cultural pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUCRJ), ênfase em História da Arte e da Arquitetura. Possui mestrado em História da Arte pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e bacharelado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É membro do Conselho Municipal de Cultura da cidade de Porto Alegre, pelo segmento de Patrimônio Histórico, e sócio benemérito da Associação dos Conservadores e Restauradores do Rio Grande do Sul, pela contribuição ao patrimônio do Estado e à instituição. Como pesquisador, desenvolve seu trabalho em torno dos tópicos: Imaginária Missioneira; usos e funções da escultura religiosa no período colonial; Iconografia das Devoções Jesuítas; e Missões na província do Paraguai.

Serviço

  • O quê: Curso Missões Guarani-Jesuíticas: Arte, Cultura e História
  • Quem: Com o pesquisador e historiador Flávio Gil
  • Quando: Dias 10, 17 e 24 de setembro, terças-feiras, às 19h
  • Onde: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440 – Três Figueiras – Porto Alegre)
  • Inscrições: Esgotadas

Programação

  • Dia 10 de setembro – Aula 1 – O Barroco militante e triunfante. A Europa do século XVI. A Reforma protestante e católica. O surgimento de novas ordens religiosas.
  • Dia 17 de setembro – Aula 2 – A Companhia de Jesus. Os fundadores da Ordem. Os Exercícios Espirituais. A expansão através dos colégios. As Missões do além-mar.
  • Dia 24 de setembro – Aula 3 – As Missões Guarani-Jesuíticas. As Missões Franciscanas no Paraguai. Os grupos guaranis. O ataque dos bandeirantes. A guerra guaranítica. A expulsão dos jesuítas e a supressão da Ordem.
Foto: Luciene Camaratta/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/09/2024 0 Comentários 598 Visualizações
Cultura

Museu Nacional do Calçado inaugura exposição no Hotel Swan Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 03/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Museu Nacional do Calçado (MNC) neste mês de setembro a exposição “Flores e Cores”, no Hotel Swan Novo Hamburgo. Especial para o mês em que se inicia a primavera no Brasil, a mostra apresenta quadros de pintores famosos e calçados que foram selecionados tendo as próprias obras como inspiração. Além disso, há quadros de autoria de Ariadne Decker, junto a dois calçados que foram pintados à mão pela artista, em 2004, para a marca de sapatos Território Nacional.

Desde o início deste ano, o MNC disponibiliza parte de seu acervo para exposições no Swan NH. As mostras são resultado de uma collab estabelecida entre as organizações com o objetivo de resgatar a história do setor coureiro-calçadista e aproximar o museu da comunidade. Além de exposições fixas e ajustáveis que são oferecidas ao longo do ano, o hotel apresenta, nos apartamentos e saídas de elevadores, fotografias de calçados, selecionadas com a curadoria do MNC.

Foto: Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2024 0 Comentários 482 Visualizações
Ensino

Exposição em celebração aos 55 anos da Aspeur/Feevale é lançada

Por Jonathan da Silva 30/08/2024
Por Jonathan da Silva

Uma exposição alusiva aos 55 anos da Associação Pró-Ensino Superior em Novo Hamburgo (Aspeur) e da Universidade Feevale foi lançada nesta terça-feira (27), na Biblioteca Paulo Sérgio Gusmão, localizada no Câmpus II da instituição de ensino, em Novo Hamburgo. Denominada “Resgatando memórias, projetando o futuro”, a mostra integra as ações comemorativas pelo aniversário da universidade e sua mantenedora, celebrado no dia 28 de junho. A exposição está distribuída nos quatro andares da biblioteca, é aberta ao público e poderá ser visitada até 30 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h15min, e aos sábados, das 8h às 17h.

No térreo da biblioteca, destacam-se memórias e registros da evolução da marca da Feevale. No primeiro andar, há lembranças relacionadas à Aspeur. No segundo andar, estão projetos e ações desenvolvidas na comunidade. No terceiro andar, há recordações da inovação da instituição.

Durante o lançamento da mostra, a pró-reitora de Ensino da Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, destacou que a mostra não tem um foco único, mas perpassa por vários momentos importantes da história da Aspeur/Feevale. “Esta exposição marca conquistas importantes da instituição, visando ao seu crescimento institucional, e traz registros de ações que impactaram na transformação da comunidade e de diversas inovações que foram promovidas desde os seus primórdios”, afirmou Maria Cristina.

O vice-presidente da Aspeur, Everton Luis Meinhart, afirmou que a exposição representa a valorização da história. “Muita gente trabalhou arduamente para construir a instituição, de acordo com o DNA comunitário que nos acompanha desde a sua fundação. É muito importante reconhecer a história e as pessoas que vieram antes de nós e construíram o que temos hoje”, destacou Meinhart.

Descerramento de foto e homenagens

Durante o evento, também foi realizado o descerramento da foto de Cleber Prodanov, que irá compor a Galeria dos Diretores e Reitores da Universidade Feevale. Prodanov esteve à frente da reitoria em duas gestões, nos períodos de 2018-2021 e 2021-2024. “É importante, ao comemorarmos os 55 anos, sabermos que a universidade é feita pelas pessoas que, ao longo dessa caminhada, passaram por aqui. Todos, da sua maneira, contribuíram para que nos transformássemos no que somos hoje, identificados com as causas da comunidade e com a qualidade e a inovação, sendo uma instituição importante para a nossa região”, destacou o ex-reitor.

Além disso, foi realizada homenagem às três funcionárias mais antigas da instituição, a professora do Idiomas Feevale com 32 anos de casa, Rosa Maria Zilles Borba; a secretaria da reitoria há 33 anos, Gladis Hofstatter Rech; e a professora do curso de Arquitetura e Urbanismo há 35 anos, Suzana Vielitz de Oliveira.

O evento ainda contou com as presenças do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fernando Spilki, e do superintendente executivo Roberto Sarquis Berté, bem como de membros da Aspeur, professores e colaboradores da Feevale.

A mostra

Idealizada pelas Bibliotecas Feevale, a exposição “Resgatando memórias, projetando o futuro. Feevale 55 anos” tem o objetivo de colaborar na construção de saberes de cunho social, cultural, educacional e científico, direcionados a toda a comunidade. Desenvolvida com apoio do Centro de Documentação e Memória Feevale Luci Terezinha Bridi, a atividade destaca conquistas importantes da Aspeur em favor do crescimento institucional e regional, registros do desenvolvimento e da transformação da comunidade, bem como inovações científicas que impactam positivamente a sociedade, entre outros fatos relevantes ocorridos ao longo dos anos.

Constituída de maneira dinâmica e ocupando diversos espaços da Biblioteca Paulo Sérgio Gusmão, a exposição chama a atenção para a importância da preservação da memória cultural e histórica de uma comunidade, celebrando o passado e o presente e estabelecendo uma base sólida para futuras gerações.

Fotos: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/08/2024 0 Comentários 423 Visualizações
Cultura

Documentário busca eternizar memórias de Gravataí do ponto de vista dos moradores

Por Jonathan da Silva 27/08/2024
Por Jonathan da Silva

O documentário “Memórias de uma Aldeia dos Anjos” tem o objetivo de contar histórias da cidade de Gravataí sob o ponto de vista da diversidade de seus moradores, que vivenciam o município de forma próxima e intensa. A obra foi um dos projetos selecionados para ser produzido com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, a chamada Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital nº 26/2023 Audiovisual – LPG Gravataí.

O curta-metragem está em fase de captação de imagens e de diálogos junto a variados perfis de entrevistados previamente selecionados. Com base nessas perspectivas e memórias, a produção busca dar visibilidade ao município e aos moradores que constroem a cidade e atuam no seu crescimento, uma forma de eternizar histórias e tornar esses personagens conhecidos pelas próximas gerações. “Os cidadãos merecem essa homenagem e as futuras gerações conhecer quem são essas pessoas. Queremos resgatar a história do município, combater a invisibilidade social de sujeitos que construíram a cidade. Também mostrar que é possível realizar produções audiovisuais locais, gerando renda, cultura e levando o nome de Gravataí para as telas”, destaca a jornalista e idealizadora do documentário, Jessica Cardoso da Fonseca Silva.

A produção é um resgate da história do município a partir do olhar de seu povo, que observa as transformações de Gravataí, desde a cidade pacata até o desenvolvimento econômico e industrial que tem hoje. “Muitas pessoas vão conhecer Gravataí e a evolução da cidade pela visão de cidadãos mais velhos, que vivenciaram essa história. Hoje é um local bem movimentado, mas antes não tinha shopping, o hospital era bem pequenininho. É bom reviver essa história para os mais novos e registrar para a posteridade”, justifica a presidente da Associação dos Moradores do Quilombo Manoel Barbosa, Carmen Lúcia dos Santos, uma das entrevistadas do documentário.

O curta-metragem tem previsão de lançamento para dezembro de 2024, em Gravataí, com exibição pública, gratuita e com recurso de acessibilidade. Em março de 2025, haverá exibição e bate-papo com a autora em escolas municipais e demais entidades que solicitarem. Interessados em acompanhar parte da produção podem acessar as redes sociais do projeto pelo Instagram @doc.memoriasdaaldeia. Mais detalhes também podem ser obtidos pelo e-mail [email protected].

Fotos: Leonidas Cardoso/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/08/2024 0 Comentários 570 Visualizações
Ensino

Circuito Mitológicas aborda antropologia e história de 26 a 28 de agosto na capital

Por Jonathan da Silva 22/08/2024
Por Jonathan da Silva

Em comemoração aos 60 anos da obra “Mitológicas”, de Claude Lévi-strauss (1908-2009), o Circuito Mitológicas apresenta o seminário “O Estudo dos Mitos entre História e Método Estrutural: Abordagens e Possibilidades De Pesquisa”, de 26 a 28 de agosto, das 19h às 21h, no Auditório do ILEA (Instituto Latino-americano de Estudos Avançados), no Campus Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. As apresentações tratam de contextos indígenas sul-americanos (Chaco, Brasil meridional e Peru) e afro-gaúchos. O evento consiste em duas palestras por noite com professores e alunos de antropologia e história. A entrada é franca.

Na segunda-feira, dia 26, é a vez de “O animismo e a lógica do mito como saberes indígenas”, com Guilherme Galhegos Felippe, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e “Entre estrutura, mito e agência: a guerra dos indígenas no Chaco do século XVII-XVIII”, ministrada por Carlos Daniel Paz, da Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires (Unicen).

Na terça, 27, o evento prossegue com o painel “Fronteiras entre mito, biografia e história: reflexões a partir de um culto doméstico afro-gaúcho”, de Anderson Kilpp, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS). Em seguida, é a vez de “Relatos populares do norte do Peru e a guerra das rondas camponesas cajamarquinas contra os come-ouro contemporâneos”, trazido por Adriana Paredes Peñafiel, da Universidade Federal de Rio Grande (FURG) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFRGS).

No terceiro e último dia, 28 de agosto, acontece o “Pode o mito ser uma fonte histórica? uma aproximação estruturalista à historiografia”, com Yves Seraphim, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFRGS), e “O que os mitos têm a dizer sobre a história? uma leitura das narrativas jesuíticas no Chaco do século XVIII a partir do método estrutural”, apresentado por Fabrício Ferreira de Lema, do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UFRGS).

O objetivo do evento é propor novas abordagens metodológicas, referenciadas, sobretudo, nas potencialidades do método estrutural para estudar variadas perspectivas sobre o passado e como ele incide sobre a vida social no presente das sociedades. Há a expectativa da construção de um exercício interdisciplinar oportuno para variados contextos etnográficos e historiográficos. Deste modo, o seminário é voltado para professores de ensino básico e superior e para estudantes de graduação e pós-graduação, além de todos aqueles que se interessam pelos desafios da historicidade de comunidades tradicionais.

Programação

Segunda-feira, 26 de agosto, das 19h às 21h
  • O animismo e a lógica do mito como saberes indígenas | Guilherme Galhegos Felippe – Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Entre estrutura, mito e agência: a guerra dos indígenas no Chaco do século XVII-XVIII | Carlos Daniel Paz – Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires (Unicen)
Terça-feira, 27 de agosto, das 19h às 21h
  • Fronteiras entre mito, biografia e história: reflexões a partir de um culto doméstico afro-gaúcho | Anderson Kilpp – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
  • Relatos populares do norte do Peru e a guerra das rondas camponesas cajamarquinas contra os come-ouro contemporâneos | Adriana Paredes Peñafiel – Universidade Federal de Rio Grande (FURG) e Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
Quarta-feira, 28 de agosto, das 19h às 21h
  • Pode o mito ser uma fonte histórica? uma aproximação estruturalista à historiografia | Yves Seraphim – Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAS/UFRGS)
  • O que os mitos têm a dizer sobre a história? uma leitura das narrativas jesuíticas no Chaco do século XVIII a partir do método estrutural | Fabrício Ferreira de Lema – Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGH/UFRGS)

Serviço

  • O quê: Circuito Mitológicas presenta: Seminário “O Estudo dos Mitos entre História e Método Estrutural: Abordagens e Possibilidades De Pesquisa”
  • Quando: de 26 a 28 de agosto de 2024, das 19h às 21h
  • Onde: Auditório do ILEA (Instituto Latino-americano de Estudos Avançados), Campus Vale, UFRGS (Av. Bento Gonçalves, 9090 – Prédio 42501 – Agronomia, Porto Alegre)
  • Quanto: Entrada franca
  • Instagram: @circuitomitologicas
Foto: Michel Ravassard/Unesco/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2024 0 Comentários 399 Visualizações
Esporte

Treze atletas gaúchos disputam os Jogos Olímpicos de Paris

Por Jonathan da Silva 26/07/2024
Por Jonathan da Silva

Treze atletas nascidos no Rio Grande do Sul fazem parte da delegação do Time Brasil que competirá nos Jogos Olímpicos de Paris. A disputa do maior evento esportivo do mundo se iniciou nesta quarta-feira (24) e a cerimônia oficial de abertura será nesta sexta, 26 de julho, no Rio Sena, a partir das 14h30min. Os representantes gaúchos estão presentes em nove modalidades diferentes.

Dentre as nove modalidades com representantes gaúchos, a que mais tem atletas nascidos no estado é o voleibol de quadra, com três: Cachopa, Lucão e Thales. Na sequência, aparecem dois esportes com dois atletas do Rio Grande do Sul: o judô, com os medalhistas Daniel Cargnin e Mayra Aguiar, e a esgrima, com Guilherme Toldo e Mariana Pistoia. Com um representante, há seis modalidades: maratona aquática, com Viviana Jungblut; natação, com Fernando Scheffer; rugby de 7, com Luiza Campos; surfe, com Tatiana Weston-Webb; tiro esportivo, com Georgia Furquim; e vela, com Gabriel Simões.

Porto Alegre é a cidade mais representada do estado nos Jogos Olímpicos, com oito dos treze participantes gaúchos. Canoas, Caxias do Sul, Colinas, São Leopoldo e Santa Maria contam com um representante cada.

Do Time Brasil, o Rio Grande do Sul é o sexto estado com mais representantes nas Olimpíadas de Paris. À frente, estão São Paulo (95 atletas), Rio de Janeiro (53), Minas Gerais (20), Paraná (17) e Bahia (15). No total, 274 brasileiros irão competir nesta edição dos Jogos. Além disso, esta será a primeira vez em que as mulheres serão maioria na delegação brasileira, com 55% dos competidores. Dentre os gaúchos, são sete atletas masculinos e seis femininas.

Na história, 38 atletas nascidos no Rio Grande do Sul já conquistaram medalhas olímpicas, somados os esportes individuais e coletivos. No total, os representantes gaúchos somam 11 medalhas de ouro, 21 de prata e 14 de bronze. Ao considerar apenas uma medalha no caso dos esportes coletivos, são 24 as conquistas do estado. O Brasil, por sua vez, já obteve 150 medalhas, 37 delas de ouro, 42 de prata e 71 de bronze.

Os atletas gaúchos nos Jogos

Daniel Cargnin – judô

Nascido em Porto Alegre no dia 20 de dezembro de 1997, Daniel Borges Cargnin é um dos principais nomes gaúchos na história dos Jogos Olímpicos. Na disputa da edição anterior, em Tóquio no ano de 2021, o judoca conquistou a medalha de bronze na categoria de até 66 kg. Além desta façanha, o gaúcho de 26 anos já ganhou um bronze em Campeonato Mundial, três pratas em Jogos Pan-Americanos, quatro ouros em Campeonatos Pan-Americanos de Judô e um ouro no World Masters de Jerusalém, em 2022. No começo do ano em que obteve esta conquista internacional, Cargnin mudou de categoria, subindo para a de até 73 kg. Nos Jogos de Paris, toda a competição deste peso será disputada na próxima segunda-feira, 29 de julho. O gaúcho estreará já na segunda fase contra Akil Gjakova, do Kosovo.

Daniel Cargnin busca em Paris sua segunda medalha olímpica

Fernando Cachopa – vôlei

Fernando Gil Kreling, mais conhecido como Cachopa, é um dos três gaúchos convocados para representar a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei nos Jogos Olímpicos de Paris. Natural de Caxias do Sul, Cachopa tem 28 anos e atua pela seleção desde 2015. Em seu currículo, o levantador gaúcho tem uma medalha de bronze em Campeonato Mundial, um título de Copa do Mundo, um título de Liga das Nações e uma medalha de ouro em uma Copa Pan-Americana. Cachopa também esteve nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, quando o Brasil terminou no quarto lugar. Por clubes, o atleta já conquistou cinco vezes a Superliga Brasileira. Atualmente, joga pelo Vero Volley Monza, da Itália. Em Paris, a estreia do Brasil no vôlei masculino será já no sábado, 28 de julho, contra a Itália.

Fernando Cachopa - seleção brasileira de vôlei masculino - Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Cachopa busca sua primeira medalha olímpica com a seleção

Fernando Scheffer – natação

O medalhista olímpico Fernando Muhlenberg Scheffer nasceu em Canoas, em 6 de abril de 1998. O nadador começou a ganhar destaque pelo Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, em 2016, quando disputou o Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta. Pouco tempo depois, em 2018, o gaúcho se mudou para Belo Horizonte, onde passou a treinar no Minas Tênis Clube, que representa até hoje. O auge da carreira do canoense até o momento aconteceu durante a disputa de sua primeira Olímpiada, em Tóquio, em 2021. Na competição dos 200 metros livres, Scheffer conquistou a medalha de bronze e obteve o recorde sul-americano de tempo. Dentre outras façanhas, o nadador de 26 anos soma três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos e uma no Mundial de Piscina curta. Em Paris, o gaúcho não disputará nenhuma categoria individual por não ter alcançado o índice necessário, mas estará na equipe brasileira dos 4×200 metros livre, ao lado de Eduardo Moraes, Guilherme Costa e Murilo Sartori. Todas as fases da disputa da categoria serão na próxima terça-feira, 30 de julho.

Em Paris, Scheffer busca sua segunda medalha olímpica

Gabriel Simões – vela

Aos 22 anos, o porto-alegrense Gabriel Simões é um dos representantes mais jovens da delegação brasileira em Paris. O gaúcho competirá ao lado de Marco Grael na classe 49er da vela, modalidade que já deu muitas medalhas ao país. Indo para sua primeira participação nos Jogos Olímpicos, Simões é atleta do Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre. Com seu companheiro de barco, o gaúcho conquistou o Campeonato Sul-Americano em 2023 e terminou na quinta posição nos Jogos Pan-Americanos no mesmo ano. A vaga de Simões e Grael para as Olimpíadas de Paris veio com o título da 15ª regata da classe 49er na Semana Olímpica de Hyères, na França.

Jankovics Villatoro / Divulgação/Campeonato Sudamericano 49er

Simões e Grael representam o Brasil na vela

Georgia Furquim – tiro esportivo

Natural de Santa Maria, Georgia Furquim Bastos tem 27 anos de idade e é atleta da categoria skeet do tiro esportivo. A gaúcha é a primeira brasileira na história a se classificar para esta categoria em uma edição de Jogos Olímpicos. No skeet, o atirador utiliza uma espingarda para acertar tiros em dois pratos lançados de diferentes lugares do campo de competição. No currículo de Georgia, o destaque internacional é o quinto lugar obtido nos Jogos Pan-Americanos de 2023. Sua vaga para as Olimpíadas veio em abril deste ano, durante a disputa do Campeonato CAT XIV de Espingarda, em Santo Domingo. Na disputa olímpica de Paris, a modalidade de Georgia está agendada para os dias 3 e 4 de agosto.

Georgia disputará sua primeira Olimpíada

Guilherme Toldo – esgrima

Guilherme Amaral Toldo, conhecido como Pica-Pau, nasceu em Porto Alegre em 1º de setembro de 1992. Aos 31 anos, Toldo irá disputar os Jogos Olímpicos pela quarta vez, tendo participado de todas as edições desde 2012. O gaúcho é atleta do Grêmio Náutico União, clube da capital, e compete na categoria florete, em que o objetivo é acertar os golpes com a lâmina apenas no tronco dos oponentes. Ao longo da carreira, o esgrimista acumula dezenas de medalhas, várias delas de ouro. Suas principais conquistas são as duas medalhas de prata e quatro de bronze nos Jogos Pan-Americanos e as quatro medalhas de ouro nos Jogos Sul-Americanos. Por sua trajetória, Toldo faz parte do hall da fama da Confederação Brasileira de Esgrima (CBE). O esgrimista conquistou sua vaga para Paris ainda em março de 2023, através do ranking classificatório para os Jogos. Agora o gaúcho irá em busca de sua primeira medalha olímpica. A competição do florete masculino acontece toda na próxima segunda-feira, 28 de julho.

Em sua quarta Olimpíada, Toldo busca a primeira medalha

Lucão – vôlei

Outro gaúcho na seleção masculina de vôlei é o experiente Lucão. Aos 38 anos, o gaúcho natural da cidade de Colinas irá para a disputa de sua quarta Olimpíada. Lucas Saatkamp tem na bagagem uma medalha de ouro no Rio de Janeiro, em 2016, e uma prata, em Londres, 2012, além do quarto lugar em Tóquio. O central também é campeão mundial, campeão da Copa do Mundo, campeão da Liga das Nações e bicampeão da Liga Mundial. Atualmente, Lucão joga no Sada Cruzeiro Vôlei, de Belo Horizonte. Em Paris, o gaúcho busca retornar ao pódio olímpico para uma terceira aparição na carreira.

Em Paris, Lucão quer terceira medalha olímpica

Luiza Campos – rugby de 7

Aos 33 anos, a porto-alegrense Luiza González da Costa Campos é considerada uma das maiores jogadoras da história do rugby brasileiro. Em sua carreira, a gaúcha já disputou três Copas do Mundo e dois Jogos Olímpicos pela Seleção Brasileira de rugby de 7. Além disso, participou da conquista da medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de 2023 e do título nos Jogos Sul-Americanos de 2018. Em 2022, após ser capitã da Seleção na Copa, Luiza foi eleita a melhor jogadora brasileira de rugby do ano no tradicional Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Atualmente, a gaúcha defende o Charrua Rugby Clube, de Porto Alegre. Pelas Yaras, apelido da Seleção Brasileira, também disputa a primeira divisão do Circuito Mundial de Rugby de 7. Em Paris, na terceira Olimpíada de Luiza, o Brasil estreia na modalidade já no domingo, dia 28 de julho, às 12h, contra a dona da casa França.

Luiza CAMPOS

Luiza Campos vai para sua terceira Olimpíada

Mariana Pistoia – esgrima

Advogada, 3º Sargento do Exército Brasileiro e esgrimista, Mariana Nelz Pistoia nasceu em Porto Alegre em 3 de dezembro de 1998. Atualmente, a gaúcha de 25 anos é atleta do Grêmio Náutico União, também da capital gaúcha. A esgrimista disputará os Jogos de Paris na categoria florete, em que já conquistou uma medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos do ano passado e, dentre outras conquistas, foi campeã dos Jogos Sul-Americanos de 2018. Mariana obteve a vaga olímpica ao vencer o Pré-Olímpico das Américas, em abril deste ano, na Costa Rica. A disputa feminina do florete em Paris acontece inteiramente neste domingo, 28 de julho.

Mariana disputa em Paris sua primeira Olimpíada

Mayra Aguiar – judô

Mayra Aguiar da Silva é o principal nome do Rio Grande do Sul e um dos principais do Brasil na disputa dos Jogos Olímpicos de Paris. A judoca porto-alegrense de 32 anos é a única mulher brasileira na história a conquistar medalhas por esportes individuais em três edições olímpicas diferentes: bronze em Londres 2012, bronze no Rio 2016 e bronze em Tóquio 2020. Além disso, dentre muitas conquistas internacionais, Mayra é tricampeã mundial e campeã dos Jogos Pan-Americanos. Desde sempre atleta da Sogipa, de Porto Alegre, a gaúcha compete na categoria de até 78 kg do judô. Em Paris, esta modalidade será inteiramente disputada na próxima quinta-feira, 1º de agosto. Mayra vai em busca de sua quarta medalha, a primeira de ouro. Sua estreia será já nas oitavas de final contra a italiana Alice Bellandi, atual número 1 do mundo.

Em Paris, Mayra busca fazer ainda mais história

Tatiana Weston-Webb – surfe

Dos representantes gaúchos do Time Brasil, uma das mais cotadas para disputar medalha é Tatiana Guimarães Weston-Webb, nascida em Porto Alegre no dia 9 de maio de 1996. Ainda antes de completar um ano de vida, a brasileira se mudou para o Havaí, nos Estados Unidos, onde fez toda sua formação no surfe e se tornou uma das maiores estrelas mundiais da modalidade. Há anos entre as primeiras colocadas na World Surf League (WSL), o Circuito Mundial de Surfe, Tati já foi vice-campeã mundial em 2021, campeã dos Jogos Pan-Anamericanos de 2023 e disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio. Neste ano, a brasileira está na sétima colocação do ranking da WSL. Um fator que amplifica as esperanças de medalha é o de a gaúcha ter sido terceira colocada na etapa do Taiti do Circuito Mundial, justamente onde a disputa do surfe nos Jogos Olímpicos acontecerá. A competição nas ondas do mar taitiano irá de 27 a 30 de julho.

Miriam Jeske / COB

Tati é uma das favoritas a conquistar medalha

Thales – vôlei

Thales Gustavo Hoss é mais um representante do Rio Grande do Sul na seleção masculina de voleibol nos Jogos Olímpicos de Paris. Aos 35 anos, o gaúcho de São Leopoldo irá para a sua segunda disputa de Olimpíadas, após estrear em Tóquio no ano de 2021. Apesar da experiência nas quadras, o líbero Thales começou a ganhar espaço na seleção apenas após a aposentadoria de Serginho, lenda da posição. Ainda assim, o gaúcho é campeão da Copa do Mundo, da Copa dos Campeões e da Liga das Nações pelo conjunto brasileiro. Em Paris, o leopoldense irá em busca de sua primeira medalha olímpica.

Thales fala sobre redes sociais e momento da carreira – Web Vôlei

Leopoldense Thales vai em busca da primeira medalha

Viviane Jugblut – maratona aquática

A nadadora Viviane Eichelberger Jungblut nasceu na capital Porto Alegre em 29 de junho de 1996. Aos 28 anos, Vivi, como é conhecida, irá disputar sua segunda Olimpíada. Na edição de Tóquio, em 2021, a gaúcha disputou as categorias dos 800 metros livres e dos 1.500 metros livres da natação de piscina. Agora, em Paris, o desafio será muito diferente. Vivi disputará a prova de 10 km da maratona aquática, que acontecerá no famoso Rio Sena. Nesta modalidade, a porto-alegrense já conquistou duas medalhas de bronze em Jogos Pan-Americanos, uma em Lima 2019 e outra em Santiago 2023. A nadadora do Grêmio Náutico União, da capital gaúcha, conquistou a vaga para os Jogos Olímpicos de 2024 ao obter o 14º lugar no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, realizado em fevereiro do ano passado no Catar. Em Paris, a maratona aquática feminina será disputada por volta das 2h da manhã do dia 8 de agosto.

Vivi disputará os Jogos Olímpicos pela segunda vez

Com atletas de 206 países, a disputa dos Jogos Olímpicos de Verão de Paris irá até o dia 11 de agosto. O Brasil irá em busca do recorde de medalhas em uma única edição, que é de Tóquio, em 2021, com 21 medalhas.

Fotos: Lecobron, CBJ, FIVB, Alexandre Loureiro/COB, Jankovics Villatoro, Gaspar Nóbrega/COB, Rosele Sanchotene, Miriam Jeske/COB e Satiro Sodré/CDBA/Divulgação
26/07/2024 0 Comentários 798 Visualizações
Cultura

Museu Histórico Visconde de São Leopoldo reabre na próxima quinta-feira

Por Jonathan da Silva 19/07/2024
Por Jonathan da Silva

O Museu Histórico Visconde de São Leopoldo reabrirá para visitantes na próxima quinta-feira, dia 25 de julho, data em que é celebrado o bicentenário da imigração alemã na cidade e no país. O espaço estava fechado desde maio, quando foi atingido pela enchente histórica que assolou o município, inclusive tendo parte do acervo danificado. Desde então, o museu, que é considerado um ícone da memória relacionada à colonização germânica, passou por um permanente trabalho de limpeza e restauração para poder ser reaberto na data especial.

Museu durante a enchente

Para marcar o retorno, a direção do espaço preparou uma programação que acontece das 10h30min às 19h, que contempla a integração e a harmonia, características reconhecidas dos imigrantes alemães. O evento leva o título de ‘200 Anos de Solidariedade’. “Pensamos que este não é um momento de grandes festividades, devido ao tamanho da tragédia climática, mas que podemos sim, celebrar a vida em torno do exemplo do legado de esperança, recomeço e espírito comunitário que fizeram parte da vida dos nossos antepassados e que são importantes até os dias de hoje”, destaca a diretora de Relações Institucionais do museu, Ingrid Elisabet Marxen. A entrada será gratuita, mas se solicita um alimento não perecível para ajudar famílias atingidas pela enchente.

Diretora Ingrid Elisabet Marxen

A programação é um convite para que turistas, comunidade e apreciadores do ‘jeito alemão’ tenham momentos de risadas, gastronomia e nostalgia. Na ocasião, será aberta a cápsula do tempo fechada em 2003 pelos alunos da Escola Estadual Visconde de São Leopoldo. “Vamos ler as mensagens deixadas por eles e também fechar uma nova, para ser lida na posteridade”, destaca Ingrid.

Campanha

Alem da programação festiva, o museu também convida a comunidade a visitar o acervo do museu, composto pela maior coleção do país com foco na memória dos imigrantes alemães. Como parte do legado foi atingido pela enchente de maio, o espaço criou a campanha ‘Adote um Objeto do Museu’, que permite que indivíduos, empresas ou instituições financiem a restauração de 14 peças raras que foram danificadas pela catástrofe. Os detalhes sobre como ajudar e valores estão disponíveis nas redes sociais do museu.

Serviço

  • O quê: evento 200 Anos de Solidariedade
  • Onde: Museu Histórico Visconde de São Leopoldo (Avenida Dom João Becker, 491 – Centro – São Leopoldo)
  • Quando: quinta-feira, 25 de julho, das 10h30min às 19h
  • Quanto: ingresso solidário de 1 alimento não perecível

Programação

  • 10h30min: Chegada dos cavalarianos do CTG Lomba Grande com a chama crioula | Abertura da feira com gastronomia típica e artesanato
  • 13h30min: Apresentação do grupo de dança Folclore Gaúcho
  • 14h: Início dos Jogos Germânicos – Resgate de práticas trazidas ao Brasil pelos imigrantes. Uma das finalidades destes esportes é relembrar do esforço físico dos colonizadores. Haverá campeonato de chopp na tulipa, cabo de guerra, carrinho de mão, perna de pau, dentre outros.
  • 16h30min: Apresentação do grupo de canto Madrigal Presto
  • 17h: Abertura e leitura da cápsula do tempo com as mensagens dos alunos da Escola Estadual Visconde de São Leopoldo deixadas em 2003 | Fechamento de nova cápsula do tempo
  • 19h: Encerramento
Museu está pronto para receber visitantes

O evento conta com o patrocínio da Stihl Ferramentas, Sicredi Pioneira, Herval Consórcios, Vila Rica Imóveis, Itecê e Sucos Petry, e apoio da União FM.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/07/2024 0 Comentários 728 Visualizações
Cultura

Museu itinerante é criado no interior de um ônibus em Morro Reuter

Por Jonathan da Silva 18/07/2024
Por Jonathan da Silva

O primeiro museu histórico da cidade de Morro Reuter será inaugurado no próximo sábado, 20 de julho. Projeto denominado como “Museu Itinerante – Uma viagem pela história”, o espaço será instalado dentro de um ônibus escolar desativado, que será adesivado como uma casa enxaimel típica do tempo dos imigrantes. A inauguração oficial acontecerá durante o evento Café da Colônia, às 10h, com visitação gratuita. O objetivo da ação é valorizar e manter as tradições germânicas no município.

Interior do museu

O interior do museu será decorado para reproduzir uma típica cozinha alemã. No espaço, haverá fotos e banners, além de um telão que exibirá documentários sobre a imigração alemã e a história de Morro Reuter.

Povoada pelos alemães a partir de 1829, Morro Reuter preserva uma tradição de cantos, danças e culinária trazida pelos imigrantes. Estes legados estão presentes no cotidiano do município até os dias de hoje.

O patrocínio da ação é da Sicredi, que investiu R$ 15 mil na infraestrutura do museu.

Atividades e visitação

O ônibus percorrerá todas as escolas de Morro Reuter, levando documentários e palestrantes que contarão a história da cidade. Durante as visitas, diferentes exposições temáticas serão expostas. Nos finais de semana e durante eventos específicos, o museu itinerário poderá ser estacionado na praça central, permitindo que tanto moradores quanto turistas tenham a oportunidade de visitá-lo.

História em exposição

Os banners explicativos com textos e fotografias expostos no museu relembram como era Morro Reuter nos séculos XIX e XX. Os prédios centenários, que ainda resistem ao tempo, como o Armazém Kieling, ou os que já não existem mais, como a primeira escola do município, o prédio da sede da Igreja Imaculada Conceição antes da atual ou, ainda, a antiga rodoviária às margens da BR-116, estão no acervo.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2024 0 Comentários 550 Visualizações
Cultura

Cápsula do tempo é aberta em São Leopoldo em celebração ao bicentenário da imigração

Por Jonathan da Silva 18/07/2024
Por Jonathan da Silva

A abertura de uma cápsula do tempo que estava guardada desde 1946 sob o monumento em homenagem à Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi realizada nesta quarta-feira (17), em São Leopoldo, em comemoração ao bicentenário da imigração alemã. O tubo de alumínio armazenava cópia de documentos, exemplares de jornais, uma flâmula trazida da Itália pelos expedicionários da FEB e moedas da época. A atividade aconteceu na Praça Tiradentes, onde ficava o Obelisco.

A cápsula resistiu ao tempo e às águas das enchentes de 1965, 1967 e 2024. O invólucro estava intacto, mas com o objetivo de preservar o seu conteúdo que se encontrava molhado, o Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e Relações Internacionais (Secult) tentará abrir o cilindro de uma forma que não prejudique os documentos e itens, após realizar a secagem. Durante o evento desta quarta, apenas as moedas foram retiradas, ainda que avariadas pela oxidação. De acordo com o secretário da pasta, Marcel Frison, o material será encaminhado para a recuperação do que for possível e, posteriormente, enviado ao Museu Histórico Visconde de São Leopoldo.

Moedas retiradas da cápsula

Para Frison, a ação faz parte do “resgate de um momento importante dos nossos antepassados que resolveram registrar para o futuro em forma de um monumento, que tem um significado importante. Vamos restaurar o monumento e colocar num local mais apropriado para que as gerações futuras possam aprender com ele”, pontuou o secretário. O monumento será transferido para o canteiro da avenida Theodomiro Porto da Fonseca, em frente ao 19º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz).

Também participaram do evento o prefeito Ary Vanazzi (PT), a vice-presidente da Câmara de Vereadores, Ana Affonso (PT), representantes das secretarias de Cultura e Relações Internacionais (Secult), Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb) e Geral de Governo (SGG) e do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. A abertura da cápsula integra o calendário municipal de celebração dos 200 anos da imigração alemã no Brasil.

O monumento ao expedicionário

O historiador e coordenador do Patrimônio Histórico e Cultural da Secult, Márcio Linck, recordou que, por idealização e liderança do então prefeito Carlos de Souza Moraes, foi feita uma grande campanha para erguer um monumento em homenagem aos expedicionários das Forças Armadas Brasileira que combateram o fascismo na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. No dia 29 de abril de 1946, o comandante da FEB, João Batista Mascarenhas de Moraes, esteve em São Leopoldo para o lançamento da pedra fundamental. A inauguração oficial aconteceu em 14 de julho daquele ano.

Linck ao lado do prefeito Vanazzi e do secretário Frison durante a abertura da cápsula

O monumento também foi realizado em homenagem ao Centenário do vilamento de São Leopoldo, que ocorreu em 1846. Ao ser elevada à categoria de vila, São Leopoldo passou a ter uma Câmara de Vereadores e orçamento próprio.

Calendário de celebrações

A programação de atividades em celebração ao bicentenário da imigração alemã segue em São Leopoldo durante o mês de julho, com destaque para o dia 25, quando se celebra a chegada dos primeiros imigrantes germânicos na cidade, o que trouxe ao município o título de “Berço da Colonização Alemã no Brasil”.

Fotos: Thales Ferreira/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2024 0 Comentários 760 Visualizações
Variedades

Prato Principal da ACI celebra bicentenário da imigração alemã

Por Jonathan da Silva 05/07/2024
Por Jonathan da Silva

A contribuição dos imigrantes alemães e seus descendentes para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul será o tema da edição especial do Prato Principal promovida pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI) no dia 25 de julho. O palestrante do evento será o doutor em história e historiador no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, Rodrigo Luis dos Santos, que apresentará o tema “História, Cultura e Inovação: 200 Anos da Imigração Alemã”.

Durante a atividade, será servida comida típica alemã e haverá exposição de itens relacionados à cultura germânica. Os participantes do evento serão recepcionados a partir das 11h30min. Às 11h45min, se inicia a reunião-almoço e o encerramento será às 13h. O custo para participar da edição especial do Prato Principal é de R$ 125 para sócios e R$ 170 para não-sócios.

A atividade acontecerá no Centro de Eventos Swan Novo Hamburgo, localizado na Av. Dr. Maurício Cardoso, 303, que oferece estacionamento a R$ 20, com acesso pela Rua Borges do Canto. A organização do evento solicita também a doação de produtos de limpeza e alimentos não-perecíveis para auxiliar pessoas atingidas pelas enchentes.

Mais detalhes podem ser obtidos pelo telefone (51) 2108-2108 e pelo e-mail [email protected]. A inscrição para o evento pode ser realizada em https://www.acinh.com.br/evento/prato-principal-historia-cultura-e-inovacao-200-anos-da-imigracao-alema.

Parceiros

  • Patrocínio máster: Sicredi Pioneira
  • Patrocínio: Domínio Tributário, Conexo Logistics, Cigam Software Corporativo e Exatus Contabilidade
  • Apoio máster: Universidade Feevale
  • Apoio: Unimed Vale do Sinos

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/07/2024 0 Comentários 492 Visualizações
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