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Cidades

Críticas à demora do governo gaúcho nas obras contra as cheias marcam seminário da Câmara dos Deputados

Por Gabrielle Pacheco 13/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A demora do governo do Rio Grande do Sul na execução das obras de proteção contra enchentes e a burocracia para acesso aos recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) foram alvo de críticas durante o seminário “Proteção Contra Enchentes e Retomada Econômica da Região do Vale dos Sinos”, promovido pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados sobre os Danos Causados pelas Enchentes no Rio Grande do Sul, em parceria com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo e da Desburocratização da Assembleia Legislativa do RS. 

Os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Pompeo de Mattos (PDT-RS), coordenador e relator da Comissão, reforçaram que vão atuar junto ao governo do Estado para reduzir os prazos dos projetos e das obras de proteção contra enchentes, buscando repetir no Vale do Sinos o avanço obtido em Eldorado do Sul.

 

Dificuldades

Marcel van Hattem afirmou que prefeitos e gestores municipais têm relatado dificuldades para acessar os recursos do Funrigs.  “Recebemos diversas queixas de municípios sobre obras que poderiam ser contempladas pelo Funrigs, mas que o governo do Estado entende que não se enquadram. É evidente que um fundo como esse precisa de critérios, mas a burocracia e a demora acabam impedindo que soluções urgentes avancem. É inadmissível que mais uma reunião como esta ocorra sem a presença do governo do Estado. A população do Vale do Sinos merece respeito e respostas”, afirmou. Segundo Marcel, um dos principais focos da Comissão nos próximos meses será pressionar para que os cronogramas sejam revistos, os prazos de elaboração dos projetos reduzidos e acelerar o início das obras nas regiões ainda à espera de soluções definitivas. 

Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo e da Desburocratização da Assembleia Legislativa do RS, deputado Felipe Camozzato (Novo), lembrou que há espaço para essa readequação. A mobilização em Eldorado do Sul levou o governo a reorganizar o cronograma das obras, permitindo que diversas etapas passassem a ocorrer simultaneamente, reduzindo significativamente os prazos previstos.

“Tão grande foi a mudança que o município já trabalha com a perspectiva de licitar as obras ainda em 2026. Isso demonstra que havia margem para acelerar o processo. Não podemos aceitar que outras regiões esperem até 2032 para terem proteção efetiva contra enchentes”, afirmou.

Acesso ao Fundo da Reconstrução

Além do cronograma, o acesso ao Fundo da Reconstrução ainda é um desafio no Vale dos Sinos. O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck, explicou que o município conseguiu acesso a recursos para ações de desassoreamento e desobstrução da drenagem, mas enfrenta dificuldades para viabilizar novos projetos estruturantes. Segundo ele, o Funrigs prioriza a reconstrução de estruturas já existentes, deixando de contemplar obras inéditas consideradas essenciais para aumentar a proteção da cidade.

“Estamos tentando, via Funrigs, uma nova bacia de retenção do bairro Santo Afonso e a construção dessa nova casa de bombas, que seria um complemento da que já existe. Assim poderíamos trabalhar junto com São Leopoldo para livrar as duas cidades, com uma bacia com o triplo de valor de contenção de água. Mas projetos novos não estão em análise porque o governo do Estado quer fazer o seu projeto como um todo e não quer liberar recursos distintos para municípios que já tem esse avanço. O projeto do governo gaúcho tem prazo para ser entregue somente em 2029, só depois começariam as obras”, alertou.   

Para Marcel van Hattem, esse cronograma é incompatível com a urgência da população. “Quando o governo fala em entregar projetos apenas em 2029, toda a comunidade fica apreensiva. Esse era o prazo também dado a Eldorado do Sul. Após a pressão da sociedade e dos parlamentares, da nossa Comissão, o prazo caiu de três anos para 18 meses. Se foi possível reduzir lá, por que o Vale do Sinos continua ouvindo que terá de esperar até 2029?”, questionou.

Já o relator da Comissão, deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS) ressaltou que a cobrança por agilidade é uma obrigação diante da sequência de tragédias enfrentadas pelo Estado.

 

Simplificação de processos

“Depois das enchentes de 2023 e da maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul em 2024, não há mais espaço para lentidão. Não podemos ficar esperando uma terceira grande enchente para agir. É preciso acelerar os projetos e, principalmente, executar as obras. A população não pode pagar o preço da demora do poder público”, declarou.

Os parlamentares defenderam que o governo estadual simplifique os processos de acesso ao Funrigs e acelere a elaboração e execução das obras de macrodrenagem e contenção de cheias, consideradas fundamentais para garantir segurança às comunidades mais vulneráveis da região.

O seminário contou ainda com a participação do represente da Secretaria Federal da Reconstrução, Ramon de Jesus, de representes da Acisa Sapiranga, ACI Novo Hamburgo, Sociedade Civil de Sapucaia do Sul, da Abicalçados, dos vereadores Tiago Albrecht e Professora Luciana Martins, do ex-diretor de Desenvolvimento Econômico de Novo Hamburgo, Preto Kayser.

Foto: Thiago Dorscheid/Divulgação | Fonte: Assessoria 

 

13/07/2026 0 Comentários 102 Visualizações
Cidades

Defesa Civil do RS receberá R$ 147,5 mi para centros regionais, estudos e renovação da frota

Por Jonathan da Silva 15/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Comitê Gestor do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) autorizou o financiamento de projetos da Defesa Civil do Rio Grande do Sul voltados à prevenção e resposta a desastres naturais. A aprovação ocorreu no dia 4 de maio e contempla a implantação de Centros Regionais de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, estudos técnicos sobre vulnerabilidades ambientais e a modernização da frota operacional da Defesa Civil no estado.

Ao todo, os projetos aprovados somam cerca de R$ 147,5 milhões. Os recursos serão utilizados para fortalecer a estrutura das Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil e ampliar a capacidade de monitoramento, gestão de crises e resposta a emergências em diferentes regiões do Rio Grande do Sul.

Centros regionais

Entre os projetos autorizados está a implantação dos Centros Regionais de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (CRGIRDs) nos municípios de Lajeado, Caxias do Sul, Santa Maria e Pelotas. Ao todo, serão nove centros que funcionarão como sede das Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil.

As estruturas serão destinadas às ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação em situações de desastres. A proposta prevê uma infraestrutura voltada ao armazenamento de recursos humanos e ao fortalecimento da articulação entre instituições e profissionais envolvidos nas operações de Defesa Civil.

Os centros regionais terão características estruturais e operacionais semelhantes às do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird), que será instalado em Porto Alegre. O espaço estadual será responsável pela coordenação das ações de Proteção e Defesa Civil em nível estadual.

Segundo o projeto, o Cegird contará com tecnologia avançada, sistemas integrados e arquitetura hiperconvergente, permitindo análise em tempo real e suporte à tomada de decisões durante situações de emergência.

O financiamento aprovado pelo Funrigs para os centros regionais é de R$ 111.666.357,87. O investimento inclui elaboração de projetos executivos, obras civis, implantação de infraestrutura tecnológica de comando e controle, aquisição de mobiliário técnico e equipamentos operacionais, além da criação de espaços destinados à gestão de crises, monitoramento de riscos e apoio logístico humanitário.

Estudos técnicos

O Comitê Gestor do Funrigs também autorizou recursos para a elaboração de estudos técnicos sobre vulnerabilidades e suscetibilidades relacionadas a riscos hidrológicos, meteorológicos e geológicos no território gaúcho.

Para a execução do projeto, foram aprovados R$ 24.153.295,04 destinados à contratação de uma empresa especializada em serviços técnico-científicos. O objetivo é produzir levantamentos e análises sobre ameaças naturais no estado.

Modernização da frota

Outro projeto aprovado prevê a aquisição de veículos para apoio às ações de preparação, resposta e recuperação em situações de emergência e calamidade pública.

A iniciativa contempla a compra de caminhões bitruck 8×2 com carroceria tipo furgão lonado e plataforma elevatória traseira, caminhões 4×4 Agrale Marruá AM250 CD AUT, caminhões equipados com guindauto e carroceria em aço, além de reboques tipo trailer off-road adaptados como postos móveis de comando.

Para a modernização da frota da Defesa Civil, o valor autorizado pelo Funrigs foi de R$ 11.692.618,13.

Foto: Lauro Alves/Secom-RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2026 0 Comentários 125 Visualizações
Cidades

Granpal discute impactos do El Niño e medidas de preparação na região metropolitana

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Consórcio Granpal debateu os possíveis impactos do fenômeno El Niño na região metropolitana do Rio Grande do Sul durante Assembleia Geral Ordinária, realizada nesta quinta-feira (26). O encontro reuniu prefeitos e representantes municipais, com apresentação técnica da empresa Catavento, que levou especialistas para analisar cenários climáticos e orientar ações de preparação diante da possibilidade de eventos extremos, como aumento de chuvas e alterações nos ventos.

A reunião abordou dados históricos do fenômeno, analisados pela empresa desde 1998, e discutiu estratégias para antecipar medidas de prevenção. O cenário apresentado foi considerado preocupante, com possibilidade de repetição de situações semelhantes às registradas em 2023, quando houve aquecimento de quase dois graus na superfície do Oceano Atlântico Sul.

Planejamento necessário

O presidente do Consórcio Granpal e prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PSDB), afirmou que há expectativa de recorrência de eventos climáticos recentes e destacou a necessidade de planejamento por parte dos municípios. “Cabe a nós, prefeitos, juntamente ao Fórum de Defesa Civil, preparar a região metropolitana para esse evento”, afirmou o líder da entidade.

A assembleia também discutiu a articulação entre municípios e órgãos públicos para aprimorar a organização no enfrentamento de episódios climáticos, com apoio das Defesas Civis locais.

Prorrogação do Funrigs

Durante o encontro, foi debatida a prorrogação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), criado para centralizar recursos destinados ao enfrentamento das consequências sociais, econômicas e ambientais dos eventos climáticos extremos de 2023 e 2024. A entidade deve encaminhar carta ao deputado federal Afonso Hamm (PP), coordenador da Bancada Gaúcha no Congresso Nacional, solicitando apoio à proposta.

Segundo Marcelo Maranata, a ampliação do prazo do fundo é considerada necessária para garantir a efetividade das ações. “As cidades no mundo que projetaram uma proteção, fizeram em pelo menos uma década. Então a prorrogação desses recursos, previstos para apenas três anos, é essencial”, explicou o presidente da entidade.

Articulação regional

A partir dos diagnósticos apresentados, o consórcio pretende intensificar o trabalho conjunto com as Defesas Civis municipais, com foco na organização e na adoção de medidas preventivas frente aos possíveis impactos do El Niño na região.

Foto: UffiziCom/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 253 Visualizações
Cidades

Campo Bom recebe R$ 500 mil para construção da nova sede do Creas

Por Jonathan da Silva 24/07/2025
Por Jonathan da Silva

O município de Campo Bom foi contemplado com R$ 500 mil para a construção de uma nova sede para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). O recurso é proveniente do Programa de Cofinanciamento do Piso Gaúcho Especial, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado (Sedes/RS), com financiamento do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), referente ao ano de 2025.

Atualmente, o Creas de Campo Bom opera em um imóvel alugado. A construção da sede própria tem o objetivo de ampliar a infraestrutura da política de assistência social, além de gerar economia aos cofres públicos no médio e longo prazo.

Atendimento à população

O prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB), afirmou que este é um investimento que vai além da estrutura física. “É sobre oferecer dignidade, segurança e melhores condições para que nossos profissionais possam prestar um atendimento cada vez mais qualificado às pessoas em situação de vulnerabilidade”, salientou o chefe do executivo campo-bonense.

Nova sede será projetada conforme necessidades do serviço

O secretário de Desenvolvimento Social de Campo Bom, Gabriel Colissi, também destacou o impacto esperado com a nova estrutura. “Com essa nova sede, vamos qualificar ainda mais o atendimento às famílias que precisam do Creas. O espaço próprio será projetado de forma adequada às necessidades do serviço, garantindo acessibilidade, acolhimento e sigilo. É uma grande conquista para nossa rede de proteção”, pontuou o titular da pasta.

Próxima etapa será convênio com o estado

A próxima fase do processo será a tramitação do convênio entre o município e o estado para viabilizar o repasse e a execução do projeto.

Foto: Shamchai Oliveira/PMCB/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2025 0 Comentários 332 Visualizações
Política

Governo estadual anuncia R$ 1,4 bilhão em investimentos na segurança pública

Por Jonathan da Silva 16/12/2024
Por Jonathan da Silva

O Governo do Estado anunciou um investimento de R$ 1,4 bilhão para a Segurança Pública e o Sistema Penal durante evento realizado na quinta-feira (12), no Palácio Piratini. Os recursos para a iniciativa são provenientes do Tesouro Estadual e do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Os valores serão aplicados em 2025 e 2026, com R$ 1,12 bilhão destinado à Segurança Pública e R$ 270 milhões ao Sistema Penal.

Segundo o governador Eduardo Leite (PSDB), os investimentos incluem a compra de veículos, aeronaves, embarcações, armamentos, equipamentos de proteção individual e melhorias em infraestrutura, tecnologia e radiocomunicação. “Estamos realizando um investimento sem precedentes na história do estado. Desde 2019, já aplicamos mais de R$ 1,2 bilhão na área de Segurança Pública, o que resultou na aquisição de mais de 3,5 mil viaturas, 33,5 mil armamentos e 39 mil coletes”, afirmou o governador.

Governador Leite anunciou os investimentos em segurança pública no Palácio Piratini

Para o Sistema Penal, os recursos contemplam a construção de duas novas unidades prisionais em Passo Fundo e São Borja, a implementação de bloqueadores de celular, reforço de proteção antidrone e a aquisição de uniformes para agentes da Polícia Penal. O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Luiz Henrique Viana, destacou o impacto das medidas: “Esses novos investimentos contribuirão para que o Rio Grande do Sul seja, cada vez mais, uma referência em políticas penais”, afirmou Viana.

Queda nos indicadores criminais

O anúncio ocorreu no contexto da divulgação dos indicadores criminais de novembro, que registraram queda em crimes patrimoniais e homicídios. O mês foi o melhor novembro da série histórica iniciada em 2010 para crimes como roubo de veículos, abigeato e roubo em estabelecimentos comerciais.

O secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, atribuiu os resultados à melhoria da infraestrutura e ampliação da capacidade de resposta das forças de segurança. “Com os novos investimentos, teremos aeronaves com capacidade de voo noturno e embarcações que aumentarão nossa eficiência, especialmente em eventos climáticos”, salientou Caron.

Homicídios apresentaram redução de 15% em novembro e no acumulado do ano. Entretanto, casos de feminicídio cresceram 83% no mês, passando de seis para 11. “Feminicídios continuam sendo nosso maior desafio. É crucial incentivar as vítimas a romperem o ciclo da violência e conscientizar a população sobre a importância das denúncias pelos canais disponíveis, como o 190 e o 181 (Disque Denúncia)”, concluiu Caron.

Entre os destaques, roubo de veículos caiu 36% no acumulado do ano, enquanto crimes no campo apresentaram retração de 34% em novembro. Já roubos em estabelecimentos comerciais tiveram queda de 18% em 2024 comparado ao ano anterior.

Fotos: Maurício Tonetto/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2024 0 Comentários 787 Visualizações

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