A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) avaliou como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), tomada nesta quarta-feira (16), de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Para a entidade, a medida pode contribuir para aliviar as condições financeiras enfrentadas pelas famílias e pelo setor produtivo. A Fiergs, porém, afirma que o cenário institucional e a proximidade das eleições aumentam as incertezas para os empresários e podem influenciar decisões de investimento. A redução da taxa para 13,75% foi confirmada pelo Copom na quarta-feira.
Segundo o presidente da Fiergs, Claudio Bier, as condições políticas e econômicas atuais exigem cautela nas decisões de longo prazo. O dirigente relaciona as incertezas às tensões institucionais, às dúvidas sobre a política econômica e à situação fiscal do país. “Às vésperas das eleições, as recentes tensões institucionais se somam às dúvidas sobre os rumos da política econômica e da situação fiscal do país. Esse ambiente aumenta a cautela de quem precisa tomar decisões de longo prazo e investir. Para que a redução dos juros se traduza efetivamente em mais investimentos e crescimento, precisamos também recuperar a confiança e a previsibilidade”, afirma Bier.
Impactos sobre os investimentos
Para o presidente da Fiergs, a redução dos juros pode melhorar as condições de crédito e estimular a atividade econômica, mas os efeitos sobre os investimentos também dependeriam das condições de confiança no ambiente econômico. “A redução dos juros é um passo importante para estimular a atividade econômica e melhorar as condições de crédito, mas seus efeitos sobre o investimento dependem também de um ambiente de maior confiança. O país precisa superar as incertezas institucionais e avançar em uma agenda econômica responsável, especialmente no campo fiscal, criando condições para que a indústria volte a investir, produzir e crescer”, alerta Bier.
A entidade afirma que segurança, previsibilidade e estabilidade são fatores necessários para as decisões de empresas que produzem e investem no país.

