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Política

Fiergs aprova redução da Selic, mas alerta para crise institucional

Por Jonathan da Silva 17/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) avaliou como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), tomada nesta quarta-feira (16), de reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Para a entidade, a medida pode contribuir para aliviar as condições financeiras enfrentadas pelas famílias e pelo setor produtivo. A Fiergs, porém, afirma que o cenário institucional e a proximidade das eleições aumentam as incertezas para os empresários e podem influenciar decisões de investimento. A redução da taxa para 13,75% foi confirmada pelo Copom na quarta-feira.

Segundo o presidente da Fiergs, Claudio Bier, as condições políticas e econômicas atuais exigem cautela nas decisões de longo prazo. O dirigente relaciona as incertezas às tensões institucionais, às dúvidas sobre a política econômica e à situação fiscal do país. “Às vésperas das eleições, as recentes tensões institucionais se somam às dúvidas sobre os rumos da política econômica e da situação fiscal do país. Esse ambiente aumenta a cautela de quem precisa tomar decisões de longo prazo e investir. Para que a redução dos juros se traduza efetivamente em mais investimentos e crescimento, precisamos também recuperar a confiança e a previsibilidade”, afirma Bier.

Impactos sobre os investimentos

Para o presidente da Fiergs, a redução dos juros pode melhorar as condições de crédito e estimular a atividade econômica, mas os efeitos sobre os investimentos também dependeriam das condições de confiança no ambiente econômico. “A redução dos juros é um passo importante para estimular a atividade econômica e melhorar as condições de crédito, mas seus efeitos sobre o investimento dependem também de um ambiente de maior confiança. O país precisa superar as incertezas institucionais e avançar em uma agenda econômica responsável, especialmente no campo fiscal, criando condições para que a indústria volte a investir, produzir e crescer”, alerta Bier.

A entidade afirma que segurança, previsibilidade e estabilidade são fatores necessários para as decisões de empresas que produzem e investem no país.

Foto: Katemangostar/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/09/2026 0 Comentários 26 Visualizações
Variedades

Sistema Fiergs debate cibersegurança e gestão de dados

Por Jonathan da Silva 16/09/2026
Por Jonathan da Silva

Especialistas e representantes do setor produtivo participaram da 4ª edição do Seminário de Privacidade e Proteção de Dados, realizada pelo Sistema Fiergs, por meio do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab), nesta terça-feira (15), em Porto Alegre. Realizado na sede da entidade, o evento reuniu debates sobre inteligência artificial (IA), cibersegurança, gestão de terceiros e conformidade regulatória, com o objetivo de discutir práticas para o uso e a proteção de dados no ambiente industrial.

Na abertura, o diretor do Ciergs e coordenador do Contrab, Guilherme Scozziero, afirmou que a transformação digital amplia oportunidades de inovação e crescimento, mas também traz desafios relacionados à privacidade e à segurança da informação. “Este seminário consolida-se como um espaço essencial para o diálogo e o fortalecimento da prática de privacidade e proteção de dados no setor industrial”, expressou Scozziero.

Segundo o dirigente, o tema deixou de estar restrito às exigências legais e passou a envolver outros aspectos das organizações. “Que este seminário seja útil para que possamos seguir construindo ambientes mais seguros, éticos e transparentes, fortalecendo a confiança, a governança e a competitividade dos negócios”, afirmou Guilherme Scozziero.

Cibersegurança e direito digital

A CEO e sócia-fundadora da Peck Advogados, Patricia Peck Pinheiro, abordou os desafios relacionados à cibersegurança e ao direito digital. Especialista em proteção de dados, ela apresentou dados sobre violações de informações no Brasil e afirmou que o país enfrenta um cenário que definiu como “apagão de cibersegurança”.

De acordo com Patricia, as violações de dados mais que dobraram no Brasil com o avanço da inteligência artificial. Entre as empresas mais afetadas, o volume chegou a 206 incidentes por semana.

Nesse contexto, a especialista defendeu a aplicação de regras “de baixo para cima”, com decisões tomadas a partir da base de uso das ferramentas. Segundo Patrícia, a abordagem pode contribuir para dar maior celeridade aos processos de segurança digital e estimular a inovação. Patricia também apontou a necessidade de campanhas de conscientização sobre o tema.

Inteligência artificial nas empresas

A especialista em gestão de riscos, LGPD e Segurança de Informação Thaís Carnieletto Muller e o diretor de governança e tecnologias digitais na Randoncorp, Leandro Andreatta Barros, participaram de um painel sobre os impactos da inteligência artificial na proteção de dados.

Barros apresentou o programa Brain, desenvolvido para estruturar e coordenar a utilização de IA na Randoncorp. A iniciativa tem como focos escalabilidade, proteção intelectual, monetização e ROI (retorno sobre o investimento) competitivo.

O diretor também explicou como a empresa trabalha o tema e apresentou o objetivo de operar como uma AI-datadriven enterprise até 2030. O conceito se refere a um modelo de gestão com decisões orientadas por dados, agentes integrados à operação, governança auditável e mecanismos de segurança e qualidade de dados no uso de inteligência artificial.

Thaís abordou os impactos do cenário regulatório e tecnológico para a indústria gaúcha. Segundo a especialista, o desafio passou a envolver também a identificação e o controle das ferramentas de IA utilizadas pelas empresas, dos dados enviados a essas ferramentas e dos responsáveis por seu uso. Thaís destacou a necessidade de avaliar o nível de maturidade da governança de IA dentro das organizações.

Gestão de terceiros

A programação foi encerrada com um debate sobre gestão de terceiros, com participação da supervisora de serviços e pessoas da CMPC, Flavia Skilhan Lopes, do especialista em proteção de dados pessoais Newton Moraes e do advogado e especialista em TI Reges Bronzatti.

Os participantes apresentaram experiências e práticas relacionadas à proteção de dados nas relações entre empresas e prestadores de serviços, considerando as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Flavia destacou a necessidade de analisar as características de cada empresa para elaborar uma matriz de risco. Segundo ela, a ferramenta permite identificar fornecedores que tratam dados sensíveis da organização e orientar as medidas de gestão.

Para Bronzatti, é necessário identificar previamente quais dados serão compartilhados entre a empresa e o terceiro contratado. A partir dessa análise, seria possível classificar a relação e estabelecer o nível de risco envolvido.

Moraes, por sua vez, ressaltou a necessidade de contratos com cláusulas específicas e efetivas para regulamentar as relações entre as empresas. Segundo ele, os documentos devem ser elaborados considerando a relação entre as organizações e os dados envolvidos.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2026 0 Comentários 54 Visualizações
Business

Sistema Fiergs debate comércio entre RS e Bélgica

Por Jonathan da Silva 15/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs recebeu o embaixador do Reino da Bélgica no Brasil, Chris Hoornaert, nesta segunda-feira (14), para discutir oportunidades comerciais entre o Rio Grande do Sul e o país europeu. O encontro ocorreu em Porto Alegre e abordou as perspectivas para a indústria gaúcha diante do acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio deste ano. O diplomata foi recebido pelo diretor do Sistema Fiergs, Diogo Paz Bier, que tratou de possíveis parcerias em áreas como educação, logística, energia limpa e infraestrutura.

Bier destacou que empresas gaúchas de menor porte podem ampliar a atuação internacional a partir de parcerias e acesso a conhecimento estratégico. “Entendemos que essas parcerias podem acontecer. Temos indústrias pequenas com muita capacidade, mas que ainda precisam de know-how estratégico”, afirmou o dirigente.

Relações comerciais

O embaixador Chris Hoornaert também abordou as possibilidades de cooperação entre empresas belgas e brasileiras. Segundo o belga, além da produtividade das companhias da Bélgica, há espaço para construção conjunta de conhecimento e desenvolvimento de novos mercados. “É uma oportunidade de abrir as portas, porque as empresas, aqui e lá, necessitam de ajuda, às vezes não financeira, mas sim para descobrir um novo mercado e entender as regras do jogo. É um desafio que podemos enfrentar juntos”, ponderou Hoornaert.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 776,7 bilhões e população de 11,8 milhões de habitantes, a Bélgica é o quarto destino das exportações do Rio Grande do Sul. Entre os principais produtos gaúchos vendidos ao país estão tabaco, plástico e sementes.

Nas importações do estado provenientes da Bélgica, aparecem entre os principais produtos fertilizantes, produtos químicos e reatores nucleares. O país também atua como um hub logístico e é a principal porta de entrada de embarques gaúchos na Europa.

Participantes

Acompanharam o embaixador durante o encontro a cônsul-geral da Bélgica, Valentine Mangez, e a cônsul honorária da Bélgica em Porto Alegre, Kátia Alcalde Vieira Pinheiro. Também participaram o gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, Luciano D’Andrea, e a especialista Thaísa Lunelli.

Durante a passagem por Porto Alegre, o embaixador participa ainda do 3º Wind of Change, realizado pela Wiex e pelo Sindienergia, no Hotel Hilton, em Porto Alegre.

Foto: Lucas Machado/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/09/2026 0 Comentários 81 Visualizações
Business

Mercopar 2026 abre inscrições para visitantes

Por Jonathan da Silva 10/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Mercopar 2026 está com inscrições abertas para visitantes interessados em participar da 35ª edição da feira, que será realizada de 20 a 23 de outubro, em Caxias do Sul. Promovido pelo Sebrae RS e pelo Sistema Fiergs, o evento terá participação gratuita e reunirá empresas, startups, compradores, instituições de pesquisa e ambientes de inovação durante quatro dias. A programação será voltada à geração de negócios, inovação, networking e atualização sobre soluções para a indústria.

A feira é considerada a maior de inovação industrial da América Latina. Durante o evento, os visitantes poderão conhecer lançamentos e soluções de segmentos como máquinas e equipamentos, metalmecânico, automação e robótica, ferramentas e componentes, tecnologia e softwares industriais, plásticos e borracha, energia, logística, movimentação de materiais, startups e serviços especializados para a indústria.

A programação também contará com a presença de compradores nacionais e internacionais, instituições de pesquisa, ambientes de inovação e empresas de diferentes portes. A proposta é ampliar as possibilidades de negócios e parcerias entre os diferentes participantes da cadeia produtiva.

Conexões e oportunidades

Segundo o diretor técnico do Sebrae RS, Ariel Berti, a abertura das inscrições marca uma nova etapa para empresas e profissionais que pretendem acompanhar tendências e ampliar contatos durante a feira. “A Mercopar é muito mais do que uma feira de negócios. É um ambiente onde inovação, conhecimento e relacionamento se encontram para gerar oportunidades concretas. Ao abrir as inscrições, convidamos empresários, profissionais e empreendedores a fazerem parte de mais uma edição, que reforça o papel da feira como ponto de encontro da indústria latino-americana”, afirma o dirigente.

Berti também destaca a participação dos visitantes como parte das conexões estabelecidas durante a programação. “A Mercopar cria um ambiente único de conexão entre empresas, fornecedores e compradores. Cada visitante amplia as possibilidades de geração de negócios, de acesso à inovação e de desenvolvimento de parcerias que fortalecem a competitividade da indústria brasileira”, destaca o diretor técnico.

Resultados da edição anterior

Na edição de 2025, a Mercopar reuniu 528 expositores, sendo 60 startups. As empresas participantes representaram 12 estados brasileiros e a China. O evento recebeu mais de 44 mil visitantes.

Para 2026, a feira seguirá reunindo empresas, startups, compradores, instituições de pesquisa e ambientes de inovação em um espaço destinado ao desenvolvimento de negócios e ao fortalecimento das cadeias produtivas da indústria.

Serviço

  • O quê: Mercopar 2026 – 35ª edição da feira de inovação industrial
  • Quando: 20 a 23 de outubro
  • Onde: Caxias do Sul
  • Quanto: entrada gratuita
  • Inscrições para visitantes: mercopar.com.br
  • Realização: Sebrae RS e Sistema Fiergs
Foto: Zé Carlos de Andrade/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/09/2026 0 Comentários 77 Visualizações
Business

Sistema Fiergs alerta parlamentares em Brasília que fim da “taxa das blusinhas” e da escala 6×1 prejudicam a economia

Por Ester Ellwanger 03/09/2026
Por Ester Ellwanger

Uma comitiva da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) esteve em Brasília nesta quarta-feira, 02 de setembro, para alertar parlamentares sobre os impactos que o fim da “taxa das blusinhas” e da escala de trabalho 6×1 promovem na economia. A comissão mista para análise da Medida Provisória 1357/26, que permite zerar o imposto de importação para compras de até US$ 50, aprovou nesta quarta o parecer para acabar com o imposto. A entidade é contrária a essa medida.

Na capital federal, o diretor da Fiergs e coordenador do Conselho de Assuntos Tributários, Legais e Cíveis (Contec) da entidade, Rafael Sacchi, e o diretor do Ciergs e coordenador do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab), Guilherme Scozziero, se encontraram com os senadores Luis Carlos Heinze (PP) e Hamilton Mourão (Republicanos).

Segundo Sacchi, a indústria brasileira exige apenas justiça tributária, e o imposto zerado gera uma diferença gigantesca entre produtos importados e nacionais. “Vai tirar toda a competitividade da nossa indústria, tirar empregos de nossos trabalhadores, e não adianta ter produto barato vindo de fora se não tiver renda para comprar esses produtos. Empregos que estão sendo gerados aqui perderão sua função porque as indústrias fecharão as portas”, afirma.

Sacchi destaca que a aprovação na comissão mista deixou a situação da indústria nacional ainda pior, pois reduziu de 60% para 30% a taxação de compras entre US$ 50 e US$ 3 mil. De acordo com o coordenador do Contec, a abolição do imposto de importação só deve ocorrer se houver compensação aos demais setores. “Tirem o imposto da indústria e do comércio brasileiro para que a gente possa vender em condições iguais”, sugere, lembrando que a indústria brasileira produz com uma série de certificações ambientais, trabalhistas, e de regulação de qualidade, enquanto muito produto importado entra no Brasil sem qualquer tipo de escala de produção.

Para Guilherme Scozziero, debates como o fim da escala 6×1 não devem ser realizados às vésperas da eleição. “Estamos fazendo um esforço muito forte junto aos parlamentares para que esta votação seja deixada para depois das eleições, tendo em vista ser uma pauta totalmente eleitoreira discutida em um momento inoportuno para o Brasil. A maneira como está sendo tratada essa redução da jornada é extremamente prejudicial ao emprego, à indústria e ao crescimento do país”, diz.

Os executivos do Sistema Fiergs Fabio Muller e Renan Gonçalves acompanharam os diretores do Sistema Fiergs a Brasília.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

03/09/2026 0 Comentários 73 Visualizações
Business

Produção industrial gaúcha cresce pelo segundo mês seguido

Por Jonathan da Silva 27/08/2026
Por Jonathan da Silva

A produção da indústria do Rio Grande do Sul cresceu pelo segundo mês consecutivo em julho, atingindo 50,8 pontos, de acordo com a a Sondagem Industrial divulgada pelo Sistema Fiergs nesta quinta-feira (27). Apesar do avanço, os estoques aumentaram e chegaram a 54,1 pontos, enquanto o emprego industrial completou 14 meses seguidos de queda. A pesquisa também apontou piora nas expectativas dos empresários para os próximos seis meses e redução, pelo terceiro mês consecutivo, da intenção de investir.

O índice de produção acima de 50 pontos indica crescimento da atividade. Já o resultado de 54,1 pontos nos estoques elevou o indicador de evolução dos estoques ao maior nível desde maio de 2018, período marcado pela greve dos caminhoneiros.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o resultado positivo da produção deve ser analisado com cautela diante do cenário econômico. “O avanço da produção demonstra a capacidade de resiliência da indústria gaúcha, que segue enfrentando um cenário desafiador. Para que esse movimento se consolide em uma retomada mais consistente, é fundamental avançar em políticas fiscais responsáveis, garantir estabilidade política e buscar a reversão das tarifas impostas pelos Estados Unidos”, avaliou o dirigente.

Emprego segue em queda

O emprego industrial recuou de 48,9 para 48 pontos em julho, permanecendo abaixo da linha de 50 pontos pelo 14º mês consecutivo. O resultado indica continuidade da redução no número de empregados do setor.

A indústria gaúcha operou com 72% de sua capacidade instalada no mês, maior patamar desde novembro de 2024. Apesar do aumento da utilização da capacidade instalada (UCI), os empresários consideraram o nível inferior ao habitual para o período. O índice que compara a utilização ao nível usual caiu 1,1 ponto, para 43,8.

Expectativas ficam pessimistas

As expectativas dos empresários industriais para os próximos seis meses pioraram em agosto. Os quatro indicadores pesquisados ficaram abaixo dos 50 pontos e recuaram em relação ao mês anterior, sinalizando perspectivas de queda para demanda, emprego, compras de matérias-primas e exportações.

O índice de expectativa de demanda caiu 1,1 ponto, para 49,5, interrompendo dois meses consecutivos acima da linha de 50 pontos. Com o resultado, voltou a indicar expectativa de redução da demanda nos próximos seis meses.

A expectativa para o emprego recuou 1,3 ponto, para 47, menor nível desde dezembro de 2025. O resultado reforça a perspectiva de redução do número de trabalhadores na indústria.

Também houve queda nos índices de expectativa de compras de matérias-primas e de exportações. O primeiro recuou 1,3 ponto, para 47,9, enquanto o segundo caiu 0,9 ponto, para 48,2. Ambos permaneceram abaixo dos 50 pontos, indicando expectativa de redução nas compras e nas quantidades exportadas.

Intenção de investir recua

A intenção de investir caiu pelo terceiro mês consecutivo em agosto e chegou a 51,3 pontos, abaixo da média histórica de 52,1. No período, 54,3% dos industriais declararam intenção de realizar investimentos nos seis meses seguintes, ante 54,9% em julho.

A Sondagem Industrial foi realizada entre 3 e 12 de agosto com 139 empresas do Rio Grande do Sul. Participaram 32 empresas de pequeno porte, 42 de médio porte e 65 de grande porte. A pesquisa completa pode ser conferida no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Aleksandar Little Wolf/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
27/08/2026 0 Comentários 82 Visualizações
Business

Exportações da indústria gaúcha crescem 2% em julho

Por Jonathan da Silva 21/08/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, e alcançaram US$ 1,5 bilhão, segundo levantamento divulgado pelo Sistema Fiergs na terça-feira (18). O resultado foi impulsionado principalmente pelo segmento de alimentos, cujas vendas externas aumentaram 33,4%, chegando a US$ 545 milhões. O levantamento também aponta recuos em setores como tabaco e máquinas e materiais elétricos, além de queda nas vendas para os Estados Unidos no período de 12 meses desde a imposição de tarifas.

Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, os dados de julho mostram a reação da indústria gaúcha e os efeitos das barreiras comerciais sobre as exportações. “O resultado mostra a força e a competitividade da indústria gaúcha, mas também evidencia os impactos que as barreiras comerciais podem causar sobre as nossas exportações. No caso dos Estados Unidos, a queda nas vendas é expressiva e reforça a necessidade de reverter as tarifas impostas aos produtos brasileiros. Precisamos trabalhar para restabelecer condições mais favoráveis de acesso ao mercado norte-americano. A indústria precisa de previsibilidade e de condições de competitividade para ampliar sua inserção internacional”, avalia o dirigente.

Entre os segmentos que registraram queda, as exportações de tabaco somaram US$ 212 milhões em julho, redução de US$ 115 milhões, ou 35,2%, em relação ao mesmo mês de 2025. As vendas externas de máquinas e materiais elétricos totalizaram US$ 24,5 milhões, recuo de US$ 25,6 milhões, equivalente a 51%.

Principais mercados

A Argentina aumentou as compras de produtos industriais gaúchos em julho. As exportações para o país chegaram a US$ 130 milhões, alta de US$ 8,3 milhões, ou 6,8%, na comparação anual.

Na China, as vendas externas da indústria gaúcha somaram US$ 60,2 milhões, queda de US$ 20,9 milhões, ou 25,8%, em relação a julho de 2025.

Para a União Europeia, as exportações industriais do Estado alcançaram US$ 323 milhões no mês, crescimento de 3,3% sobre julho do ano anterior. Na comparação com a média registrada para julho entre 2021 e 2025, o aumento foi de US$ 63,4 milhões, ou 24,4%.

Considerando os três últimos meses, as exportações de produtos industriais gaúchos para a União Europeia totalizaram US$ 815 milhões. O montante foi 3,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e ficou US$ 96,4 milhões, ou 13,4%, acima da média.

O resultado trimestral foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e miudezas de aves, que chegaram a US$ 57,4 milhões, aumento de US$ 45,3 milhões, e de farelos de soja, que somaram US$ 132,7 milhões, crescimento de US$ 28,4 milhões.

Exportações para os EUA

As exportações da indústria de transformação gaúcha para os Estados Unidos totalizaram US$ 129,4 milhões em julho, queda de 33,4% na comparação com julho de 2025.

No período de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a julho de 2026, correspondente aos 12 meses desde a imposição das tarifas norte-americanas, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,4 bilhão para os Estados Unidos. O valor representa uma redução de aproximadamente US$ 561,4 milhões em relação aos 12 meses anteriores à adoção das tarifas, queda de 29,1%.

Importações

As importações do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 1,3 bilhão em julho de 2026. O valor representa crescimento de US$ 105 milhões, ou 8,8%, em relação ao mesmo mês de 2025.

Foto: JComp/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
21/08/2026 0 Comentários 81 Visualizações
Variedades

Mercopar 2026 tem espaço de exposição quase esgotado

Por Jonathan da Silva 12/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Mercopar 2026 está com o espaço de exposição praticamente esgotado a três meses da realização da feira, que ocorre de 20 a 23 de outubro, em Caxias do Sul. Organizado pelo Sebrae RS e pelo Sistema Fiergs, o evento tem uma fila de espera de cerca de 50 empresas interessadas em ocupar estandes em caso de desistências. A edição deve reunir mais de 500 expositores e terá como um dos focos a integração de empresas brasileiras às cadeias globais de suprimentos.

A programação contará com rodadas de negócios entre empresas de diferentes portes. Entre as participantes estarão BMW, Renault Geely, Ford e Embraer, que terão contato direto com micro e pequenos fornecedores locais.

A BMW participará da Mercopar pela primeira vez em 2026. A presença da montadora integra a proposta de ampliar a conexão entre empresas brasileiras e cadeias globais de fornecimento durante o evento.

Atrativos do evento

Entre as novidades desta edição está a criação de um palco de conteúdo, que reunirá especialistas e lideranças para discutir temas relacionados a inovação, liderança e eficiência energética. A programação também terá demonstrações de novas tecnologias e rodadas internacionais de negócios.

Foto: Zé Carlos de Andrade/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/08/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Variedades

Mercopar 2026 abre inscrições para visitantes

Por Jonathan da Silva 12/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Mercopar 2026 abriu as inscrições gratuitas para visitantes da 35ª edição da feira, que será realizada de 20 a 23 de outubro, em Caxias do Sul. Promovido pelo Sebrae RS e pelo Sistema Fiergs, o evento terá quatro dias de programação voltada à geração de negócios, inovação, networking e atualização para profissionais e empresas da indústria, reunindo expositores, compradores nacionais e internacionais, instituições de pesquisa, ambientes de inovação e startups.

Durante a feira, os visitantes poderão conhecer lançamentos e soluções dos setores de máquinas e equipamentos, metalmecânico, automação e robótica, ferramentas e componentes, tecnologia e softwares industriais, plásticos e borracha, energia, logística, movimentação de materiais, startups e serviços especializados para a indústria.

A programação também reunirá empresas de diferentes portes, compradores nacionais e internacionais, instituições de pesquisa e ambientes de inovação. A proposta é ampliar as oportunidades de negócios, parcerias e conexões entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

Para o diretor técnico do Sebrae RS, Ariel Berti, a abertura das inscrições marca uma nova etapa para empresas e profissionais interessados em ampliar contatos e acompanhar tendências da indústria. “A Mercopar é muito mais do que uma feira de negócios. É um ambiente onde inovação, conhecimento e relacionamento se encontram para gerar oportunidades concretas. Ao abrir as inscrições, convidamos empresários, profissionais e empreendedores a fazerem parte de mais uma edição, que reforça o papel da feira como ponto de encontro da indústria latino-americana”, afirma Berti.

Conexões e negócios

Berti também destaca a participação do público como parte das oportunidades geradas durante o evento. “A Mercopar cria um ambiente único de conexão entre empresas, fornecedores e compradores. Cada visitante amplia as possibilidades de geração de negócios, de acesso à inovação e de desenvolvimento de parcerias que fortalecem a competitividade da indústria brasileira”, reforça o diretor técnico da entidade.

A organização espera ampliar, em 2026, a presença de compradores nacionais e internacionais. A feira chega à 35ª edição reunindo empresas, startups, compradores, instituições de pesquisa e ambientes de inovação em um espaço voltado ao desenvolvimento de negócios e ao fortalecimento das cadeias produtivas industriais.

Resultados de 2025

Na edição de 2025, a Mercopar reuniu 528 expositores, sendo 60 startups, representantes de 12 estados brasileiros e da China. O evento recebeu mais de 44 mil visitantes.

A edição de 2026 manterá a participação de empresas e startups de diferentes segmentos, além da presença de compradores e instituições relacionadas à pesquisa e à inovação.

Serviço

  • O quê: Mercopar 2026
  • Quando: 20 a 23 de outubro
  • Onde: Caxias do Sul
  • Quanto: entrada gratuita para visitantes
  • Inscrições: pelo site da Mercopar
  • Realização: Sebrae RS e Sistema Fiergs
Foto: Zé Carlos de Andrade/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/08/2026 0 Comentários 338 Visualizações
Business

Indústria gaúcha cresce 2,6% em junho

Por Jonathan da Silva 11/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) cresceu 2,6% em junho na comparação com maio e atingiu o maior nível de 2026, de acordo com os dados divulgados pelo Sistema Fiergs nesta terça-feira (11). O resultado compensou uma queda de 0,8% registrada em maio, mas o indicador ainda acumula retração de 4,4% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2025. A alta de junho foi impulsionada principalmente pelo aumento de 10,4% nas compras industriais e ocorreu após meses de oscilações na atividade do setor.

Além das compras industriais, o emprego industrial avançou 0,2% e a utilização da capacidade instalada aumentou 0,1 ponto percentual, alcançando grau médio de 78,9%. O faturamento real permaneceu estável.

Na direção contrária, a massa salarial real recuou 0,6% e as horas trabalhadas na produção diminuíram 0,4%.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, avaliou que o resultado ainda não caracteriza uma recuperação contínua da atividade industrial. “A alta de junho ainda é insuficiente para caracterizar uma trajetória sustentada de recuperação da indústria, especialmente após o enfraquecimento observado ao longo de 2025 e no início deste ano, mas representa uma reação após as oscilações dos primeiros meses de 2026. Os resultados de junho reforçam a percepção de que o movimento de enfraquecimento da atividade industrial gaúcha vem perdendo intensidade”, afirmou o dirigente.

Comparação anual

Na comparação com junho de 2025, o IDI-RS apresentou queda de 0,8%. As horas trabalhadas na produção recuaram 4%, a massa salarial diminuiu 2,9%, o faturamento real caiu 1,5% e o emprego industrial teve redução de 0,9%.

O resultado representa o 12º mês consecutivo de queda nessa comparação, embora tenha sido a menor retração registrada em 2026. As compras industriais, por outro lado, cresceram 3,4%, interrompendo uma sequência de 11 meses de recuo. A utilização da capacidade instalada aumentou 0,3 ponto percentual.

Acumulado do semestre

Entre janeiro e junho, o IDI-RS acumulou queda de 4,4% em relação aos primeiros seis meses de 2025, a menor retração acumulada registrada desde o início do ano.

As compras industriais apresentaram a maior redução entre os componentes do índice, com queda de 10,2%. Na sequência, vieram as horas trabalhadas na produção, com recuo de 6,1%, e o faturamento real, que caiu 5,5%. A massa salarial real e o emprego industrial recuaram 0,9% cada. A utilização da capacidade instalada diminuiu 0,5 ponto percentual.

Desempenho dos setores

A retração da atividade industrial no primeiro semestre permaneceu disseminada entre os segmentos pesquisados. Dos 16 setores analisados, quatro apresentaram crescimento.

Os avanços ocorreram em Alimentos, com alta de 5,7%; Móveis, com 2,9%; Metalurgia, com 7,9%; e Têxteis, com 2,5%.

Entre os segmentos que registraram queda, as principais influências negativas vieram de Máquinas e equipamentos, com retração de 12,5%; Veículos automotores, com queda de 6,8%; e Couros e calçados, com redução de 4,4%.

A pesquisa completa do Sistema Fiergs está disponível no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Aleksandar Little Wolf/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/08/2026 0 Comentários 88 Visualizações
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