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Business

Pesquisa da Fiergs aponta que a confiança do industrial gaúcho se mantém baixa em julho

Por Gabrielle Pacheco 24/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) permaneceu estável em julho de 2026, ao registrar 45,2 pontos. O indicador segue abaixo da linha divisória dos 50 pontos e da média histórica, de 52,8, mantendo o quadro de baixa confiança. Os dados foram divulgados pelo Sistema Fiergs, nesta quinta-feira, 23 de julho.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, a combinação de fatores internos e externos mantém a confiança da indústria gaúcha em patamar baixo desde dezembro de 2024. “Persistem as incertezas sobre a política monetária, o equilíbrio das contas públicas e o cenário político-eleitoral de 2026. No exterior, as tensões geopolíticas e a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros tendem a reduzir a competitividade de segmentos exportadores e afetar cadeias produtivas com maior exposição ao mercado norte-americano”, afirma.

A estabilidade do índice reflete o comportamento oposto de seus componentes. Enquanto o Índice de Condições Atuais recuou 0,4 ponto em relação a junho, o Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto no mesmo período.

 

Condições Atuais

O Índice de Condições Atuais caiu de 41,9 para 41,5 pontos em julho. O resultado manteve o indicador abaixo da linha dos 50, mostrando que os empresários industriais continuam percebendo uma piora nas condições correntes da economia brasileira e de suas próprias empresas em comparação às observadas há seis meses.

O Índice de Condições da Economia Brasileira recuou 0,8 ponto, para 34,2, refletindo a continuidade da percepção negativa em relação ao cenário econômico nacional. Conforme a pesquisa, 55,6% dos empresários da indústria gaúcha avaliaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto apenas 2,3% perceberam alguma melhora no período.

Já o Índice de Condições da Empresa recuou 0,2 ponto em julho, passando de 45,4 para 45,2 pontos. O indicador permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos e distante de sua média histórica, de 48,9, indicando que as avaliações negativas sobre as condições das próprias empresas continuam disseminadas entre os industriais gaúchos. Nesse contexto, 25,6% dos empresários afirmaram que as condições de seus negócios pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto 65,4% relataram que a situação permaneceu inalterada.

 

Expectativas

O Índice de Expectativas avançou 0,3 ponto em julho, alcançando 47,1. Apesar da melhora, o indicador permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos, que separa expectativas otimistas das pessimistas, mantendo um quadro de perspectivas predominantemente desfavoráveis para os próximos seis meses.

O Índice de Expectativas para a Própria Empresa caiu 0,1 ponto, para 51,2 pontos. Apesar da segunda queda consecutiva, o indicador segue acima da linha dos 50, sugerindo um otimismo moderado dos industriais gaúchos em relação aos seus negócios. Entre os entrevistados, 23,3% esperam melhora nas condições de suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 57,1% acreditam que a situação permanecerá estável.

Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira cresceu 1,1 ponto, passando de 37,7 para 38,8 pontos em julho. Apesar da leve alta, o indicador permanece distante da linha dos 50, evidenciando expectativas pessimistas disseminadas em relação ao cenário nacional. Nesse contexto, 41,4% dos empresários projetam uma deterioração das condições da economia brasileira nos próximos seis meses.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 10 de julho com 134 empresas, sendo 30 pequenas, 41 médias e 63 grandes.

Foto:  Divulgação | Fonte: Assessoria

 

24/07/2026 0 Comentários 63 Visualizações
Política

Sistema Fiergs lança cartilha com orientações para as eleições de 2026

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs lançou uma cartilha com orientações voltadas às eleições de 2026 nesta terça-feira (21), em Porto Alegre, com o objetivo de auxiliar indústrias, lideranças e entidades sindicais na compreensão das regras, cuidados e condutas previstos pela legislação eleitoral. Disponível em versões física e digital, o documento reúne informações sobre propaganda eleitoral, participação em eventos, relações de trabalho, doações, assédio eleitoral e outros temas que impactam a atuação institucional durante o período de campanha.

Durante a abertura do evento, o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirmou que o período eleitoral exige atenção, equilíbrio e responsabilidade de toda a sociedade e que a publicação foi elaborada para oferecer informações claras e segurança diante de situações presentes na rotina das empresas. Segundo o dirigente, a iniciativa também reforça o trabalho da entidade em conjunto com sindicatos e indústrias do Rio Grande do Sul. “Trata-se de um instrumento para orientar, esclarecer dúvidas e oferecer segurança em um momento tão importante para a democracia brasileira. Esperamos que essa publicação seja útil às nossas empresas e às nossas lideranças sindicais. E que, unidos, possamos continuar trabalhando pelo desenvolvimento da indústria e pela construção do Rio Grande do Sul que queremos”, ressaltou Bier.

Elaboração da cartilha

O lançamento foi promovido pelo Conselho de Articulação Política (Coap) e pelo Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) do Sistema Fiergs, em parceria com a Unidade de Desenvolvimento Sindical (Unisind). O evento contou com a participação do advogado especialista em Direito Eleitoral Antônio Augusto Mayer dos Santos, responsável pelas informações da cartilha, e da diretora do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), cientista social e política Elis Radmann.

Antes da palestra “Eleições 2026: Informações e Aspectos Jurídicos”, Antônio Augusto Mayer dos Santos destacou o empenho do presidente Claudio Bier e do Sistema FIERGS na orientação às indústrias e aos seus dirigentes sobre as regras eleitorais. O advogado afirmou ainda que a cartilha é resultado de um trabalho coletivo e observou que “as informações são necessárias porque ainda se ouve e se lê um grande número de dúvidas, que imaginava já dissipadas ao longo do tempo, mas não”.

Durante a apresentação, Santos abordou temas presentes no guia, como calendário eleitoral, propaganda, participação em eventos, limitações previstas na legislação para empresas e empresários, utilização de espaços privados, doações e financiamentos eleitorais, exemplos de assédio eleitoral, medidas permitidas e situações que exigem cautela.

Cenário eleitoral

Na palestra “Eleitor 360°: Panorama Brasil e Rio Grande do Sul”, a diretora do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), Elis Radmann, apresentou dados sobre o cenário eleitoral e o comportamento do eleitorado. Segundo ela, o nível de confiança da população influencia diretamente as tendências do pleito. “Não dá para discutir a tendência das eleições sem olhar para o humor do eleitor. E esse humor vai trazer muitas oscilações durante o pleito. Por isso, hoje é mais difícil fazer prognósticos. Nós nunca vivemos um momento de tanta desconfiança: os índices de desconfiança são muito maiores que outrora”, apontou Radmann.

Ao final do evento, Antônio Augusto Mayer dos Santos e Elis Radmann responderam a perguntas do público sobre os temas tratados nas palestras e sobre as orientações reunidas na cartilha.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 62 Visualizações
Business

Fiergs manifesta preocupação com possível tarifa da China sobre carne bovina brasileira

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou preocupação com a iminente aplicação de tarifas adicionais pela China sobre as importações de carne bovina brasileira em razão do esgotamento da cota anual destinada ao Brasil. Na prática, o limite de exportações já está comprometido pelos embarques realizados e em trânsito, o que poderá elevar a tributação para 67% sobre os volumes excedentes. Segundo a entidade, a medida pode reduzir a competitividade da carne bovina brasileira, afetar a indústria frigorífica e provocar impactos na cadeia produtiva do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Fiergs, a restrição poderá exigir o redirecionamento de parte da produção para outros mercados em um cenário internacional de maior concorrência. A entidade avalia que o aumento da tributação cria um ambiente de incerteza para o setor e pode afetar diretamente a atividade industrial ligada à carne bovina.

Impactos para o Rio Grande do Sul

Dados apresentados pela Fiergs mostram que, em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 309,7 milhões em carne bovina para o mercado internacional. A China foi o principal destino dessas exportações, respondendo por 41,9% do total embarcado pelo estado.

Segundo a federação, a nova restrição poderá atingir a indústria frigorífica, os produtores rurais, além de gerar reflexos sobre o emprego e a geração de renda no Rio Grande do Sul.

Pedido de diálogo

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, é necessário ampliar as negociações entre os governos brasileiro e chinês para buscar uma solução para a questão das cotas. “O Brasil consolidou-se como um fornecedor estratégico e confiável para atender à crescente demanda chinesa por alimentos. Esperamos que prevaleça o diálogo para a renegociação dos volumes das cotas, adequando-as à atual capacidade exportadora brasileira e às necessidades do mercado asiático. Uma solução negociada preserva a competitividade da indústria, garante segurança ao abastecimento e fortalece uma relação comercial de interesse mútuo”, expressou Bier.

Acompanhamento das negociações

A Fiergs informou ainda que acompanhará a evolução das negociações entre os dois países e defende uma atuação coordenada entre o governo brasileiro e o setor produtivo para preservar a competitividade das exportações e minimizar os impactos da medida sobre a indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 81 Visualizações
Business

35ª Mercopar será realizada em outubro com foco em internacionalização

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

A 35ª edição da Mercopar será realizada entre os dias 20 e 23 de outubro, em Caxias do Sul, reunindo empresas, startups, compradores e instituições nacionais e internacionais em uma programação voltada à geração de negócios, inovação e fortalecimento da competitividade industrial. Promovida pelo Sebrae RS e pelo Sistema Fiergs, a feira terá como foco ampliar a presença internacional da indústria brasileira e fortalecer as conexões entre empresas de diferentes segmentos e portes.

Na edição de 2025, o evento reuniu 528 expositores, incluindo 60 startups, com representantes de 12 estados brasileiros e da China. O público ultrapassou 44 mil visitantes, e a expectativa de negócios alcançou R$ 1,014 bilhão.

Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae RS, Luiz Carlos Bohn, os resultados da última edição refletem a abrangência da feira. “O desempenho da última edição também evidencia o alcance da Mercopar enquanto vitrine de inovação industrial, com a participação de empresas dos segmentos metalmecânico, automação, borracha, plástico, tecnologia da informação, energia e meio ambiente, entre outros setores estratégicos”, afirma Bohn.

Internacionalização em destaque

Para a edição de 2026, a organização projeta ampliar a participação de compradores nacionais e internacionais, buscando expandir as conexões comerciais e facilitar a inserção de empresas brasileiras em novos mercados.

As Rodadas de Negócios permanecerão entre as principais iniciativas da programação. Em 2025, foram realizadas 8.799 agendas entre empresas compradoras e fornecedoras, movimentando aproximadamente R$ 260 milhões em negócios.

De acordo com o diretor técnico do Sebrae RS, Ariel Berti, o formato aproxima empresas de diferentes portes. “O formato conecta micro e pequenas empresas a grandes indústrias nacionais e internacionais, ampliando o acesso a cadeias produtivas e mercados diversos”, destaca Berti.

Compromisso com a competitividade

A edição de 2026 também dará continuidade às ações de articulação institucional e de internacionalização da indústria desenvolvidas pelo Sebrae RS e pelo Sistema Fiergs, em parceria com entidades nacionais e internacionais, incluindo iniciativas do programa Juntos pela Indústria.

Para Luiz Carlos Bohn, os resultados obtidos nas edições anteriores reforçam o papel estratégico da feira. “Os resultados alcançados na edição de 2025 demonstram a relevância da Mercopar como ambiente de negócios e de conexão entre empresas. Ao chegar à sua 35ª edição, a feira amplia seu alcance internacional e reforça seu compromisso com a competitividade, a inovação e o fortalecimento das cadeias produtivas”, reforça o dirigente.

Serviço

  • O quê: Mercopar 2026 – 35ª Feira de Inovação Industrial
  • Quando: 20 a 23 de outubro
  • Onde: Caxias do Sul
Foto: Zé Carlos de Andrade/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 95 Visualizações
Business

Pesquisa da Fiergs aponta queda na atividade industrial do RS em maio

Por Jonathan da Silva 10/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou queda de 0,8% em maio na comparação com abril, considerando a série com ajuste sazonal, segundo pesquisa divulgada pelo Sistema Fiergs nesta quinta-feira (9). O resultado interrompe parte da recuperação observada no mês anterior, quando o índice havia avançado 1,4%, e mantém o desempenho acumulado de 2026 em retração de 5,3%.

De acordo com o levantamento, a desaceleração da atividade industrial foi influenciada principalmente pela redução de 1,6% nas compras industriais. Em contrapartida, o faturamento real cresceu 1,1%, enquanto as horas trabalhadas na produção e o emprego registraram alta de 0,2% cada. A massa salarial avançou 0,1%, e a utilização da capacidade instalada aumentou 0,1 ponto percentual, chegando a 78,7%.

Cenário da indústria

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirma que os indicadores ainda não apontam uma recuperação consolidada da indústria gaúcha. “A atividade industrial passou a oscilar em torno de um patamar relativamente estável, mas as incertezas relacionadas à inflação, aos juros elevados e às expectativas ainda pessimistas para a economia seguem limitando uma recuperação mais consistente da indústria”, afirma o dirigente.

Comparação com 2025

Na comparação com maio de 2025, o IDI-RS apresentou retração de 6,7%, refletindo resultados negativos em todos os indicadores que compõem o índice. As compras industriais tiveram a maior queda, de 11,4%, voltando a registrar retração de dois dígitos após dois meses de recuos menos intensos.

Também houve redução de 10,3% no faturamento real, de 8,4% nas horas trabalhadas na produção, de 3,9% na massa salarial e de 2,5% no emprego. A utilização da capacidade instalada recuou 1,2 ponto percentual na comparação anual.

Acumulado do ano

Nos cinco primeiros meses de 2026, o IDI-RS acumula queda de 5,3%, completando oito meses consecutivos de resultados negativos na comparação interanual.

Entre os componentes do índice, as compras industriais registram a maior retração do período, com queda de 13%, seguidas pelas horas trabalhadas na produção (-6,5%) e pelo faturamento real (-6,3%). Emprego e massa salarial recuaram 1,4% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada diminuiu 0,7 ponto percentual.

Desempenho por setores

A pesquisa aponta que apenas três dos 16 segmentos industriais pesquisados apresentaram crescimento no acumulado de 2026: Alimentos (5,8%), Móveis (3,3%) e Têxteis (0,5%).

As principais contribuições negativas vieram dos setores de Máquinas e equipamentos (-12%), Veículos automotores (-9,4%) e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-14,6%).

Foto: Senivpetro/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
10/07/2026 0 Comentários 107 Visualizações
Política

Sistema Fiergs apresenta 118 propostas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 08/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs lançou, nesta terça-feira (7), em Porto Alegre, o documento Propostas Indústria do RS, que reúne 118 proposições voltadas às esferas estadual e federal para fortalecer a competitividade da indústria e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Elaborado pelos conselhos temáticos, comitês, sindicatos industriais e áreas técnicas da federação, o material será entregue aos pré-candidatos ao Governo do Estado com o objetivo de contribuir para a formulação de políticas públicas e para o ambiente de negócios.

Segundo a entidade, as propostas abrangem temas como infraestrutura, inovação, sustentabilidade, segurança jurídica, relações do trabalho, atração de investimentos e desenvolvimento industrial. O documento também apresenta uma pauta considerada prioritária para os governos estadual e federal.

Objetivo é contribuir com a próxima gestão estadual

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o documento foi elaborado com foco no desenvolvimento de longo prazo do estado. “Não é um conjunto de reivindicações, é um conjunto de propostas. É uma parceria que a indústria oferece ao futuro governador para construirmos, juntos, um estado mais competitivo, mais desenvolvido e com mais oportunidades para os gaúchos. A indústria acredita que este é o momento de discutir o futuro do Rio Grande do Sul e queremos contribuir para este debate de forma técnica, responsável e propositiva”, afirmou Bier.

O presidente da entidade acrescenta que as propostas buscam melhorar o ambiente de negócios, estimular investimentos e ampliar a geração de empregos.

Entre os temas destacados por Bier está a criação de fundos constitucionais para as regiões sul e sudeste. De acordo com o dirigente, atualmente, de cada R$ 100 arrecadados pela União no Rio Grande do Sul, cerca de R$ 26 retornam ao estado na forma de investimentos e transferências federais. “Esse desequilíbrio histórico precisa ser enfrentado. O que esperamos do futuro governador é que assuma a liderança política dessa agenda, defenda sua implantação e mobilize a bancada federal, os demais estados da região Sul e toda a sociedade em favor dessa proposta”, expressou Bier.

Estrutura do documento

Das 118 propostas, 72 estão organizadas em oito eixos temáticos: relações do trabalho e desenvolvimento do capital humano; segurança jurídica; ambiente de negócios, desburocratização e redução do Custo Brasil; promoção de negócios, atração de investimentos e internacionalização; inovação e inteligência estratégica; infraestrutura e logística multimodal; sustentabilidade e transição energética; e representatividade, articulação institucional e parcerias estratégicas.

O documento também reúne 27 conjuntos de demandas específicas para diferentes setores industriais e outras 19 propostas relacionadas às áreas de educação, tecnologia, saúde e cultura.

Além de apresentar um diagnóstico do ambiente de negócios, o material defende políticas públicas e reformas voltadas ao equilíbrio fiscal, à modernização do estado, à segurança jurídica, à redução do chamado Custo Brasil, ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento sustentável.

Pautas prioritárias

Na esfera estadual, a Fiergs aponta como prioridades a instituição do Fundo Constitucional das regiões sul e sudeste; a criação do Conselho de Competitividade do Rio Grande do Sul; o investimento anual de R$ 1,5 bilhão para recuperação e ampliação das rodovias estaduais; a criação de um Plano Estadual de Irrigação; a reestruturação do piso regional; a manutenção dos incentivos fiscais e medidas para reduzir os impactos da reforma tributária do consumo; a criação de um Plano Estadual de Mineração; a implementação de um Plano de Adaptação Climática; a ampliação da capacidade de investimento do Estado por meio de privatizações, responsabilidade fiscal e da prorrogação da suspensão do pagamento da dívida com a União; e o fortalecimento de cadeias produtivas consolidadas e de novos setores industriais estratégicos.

Entre as prioridades apresentadas para a esfera federal estão a criação do Fundo Constitucional das regiões Sul e Sudeste; a promoção do equilíbrio fiscal por meio da reforma administrativa e do aperfeiçoamento das regras fiscais; a manutenção da jornada de trabalho de 44 horas semanais e da escala 6×1; a modernização da legislação da aprendizagem industrial; medidas para garantir segurança jurídica na transição da tributação de lucros e dividendos; a ampliação dos investimentos em infraestrutura com recursos da Cide-Combustíveis; a revogação do piso mínimo do frete; a criação de um programa especial de parcelamento de débitos fiscais; a implantação de um Plano Nacional de Crédito Industrial; e a formulação de uma política industrial, tecnológica e de comércio exterior.

Importância da indústria

Segundo a Fiergs, a indústria representa 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, responde por 55% da arrecadação do ICMS e emprega cerca de 900 mil pessoas diretamente. O estado reúne mais de 52 mil indústrias e ocupa a quarta posição entre os estados mais industrializados do país.

O documento destaca, porém, que a participação do Rio Grande do Sul na indústria nacional caiu de 8,4%, no período entre 1992 e 2001, para 6,5% entre 2014 e 2023, cenário que, segundo a entidade, reforça a necessidade de medidas voltadas à recuperação da competitividade e da capacidade de crescimento do setor.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/07/2026 0 Comentários 114 Visualizações
Business

Pesquisa da Fiergs aponta queda da confiança da indústria gaúcha em junho

Por Jonathan da Silva 18/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Rio Grande do Sul (Icei-RS) caiu para 45,2 pontos em junho, registrando recuo de 0,7 ponto em relação a maio e ampliando a falta de confiança entre os industriais gaúchos. Divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Sistema Fiergs, o levantamento indica que a piora das expectativas para os próximos seis meses foi o principal fator para a queda do indicador. A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho com 139 empresas do estado, incluindo 29 pequenas, 45 médias e 65 grandes.

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, fatores internos e externos têm dificultado a recuperação da confiança do setor industrial. “A inflação e a manutenção de juros em patamares elevados limitam os investimentos. Além disso, o conflito no Oriente Médio e as taxações americanas continuam afetando os negócios e, consequentemente, a confiança dos industriais“, afirma Bier.

O Icei-RS utiliza como referência a linha dos 50 pontos. Resultados abaixo desse patamar indicam falta de confiança, sendo que quanto maior o distanciamento, mais intensa e disseminada é a percepção negativa entre os empresários.

Condições atuais apresentam melhora

Apesar da queda do índice geral, os industriais demonstraram avaliação menos negativa sobre as condições atuais. O Índice de Condições Atuais passou de 40,6 pontos em maio para 41,9 pontos em junho, registrando alta de 1,3 ponto e o segundo avanço consecutivo.

No caso da economia brasileira, o indicador subiu de 33,3 para 35 pontos. Ainda assim, prevalece a percepção de deterioração do cenário nacional: 56,1% dos entrevistados afirmaram que as condições da economia brasileira pioraram ou pioraram muito.

O Índice de Condições da Empresa também avançou, atingindo 45,4 pontos após alta de 1,1 ponto em relação ao mês anterior, alcançando o maior nível dos últimos 12 meses.

Os dados mostram redução na intensidade das avaliações negativas. A parcela de industriais que relatou piora nas condições de suas empresas caiu de 32,6% para 27,3%, enquanto o percentual daqueles que apontaram estabilidade aumentou de 55,8% para 59,7%.

Expectativas voltam a piorar

A melhora observada em maio não se repetiu em junho. O Índice de Expectativas recuou 1,7 ponto, passando de 48,5 para 46,8 pontos, o que indica aumento do pessimismo em relação aos próximos seis meses.

Mesmo com a retração, o Índice de Expectativas para a Própria Empresa permaneceu acima da linha dos 50 pontos pelo segundo mês consecutivo, atingindo 51,3 pontos. O resultado aponta para um otimismo menos disseminado do que no levantamento anterior.

Nesse cenário, 60,4% dos empresários projetam estabilidade para suas empresas nos próximos seis meses, enquanto 23% esperam melhora nas condições dos negócios.

Já o Índice de Expectativas da Economia Brasileira registrou queda de 1,9 ponto em relação a maio, atingindo 37,9 pontos. O resultado reforça o pessimismo em relação ao desempenho da economia nacional. Entre os entrevistados, 45,3% projetam deterioração da economia brasileira no próximo semestre.

Metodologia do levantamento

A pesquisa do Sistema Fiergs foi realizada entre os dias 1º e 12 de junho de 2026, com a participação de 139 empresas industriais do Rio Grande do Sul, sendo 29 de pequeno porte, 45 de médio porte e 65 de grande porte.

A íntegra do levantamento está disponível no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Felipe Silva/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 109 Visualizações
Projetos especiais

Plogging reúne cerca de 100 participantes e recolhe 610 kg de resíduos em Estância Velha

Por Jonathan da Silva 15/06/2026
Por Jonathan da Silva

Cerca de 100 pessoas participaram da ação Plogging Pegada Neutra em Estância Velha realizada neste sábado (13). A iniciativa reuniu moradores da cidade e de municípios vizinhos em uma atividade que combinou prática de exercícios físicos com coleta de resíduos descartados irregularmente. Realizado no bairro Lago Azul, o evento faz parte do Movimento Pegada Neutra, desenvolvido pelo Sinpasul, Fiergs e Pegada Neutra, em parceria com a Prefeitura, com o objetivo de promover conscientização ambiental e incentivar hábitos sustentáveis.

A atividade teve início em frente à EMEI Criança Feliz e se estendeu por aproximadamente uma hora e meia. Durante o percurso pelas ruas do bairro, os participantes recolheram resíduos encontrados em espaços públicos, contando com o apoio de um caminhão da Secretaria Municipal de Obras para o transporte do material coletado.

Coleta de resíduos

Ao final da mobilização, foram recolhidos cerca de 610 quilos de resíduos descartados de forma irregular. A ação chamou a atenção de moradores ao longo do trajeto e envolveu participantes de diferentes faixas etárias, incluindo famílias e grupos de amigos.

O plogging é um movimento que une caminhada ou corrida à coleta de lixo durante o percurso. A prática busca estimular a preservação ambiental por meio de ações realizadas em espaços públicos, além de incentivar a reflexão sobre o descarte correto de resíduos.

Participação da comunidade

Moradora de Portão, Adoli Basso participou da atividade e destacou a proposta da iniciativa. “Adorei a ação, pois somos responsáveis pelos resíduos que geramos. É uma excelente oportunidade para refletirmos sobre esse tema tão importante”, afirmou Adoli.

Segundo ela, a divulgação do evento pelas redes sociais foi decisiva para sua participação. “Fiquei sabendo da ação pelas redes sociais e fiz questão de participar”, completou a moradora da cidade vizinha de Estância Velha.

Mobilização ambiental

O Plogging Pegada Neutra integra o Movimento Pegada Neutra, iniciativa desenvolvida pelo Sinpasul, Fiergs e Pegada Neutra em parceria com a Prefeitura de Estância Velha. A proposta do projeto é promover ações voltadas à conscientização ambiental e estimular a participação da comunidade em atividades relacionadas à preservação dos espaços urbanos.

Foto: Richard Silva/Decom-EV/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/06/2026 0 Comentários 152 Visualizações
Business

Levantamento da Fiergs aponta queda na produção industrial do RS em abril

Por Jonathan da Silva 29/05/2026
Por Jonathan da Silva

A produção industrial do Rio Grande do Sul apresentou retração em abril na comparação com março, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (28) pela pesquisa Sondagem Industrial do RS, realizada pelo Sistema Fiergs. O índice de produção ficou em 46,3 pontos, abaixo da linha de 50 pontos, indicando queda na atividade industrial. Apesar disso, o resultado permaneceu acima da média histórica para o mês, de 45,4 pontos, o que sinaliza uma retração menos intensa do que a normalmente registrada em abril. Ao mesmo tempo, o levantamento apontou aumento na disposição dos empresários industriais para investir nos próximos seis meses.

Segundo a pesquisa, o índice do número de empregados ficou em 49 pontos em abril, repetindo o desempenho registrado em março e indicando nova retração no emprego industrial. A utilização da capacidade instalada alcançou 69%, patamar considerado abaixo do usual para o período.

Estoques sobem

Os estoques de produtos finais armazenados pelas indústrias cresceram entre março e abril. O indicador de evolução atingiu 51,5 pontos, enquanto o índice em relação ao planejado marcou 52,4 pontos, demonstrando que os estoques ficaram acima do desejado pelas empresas.

Expectativas caem

A sondagem também mostrou retração nas expectativas da indústria para maio nos indicadores de demanda e exportações. O índice de demanda caiu 1,6 ponto, chegando a 49 pontos, enquanto o indicador de exportações recuou 2,8 pontos, alcançando 46,8 pontos.

Por outro lado, houve avanço nas expectativas relacionadas ao emprego e às compras de matérias-primas. O índice de emprego subiu 1,2 ponto, atingindo 49 pontos, e o indicador de compras de matérias-primas avançou 0,3 ponto, chegando a 49,6 pontos. Mesmo com a alta, todos os índices permaneceram abaixo da linha de 50 pontos, indicando perspectivas pessimistas para os próximos meses.

Intenção de investir cresce

Apesar do cenário de retração na produção e das expectativas negativas, a intenção de investir da indústria gaúcha apresentou crescimento entre abril e maio. O índice avançou 3,5 pontos, passando de 51,8 para 55,3 pontos, superando a média histórica de 52,1 pontos.

De acordo com a pesquisa, 59,7% das empresas consultadas demonstraram intenção de realizar investimentos nos próximos seis meses.

O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 13 de maio com 129 empresas industriais do Rio Grande do Sul, sendo 30 pequenas, 43 médias e 56 grandes.

Foto: Hoang NC/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/05/2026 0 Comentários 133 Visualizações
Business

São Leopoldo recebe palestra sobre o cenário econômico de 2026 na segunda-feira

Por Jonathan da Silva 08/05/2026
Por Jonathan da Silva

Empresários, gestores e representantes de empresas associadas ao Sindimetal RS, Sinborsul e Sindivest participarão de uma palestra econômica com o economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, na próxima segunda-feira, dia 11 de maio, em São Leopoldo. O encontro ocorrerá na sede do Sindimetal RS, junto ao Centro das Indústrias, com início às 16h30min, e abordará os impactos dos riscos globais e dos desafios econômicos brasileiros sobre o Rio Grande do Sul. A atividade busca discutir os efeitos das tensões internacionais, da política econômica e dos eventos climáticos no desempenho da indústria e da economia gaúcha.

A programação começará com recepção e coffee break às 16h30min. A palestra terá início às 17h, com encerramento previsto para as 18h30min.

Debate sobre economia global e indústria

Com o tema “Riscos globais, desafios do Brasil e impactos no Rio Grande do Sul”, a palestra irá tratar do cenário econômico projetado para 2026 em um contexto de incertezas internacionais. Entre os assuntos previstos estão os reflexos das tensões geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio e o avanço de medidas protecionistas, sobre os preços da energia, a inflação e o comércio internacional.

A partir desse cenário, também serão discutidos os efeitos sobre a economia brasileira, especialmente em relação às taxas de juros, ao câmbio e à trajetória fiscal. Segundo a organização, a proposta é analisar como esses fatores influenciam o crédito, os investimentos e a competitividade da indústria nacional.

O economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, afirmou que o Rio Grande do Sul também estará no centro da análise. “Teremos destaque também sobre o Rio Grande do Sul, onde a recorrência de eventos climáticos extremos, somada a desafios estruturais e recentes barreiras comerciais, reforça um ambiente mais complexo para o crescimento econômico e a atividade industrial”, comentou Baggio.

Participação mediante doação

O acesso ao evento será mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. Os itens arrecadados serão destinados ao Banco de Alimentos – Vale do Sinos.

Mais detalhes podem ser obtidos pelo telefone (51) 3590-7708.

Serviço

  • O quê: Palestra econômica com o economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio
  • Quando: Segunda-feira, 11 de maio, das 16h30min às 18h30min
  • Onde: Sede do Sindimetal RS, junto ao Centro das Indústrias, em São Leopoldo
  • Quanto: 1 kg de alimento não perecível para doação ao Banco de Alimentos – Vale do Sinos
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/05/2026 0 Comentários 226 Visualizações
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